Textos de poema
BEIJO BOM
Saudade é uma felicidade que já passou
Uma estrada já percorrida, uma paixão que foi vivida
Um perfume perfumado que o tempo não levou
Felicidade é um beijo bom
Um abraço bem quente, uma marca borrada na mente
Pintada pelo vermelho de um batom
Beijo bom não tem maldade
Mas pode ter um pouco de malícia, quase fui pego pela polícia
Por tentar matar essa bandida: a saudade.
Saudade é aquele beijo bom!
Passei por terras distantes
Onde elefantes e seu peso gigante
Não era comparado à uma mosca
Já gritei sem abrir a boca
Já naveguei pelas amargas lágrimas que uma vez já caíram do meu rosto
Já arrastei o mundo uma vez,e cai
Já inventei mil idéias e depois novamente as criei
Já ouvi mil mentiras
Já quis fugir de casa
Mas a razão, me puxava tanto que meus pés que estavam brancos, queimaram de ódio
E eu não me importo
Pois a vida é um livro e eu escrevo sem auxílio de família ou de fã
Amar é poder ser um pássaro com dom, dom de andar sob as águas.
Mas isso se chama voar!
Que liberta e se sente nas nuvens, mas ao longo do tempo você cai...
Cai na paixão, no certo e no erro. De ir longe como voar tão perto.
Conforme a vida vai ensinando, você esta em seu ninho cheio de seus bons hábitos de amor aos que é seus!
Se amadurar
Dê repente.
Um ninho quentinho.
Um balançar suave.
O aconchego da mãe. E sonhar.....
Era bom flutuar e respirar nesse
Paraiso de amor e ternura; feito peixe.
Sabia não precisar de mais nada.
Já me acostumara. Não sabia o que era.
Mas a gente se acostuma fácil. Com é bom.
Ouvia vozes terna, vinda do lado de
Fora. Momentos de outros tempos.
Sendo tecido, pelos enamorados.
E descansava confiante.
Estava no Paraíso.
Em algum estante. Rompesse feito
Bolsa. E um frio envolve todo meu
Ser. Mãos para todos os lados.
Luzes que faziam arder, minhas pupilas.
E um tapa....
Verte-se pela primeira vez.
Águas da bolsa, por meus olhos.
E dali; em diante.
Ainda sinto a saudade daquele paraíso.
A aprendi a passar.
E; se amadurar.
Para os próximos momentos
descortinando, que
Eram apenas. Formas de adaptação.
Para novos lugares. E para novos sentidos.
Para se alojar.
No ventre da Mãe.
Marcos fereS
Poderia gravar em muros. Tom vermelho sangue. Usando somente as unhas das mãos, escreveria o quanto a solidão me faz companhia. Riscando e riscando até o sangue ser tinta. A dor como matéria prima. Esse seria meu tributo original. Tudo estaria em lingua antiga. Iniciaria em latin e terminaria em yorubá. Pontos e vírgulas estariam dispensados. Quando a carne nas extrimidades dos dedos
já não existissem. Quando o próprio osso fizesse ranger, alternaria com a outra mão. Verdadeiro manifesto de amantes. Daquele dia em diante, aqueles que por alipassarem não conseguirão evitar tamanha contemplação, ajoelharao. A parede fria seria beijada como se beijassem as feridas de jesus ainda cruas. Bem ali, seria constituído ponto de oferenda para os diferentes deuses. Sacro muro. Pagãos seriam bem vindos. Ratos encontrariam verdadeiros banquetes. Baratas dançariam em sincronia com outros insetos. Mariposas teriam refúgio à sombra do muro. Nada poderia ser profanado. O pé que ali pisar, untado em azeite deverá estar. A boca que ali abrir, em vinagre terá sido inundada.
Tudo terminaria assim:
para ela,
solidão
minha algoz e fiel companheira
Nodo norte e nodo sul.
Já fui morte, já fui ao azul
nublado e à dourada estrela
enquanto ardia em chamas púrpuras. Treda
sou, a verdade eu prego.
Neste planeta ou em outro,
não importa. Pra sempre eu
serei horrivelmente bela,
magnificamente torta.
Tu bem sabes que não adianta
mentir pra ti mesmo.
Nesta vida e em outras,
tal mania te trará autodesemprego:
vazio de ti, teu não-ser comandante do caos orquestral.
“Corre, e vê se acelera!
Te apressa que essa chance única
é escorregadia. Tu não merece nada além disso, vadia!”
E, assim, a lúdica ilusão te encarcera.
Querido Pai, hoje sei oque é ser feliz
agradar a ti... infelizmente
nem sempre foi oque eu mais quis
Distante de tudo que jamais imaginei
fugi com medo sem nada entender
so me achei quando te encontrei
e agora sei que ser feliz é lhe compreender!
sabendo que em ti nada devemos temer
em seu plano tu ja sabia de nossa fraqueza
mas com amor nos deu a certeza,
de que é obvio o sentido da existencia
sem amor a vida esta perdida
Depois de muito procurar, muito errar
muitas dores gerar, sofrimento suportar
pude entender que oque esperas de nós
não é nada além do que o Genuino Amar...
Pai, tudo que eu fui e o que eu fiz
eu não era eu não quis
não me isento da culpa! pois pude escolher
e da minha ignorancia os frutos colher
Se pudesse mudava
mas de tudo sei que necessitava
para aprender e crescer
me arrepender? com todo meu Ser
Ah... se eu soubesse escolher.
de tantas oportunidades
entendo, não era a melhor idade
idade não de anos voce sabe
Mas de consciencia da verdade
sobre tudo, meu peito chora
De saudade Pai, me leva logo, eu quero embora.
não sei oque fazer embora sabendo oque devo ser
não sei oque eu quero
porem não me desespero
não sei porque quase nada
nem por isso a vida está acabada
nem sei porque me angustio
a vida é mesmo como um rio
só tem uma direção e nunca para
nos ensina o tempo todo
que mas escolhas saem caras
e que somente agora no presente
e que existe realmente
o coração da gente
há se ei pudesse fazer diferente ...
minha alma tanto chora
so queria entender o nascer da aurora
de onde e que flui tantos presentes
se eu não mereço, nem toda essa gente?
eu não consigo fingir
talvez, pra mim eu tente mentir
só, é humano Pai aquele que achar
que um dia esse mau todo, ira acabar
mas a verdade é que todos veem
apenas não sabem se creem
o Pai está no obvio da criação
ora, nascemos pra ser todos irmãos.
apenas oque se leva é oque se faz,
então de coração desejo que suas obras
não sejam más..
Todo ser humano tem o mesmo desejo, que é de ter uma experiencia agradável de vida, uns pensam que para obter tal coisa deve-se ter dinheiro, outros pensam que deve se ter bens, outros pensam que deve se ter uma família um emprego dos sonhos, e muitos outros, outros.
Mas a verdade é que só existe dois tipos de ser humano
a saber o que Ama
e oque não Ama
o ser que ama de verdade tem como proposito de vida, levar Paz Luz Verdade ao mundo, ele vive consciente de que não há NENHUM SENTIDO no contrario disso, basta ter o minimo de racionalidade para se perceber isso, e discernir que é a essência da vida que é a unica realidade que vence o mau, que une as pessoas, porque estamos contaminados pela separação do amor, e o amor é livre te deixa escolher te mostra o caminho te guia até ele e caminha com você, você só precisa ser humilde e consciente.
a diferença está no pensamento, o que ama sempre pensa no outro sempre se poe no lugar do outro é sensível, pois sabe a diferença entre o bem e mau
por outro lado o que não ama, se faz perceber naturalmente o veneno e a amargura do seu coração, cheio de egoismo interesses manipuladores, ódios raivas mentiras, chantagens ofensas, orgulhos etc. E tem o que fingi que se importa, esse é o pior porque na maioria das vezes está consciente de que está do lado negro, ele se deleita no pensamento maligno e se entrega a tal ponto de pensar que está preso no processo mental maquiavélico,
Enfim
oque diferencia um do outro é a consciência de saber que dessa vida tudo que vamos levar, é a essência, são as flores que cultivamos no jardim de nossos corações, oque importa é se somos bondosos justos e verdadeiros em Amor, se perdoamos, se somos humildes com a gente mesmo pra reconhecer os erros e conseguir se arrepender e mudar e plantar sementes de Vida ao seu redor, o resto, é resto ninguém vai levar!
Quando se esta consciente desse entendimento, a vida fica maravilhosa tudo passa a ser interpretado a partir desse olhar, de amor, puro simples e bonito!
E o ser humano se torna puro, sempre errante porem caminhando no arrependimento e melhorando cada dia, sem se ofender com as pedras que atiram nele sem culpa do passado negativo, pois sabe que ha perdão no Criador, sem medo de nada, porque está no Amor e o Amor é Luz, e ela prevalece sobre as trevas!
Então, se você leu ate aqui, tente ser melhor a cada dia, viva com gratidão por cada respiração, por existir, jamais reclame porque se não tivesse existindo nem teria do que reclamar, jamais revide alguém que te faz, fala ou deseja o mau, sempre pague o mau com bem, e você será nobre, sera um ser de luz, seguro, terás paz, e seras Feliz.
Para alguns é misericordioso
há quem diga ser ardiloso,
mas não se desespere,
não o perca de vista, antes seja cauteloso.
Imperceptível aos olhos humanos,
testemunha das eras,
deixando rastros ao longo dos anos,
dos tempos atuais à pangeia.
Contempla-te da gestação e após o nascimento,
conhece seus traumas, também seus anseios,
continua a te observar isolado em teu lar
descrevendo a realidade através de seus efeitos.
Temo não reconhecer sua real faceta
por isso não te desafio a qualquer contenda,
confesso que por vezes tentei entender seus sinais,
mas de que me adianta, se já não me servem mais?
Seria ironia crerem que os têm em seus braços?
se por não te domarem as vezes pegos são em atrasos.
Sinceramente desisti de te entender,
somente um pouco, para melhor viver.
Quão magnífica és tua essência,
muito embora em ti não haja aquiescência.
Por direito aprendera com os sábios
vistes as quedas dos fortes e as ascensões dos fracos.
Reconhece o poder de um abraço,
mesmo que nunca o tenha experimentado.
Não cursou universidade, não tem diploma,
é simples se aceitá-lo, mas basta observá-lo
e entenderá de quem eu falo.
Sem jaleco branco, exame ou estetoscópio
sabe que a solução para muitos males não está no óbvio
com paciência, uma hora ou outra ele te cura,
mas, não confunda-o com o ócio.
Quem sabe seu nome?
De onde veio ou quem o criou?
A única coisa que realmente sei
é que é um exímio professor.
Com amor, meu grande amigo
Senhor Tempo.
Existe um bruxa que a tempos me enfeitiçou. Dentro de meus sonhos adentrou e ali reinou. Não que exile minha culpa ou exonere seus encantos e extrema beleza, mas havia algo em sua natureza. Ali zelava com maestria algo que queria, o fogo vivido de seus olhos abraçavam me com a ternura de um presente único, foi-se embora lúdico em arredio. Fui vencido quando convencido a conhecê-la melhor, as vestes em luto servem de alusão ao crime em contramão.
Zuri
Pseudomoda
Fácil seria se tu me odiasses,
mas não tenho a coragem necessária
para adotar outras faces.
Te quero bem perto e bem longe, emoção hilária
esta! Tu já estás imersa em meu ser
e canta numa distância saudosista. O que adianta
te querer como quero, se essa mista
vontade-amor-dor já é finalista
nesse concurso de identidades não-santas?
Berrantes, eufóricas, barrocas, eu-fora
do eu-dentro. Adentro o pseudo-eu
que sou eu mesma. Perco-me nesse desfile
cruel, frio, pegajoso, estridente.
Pois não sou nada,
mas sou todas concorrentes.
Capa de chuva num dia ensolarado
porque, no altar, forte é a tempestade.
De acordo com o combinado,
os membros todos vestidos de ambiguidade.
Na igreja eles rezam, rudimentam-se e roem
suas próprias vísceras. Comida não há
e a sanidade os destrói.
As portas de madeira, lacradas. Lá
no céu, os portões enferrujaram.
“O altar está em chamas!
Socorro! Não quero morrer
tido como louco!”
“A água benta evaporou!
Deus, me perdõe
mas para o inferno sei que vou!”
E berram até perderem a voz
aqueles que não desmaiaram de pavor.
Morrerão, sim, todos. Nós
assistiremos tal sacro-divertimento sem respingo de dor.
Fingimos amores e paixões,
Fingimos felicidades e melancolias,
Fingimos alegrias e tristezas,
Fingimos lagrimas e sorrisos,
Fingimos rancores e afeições,
Fingimos orgasmos e dores,
Fingimos acreditar, ter fé e esperança,
Fingimos ser ricos, pobres e coitados,
Fingimos chegadas e despedidas,
Fingimos doenças e saúde,
Fingimos acreditar em deuses, em milagres,
E as fingimos tanto que nos confundimos entre a verdade ou mentira.
Eu sei, existem angústias
E tons azuis em minh'alma
Eu sei que existem espinhos e feridas
Que tentam me tirar a calma
Contudo, eu me alegrarei
Podem acontecer infelicidades na estação
Como um lírio na primavera, eu abrirei meu sorriso
Não importa a situação
Com júbilo cantarei, mostrando meu riso
Não escolhi escrever!
As palavras são assim, me tomam.
Quando encontram a melhor forma de sair, entram em combustão, incendeia e queima.
Então escrevo, não porque escolhi, mas minh'alma precisa falar.
O lápis se torna os lábios de onde saem palavras doentes e o papel... o ouvinte a ser curado.
Eles são apenas sorrisos enjaulados
Eu busco sempre as conexões pra estabelecer alguma relação os tentáculos sempre tenta grudar em alguém
As vezes acabo ficando com ninguém
Ninguém pra conversar, dar risada, ser eu mesmo
A solidão me atormenta
Fico sempre tentando me conectar com as pessoas, mas elas já estão conectadas com seu telefone
Fico no meu quarto chorando todas as vezes que lembro que me conectei com pessoas e tive que me desconectar
Os problemas das pessoas são tantos que não pra eu escrever todos eles aqui
As pessoas não sofrem somente com os problemas do país eles tem mais problemas e esses problemas
E do próprio país
Cada um tem um eles machucam de diferentes formas um mais grave que outro
Os problemas são esses: as pessoas não se conhecem, elas não conversão mais, elas não olham para os lados
Estão sendo controladas
Existe um padrão o padrão do capitalismo, você não tem vida, vc tem status
Você não pode ser fraco, nem não querer lutar pra sobreviver, a arte não é vivida todo mundo busca a era clássica
O belo toma conta e feio é desprezado
Então toma lixo na sua cara vê se aprende vê se cresce
Eu vou dar tapa na cara de cada um não importa se você não vai gostar pq o país tá aí
Um lixo
Porque vocês não querer estourar o milho de pipoca?
E sabe o que vai acontecer com o milho que não estoura?
SONETO PARADOXAL
Como quisesse poeta ser, deixando
O estro romântico, espaço em fora
O amor, ao reconhecer sem demora
A seleta face, abriu o ser venerando
Encontros e desencontros, cortando
Caminhos e trilhas, percorri: e agora
Que nasce a poesia, o poema chora
E chora, a rima passada, recordando
Ó, estranha sensação despropositada
Tão saudosa como se fosse “In Glória”
Invade o poetar sem ter um comando
Assim por larga zanga aqui pousada
Me vejo perdido, triste nesta oratória
Quando poderia êxito estar versando
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
04 de dezembro de 2019 – Cerrado goiano
Olavobilaquiando
