Textos de Lua

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Eu não acredito em fases do amor, em tipos de amor.
A vida tem fases, a lua tem fases, o casamento tem fases, o amor, não tem.
Ele só tem começo, não existe meio e fim.
Quanto termina, é porque não era amor, era paixão.
Paixão é assim, quanto você pensa que está começando, ela já chegou ao fim.
Amor é eterno, é sólido...
Não existe outros tipos de amor.
Amor não tem ponto e nem vírgulas.
O amor é assim...
Simplesmente amor.

⁠ DEDICADO A UMA OUVINTE…

A LUA é a prova de que a beleza não pede atenção, não precisa de bajulações frias e vazias.

Desde os tempos antigos, recorremos a ela quando lapsos de clareza batem a porta, frações momentâneas de euforia, desesperança, paixões, angústia, amor e ódio.

Quase sempre aparece, nós a olhamos e ela nos olha de volta, quase como que se alimentando da totalidade de nossas alegrias e tristezas.

Está sempre observando e ouvindo com muita atenção.

Todos que você ama, todos que conhece, todos que você já ouviu falar, todos que já existiram.

Cada caçador e saqueador, cada campeão e covarde, cada inventor e demolidor.

Cada rei e plebeu, cada mãe e pai, cada casal apaixonado.

Cada criança sonhadora e esperançosa.

Cada poeta, cada músico, cada dançarina, cada cozinheiro.

Cada santo e pecador.

Somos agraciados com sua beleza redundante, mesmo tão longe, porém tão perto, mesmo tão só, porém tão acolhida. Ela parte, porém sempre retorna, de um jeito ou de outro, nos céus de uma noite estrelada, ou no aconchego de nossos corações.

Ela retorna com a certeza, de que sempre vai estar aqui, até o fim…

(Se você tem uma lua na sua vida, não desperdice seu tempo com ela, divida suas dores, suas conquistas, suas paixões, seus medos e seu amor).

DEDICADO A UMA OUVINTE…

A lua, sempre admirável, que usa com eficácia uma fala em silêncio, que alcança mesmo sem palavras o amor imensurável que se guarda no lado esquerdo do peito,

Aquele que incendeia a alma com o fogo intenso dos sentimentos acalorados, da grande riqueza dos pequenos gestos, da simplicidade de um momento memorável,

Um diálogo que acontece apenas entre Selene e quem a admira com entusiasmo e o respeito que lhe são merecidos, o mínimo que já é esperado diante deste feito Divino.

De um início de noite do mês de outubro, a lua parecendo com um olhar tranquilo me observando lá do alto enquanto que era observada por mim

Como se fôssemos reflexos de dois mundos, um diante do outro em um contato visual profundo entre o lúdico e o mundo real num belo cenário noturno,

Momento pessoal e temporário graças a minha observação influenciada pelo meu senso poético e pela fertilidade do meu imaginário.

Lua formosa que está cheia de charme entre as nuvens, crescente é a sua emoção, nova outra vez a cada noite, minguante quando quer mais discrição, mesmo que acabe sendo um pouco frustrante, já que sempre consegue chamar atenção em todas as suas fases,
Inspiração frequente em demasia, elegante por sua simplicidade, apaixonante como uma linda poesia que expressa em versos, profundas verdades, mensagens que melhoram o dia e que também trazem brilho aos olhares, do céu, a noite irradia com sua singularidade

O seu luar é muito atraente, tem bastante notoriedade e com ele, faz imaginar que Selene está atenta, observando lá do alto, a cada anoitecer, um olhar diferente, voltados para aqueles que a observam de volta, que lhe dão a importância que ela tanto merece

lua


tu me seduzes e me enche de desejos
eu mergulho num espaço escuro que você é a luz que brilha e me atulhas com a tua beleza e grandeza
meu coração dispara e fico em silencio contemplando na paz, o prazer
mas ao mesmo tempo eu fico confuso e querendo ir.... não sei pra onde....
eu quero que isso que estou vivendo seja constantemente prazeroso
você me faz sentir vivo, livre e com anseio de vida
você traz coisas boas e vontade de ser feliz, eu quero estar com você eternamente
fascina-me com o teu encanto e me deixa na esperança de um dia eu viver tudo aquilo que me fazes sentir.

Diante da Lua

Minha luz não é mais virtuosa que minha sombra.
Minha sombra não é mais verdadeira que minha luz.
São duas respirações do mesmo espírito.


Quando rejeito minha escuridão,
Não me torno mais puro —
Apenas mais pobre.
Cada aspecto que escondo
É um irmão exilado da minha própria casa.


A sombra que carrego
Não é falha a corrigir —
É sabedoria ancestral
Em forma de silêncio.
É o solo escuro
Onde minhas sementes mais profundas
Aguardam seu momento cósmico.


Dar à luz minha sombra
É parir minha humanidade completa —
Não para curá-la,
Mas para consagrá-la.


A lua me ensina:
Não há fraqueza no crescer e minguar —
Há a elegância sagrada
De um ser que ousa
Mostrar-se inteiro
Em todas as suas fases.


Minha psique é este cosmos em miniatura —
Cada luz, uma estrela aceita;
Cada sombra, uma constelação
À espera de reconhecimento.


O divino não habita
Apenas no que brilha —
Mora igualmente
No que resiste à visão fácil,
No que escolheu o véu
Para proteger mistérios
Ainda não digeridos
Pela consciência.




Ao mirar a lua,
Permita que seus olhos
Não julguem sua fase —
Apenas testemunhem
Sua existência sem condições.


Em seguida, feche os olhos
E contemple seu mundo interior
Com a mesma reverência:
Cada pensamento, uma nuvem passageira;
Cada emoção, uma maré legítima;
Cada memória, uma cratera
Marcando onde a vida
Tocou você profundamente.


A verdadeira iluminação
Não é a que destrói a sombra —
É a que beija sua face
E reconhece:
Tu também és eu.


E assim,
Na quietude desta noite,
O maior ato de coragem
Será sussurrar:


Tudo em mim é sagrado.
Até o que eu temi.
Especialmente o que eu temi.

⁠Mais uma vez, sinto-me sozinho
Nesta rua,
Contemplando a lua,
Enquanto a solidão, em meu peito, flutua.


Tudo o que vejo é escuridão,
Já não sinto as minhas mãos,
Meu olhar se perde ao longe,
E meus passos vagam sem direção.


Minha alma afundou-se num mar de saudades,
Oh, meu amor, liberta-me desta tortura!
Minha alma deseja entrelaçar-se à tua,
Por favor, não me negues esta doçura.


Por mais que não te veja, te almejo.
Por mais que não te toque, te desejo.
És o sonho que vive em meu peito,
A lembrança que nunca rejeito.

Fim do dia


Chegou o fim do dia
E você não me esperou
Dessa vez
O Sol caiu
A Lua não apareceu
Os pássaros dormiram
Foram para seu ninho
E eu fiquei aqui
Sem saber de você
E talvez seja melhor
Os dias fazem sentido sem você
Preciso buscá-la
Onde quer que esteja
Minha saudade sempre te encontra.


Jean César

⁠Oh, solidão gótica, meu fantasma familiar,
Noites de veludo, onde a lua é um crânio pálido,
E as sombras dançam, um balé de agonia,
Em catedrais escuras, onde o silêncio é um grito.

Solidão, minha amante espectral,
Com teu véu de névoa e olhos de âmbar,
Tu me guias pelas ruas de paralelepípedos,
Onde os ecos sussurram segredos antigos.

Exatidão, meu bisturi afiado,
Dissecando a alma, revelando a carne nua,
Onde a verdade sangra, um rubi escarlate,
E a beleza é um cadáver em decomposição.

Oh, solidão gótica, meu doce veneno,
Em teus braços frios, encontro meu lar,
Onde a escuridão é a luz, e a morte, a vida,
E a solidão, minha eterna companheira.

ABSTRAÇÕES
Os meus olhos sustentam a lua
A rosa controla o beija flor
E os insetos fazem seu trabalho
As colunas que sustentam
a terra teu seus imãs
A terra fecunda germina a hortelã,
E a rebeldia dos anjos
Cria a harmonia entre o bem e o mal...
Daí surge a paixão
Que tinge de rubro mercúrio,
E o amor que tinge de opala a lua
A saudade que preenche os oceanos
e o que somos além de Abstrações???

LEILA

Conheci o poder das tuas franjas
e do teu sorriso
Tu trazias a lua pra varanda
E improvisava um paraíso

Aprendi s admirar mulheres de óculos
A desejar seus os óculos...
A acordar de madrugada
Sem ter saudade da namorada...

Aprendi a achar que o mundo precisa de Leilas
Dengosas , belas e meigas
Cheguei a achar que o destino
Contigo podia ser melhor,

Mas o destino te deu amor.
O mundo te deu paixão
E a vida te deu David, o Abrahão...

Agora me falas de Tempo,
Ninguém conhece mais o tempo do que eu...

A beleza não perece com o tempo,
Ela se protege na alma...
Continuas linda...
Quem te conhece sabe,
Quem tem sensibilidade vê...
FELIZ ANIVERSARIO

LUA NO MAR

Demétrio Sena, Magé - RJ.

A missão se cumpriu em quem foi verdadeiro;
quem traçou sua meta sem ferir princípios;
teve o cheiro sincero do sabor que deu
a quem foi sorteado com sua presença...
O sentido da vida se fez inconteste
na leveza dos passos de quem se levou
entre os testes e provas de sua existência,
sem pesar seu amor distribuído aos seus...
Foi o dom de ser simples que te fez enorme
sem a fútil soberba dos que julgam ser;
sem tecer a quimera das grandezas vãs...
Pela tua missão enriqueceste vidas
que jamais se deixaram desaguar da tua;
foste lua no mar que desaguou no céu...

Pretendo ser...
O sol... do seu dia.
A lua... da sua noite.
As lágrimas... dos teus olhos.
O remédio... de sua dores.
O sorriso... da tua alegria.
O motivo... da tua saudade.
A inspiração... da tua poesia.
O sentido...da tua liberdade.
O coração... do teu corpo.
Da tua vida... o único homem...

Lua no céu que sempre me maltrata.
Lua que me traz as lembranças dela por toda a madrugada.
Lua fria, Lua pálida, que imita a tez da mulher amada.
Lua que torna mais nítida, em meu rosto, cada lágrima.
Lua que ilumina, que brilha, uma Lua 'ensolarada'.
Lua na qual eu peço tanto que amenize meu pranto.
Lua que, como se fosse aquela mulher, em meio ao sofrimento, amor e lamento, sigo admirando...

Peixe-Lua.


Nado sozinho
Seguindo em direção ao vazio.
A dor... O que é isto?
Minha anatomia fez isso comigo...


Incansáveis animais marinhos
Arrancam um pedaço de mim,
Como não consigo correr, apenas aceito;
E peço a Deus que sacie a fome dele,
Antes, antes que seja meu fim.


Senhor, proteja meus alevinos!
É tão ruim deixá-los assim,
Observando minha invulnerabilidade...
Então, o que me resta é chorar, reprimir-me e aceitar,
Enquanto o próximo leão-marinho chega tão pertinho de mim.

Lua e Sol


Ele é a lua,
silencioso, inteiro no mistério,
brilha sem prometer calor,
aprendeu a existir sozinho no escuro.


Eu sou o sol,
chego cedo demais,
ilumino sem pedir licença,
amo em voz alta,
aqueço até quando tenho medo de queimar.


Ele se esconde quando sente demais,
eu fico quando tudo aperta.
Ele aprende a sobreviver no silêncio,
eu transbordo porque sentir é o meu jeito de viver.


Às vezes nos encontramos no horizonte,
naquele instante raro
em que noite e dia se tocam
sem se ferir.
E ali… tudo faz sentido.
Mas logo o mundo gira.
Ele volta a ser lua.
Eu volto a ser sol.
Não porque não exista amor,
mas porque nem todo brilho foi feito
para permanecer no mesmo céu.
Ainda assim,
se um dia ele olhar para cima
e sentir saudade do calor,
vai saber:
eu nunca deixei de nascer.
E se eu olhar para o céu à noite
e vê-lo inteiro,
vou lembrar que nem toda distância
é ausência.

No Silêncio da Lua e da Flecha


Na mata onde o tempo dorme,
Oxóssi vigia com olhos de caça,
Arco tenso, flecha firme,
Respira o segredo que a floresta abraça.


A lua derrama prata no rio,
Que serpenteia entre raízes e sombras,
E ali, na beira, com cuia e calma,
Uma filha da terra recolhe as ondas.


Seu gesto é antigo como o vento,
Seu silêncio, um canto sem som,
Ela sabe que a água tem memória,
E que a noite é mais do que escuridão.


No espelho do rio, uma lótus se abre,
Como se o mundo respirasse em flor,
Oxóssi observa, sem romper o instante,
Guardião da vida, do saber e do amor.


Entre flechas e folhas, entre lua e mulher,
A floresta sussurra o que não se vê:
Que o sagrado vive onde há respeito,
E que o espírito dança onde há fé.

💃
Minh'alma cigana
no caminhar não se engana,
a Lua me protege,
o Sol me aquece
e o Vento me levanta
na dança da Vida que me encanta,
porque sou uma cigana
adiante sempre tenho que seguir
a Força do Universo acompanha o meu ir
e ilumina todo o meu existir 💃
✍©️@MiriamDaCosta

Maré de Lua — Câncer

És mar sereno e tempestade súbita,
Um coração que pulsa em ondas.
Tens no peito uma casa inteira,
Onde todos cabem — e ninguém quer sair.

Teu cuidado é remédio e abrigo,
Sabes sentir até o silêncio.
A intuição te guia como farol,
E teu amor é mar que nunca seca.

Mas… oh, Câncer, quando o medo morde,
Recolhes-te ao casco, frio e distante.
A mesma água que acalenta, afoga;
A mesma lua que encanta, oscila.

Guardas lembranças como tesouros,
Mas às vezes são âncoras que pesam.
Teu apego é calor e prisão,
E teu drama… ah, esse, enche o oceano.

És sensível, mas também forte;
Choras, mas segues nadando.
Virtude e defeito dançam contigo,
No vai e vem eterno da maré de Câncer.