Textos de poema

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⁠" TÁ FRIO? "

Eu sou do sol, do céu azul, calor,
da pele exposta ao bronze de verão
e ter, no corpo inteiro, a sensação
da liberdade entregue ao seu sabor!....

Sou eu por lenha seca na paixão
e combustível pronto para o ardor
que se fizer, por chama de um amor,
presente no teor da relação.

Aqueço a carne, o peito, em fiel carinho
chegando como a aurora, de mansinho,
num dia ensolarado sobre a areia…

Tá frio? Chegue mais perto e corra o risco
de se abrasar comigo em meu aprisco
e se embromar de amor na minha teia!

⁠MEU FALAR: PRETOGUÊS


Não me submeto à gramática normativa.

Ou Norma Curta!?

(O papagaio de Mainha não aprendeu também.)

Mas, respeito quem à criou.

Ei!

Minha fala é potente,

Meu linguajar é fluente: meu pretoguês.

A negona Lélia Gonzalez gritou,

E a metade do mundo não ouviu.

Se meu R soa ruim pra tu,

E eu com isso!?

Meu irmão é Cráudio, e ele ama meu jeito de chamá.

Pois, meu pretoguês é assim!

Guarda pra tu teu preconceito linguístico.

Que eu não sou menino.

Porque com dialetos, eu me comunico.

Sou herdeiro das diversas línguas lindas, ricas do meu povo africano...

Sou poeta marginal, sou do cordel, sou do verso livre: Sou arte moderna!

Minha língua é culta: tu, véi, noíz, vú mermo, etc. Não me deixam à míngua.

A outra língua é elitizada.

Eu sou antigramático:

As minhas palavra não são, e não voltam vazias.

A gente acompanha à moda, às tecnologias, menos à língua.

É preciso tirar à roupa dos gramáticos!

Eu sou um erro ortográfico.

Mas sou também uma língua reconstruída: vou estar mudando sempre.

Sou um preto. E se fosse gay?

Pretoguês! Pretoguês!

Não quero ser preterido. Sou pós (analiso)

Se há um homem em meio a várias mulheres, se usa todos – por causa do homem. E o

gênero feminino? A língua é uma equação: marca, escolhe umas palavras e mata outras/

outras/ outres falantes.

...Não tome às ideias em vão.

Deu errado para o português:

Tentou vestir o indígena,

Que pena, guri!

Tentou confundir

O Africano na senzala com diversas línguas,

Mas o aquilombamento resistiu, moleque.

Portanto, não existe a linguagem errada, manos!

Minha língua africana/ indígena: abrasileirada também é cheque!

Sou poliglota na minha língua, camarada.

Meu verso faz o cântico dos loucos e dos românticos.

Vale repetir os versos dos linguistas marginais:

"[...] Problema com escola eu tenho mil, mil fita

Inacreditável, mas seu filho me imita

No meio de vocês ele é o mais esperto

Ginga e fala gíria; gíria não, dialeto."

Inserida por Machadodejesus

Continuar entre os vários
tipos de Morte de cada dia
como a Ilha Deserta
da nossa Santa Catarina.

Independente da maré ser
o forte rochedo, a coragem,
a Ressurreição e o reinício
diante de todo o desafio.

Crer que o tempo jamais
será o seu inimigo,
e tenha fé no seu caminho.

Não importa se está sozinho,
o Sol do Universo sem você
perceber guia o seu destino.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Teus olhos, meu abrigo

Teus olhos são meu mundo, meu sossego,
me perco neles sem querer voltar.
É só olhar e já me desintegro,
num fogo manso, só pra te amar.

Têm cor de café forte, madrugada,
quentinhos como abraço em dia frio.
Me olham e eu esqueço da estrada,
só quero o teu olhar como meu guia.

Tu nem precisa dizer uma palavra,
teu jeito de me ver já me desfaz.
Acende em mim a chama mais suave.

Se eu pudesse, amor, sem mais demora,
vivia em teu olhar, ficava em paz...
Perdido ali, pra sempre, sem ter hora.

Inserida por marcoantonio04

⁠" NASCER DE NOVO "

Se eu não nascer de novo, resta a morte
e o fim de tudo o que foi prometido!
Melhor seria não ter, cá, vivido
do que viver entregue à própria sorte!

Que importa, as intempéries, ter vencido
e ver que me fizeram ser mais forte?
Talvez, para outro alguém, tudo isso importe
mas, para mim, há mais a ser vivido.

Morrer para nascer de novo! Em vida!
É o abraçar da graça recebida
por meio de quem já venceu a cruz…

Me resta a morte, sim, das pretensões
que tomam conta, aqui, dos corações
e o renascer nos braços de Jesus!

⁠" VIDA PLENA "

Libertação: da morte para a vida!
É Páscoa a ser, pra sempre, festejada
e, assim, se ter a história recordada
na graça eterna aqui nos concedida!

Ao anjo, a morte a todos, ordenada
traria, por juízo sem medida,
condenação cruel ali estendida
onde a corrupção fôra instalada.

Mas um cordeiro a ser, pois, abatido
teria sangue, às portas, aspergido
trazendo o livramento e a salvação…

Se sai, assim, da morte obrigatória
pra vida plena, dada por vitória
ao se acolher o Cristo ao coração!

⁠" QUER? "

Que prenda linda: moça, dentes brancos,
sorriso aberto, intencional, sincero…
Fico a pensar e (dentro, em mim) espero
que os pensamentos dela sejam francos…

Pois, afinal, sem farsa ou lero-lero,
sorriu pra mim cercando-me nos flancos…
Aceito o risco, aos trancos e barrancos
acreditando que o amor é vero?

Sou homem das paixões, um poeta nato,
por vezes sonhador nesse aparato
de ver, onde não tem, vasto querer…

É moça linda, prenda das mais belas…
Aceito ou me reservo nas cautelas?
Difícil crer que quer, ela, me ter!!!

⁠" INJUSTAMENTE "

É vasto esse universo… A imensidão…
Nem sei se vim parar aqui, do nada,
pois sinto-me perdido nessa estrada
sem rumo, sem destino ou direção!

Pergunto-me se tenho, na parada,
alguma culpa e, até, condenação
por me incluir na imensa multidão
dos que, cá, nada sabem da jornada.

Sou réu ou vítima deste sistema
sem solução nenhuma pro problema
que foi me posto ao colo abruptamente?

É vasta a imensidão, esse universo
tão rico, tão confuso, controverso…
Aqui fui posto ao caos injustamente!

⁠DE UM ABRAÇO NO VAZIO

À medida que os anos vão passando
as nossas ambições materiais
vão cedendo lugar às ambições
de natureza emotiva.

No campo da emoção
é sempre ou quase sempre assim:
mais avançamos na idade,
mais crescem, mais se acentuam
dentro de nós as carências.

A propósito,
um dia desses eu me perdi
na ansiedade da espera
por um abraço presencial
de alguém por quem tenho
um amor sem limite,
e que, depois de bom tempo de ausência,
esteve bem perto de mim,
mas não se dispôs a se aproximar
um pouco mais,
a fim de que meus braços abertos
não se fechassem no vazio,
sem que se completasse o gesto
do abraço esperado...

Saí de cena, sem lamento, sem choro,
sem condenação e sem buscar justificativas,
porque o tempo me ensinou,
além de muitas outras coisas,
a bloquear os prováveis efeitos
dos sentimentos menores,
tipo tristeza e mágoa.

Se algo me incomodou,
foi simplesmente a consciência
de não ter aprendido a lidar,
diante de uma grande expectativa,
com essas sensações
de frustração.

Inserida por memoriadekleberlago

REALIZAÇÃO

Eu te encontrei, não sei se por acaso,
mas logo me encantei contigo,
quando eu já tendia a desistir
da busca por alguém
com quem compartilhar
verdades e mentiras,
ternuras e loucuras,
carinhos e arranhões,
erros e perdões
e tudo mais que flui da comunhão
do homem e da mulher,
na vivência do amor.

Entrei em tua vida,
não para visitar-te apenas;
sim, para fincar minha bandeira
na terra rubra de teu coração
e com tua cumplicidade
disfarçada em “nãos”
que eu entendia “sins”,
fixar-me, isso mesmo,
ficar permanentemente dentro dele
e dar-te sempre razões
para que o ouvisses bater de satisfeito
por eu tê-lo ocupado.

Era a única realização
que me faltava,
pois quando saí
em busca da mulher ideal,
que se materializou em ti,
deixei sepultados
no lugar de onde vim
todos os meus projetos
de conquistas amorosas,
exceto este, cujo objetivo
já posso declarar
plenamente alcançado.

Inserida por memoriadekleberlago

⁠A Ilha Feia não tem praia
e não deixa de ser menos
bela por ser coberta
de Mata Atlântica plena

Não tens a metade dela
e julga o próximo segundo
a sua própria imaginação
em nome da destruição

Ser como a ilha é ambição
daquele que tem a ciência
de eleger a rota de renovação

Por isso opto ir de acordo
com a minha intuição
e para alguns casos a silenciação.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A minha mente segue
no fluxo da direção
dos cristais temporais
na Ilha do Ferreira.

Ali na Baía do Babitonga
me retiro de uma
parcela do mundo
que já morreu por dentro.

Sempre que celebram
a morte ou um ato violento
enterram é a si próprios.

A opção deles foi por o quê vier,
a misericórdia só a Deus pertence:
escolho mesmo é nem saber.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠" A FEITICEIRA "

Mas que mulher fantástica, guerreira,
das que se dizem ter real valor
e para quem se deve dar amor
ao se fazer, em tudo, companheira!

Se colocou, inteira, a meu dispor
mostrando-me ser fada, feiticeira,
e fez-se, na magia costumeira,
garota dada ao riso e ao bom humor.

Assim, me enfeitiçou no amor doado
e fez-me, da paixão, acostumado
prendendo-me à magia que irradia…

A chamam feiticeira, bruxa boa!...
Só sei que o seu feitiço, em mim, ressoa
e dei-lhe o coração por moradia!

⁠" MISSÃO IMPOSSÍVEL "

Amar é uma missão quase impossível,
mas fomos nós capacitados, sim,
a nos doarmos nisso posto, enfim,
de forma que o amor é factível!

Também o tenho aqui, intenso em mim,
ardente, caloroso, até sensível,
mas sempre se achegando imprevisível
quando a paixão lhe acolhe forte assim.

Como é possível alguém, como eu, amar
é mais difícil, em tudo, de explicar…
Tu podes crer! Sem provas nem razão…

Quase impossível! Uma missão nos dada
que eu abracei sem entender-lhe nada
mas que, o bem, tem me feito ao coração!

⁠" CONTATO "

Parece que esse olhar me quer! Sei não!
Talvez só seja o meu imaginário
tentando a sorte pura nesse aquário
e pode até não ser essa a intenção!...

Mas vou apimentar esse temário
deixando no suspense que há paixão
e ver no que é que dá essa impressão
botando contas mais nesse rosário.

E pode ser que cole! De verdade…
Vai que essa reza aos santos, pois, agrade
e que o querer mostrado seja fato…

O olhar diz que me quer! Deve ser isto…
Se assim não for, disfarço ou improviso,
mas fica aberta a porta pra um contato!

⁠Respira o último dos últimos
pulmões do mar,
É na Ilha dos Herdeiros
que vou atracar.

Navegar pelas correntes
da Baía do Babitonga
vou deixando me levar
adiante sem muito pensar.

Nesta embarcação poética
vou permitindo apenas ir
nesta rota íntima seguir.

Sem pressa de viver porque
tudo permitirá concluir
que seremos só eu e você.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠" LEVE "

O amor torna mais leve o dia a dia
e tudo fica fácil, divertido!...
O peso, nele, agora dividido,
se torna risos, festas e alegria!

Assim, todo o prazer que é recebido
se enche, após, de encanto e de magia
vestindo a encantadora fantasia
que faz, o mau humor, tombar vencido!

É, pois, assim que vence os dissabores
minimizando o fardo, a luta, as dores,
e tudo o mais num relacionamento…

Mais leve torna, o amor, o que é da vida
e essa alegria, dele, recebida
e o que nos enche de contentamento!

⁠" TALVEZ "

Talvez haja um segredo em tudo isto
que nos conduz a alma pela vida!
Talvez uma magia concedida
sei lá no quê, pois nunca fez-se visto!

Vai ver, talvez, sequer tenha medida
nem forma, já que nunca foi previsto!
E penso que, talvez, tudo que alisto
nem perto chegue à lógica exigida.

Feitiço? Vai saber… Por natural,
não há explicação conceitual
pra tudo o que, sem causa, aqui se fez…

Diria que o amor seja o segredo
que traça nossas almas nesse enredo
até que o aprendamos, pois! Talvez!

⁠" SUCESSO "

Alguns conseguem ter consagração,
sucesso, ter vitórias nessa vida
com luta, muita vez, cruel, renhida,
e destacar-se, assim, na multidão!

Há quem consiga a meta pretendida
por sorte, por destino, (sei eu, não)…
Tropeçam nela sem essa exaustão
que a maioria vive, por medida.

Jamais subi no pódio da vitória
ao escrever, discreta, a minha história
nem recebi lauréis pelo que escrito…

Mas conquistei o amor que fez-me vivo,
me deu prazer e fez-se por cativo
de forma que o sucesso me é infinito!

Aqueles que Pensam Demais
Wlliam Contraponto

Pensar demais é sombra que não passa,
é lume estranho à festa da clareza.
Enquanto o riso dança e a pressa abraça,
a mente arde — silêncio com firmeza.

Vêm cheios de perguntas que não dormem,
incômodas, sem resposta na mão.
Enquanto outros seguem formas e normas,
eles andam nas bordas da contradição.

Não suportam o raso das conversas,
nem o teatro fácil de parecer.
Cada silêncio guarda o que não dispersa,
cada gesto recusa pertencer.

Chamam de frio o que é só cuidado,
de orgulho o que é só dor contida.
Mas é só o peso de ter enxergado
frestas demais na mesma vida.

E quando vão, não vão por desprezo —
mas por cansaço de ser farol.
Viram demais, queimaram em segredo,
preferem o escuro ao falso sol.

Pensar demais é sombra que não passa.
É uma busca quieta, rara e imensa.
Num mundo ansioso que ri e disfarça,
pensar demais é forma de presença.

Inserida por Fabrizzio

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