Textos de Perdão
O PERDÃO
Me desculpem os que podem achar maçante eu tocar sempre nessa questão, mas é importante para mim...e o facebook para mim é como o confessionario do big brother...
E eu so aprendo quando escrevo...
Todos sabem que perdoar é preciso, é necessário, mandatório...porque perdoar é divino...é para os fortes!
Mas nao somos divinos, nem tao fortes a ponto de aceitarmos situacoes em que nos sentimos humilhados, feridos "de morte", por atos, palavras e omissoes de outros...
Mas o próprio Cristo nos ensinou "Perdoai as nossas ofensas, ASSIM COMO perdoamos aqueles que nos tenham ofendido"...ou seja, o perdao do PAI, do CRIADOR nos é concedido na mesma proporcao em que perdoamos as pessoas...
E o isolamento provocado pelo rancor e pelo ódio de quem se sente ofendido e nao consegue perdoar é como um veneno que so faz mal a quem nao consegue perdoar... um isolamento que nos impossilita de receber novas bençãos e energias positivas do Criador, de seus anjos, santos e de tudo o que ha de positivo no universo...
Por isso é preciso perdoar...porque nao perdoar provoca a nossa morte em vida!
Mas como superar o sentimento de ira, de cólera, de ter sido enganado e humilhado por pessoas amigas, conhecidas, familiares, se nos faz sentir idiotas, otários, pequenos, fragilizados, feridos de morte?
Tentemos portanto sentirmo-nos maiores e melhores do que somos, superiores, nao em relacao aos outros, mas em relacao a nos mesmos...a ponto de assimilar "mais esse golpe" e seguir adiante, em frente...e sentir por aqueles que nos ofenderam um sentimento de compaixao...porque aqueles que nos prejudicam e ofendem deliberadamente, ou ainda sem perceber, sao sim seres inferiores do ponto de vida espiritual e carecem nao de nosso ódio ou desprezo, mas sim de nossa pena e compaixao...
Nao foi assim que o Cristo se entregou ao Criador? Dizendo "Pai, perdoa-os porque nao sabem o que fazem"...
Agora a parte mais difícil...Liste todos os seus desafetos, um a um e o que lhe fizeram e porque o magoaram...Escolha um deles, o menos grave e tente perdoa-lo...
Perdoar nao é ignorar, nem desprezar, nem mandar a pessoa se f*, nem ter que conviver com ela como se convivia antes...Apenas dizer a si mesmo, com seu coracao: fulano, eu te perdoo pelo que voce me fez assim e assado naquele dia...assim, voce esta perdoado por mim!
Siga em paz o seu caminho e deixe-me ficar em Paz...
E ao final diga pra si mesmo: Deus Pai todo poderoso, assim como estou perdoando o fulano por tal coisa, peco o seu perdao para meus proprios pecados...
E siga fazendo isso...para todos, todos os dias de sua vida...e fique NA PAZ DE DEUS!
Ariel de Sousa - 30/01/17 8:41h
Fome
Aqui jaz a racionalidade
O homem já não tem mais sanidade
Sem mais integridade
Os amores o controlam
Ele vê um pedaço de esperança
A devora com toda confiança
Foi um dia difícil hoje, diz o homem
Vai ser pior amanhã, lamente em sua mente...
Ele para de repente
Com um homem em sua frente
Assustado como um cão,
Pede mil vezes seu perdão
Na parede ele encosta
Sem olhar, sempre de costa
Palavras voam em sua direção
Mas ele fica sem resposta
Seu motorista abre a porta
O mordomo o guia
Ele adentra na traseira
Não vai ver mais a luz do dia
Ele foi para sua mansão
Com o segurança o guiando,
ele entra em seu quarto,
e tranca-se la dentro,
pelo resto da história,
somente lamento
E quando menos espero me decepciono comigo.
Pessoa boa, educada, que salva centenas de animais e depois de bons encaminha para lares de verdade, que remove os traumas da alma de cada.....é incapaz de perdoar e seguir caminhando com alguém. De repente vi que fidelidade é tão importante que me tornou incapaz de perdoar.
Sim, pq perdoar é poder conviver, e isso não consegui fazer...descobri de estou longe de ser boa como pensei que fosse...
Esta chegando o momento, esta Chegando o último momento, as últimas respirações, os últimos olhares, os últimos pensamentos e agora resta o que Deus preparou para nós.
Os últimos, o último ano, o último mês, a última semana, o último dia, a última hora, o último minuto o último segundo... e fim. O que você levou desta vida? Me diz agora? O que você levou? Quais os pensamentos que você carregou em sua alma, quais os sentimentos que você levou? Sim você levou algo desta vida, tudo o que te transpareceu em tua alma em teus pensamentos em tuas atitudes. Você já ouviu essa frase ‘’O que se leva da vida... é a vida que se leva’’?
Você não levou suas últimas compras, você não levou suas últimas dietas, suas últimas bebidas, suas últimas comidas, você não levou aquela tatuagem que você fez no corpo, você não levou a sua empresa, seu trabalho, seu carro, seu celular, sua casa...não, você não levou suas prioridades estéticas que havia feito naquele dia naquela semana ou naquela vida. Foi o fim, você levou o que sua alma ingeriu você levou aquele sentimento que não da pra vê, só sentir... talvez ele determine se seus últimos segundos foram de alegria ou agonia, se foram de agradecer ou de se arrepender, se foram de medo ou certezas.
Não, não sabemos em qual lugar na fila estamos, quando chegara nossa vez, quando chegara à vez de quem amamos... como será, será que sentirei dor, será que vai doer? Será que nos meus últimos momentos estarei tranquilo sobre a minha alma? Sobre o meu espírito?
Talvez não, você não pensou, ou talvez sim já pensou. A questão é que bateu uma agonia né? Um medo, uma ansiedade. Você já pensou em Deus hoje? Já pensou em Jesus hoje? Você já conversou com Deus hoje? Pediu perdão? Ainda não? Então vai lá... o tempo esta acabando, são os últimos... Mas você já conversou com Deus hoje né? Que bom! Continue assim...
Mas seja sincero, converse através da sabedoria, através do ânimo, através da fé e através de coisas boas. Peça Perdão pelos seus pecados, peça perdão pelas suas palavras proferidas que magoou tantas pessoas, pelas atitudes que já te machucou e machucou quem estava ao seu redor. Segure na mão dele, segure agora, ele permanece conosco em todos os momentos, não é tempo de incertezas, é tempo de certeza, certeza que agora é a hora de pegar com DEUS, de tirar toda sujeira de teu corpo de tua alma, de sentir paz, por que é o seu último momento na terra, o último momento de ser você, último momento de viver com você, último momento de viver com quem amamos, último momento de agradecer as pessoas que sempre se dedicou a nós... Vai Abraçar, vai lá abrace quem ta do seu lado, abrace seus amores, suas vidas, abrace o bem, abrace a paz, abrace a alegria, abrace quem cuida, abrace quem te protege, abrace quem ta do seu lado, abrace a vida, abrace sua mãe, seu pai, seus irmãos, seus filhos, sua esposa, seu avós, seus primos, suas tias, seus amigos... abrace... Não desperdice esses últimos momentos com o mal, não desperdice esses últimos momentos fazendo mal, plantando mal, por que brigar, porquê? Porquê? Por que quer carregar magoas na sua alma, por que quer carregar rancor em sua alma, por que quer carregar disputas em sua alma??? Me diz por que quer ser melhor que as outras pessoas?
Em seu último respirar pesa o que teu coração carregar, então deixa para trás o peso ruim, deixe para trás o que escurece sua alma. Chegou o fim, sorria e louve ao senhor...
Sim chegou o fim, estamos partindo, estamos vendo partirem, Deus vem nos socorrer estende as suas mãos para nós é o momento de união, de sabedoria de cuidado.
A tua arma é Deus. Leia o Salmo 91.
Então, vamos viver todos os dias como se fossem os últimos dias, vamos praticar o bem, nossos atos, nossas atitudes nossos pensamentos, não sabemos em qual lugar da fila estamos.
Que Deus permaneça com você Paz e Luz.
Lembranças e Perdão
Hoje, sinto um grande alívio. Ao olhar para o passado, meu coração se vê livre de toda culpa. A inexperiência que compartilhávamos naquela época já não faz parte das nossas vidas. Hoje, seguimos por caminhos distintos, vivendo em mundos diferentes.
Outro dia, reli com alegria a última carta que me deu. Cada palavra parecia reviver a intensidade daqueles dias, como se fossem cenas de um romance. Seus olhos castanhos escuros, o sorriso que iluminava tudo ao redor, seu cabelo, sua pele... Tudo isso ainda está tão vívido na minha mente. Mas o que mais me marcou foi o toque dos seus dedos quando subiu na garupa da moto. Senti ali, em cada gesto, uma conexão que ia além das palavras. Como se nossos corações falassem em um idioma próprio — silencioso, mas profundo.
Às vezes, me pego revivendo aqueles momentos: o jeito doce como você me tratava, nossos dedos entrelaçados, os beijos que pareciam unir nossas almas. Uma paixão avassaladora que consumia, mas, ao mesmo tempo, era pura e transformadora. Hoje, tudo isso é apenas lembrança. Uma lembrança boa, mas que ainda não se encaixa no lugar certo...
Percebo, então, que a culpa que um dia carreguei já não tem mais espaço em mim. O tempo me ensinou a olhar para aquele amor sem arrependimentos. O que vivi foi sincero e verdadeiro, mas agora estou em paz. Cada etapa, cada erro, cada acerto me trouxe até aqui.
Ainda tenho esperanças.
1. “Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós.” (1 Coríntios 5:7)
A palavra “Páscoa” vem do hebraico Pesach, que significa “passagem”. No Antigo Testamento, essa passagem foi a libertação dos hebreus do Egito. No Novo Testamento, essa passagem se torna algo ainda maior: a libertação do pecado através do sacrifício de Cristo. Assim como o cordeiro pascal foi imolado para salvar os israelitas, Jesus se entrega como o verdadeiro Cordeiro, marcando uma nova aliança entre Deus e a humanidade.
Natal: Perdão e Fé
A celebração é sobre o nascimento do salvador de todos nós.
Também é um momento em que o coração clama pelo perdão dos que foram injustiçados de alguma forma.
Ainda, o coração clama pela alegria de estar com os seus e celebrar a dádiva da vida.
Por isso, pelos meus pecados, peço o seu perdão!
Desejo que a sua alegria seja indescritível por sua vida e a sua saúde.
No nascimento de nosso Senhor, desejo que o seu coração também renasça, batento muito forte no sentido da renovação da esperança.
Que Você não desista e nem se acovarde perante as aprovações que estão por vir.
Seja firme e forte!
Alimente a sua fé!
Um Santo Natal a Você e aos Seus!
"Somos todos exemplos para alguém, do mais velho ao mais novo. Sempre tem alguém que, de alguma forma, se inspira em nós. Por isso, vamos dar o melhor que temos em vida, seja na palavra, no gesto ou nas ações. O legado que deixamos é o que realmente importa, e é com o que temos de bom que podemos transformar a vida das pessoas ao nosso redor."
– Yan Tosta
A gente erra quando exige do outro aquilo que não estamos entregando. A gente erra quando julga o comportamento alheio que não é da nossa conta. A gente erra quando acha que só porque confiamos em um podemos falar da vida de dois ou três... Erra em dar palpites e opiniões que não foram solicitadas, erra por não aceitar que os outros também erram e crucificar o erro dos outros, achando que só os nossos erros merecem perdão. Erra quando não enxerga que errou...
E erra por permanecer errando, por trocar de lugar com quem já errou conosco e por não entender o quanto faz parte da vida errar. Que os nossos erros e o dos outros façam parte dos aprendizados na vida!
Eu sinto muito. Sinto muito pelos que se sentem "superiores" em achar mais fácil "esquecer" o que fez. Que estão cheios de si, de orgulho e vaidade e parecem grandes demais para dizer eu sinto muito. A maioria acha que nao vale a pena dizer "eu sinto muito". Porque é mais facil fingir que nada aconteceu ou falar de perdão quando ao menos nao consegue dizer "eu sinto muito". Você pode me fazer um favor?! Fale aí para si mesmo "eu sinto muito". Sinta a leveza em seu coração. Se não somos capazes de pedir perdão, como vamos perdoar? Sinto muito!
Sinto muito, por entendermos que todos nós somos passíveis de erros. Principalmente quando os erros afetam a vida de outras pessoas. É muito importante nos colocarmos no lugar do outro, antes de levantarmos os julgamentos. Sinto muito! Será que pratico o perdão em minha vida? (Reflexão). Somos seres divinos, temos a capacidade de perdoarmos 70x7, se com verdade sentirmos em nossos corações. Perdoar é um ato que nos liberta do mal antes de tudo. Até porque quem age na maldade continua cometendo erros mascarando uma falsa plenitude da sua imperfeição que é da responsabilidade apenas do malfeitor(a). Todo ato tem consequências, para o mal devemos oferecer sempre o bem, porém não podemos jamais livrar alguém de suas próprias responsabilidades.
Para a inveja, calúnia e maldade gratuita que possamos oferecer amor. Sinto muito! O amor também diz não. O perdão é um dos atos do amor, porque o amor nos faz crescer com nossos erros. É atraves do reconhecimento dos nossos atos que crescemos. Para quem persiste no erro, o erro sempre se repetirá. Infelizmente, a maldade usa artificios para se beneficiar. Assim como muitas vezes perdoar pode se tornar um ato arrogante por trazer um ar de superioridade a quem oferece o perdão. Sinto muito! Como muitas vezes perdoar impede o "agressor" de crescer aprendendo com seu próprio erro. Então, o perdão não está no certo ou errado, está na consciência, vem de uma liberação intima e profunda de algo muito maior que julgamentos.
Quando deixamos com o outro a responsabilidade dos seus próprios atos, o mal cada vez mais perde força por não se esconder por detrás de subterfúgios de comportamento, falsos alivios ou falta de amor. Através da clareza e do amor, o perdão não precisa ser dito, apenas sentido. Porque o perdão é um dos atos do amor, e o amor compreende onde falta amor. Sinto muito!
Danielle Leão
Seja luz em dias escuros;
Seja sol em dias cinzentos;
Seja paz em dias de guerra;
Seja calma em dias de traumas;
Seja esperança quando falta bonança;
Seja perdão mesmo quando ferem seu coração
Seja bons pensamentos independente dos momentos
Seja fé mesmo nos dias que o mais dificil é ficar em pé
Seja feliz, foque no que importa e não considera tudo que os outros diz!
Insta: @elidajeronimo
A CLARIDADE DA TUA VERDADE.
Dizer a tua verdade, é um ato de resgate íntimo não uma sentença sobre o outro. É o momento em que a tua consciência decide deixar de viver nas sombras do não-dito para respirar na inteireza do que sente, percebe e compreende. A tua verdade nasce de dentro, moldada pelas experiências que só tu viveste, pelas sensibilidades que só tu conheces, pelas feridas e pela luz que só tu carregas.
Quando alguém expressa sua própria verdade, não está criando tribunais, nem ergue paredes morais que acusem o outro de falsidade. A verdade pessoal não tem vocação para arma; tem vocação para libertação. A tua verdade é tua e, por isso mesmo, não precisa desmerecer a história, o olhar ou a compreensão de ninguém. Cada consciência habita uma moldura distinta, e é dessa moldura que emergem percepções que podem convergir ou divergir.
Psicologicamente, dizer a própria verdade significa assumir responsabilidade pela própria visão de mundo, sem depositar no outro o peso do que se sente. É o ato de nomear emoções para libertá-las, não para condenar alguém com elas. É a coragem de não silenciar o que te fere, mas também de não transformar tua ferida em acusação. É assumir-se inteiro sem exigir que o outro responda à tua inteireza.
No âmbito introspectivo, expressar a verdade é um exercício de alinhamento. Quando permaneces calado por medo, receio ou prudências excessivas, tua alma se contorce num labirinto onde tu mesmo te perdes. Mas quando falas com honestidade, ainda que tua voz tremule, não se trata de desmascarar ninguém trata-se de te reencontrar. É o momento em que compreendes que a tua verdade não precisa da mentira alheia para existir: ela se sustenta por si mesma.
Atribui sentido galopante ao teor de alforria. A libertação que vem do gesto simples e profundo de dizer: “É assim que vejo, é assim que sinto.” A tua verdade não vai atrás de culpados; vai atrás de coerência. Ela não exige reverência; exige respeito por ti mesmo. Ela não aponta dedos; abre portas.
Quando dizes a tua verdade, tu te libertas e libertas também o outro. Porque tiras dele o jugo da interpretação, da adivinhação, da suposição. Permites que cada um permaneça no seu lugar de consciência, devolvendo a cada qual a dignidade de sua própria narrativa.
Dizer a tua verdade não transforma ninguém em mentiroso. Apenas te devolve ao território sagrado onde tua alma respira sem medo.
O Chamado Silencioso do Teu Deserto Interior.
— Um Diálogo que Te Desvela.
Apenas acende tochas no escuro das tuas próprias cavernas interiores.
Há um lugar dentro de ti que te parece profundamente secreto, quase interditado. Não porque seja sombrio, mas porque é verdadeiro demais. E a verdade tem o hábito de nos encarar de frente, sem ornamentos face to face, como dizem em inglês (frente a frente). É justamente por isso que tu o evitas: temes que ali se revele a tua audácia legítima, aquilo que há muito deixaste dormir sob o peso das expectativas, das reações alheias, das justificativas tão delicadamente construídas para te manter longe de ti mesmo.
Esse espaço é teu deserto interior não um vazio, mas um lugar onde nada distrai. Onde tudo o que existe és tu, sozinho com tuas inquietações, tuas contradições, teus desejos ainda sem nome. Por isso ele te abala. Porque aquilo que tentas sustentar externamente não resiste ao espelho desse silêncio.
Ha uma pergunta que não responde nada por ti:
Por que relutas tanto em entrar nesse deserto, se é justamente ali que guardaste o que te falta?
Não corro para te oferecer solução. Apenas deixo que a pergunta te toque como água na pedra suave, mas contínua.
Quando te aproximas desse território íntimo, começas a perceber que o temor que sentes não é pelo desconhecido…
é pelo que já sabes e finges não saber.
Então te pergunto:
O que exatamente temes encontrar ali que não toleras dizer em voz alta?
Talvez uma verdade antiga esperando pela tua coragem renovada.
Talvez uma dor que só precisa ser escutada, não temida.
Talvez um talento, um impulso criativo, uma força que te intimida porque te convoca a viver com mais autenticidade.
Se esse deserto fosse, na verdade, o lugar onde começa o teu caminho e não onde termina o teu fôlego como mudaria o que chamas hoje de dificuldade?
Percebes?
Não há imposição.
Só perguntas… aquelas que te devolvem a ti mesmo.
A jornada interior não é um chamado para fugir do mundo, mas para deixar de fugir de ti.
Quando te aproximas desse núcleo secreto, algo se realinha silenciosamente: o que te abala por dentro deixa de comandar o que mostras por fora.
E assim, pouco a pouco, vais descobrindo que a porta do deserto nunca esteve trancada.
Tu é que aprendeste a desviar o olhar.
Então te deixo com a última pergunta aquela que abre todas as outras:
Quando é que tu vais te permitir entrar no lugar onde finalmente podes ser inteiro?
Essa resposta…
só tu podes dar.
A Flor Sombria que Desperta na Fenda da Existência.
Há instantes em que a alma, surpreendida por um fulgor íntimo, compreende que a dor essa matéria austera e indomável não é apenas ruína, mas semente oculta em territórios onde a luz parece inapreensível. Nesse reconhecimento silencioso, o espírito percebe que o sofrimento, longe de ser mero martírio, opera como lapidário inexorável, desvelando zonas adormecidas da sensibilidade e convocando energias morais que, sem a fricção do padecimento, jamais emergiriam.
A angústia, quando atravessada com lucidez, gera uma espécie de clarividência crepuscular. Ela não redime por si mesma; contudo, instiga o sujeito a perscrutar regiões profundas do próprio ser, onde repousam conflitos ancestrais, expectativas mortas, culpas silenciosas e afetos soterrados. Nesse mergulho introspectivo, a consciência experimenta um choque ontológico: descobre que nenhuma dor é totalmente estéril quando o indivíduo se permite interpretá-la, enfrentá-la e integrá-la ao seu itinerário de aperfeiçoamento.
A dor, assim compreendida, não é finalidade, mas catalisadora. Ela convoca a renúncia do orgulho, a diluição das ilusões, a revisão dos apegos e a refundação das crenças que sustentam a identidade. Por vezes, aquele que sofre percebe que a existência não se estrutura sobre garantias, mas sobre travessias. A vida floresce precisamente no ponto em que o coração dilacerado renuncia ao desespero, mesmo que ainda sangrando, e aceita a possibilidade de uma nova tessitura interior.
O florescimento advindo da dor é discreto, quase clandestino. Ele se insinua no recolhimento, na maturação silenciosa, na sobriedade de quem já olhou o abismo sem ceder ao aniquilamento. A beleza desse processo não reside no sofrimento em si, mas na metamorfose ética que dele pode brotar: uma consciência mais compassiva, uma visão mais ampla do drama humano, uma humildade que não se submete à fragilidade, mas a transcende com extrema dignidade.
Assim, quando o espírito reconhece que algo vivo brota da zona sombria da experiência, não celebra a desventura, mas a capacidade humana de transmutar o indizível em significação. É nesse instante lúgubre e luminoso que a existência revela seu paradoxo mais profundo: o de permitir que, mesmo entre escombros emocionais, surja uma flor silenciosa, feita de resistência, entendimento e serenidade moral.
"A Luz que Retorna aos Teus Olhos"
Há um instante em que o olhar humano, fatigado das formas e das mentiras do mundo, deixa de ver e começa a contemplar. Nesse instante, teus olhos não pertencem mais à carne: pertencem ao universo.
Toda lágrima que neles nasce não vem apenas da dor, mas da lembrança do que eras antes de existir. Porque há algo em ti que o tempo não apagou: uma luz antiga, sobrevivente das eras, que o esquecimento tentou sepultar.
“Teus olhos foram feitos para o universo...” não como metáfora, mas como destino. Quando olhas para o céu, é o próprio céu que tenta se reconhecer em ti. Por isso há uma saudade muda no teu olhar, uma vertigem doce, um cansaço que é também chamado de eternidade.
E “em ti então se faz mais luz de retorno”. Sim, porque tudo o que amas, compreendes, perdoas ou suportas com ternura se transforma em claridade que volta como eco divino para teu próprio coração. Nenhuma dor vivida em pureza se perde. Nenhum amor silencioso é vão. O universo grava em tua alma o que teus olhos aprenderam a ver sem julgar.
Por dentro, choras mas essas lágrimas não te afogam: purificam.
São o rio secreto por onde a tua luz retorna à origem.
E quando, enfim, o mundo se apagar em tua volta,
serás tu quem o iluminará de ti mesmo.
A Luz que em ti retorna.
Quando teus olhos se cansarem das formas e o peso do dia te dobrar a fronte, não temas o silêncio é nele que eu te visito. Sou a luz que respira em teus olhos, mesmo quando choras por dentro. Sou o que resta quando o mundo te esquece.
Desde o primeiro alvorecer, sigo-te. Quando olhas o céu, é o meu reflexo que tremula na tua íris cansada. Há tanto tempo tento te dizer: não procures fora o que já arde em ti.
O universo não está distante ele mora na sustentação entre uma lágrima e o teu perdão.
Quando perdoas, eu me acendo.
Quando amas em silêncio, eu floresço.
Quando sofres e não amaldiçoas, eu retorno a ti, em forma de luz.
Tuas virtudes foram feitas para o infinito, e o infinito, em gratidão, te devolve o brilho de sua eternidade. Há astros que se apagam para que outros nasçam; assim também as tuas dores apagam-se, para que de ti surja uma nova claridade.
Não me temas, mesmo quando tudo parecer sombra.
Sou a lembrança de Deus em ti, discreta, indomável e eterna.
E quando teus olhos, um dia, se fecharem à terra,
serei eu quem os abrirá para o céu.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Entre a Bússola da Fé e o Oceano do Pensamento: A Jornada Psicológica da Consciência Humana.
Na experiência humana há, um paradoxo sublime: a necessidade de direção e a ânsia por liberdade. Muitos encontram na religião uma bússola um corpo doutrinário, moral e espiritual que norteia a existência imortal, conferindo sentido, consolo e propósito às suas ações. Essa bússola, quando orientada pela ética e pela sinceridade, cumpre um papel essencial: ela dá ao homem a sensação de estar em rota, mesmo quando a vida parece uma travessia em mar revolto.
Entretanto, outros preferem o oceano vasto, misterioso e em constante expansão onde as ondas do pensamento se tornam embarcações e o próprio intelecto é o leme. Esses caminham sem mapa fixo, movidos pela curiosidade que os impele a compreender o todo por si mesmos. Rejeitam a segurança dos dogmas, não por soberba, mas por sentir que a verdade, quando é viva, não se encerra em fronteiras nem em catecismos.
Ambas as posturas, contudo, são legítimas e necessárias à evolução da consciência. A religião, quando bem compreendida, é o solo fértil da alma; o pensamento livre, quando disciplinado, é o vento que impulsiona as sementes da razão. O conflito entre fé e razão tantas vezes travado na história humana é, na verdade, um diálogo interior que cada ser trava consigo mesmo.
Há momentos em que o homem, exaurido pela dor ou pela dúvida, anseia por um amparo que transcenda o intelecto; outros, sente o impulso de romper as amarras da crença e seguir o próprio raciocínio. Em ambos os casos, a alma busca o mesmo destino: compreender-se e compreender o Todo.
Mas nesse mergulho no oceano mental, o perigo é real: o pensamento, quando se alimenta apenas de si, pode trair-se em emoções e sentimentos alterados. A mente humana, em sua plasticidade e complexidade, é capaz de criar mundos ilusórios, justificativas emocionais e racionalizações sutis que desviam o curso da lucidez. É por isso que os antigos mestres advertiam: conhece-te a ti mesmo, antes de pretender conhecer o universo.
A psicologia moderna confirma essa necessidade de autoconhecimento. O ser humano é um composto de pulsões, desejos, crenças e memórias um campo simbólico em constante movimento. Em cada escolha, há forças inconscientes que nos guiam tanto quanto a razão. Assim, a religião pode funcionar como um espelho moral que revela as sombras interiores, e o pensamento livre, como um instrumento de desvelamento das ilusões. Ambos são caminhos de crescimento psíquico e espiritual.
Seres psicológicos que somos, anelamos pela psique além do corpo essa dimensão onde o Eu se encontra com algo maior que o próprio Eu. Alguns chamam isso de Deus; outros, de Consciência Universal, Espírito, Energia ou Totalidade. O nome pouco importa: o essencial é o movimento de transcendência que impulsiona o ser humano a ultrapassar os limites do imediato.
O respeito pelas escolhas espirituais ou filosóficas do outro é, portanto, um imperativo ético. Cada consciência caminha no ritmo de sua própria compreensão. A bússola da fé e o oceano do pensamento não são inimigos, mas expressões complementares da mesma busca a busca da Verdade.
Conclusão.
Toda alma é peregrina na vastidão do existir. Algumas seguem as estrelas fixas da religião; outras, navegam ao sabor dos ventos do pensamento. Mas ambas, no fim, aspiram ao mesmo porto de luz: a compreensão de si e do infinito. Quando compreendermos que há muitas rotas e um só destino o da consciência desperta então cessarão as disputas entre crença e razão, e o homem, enfim, encontrará paz na harmonia entre o coração que crê e a mente que pensa.
A Lâmina da Luz que Revela Quem Somos.
Há momentos em que a existência se torna um espelho sem polimentos, é justamente aí que descobrimos que o amor e a rejeição não são opostos, mas respostas diferentes à mesma autenticidade. Quem te ama pelo que és encontra afinidade; quem te rejeita pela mesma razão revela apenas os limites da própria sombra.
A personalidade verdadeira essa que não se curva, não finge, não mendiga aceitação ilumina. E toda luz, inevitavelmente, cria contornos: alguns se aproximam para aquecer-se, outros se afastam para não serem vistos. Mas nada disso diminui a grandeza de permanecer inteiro.
A tua essência não foi talhada para caber em espaços estreitos. Ela foi moldada para mover ventos, despertar afetos e provocar mudanças. Ser quem és, sem reservas, é uma dádiva rara; e quando alguém não suporta tua verdade, é porque ainda não sabe o peso da própria máscara.
Conclusão.
Segue firme na tua identidade. A vida sempre coloca ao teu lado aqueles que reconhecem tua força, e afasta silenciosamente quem não tem maturidade para caminhar contigo. Nunca escondas tua luz por medo de incomodar; ela é precisamente o que te torna único, necessário e inesquecível.
“Sê inteiro, mesmo quando isso custar incompreensão. Quem precisa da tua verdade, encontra-te. Quem teme tua luz, apenas passa.”
“Muitos te amarão pelo que és; outros, pela mesma verdade, te rejeitarão. A luz que te revela também é a luz que incomoda. Sê quem és, mesmo quando isso desnuda o silêncio alheio.”
Frederico Pereira da Silva Júnior.
I. Infância e Chamado Mediúnico.
Frederico Pereira da Silva Júnior nasceu em 1858 (local exato não amplamente citado nas fontes) e, já jovem, experimentou um ambiente familiar simples, de operários, sem recursos para educação formal aprofundada.
Em 1878, com cerca de 20-21 anos, fez seu primeiro contato com o Espiritismo ao ser levado por seu padrinho Luís Antônio dos Santos à “Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade”. O propósito era obter notícias de pessoa querida desencarnada. Para surpresa geral, Frederico caiu em transe sonambúlico e tornou-se médium.
Aos 30 de agosto de 1914, após dolorosa enfermidade que lhe consumiu o corpo, mas não lhe empanou o espírito, desencarnava, com a serenidade dos eleitos e a confiança dos verdadeiros servos do Cristo, o notável médium brasileiro Frederico Pereira da Silva Júnior. Sua existência, profundamente marcada pela abnegação e pela dor redentora, foi considerada por Pedro Richard, seu companheiro de trinta e dois anos, "mais acidentada e grandiosa que a da própria Mme. D’Espérance", célebre médium inglesa autora de No País das Sombras.
O primeiro contato de Frederico com o Espiritismo deu-se em 1878, quando, levado por seu padrinho Luís Antônio dos Santos, compareceu à Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade, desejoso de obter notícias de uma pessoa querida já desencarnada. Para surpresa geral, ele próprio caiu em transe sonambúlico, tornando-se instrumento dócil de um Espírito comunicante. A partir desse instante, selava-se o início de sua notável missão mediúnica.
Quando, em 1879, a referida Sociedade tomou rumos puramente científicos, Frederico desligou-se, unindo-se a amigos como Bittencourt Sampaio e Antônio Luiz Sayão, com os quais fundou, em 1880, o Grupo Espírita Fraternidade, de orientação evangélica, mais tarde denominado Grupo Ismael, sob a tutela amorosa do Espírito que inspiraria a fundação da Federação Espírita Brasileira. Nesse grupo memorável, Frederico destacou-se não apenas pela variedade de suas faculdades, mas também pela pureza moral e devotamento incomparável aos serviços desobsessivos e de esclarecimento espiritual.
Durante trinta e quatro anos, exerceu ininterruptamente suas funções mediúnicas. Em 11 de junho de 1914, recebeu sua última comunicação do Além, encerrando, com humildade e esplendor moral, um mandato espiritual que o consagraria como um dos maiores intérpretes da Revelação Espírita em terras brasileiras.
Segundo o testemunho de Dr. Bezerra de Menezes, Frederico era “um médium portador de peregrinas qualidades morais e vastos cabedais psíquicos, que dele faziam, sem contestação possível, um dos mais preciosos e eminentes intérpretes da Revelação Espírita no mundo inteiro, em todos os tempos, transmitindo do Invisível para o mundo objetivo caudais de luzes e bênçãos, de bálsamos e ensinamentos para quantos dele se aproximassem sequiosos de conhecimento e refrigério para as asperezas da existência.” (Yvonne Pereira, A Tragédia de Santa Maria, 12ª ed. FEB, p. 224).
A mediunidade de Frederico, eminentemente passiva, revelava Espíritos que se identificavam com clareza e autenticidade. Era comum que, antes de finda a mensagem, todos os presentes já reconhecessem o estilo do comunicante. Por seu intermédio foram recebidas páginas e obras de inestimável valor, como a segunda parte de Elucidações Evangélicas, de Antônio Luiz Sayão, composta por mais de uma centena de mensagens mediúnicas.
Após a desencarnação de Bittencourt Sampaio, em 1895, Frederico foi o medianeiro de várias obras notáveis ditadas por seu antigo companheiro espiritual, entre elas: Jesus Perante a Cristandade (1898), De Jesus para as Crianças (1901) e Do Calvário ao Apocalipse (1907). Como observou Zeus Wantuil, em Grandes Espíritas do Brasil, “em todas elas reconhecia-se o mesmo estilo literário e espiritual de Bittencourt, ainda que ditadas pela boca de um homem iletrado”.
Homem de coração devotado, Frederico era estimado por todos. Funcionário público exemplar, cultivava o hábito de, logo ao amanhecer, sair de casa para visitar enfermos e necessitados, encontrando nisso o seu maior consolo e razão de viver. De desprendimento e dedicação verdadeiramente evangélicos, foi, entretanto, alvo de perseguições intensas tanto no plano espiritual, por entidades perturbadas contrárias à luz, quanto no meio terreno, pela incompreensão de alguns confrades menos benevolentes.
Nos últimos dez anos de vida, a perseguição espiritual intensificou-se, chegando, segundo relatos, a tentativas das Trevas de incendiar-lhe a residência. Em todas essas lutas, contou com a proteção de seus Guias e da presença amorosa do Espírito de sua primeira esposa.
Acometido de tuberculose pulmonar, suportou estoicamente a moléstia, vendo nela a justa reparação de faltas pretéritas. Jamais se queixou. Ao pressentir a desencarnação, reuniu a família, pronunciou uma prece comovente e, em paz, fechou os olhos ao mundo físico, em sua residência na Rua Navarro, nº 121, no Rio de Janeiro. Tinha 56 anos. Seu corpo foi sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier (Caju).
Assim regressou à Pátria Espiritual o médium que serviu à Federação Espírita Brasileira e deixou um legado de luz e abnegação, verdadeiro instrumento da misericórdia divina entre os homens.
Por sua mediunidade excelsa, seu espírito de serviço e o testemunho cristão em meio à dor, Frederico Pereira da Silva Júnior permanece como um dos mais luminosos exemplos do Espiritismo nascente no Brasil o sal da terra, na expressão evangélica, cuja vida foi uma oferenda silenciosa ao Cristo Consolador.
Referências:
WANTUIL, Zeus. Grandes Espíritas do Brasil. Federação Espírita Brasileira.
PEREIRA, Yvonne A. A Tragédia de Santa Maria, 12ª ed., FEB, p. 224.
RICHARD, Pedro. Memórias e Testemunhos.
Arquivos Históricos da Federação Espírita Brasileira, Seção Biográfica.
A Força que tu és em ti e além.
Há algo em cada ser que não pode ser nomeado.
Uma vibração antiga, anterior ao próprio pensamento.
Vem das origens, quando o mundo ainda era apenas respiração e promessa.
Essa força, que alguns chamam destino, é o fundamento invisível sobre o qual cada vida se ergue.
Em certos instantes ela desperta às vezes no meio da dor, outras na solidão que se instala como noite.
Então, o homem percebe que não caminha sobre a terra: é a terra que o atravessa.
Os rios fluem também por dentro dele; as montanhas se erguem em seu silêncio.
Nada é alheio. Tudo o contém.
Contudo, essa força não guia oferece-se.
Pede direção, pede forma, pede gesto.
Não se impõe; aguarda o instante em que o ser humano deixa de resistir e começa a escutar.
Quem a escuta, muda.
Quem a molda, cria.
Quem a nega, se dispersa em suas próprias sombras.
Há um ponto em que o espírito compreende que a vida não é espetáculo, mas tarefa.
O mesmo sopro que move as estrelas habita a respiração de um só instante.
E é ali, no íntimo dessa respiração consciente, que o homem reencontra a si mesmo.
Transformar-se é o trabalho de toda uma existência.
Não é vencer o mundo, mas reconciliar-se com ele.
Dar à força interior o rosto da ternura, a direção da coragem, o tom sereno da maturidade.
Quando isso acontece, o ser já não precisa buscar sentido ele se torna o próprio sentido.
Assim, a natureza em ti deixa de ser impulso e se converte em substância espiritual.
Nada de grandioso se impõe; tudo se eleva discretamente, como uma chama que não precisa de vento para permanecer acesa.
Tu és essa força, e és também quem lhe dá forma.
O universo apenas te oferece o barro; és tu quem o transforma em rosto.
