Textos de Lembranças
Da Profundidade da Terra, à Profundeza da Mente
Lembrança inesquecível na profundidade da terra, muito bem guardada na profundeza da mente, que desperta saudades.
A Luz da curiosidade e do deslumbramento que atenua a escuridade de uma caverna, diante de um tipo de beleza que não é visto tão facilmente,
Certamente, uma arte natural que levou muito tempo para ser feita, que continua em desenvolvimento; talvez, em futura visita, ocorra uma nova descoberta.
Igarapé do Boto
Igarapé:
Caminho de canoa;
Caminho do tempo,
Que trás a lembrança
Da minha infância.
Em tuas águas tranquilas
Aprendi a nadar
E muitas histórias
Tenho para contar,
Você nem imagina!
Uma canoa cheia d'água
Era a minha piscina.
Em tuas águas pesquei
E de manja brinquei,
Para a escola eu remei
E com outras canoas
Eu aporfiei.
Igarapé:
Caminho de canoa,
Caminho do tempo,
Não te troco por outro,
Pra sempre querido,
Igarapé do Boto.
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
ONDE O SILÊNCIO FALA.
No tempo onde o vento sussurra teu nome,
repousa a lembrança que não dorme um véu de luz e distância,
feito de sombra e esperança.
Tuas mãos, ficaram no outono,
entre as folhas que dançam sem dono; e o mundo parece menor desde então,
porque em mim ecoa tua canção.
Há dias em que o céu me devolve teu olhar, como se o azul soubesse amar.
E eu que me rendo à dor com sorriso chamo-te em silêncio, como quem reza um aviso.
Se fores estrela, brilha em mim,
se fores vento, toca-me assim.
Mas se fores só lembrança e eternidade,
permanece... como ficou tua saudade.
Estradas por onde andei
Pisando por entre espinhos,
Lembranças que lá deixei,
Guardo com muito carinho:
A rosa que não plantei,
A pedra que não lapidei,
O desperdicio do encanto;
O dia que a encontrar
Tal pedra a esculpir,
Tudo pode recomeçar,
A rosa plantarei,
Avivarei acalanto,
Deixar de enxugar pranto,
De lágrimas deixado tantos,
Uma vez mais a sorrir.
Ademir Missias
Saudade da 88
Um suspiro, e a lembrança da goiabeira — aquela cujas folhas secas forravam o chão do quintal, enquanto apenas o brilho da lua e das estrelas testemunhava a magia do amor. Lentamente, em esteira, a mente do ontem e as lembranças invadem, sem pedir licença, o meu hoje. Saudade da 88!
Ecos de um Amor que Não Volta
Cada amor tem uma história.
E, se as ondas de lembranças invadissem o coração, talvez levassem embora o eco do vazio de uma vida inteira.
É certo que, às vezes, a linha do tempo fica desordenada, fragmentada. Nesses momentos, chega a ser curioso, porque há ocasiões em que nem o próprio dia parece compreender que a escuridão de um lindo manto brilhante chega todas as noites.
Então, penso: se a gente ama e o amor vai embora, devo aceitar a frase “você ama, então o amor volta”?
Não, não volta. Até porque, se voltasse, seria visto de outra forma — não seria o mesmo. Carregaria algo diferente junto com aquele sentimento. E, ainda assim, se realmente voltasse, talvez não houvesse tantas desilusões e sofrimento.
Fico em dúvida: será que minha visão está diferente? Houve mudança?
É… pode ser que sim.
❝ ...Me encontro num mar de lembranças,
me perco em tantas buscas, saudades,
memoria. Fecho os olhos e vejo meu
passado, minha historiaria. Algumas
estampadas em dor e sofrimento. E
outras coloridas de Amor e aconchego.
Marcas na Alma de quem muito lutou
mas nunca perdeu a Fé. Saudades de
um tempo que não volta mas. Mas que
ficou gravado em minha memoria e
minha Historia...❞
--------------------------------------Eliana Angel Wolf
O Sorvete que Virou Saudade
Algumas lembranças têm gosto.
A minha tem gosto de chocolate.
Todo Dia das Mulheres
eu chegava com um Magnum na mão.
Era simples, quase bobo para quem via de fora.
Mas para mim
era uma maneira silenciosa de dizer
tudo aquilo que às vezes os filhos
não sabem falar direito.
Eu entregava o sorvete
e dizia que a amava.
Ela sorria.
E naquele sorriso
o mundo ficava em paz por alguns segundos.
Eu não sabia
que um dia aquele gesto tão pequeno
viraria uma das maiores saudades da minha vida.
A gente nunca imagina
que os momentos comuns
estão, na verdade, se tornando eternos.
Hoje o Dia das Mulheres chega
e eu sinto falta daquele caminho simples:
comprar o sorvete,
bater na porta,
ver o sorriso dela.
O sorvete ainda existe.
O dia ainda existe.
Mas agora
o amor que eu levava nas mãos
precisa viajar pela memória
para chegar até ela.
E às vezes eu penso…
se o céu tiver pequenas alegrias humanas,
talvez em algum lugar
minha mãe ainda esteja sorrindo
enquanto eu chego com um Magnum na mão.
— Sariel Oliveira ✍️
O Último Magnum
Existem coisas que a gente faz sem imaginar
que um dia vão virar lembrança sagrada.
Todo Dia das Mulheres
eu aparecia com um sorvete Magnum na mão.
Era o favorito dela.
Eu entregava como quem entrega algo simples,
e dizia:
“mãe, eu te amo.”
Ela sorria.
E naquele sorriso
havia uma paz que eu nem sabia explicar.
Naquele tempo
eu achava que estava apenas dando um sorvete.
Hoje eu sei
que estava vivendo um dos momentos mais puros da minha vida.
Porque a gente só entende o valor
das coisas simples
quando elas deixam de acontecer.
Hoje o Dia das Mulheres chega…
e minhas mãos estão vazias.
Não tem mais o caminho até a porta,
não tem mais o sorriso esperando,
não tem mais aquele instante pequeno
em que o mundo ficava em silêncio
só para caber o amor de uma mãe e de um filho.
E às vezes isso dói.
Dói saber
que o último Magnum que eu levei
foi o último
sem que eu soubesse.
Mas existe algo que o tempo não levou:
o amor que cabia naquele gesto.
E hoje,
quando a saudade aperta,
eu fecho os olhos
e imagino que ainda estou chegando com o sorvete na mão.
E digo, como sempre disse:
“mãe… eu te amo.”
— Sariel Oliveira
Você está em todos os lugares
Cada música, cada lembrança
Tudo remete à você, tu és o principal em minha vida agora
Agora, não sei como nem porquê, mas é você
É você quem vejo quando acordo, é você de quem lembro antes de dormir
E ao levantar eu me pergunto, “como será que ele está?”
Não que me interesse, mas sei lá, acho que hoje daria certo
Acho que hoje eu seria capaz de sustentar a amizade
Acho que hoje poderia ser nós dois.
PARTIDA
Vê-lo partir sangra a minha Alma
As lembranças dos dias felizes que fui tua sem pudor
Dias em que meu riso foi solto
Dias em que em chamas meu corpo explodia.
Vê-lo partir quebra meu ser
Mas como prender-te à mim?
Logo eu que prezo a liberdade?
Então vá!
Mas não me diga adeus
Diga-me apenas um até breve
Deixando-me a esperança
Esperança de futuros dias quentes ao seu lado
Kátia Osório
Mantendo lembranças vivas
como quem planta camélias,
colhe e com elas se enfeita
por onde quer que se passe.
O espírito abolicionista sabe
que a justiça e a liberdade
ainda não chegaram de verdade
e pedem de todos continuidade.
O abolicionismo vigilante
e atuante deve ser mantido
como pacto pela Pátria inteira,
porque queira ou não queira.
Só assim teremos, enfim,
a tão sonhada harmonia perfeita.
Enquanto houver um só irmão
sob o jugo de qualquer senhor,
todos estaremos acorrentados.
Devemos afastar-nos do passado
que, mesmo sem pensar, ainda vive
nos velhos hábitos que nos prendem
e nos perpetuam como aprisionados.
O domingo é simplicidade o cheiro da terra,
Cheiro da chuva trás doces lembranças,
O canto tímido do pássaros enaltece nossas vidas...
O vento frio diz inverno chega em mais uma frente fria.
A nostalgia é simplicidade num fogão de lenha...
O barulho dos carros passando tem o sussurros dos sentimentos rústicos no espírito mais um final de semana.
Na há pipas no céus mais doçura do gavião voando no céus.
Na imensidão voz que devora alma e espírito no passar do tempo.
O almoço está quase pronto, mas, o sono é gostoso e o pássaros gritam esta frio a água ferve os borbulhas trazem a tona cheiro da lenha queimando. O feijão está ainda duro,
Mais carne chama os vizinhos. Canto junto com pássaros enquanto o gato mia com fome.
A NOITE CHEGA
A noite chega e traz com ela o perfume das flores. Traz as lembranças de um passado, a calmaria, o momento em que o silêncio se aloja e as vozes da noite se reúnem para um aparte. Por trás da escuridão, a luz se intensifica trazida pela lua que dormia no colo do horizonte. Os pássaros que em revoada anunciavam o dia, agora descansam. Assim são as noites, intensas como nossos sonhos, bela como as águas serenas e perfumadas como as flores primaveris.
Eu me perco todo dia.
Às vezes nas lembranças,
às vezes no mercado tentando lembrar por que entrei ali.
Tem dia que me perco em gente errada,
em conversa inútil,
em saudade reciclada igual pote de sorvete virando tupperware.
A verdade é que viver é isso:
um grande “cadê meu equilíbrio emocional?”
enquanto a gente procura o celular
com o celular na mão.
Mas sigo.
Porque até GPS recalcula rota,
e eu não vou perder a chance
de me achar mais gostosa, mais forte
e um pouquinho mais surtada amanhã.
Eu sou dois países,
um deles feito de areia e silêncio.
O vento me atravessa como lembrança,
e cada grão que toca minha pele
me conta uma história que eu já vivi
sem saber.
Não sonho com as Arábias —
eu sou o sonho delas.
Sou o deserto que caminha,
a miragem que sente,
a memória que dança entre dunas.
E quando fecho os olhos,
não viajo —
eu retorno.
Trago no peito a lembrança de um tempo simples, onde o riso corria solto e a vida cabia inteira na inocência de dois caminhos que ainda não conheciam despedidas. Éramos feitos de chão, de poeira e de afeto bruto, desses que não se explicam, apenas se vivem, como se o mundo fosse pequeno demais para nos separar. Mas o tempo, silencioso e inevitável, foi abrindo distâncias onde antes só havia presença, transformando parceria em memória. Hoje carrego comigo aquilo que ficou, não como peso, mas como parte de quem me tornei, marcado pelas ausências que ensinaram mais que qualquer permanência.
Porque existem laços que nascem lado a lado, mas o destino insiste em escrever em caminhos diferentes, deixando na alma a saudade do que poderia ter sido eterno.
- Tiago Scheimann
Carrego lembranças que ainda latejam como feridas abertas, mas escolho não fugir do que me dói, pois tudo o que enfrentei me ensinou a arte de permanecer quando o abismo parecia o único destino lógico. O silêncio que guardo não é um vácuo de sentimentos, é um reservatório de tudo aquilo que as palavras não dão conta de traduzir, um grito de socorro ou de triunfo que só encontra eco na minha própria alma.
- Tiago Scheimann
Há memórias que queimam com tamanha profundidade que deixam de ser apenas lembranças e passam a integrar a própria estrutura emocional do indivíduo. Tornam-se permanências invisíveis, cicatrizes incorporadas ao pensamento, marcas que o tempo não dissolve, apenas aprende a esconder sob camadas de rotina e aparente normalidade. E então, nos instantes mais inesperados, um som, uma palavra, um cheiro ou um simples silêncio devolvem tudo com violência absoluta, como se o passado jamais tivesse realmente partido.
- Tiago Scheimann
Por que as Lágrimas rolam?
Um cisco que caiu no olho,
O bocejo insistente,
A lembrança boa ou ruim,
A emoção que se faz presente,
A dor que não tem hora,
Elas incham os olhos.
Rolam primeiro por dentro, depois transbordam pra fora.
Cada uma delas carrega um sentimento, que só quem as têm por dentro, entende seu significado, seu peso e seu momento.
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