Textos de Luar
Abstrato meus sentimentos
E deixo submergir ao luar
Que me faz lembrar da brisa e da sua voz dizendo "ei volta, ei acorda, fala comigo"
Seu leve aroma me lembra a leveza do luar
Seu olhar me lembra o fulgor
Seu toque me leva ao veredcito ilógico
E as nuvens me lembram suas curvas
Sou acato a sua lábia
Estou aluado por sua graça
Me permita ser dominado por seu âmago
Me permita capturar seu profundo ser
Meu eixo está baldio
Mas quero entumecer em suas mãos
Feiticeira cognitiva
Me rege me possua
Quero ser acato a suas ordens
Quero lhe dar grande regalo
Sou breviloquente no que digo
Mas é tudo com grande veracidade ...
Luar de Esperança
Na brisa suave da noite calma,
As estrelas dançam, sussurram em alma.
O luar se espalha, um manto prateado,
Desperta em nós sonhos, um canto encantado.
Caminhos de sombra, segredos guardados,
Nos olhos da brisa, mistérios revelados.
Sementes de amor brotam em cada olhar,
E a vida se tece, um eterno despertar.
As flores se abrem, perfumam o ar,
A natureza canta, convida a sonhar.
Em cada suspiro, um verso se forma,
Na sinfonia da vida, a esperança transforma.
E quando a aurora desponta no céu,
O sol traz consigo o calor do véu.
Que a luz nos guie, que a paz nos abrace,
Neste poema eterno, onde o amor nunca cesse.
Leriano perêirah
LUA MEU LUAR
Lua, meu luar, fico te olhando e pensando...
Até onde vai este teu brilho
Quantos são os que te veem?
Quisera todos te vissem, te venerassem
Mas poucos são os que tem olhos para ti
E quando te veem não conseguem dimensionar tua beleza
És linda, majestosa, encantadora
Inspiras os poetas,
Alegras as noites dos velejantes,,
O aconchego dos namorados,
Presencias as intrigas de amor,
Os encontros clandestinos.
És cúmplice, és presente, silenciosa,
Lua do passatempo e do acaso
Lua de chuva.
Lua de sol.
Lua do triste
Lua das estações
Lua das alegrias sem fim
Lua do vovô e da vovó
Lua do fazendeiro
Do viajante nas madrugadas,
Lua do jardim
Lua das gestações do amor
Irresistível, incomparável, celebrativa
Me perco nesta tua beleza
Me faltam palavras pra te descrever
Me rendo totalmente ao teu fascínio
Fico cada vez mais encantado,
Com tua beleza, com teu legado
Os anos passam, envelheço
Tu és a mesma, imutável, a mim fascinas
E sempre me deixas por ti mais apaixonado
Lua meu Luar!
O Luar
Encontra-se no reflexo do meu olhar,
Aquele brilho incomparável,
Nesta noite incontestável.
Espero a minha inspiração,
Você, minha grande paixão.
Emoção ao encontrá-lo,
Corpo pulsante, eletrizado.
No Luar,
Tudo pode clarear,
Despertando um sentimento,
Um reservado pensamento.
Escondendo um segredo,
Que notavelmente descobrirá.
Tinha medo,
Mas agora saberás.
Ao término do beijo,
Declaro perante o desfecho,
Amo-te.
Ecos de um Amor Esquecido
Nessa noite de luar, sinto em mim o peso do desejo,
te penso a cada instante, como uma memória que insiste,
flutuante, dolorida, marcada para sempre em minha pele.
Nosso amor terminou cedo demais,
foi rápido como um sopro —
mas cada momento foi encantador,
cada segundo um feitiço que hoje me atormenta.
Recordo da nossa pequena Eloá,
me chamando de pai —
uma princesa que me transformou,
que despertou em mim um homem diferente.
As tardes em família,
os almoços de domingo,
instantes que pareciam eternos,
mas que se despedaçaram
como vidro lançado ao chão.
A ti me entreguei por inteiro,
me dediquei sem reservas,
te ofereci meu coração.
E, no entanto,
fui para ti apenas uma folha de papel:
usada, rabiscada, amassada
e depois jogada fora.
Dói-me o peito admitir —
todo o amor que carreguei foi em vão.
Hoje, no lugar dos sorrisos, restam cacos de um coração quebrado,
resta apenas a solidão.
Me tornei para ti uma canção esquecida,
que já foi sucesso por um instante,
mas que agora jaz empoeirada,
silenciosa no esquecimento do tempo.
Sou para ti apenas passado,
um coitado sem valor —
mas ainda guardo em mim
o peso cruel da lembrança.
Saibas:
o que vivemos jamais terá volta.
O que foi amor agora é cicatriz.
A dor que carrego não é rancor,
mas um luto sem fim.
Seguimos caminhos distintos,
mas um grande amor nunca morre —
ele permanece,
gravado na carne, cravado no peito.
E, mesmo na ruína,
por ti ainda carrego respeito.
Autor: Douglas Pas
CÂNTICO DE MEL E LUAR
Na curva da noite, sob luas cintilantes,
caminhou um menino, guardião dos instantes.
Nas mãos trazia versos, nas pálpebras luar,Encontro
seu canto era vento, seu passo era mar.
Do outro horizonte, uma menina surgia,
com auroras nos olhos, perfume e poesia.
No toque do olhar, nasceram caminhos,
duas almas errantes, não mais sozinhos.
Et verbum fit lux, et lux fit amor,
e nascia um canto, eterno primor.
Talvez, o Luar
Ele é lindo como o luar,
silencioso e distante,
brilha só o suficiente
pra eu me perder no olhar.
Seus olhos — calmaria e abismo —
guardam paz e solidão,
como quem já viveu o amor
e ainda sente sua extensão.
Os cabelos, negros como a noite,
guardam segredos que o vento não diz,
e os lábios… ah, os lábios —
tocam o ar e fazem sonhar feliz.
Seu toque é quente como o verão,
um carinho que me desarma,
um instante e o mundo some,
fica só o som da alma.
Mas ele não é meu…
ou talvez pudesse ser,
num outro tempo,
num outro céu,
onde o luar nos deixasse acontecer.
Chuva Serena no Alto do Iracema
O domingo adormece,
A noite guarda o luar;
Lá fora a chuva desce
Mansa a embalar o ar.
A cidade em gesto terno
Silencia em comunhão,
Prepara, em laço fraterno,
A semana e o seu chão.
No Alto do Iracema,
Tudo é calmo, tudo é luz;
Há ternura que se extrema
No amor que ali conduz.
Beth, zelosa sentinela,
Cuida em gesto maternal;
E Laurinha, doce estrela,
É ternura essencial.
Lembro como hoje ao luar, ouvindo nos teus versos, a melodia da tua voz em meu silêncio, comparando-me à luz que banha o mar, naquelas pedras.
Embriagados de amor, de vinho, de tempo.
Minha pele arrepiando-se ao teu olhar,
fundos abismos onde me perco e encontro luz, teus olhos são espelhos do meu ser,
e neles vejo o que jamais esqueço.
Impossível apagar tua expressão,
o sorriso que desenhaste em mim,
impossível esquecer-te, mesmo agora,
quando a noite me lembra o teu jardim.
Hoje te busquei-te nas esquinas do vento,
nos reflexos da lua sobre o mar,
mas só encontrei o eco da tua sombra,
um vago rumor que não pude tocar.
Talvez nunca tenhas existido,
senão na perfeição dos meus delírios,
um sonho que teceu minha alma,
e agora se desfaz em devaneios.
Sonhos não são reais, eu sei,
mas carrego teu nome na pele,
na memória que não se apaga,
no verso, um apelo de saudade que nunca se revela.
Deixe o amor te enlevar,
teu riso desabrochar.
Em noite de luar
acreditar que sonhos
podem se realizar no
amanhecer que virá.
Deixe o amor te enlevar,
tuas mãos segurar,
tuas tristezas hão de dissipar.
Deixe - se amar,
teu coração junto á outro
transbordar, feito pássaros no ninho
se aconchegar.
Deixe o amor por caminhos te guiar,
amar é um bem que faz somar.
Permita ser par.
Permita outro coração te amar.
Não tenhas medo de se entregar,
deixe o amor te enlevar.
"Andando pelas ruas sobre a luz do Luar, me deparei com um casal apaixonado sentado em um banco na praça, parei um instante, sentei-me e fiquei a observá-los... Cara de apaixonados com o olhar sereno e entrecortados. Nenhuma palavra saia da boca deles, também nem precisava, o olhar falava por si só.
Tantas coisas para serem ditas, mas que preferiram ficar ali se enamorando sobre a luz do Luar. De repente, meu celular tocou, acordei para atendê-lo, sentei na beirada da cama e percebi que aquele casal apaixonado éramos nós;
Nesse momento, um sorriso tomou conta do meu ser, voltei a deitar e fiquei ali te enamorando pela noite toda."
"Sentada numa mesa sobre o Luar de Primavera, começo a escrever. Penso em todas as possíveis palavras, mas nenhuma conseguem descrever o que eu sinto quando estou perto de você;
Olho para o papel em branco a minha mesa e para a imensidão que está diante de meus olhos, penso e repenso, contudo parece que me faltam palavras para descrever o quanto eu penso em você;
Fecho os meus olhos e olho para dentro do meu ser e entendo que as palavras falharam porque elas sabiam que não conseguiriam dizer o quanto eu quero você."
Lamento de um Vampiro em Singelas Palavras
Guia-me na busca pelo meu próprio rastro sob o luar da madrugada,
pois sou mais solitário e desamparado
do que tua alma ousaria conceber.
Caminho onde até o vento parece guardar segredos antigos,
e cada sombra repousa
como a memória esquecida de um século.
Se teus olhos não podem desvendar-me na escuridão,
que meus gritos harmônicos rompam o silêncio
como sinos distantes chamando um destino adormecido.
Sou um cativo do sangue,
um refém da noite gélida,
um eterno amante daquilo que jamais poderei possuir.
Uma criatura moldada pelo breu
e pelo silêncio absoluto das eras,
onde até o tempo parece hesitar em seguir adiante.
Permita-me, então, trilhar o caminho escarlate de tuas veias;
consagra-te como minha Condessa,
minha única aliada no vasto vazio da existência.
Pois entre os homens aprendi um segredo curioso:
até monstros carregam saudades
e até a eternidade pode ferir o coração.
Vem, e deixa que nossas sombras se entrelacem
sob a lua pálida desta madrugada infinita,
como duas almas antigas que se reconhecem no abismo.
E se o destino for apenas um labirinto sem aurora,
que ao menos caminhemos juntos por seus corredores de silêncio,
noite após noite,
pela eternidade que nos consome.
Distorcer o espelho quando pensar
É deixar de sentir o brilho do luar
Contemplar as estrelas sem suspirar
Não deixar o outro falar
É o mesmo que não escutar
Desaparecer é também falhar
O tempo é arte sem controlar
Narrativas do inconsciente a cantar
Troca simultânea de energia a bailar
Manipular ao se ausentar
É dor ao se calar
Desejo inconsciente de amar
Medo do desejo a somar
Desejo pelo medo a multiplicar
Resultando em sublimar
Etapas importantes ao abandonar
São perdidas quando pular
Processos naturais como ondas do mar
Invadir o fluxo do sintonizar
É o mesmo que ironizar
Diante do espelho quando se olhar
O reflexo pode perdoar
Mas devolve e reverbera sem disfarçar
Assim como o sol ao eclipsar
Fugir sem encarar
Movimento celeste ao penetrar
Água, terra, fogo, ar
Éter sublime a dissipar
Brumas a visualizar
Campos silvestres para imaginar
Perder para encontrar
Sem nunca mais achar
Simplesmente por tentar forçar
A Gentileza do Olhar
Rua quase deserta debaixo da escuridão celeste, sem luar, nem estrelas, que poderia ser vista facilmente como um lugar de solidão, triste e arriscado — uma impressão muito negativa.
Entretanto, se for observada por um olhar mais atento, logo será percebida a sua beleza admirável, que de alguma forma está viva: um lindo cenário, nada hostil.
Ornada por algumas luzes artificiais bem posicionadas, que trazem um aspecto muito receptivo, apaixonante, num ar de romantismo sereno e marcante.
Caminhar por ela durante a noite, deve ser bastante aprazível, inclusive na companhia da pessoa certa, dando passos tranquilos, sem nenhum motivo para se ter pressa.
Portanto, a gentileza e a calma também se fazem necessárias para uma observação mais completa, que não permita que as coisas significativas sejam ignoradas.
Ludicidade Praiana entre a Lua e o Mar
Luar brilhando fortemente com elegância, lá no alto, entre algumas nuvens acinzentadas, refletindo o seu brilho admirável sobre as águas do mar,
O qual exibia as suas ondas baixas, movimentadas pela brisa como se estivesse acariciando gentilmente a areia da praia, marcada por pegadas de idas e vindas.
O resultado foi um cenário apaixonante, cheio de vida, que provou a magia da ludicidade, atraiu a percepção poética e expôs a leveza da simplicidade.
Parte bela da noite, de uma linda memória construída a partir de uma observação sincera da lua — o grande destaque de um lugar praiano, uma paisagem que liberta.
Luz de um olhar discreto no escuro da imensidão celeste, um belo luar se destacando, propagando uma inspiração reluzente, Selene e o seu encanto obviamente despretensioso,
produzindo uma emoção veemente, simples e empolgante, quiçá, um momento romântico, singular, naturalmente, marcante nas linhas de um pequeno poema, onde cada trecho é cativante,
pelos menos, este foi o meu propósito, uma forma de compensar por meus olhos terem ficado exultantes nesta noite de domingo, um instante de fato satisfatório, que nestes versos e na minha mente continuará existindo.
❝ ...A alma de Loba é feita de luar e silêncio; ela só uiva a verdade que o coração não pode mais guardar.
O coração da Loba guarda o calor da matilha; sua alma, contudo, dança sozinha sob a vastidão da Lua, lembrando-a de quem realmente ela é.
Se um dia a distância nos quiser nos separar e afligir, Saiba que nossa união é feita de matéria infinita. Você é a parte de mim que nunca deixará de existir, A melodia eterna que o meu coração recita...❞
---------- Eliana Angel Wolf
Em algum lugar
Tua silhueta o horizonte espelha
Em noite de luar,
procuro-te olhando as estrelas,
sei que estás em algum lugar.
O horizonte te esconde,
Mas sei que vou te encontrar,
Não te vejo tão distante,
sei que estás em algum lugar.
Os nossos caminhos para convergir
basta ao acaso deixar,
não tente de mim fugir,
sei que estás em algum lugar.
Feche os olhos agora,
tu podes me achar,
encontro-te em outra hora,
encontro-te em algum lugar.
Apaixonada fake
Teu olhar é um convite ao infinito,
um segredo guardado no brilho do luar.
Quando me perco em teus olhos bonitos,
é como se o tempo parasse pra amar.
Tuas mãos carregam ternura discreta,
teus gestos são versos que dançam no ar,
teu sorriso é a estrela que sempre me afeta,
fazendo meu peito de amor transbordar.
Se um dia eu pudesse ser teu abrigo,
guardaria em mim teu respirar,
pois viver contigo, meu doce destino,
é o sonho que nunca quero acordar.
