Textos de Lua
Embevecimento poderoso da noite numa expressão venusta, sutileza emocionante, audácia, ternura, curvas sob uma vestimenta elegante, taça ponderada de loucura, jovialidade inegavelmente deslumbrante, ornada com amor, olhar empolgante, ímpeto bastante sedutor, bela estrela cintilante na escuridão celeste, luar apaixonante, inspiração envolvente.
Dificilmente, passa sem que seja percebida, tem uma alma enluarada, liberdade vívida, venustidade que se destaca, vislumbre da lua entre as nuvens, uma preciosidade explícita tal como uma pintura rara em uma exposição de arte, dessarte, rica presença, que espalha vivacidade, romantismo através do esplendor da sua essência e não apenas do seu encanto físico.
Então, está bem nítido que se trata de uma exuberância interessante que muito resplandece na escuridade noturna, essencialidade intensa, simples, romântica, elegância entusiasmante, emoção sincera, abundância de detalhes cativantes, possível menção à gloriosa renascença, combinação significante, realidade poética, vida continuamente pulsante.
Tu és como um trevo de quatro folhas,
pois rara é a tua existência,
provocas sorrisos e esperanças se renovam
com uma resplandecência
fascinante
que deixa a noite ainda mais encantadora
tanto que a lua torna-se coadjuvante,
mas acredito que nem deve se importar,
pois, contigo, ela também se encanta
e, assim, com o teu fulgor, podes brilhar.
Eclipse do Ser
Sob o véu da noite escura,
Meu coração, um mar de angústia,
Navega sem rumo e sem ventura,
Na solidão que me conduz à bruma.
Teu olhar, qual estrela a brilhar,
Fascinação em um eclipse do ser,
Na imensidão do céu a cintilar,
Despertando em mim o querer.
No jardim dos sonhos semeio,
Pétalas de amor e esperança,
Cada toque, um verso que anseio,
Dançando à luz da lua em bonança.
Ah, tu és meu sol e minha lua,
Nas tuas mãos, meu destino trilho,
Numa sinfonia de paixão crua,
Nossos corações em harmonia asilo.
Com o calor dos teus abraços,
Meus medos se esvaem no ar,
E, nas asas de doces abraços,
Voo ao céu, sem nada temer ou pesar.
O tempo dança ao nosso redor,
E as horas são notas melódicas,
Conduzindo-nos nesse amor,
Que transcende as formas platônicas.
Nosso encontro, um universo à parte,
Onde a alma se desnuda sem medo,
Cada batida, uma obra de arte,
Numa sinergia que não tem segredo.
Assim, seguimos a jornada, lado a lado,
Metáforas vivas, em eterna melodia,
Num poema lírico e emocionado,
Do amor que floresce a cada dia.
#MINHA #RUA
Moro em uma rua esquecida...
Abandonada, a mais escura...
Cachorros cagam nela...
Há 1/2 século vejo pela minha janela...
Em minha esquina ...
Começam as serestas...
Mas logo sai de minha rua...
Só deixando a solidão nela...
Tem uma calçada de estrelas...
Muita calma nessa hora...
Apenas uma homenagem...
Aos grandes menestréis das serenatas...
Lindos sonhos sonhei...
De ver muita alegria...
Sempre contando os dias...
De tudo que existe...
Que tristeza...
Pura quimera...
Rua tão triste...
Horas mortas...
Do amanhecer ao anoitecer...
Que me faz sofrer...
Última a ser enfeitada...
Em festas, pouco iluminada...
Até o padroeiro Santo Antônio...
Hoje não passou por ela...
Acesso para a cidade...
De casarões coloniais...
Resistência de antigos moradores...
Poucos, quasem não se encontram mais...
O comércio é escasso...
Poucas lojas de fato...
Uma igrejinha presbiteriana...
Pouco aberta na semana...
É a rua que mais árvores tem...
Entre duas praças...
A da matriz que um dia teve um lago...
E a da feirinha com artesanatos...
Rua do hospital...
De farmácias...
Se passar mal...
Ali você se acha...
Tem pousadas...
Uma delas é rosa...
Namoradeiras sonhadoras...
Sempre alguém querendo prosa...
Linda cidade de Conservatória...
Quando no céu a lua aparece...
Um violão solitário chora...
Eis que é a hora...
Das pedras contar suas histórias...
Nessa rua eu cresci...
Nessa rua eu brinquei...
Nessa rua eu vivo...
E se Deus me permitir...
Daqui partirei...
Mas agora eu só queria mais ver...
Mais alegria e muitas flores...
A florescer...
Durante o dia pouca gente...
Na madrugada só gambá...
De viralatas muita bosta...
Cuidado quando andar...
Sandro Paschoal Nogueira
#CASTIGO
Embora o mundo me condene...
Quero emprestar meu peito à madrugada...
E muito amar...
Sob a luz prateada...
Espio sem um ai...
Minha sombra nas esquinas...
E nos ventos...
Onde seus olhos estão?
Não estão a minha procura...
Tento acalmar minha loucura...
Nenhuma razão para tanto amar...
Esperar dessa maneira...
Numa cidade deserta...
Tanto sentimento...
Para coisa nenhuma?
Mas o que serve a verdade?
Não, já não me interessa promessas...
Para quem ama e muito espera...
Quem me dará os meus anos, se os perdi?
Sigo só...
Abraçado pelo frio...
Porém não vejo...
Mais que o desejo de lhe encontrar...
E seu eu morrer antes disso...
Não verei a lua mais de perto...
Isso é meu castigo...
Que o amor me dá...
Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poeta
Já me encontrei mil vezes pensando, e me perdi na infinidade desses vários Eu´s .
Existem as Fases da Lua e existe Eu.
É possível me acompanhar.
Neste momento, não consigo um tanto raciocinar.
Estou dançando fora de ritmo.
Estou vivendo muito intensamente.
São tempos fracos e tempos fortes ao mesmo tempo .
É difícil discutir com a vida e brigar com suas proprias vontades. Ir contra os desejos e sentimentos da alma.
Eu tanto me perdi por tanto tentar ne encontrar.
Sorri com lágrimas...
E com lágrimas mais ainda eu chorei.
Fiquei confusa... Sonhei, me desesperei.
Quis acordar. Tão real é. Tão utopia é.
Teimosia fala alto.
É difícil interpretar todo este enigma.
As estrelas parecem confusas quanto a tudo.
A Lua e suas Fases...
..onde quer que eu vá...
que eu sempre possa te ofertar o melhor de mim;
o meu presente mais simples;
como o meu sorriso por exemplo que chega marcante como o perfume das flores na primavera.
E como quem não quer nada;chega pra ficar
se esticando até o verão
e ainda assim, ilumina e brilha tal como o sol, tal como a lua...
Kalinda Barbosa Moraes.Poetisa/jornalista web e escritora independente.

aproximAR
ora as frestas das pálpebras
a vassoura não alcance
uma lufada - epahey-vento (de dentro) traz à Virgem enquanto Lua
a crítica
crua, nua, vegana
racionalmente água
filha de pedra
sabe
com uma linha da mão
coser retalhos prum vestido que será trajado em sua casa limpa
pós faxina
onde coração y pés precisam se aproximAR - não tão coletivo
Acuário sem seus delírios
o
fôlego
é um timbre
próximo
VÁ (5X)
porquê não demoras
o en(canto) é veloz
sonhar é o orgasmo
a flecha que dispara cega
acerta a c'alma
à paixão se entrega
o coração sagitarianamente palpita em:
vá vá vá vá vá!
y o cérebro-pedra-bruta silencia
Capricórni'agoniza
castra
acolhe
deseja prioridades
um calor beijado
você
você
Lua
Fabrício Hundou
Escrever as vezes cansa, verdade.
Mas em alguns momentos a inspiração dentro de mim se debate e não há outra saída senão elaborar a minha arte.
Não sei se a terra é redonda ou plana, se o homem foi a Lua ou se ainda vai a Marte,
Mas sei que a morena soberana é o motivo pelo qual meu coração ainda bate.
Te olhei
Te olhei e sorrir
Te olhei e meu mundo girou
Te olhei e mudei de cor
Eu te olhei mas você não me olhou com o mesmo o olhar...
Eu logo mais tarde olhei para o céu , tentei contar as estrelas para parar de pensar em um 'nos' que nunca acontecerá e passou uma linda estrela cadente e eu simplesmente me apaixonei igualmente quando eu te olhei...
Logo assim eu lembrei da gente, um olhar ou outro ,um abraço ou outro , acabei me apaixonando e então novamente eu lembrei da estrela e falei
Com tantas estrelas no céu eu fui logo me apaixonar por uma cadente💫
Belo dia para ascender uma chama ardente.
Estava tudo de acordo, um desejo cobiçado por dias. Uma noite de lua cheia, a sós e dois sedentos de amor. Um quarto de motel e seus corpos em chamas clamando por uma noite de prazer.
Deitados seus labios se encontravam, seus corpos se encaixavam, e sem se conter ambos os desejavam, e sedentos de amor, prazer, queria que nada atrapalhassem. E assim ela se entregou como nunca, ela naquele instante se deu conta que ela não queria estar somente ali naquele momento. Foi o melhor que acontecera naquele dia. Ela foi amanda e realizada.
Mal se dava conta de que daqueles braços que a protegia, de carinhos que ela recebia era momentâneo, ela se entregou. Ela era dele!
Ela vai arriscar sua vida por mais momentos assim, por amor. E ele é um amor ardente proíbido. Mas ele é o que completa ela.
Eclipse.
Fiquei ali sentado, debaixo do pé de baru. O sol havia sumido na anágua negra da noite. Ficavam para trás, esquecidas, algumas flamas avivadas dos seus cabelos de fogo. Firmei que ela vinha de lá do alto do guarirobal do compadre Amâncio. Nada. Noite feita avistei uma estrela rutilante. Atinei: lá'em vem ela amarrada na linha do imaginado. E nada. Virei as costas e fui guarnir os cochos. O tuivú dum curiango me fez torcer de volta os meus olhos. Estrela não: era a dita. Mirei com ciência e entendi um cutelo fino. Retardei o meu olhar já concluindo: a coisa demora, dá tempo de tudo. Quando atravessei o mata-burros ela era uma goiaba mordida. A volta pra cidade não teve outro pensar. O granulado da poeira foi avermelhando mais e mais a tal lua-de-sangue, refletindo nostalgias no para-brisas da D-20.
Escrevo a minha saudade porque tua ausência vem ferindo minha alma a cada dia em que o sol se põe e que a lua nasce...
Cada estrela é como uma lágrima quente e cheia de dor!
Pois você está em cada riso ausente, em cada sonho distante, como um tormento presente na escuridão que agora se segue em minha vida!
Quem me dera
Quem me dera voar como a águia... esquecer que ao longo da vida perdi algumas penas e outras que foram arrancadas
Quem me dera contemplar a aurora do amanhecer a beira de um penhasco onde nasce a flor rainha do abismo
Quem me dera sobrevoar o oceano acima das nuvens escuras onde o céu permanece azul e o sol radiante
Quem me dera despender das velhas penas, bicos e garras curvadas e voar sem destino pré definido
Quem me dera cruzar o céu ao som da brisa suave, bailar e cantar a mais bela canção
Quem me dera alçar voo ao seu lado sem olhar para trás... pois o universo é pequeno e a vida curta demais
Quem me dera, quem me dera
Se permitir abrir suas asas
Se permitir ver a vida além do horizonte
Se permitir um novo caminho
Se permitir uma nova história
Se permitir voar ao meu lado
Quem me dera, quem me dera
Amor, amor, amor
Será que o amor existe?
Ou apenas em poesias e contos de fadas?
Se existe, porque ele é efêmero?
Porque o amor machuca?
Será que o amor é para todos?
Ou poucos para o amor?
Talvez o idealizo demais
Tipo Romeu e Julita
Amor eternizado por shakespeare
Amor, amor, amor
O que será o amor?
Tangível, intangível, louco, sublime...
Amor que nos eleva
Ao céu e ao inferno
A confiança e a dúvida
Amor que as diferenças atraem
Com o tempo as diferenças
Questionam o amor
Mesmo com tantos questionamentos
Me pergunto o que seríamos de nós
Se não existisse o tão questionável amor
O amor que nos eleva
Ao céu e ao inferno
A confiança e a dúvida
Amor, amor, amor
Me diz
Reamente existe ou será fruto da minha imaginação?
Nos meus sonhos és tão real
Do nada invade minha mente, meu coração, minha alma
Por onde andarás ... sinto que existe em algum lugar
Quem sabe vagando em algum relacionamento vazio e exausto de me procurar
Tenho te procurado a cada segundo, dias, meses e anos
Meus dias e noites são longos e vazios
Despertar é doloroso e adormecer traz um breve descanso da procura implacável por você
És tão real quanto o vôo de uma águia
e abstrato como a brisa do mar
Nos meus sonhos, sinto que está chegando...
Reamente existe ou será fruto da minha imaginação?
Me diz
Sentimentos adormecidos
Antes da estrela do dia acordar
Abri asas em voo solitário
Rasguei penhascos e oceanos
Em busca do tudo em busca do nada
Alimentei-me de outrora esquecida entre nuvens escuras
Bebi o cálice amargo do abismo entre nós
Seu nome ecoou através de gritos sentidos
Acordando lembranças de outros tempos vividos
Solitária como águia fiz do deserto morada
Icebergs aqueceram minha alma gelada
Sonhos guardados deslizaram entre os dedos
Caíram sem chance de serem alcançados
No peito coração partido batia o pranto da dor
Nos lábios o canto cinzento sufocou o canto da fonte
O véu que abraçava o silêncio dissolveu com a voz do trovão
Acordando raios que iluminaram sentimentos adormecidos
As vezes sinto meus pés se afundarem na massa gosmenta dos dias, que se arrastam intermináveis, em tons de cinza. Nesses dias, não me peça nada, não me cobre sorrisos cheios de dentes, nem falatórios desnecessários. Meu corpo, minha catedral. Meu silêncio, minha religião. Deixe-me aqui, é transitório feito as fases da lua, e eu estou na minguante, encolhendo, secando, me diluindo. Por ora, apenas me deixe dormindo aos pedaços.
- Flavia Grando
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