Textos de Reflexão
Carta ao Remetente
Escrevo-te esta carta sem saber se o destino ainda conhece o caminho do teu coração. Guardei entre as páginas do tempo as palavras que nunca tive coragem de dizer, enquanto a saudade fazia morada em cada silêncio. Hoje, deixo que a tinta revele o que a voz sempre escondeu: ainda existe um pedaço de mim que aprende a te amar em segredo.
As lembranças caminham comigo como folhas levadas pelo vento. Cada sorriso teu permanece vivo na memória, iluminando dias que insistem em ser cinzentos. O amor que senti não desapareceu; apenas vestiu a serenidade de quem compreendeu que algumas histórias continuam existindo, mesmo quando deixam de ser vividas.
Se algum dia esta carta encontrar tuas mãos, não a leia com tristeza, mas com carinho. Ela não pede retorno, nem promete eternidade. Apenas agradece pelos instantes em que fomos abrigo um do outro, transformando o comum em algo extraordinário, como se o mundo inteiro coubesse em um simples olhar.
E, ao encerrar estas palavras, devolvo ao vento tudo aquilo que o coração insistiu em guardar. Que a felicidade acompanhe teus passos, onde quer que estejas. Quanto a mim, seguirei em frente, levando comigo a mais bonita lembrança: a de um amor que, mesmo distante, jamais deixou de florescer dentro da alma.
Vai te gerar muita paz, não saber de muita coisa.
Não entender faz mal, mas também ensina a seguir em frente.
A gente agradece o afastamento de pessoas que te sorriem com maldade no coração e te abraçam com falsidade.
Eu sei que estou muito longe da perfeição, mas também não estou colada com o erro👉..... 👈🌝😶🌚
É como se eu tivesse nadado o oceano inteiro mesmo sem saber nadar e eu cheguei do outro lado. A sensação deveria ser de vitória, porém é só cansaço porque do outro lado está tudo exatamente igual, eu aprendi a nadar, estou vendo a realidade do outro lado
Agora estou completamente perdida sem saber se volto ou sigo em frente, não quero abandonar a minha bagagem, não de coisas materiais e sim de coisas que dinheiro nenhum paga!
Assassinos da gramática...
....escrevo tudo sei ate não saber nada mais...
Não sei escrever apenas copio o que escreveu!
As palavras estão mortas....!
Somos cegos e analfabetos funcionais?
E alguém diz analfabeto político asas da liberdade esta em chamas...
Pois a declaração de pobreza intelectual sera superarada pelos momentos mortos...
Algoz atroz, mundo sem palavras ou fonemas...
Seria possível um percentual absurdo instante.
Voltaria num tempo da inocência...
As palavras era pequeno mundo numa mente vazia...
As chamas dos desenho rupestres elevam sonhos de futuro melhor.
Voto de cabresto ainda vemos as palavras tomarem formas.
Maldizer para o cantor que se perdeu no tempo.
A escuridão sem semântica se torna a deriva a que o abismo da palavras sejam instante de lágrimas de quem aprendeu a ler catando milhos..
A cópia ganha contraste de um abismo.
A existência e suas explicações.
Podemos contestar?
Podemos saber o que nos criou?
São questões de pura curiosidade?
O mudaria na tua vida ?
O impacto na vida dos outros?
O continuo espaço tempo seria transcendência da evolução humana.
Pois ignora que carregamos é oriunda da falta de conhecimento...
Cinco Coisas Que Você Precisa Saber, Amor
Amor, você tem cinco coisas
que precisa saber sobre mim:
a primeira é que, quando penso
em você,
meu coração sorri antes mesmo
de eu sorrir.
A segunda é que seu abraço
tem um jeito estranho de acalmar
meu mundo,
como se, por alguns segundos,
nada lá fora pudesse me alcançar.
A terceira é que eu não prometo perfeição,
mas prometo verdade.
Quero estar ao seu lado nos dias bonitos
e também quando a vida perder a cor.
A quarta é que, entre tantas pessoas
no mundo,
foi você quem meu coração escolheu.
E, sinceramente, depois que te encontrou,
ele nunca mais quis procurar
outro lugar.
E a quinta…
ah, a quinta é a mais importante:
eu amo você.
Não apenas pelo que você é,
mas pelo que eu me torno
quando
estou com você.
Porque se amar é escolher
alguém todos os dias,
então, amor, pode ter certeza:
eu escolheria você
hoje, amanhã
e em todas as vidas
em que meu coração
pudesse te encontrar.
Como dói não ser o seu pra sempre...
Como dói saber que outro alguém te pertence e não eu te pertenço...
Como dói ter saudade, sentir sua falta e no fim do dia não poder te dar um abraço, um beijo, um afago...
Eu sigo aqui te amando loucamente ... Eu sigo aqui com a certeza que não mais poderás ser meu como um dia foi ..
"Eu não queria saber de estudar ou ler; não tinha interesse algum nisso. Gostava de matar aula e só me interessava por algumas coisas, ignorando outras. A preguiça e a falta de interesse tomavam conta de mim. Até que fui crescendo, alimentando muitos sonhos. Um desses sonhos realizei muito cedo: casar e ter filhos.
Só que eu era tão infantil para aquela fase que não consegui manter o meu sonho como um adulto sábio deveria fazer. Tornei-me adulto e conheci novas pessoas — amigos bons e ruins. Os bons guardo no peito até hoje; os ruins foram passageiros, graças a Deus. Porém, foi com essas pessoas e com as minhas próprias falhas que fui aprendendo e entendendo como o mundo funciona.
Hoje tenho 36 anos e só agora comecei a enxergar as coisas, ainda que pareça tarde. Isso é bom ou ruim? Por um lado, é ruim, porque eu poderia ter conquistado sonhos como carro, casa e família muito antes, como muitos jovens de 20, 25 ou 30 anos já conquistaram. Por outro lado, o bom é que eu acordei e entendi que nunca é tarde para correr atrás do que ficou para trás. Hoje tenho comigo o Leão da Tribo de Judá, o Senhor e Criador de tudo o que existe neste universo. Graças a Ele e à minha fé, consegui sair de um buraco muito profundo.
Leia bastante para adquirir sabedoria e entender o que acontece no mundo. Sem estudo e sem leitura profunda, você pode acabar mal. O mundo lá fora não é como a sua casa! Lá fora o caminho é difícil e perverso, como um leão que o rodeia, pronto para devorar.
Salmo de minha semente
David Araújo
*EU ME QUERO DE VOLTA*
Saí de casa sem saber para onde ia. Não era exatamente uma viagem. Viagem pressupõe algum compromisso com a chegada. Eu só queria andar.
Peguei a moto cedo, antes que a cidade começasse a cobrar de mim as coisas que eu já não sabia se queria pagar. Uma mochila pequena, pouca roupa, documentos, algum dinheiro e aquela sensação conhecida de que talvez, se eu ficasse longe o bastante, certas coisas dentro da cabeça perdessem o endereço.
A estrada de serra estava quase vazia.
Subi sem pressa. Curva depois de curva. Pinheiros, barrancos, casas isoladas, pequenas vendas onde ainda se podia tomar café sem alguém perguntar se você queria açúcar. Em alguns lugares, o mundo parecia ter esquecido de atualizar a paisagem.
Eu gostava disso.
Talvez porque passei boa parte da vida fazendo exatamente o contrário.
Atualizando.
Mudando de emprego. De cidade. De mulher. De opinião. De planos. Trocando certezas velhas por certezas novas, como quem troca uma camisa suja e acredita que ficou limpo.
Quando somos jovens, ninguém nos explica direito o tamanho da brincadeira.
Dizem para estudar.
Trabalhar.
Construir.
Casar, talvez.
Ter filhos.
Comprar uma casa.
Ser alguém.
A gente acredita.
Depois descobre que existe uma diferença enorme entre cumprir o figurino e caber dentro dele.
Eu cumpri algumas partes.
Outras fiz pela metade.
E algumas fiz tão bem que quase consegui destruir a pessoa que deveria ter sido.
Foi só muito depois que percebi isso.
Na juventude, eu achava que as decepções eram acidentes de percurso. Uma mulher que não ficou. Um amigo que virou estranho. Um projeto que morreu antes de nascer. Uma porta que não abriu. Um sonho que parecia grande demais para o quarto onde eu dormia.
A gente sofre.
Depois chama aquilo de experiência.
É uma maneira elegante de não admitir que não entendeu nada.
Continuei subindo.
Em determinado ponto, parei a moto num acostamento. Havia uma venda pequena, dessas que parecem ter sobrevivido por teimosia. Pedi café. O homem atrás do balcão devia ter mais ou menos a minha idade. Talvez um pouco mais.
Ele não tinha pressa.
Fiquei olhando enquanto ele limpava o balcão com um pano que provavelmente já tinha visto dias melhores.
Pensei em quantas pessoas eu havia observado durante a vida.
Homens cansados.
Mulheres que desistiram de certas coisas sem anunciar.
Gente que bebia todos os dias.
Gente que trabalhava todos os dias.
Gente que dizia estar feliz com a convicção de quem precisava convencer a si mesmo.
Eu costumava olhar para essas pessoas de fora.
Agora começo a reconhecê-las por dentro.
Essa talvez seja uma das partes menos agradáveis de envelhecer.
Você começa a encontrar nos outros os mesmos defeitos que passou anos condenando.
O homem que você julgava acomodado.
Você.
A mulher que você achava que tinha desistido.
Você.
O sujeito que dizia não esperar mais nada da vida.
Você.
É uma espécie de justiça tardia.
A vida não manda boleto.
Manda espelho.
Voltei para a estrada.
Desci a serra em direção ao litoral. O ar mudou primeiro. Depois a paisagem. A estrada se abriu e o mar apareceu entre uma curva e outra.
Parei.
Fiquei olhando.
Não senti nenhuma revelação.
Ainda bem.
Tenho desconfiança de revelações.
Quase sempre elas duram até o próximo problema.
O que senti foi uma coisa mais simples.
Cansaço.
Um cansaço antigo.
Não do corpo. O corpo estava funcionando.
Era outro.
O cansaço de carregar perguntas que aprenderam a se reproduzir.
Quando somos jovens, procuramos respostas.
Depois de algum tempo, percebemos que algumas respostas apenas criam perguntas melhores.
E algumas perguntas não querem resposta.
Querem companhia.
Segui pela estrada litorânea.
Pequenos lugarejos apareciam e desapareciam. Uma igreja. Uma praça. Dois cachorros dormindo na sombra. Um bar aberto numa quarta-feira à tarde. Um velho sentado numa cadeira de plástico olhando para lugar nenhum.
Talvez ele soubesse alguma coisa.
Talvez não.
Essa é outra mentira da idade.
A gente imagina que quem chegou mais longe sabe mais.
Nem sempre.
Às vezes só chegou mais longe.
Foi então que lembrei de algumas coisas que eu tinha deixado para trás.
Não pessoas exatamente.
Momentos.
A adolescência.
Aquele período estranho em que a vida ainda não tinha apresentado a conta.
Eu sinto falta de coisas que, na época, pareciam insignificantes.
Uma rua.
Um quarto.
Uma conversa idiota.
Uma música tocando num rádio ruim.
Uma tarde sem obrigação.
A sensação de que ainda havia muito tempo.
É curioso.
Quando temos tempo, queremos futuro.
Quando o futuro já está parcialmente ocupado pelo passado, começamos a querer de volta algumas tardes.
Não quero voltar a ser adolescente.
Isso seria uma estupidez.
Quero apenas recuperar alguma coisa daquele sujeito que acreditava que a vida podia ser diferente.
Não necessariamente melhor.
Diferente.
Talvez seja isso que eu tenha perdido.
Não a juventude.
A capacidade de acreditar antes de exigir garantias.
Passei anos tentando viver de acordo com aquilo que parecia correto.
E algumas coisas corretas fizeram estragos.
Essa talvez seja uma das coisas que ainda não compreendi.
Como alguém pode fazer tudo conforme o figurino e, mesmo assim, terminar diante de uma vida que não reconhece?
Você trabalha.
Paga contas.
Cumpre compromissos.
Evita escândalos.
Engole algumas vontades.
Adia outras.
Diz “depois”.
Diz “agora não”.
Diz “é o melhor”.
E, quando percebe, existe uma distância entre aquilo que você construiu e aquilo que você era.
Não houve uma explosão.
Não houve música triste.
Ninguém percebeu.
Foi acontecendo.
Depois que sangra, seca.
O problema é que a pele fica diferente.
Talvez algumas coisas tenham morrido em mim em dias que eu achei que tinha apenas perdido.
Uma relação.
Uma amizade.
Uma possibilidade.
Uma versão de mim.
Aquilo não me matou.
Mas algo naquele dia morreu em mim.
Demorei para entender.
Ou talvez ainda não tenha entendido.
A diferença entre amadurecer e se acostumar é uma das perguntas que continuam me perseguindo.
Porque existe gente madura.
E existe gente apenas cansada.
Existe gente tranquila.
E existe gente que desistiu de discutir com a própria vida.
Existe gente que aprendeu a viver.
E existe gente que aprendeu a não reclamar.
Às vezes eu não sei em qual grupo estou.
Talvez nos dois.
Continuei rodando.
O vento batia no capacete e levava embora qualquer possibilidade de pensamento organizado.
Foi bom.
Minha cabeça sempre foi um lugar pouco recomendável.
Sou de carne, osso e uma confusão de pensamentos.
Nunca fui exatamente uma pessoa simples.
Durante muito tempo achei que isso fosse um defeito.
Hoje já não sei.
Talvez a simplicidade seja apenas uma forma eficiente de esconder aquilo que não conseguimos compreender.
Eu sempre vou ser uma confusão.
Não digo isso com orgulho.
Também não digo com vergonha.
É apenas um diagnóstico sem médico.
No fim da tarde, parei perto de uma praia pequena.
Não havia quase ninguém.
Tirei o capacete e sentei num banco.
O mar fazia aquele trabalho antigo de ir e voltar sem precisar justificar nada.
Pensei que talvez eu tivesse passado tempo demais tentando resolver a minha vida.
Talvez a amnésia resolvesse o problema.
Esquecer algumas coisas.
Esquecer algumas pessoas.
Esquecer certas versões de mim.
Mas logo percebi que seria inútil.
Porque não é o passado que continua nos perseguindo.
Somos nós que continuamos voltando até ele.
Voltei para a moto.
Ainda não sabia para onde iria dormir.
Também não sabia o que faria no dia seguinte.
Pela primeira vez em muito tempo, isso não pareceu uma ameaça.
Talvez porque eu tenha finalmente entendido que planejar tudo não me protegeu de nada.
Tudo correu como eu não planejei.
E, apesar disso, cheguei até aqui.
Não é uma vitória.
Também não é uma derrota.
É apenas o lugar onde estou.
A estrada continuava pela costa.
Eu podia seguir.
Podia parar.
Podia voltar.
Não havia placa dizendo qual das três opções seria a mais correta.
Ainda bem.
Passei anos demais obedecendo placas.
Naquela noite, enquanto o céu escurecia sobre o mar, pensei numa frase que não parecia minha, embora viesse de dentro:
eu me quero de volta.
Não o homem que fui.
Isso seria impossível.
Quero de volta alguma coisa que existia antes de eu começar a negociar comigo mesmo.
Antes de transformar desejo em obrigação.
Antes de confundir responsabilidade com abandono.
Antes de aprender a dizer “é assim mesmo”.
Talvez viver seja justamente isso.
Perder algumas versões de si.
Encontrar outras.
E, de vez em quando, reconhecer uma antiga no acostamento.
Parar.
Olhar.
Não tentar trazê-la de volta.
Apenas agradecer.
Depois subir na moto e continuar.
Porque existir é pouco.
É preciso viver.
Mesmo sem saber exatamente como.
Mesmo carregando perguntas.
Mesmo fazendo errado.
Mesmo descobrindo tarde demais que algumas respostas não estavam na estrada, na cidade, nas pessoas ou nos lugares para onde fugimos.
Estavam naquilo que a gente evitou olhar enquanto ainda tinha tempo.
O motor pegou na primeira tentativa.
Pus o capacete.
Acelerei.
Vamos, vida.
Me surpreenda.
Dessa vez eu não vou exigir que você faça sentido.
Será que um dia terei seu amor?
É tão fútil isso...não saber seus sentimentos
Olhar para você, e o mesmo não retribuir o olhar...
Pode ser coisa da minha cabeça...pelo menos era o que eu queria...
Ao mesmo tempo que pode haver algo que preencha essa ansiedade e curiosidade por uma resposta...De mesmo forma, pode não significar nada...
Sinto o véu frio da névoa envolvendo-se em mim, procurando me dar conforto ou me dar esperança...só que não funciona, não chega nem mesmo perto de ter o calor da esperança...
Óh céus! Como eu queria que você me dissesse algo que me acalorasse e me desse esperança...
Que você retribuisse seu olhar,
Começasse uma conversa comigo, para ambos ouvirmos a voz um do outro..
Que você me enviasse músicas com uma mensagem oculta...
Queria eu que fosse verdade,
Mas, óh céus, por que isso tem de ser tão difícil?
Pode ser tudo ilusão,
No fim não há nada entre nós,
É algo fantasioso da minha mente,
E tenho de aceitar, para que isso não me corroa por dentro...
ELA FINGIA
Ela fingia entender tudo o que eu dizia.
Ela fingia saber o que não sabia,
enquanto eu tentava explicar,
enquanto eu tentava explicar
o caos deste mundo,
a falta de amor,
a busca da paz,
o inferno e a dor.
Ela nada sabia de filosofia,
nem de poesia, de Pessoa ou Drummond.
Ela tampouco sabia de democracia,
ou de anarquia de Foucault a Proudhon.
Mas ela sempre aceitou minha fantasia.
Ela sequer perguntou sobre a minha ironia:
de me achar tão sabido
e o sentido da vida não ter entendido,
que, segundo ela, era viver
bem distraído,
que, segundo ela, era esquecer
o mal sofrido.
Saber calar o que o coração grita não é sobre omissão ou fraqueza, é, na verdade, uma das maiores demonstrações de força e elegância emocional que alguém pode ter. É a arte sutil de transformar tempestades internas em brisa leve para o mundo. Muitas vezes, a nossa mente e o nosso peito viram um cenário de ventanias, dúvidas e sentimentos que pesam. O impulso natural seria deixar transbordar, mas quem escolhe o silêncio compreende que nem todo mundo está pronto para acolher a nossa chuva. Há um valor sagrado em recuar, em fechar os olhos e permitir que o turbilhão aconteça apenas do lado de dentro.Nesse processo silencioso, a gente se torna o próprio abrigo. Em vez de espalhar raios e trovões por onde passa, quem domina essa arte escolhe respirar fundo e filtrar a própria dor. É como se no aconchego desse isolamento voluntário, o coração conseguisse desacelerar o vento, acalmar as ondas e transformar o caos em aprendizado. Quando finalmente voltamos a interagir com o exterior, o que entregamos aos outros não é o estrago da tormenta, mas o frescor que vem depois dela. Oferecemos paz, maturidade e uma brisa leve aquela que acalma quem está ao redor, enquanto mantemos intacto e protegido o nosso próprio mundo secreto.
_Enzo Ruchell_
Hoje eu te deixo ir com a certeza de que não volto mais. Meu coração está em paz por saber que lutei a cada minuto, e que me machuquei até demais tentando fazer a gente dar certo. Talvez esta seja a minha última mensagem para você, então, mais uma vez, obrigado por ter entrado na minha vida e por ter me ensinado tanto.
Levo comigo as lembranças boas e o aprendizado de que, às vezes, amar também é saber a hora de soltar a mão. Desejo, do fundo do meu coração, que você encontre a felicidade que busca, assim como eu seguirei agora em busca da minha. Sigo meu caminho com carinho pelo que fomos, mas com a convicção de que o nosso amor termina aqui. Adeus, e cuide-se.
eu preciso colocar para fora tudo o que sinto. Olhar para o horizonte e saber que você está lá, mas não aqui ao meu alcance, é um dos desafios mais difíceis que já enfrentei.
Dizem que a distância separa corpos, mas eu aprendi que ela também confirma destinos. Cada pensamento meu tem o seu nome. Cada vez que fecho os olhos para descansar, é o seu rosto que aparece, como um porto seguro no meio do meu dia. Você é o motivo do meu sorriso mais sincero, aquele que surge do nada só de lembrar de um detalhe nosso.
Eu sei que o "agora" é feito de saudades e de conversas por tela, mas eu acredito na força do que a gente construiu. Nosso amor não é de vidro; ele é resiliente, ele aguenta o tempo e essa quilometragem que nos separa.
Sigo aqui, contando os dias e guardando cada abraço que não pudemos dar hoje para entregá-los em dobro quando nossos caminhos finalmente se cruzarem de novo. Mal posso esperar pelo momento de olhar nos seus olhos e dizer, sem pressa e sem interferências, o quanto eu amo você.
Saber que você tem medo de me perder só me dá mais vontade de segurar sua mão com força. Eu entendo que às vezes a vontade de 'terminar com tudo' é só o medo falando mais alto, mas eu não vou a lugar nenhum.
Você me pediu sinceridade, então aqui está a minha: você é a melhor parte da minha rotina. Não se preocupe em ser perfeita para mim; eu já gosto de você com todas as suas manias e contradições. O que me incomoda? Só a ideia de não ter você por perto. O resto a gente resolve conversando, crescendo e aprendendo juntos. Obrigado por ser tão transparente comigo. Eu te vejo, eu te aceito e eu quero estar aqui por você.
Fúria! Todos procuram defeitos para atirar pedras sobre mim, mas nem mesmo me procuram para saber sobre mim!
Acaso és perfeito, oh, julgador? Por que não crucifica a si mesmo? Pois apenas olhas a trave dos mais fracos, impiedoso!
Dizes tu que queres ajudar-me com críticas que ferem como espadas de dois gumes? Portanto, eu te afirmo: Médico, cura-te a ti mesmo!!
O Estigma do Nome
Me deram um nome…
Sem me perguntar se eu queria.
Sem saber se cabia.
Sem saber se dizia
quem eu realmente sou.
E, junto do nome,
vieram rótulos,
sobrenomes carregados de histórias,
algumas que nem me pertencem,
mas que eu fui obrigado a carregar.
Filho de quem?
De onde veio?
O que faz?
O que tem?
O que vai ser?
A vida virou esse questionário infinito,
onde eu sou menos eu
e mais o que esperam de mim.
No RG, um código.
Na escola, uma carteira numerada.
Na sociedade, um cargo, uma função,
um endereço, um CNPJ
um destino pronto.
E eu, me debatendo dentro do próprio nome,
tentando entender se sou mais que ele.
Se sou mais que um verbo conjugado no passado de alguém.
Até que um dia eu percebi...
O nome é só um eco.
Uma casca.
Um som.
Uma história contada por quem nunca me conheceu por inteiro.
Meu nome não me contém.
Meu nome não me explica.
Meu nome não me limita.
Eu sou aquilo que nem tem nome.
Sou aquilo que se sente,
mas não se escreve.
Sou aquilo que nasce
quando o silêncio apaga as palavras.
A DIFERENÇA ENTRE SABER E SER
Um neurotípico pode estudar cinco anos de psicologia, buscando no título o que lhe falta em empatia.
Mas jamais verá o mundo com a lente de quem sente, de um neurodivergente, que pensa diferente.
O que pra uns é teoria e repetição,
pra nós é instinto, é pura sobrevivência em ação.
Enquanto uns decoram o que é ser humano, nós vivemos o peso e o mistério do engano.
Sentimos o outro até a exaustão, sem diploma, vaidade ou aprovação.
Porque não há curso que ensine o que dói,
nem ciência que alcance o que o silêncio constrói.
Se existe entre nós alguém que ainda guarda um segredo que lhe parte o coração, precisa saber que a carne humana não suporta para sempre o peso da dor. Um dia, o corpo cansa-se, a alma sucumbe, e aquilo que foi silenciado por tanto tempo encontra finalmente uma forma de se revelar.
Daniel Perato Furucuto
Um pouco de Psicologia...
Fofoca × hormônios
Não se importar em saber quem fala mal de você faz um bem enorme para a saúde mental.
É claro que o produtor da fofoca apresenta, momentaneamente, uma sensação de bem-estar pelo aumento da ocitocina.
Por outro lado, quem ignora a intriga continua aproveitando a vida com leveza e boas concentrações de serotonina.
Consequentemente, o fofoqueiro começa a ter um aumento de cortisol por conta do estresse decorrente do acúmulo de inveja.
Que interessante, hein! 😊
27/06/26
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