Textos de Lua

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DEUS ME DEU VOCÊ


Pedi a Deus o sol...
Mas o tempo passou, e Ele não me deu.


Pedi a lua, tão bela, tão serena .
E o tempo passou, e Deus não me deu.


Então, pedi as estrelas.
Para admirá-las nas noites silenciosas...
Mas os anos se foram., e Deus também não me deu.


Foi então que, num dia comum,
Quando eu já não esperava mais nada,
Você cruzou o meu caminho.


“Quem é essa?” pensei.
Era o Amanhecer.


E uma voz suave sussurrou ao meu coração:
“Vai lá... e vê.”


Naquele instante.
Eu soube:
Era você.


Mais radiante que o sol,
Mais linda que a lua,
Mais admirável que todas as estrelas.


Deus me deu você.


Mais do que pedi,
Mais do que sonhei para mim.


Deus não me deu o sol.
Porque guardava a luz dos teus olhos.
Não me deu a lua.
Porque tua beleza já bastava.
Nem as estrelas.
Porque preparava o brilho da tua alma.


Agradeço a Deus todos os dias.
Por ter você ao meu lado.
Minha amada
Meu amanhecer.
Meu amor eterno.

Lua mentirosa


Lua mentirosa
Porque dizes que esta vida é um mar de rosas?
Se na verdade estão tão mortas as mariposas
Morreram ainda muito novas


Lua mentirosa
Porque mentes e me gozas?
Se eu te desejo bem pela frente e pelas tuas costas
Se ao menos ganhasses uma nova forma


Lua mentirosa
Vejo-te menos dura e mais bondosa
Com uma ternura pela noite fora
Cura esta minha demora


Lua mentirosa
Minha demora está relacionada com a tua recepção calorosa
Deixa-me demasiado intimidado para estar contigo nessa hora
Por isso quando te pões nua me levanto e vou embora

o sol às vezes só sabe ferir e queimar.
Mas depois de tanto tempo a caminhar,
a lua surge devagar — para te curar.

Ela não fere, só sabe escutar,
fica contigo até o dia clarear.
E quando a noite voltar a brilhar,
vamos juntos para o mar,
sentir a brisa do luar a nos tocar.

Meu amor, a dor é temporária — pode acreditar.
Porque sempre haverá uma nova noite
para recomeçar.

Lua, porque me olhas assim,
Com esse brilho que atravessa meu ser?
É como se guardasses um segredo em ti,
Um sussurro que insiste em me dizer.


E eu, pobre mortal apaixonado,
Não me canso de te contemplar.
Teu silêncio é canto encantado,
Teu mistério me faz sonhar.


Talvez vejas em mim o que escondo,
Talvez reflitas o que quero entregar.
Lua, és confidente do meu mundo,
Por isso não canso de te olhar.

Madrugo-me na encosta da paz e sigo. Adormeço no envolto da lua, onde sua luz me faz sombra. Sossego-me no clarear das estrelas e faço o meu sonho brilhar.
Encosto-me à beirada da esperança e deixo tudo melhorar. E quando o dia amanhece, resplandeço-me pra vida. E, novamente, em paz sigo, sem pra trás olhar.

⁠ Realidades

Em um mundo desilusório
o vento se desespera
a lua canta ao anoitecer
enquanto o sol lhe espera.

No mundo das ilusões
os pássaros cantarolam no jardim
e todas as aves vão voando
pra bem longe de mim.

Enquanto leio camões
vejo toda a soberania
de muitas decepções
e de muitas fantasias.

Eu ainda temo muito
e temo enquanto viver
mesmo com a realidade
ainda ponho-me a sofrer.

Em um mundo de historietas
e de crianças desobedientes
eu aprendo a dor mundana,
calada e inconsciente.

Vejo beleza no mundo
mas temo muito a sagacidade.
Preciso parar de pensar
e dar um fim na realidade.

⁠Lua nova, em conjunção com o Sol e à Terra.
É tempo das marés mais altas.
Renove sua fé e esperança.
Olhe para o universo e veja o espetáculo da vida!
A luz da estrela que ilumina nosso planeta saindo de cena, levando nosso satélite junto, em um breve período entre o pôr do sol e da lua.
Deixando as estrelas distantes e os planetas brilharem durante a noite.

Suor da Lua




O teu corpo aproxima-se do meu como um inevitável eclipse, e o universo inteiro vibra
à força do que pulsa entre nós.


Quando tu me tocas,
não é apenas pele — é tempestade,
é um magnetismo profundo
que grita por dentro
e reacende tudo
o que eu escondi.


O teu cheiro envolve-me,
prende-me, arrasta-me
e eu deixo-me levar
porque há algo em ti
que fala diretamente
ao que em mim é puro fogo.


O teu hálito roça o meu silêncio, entre sombras, a tua pele acende o meu desejo em chama lenta.


No toque que quase acontece,
perco-me internamente
na promessa do teu corpo,
onde os poros bebem o suor da lua.
E quando a tua boca encontra a minha boca, com essa urgência densa, selvagem,
o tempo rende-se, e o meu nome submerso na tua saliva, arde insanamente na tua boca.

Chuvalua:


Depois da chuva,
muitas poças d’água.


Nesta noite a lua
se multiplica aqui
no chão da minha rua.




Meia Lua:


A lua desta noite mais parece
um grande coador de cetim.


Pendurado no céu, parece coar
o café da noite, e depois, tudo adoçar
com estrelas de alfenim.


Rio do azeite:
[Itariri-sp]


Rio do azeite.
Durante o dia,
o cantarolar das lavadeiras,
e no silêncio da noite
só os murmúrios das corredeiras.

Lua

⁠Lua , porque estás tão triste ? Não vejo sua luz , algo que me seduz .
Nuvens cobrem seu brilho , mas ainda sim te admiro .
Você é tão linda , tão bela , te buscaria hoje , será que me espera ?
Lua , tu és tão bela , igual flor da primavera.

À noite me encantas , nada me espanta , pois você está ali para brilhar , e assim me alegrar , vejo no olhar meu mundo expressar .

Ontem eu saí , olhei para o céu , você estava ali , sabe ?
Eu te admiro , e o que sinto quando te vejo é mais que desejo , pois quando percebo meu olhar já está no céu , tudo lindo e real , ah ! Lua é sensacional .

Nosso mundo é tão estressante , mas não estou revoltante , como não te admirar , consigo respirar , e no céu te olhar .

Lua , calculei a distância , talvez irei te buscar , e no céu te beijar , um beijo de amigo nesse céu infinito .
Lua , agora preciso dormir , não vou mentir , estarei aqui , esperando o amanhecer , não vou te esquecer .

Ilumine à todos , um dia irão perceber o quanto vc é importante, deixa o céu radiante e tão elegante.

Sem sua luz a vida não faria sentido , estaríamos num labirinto , todos perdidos , então me espera , um dia irei te visitar.

Lua bonita , presente de Deus para a vida .

Eu não acredito em fases do amor, em tipos de amor.
A vida tem fases, a lua tem fases, o casamento tem fases, o amor, não tem.
Ele só tem começo, não existe meio e fim.
Quanto termina, é porque não era amor, era paixão.
Paixão é assim, quanto você pensa que está começando, ela já chegou ao fim.
Amor é eterno, é sólido...
Não existe outros tipos de amor.
Amor não tem ponto e nem vírgulas.
O amor é assim...
Simplesmente amor.

A lua, sempre admirável, que usa com eficácia uma fala em silêncio, que alcança mesmo sem palavras o amor imensurável que se guarda no lado esquerdo do peito,

Aquele que incendeia a alma com o fogo intenso dos sentimentos acalorados, da grande riqueza dos pequenos gestos, da simplicidade de um momento memorável,

Um diálogo que acontece apenas entre Selene e quem a admira com entusiasmo e o respeito que lhe são merecidos, o mínimo que já é esperado diante deste feito Divino.

De um início de noite do mês de outubro, a lua parecendo com um olhar tranquilo me observando lá do alto enquanto que era observada por mim

Como se fôssemos reflexos de dois mundos, um diante do outro em um contato visual profundo entre o lúdico e o mundo real num belo cenário noturno,

Momento pessoal e temporário graças a minha observação influenciada pelo meu senso poético e pela fertilidade do meu imaginário.

Lua formosa que está cheia de charme entre as nuvens, crescente é a sua emoção, nova outra vez a cada noite, minguante quando quer mais discrição, mesmo que acabe sendo um pouco frustrante, já que sempre consegue chamar atenção em todas as suas fases,
Inspiração frequente em demasia, elegante por sua simplicidade, apaixonante como uma linda poesia que expressa em versos, profundas verdades, mensagens que melhoram o dia e que também trazem brilho aos olhares, do céu, a noite irradia com sua singularidade

O seu luar é muito atraente, tem bastante notoriedade e com ele, faz imaginar que Selene está atenta, observando lá do alto, a cada anoitecer, um olhar diferente, voltados para aqueles que a observam de volta, que lhe dão a importância que ela tanto merece

Diante da Lua

Minha luz não é mais virtuosa que minha sombra.
Minha sombra não é mais verdadeira que minha luz.
São duas respirações do mesmo espírito.


Quando rejeito minha escuridão,
Não me torno mais puro —
Apenas mais pobre.
Cada aspecto que escondo
É um irmão exilado da minha própria casa.


A sombra que carrego
Não é falha a corrigir —
É sabedoria ancestral
Em forma de silêncio.
É o solo escuro
Onde minhas sementes mais profundas
Aguardam seu momento cósmico.


Dar à luz minha sombra
É parir minha humanidade completa —
Não para curá-la,
Mas para consagrá-la.


A lua me ensina:
Não há fraqueza no crescer e minguar —
Há a elegância sagrada
De um ser que ousa
Mostrar-se inteiro
Em todas as suas fases.


Minha psique é este cosmos em miniatura —
Cada luz, uma estrela aceita;
Cada sombra, uma constelação
À espera de reconhecimento.


O divino não habita
Apenas no que brilha —
Mora igualmente
No que resiste à visão fácil,
No que escolheu o véu
Para proteger mistérios
Ainda não digeridos
Pela consciência.




Ao mirar a lua,
Permita que seus olhos
Não julguem sua fase —
Apenas testemunhem
Sua existência sem condições.


Em seguida, feche os olhos
E contemple seu mundo interior
Com a mesma reverência:
Cada pensamento, uma nuvem passageira;
Cada emoção, uma maré legítima;
Cada memória, uma cratera
Marcando onde a vida
Tocou você profundamente.


A verdadeira iluminação
Não é a que destrói a sombra —
É a que beija sua face
E reconhece:
Tu também és eu.


E assim,
Na quietude desta noite,
O maior ato de coragem
Será sussurrar:


Tudo em mim é sagrado.
Até o que eu temi.
Especialmente o que eu temi.

⁠Mais uma vez, sinto-me sozinho
Nesta rua,
Contemplando a lua,
Enquanto a solidão, em meu peito, flutua.


Tudo o que vejo é escuridão,
Já não sinto as minhas mãos,
Meu olhar se perde ao longe,
E meus passos vagam sem direção.


Minha alma afundou-se num mar de saudades,
Oh, meu amor, liberta-me desta tortura!
Minha alma deseja entrelaçar-se à tua,
Por favor, não me negues esta doçura.


Por mais que não te veja, te almejo.
Por mais que não te toque, te desejo.
És o sonho que vive em meu peito,
A lembrança que nunca rejeito.

Fim do dia


Chegou o fim do dia
E você não me esperou
Dessa vez
O Sol caiu
A Lua não apareceu
Os pássaros dormiram
Foram para seu ninho
E eu fiquei aqui
Sem saber de você
E talvez seja melhor
Os dias fazem sentido sem você
Preciso buscá-la
Onde quer que esteja
Minha saudade sempre te encontra.


Jean César

⁠Oh, solidão gótica, meu fantasma familiar,
Noites de veludo, onde a lua é um crânio pálido,
E as sombras dançam, um balé de agonia,
Em catedrais escuras, onde o silêncio é um grito.

Solidão, minha amante espectral,
Com teu véu de névoa e olhos de âmbar,
Tu me guias pelas ruas de paralelepípedos,
Onde os ecos sussurram segredos antigos.

Exatidão, meu bisturi afiado,
Dissecando a alma, revelando a carne nua,
Onde a verdade sangra, um rubi escarlate,
E a beleza é um cadáver em decomposição.

Oh, solidão gótica, meu doce veneno,
Em teus braços frios, encontro meu lar,
Onde a escuridão é a luz, e a morte, a vida,
E a solidão, minha eterna companheira.

LUA NO MAR

Demétrio Sena, Magé - RJ.

A missão se cumpriu em quem foi verdadeiro;
quem traçou sua meta sem ferir princípios;
teve o cheiro sincero do sabor que deu
a quem foi sorteado com sua presença...
O sentido da vida se fez inconteste
na leveza dos passos de quem se levou
entre os testes e provas de sua existência,
sem pesar seu amor distribuído aos seus...
Foi o dom de ser simples que te fez enorme
sem a fútil soberba dos que julgam ser;
sem tecer a quimera das grandezas vãs...
Pela tua missão enriqueceste vidas
que jamais se deixaram desaguar da tua;
foste lua no mar que desaguou no céu...

Pretendo ser...
O sol... do seu dia.
A lua... da sua noite.
As lágrimas... dos teus olhos.
O remédio... de sua dores.
O sorriso... da tua alegria.
O motivo... da tua saudade.
A inspiração... da tua poesia.
O sentido...da tua liberdade.
O coração... do teu corpo.
Da tua vida... o único homem...