Textos de Mar
“Em Teus Olhos, o Mar”
Em teus olhos se deita o mar —
não como espelho, mas como abismo.
Mergulho neles sem me salvar:
naufragar em ti é meu lirismo.
Teu silêncio tem gosto de vinho,
amargo e doce, tal qual o destino.
Quando me falas, és o caminho
onde perco a pele, o ar, o sino.
Teus cabelos — ventos de febre —
me enredam no tempo, sem despedida.
Cada fio, um verso que em mim verte,
tecendo o poema da minha vida.
Te amei nas horas que não tive,
te esperei nas sombras do meu ser.
E mesmo que o mundo me desvive,
serei palavra onde fores viver.
Se teus lábios forem exílio,
exilado serei, com paixão.
Pois vale mais um beijo tardio
que o mundo inteiro sem tua mão.
Além-mar
Além-mar se esconde um sentimento,
Por mais caprichoso que seja, sim, é saudade.
Por mais obstante e monótono,
Está além do meu controle,
Perdido no tempo passageiro
Que se disfarça de simples delírio
De um ser sem alma
E de um coração vendido por migalhas.
E perante este preço,
Que equivale a uma folha de papel,
Foi lançado a teu olhar,
Que está além do horizonte longínquo,
Sem mais nada para oferecer—
Apenas um lindo vazio.
A-MAR DE GENTE
Seria mais gostoso gostar de alguém
Quando esse alguém também gosta da gente
Ou será que é pedir muito?
Gostar de quem também goste da gente
Nos tornamos consumistas
Contabilizando o que ofertamos
E o que estamos recebendo
Como em uma jogatina
Tem gente que gosta da gente
Tem gente que gosta de gostar da gente
E tem gente que gosta que a gente goste
Porque ainda existe alguém morando dentro dessa gente
Mas o que buscamos é o que queremos?
Ser amados ou validados?
Ser vistos ou ser ouvidos?
Ou apenas mostrar que alguém gosta da gente.
Porque amar é decisão
Que vai amar sem esperar,
E apostar que vai ganhar.
Tatuí, 01 de abril de 2025.
Era um dia radiante e a brisa suave do mar acariciava minha pele enquanto eu me posicionava sobre uma pedra majestosa, como se estivesse no topo do mundo.
À minha frente, duas gigantescas tartarugas dançavam graciosamente nas águas cristalinas, acompanhadas por outros seres marinhos que pareciam saídos de um conto de fadas.
Meu coração pulsava de encantamento, e a beleza daquela cena era tão intensa que não resisti: mergulhei nas águas quentes e salgadas, deixando-me levar pela mágica da vida submarina.
Ao nadar junto às tartarugas, cada movimento era repleto de leveza e harmonia. A energia que emanava delas me envolvia em um abraço acolhedor, onde o tempo parecia parar e tudo se tornava um só. A tranquilidade do oceano envolvia meus sentidos enquanto explorava aquele reino encantado.
Mas então, ao longe, uma onda colossal começou a se formar. Era como se a própria natureza estivesse criando uma obra-prima diante de seus olhos. A água azul se erguia, poderosa e imponente, senti a força daquela presença. No entanto, em vez de temor, eu experimentava uma admiração indescritível. Não havia mais tartarugas, nem outros animais; apenas eu e a onda majestosa, em um momento que desafiava a realidade.
Quando a onda finalmente quebrou, uma parede de água translúcida se ergueu sobre mim, como um véu sutil que separava o céu do mar. Olhei para cima e vi um céu azul vibrante, enquanto a luz do sol filtrava através da água, criando um espetáculo de cores e formas que lembravam geometrias sagradas dançando em perfeita sincronia. Cada raio de luz era uma nota na sinfonia do universo, e eu me sentindo parte desse todo.
O sentimento de paz e completude inundava meu ser, como se todas as minhas preocupações e ansiedades simplesmente evaporassem. Naquele instante mágico, tudo fazia sentido. Eu estava em harmonia com a natureza, com a vida, e comigo mesma. As águas se tornaram um portal para uma nova percepção, onde o amor e a conexão eram palpáveis.
Ao emergir desse estado de sonho, percebi que a verdadeira magia estava não apenas na beleza do que vi, mas no profundo entendimento de que, na imensidão do universo, eu faço parte de algo grandioso e maravilhoso.
Sol, Lua e mar
Vou contar uma história,
De três deuses em questão.
Algo incontrolável que eles passa
Algo que não dá pra falar não.
O Deus Sol é perdidamente apaixonado,
Pela tal da Deusa lua,
Eles são quase casados,
Mas há uma outra criatura.
O mar, que é totalmente submisso a lua,
Sempre a obedece,
O Sol não gosta dele,
Mas o que não sabe, é que o Mar também depende dele.
É complicado, mas tentarei explicar,
O Mar gosta do sol e lua,
Mas o Sol e lua estão noivados,
E ele não tem coragem de conta.
Oque ele poderia fazer?
Eu também não sei dizer,
Oque o destino os preparou?
Será que algo mudou?
É algo difícil de saber...
Lei da rotação
O mar é confuso,
é algo misterioso,
mas mesmo que de medo
não é tão perigoso.
Também tem o sol,
caloroso e intruso,
ele alegra as criancinhas,
e ilumina o mundo.
O sol, porém, tem um defeito,
tem um pouco de obsessão,
sempre que vê o mar,
começa uma absorção.
Vou tentar explicar,
o sol rodeia o mar,
cada raio obsessivo,
é um modo de carinho.
Monólogo ao Mar
Às vezes, assim penso, vivo
um monólogo diário,
ecoando pensamentos soltos
pelas vielas da alma
onde não há atalhos,
apenas passos
que ressoam no asfalto molhado
de manhãs silenciosas.
Em frente ao mar,
dedico-lhe meus devaneios,
como cartas lançadas ao vento
sem, ao menos, um pingo de receio.
Discorro sobre você,
como se as ondas fossem
páginas brancas
esperando minhas confissões.
O mar, atento,
ouve com paciência de quem
já engoliu mil naufrágios
e ainda assim permanece,
se comunicando
através de suas ondas,
mergulhante, deslizante, ascendente,
um discurso contínuo
que cabe àqueles
que mantêm os olhos bem abertos
decifrar.
E eu, narrador solitário,
me vejo parte da maré,
flutuando entre a certeza
e o esquecimento,
tentando entender
se o que entrego ao mar
é o peso dos dias
ou a ânsia de ser ouvido.
O vento salgado
me corta os lábios
enquanto o mar responde
numa marola discreta,
como se dissesse
que palavras se dissolvem
como espuma,
mas sentimentos permanecem
ancorados no fundo.
Talvez ele saiba
que não há resposta certa,
pois enquanto me desfaço
em palavras e sonhos,
ele se refaz
em ciclos e ondas,
e assim seguimos,
dois monólogos paralelos
que jamais se tocam,
mas se compreendem
no silêncio que resta
após o último sopro de vento.
E então, na maré baixa,
percebo que talvez
o mar também sussurre
suas incertezas para a areia,
e que nós,
vagando por nossas marés interiores,
somos tão mutáveis quanto ele,
sempre buscando a margem
onde a alma repousa.
E enquanto observo
o encontro da água com a terra,
sinto que viver é isso:
um eterno diálogo
com o imenso e o indomável,
uma troca de segredos
entre solidão e grandeza.
O mar nada exige,
apenas acolhe,
como se dissesse
que a liberdade reside
em aceitar a fluidez
e não temer os ciclos.
Por fim, sorrio,
pois entendo que o mar
não é apenas ouvinte,
mas também mestre
de uma sabedoria inquieta,
que ensina a ser vasto
sem perder a essência,
e a permitir-se tempestade
sem deixar de ser calmaria.
A mãe e o Mar
"A mãe é quem sabe de tudo, o amor de mãe é o amor mais puro e cristalino e forte, igual as águas do oceano, quem diz ao contrário estás mentindo.
Nos braços de uma mãe é o lugar onde tudo pode ser resolvido.
A mãe é uma imensidão de sentimentos, cuidados, preocupações... Tão profundos quanto o Mar, tão lindo, tão puro, tão diverso, tanta beleza, tanta energia, que as vezes agita, as ondas quebram, mas também a que acalma e energiza. Mãe é ser Mar. mãe é (A)mar."
Um dia, acordei bem cedo e fui à praia. O mar estava calmo e sem ondas. Caminhei pela beira da água. Enquanto caminhava, sentia a brisa da manhã e o som da água se movendo sob meus pés descalços. Olhei para o horizonte da manhã e vi o sol nascendo como se anunciasse que o dia seria lindo, com sol no céu. É verão. Algumas aves marinhas estão voando. A vida tem voz e forma, e sinto o cheiro da liberdade. A vida é o que absorvemos de tudo que encanta os olhos a ponto de transformá-lo em poema.
Verão de 1995.
[Intro]
[Verse]
Praia iluminada pelo pôr do sol,
cores vibrantes no céu, refletindo o mar.
Passos ecoando na areia macia,
pessoas caminhando, tranquilas e calmas.
[Verse]
Um casal abraça sob o guarda-chuva,
olhando para o horizonte, sonhando com o amanhã.
O vento leva risadas e vozes,
uma melodia natural da noite, sem parar.
[Chorus]
Nessa noite na praia, sonhos se fazem realidade,
com o sol se pondo, o amor se intensifica.
E o mar brilha, refletindo nossas esperanças,
nessa noite mágica, tudo se torna possível.
[Chorus]
Pérolas de orvalho na areia,
reflexos dourados no mar, como se fossem diamantes.
A noite canta, a música do coração,
nessa noite especial, tudo se torna mais bonito.
[Bridge]
A lua cresce, iluminando o céu,
o amor brilha, como estrelas no firmamento.
Cada passo, cada risada,
nossa história, escrita nessa noite.
[Verse]
O sol se põe, mas o amor continua,
sob o guarda-chuva, promessas são feitas.
A praia é testemunha, da nossa paixão,
nessa noite eterna, o amor nunca morre.
[Chorus]
Nessa noite na praia, sonhos se fazem realidade,
com o sol se pondo, o amor se intensifica.
E o mar brilha, refletindo nossas esperanças,
nessa noite mágica, tudo se torna possível.
[Chorus]
Pérolas de orvalho na areia,
reflexos dourados no mar, como se fossem diamantes.
A noite canta, a música do coração,
nessa noite especial, tudo se torna mais bonito.
[Outro]
Canção do Mar
Por Gilson de Paula Pires
Mar que dança sem cansaço,
nos compassos do arrebol,
teu azul é meu abraço,
teu rugido, meu farol.
Sal que cura velha dor,
brisa que canta esperança,
me ensinas o valor
do tempo que nunca cansa.
Nas tuas ondas me esqueço
do que o mundo fez pesar,
sou menino em recomeço,
sou silêncio a navegar.
Teu mistério me fascina,
tua fúria me seduz,
és abismo, és disciplina,
és espelho que conduz.
Oh mar, irmão dos valentes,
confidente dos sem lar,
me ensina a ser permanente
e livre como teu mar.
— Gilson de Paula Pires
"POEMA: AINDA HÁ TEMPO DE MUDAR
E o dia em que o sol não nascer?
Que o mar se enfurecer,
E tudo que tinha vida morrer?
E quando o azul do céu desaparecer?
O solo apodrecer,
E tudo adoecer?
Dias terríveis virão,
Pois a natureza está virando extinção,
Tudo por causa do homem ladrão.
Respiramos esse ar
Que está um podridão
São animais mortos
Espalhados pelo chão.
As folhas estão secando
Estão caindo em nossas mãos
Fumaças de cigarros
Destruindo seu pulmão.
As nossas matas desmatadas
As nossas florestas devastadas
Nossos animais pedem preservação
Nosso medo é da poluição.
A natureza está a chorar,
Gritando bem alto
Pra todo mundo acordar!"
( Giovanna Maldonado Da Silva 9ºC 14/07/2020 12:23 )
Submerso.
Eu caí adentro do mar
Perdido na beleza de suas águas
Me afogando e me puxando
Não sinto o fundo na ponta do pé
Olho pra praia e vejo todos
Em choque não consigo nadar
Ninguém me vê ou me escuta
Vou deixando a correnteza me puxar
Não há muito o porque de nadar
Não tenho estrito nenhuma ponte
Que leve ao entendimento de mim
Meu eterno está acabando
Logo no lugar que mais amo estar
Onde vou pra pensar, até rimar
Onde beleza é um pouco despida
Onde vento leva qualquer coisa leve
Onde só as sólidas permanecem
Aproveite a brisa da praia sem mim
Meu guarda sol agora se desarma
Te espero no profundo das correntezas
Embreagado pelas águas de lá
Poesia na beleza dos corais
Vendo o arco-íris de óleo no céu do mar
Os peixes a me rodear
Ilusão mais uma vez passageira
Pressão me abrace
Estou a me afogar.
Tua vontade
Estás perto em todos
os segundos.
Falamos, nos beijamos,
nos temos.
És a marca que aflora, do
meu pensamento.
Contrário fica o dia
quando surges.
Tens a faculdade de seres
diferente.
Se for de tua vontade aqui
permaneceras.
A vida principalmente a minha,
renascerá.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras. RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
PENSAMENTO
Não posso respirar
Lá no fundo do mar...
Mas meus pensamentos
Mergulham por horas
No oceano profundo
Da minha existência
Não posso ficar
Flutuando no ar...
Mas meus pensamentos
Mergulham por horas
No horizonte infinito
Da minha existência
Como é bom poder pensar!
Pensando eu viajo ao fundo do mar
Ao topo do céu
A qualquer lugar!
Sem saber quando parar
Sem ter pressa pra voltar
Nunca deixe alguém ceifar
A tua liberdade de pensar
E de se manifestar...
O pensamento é um direito
Que merece e exige respeito.
Quartzo humano
É como um mar
capaz de vitimar
mesmo sem saber nadar
eu vou-me aventurar
Entre sobreviver e viver
hei-de arriscar
com determinação e vitalidade
irei triunfar
Não descansarei
não repousarei
não adiarei
E te encontrarei
E finalmente te encontrar
Será esplêndido
poder novamente respirar.
Óh meu Quartzo Citrino
Instantaneamente tatuei-te
apelei-te, amei-te e procurei-te.
Beber-te com meus olhos mansamente
Embarquei em tua mente
como alguém que escondesse.
Óh sentimento sem idade
Noites estreladas
No céu o mar de estrelas
Sempre sorriam a quem sorria também
Ventos leves eram os olhares, brisas além
Eles eram comigo, o que eu também era com eles
As cores tão vibrantes, coloriam meu céu azul claro
Feridas e palavras não eram suficientes, forte e brava ali eu ficava
Meus ídolos ali, imperfeição justificava
A plenitude
Castelo de sonhos, pequenos moradores de papelão
Dias seguem, dos fios amarrados minha alma sorria
Escudos de sangue, proteção eu via
Bonecas de pano, reinos em prantos, brincadeiras alegres em vis
Coroas douradas, cartas assinadas, meus cabelos amarrados
Pequenos nós, por entre laços coloridos
Inocência
Laços arrancados, no céu azul um traço cinza
Coroas douradas, ouro que fere minhas imaginações
Vida cinza, o castelo dos sonhos em ruínas
Papelão envelhecido, não há mais diversão
Ainda havia admiração, noites estreladas
Sorrindo
Tentativas falhas, solitária entre as bonecas
Ferimentos dos escudos, meu herói já não mais surgia
Erro nos longos cabelos, vestidos e bonecas sempre destruíam
Não entendia, sorrisos brilhantes, cegavam os quais
Apagado em sangue, cicatrizes sempre iguais
Anos passam, as cores enfraquecem
Brilhos dos sorrisos já não mais significantes
O choque dos escudos
O monstro surge, a espreita dos meus poucos sonhos
Sangue nos céus, nos sonhos e em mim
Admiração em transformação, medo agora seguia
Cercada por nada, queria companhia
As árvores antes complacentes, rangiam as janelas e fúria brandiam
Figuras negras assustadoras, fugir eu queria
No céu de noites estreladas me sentia sozinha
Abandonada por minha companhia
Vazia, retirado o que havia de bom em mim
aos poucos as estrelas sumiam
No céu daquela noite estrelada, já não havia mais estrelas
Nem a garota que pra elas ainda sorria.
Homenagem especial á * Cláudia Sanglard Malosto
És linda, bela, divina!
A mais perfeita das maravilhas!
O criador não nos deixou a fórmula,quando te criou, oh! filha minha!
Ainda não encontrei teu príncipe, cônjuge, futuro companheiro, sei que vive, no momento ainda estrangeiro!
Quando aparecer, vai ser pra valer, tempo, não vais ter pra retroceder, vai levar- te num cavalo branco, cheio de plumas brilhantes,
sei que vou chorar, ficar em prantos!
Serás feliz, viverás o teu encanto!
(Poema public no Jornal Tribuna do Leste Manhuaçú)(Data 13/05/91)Solange Malosto
A pequena sereia não sabia nadar, apesar disso se lançou no mar, seu medo mais profundo virou sua liberdade mas também sua prisão.
No mar aberto não existe outra solução senão, nadar contra ou a favor da correnteza.
O dia passou e a pequena sereia queria voltar, se ver livre daquele grande mar que um dia foi tão almejado a ponto de fazer ela aprender a nadar, porém já não se recordava do caminho, e ninguém poderia lhe ajudar, então a pequena sereia nadou, nadou, nadou, nadou, nadou e nadou até se cansar....
você era água e eu era vinho
você era o mar e eu o caminho
o amor era lindo, mas haviam muitos espinhos
de um lugar inesperado uma botão floresceu
fizemos planos de um jardim cultivar
mas infelizmente o botão não nasceu
com o tempo, foi ficando diferente, o nosso jeito de amar
você não entendia, que livre eu queria ser
veja só, precisei me perder, para poder florecer.
