Textos de Lua

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Selos da Pele, Voz da Alma


Na nuca repousa a Lua,
olho secreto que vigia o invisível,
selo de intuição,
guardiã dos sonhos e dos portais.
No ombro, o vento sussurra:
“sou livre, livre caindo”,
e cada queda é voo,
cada entrega é renascimento.


No pulso, a águia desperta,
círculo eterno, visão do alto.
Em cada gesto, tua mão carrega
a coragem do espírito que não teme o horizonte.


No braço, a montanha firma os pés,
o sol sorri por entre as pedras,
e tu, com asas dadas pelo destino,
aprendeste a voar sem perder o chão.
À esquerda, junto ao coração,
vive uma prece tatuada em silêncio,
um canto sagrado que vela tuas emoções,
sabedoria que te guia quando o mundo cala.


À direita, a borboleta dança,
asas leves bordadas de metamorfose.
Ao lado, a palavra antiga sussurra:
Maktub, estava escrito.
E o escrito é vida,
o escrito é transformação.


Tua pele é mapa,
teu corpo é templo,
cada traço um portal,
cada símbolo um guardião.
És lua e sol,
águia e borboleta,
raiz e voo.


Essência livre,
destino escrito nas estrelas,
alma que jamais se curva,
porque sabe que é infinita.

Era festejo.
A Lua ainda reluzia.
O sino abalroava estrepitosamente,
enquanto os planetas se alinhavam no espaço sideral.
E todos riam, riam perenemente,
num grandioso aprazimento jovial.
O tempo foi moroso,
mas toda noite tem fim.
O fim da noite se interseccionou
com o último gole do deleitoso vinho.
E todos se despediram na última hora.
Rosimara Saraiva Caparroz

No Silêncio da Lua e da Flecha


Na mata onde o tempo dorme,
Oxóssi vigia com olhos de caça,
Arco tenso, flecha firme,
Respira o segredo que a floresta abraça.


A lua derrama prata no rio,
Que serpenteia entre raízes e sombras,
E ali, na beira, com cuia e calma,
Uma filha da terra recolhe as ondas.


Seu gesto é antigo como o vento,
Seu silêncio, um canto sem som,
Ela sabe que a água tem memória,
E que a noite é mais do que escuridão.


No espelho do rio, uma lótus se abre,
Como se o mundo respirasse em flor,
Oxóssi observa, sem romper o instante,
Guardião da vida, do saber e do amor.


Entre flechas e folhas, entre lua e mulher,
A floresta sussurra o que não se vê:
Que o sagrado vive onde há respeito,
E que o espírito dança onde há fé.

O Anjo e a Lua
A lua brilhava como um farol suspenso no silêncio da noite.
De sua luz suave, um anjo descia lentamente,
com asas que refletiam o brilho prateado do céu.


Não havia pressa em seus movimentos,
como se o tempo tivesse parado apenas para assistir.
O ar se tornava leve, e cada batida de asa
trazia consigo uma promessa de paz e proteção.


Você observava, entre fascínio e reverência,
sentindo que aquele instante não era apenas sonho,
mas um recado guardado nas estrelas,
um lembrete de que há sempre luz descendo até nós,
mesmo quando a noite parece infinita.

Sol e Lua, Nuvem e Vento, Céu e Estrela

Sol desperta em fogo dourado,
Lua repousa em prata serena,
um dança no dia alado,
a outra vela a noite plena.


Nuvem leve, sopro do vento,
se encontram no céu em movimento,
um molda formas, o outro conduz,
juntos criam caminhos de luz.


Céu profundo, guardião do infinito,
Estrela brilha, segredo bendito,
um é vasto, o outro centelha,
ambos revelam a beleza que espelha.


Feminino e masculino, em harmonia,
força e ternura, noite e dia,
contrários que se buscam, se completam,
na dança eterna do cosmos se interpretam.

DEVANEIO TRISTE

Nas lágrimas que borram o céu altivo
vejo a lua que chora triste e sombria
as estrelas já espremidas e sem brilho
na trágica sina dessa minha melancolia

No vão oco obscuro de minha incoerência
busco-te num coração flagelado e de luto
perambulando em busca de minha existência
sou uma peregrina enclausurada num reduto

Teu sorriso disperso na luz do luar eu vi…
sigo nesse destino que congela e paralisa
nesse meu arrebatamento transfigurado em ti

Saudade enegrecida que causa tanto tormento
Círculo vicioso que entorpece e me agoniza…
para mais uma vez não te ter nesse momento!

Sob a luz da lua




Sob a luz fria da lua,
aprendi a caminhar sozinho…
não porque queria,
mas porque a vida arrancou de mim
todas as mãos que um dia prometeram ficar.


Houve noites em que o silêncio gritava mais alto que minha própria voz.
Noites em que chorei escondido,
olhando para o céu e perguntando a Deus
se eu ainda tinha forças para continuar.


E mesmo quebrado… eu continuei.


Quando o mundo dormia,
eu lutava contra meus próprios pensamentos.
Quando todos sorriam ao meu redor,
eu travava guerras dentro do peito
que ninguém via.


Disseram que eu tinha perdido.
Disseram que eu era fraco.
Que meus sonhos eram grandes demais
para alguém tão destruído.


E quando caí no fundo do poço,
não apareceu multidão para me salvar.
Não houve aplausos.
Não houve abraço.
Só existia eu…
a dor…
e a decisão de não morrer ali.


Foi na lama que descobri quem realmente sou.
Porque o sofrimento ou destrói um homem…
ou faz ele renascer mais forte do que antes.


E eu renasci.


Renasci das cinzas das humilhações,
dos “você não consegue”,
das noites sem esperança,
das lágrimas que molharam meu travesseiro
quando ninguém estava olhando.


Cada cicatriz virou armadura.
Cada queda virou força.
Cada vez que duvidaram de mim
alimentou o fogo que hoje arde dentro da minha alma.


Agora olham para mim e enxergam alguém forte,
mas não imaginam quantas vezes eu precisei morrer por dentro
para me tornar quem sou hoje.


E quer saber?
Ninguém mais pode me parar.


Porque quem sobrevive ao próprio inferno
aprende a não ter medo do fogo.


Eu saí da lama.
Saí do abandono.
Saí da dor que tentava me afundar todos os dias.


Hoje não sou rei por ter riquezas…
sou rei porque venci a batalha
que muitos desistiram de lutar.


E se a vida tentar me derrubar outra vez,
eu caio…
levanto sangrando…
mas continuo caminhando.


Porque a lua foi testemunha das noites em que chorei,
e agora também ilumina
o homem que eu me tornei.

'inda olho o por do sol
pela janela
vejo ao longe nuvens
e a lua que se esconde nelas
Vou ao encontro deles
Campo aberto
Vou me juntar ao espetáculo
que não sabe da platéia
Não consigo contar
Não se descreve o encontro de céu e mar
De sol e luar
De dois corpos que só sabem amar.
Um eclipse
Fenômeno natural
Assim também é respirar
Mas este um dia acaba.

Baile na Floresta

Quando a lua sobe alta e branca,
e o vento faz a folha balançar,
a floresta toda fica pronta
para o grande baile começar.

O violino é feito de galho fino,
o piano é o riacho a correr,
toca a música calma e divina,
que faz a natureza se comover.

O veado dança com passos leves,
o macaco gira devagar,
a coruja bate as asas breves,
como quem sabe a melodia cantar.

O coelho salta em passo de valsa,
a raposa desliza com elegância e cor,
até o besouro, na sua pequena dança,
segue o ritmo com muito amor.

Cada nota toca o ar e a mata,
clássica, bela, cheia de emoção,
é a floresta que, alegre e grata,
faz da música o seu coração.

Noite adentro, dançam em harmonia,
animais, sombra, luz e canção,
um espetáculo de pura poesia,
onde a vida é a própria perfeição.

Pretendo ser...
O sol... do seu dia.
A lua... da sua noite.
As lágrimas... dos teus olhos.
O remédio... de sua dores.
O sorriso... da tua alegria.
O motivo... da tua saudade.
A inspiração... da tua poesia.
O sentido...da tua liberdade.
O coração... do teu corpo.
Da tua vida... o único homem...

Quando a Lua Sussurra


No silêncio da sombra,
uma luz se ergue serena.
Não chora pelo que fere,
sua força é calma que acena.


Caminha por noites densas,
mas sua presença ilumina.
Se veste de simplicidade,
sorri como quem guarda aurora.


Quando a Lua sussurra segredos,
ela brilha em brilho raro,
e cada passo deixa traços de encanto
onde antes havia apenas silêncio.


Estrela de brilho infinito,
que floresce na sombra,
transforma a vida em beleza
e dá ao mundo seu calor calmo,
silencioso, eterno.

Prefiro pensar assim

É difícil descrever a lua através dos meus olhos.

É impossível sentir, em meu corpo, o calor do sol como antes.

Penso que a lua se deslocou, mudou sua trajetória, e que o sol já não é o mesmo; seus raios agora são como chicotes ardentes.

Prefiro pensar assim.

O Morcego e a Lua

Lucius passeava pela penumbra da Noite, numa estreita via.
Ao seu lado Direito, brilhante como lamparina de fogo, a Lua. E no instante em que a admirava, pensando na Princesa matutina, voou um lindo Morcego como que entre a Lua e Lucius.
Era como a tatuagem real, tipo se materializando. O troféu da deusa encarnada mística, estampado em sua doce carne, tomando vida.
E assim continuou Lucius seu trajeto, encantado com aquela singular visão.


Às 16h37 in 14.08.2025

Poema — Lua em Silêncio

Por Sariel Oliveira

A lua me conhece
mais do que qualquer rosto
que já tentou me decifrar.

Ela viu meus silêncios
sentados na calçada da madrugada,
viu minhas guerras escondidas
atrás de um sorriso cansado.

Enquanto o mundo dormia,
eu conversava com o céu
como quem procura abrigo
em algo que nunca responde…
mas também nunca vai embora.

Há noites em que a lua
parece carregar minhas dores
penduradas em sua luz fraca.

E eu fico olhando,
tentando entender
como algo tão distante
consegue morar tão perto de mim.

Talvez algumas almas
não nasceram para o barulho.
Talvez fomos feitos
para existir em fases,
como a lua.

Às vezes completos.
Às vezes partidos.
Às vezes escondidos do mundo
tentando sobreviver no escuro.

E mesmo assim…
continuamos brilhando.

— Sariel Oliveira

A Rosa e o Tempo

A rosa abre devagar,
como quem descobre um segredo:
suas pétalas são o luar
que ficou guardado no medo.

Vermelha, branca ou cor-de-rosa,
traz no centro um brilho leve;
não corre, não tem pressa,
faz o ar ficar mais doce e breve.

Quem a vê aprende a ver
que beleza é coisa quieta:
cresce, sorri, e faz viver
cada instante, cada meta.

Me leve onde as estrelas são o sol que reflete a luz da lua que ilumina a terra como a massa cósmica minha princesa vem me amar e vem pra mim. Você não é um sonho pra mim e nem meu desejo, você é o amanhace do dia como o surgimento do sol no horizonte enquanto tomo o café mais gostoso que traz você pra minha cama que só quer sentar pra nós que é vaqueiro e pleno conhecimento da minha consciência que me faz feliz como a dopamina mais energética que te deixa mais gostosa como o estilo das estrelas que brilham no meu céu. Pois, a realidade são a verdade do poder da palavra que diz o mais lindo pensamento que me alimento de amor, paz, sinceridade e dignidade na margem mais distante enquanto o meu destino no paraíso tropical como gramado de São Paulo vivendo e avançando na Harvand e Oxford. O primeiro dia é a verdade te levo ao Brasil na versão da criatividade você é a minha sabedoria. Pois, tenho a minha consciência plena digna de sabedoria.
• Djayr Freitas.❤️‍🔥

Super Lua.












Quando anoitece uma luz predomina.
E a cada luz que ela traz sobe ainda mais alto no céu.
As noites são agraciadas com as estrelas ao longe e também com a sua inseparável presença.
Como uma luz clara que ilumina bem perto e até depois dos mares e montanhas.
Com poucas letras no seu nome,mas que são maiores no que ela significa.
Desde os tempos passados.
E em outras noites que ainda retornam com as suas novas aparições.
Graciosa Lua.
Lua esférica de emoções.
Por entre as nuvens não esconde o seu brilhantismo.
A sua face.
Nem o seu movimento espelhado com o do Planeta Terra.
Em duas órbitas as suas atrações se unem.
E formam uma linda conjunção.
Que vem antes desse céu ser assim.
Antes dos mares serem profundos e lendários.
Grande Lua.
Com uma luz que percorre os lados naturais desse planeta.
Principalmente os mares.
Ao qual tem uma força conhecida.
Em cada onda que atravessa.
Sobre o céu noturno com a sua luz de encanto.
Desaguando nos mares e criando outras ondas no seu olhar.
Com uma luz que atrai os mares ao seu encontro.
Nas profundezas da sua beleza lunar.
Com uma face carismática e brilhante.
Em alguns momentos do tempo a sua face parece ainda maior.
Em algumas noites que demoram para ter esse grandioso brilho.
Ainda com as estrelas ao longe no céu noturno.
Em certas noites o seu brilho cresce.
Assim como a sua forma.
Que na fase cheia se movimenta nas noites com uma luz grandiosa e impressionante.
No magnífico céu noturno uma Lua se torna gigantesca.
Na sua face e brilho.
E até no nome.
Um grandioso momento que não brilha somente por algumas horas que o tempo concede.
Vem sendo assim nesse mesmo tempo,há milhares de luares atrás.
Desde que brilhou pela primeira vez nesse céu antes mesmo dele se tornar azul.
E até mesmo antes dos seus mares.
Um brilho de uma Lua.
Com uma grandeza do fundo do seu coração.
Para o Planeta Terra e de um jeito que ela sabe para os seus inesquecíveis mares.
Que por muitas vezes serão atraídos pelo seu encantamento nas noites estreladas.
E que por mais tempo terão os seus sonhos mergulhados por uma luz que não se esvai.
E que a cada retorno trará um brilho mais forte do que aquele que foi visto em uma linda noite passada.

Às vezes, a gente olha para a lua e percebe que ela nunca está igual. Uma noite está cheia e brilhante, noutra é só um risquinho fino no céu, mas ela continua lá, firme.
​O amor da gente é meio parecido com ela. Tem fases em que tudo parece transbordar de claridade, e outras em que a gente se esconde um pouco, só para se entender melhor. Mas o desejo de amar é o que faz a gente olhar para cima, mesmo no escuro, sabendo que a luz vai voltar.


DeBrunoParaCarla

O amor de verdade é como o encontro do Sol com a Lua: dois mundos completamente diferentes que respeitam o tempo um do outro. Mesmo quando a distância parece infinita, eles se buscam na imensidão do céu. Amar é saber que, por mais que a noite seja escura, existe uma luz no outro que sempre me faz lembrar o caminho de volta


DeBrunoParaCarla

⁠Lua nova, em conjunção com o Sol e à Terra.
É tempo das marés mais altas.
Renove sua fé e esperança.
Olhe para o universo e veja o espetáculo da vida!
A luz da estrela que ilumina nosso planeta saindo de cena, levando nosso satélite junto, em um breve período entre o pôr do sol e da lua.
Deixando as estrelas distantes e os planetas brilharem durante a noite.