Textos de Reflexão
A vida já é cheia de distrações, de vazios disfarçados de tendência. O que a gente precisa é de gente real, com propósito, com a coragem de ser transparente.
Gente que planta verdade, que constrói pontes com a própria voz e que entende que ser exemplo é mais do que ter seguidores, é ter consciência. Seja uma boa influência. Quando você escolhe ser luz em vez de vitrine, você muda o mundo. Porque, no fim das contas, o que fica não são os likes, os algoritmos ou as métricas, o que fica é o impacto que você causou na vida de alguém. É aquela palavra que acolheu, é o silêncio que respeitou, é a atitude que inspirou. Precisamos parar de normalizar a superficialidade e começar a valorizar o que nos edifica. Não se trata de perfeição, mas de intenção. Ter responsabilidade por aquilo que você compartilha, pela energia que você espalha, pela semente que você planta. O mundo está carente de empatia. Seja essa pessoa. Porque todo gesto conta, toda fala molda.
Ecologias de Mim
Sou feito de círculos concêntricos,
onde o eu se forma na dança do outro,
na casa, na rua, na pele dos dias,
na palavra que me disseram
e naquela que nunca ouvi.
No primeiro círculo, tocam-me os olhos,
as mãos que me embalam e moldam;
no segundo, cruzam-se caminhos,
ecos de vozes e silêncios de quem passa.
Mais longe, decisões sem rosto
alteram o chão onde caminho —
leis, rotinas, ausências e horários,
tudo aquilo que não vejo,
mas que me constrói por dentro.
No mais vasto dos mundos,
vive o tempo, o espírito, a cultura,
as ideias que nos formatam o sentir,
as crenças que pesam sobre o corpo
como uma herança invisível.
E entre cada camada de mim,
há um fio que me costura: a história.
O tempo a escorrer-me nos ossos,
a infância que volta,
a mudança que nunca cessa.
🪁 O Peixinho e o Quadrado
Nas quebradas do céu da favela,
Sobe o peixinho na linha singela.
Feito de jornal, varetas tortinhas,
Mas voa ligeiro, cortando as linhas.
Lá do asfalto, vem todo montado,
O tal do quadrado, pipa de “abastado”.
Colorido, pomposo, de corte preciso,
Mas falta-lhe arte, coragem e riso.
O peixinho dança, ele gira no vento,
Desvia, mergulha, ataca no tempo.
Não tem carretel de alumínio brilhando,
Mas tem o menino que vai controlando.
Com olho afiado e alma de guerreiro,
Solta na manha, recolhe ligeiro.
O quadrado se exibe, achando-se rei,
Até que o peixinho dá o golpe da vez.
Num rasante ousado, feito passarinho,
CRÁ! — vai-se embora o quadrado no ninho.
A criançada grita, a favela aplaude:
“Foi o peixinho que fez mais um baude!”
Porque não é o preço que faz campeão,
É a coragem, a ginga e o coração.
E o céu lá de cima já sabe a verdade:
Quem corta com arte… não compra vaidade.
Eu quero esquecê-la...
O amor é para poucos...
Poucos que se amam.
Poucos que se apaixonam.
Poucos que se gostam.
Poucos que se adoram...
E são poucos que vão idolatrá-la...
E quero esquecer-te...
Eu preciso rasgar as fotos
Eu preciso apagá-la da mente.
Preciso sumir por aí,
Preciso beber por aí,
Preciso viajar por aí,
Preciso esconder por aí...
Seja o que for, é o que há!
Seja como for, é o que será!
Seja onde for, é o que tem!
Seja como existir, é o que foi...
Mesmo que não a esqueça, vou seguir com a vida!
Mesmo que não a esqueça, vou caminhar para outro rumo.
Mesmo que não a esqueça, vou semear outros frutos...
Mesmo que não a esqueça, vou buscar melhorar...
É a vida como ela quer, que eu a quero!
É a vida como ela quer, que eu a espero!
É a vida como ela quer, que eu a busco!
É a vida como ela quer, que eu a sinta!
Titânico Mello
Este mundo, ou a circunstância em que me encontro submerso, não é apenas a paisagem que me cerca, mas também o meu corpo e a minha alma.
Eu não sou o meu corpo; encontro-me com ele e com ele tenho que viver, esteja são ou doente. Mas também não sou a minha alma; encontro-me com ela e preciso dela para viver, ainda que, às vezes, ela me sirva mal por ter pouca vontade ou nenhuma memória.
Corpo e alma são coisas, e eu não sou uma coisa, sou um acontecimento, um drama em movimento; uma luta incessante para me tornar aquilo que devo ser.
No raiar do dia
O que é a vida?
Questão subjetiva
Quero entender?
Cada um tem seu modo de viver.
Silêncio ou pronuncia?
Invade o meu ser
Na busca infinita
Em ser compreendida
O que escolher?
Se cada um tem o seu saber.
Já passou a hora
De olhar lá fora
Ventos em direções opostas
O que quer dizer?
Busca infalível de explicar algo..
Que ninguém possa compreender.
Ver gente feliz, é como tomar uma xícara de café que acabou de ser coado, cheio de afeto!
Com um belo pão de queijo, sentado na varanda e de vista, um belo amanhecer chuvoso.
Sua única preocupação é alimentar o seu gado, galinha e pato, e pra tudo ser perfeito, amar e cuidar daquele que você escolheu como companhia, pro resto da sua vida.
Porque, no fim das contas, sempre será sobre quem Deus É!
Saudades
Saudades são pequenos ecos do que já foi um cheiro, uma voz, um olhar que não volta,
mas insiste em ficar dentro da gente.
Em curtos espaços de tempo,
elas aparecem como vento leve,
ou como um silêncio pesado.
Não precisam de muito para doer,
nem de muito para aquecer o peito.
A saudade é o que resta quando o tempo passa,
mas o sentimento permanece.
Ando infeliz.
Não que seja culpa de alguém.
São os pesos das escolhas.
Os pesos das ações.
Não de alguém — mas minhas.
Cada dia que passa, o peso chega e dói ainda mais nos meus ombros, já machucados nesses anos.
É como ser um fardo pra mim mesma.
É como ser um fardo que ninguém quer carregar.
Só existo eu por mim.
Me sinto presa a uma vida da qual nem lembro quando assinei esse contrato.
Deveria ter pensado mais...
Teria poupado tanta dor e sofrimento.
Não teria lágrimas nos olhos,
Nem sorrisos forçados,
Tentando mentir pra mim mesma que consigo dar mais um passo,
Se eu parar para respirar a cada movimento que dou.
Me vejo no espelho da vida
E, sinceramente, tenho vergonha de mim.
Minha família não me ama como eu precisava.
Meu marido é ignorante.
Só pensa em si e me deixa aos trapos.
O único amor que conheci de verdade é o da minha filha.
Sinto que nasci pra servir meus inimigos — e conviver com eles.
Jesus… até quando?
Até quando tenho que chorar calada?
Até quando vão me invalidar?
Estou a um ponto de acabar com minha vida com minhas próprias mãos…
Nem que seja em palavras, como estou fazendo agora:
Sozinha, na minha própria casa.
Só eu, uma xícara de café amargo
E gritos contidos, enquanto engulo amarguradamente cada gole.
Andei semeando por aí.
Entre a palavra e o pensamento existe o meu ser. Meu pensamento é puro ar impalpável, insaisissable. Minha palavra é de terra. Meu coração é vida. Minha energia eletrônica é mágica de origem divina. Meu símbolo é o amor. Meu ódio é energia atômica.
Tudo o que eu disse agora não vale nada, não passa de espumas.
Padecente.
Faminta e friorenta e humilhada.
Eu te recebo de pés descalços: é esta a minha humildade e esta nudez de pés é a minha
ousadia.
Não quero ser somente eu mesma. Quero também ser o que não sou.
Eu sempre esperava alguma coisa nova de mim, eu era um frisson de espera: algo estava sempre vindo de mim ou de fora de mim.
É que eu sou endêmica.
Não aguento muito tempo um sentimento porque passo a ter angústia e meu pensamento fica ocupado com o sentimento e eu me desvencilho dele de qualquer jeito para ganhar de novo a minha liberdade de espírito. Sou livre para sentir. Quero ser livre para raciocinar. Aspiro a uma fusão de corpo e alma.
Não consigo compreender para os outros. Só na desordem de meus sentimentos é que compreendo para mim mesma e é tão incompreensível o que eu sinto que me calo e medito sobre o nada.
Não importa o que acontecesse, eu nunca te rejeitaria, nunca te abandonaria. Você foi o amor da minha vida e eu tenho certeza disso, se tem uma coisa na tua vida que tu pode ter certeza, é que eu estive com você, sempre, pra tudo, e estaria pra sempre.
Então, ainda bem que você me deixou, porque eu jamais teria ido.
Me perdoa por aquele 25 de março. Logo mais, naquele 15 de abril, você me deixou quebrada, e abandonada, pra sempre.
Pareço ingênuo, mas diante do meu campo de observação, nada escapa.
A vida não dá chances: não sou, estou!
E se faço parte do espectro da maldade que nela há, necessário se faz o policiamento e vigilância.
É saber o que você quer e pra onde quer ir e não abrir mãos de seus valores.
Caminhos
Caminhos tortuosos nos levam a lugares,
Onde o tempo é um amigo que guarda os olhares.
Passos incertos na estrada da vida,
Cada escolha é um verso, uma história vivida.
E ao final da jornada, ao olhar para trás,
Veremos que as trilhas são feitas de paz.
Em cada passo dado e em cada emoção,
Encontramos a beleza da nossa canção.
É muito difícil ser como sou
E entender como é
Compreender o que quero ser
Ou me deixar ser o que a vida quer
Muito complexo entender
Aceitar como deve ser
Ou procurar tantas vezes
Que mesmo achando
Já não faz mais por que entender
Muito menos ser
É, poisé!
Por onde anda minha fé?
É difícil pensar sobre si mesmo
E decidir o que é
Às vezes fazer o que não quer
Outras vezes fazer o que quer
E no final do jogo descobrir que é
E ter que voltar todo o caminho de ré
Alguns dizem "vai, segue teu coração"
Outros dizer "Cuidado, a vida é só uma, uma passo errado e você quem saiba nem aprenda a lição"
É, fazer o que?
Seria uma supressão pra mim mesmo conseguir um dia me vê
Quem sabe esse seja um futuro distorcido
Onde não virei astro, profissional, músico, quem sabe mágico
Mas eu me nego a acreditar que estou destinado ao fracasso
Ainda preciso entender
O que realmente posso ser
Se realmente vou poder ser
E se é essa a forma certa de viver
Poço Invisível
Há um poço invisível dentro de mim,
feito de ecos, silêncios e memórias.
Nele caem as palavras que não digo,
as histórias que jamais terão glórias.
Ali moram os dias em que falhei,
as vontades que nunca encontrei forma,
as respostas que calei por medo,
e o amor que parti antes que se conforma.
Não tem fundo, mas tem espelho.
Não tem água, mas afoga.
É onde mergulho sem grito,
é onde a ausência me embriaga.
Mas também dali brota algo vivo,
um fio tênue de lucidez.
Do poço nasce o que escrevo,
da sombra, a minha altivez.
**Entre instantes e eternidades**
Num sopro nasce o dia, num sopro ele se vai,
Como folhas ao vento que o tempo desfaz.
A vida é caminho não reta, mas curva,
Feita de silêncios, partidas e voltas turvas.
Há beleza em cada ruga do tempo,
Em cada erro que virou ensinamento.
O sorriso do agora, o choro do ontem,
Constroem o ser que somos e que seremos também.
Medimos a vida em horas, minutos,
Mas seu valor mora nos instantes absolutos:
Um olhar sincero, um abraço apertado,
Ou o suspiro que precede o inesperado.
A vida não pede promessas eternas,
Só presença nas breves cenas.
E quando tudo parecer sem razão,
Talvez viver seja só… sentir com o coração.
Quem é você além da profissão
Um dos maiores dramas da vida é o desconhecimento, por parte das pessoas, sobre quem elas são: se definem pelo que fazem. Quando perguntadas sobre quem elas são respondem com suas profissões – advogada, médico, professor, engenheiro, dona de casa, mãe – mas não sabem, de fato, quem são. A grande questão é que a parte fundamental do autoconhecimento e das melhores escolhas a fazermos para nós dependem de sabermos quem nós somos para além das profissões e papeis que momentaneamente desenvolvemos na vida. (Marta Almeida: 08/07/2025)
"Somos instantes que respiram eternidades.
Cada gesto, por mais pequeno, carrega o peso do universo.
A vida não se mede apenas pelo tempo que passa, mas pela intensidade com que tocamos o presente.
Há beleza no silêncio, verdade na dor, e luz mesmo nos dias mais escuros.
Viver é mais do que existir, é escolher, a cada amanhecer, ser inteiro, mesmo em pedaços."
"Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado." Jó 42:2
Na vida com Deus, para vermos o resultado daquilo que desejamos, precisamos perseverar até o fim. Nossa recompensa será entregue se mantivermos firme nossa crença. Se você perseverar, nenhum plano de Deus para sua vida será frustrado!
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
