Textos de Reflexão
ENIGMA DA VIDA.
"Olhe, me empreste aqui um pouco da tua atenção,
a vida é um leva e trás até mesmo um mundo de alienação,
mas nunca se desespere não,
porque mesmo que isso aconteça,
e toda rogação que por mais santa te pereça,
ignore e não procure fugir de nada,
deveras vezes nesta infinita grande jornada,
nem uma vírgula há quem bem mexa,
pois do tudo que a vida leva um pouco desse tudo ela sempre deixa."
Marcelo Caetano Monteiro.
O ENIGMA DA VIDA.
A vida, quando interrogada com rigor, não se deixa aprisionar por uma única lente. Ela exige do espírito humano uma travessia entre campos diversos do saber, como se cada disciplina fosse apenas um fragmento de uma verdade maior, ainda velada. Assim, ergue-se este exame como uma conferência de múltiplas vozes, que se entrelaçam até culminarem na síntese consoladora da visão espírita.
Sob a ótica positivista, a vida é observada como fenômeno verificável, circunscrito ao domínio da experiência sensível. O ser humano, reduzido à soma de funções orgânicas, é compreendido como produto de leis naturais imutáveis. Não há mistério, apenas mecanismos. O nascimento e a morte tornam-se eventos biológicos, delimitados por causalidades físicas. Contudo, tal perspectiva, embora meticulosamente ordenada, carece de resposta para as inquietações mais profundas do ser, aquelas que não se medem, mas se sentem.
O materialismo avança ainda mais na redução. Para ele, a consciência não passa de secreção cerebral. Amar, sofrer, sonhar, tudo se dissolve em reações químicas. A vida perde sua transcendência e se torna um episódio efêmero no vasto teatro do acaso. Mas aqui surge uma fissura. Se tudo é matéria, por que o homem aspira ao infinito. Por que chora diante da morte e busca eternizar o que sabe ser transitório.
O musicista, ao contrário, percebe a vida como harmonia. Para ele, existir é vibrar em frequências invisíveis, é compor-se com o ritmo universal. Cada emoção é uma nota, cada experiência uma melodia. A dor, longe de ser um erro, torna-se dissonância necessária para a beleza do conjunto. A vida, então, não é apenas vivida, mas interpretada.
O poetista eleva essa percepção ao campo da linguagem simbólica. A vida torna-se metáfora. Um jardim que floresce e murcha. Um crepúsculo que anuncia tanto o fim quanto o recomeço. O poeta não explica a vida, ele a revela em sua dimensão sensível. Ele intui aquilo que a razão ainda não alcançou.
O romancista, por sua vez, vê a vida como narrativa. Cada indivíduo é personagem de uma trama complexa, onde escolhas, conflitos e redenções se entrelaçam. Não há existência sem enredo, nem sofrimento sem propósito dramático. A vida ganha sentido quando compreendida como história em construção.
O astrônomo ergue os olhos ao céu e contempla a vastidão. Diante das galáxias, a vida humana parece ínfima. Contudo, é justamente essa pequenez que desperta o assombro. Como pode um ser tão diminuto conter em si a capacidade de compreender o cosmos. A vida, nesse olhar, é um ponto de consciência no infinito.
O cientista, fiel ao método, investiga os processos da vida com precisão. Descobre estruturas, decifra códigos, manipula elementos. Mas, ao final de cada descoberta, encontra uma nova pergunta. A vida revela-se inesgotável, como se sempre escapasse ao domínio completo da razão.
O filósofo mergulha no problema do ser. Pergunta-se não apenas o que é a vida, mas por que ela é. Reflete sobre sua finalidade, sua origem, sua essência. A vida torna-se problema ontológico, exigindo não apenas respostas, mas compreensão profunda.
O psicólogo, atento à interioridade, investiga os movimentos da alma humana. Observa conflitos, desejos, traumas, aspirações. Percebe que a vida não é apenas externa, mas profundamente interna. O verdadeiro drama humano ocorre no silêncio do espírito.
Mesmo os transgressores das leis sociais oferecem uma perspectiva. Ao romperem normas, revelam tensões ocultas da sociedade. Sua existência, ainda que desviada, denuncia imperfeições coletivas. A vida, aqui, surge como campo de luta entre ordem e liberdade.
Todas essas visões, embora distintas, apontam para uma incompletude. Cada uma toca uma dimensão da vida, mas nenhuma a esgota. É nesse ponto que se impõe a necessidade de uma síntese mais ampla, que não negue a razão, mas a transcenda.
É então que se ergue a luz da doutrina espírita, codificada por Allan Kardec na obra O Livro dos Espíritos. Ali, a vida deixa de ser enigma insolúvel e passa a ser compreendida como expressão de uma realidade espiritual mais vasta.
Na questão 132, encontra-se uma das respostas mais esclarecedoras. Pergunta-se qual é o objetivo da encarnação dos Espíritos. A resposta é categórica. Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação. Para outros, missão. Em todos os casos, é prova.
Na questão 134, define-se o que é a alma. Um Espírito encarnado. Assim, a vida não é criação da matéria, mas manifestação do Espírito através dela. A matéria torna-se instrumento, não causa.
Na questão 115, afirma-se que os Espíritos foram criados simples e ignorantes, destinados a progredir. A vida, portanto, é caminho evolutivo, não episódio isolado.
Na questão 166, aborda-se a pluralidade das existências. A alma reencarna tantas vezes quantas forem necessárias para seu aperfeiçoamento. A vida atual é apenas um capítulo de uma longa jornada.
Na questão 919, recomenda-se o autoconhecimento como meio de progresso moral. A vida, então, adquire sentido ético. Não basta existir, é preciso transformar-se.
Essas respostas, quando analisadas em conjunto, oferecem uma visão profundamente consoladora. A vida não é acaso, nem castigo sem sentido. Ela é oportunidade. Cada dor carrega um propósito. Cada encontro, uma lição. Cada existência, um degrau na ascensão do Espírito.
A Boa Nova, ensinada pelo Cristo, ressurge aqui como essência dessa compreensão. A vida é amor em movimento. Não se limita ao instante presente, mas se projeta na eternidade do progresso espiritual. Viver bem não é acumular bens, mas cultivar virtudes. Não é dominar o outro, mas compreender-se.
E assim, ao final desta reflexão, o enigma da vida já não se apresenta como abismo, mas como convite.
A vida é escola, é caminho, é reencontro. É lágrima que purifica e esperança que renasce. É silêncio que ensina e voz que consola. É dor que lapida e amor que redime.
E quando o coração humano, cansado de buscar respostas fragmentadas, encontra essa verdade, algo se transforma em seu íntimo.
Já não teme a morte, pois compreende a continuidade. Já não se desespera diante da dor, pois reconhece sua função. Já não se perde no vazio, pois descobre que jamais esteve só.
A vida, afinal, não é um enigma para ser resolvido, mas uma realidade para ser vivida com consciência, dignidade e amor.
E naquele instante em que a alma compreende isso, mesmo em meio às lágrimas, ela sorri, porque enfim percebe que viver é participar de uma obra divina, onde cada sofrimento é semente, cada gesto é eternidade em construção, e cada ser é chamado a tornar-se luz.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
SOBRE O PERISPÍRITO.
A ARQUITETURA FLUÍDICA DA VIDA E A EVOLUÇÃO DO ESPÍRITO.
O estudo da obra “A Evolução Anímica” apresenta uma das mais elaboradas reflexões acerca da relação entre espírito, perispírito e corpo físico. A análise conduz o leitor a compreender que a existência humana não se reduz a fenômenos meramente biológicos, mas constitui uma complexa interação entre elementos espirituais, energéticos e materiais.
Segundo a exposição doutrinária, o perispírito é o invólucro semimaterial que liga o princípio inteligente ao organismo físico. Não se trata de uma abstração metafísica, mas de um elemento real que atua como intermediário entre a alma e o corpo. Essa ligação realiza-se por intermédio do chamado princípio vital, força dinâmica que anima a matéria organizada e permite ao espírito agir sobre o corpo.
A encarnação, portanto, não se estabelece de maneira arbitrária. Ela ocorre porque o fluido vital impregna o gérmen material, estabelecendo uma ponte funcional entre o espírito e a matéria. Assim, o perispírito conecta-se a todas as moléculas do corpo, estruturando-se como verdadeiro molde organizador da forma física. Essa concepção explica por que os tecidos corporais, ainda que se renovem continuamente, mantêm a mesma configuração estrutural. O invólucro perispiritual conserva o modelo da forma orgânica e assegura a continuidade da identidade corporal.
Outro aspecto de elevada importância filosófica refere-se ao processo evolutivo da alma. O pensamento espiritualista apresentado afirma que o espírito não surgiu em estado de perfeição. Ao contrário, desenvolveu-se gradualmente através das experiências da vida. A luta pela existência, muitas vezes dolorosa, constitui o mecanismo natural que estimula o desenvolvimento das faculdades latentes do princípio inteligente.
A doutrina rejeita, portanto, a ideia de uma queda de seres originalmente perfeitos. A humanidade não provém de uma condição angélica perdida. O espírito iniciou sua jornada em estágios rudimentares da existência e, por meio de sucessivas experiências evolutivas, conquistou progressivamente a consciência, a razão e a moralidade.
Nesse contexto surge também a explicação do instinto. O instinto representa a manifestação mais primitiva da atividade da alma. Trata-se de um conjunto de reações adaptativas acumuladas ao longo da evolução e inscritas no perispírito. As ações repetidas durante as existências anteriores deixam marcas no invólucro espiritual, formando disposições automáticas que se transmitem como tendências naturais do ser.
A ciência materialista procurou explicar a atividade mental afirmando que o pensamento seria uma simples função do cérebro. Entretanto, a filosofia espiritualista apresenta um argumento decisivo contra essa interpretação. Após a morte do corpo físico, o espírito continua a manifestar inteligência, memória e consciência. Esse fato demonstra que o pensamento não depende essencialmente do cérebro, mas apenas utiliza o sistema nervoso como instrumento de expressão durante a vida corpórea.
O sistema nervoso, nessa perspectiva, constitui apenas a condição orgânica das manifestações psíquicas. Ele funciona como uma reprodução material das estruturas do perispírito. Alterações graves na substância nervosa perturbam a manifestação da inteligência, não porque destruam a alma, mas porque danificam o instrumento através do qual ela se expressa no mundo físico.
A fisiologia moderna confirma a estreita relação entre o estado do organismo e as manifestações mentais. Entretanto, a filosofia espiritualista amplia essa compreensão ao demonstrar que tais fenômenos resultam de uma interação entre três elementos fundamentais.
O corpo físico, que representa o instrumento material.
O perispírito, que constitui o campo intermediário de transmissão das forças.
O espírito, princípio inteligente que pensa, quer e sente.
Quando um estímulo externo impressiona os sentidos, produz-se inicialmente uma alteração física no aparelho sensorial. Essa alteração gera uma sensação que é conduzida pelos nervos até o cérebro. Nesse momento podem ocorrer dois fenômenos distintos. Se o espírito toma consciência da alteração, temos a percepção. Caso contrário, a sensação permanece registrada de forma inconsciente.
Esse processo evidencia a presença do “eu” consciente, princípio que transforma fenômenos físicos em experiências psíquicas. Sem admitir a existência desse sujeito espiritual, torna-se impossível explicar a passagem da sensação material para a percepção consciente.
Outro ponto notável refere-se à natureza vibratória da realidade. Toda sensação deriva de movimentos vibratórios. A luz que impressiona a retina, o som que faz vibrar o tímpano ou a pressão que estimula os nervos táteis constituem diferentes formas de vibração. Esses movimentos propagam-se através do sistema nervoso até determinadas regiões do cérebro, onde se transformam em percepções.
Ao mesmo tempo, tais vibrações modificam o estado da força vital e repercutem no perispírito, registrando novas experiências na estrutura do ser. Assim, cada vivência imprime marcas duradouras no invólucro espiritual, contribuindo para a construção progressiva da individualidade.
Esse conjunto de ideias conduz a uma visão profundamente dinâmica da existência. Nada permanece estático na natureza. Tudo é movimento, transformação e desenvolvimento. O espírito evolui através das experiências sucessivas, gravando no perispírito as aquisições conquistadas ao longo de sua jornada.
A vida corporal torna-se, portanto, uma etapa educativa da consciência. Por meio das lutas, dificuldades e aprendizados da existência terrena, o espírito amplia suas faculdades e prepara-se para estados mais elevados da vida espiritual.
Assim compreendida, a evolução anímica revela-se como um processo grandioso de aperfeiçoamento. Cada existência representa um capítulo na longa ascensão do ser, que avança lentamente da inconsciência instintiva para a plena lucidez moral e intelectual.
E nessa lenta construção do espírito reside uma das mais profundas leis da vida. Nada se perde no universo moral. Cada esforço, cada dor e cada conquista convertem-se em patrimônio permanente da consciência, ampliando indefinidamente os horizontes da alma no vasto cenário do Cosmo.
Quando o inimigo se aproximar
No batente da porta da minha vida
Está o sangue de Jesus Cristo
Eu não terei medo, eu não terei medo
Há um exército de anjos aqui
Estou protegido de todos os lados
Pelo sangue de Jesus Cristo Hope Darst / Jacob Sooter / Lauren Sloat
O único "antidepressivo" que cura de verdade é mudar de vida.
Mudar de pensamentos, perspectivas, ideias, valores, comportamentos, atitudes, ambientes, pessoas.
A única pessoa que pode mudar minha vida sou eu.
E por que fico preso na minha própria mente? Por causa do medo.
Medo de viver como quero.
Medo de mudar.
Medo do que vão pensar.
Medo de perder.
Medo de sentir.
Medo de tudo.
Com tanto medo, não se vive. Apenas se sobrevive.
A única forma de tirar esses medos é escutando o próprio sentimento, vivendo o que você sente vontade sem se importar com o mundo.
Ou você vive feliz sendo "louco" para a sociedade ou vive infeliz sendo "normal" à base de remédios.
Eu vivo por mim, não pelos outros. Meu coração sente, minha mente pensa, e minha vida é só minha.
Escute o que sente, desprenda-se da razão.
Você verá que viver como quer é mais simples do que imagina.
Quando a Alma Reconhece
Não foi palavra, nem imagem,
nem mesmo o tempo certo da vida…
foi algo mais fundo,
desses que a gente não explica —
apenas sente.
Eu vinha de dentro de mim quebrado,
em pedaços que nem o silêncio colava mais,
e, ainda assim, algo em mim
te reconheceu.
Como se antes de qualquer lógica,
antes de qualquer razão,
minha alma tivesse te visto
e dito baixinho:
“é aqui…”
E não falo de pressa,
nem de ilusões que o vento leva —
falo desse raro encontro
que toca sem tocar,
que aquece sem pedir,
que chega…
e simplesmente fica.
Se existe um caminho invisível
que cruza destinos distraídos,
talvez tenha sido ele —
ou talvez só dois corações cansados
decidindo acreditar de novo.
Mas seja o que for,
tem algo em você
que não me passa,
não me soa comum,
não me deixa indiferente.
E pela primeira vez em muito tempo,
não quero entender…
quero sentir.
*A Ruína do Ego e a Urgência da Reflexão*
Na trajetória da vida, as escolhas moldam o destino de cada indivíduo. Quando se decide priorizar o reconhecimento alheio em detrimento dos laços familiares, abre-se espaço para uma inversão de valores que, gradativamente, corrói a essência humana. A valorização exacerbada dos bens materiais em oposição aos sentimentos e às relações interpessoais demonstra um desvio de prioridades que conduz à frieza emocional e ao isolamento.
Além disso, a crença inabalável na própria infalibilidade torna o indivíduo resistente à correção e à autocrítica, fazendo com que a arrogância se torne um pilar de sua personalidade. Esse comportamento não apenas afasta aqueles que poderiam auxiliá-lo em sua jornada, mas também o impede de evoluir, pois já não há espaço para a resiliência e a humildade. Dominado pela ambição e pela vaidade, ele passa a alimentar um egocentrismo destrutivo, tornando-se refém de suas próprias convicções.
Diante dessa realidade, é imperativo interromper essa trajetória e refletir sobre o caminho percorrido. A busca pelo equilíbrio interior e pela reconstrução dos valores essenciais deve ser uma prioridade, pois, caso contrário, o colapso pessoal torna-se inevitável. A degradação espiritual, quando ignorada, avança silenciosamente e conduz o indivíduo ao abismo, privando-o da possibilidade de uma vida plena e significativa.
É certo que todos possuem fragilidades, sejam emocionais, espirituais ou psicológicas. No entanto, reconhecer tais vulnerabilidades é o primeiro passo para evitar a própria ruína. A negação dos próprios conflitos e a recusa em buscar ajuda apenas aceleram um processo de decadência que, sem o devido controle, pode resultar na perda total de si mesmo.
Portanto, a reflexão deve ser constante, e o autoconhecimento, um compromisso inadiável. A verdadeira força não reside na ilusão da perfeição, mas na capacidade de reconhecer as próprias falhas e trabalhar para superá-las. Apenas assim será possível evitar o declínio e trilhar um caminho de crescimento genuíno, onde a essência humana prevaleça sobre a vaidade e a ambição desmedida.
H.A.A
Coerência vs Mudança
Há pessoas tão inconstantes, que a única coerência na sua vida... É o facto de serem absolutamente incoerentes!
Há pessoas tão inconstantes que a única coerência que mantêm é a incoerência permanente!
Há indivíduos que mudam tanto de opinião, que só são fiéis à própria contradição!
A única linha reta na vida de certas pessoas é o ziguezague da incoerência!
Há quem mude tanto de rumo que a sua única constância é exatamente a falta dela!
Há humanos tão incoerentes, que até nisso conseguem ser consistentes!
Mudar, pode não ser sempre bom, mas a maioria das vezes, é muito benéfico.
Estamos em constante mudança, o tempo, quanto mais não seja, encarrega-se disso, a cada segundo que passa, mudamos, nem que seja só na idade, não obrigatoriamente, em anos... Nem sempre se muda para melhor, seria pretensioso da minha parte, achar que mudo sempre, para melhor, às vezes, muda-se para pior, faz parte do processo evolutivo.
Mudar de ideias, significa, muitas vezes, evolução...
Mudar, não é deixar de ser quem somos, às vezes, é começar realmente a sê-lo...
Eu, sou uma pessoa com fortes convicções, crenças, gostos e preferências... No entanto, percebi, que estes valores pessoais, são exatamente isso, pessoais, por isso dependem da personalidade, experiencias e todo um conjunto de fatores que variam de indivíduo para indivíduo. E, não posso pensar que o que é bom ou mau para mim, tem que ser, bom ou mau para o outro. Isso é precisamente a grande virtude da personalidade humana, a sua grande diversidade.
Um dos meus ídolos, era conhecido como o "Camaleão", reinventou-se várias vezes, no entanto, manteve a sua própria identidade e seguiu o seu próprio rumo...
Ser uma pessoa melhor, é um dos meus objetivos, nem sempre consigo, mas tento e vou continuar a tentar, e para isso, muitas vezes, vou ter que me esforçar e até sacrificar, mas, espero, não me desviar, muito, do caminho que eu próprio, tracei, traço e traçarei...
A velha história do, "eu sou assim", "fui sempre assim", "faz parte de mim", "se não fôr assim não sou eu", ou pior ainda "é de família", "é genética", "é o destino...
Absurdo!
São, tudo desculpas esfarrapadas, para não olharmos para nós mesmos, ver e perceber o que pode melhorar, o que está menos bem e o que está mal...
E mudar!
A mudança, às vezes implica, caminhar no desconhecido, no novo e isso mete medo a muitos, e como têm medo de ter medo, preferem pensar que o medo não existe e não é esse o motivo, pelo qual, não enfrentam a mudança... Por vezes, mesmo tendo a noção que isso iria melhorar as suas vidas...
Ter coragem, não é não ter medo (isso é estupidez) ter coragem é ter medo e enfrentà-lo...
Mark Twain, disse “Coragem é resistência ao medo, domínio do medo, não ausência dele.”
Já, Nelson Mandela, dizia, “Aprendi que coragem não é a ausência de medo, mas o triunfo sobre ele..."
Coerência não é rigidez, ser coerente não significa permanecer igual para sempre. Muita gente confunde consistência com imobilidade. Eu acho o contrário: uma pessoa pode mudar ideias, hábitos e posições sem perder a essência.
Há pessoas “sempre iguais” apenas porque nunca se questionam.
O crescimento não é linear. Às vezes erra-se, recua-se, aprende-se tarde.
Como já referi, as convicções e gostos são pessoais e dependem da experiência de cada um, por isso, há que ter, tolerância intelectual. Não abdicar das nossas crenças, mas reconhecer que não são universais. Isso revela maturidade emocional e social.
Só, não consigo, mudar de clube de futebol... no meu caso concreto, que sou patriota, tenho imenso orgulho na minha cidade e até sou, digamos, bairrista... O meu clube de futebol, contradiz isto tudo, às vezes, até minto, em relação a isso, não por vergonha ou medo, mas, simplesmente porque sim... Há dois clubes que me fazem "saltar da cadeira" e um deles é o da minha cidade... A seleção portuguesa, não é um clube... Mas ter dois clubes, não me parece bem, por isso só tenho um (se pudesse, eventualmente, até escolheria outro, mas não dá, não consigo)...
Isto, demonstra na perfeição que há áreas da vida onde a emoção manda mais do que a lógica...
Boa continuação e se for caso disso, boa mudança...
A vida é uma viagem, então Viaje!
Viaje de corpo, de mente, de espírito...
Busque lugares, situações, recôncavos...
dentro e fora de você.
Suba, desça, tropece,quebre a cara, remende, cole...
Pague o preço; caro; barato;
de graça...
Mas sempre valendo a pena!
Haredita Angel
17.09.21
- Nessa vida eu já banquei tanta coisa!
- Já banquei perdas, mágoas, exclusões, escolhas, decisões, medos, desamores, injustiças, desaprovações...
- Já sacrifiquei conforto, estabilidade, desejos, projetos...
- E a tudo isso eu suportei, enfrentei e superei...
- Conheço bem todas as minhas versões, asmelhores e as piores.
- Portanto, ninguém duvide de mim.
Eu sou capaz de coisas que nem eu sei direito!
Haredita Angel
11.10.25
(Minha vida em Tapurah)
Venho hoje aqui contar do lugar que vim morar.
Sai do nordeste a procurar
Um lugar pra trabalhar
Adivinha onde vim parar
Nas terras de Tapurah
É um lugar de céu zangado
Relâmpago por todo lado
Faz medo de arrepiar
É cada trovão zoadento
Pra trazer chuva fininha
Daí vem o amigo vento
Forte a assobiar
Querendo as telhas arrancar!
Mas também tem chuva grossa
Alaga, enche de poça
E os carros a atolar
Mas, pense num lugar bonito
De pasto verde e tranquilo
Cidade pequenininha
Mas toda bem bonitinha
Tem flor em todo lugar
Tem uma igrejinha da minha santa concebida
Nossa Senhora Aparecida
É lá que eu vou rezar
Tem também outras igrejas
Pra outras crenças orar
Tem gente de todo tipo
Tem o feio e o bonito
Gente de todo lugar
Tem fruta à bambão
Tem côco, caju, manga, melão
goiaba, abacate, mamão
Tem frutas até nas calçada
Pra gente pegar com a mão
É uma belezura
Aqui é tudo fartura
Aqui tem miséria não!
Aqui tem também milho, soja e sorgo
Aqui tem até algodão!
Lugar rico e generoso
Doce, gentil e bondoso
Onde se plantando tudo dá
Em terras Tapurah!
Haredita Angel
29.07.25
"Há momentos na vida da gente que a saudade dói, tal e qual, casca de ferida quando arrancada.
-A tristeza pensa em firmarmoradia;
-O mar quer desaguar inteiro pelos olhos;
-O peito aperta e o ar foge...
Mas, o bom é que Tudo Passa!
Tudo recomeça!
Tudo volta a florescer!"
Haredita Angel
20.04.25
O amor também pode ser o pedreiro da vida.
Ele constrói barreiras para proteger ou barreiras para afastar — e, assim, transforma vidas.
Para muitos, essa frase pode soar como um clichê.
Mas feche os olhos e sinta o ar entrando em seus pulmões. Ouça a respiração do ser amado em você. A transformação no ar é evidente.
Amo o som das letras dessa frase: elas dançam, espalhando cores que não consigo reconhecer, imagens e sons que me fascinam. O amor transforma rostos feridos em sorrisos brilhantes e os conduz a um simples, porém poderoso:
“Por que não?”
Onde a alegria mora
Não fica assim, menina.
A extensão desta vida é incerta, e não há replay.
Tudo fica guardado na memória.
Eu sei que dói quando o rio desce, quando as lágrimas transbordam.
Mas, se doer muito, lembre-se de que um dia você foi muito feliz.
Hoje, as lágrimas ocupam um espaço que um dia foi sorriso.
E, se continuar a doer ainda mais,
me abrace e perceba que eu ainda sou seu amigo.
Amanhã, a sua manhã pode ser uma surpresa.
E, se outro sem noção aparecer, barre-o, para não permitir que ele desperte gatilhos.
Não deixe que a tempestade encontre morada na sua alegria.
Às vezes, um grande amor pode estar ao seu lado nas horas alegres —
e, principalmente, nas horas tristes.
É aquele que se enverga para que você não seja atingida;
é aquele que estende as mãos quando você já não tem forças para estender as suas;
é aquele cujos ombros lhe servem de apoio.
Me abrace e perceba que eu ainda sou seu amigo.
Amo você
Um só, um todo.
Andando pela noite, sob a luz negra, você apareceu — luz brilhante que a vida me deu — e feliz fiquei. Leves lágrimas de diamante desceram para prestigiar a felicidade estampada em mim.
Então, dê-me a sua mão: somos um só, um todo. Nossos olhos conversam e, entre sorrisos e abraços, emitem códigos de amor. Corro até você, sentindo-me com asas, uma sensação que só o amor pode dar.
Você é um amor único, que só eu conheço.
Vida paralela existe, com certeza.
Vejo o celular como a porta de entrada para um mundo universal — um mundo digital onde todos se encontram, se mostram, se escondem… e, de certa forma, se reinventam. Para mim, esse universo virtual é o verdadeiro mundo paralelo que tantos procuram, e o celular é o portal silencioso que nos conduz até ele.
Veja bem: eu existo nesses dois mundos. Transito entre eles. Sinto em ambos. Mas há um limite invisível que não posso atravessar — não posso tocar o meu “eu” do outro lado, não posso dar as mãos a essa versão que também sou.
E então me deparo com uma verdade simples e implacável: dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço.
Talvez seja apenas uma teoria… uma reflexão de uma leiga no assunto.
Mas, ainda assim, carrega um certo peso de realidade.
E aqui estou eu…
Rindo — ou talvez pensando demais — dentro do meu próprio mundo.
Entre Ensaios e Sonhos
Às vezes, penso que a vida é um ensaio; quando acordo, porém, parece um sonho.
Mas sigo em frente. A chuva, por vezes, vem apenas para me afrontar — e depois vai embora.
Ainda bem que me respeitam. Afinal, carrego a chave da integridade: notem a força do meu ímpeto.
No entanto, fico incrédula… é difícil acreditar como a seta do amor pode transformar o mundo íntimo de um ser. Tudo fica gravado em nossas mentes:
Memórias. Lembranças. Destino.
Essa pele morena que transmite uma serenidade e uma historia de vida que nem sempre foi mil maravilhas, pois é, falo dessa moça linda, nos seus olhos encontro o brilho que ilumina meu raciocínio lógico, e na sua essência, a razão da minha admiração, esse seu cabelo cacheado. seu sorriso sensacional.
Você é bela, é formosa, e eu preciso dizer que você é uma pessoa especial pra mim. Admiração profunda por quem você é. Acredite: tenho muita admiração e carinho por você. Suas palavras, mesmo que simples e você não perceba, sempre me confortam.
Em meio a tanta gente, é você quem se destaca, pois sua essência é autêntica e genuína.
"Tudo na vida tem seu tempo para
acontecer.Tudo vem com o tempo.
Da mesma forma que muitas coisas
também vão embora com o tempo.
Aprendi a ter paciência e deixar as
coisas acontecerem em seu tempo.
Sem ter que atropelas o destino,
Nada acontece por acaso! E talvez
seja por isso que você esteja agora
lendo essas linhas. Pois hoje é tempo
de amar sorrir e ser feliz".
A vida é um dom precioso, presente do Criador.
Deus nos da a chance de recomeçar todos os dias,
nos da a oportunidade de sermos melhores, podemos
viver novas histórias, temos valores, somos fortes mesmo
quando nos sentimos fracos. Nossas pernas sempre dará
mais um passo, pois Deus nos sustenta sempre, e nos momentos
de dor, desespero, angustia e solidão, ele nos toma pelas mãos, e
guia nossos passos, num caminho mais seguro, ele sussurra
suavemente... eu sou a tua força, não temas eu estou contigo.
Boa noite e que Deus te proteja onde estiver.
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