Textos de Pessoas Espirituais
Embora a morte que deixa quase todos impactados seja só a morte física — muitas pessoas depressivas vivem à exaustão…
De tanto morrer a prestação.
Vitimando corpos que seguem em movimento enquanto o espírito já se despede em parcelas invisíveis, abatidos por uma dor que o mundo insiste em não querer contabilizar.
A depressão é, talvez, a forma mais lenta, silenciosa e medonha de luto: o indivíduo se despede de si mesmo gradualmente, sem flores, sem velório, sem alardes…
E o mais triste é que, ao contrário da morte física, essa não desperta o mínimo de compaixão — desperta julgamentos.
Às vezes, é muito mais fácil ver só fraqueza e frescura onde só há cansaço mental, e desleixo onde só há desespero, do que praticar a empatia.
Talvez um dia, quando entendermos que o sofrimento do outro também tem voz, ouçamos os que morrem devagar, antes que seja tarde demais.
Sempre houve, há, e infelizmente sempre haverá pessoas inidôneas em todas as searas profissionais.
Especialmente nas que são intrínsecas às nossas necessidades mais básicas.
Quer seja na Saúde, na Educação, na Segurança…
Ou até na seara Religiosa.
Esta última, infelizmente, é a que abriga os mais apaixonados.
Nela, se não fossem os inidôneos, talvez o próprio Cristo não tivesse experimentadoa mais medonha sinergia das fúrias humanas: perseguição, entreguismo e crucificação.
E para sustentar a premissa de que o crime jamais se sustentaria sem a coparticipação de parte do Estado — e de uma esmagadora parcela do povo —, há a retroalimentação do fanatismo.
Apaixonados que passam pano para desvios de conduta das suas paixões.
Ninguém do povo, com ao menos dois dos oitenta e seis bilhões de neurônios ativos,
deveria acreditar cegamente
que líderes religiosos e profissionais da segurança
são sinônimos de idoneidade.
Isso é mau-caratismo, capricho, fanatismo — ou ambos.
Foi-se o tempo das vocações…
Elas ainda existem, é verdade!
Mas os verdadeiros vocacionados são muito raros.
Nos bons e velhos tempos, poucos se vendiam.
Líderes religiosos eram quase sinônimo de santidade,
e policiais — de honestidade.
Infelizmente, a vocação levou uma rasteira da vaidade —
e muita coisa mudou.
E, infelizmente, para pior.
Hoje, o que se vê
é quase pura vaidade pela carreira, pelo status quo.
Só temo pela molecada…
E, pasmem, chamá-la de Nutella é bem mais fácil que ao menos tentar ser exemplo!
Ela segue cada vez mais sem norte,sem ter no que — e em quem — se espelhar.
Nos bons e velhos tempos em que muitos Moleques queriam ser Homens, não havia tantos homens fazendo papel de moleques.
As pessoas se togam com tanta pressa para julgar possíveis envolvidos em assuntos sensíveis, que nem dá tempo de calçar as sandálias da sensibilidade.
Vivemos tempos em que a velocidade da opinião ultrapassa, e com muita folga, a profundidade da compreensão.
Antes mesmo que os fatos respirem, já há sentenças sendo proclamadas — não nos tribunais formais, mas nos corredores digitais onde cada voz ecoa como se fosse absoluta.
Julgar tornou-se um impulso quase automático, um reflexo condicionado retroalimentado pela ansiedade de se posicionar.
Mas a sensibilidade exige pausa.
Exige escuta.
Exige, sobretudo, a humildade de reconhecer que toda história tem camadas invisíveis aos olhos muito apressados.
Calçar as sandálias da sensibilidade é um gesto simples, porém raro: significa escolher sentir antes de condenar, compreender antes de rotular, acolher antes de afastar.
Quando deixamos de lado essa sensibilidade, corremos o risco de desumanizar o outro — transformando pessoas em narrativas rasas, em culpados convenientes ou inocentes idealizados, sem jamais considerar sua complexidade.
E, nesse processo, algo em nós também se perde: a capacidade de olhar com empatia, de duvidar com honestidade e de esperar com respeito.
Talvez o verdadeiro desafio não seja formar uma opinião rápida, mas sustentar o silêncio necessário para amadurecê-la.
Porque, no fim das contas, não é sobre ter razão — é sobre não ferir injustamente.
E isso, quase sempre, começa com o simples gesto de parar… e calçar, com cuidado, as sandálias da sensibilidade.
Uma das coisas mais pavorosas num mundo habitado por mais de 8 bilhões de pessoas é tropeçar numa que ainda acredita ser dona da única opinião legítima.
Não pelo incômodo da discordância — essa, quando honesta, é o que ainda sustenta qualquer possibilidade de convivência minimamente civilizada —, mas pela recusa absoluta em admitir que o mundo é muito maior do que o próprio ponto de vista.
Há algo de profundamente inquietante em quem transforma convicção em dogma e experiência pessoal em medida universal.
A pluralidade humana não é um detalhe estatístico; é a condição fundamental da nossa existência coletiva.
Cada indivíduo é atravessado por histórias, dores, referências e limites que não cabem em fórmulas únicas.
Ainda assim, há quem caminhe como se tivesse decifrado o enigma completo da realidade, reduzindo o outro a erro, ignorância ou má-fé.
Esse tipo de postura não nasce apenas da arrogância — embora ela esteja quase sempre presente.
Muitas vezes, brota do medo…
O medo de reconhecer a complexidade, de lidar com a incerteza, de aceitar que talvez não haja respostas definitivas para tudo.
É mais confortável erguer certezas inabaláveis do que navegar em um mar de ambiguidades.
O problema é que, ao fazer isso, não se empobrece apenas o debate; empobrece-se a própria experiência de viver.
Porque viver, no sentido mais pleno, exige abertura.
Exige o desconforto de ouvir, a coragem de rever, a humildade de não saber.
Aquele que se crê dono da única opinião legítima não apenas fecha portas para o outro — fecha também as janelas por onde poderia enxergar novos horizontes.
E, no fim, acaba encarcerado num mundo pequeno e insignificante demais para a vastidão que insiste em negar.
Ao ver pessoas de quase 90 anos perdendo a linha nas discussões com as de quase 5, começo a desconfiar que partiremos todos desse mundo esperando o fim dele.
Talvez uma das principais ilusões da vida seja acreditar que a idade, por si só, nos entrega a serenidade.
Como se os anos fossem um depósito automático de sabedoria, paciência e compreensão.
Mas basta observar uma criança em uma birra e um idoso em uma teimosia para perceber que o tempo não apaga certas características humanas; apenas muda suas roupagens.
Há algo curiosamente semelhante entre quem está chegando e quem está se despedindo da longa estrada da existência.
Ambos enxergam o mundo a partir de suas próprias certezas.
A criança porque ainda não aprendeu que o universo não gira ao seu redor.
O idoso, porque já viu tanto que às vezes acredita não haver mais nada novo sob o sol.
Entre um e outro, surgem discussões que parecem menos sobre razão e mais sobre a dificuldade de abrir mão do próprio ponto de vista.
Talvez seja por isso que tantas gerações se encontrem na mesma reclamação: a sensação de que o mundo está acabando.
A criança sente o fim do mundo quando lhe tiram um brinquedo.
O adulto sente quando seus planos fracassam.
E o idoso sente quando os costumes que conheceu desaparecem.
Em escalas diferentes, todos experimentamos pequenas versões do apocalipse particular.
A verdade é que o mundo muito raramente acaba.
O que acaba são as versões dele que construímos dentro de nós.
Acabam as referências, os hábitos, as certezas e os cenários que aprendemos a chamar de lar.
E cada despedida dessas exige uma adaptação que nem sempre estamos dispostos a fazer.
Talvez a maturidade não esteja em deixar de esperar o fim do mundo, mas em compreender que ele termina e recomeça inúmeras vezes ao longo da vida.
E que a grande arte de viver não é impedir essas transformações, mas atravessá-las sem transformar toda divergência em batalha.
Porque, no fundo, dos quase 5 aos quase 90 anos, seguimos aprendendo a mesma lição: o mundo não precisa terminar só porque deixou de ser exatamente como gostaríamos que fosse.
Está para
existir coisa mais Chata que pessoas que não sabem ouvir
“Não”.
Porque, convenhamos, um “Não” deveria ser uma resposta completa.
Não precisa de justificativa, de debate, de insistência ou de uma segunda rodada de argumentos.
Tem gente que parece ouvir o “Não” como quem recebe um desafio.
Em vez de respeitar, tenta convencer.
Em vez de aceitar, questiona.
Em vez de compreender, insiste.
E, quando percebe que não vai conseguir o “Sim” que queria, ainda transforma a sua recusa em um problema.
Mas talvez o que incomode não seja exatamente o “Não”.
Talvez seja a incapacidade de algumas pessoas de aceitar que o outro tem limites, vontades e escolhas que não estão sob seu controle.
Aprender a ouvir “Não” também é uma forma de maturidade, sobretudo emocional.
É entender que ninguém nos deve acesso, atenção, companhia, explicações ou disponibilidade só porque desejamos isso.
É compreender que o outro pode simplesmente não querer — e isso deveria bastar.
E existe uma diferença enorme entre insistir por Carinho e insistir por Desrespeito.
A primeira pode nascer da esperança; a segunda nasce da dificuldade de aceitar que a vontade do outro também importa.
No fim, saber ouvir um “Não” é saber respeitar pessoas.
E, talvez, uma das formas mais bonitas de demonstrar consideração por alguém seja justamente não tentar transformar o seu limite em uma negociação.
Porque “Não” não é provocação.
É limite.
Não há
assuntos tão espinhosos que não possam ser debatidos;
há pessoas difíceis.
O problema, muitas vezes, não está na delicadeza do tema, mas na incapacidade de algumas pessoas de conviver com aquilo que contraria suas certezas.
Há assuntos que exigem cuidado, maturidade e até coragem para serem colocados à mesa.
Mas nenhum deles se torna realmente impossível enquanto houver disposição para ouvir, argumentar e reconhecer que o outro também pode ter razões.
O que torna uma conversa árdua não é necessariamente a controvérsia.
É o orgulho de quem transforma opinião em identidade, discordância em ofensa e questionamento em ameaça.
Para essas pessoas, debater não significa buscar entendimento; significa vencer.
E, quando a vitória se torna mais importante que a verdade, qualquer diálogo degenera em disputa.
Há quem confunda firmeza com intransigência e liberdade de expressão com licença para não escutar.
Há também quem só aceite o diálogo quando o resultado já está previamente decidido.
Nesse ambiente, até a pergunta mais honesta pode ser recebida como provocação, e a ponderação mais cuidadosa, como afronta.
Talvez por isso seja tão importante distinguir um assunto difícil de uma pessoa difícil.
O primeiro pode ser enfrentado com argumentos, conhecimento e serenidade.
A segunda exige limites.
Porque diálogo é uma via de mão dupla: pressupõe que ambos estejam dispostos não apenas a falar, mas também a serem afetados pelo que ouvem.
Não precisamos concordar para conversar.
Nem precisamos gostar da opinião alheia para respeitá-la.
E não precisamos transformar toda divergência em uma batalha moral.
Algumas conversas, quando terminam, não produzem consenso — produzem compreensão.
E isso já é o bastante.
Afinal, assuntos espinhosos podem ser desarmados pela inteligência e pela boa-fé.
Pessoas difíceis, porém, às vezes só se tornam possíveis quando aprendemos a não permitir que a dificuldade delas determine a qualidade da nossa própria postura.
Éramos tão ingênuos que acreditávamos que algumas pessoas seriam para sempre. Confundíamos promessas com certezas. Achávamos que o mundo fazia sentido. Sorríamos sem desconfiar de nada. Pensávamos que crescer resolveria tudo.
Entregávamos o coração sem manual de instruções e acreditávamos que bastava amar para tudo dar certo. Fazíamos planos como se o amanhã fosse garantido.
Éramos tão ingênuos que não percebíamos a felicidade enquanto ela acontecia. Sonhávamos alto sem medo da queda. Achávamos que a maturidade vinha apenas com a idade.
O tempo passa, mas deixa marcas: um rastro feito de carinho, respeito, confiança e momentos que foram só nossos.
É nas imperfeições da vida que percebemos o quanto somos parecidos, porque nos encontramos nas mesmas dores, nas mesmas lembranças e nas mesmas histórias.
Mais importante do que ter é ser luz. Mesmo nos dias escuros, ser alguém que vale a pena lembrar.
Cultivar pensamentos saudáveis, preservar a essência e continuar acreditando naquilo que nos torna humanos.
Talvez seja justamente isso que nos faça eternamente ingênuos.”
Mesmo cercado de pessoas e de amor, a solidão é uma companhia eterna. Não no sentido de estar sozinho, mas no de saber que ninguém compreende plenamente o que sinto, o motivo das minhas lágrimas ou a profundidade das minhas dores. Elas são particulares, habitam um lugar onde apenas eu consigo entrar.
As pessoas ouvem falar delas, podem até imaginar o que representam, mas jamais poderão vê-las ou senti-las da forma como eu as vejo e sinto. Minhas dores crônicas são aquilo que mais detesto em minha vida e, ao mesmo tempo, aquilo que está mais presente nela. Nunca me abandonam. Fazem-me chorar, refletir e imaginar como seria existir sem elas.
Às vezes penso que, se não as tivesse, talvez este texto jamais existisse. Talvez eu fosse uma pessoa diferente, com outros pensamentos, outras sensibilidades e outros silêncios. Por isso, gostando ou não, elas fazem parte de quem sou. Não as escolhi, mas aprendi que carregá-las também moldou a forma como enxergo o mundo, a dor e a própria vida.
- Tiago Scheimann
As pessoas raramente vão embora de uma só vez. Preferem retirar-se aos poucos, como a maré que recua sem anunciar que deixará apenas pedras e lama. Um dia percebemos que já não existem conversas, depois percebemos que já não existem expectativas e, por fim, compreendemos que estamos dialogando apenas com uma lembrança. O fim quase nunca acontece em um instante; ele apodrece lentamente antes de receber um nome.
- Tiago Scheimann
Pensadores são pessoas que dedicam a vida a refletir, questionar e criar teorias sobre a existência, a sociedade, a ciência e a moral.
Sou um bom pensador?
Bem essa é uma pergunta que instiga toda mente desafiadora, afinal..
o valor é ditado pela maioria, a sociedade dita o valor mesmo quando não há s for, é valor, caso contrário não é, no final tudo dependerá da decisão da maioria. É preciso muitos tomates para enfrentar essa maioria com garra.
"O Sujeito foi enfático, além de sincero: 'Não valorizo as pessoas pelo dinheiro que têm... Mas pelo quanto do dinheiro que têm podem depositar no meu Banco!' Além de enfático, sincero. Não acham?"
Frase Minha 0145, Criada no Ano 2007
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
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"Sempre vejo pessoas se benzendo quando passam, mesmo de ônibus, à porta de igrejas. Eu só não tinha visto pessoas se benzendo no metrô, sempre que euzinho estou por perto. Será que eles se benzem porque eu estou por perto?"
Frase Minha 0425, Criada no Ano 2010
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"Algumas pessoas falam em Deus e em Jesus o tempo todo. Até mesmo 'falam em nome dEles' e dizem 'o que acham' que Ambos disseram. Mas... Não conseguem admitir que também este que vos digita sou Filho do Criador. Poizé!”
Frase Minha 0456, Criada no Ano 2010
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"Conheci pessoas verdadeiramente humildes. Nenhuma delas jamais disse ou vive dizendo (e repetindo) que era ou é humilde. Nem umazinha sequer. Isso é ou não é exemplo de humildade?"
0764 | Criado por Mim | Em 2014
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" 'Não existem pessoas feias e sim belezas diferentes'. Levei esta frase (que não é minha) quando fui inscrever minha cunhada num Concurso de Beleza. Ãhn... Ãhn... Não aceitaram a inscrição. Eu entendi e acatei. Ela, não!"
Texto Meu 0881, Criado em 2018
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"Não perca tempo com pessoas que não valem a pena. É melhor, por exemplo, pedir uma pizza. E antes de comer a pizza, dê bom corretivo nas pessoas que não valem a pena e diga que você tem pizza. Todos têm inveja de quem pizza!"
Texto Meu 0908, Criado em 2018
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"Pessoas me vêm sempre sorrindo. Por isso não sabem o que é a minha vida e o quanto eu choro. Agora mesmo, estou chorando porque 'acabaram-se' todos os meus 'caijos'. Até mesmo o Brie, o Camembert e o Gouda que estavam aqui ontem. Todos 'acabaram-se' ou foram por Mim acabados, Buáaaaa!
Texto Meu 0926, Criado em 2018
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"Do que eu gosto dessa época de Natal? De tudo, incluindo a movimentação das pessoas, o preparo da Ceia, o aroma no ar, a troca de presentes e a reflexão relativa ao que sabemos sobre a trajetoria e o legado de Jesus Cristo!"
Texto Meu No.1053, Criado em 2022
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“Eles insistem que só eles salvam as pessoas, só eles dão emprego, só eles curam doentes, só eles trazem felicidade e desenvolvimento! Quem? Alguns da ESQUERDA, Alguns da DIREITA e Quase Todos das IGREJAS. Quem mais seriam?”
Texto Meu No.1064, Criado em 2022
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