Textos de Lembranças

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Minha insegurança eu escondo entre as indefinidas cores de minhas lembranças; entre as sortidas texturas dos meus pensamentos; entre a vaga loucura dos meus desejos. Minha insegurança é uma dissimulação da minha segurança em mim, que eu escondo nas entrelinhas do meu olhar...no meu secreto EU.

Flávia Abib

Talvez o que escrevo, seja uma lembrança de um passado que fez-se inconsciente ou mesmo que eu tenha trazido de maneira latente em mim. Talvez o que escrevo, tenha o mesmo significado, a mesma luz, num outro olhar. Talvez o que escrevo, seja somente a tradução do que tua alma ensina-me.

Flávia Abib

Lembranças Azuis!
.
Nada mais importa agora!
O que se foi, se foi!
Dos momentos de antes,
só restaram lembranças!.
É tudo agora, nada mais!
O tempo afastou você de mim!
Talvez! Um novo dia possa vir e
com ele, venha, um outro olhar,
em minha direção. Florescendo,
os velhos desejos, que foram
levados, junto ao sol de verão!
Na primavera! Onde voaram e
pousaram as borboletas azuis...
Só restaram, casulos embolorados,
encobertos pela névoa fria,
sem alegrar os meus olhos!
São apenas lembranças azuis!
Os ventos que nos veneraram,
sopraram e bateram forte nas suas
janelas, e lá, você não mais estava,
para reabri-la para mim. Então!...
Nesse momento triste, entendi...
Que você, não me queria por perto.
E assim, parti! Envolto a brisa fria,
que envolvia o lugar! Agora!...
Mesmo que reabra as suas janelas,
aos novos raios do sol...
Certamente, eles virão trazê-la
os novos ventos...
Mas, nesses momentos!...
Perto de você!...
Eu, não mais estarei.!!
.
Ademilton Batista
Brasil, Bahia, Itabuna.
Do Livro O Meu Céu
DR10052023.

Estela, assim como o seu nome, passou como uma estrela sobre mim.
Deixando a lembrança do seu brilho e a saudade da sua beleza.


Queria poder sorrir como antes, ser o Eu de antes, mas já não vive mais em mim.
Assim como você partiu, junto uma parte minha também se partiu.
Nunca mais serei a mesma.


Agora me sinto solitário, vazia
Com uma dor permanente,
As lembranças figuram em minha mente,
E o que antes me gerava alegria, agora são colhidas como dor.

Como queria, rasgar o peito e arrancar, toda tristeza, todo sentimento de pesar, todas as lembranças tristes, que insistem em ficar.
Como queria, deitar e acordar, livre das desilusões, das fadigas também.
Dor na alma, quem não tem? Muitos dissimulam e fingem ser fortes, conseguem ocultar.
Dor na alma, como proceder? Não há remédio humano capaz de curar.
Quando a alma chora ninguém pode ver Porquê água dos olhos não escorrem, um sorriso oculta a face triste do ser.
Muito se fala sobre ter empatia, solidariedade, e o que mais vemos é o mal prevalecer. Até mesmo os doutores, destilam horrores contra seres humanos que a alma implora o socorro ao ser.
Quando a alma dói não tem como explicar, se compreensão não existe, dobrado é o sofrer.

Vim de longe; segui estrada, trouxe bagagens, saudades, lembranças e aqui faço a minha parada.
Sou homem simples, do interior, da terra boa, cheiro do mato, da pureza, da amizade e do amor que entoa;
Os filhos e família eu deixei, pra trás nem olhei, tive que partir de alma e coração apertados e olhos marejados.
Vim em busca de trabalho, tenho força e vontade, coragem, umidade e muita fé.
Sei que vou vencer, renomado hei de ser,
Acredito no meu Senhor, um homem honesto, trabalhador e temente a Deus, tem as bençãos pra si e para os seus;
Bendito o nome dele, bendita seja a noite e o dia, bendita seja a minha família, que um dia buscarei e felicidade novamente sentirei.

Uma lembrança esquecida é como uma borboleta que já não é mais lagarta. Liberta do casulo, ela voa entre as flores e nesse instante é para sempre borboleta, pois o presente é inexorável e, se há sol, a chuva é esquecida, como girassóis que não se lembram da semente. A vida acontece no agora e o arco-íris não permanece no céu.
Há em nossas mentes uma cidade que só existe quando ninguém pensa nela. Nessa cidade mora o passado esquecido e todas as pessoas que passaram como vertigem ignorada. Aquela velha preocupação já esquecida mostra que o tempo passa e não há bem ou mal que dure, como um rio que corre para o mar e ignora a margem transitória que o delimita. A cidade dos temores esquecidos e das alegrias peremptória. Restam dois olhos que observam, na agudeza da retina subjetiva, como o espaço que a câmera enquadra.
O universo está de tão forma organizado que se um objeto decide abandonar sua função, um efeito cascata acontece. Digamos que o relógio já não marca as horas, todo o mundo entra em desordem, pois nem sempre há o sol para marcar o tempo universal. Se um tanque de guerra passasse a lançar flores, não haveria cheiro de morte, nem corações pretos de luto.
O som pede desculpas com o silêncio. Antes de haver som havia o silêncio. O som é sempre uma quebra na ordem cósmica, um ruído que reverbera como uma flauta desafinada, que incomoda os ouvidos. Apenas a música como obra de arte vale mais que o silêncio, mas não é possível viver de aplausos. O silêncio é a resposta da natureza quando uma semente brota sem anúncio.
Eu me encontro em mim mesma em vários momentos do dia. Sou aquela que escolheu a direita e a esquerda e estive no céu e no inferno. E o inferno era a própria terra tomada pela ganância e seus horrores. No céu não havia nuvens, havia paz. E a paz é o silêncio primordial que organiza o caos em melodia. Não há inferno que ofusque a grandeza do paraíso. E então minha alma repousa e adorme em meio à natureza harmônica.

Deixar para trás lembranças tortas,
Que já não se endireitam mais.
Lançar no precipício as dores de ontem,
Abraçar o vento com toda a força possível.
Imaginar o céu azul,
As nuvens, o sol,
A tarde em qualquer lugar.
Esquecer de tudo e apenas viver.
Encontrar o sorriso no rosto
E a coragem de seguir,
Rumo ao destino certo:
Felicidade.

Lembranças boas de momentos vividos,
Vividos aqui dentro de mim;
Realidades de mundos distantes,
De sensações tão próximas;
Próximas de mim,
Por ter vivido;
Vivido o que hoje lembro,
Lembro de viver os momentos;
De realidades de mundos diferentes,
De sensações tão parecidas,
Parecidas comigo,
Por viver;
Viver esse momento.

Lembranças


Lembrei-me de você
Tão longe, longe de mim.
Eu faço barcos de papel
Que vão pelos mares a ti,
Como uma lembrança.


Lembre de nós, quando crianças,
Juntos a brincar, a sorrir.
O mundo era nosso:
Você a lua e eu o sol,
Com olhares inocentes.


Quem ouvir o nosso pranto
Vai entender que não queremos
Ouvir a palavra "adeus".
Se algum dia nos unirmos,
Falaremos a sós
Nossos segredos:
Essa nossa dor por não ter
A quem amamos.


A surpresa da tua presença inesperada me trouxe uma breve lembrança do gosto de estar perto de mim.
É curioso como eu sempre me perco no que sei, para encontrar o que realmente preciso descobrir.


Eu já tinha te visto, mas nunca tinha te encontrado.
Incapaz de decifrar o teu olhar, torço para que eu possa caminhar até você sem medo.
Mesmo que seja breve, eu quero sentir esse gosto de mim —
e, quem sabe, encontrar um vestígio do caminho de volta.


Entre toques disfarçados, sorrisos escondidos e a mentira da verdade,
eu senti algo.
Não sei o quê, mas algo que me trouxe o medo…
e aquela sensação de volta.


Analiso teus passos na minha mente enquanto minha confusão cresce.
Tua silhueta me chama.
Eu tento não perder meus sentidos,
mas vejo teu disfarce —
e torço para que você decifre o meu.


Para que então eu possa atravessar nossa linha,
mesmo que às vezes pareça que não há nenhuma.
Quem sabe ela só exista na nossa cabeça.


Me ajuda a te entender…
o que queres que eu faça?




( ..legra )

Existem dores que remédio algum pode conter.
Existem lembranças que jamais queremos ter.
Porém, existem dores que o remédio é a lembrança.
Algo que não queremos esquecer e temos como herança.
Boas lembranças são verdadeiras heranças de amor.
Somente elas podem trazer um alento na hora da dor.

NEGRITUDE

O olhar do negro
Tem o tamanho de todas as estrelas,
As lembranças de arrastar correntes,
Tem a tortura de todos os troncos,
O olhar do negro
Veleja navio negreiros
Na saudade das savanas de sua liberdade,
O olhar do negro
Se perde nos canaviais, nos engenhos,
O olhar do negro
Tem a solidão ímpar de todas as noites,
Tem a angústia de todos os órfãos,
A dor de todas as humilhações,
A revolta de todos os mares,
O olhar do negro
Tem todas as angústias da colônia,
Tem traumas silenciosos,
De mães e irmãs abusadas,
O olhar do negro
Tem a ansiedade dos quilombos,
Tem a valentia do zumbi...
E uma saudade que urra, que brame, que zurra
Que agita manadas, alcateias, bandos e tribos
Da negritude que ainda corre em seu sangue...

“A Permanência do Teu Nome”


Há lembranças
que não se despedem do coração.
-
Ficam —
como o cheiro do café recém-passado
na cozinha de uma manhã antiga,
ou como a luz morna da tarde
escorrendo pela janela da memória.
-
Teu nome
ainda repousa nos cantos do meu silêncio,
como um livro aberto
que o tempo nunca terminou de ler.
-
Às vezes penso
que o amor não morre —
apenas aprende
a morar nas coisas pequenas:
-
na música distante de um rádio esquecido,
no perfume de chuva tocando a terra,
no gesto automático de olhar ao lado
quando algo bonito acontece.
-
Porque a memória,
quando nasce do afeto,
não obedece ao calendário.
-
Ela cresce quieta
como hera sobre os muros da vida,
entrelaçando os dias
até que o passado e o presente
respirem o mesmo ar.
-
E assim compreendo,
com uma ternura quase dolorida:
-
talvez a verdadeira eternidade
não esteja nas estrelas distantes,
mas no simples fato
de alguém continuar vivendo
dentro do pensamento de outro.
-
Pois quem foi amado
não desaparece do mundo —
-
apenas se transforma
em lembrança luminosa
caminhando conosco
pelos corredores do tempo.
-
E enquanto eu respirar,
em algum lugar do meu peito
teu nome ainda florescerá
como uma primavera
que a memória
se recusa a deixar morrer.

Muitas são as lembranças que o tempo não desfaz...
as doces lembranças da infância, das brincadeiras de criança.
Lembranças de momentos em que a felicidade parecia sonhos que se realizavam...
Não se vive de passado, mas sem passado não existe presente...Não existe o agora!
" Que seus melhores sorrisos ilumine todos os seus espaços"
23/12/16

Lembranças...de ontem!

Desabam no mar pingos celestiais
Anseio ascender em ondas de sussurros
Porque deixei de voar nas ilusões...
Mas vejo pássaros trajados de tantas cores
E Gaivotas voando sobre o mar...

O silêncio da solidão mostra-se aos meus olhos
Eu queria mais um tempo no teu infinito e
incomensurável mundo...

Como nos acalma as juras de amor
Ainda me inflama à alma tuas palavras...

Na voraz caminhada dos difíceis dias
Tão-somente quero esquecer as mágoas...

Será na primavera que tua alma posso achar
Para onde se ausentou teu coração?

Mais tarde quando estiver silencioso meu espírito
porque meus pássaros silenciaram...e não mais houver o amanhã
Uma voz fale aos teus ouvidos....de todos os meus sonhos
E guardes de mim dentro de ti....as lembranças deste amor de ontem!

Tudo o que temos na Terra — objetos, coleções, lembranças guardadas em caixas e prateleiras — um dia deixará de ser nosso. Por mais que cuidemos com carinho, nada disso nos pertence de verdade. São coisas que o tempo devolve ao mundo, e que, depois de nós, talvez caiam nas mãos de pessoas que nem saibam o valor que tiveram para o nosso coração.
Aquilo que um dia foi precioso, para outros pode ser apenas um objeto qualquer. Podem rir, vender, ou simplesmente deixar de lado algo que, para nós, tinha história, afeto e significado.
É então que a gente entende que o que realmente vale é o que o tempo não pode levar — o amor que cultivamos, as palavras boas que deixamos, os gestos de bondade que florescem em outros corações. Essas são as verdadeiras riquezas: invisíveis, mas eternas.
Os objetos ficam, mas o amor caminha conosco — e é a única coisa que segue além da Terra. 🌸

Eu tenho poucas e boas lembranças de nós, nós vivemos muitas juntos, por isso que apesar de reconhecer quem ele se tornou, eu o amo. Por nossas memórias, e me preocupo muito com ele. Porque ele é enganado facilmente. O problema que quando fazem isso com ele, ele quer nos tornar vítimas também, esse é o erro dele.


Ele precisa se encontrar!!

Dizem por aí
Dizem por aí, que sou eu quem rouba as tuas lembranças,
quando estás pensativa.
Dizem que sou eu quem rouba os teus amigos,
roubo alimentos e delírios e levo embora a tua bússola de destinos.
Dizem por aí, que roubo a tua água, sabão e esponjas que lavariam os teus erros.
E dizem mais.
Dizem que fui ligeiro, ao encher os teus olhos de areia e pendurar aranhas nas luas cheias plantadas em teus jardins.
A Globo não diz, mas teus seios cresceram me esperando.
Não diz que os meus arbustos floresceram, exercitando os seus músculos, dentro da solidão e saudade de ti.
Dizem por aí, que eu me fiz passar por alguém que a levaria ao cinema.
Mas, de bolsos vazios? Claro que não apareci.
Te neguei refúgio, neguei-te a claridade e roubei os teus cigarros.
Fiz desenhos alunares e a deixei sonhando com o altar.
É claro que todos estão certos, afinal, sou esse monstro repleto de traças e de brochuras. Sou único, a montar e desmontar os teus quebra-cabeças.
Dizem as esquerdas, que conhecestes a liberdade, através de mim!
Não dou testemunhos falsos.
Juntos, caminharemos firmes rumo ao massacre.
Deixe que falem que sou romanesco e até simplório. Deixe que chorem.
Lágrimas salgadas de oceano são sintomas sem vidas. Foi o Fernando quem falou essa coisa.
Loucuras sem método? Aguarde notícias.
Só não interfira no que faço. Deixe-me errar. Eu sei errar sozinho.
Quando o poeta está errando, deixe que enlouqueça.
Não afugente os seus delírios.
De mãos dadas, rumaremos ao desastre.
Pode ser que nos matem e que nos rasguem, e até nos apaguem. Se a direita ressuscitar, isto é certo.
Mas vamos nos pertencer. Formaremos uma só ideia. Alimentaremos a tudo que de certa forma possa gerar futuros.
Chegaremos ao futuro expondo nossas vísceras. Seremos dois gigantes destemidos. Não vamos perpetuar orçamentos em segredo.

Às vezes me bate um sentimento inexplicavelmente ruim e que junta um misto de emoções, lembranças, momentos, tudo que eu já vivi de alguma forma. A única certeza que me sobra é saber que não é uma pura nostalgia, mas sim uma saudade do passado fazendo um paralelo com o meu futuro e degradando completamente o meu presente o que pra mim é confuso porque de repente bate uma alegria, uma vontade de viver, mas quando eu paro um pouco esse sentimento volta.
Tô aqui escrevendo esse texto porque sei que ninguém é capaz de entender e sentir o mesmo que eu sinto, além do mais, apesar de eu sentir falta de alguém pra desabar toda essa pilha de sentimentos insalubres, eu acho que ninguém é obrigado a escutar as histórias tristes dos outros, e óbvio que na minha cabeça o que eu falo pros outros não vale de nada, me desvaloriza e não representa minha dor verdadeiramente e intensamente.