Textos de Horizonte

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BRASIL OU SAARA???
Como era belo... toda aquela água no horizonte, onde se tinha abundância de vida, longe da fome, todos pescavam comiam, bebiam, para tudo era fonte, hoje é só terra, miséria e a água se esconde, por onde?
Um lugar difícil até de se atravessar de barco, nada sobrou, está tão seco que se anda até de carro, onde era tanta água não se tem nem barro...
Quem fez tudo isso se diz estar preocupado, mas nada tem feito para mudar esse grande fato.... que pecado!!!
Cadê aquele menininho? Chamado ribeirinho, se perdeu no seu caminho, tentando pescar um só peixinho, que não vai comer sozinho, em casa com fome espera 3 irmãozinhos, que quando crescerem, se crescerem não saberão o que é pescar... vivem a chorar.
Aqui, o que tenho feito por todo momento, é pedir para Deus diminuir esse sofrimento, não é só os peixes, animais e humanos que estão morrendo, mas o planeta todo está se equivocando, com meus próprios olhos isso estou vendo, não é algo passageiro, é o novo tempo e oro pra tudo isso logo mudar... e salvar.
No Brasil ainda não sabe o que está errado nem certo, olha o que fizeram na Amazônia, um grande deserto, é algo que não queria ver, mas eu enxergo, diziam que isso nunca iria acontecer, não estavam corretos.
Algo que parece estar longe, cuidado, pode estar perto.
A pergunta é: O QUE FAZER? Nessa eu me pego, e a resposta eu sei e não me nego, é só parar de fazer o errado e agir pelo certo, assim espero!!!

A Geografia do Quase
Nós somos o segredo que o tempo não conta,
A linha do horizonte que o sol nunca toca.
Tu és a pergunta na ponta da língua,
Eu sou o silêncio que a boca sufoca.


Caminhamos juntos na mesma calçada,
Mas em mapas distintos, em eras rivais.
Eu vivo no "agora", tu vives no "nada",
Dois corpos vizinhos... dois mundos jamais.


Te amo no espaço onde a lógica falha,
Onde o não e o sim se confundem no ar.
És a minha derrota e a minha medalha,
O naufrágio doce de quem não quer se salvar.


E se a vida nos pune com essa distância,
Que é feita de tudo, menos de chão,
Eu te abraço na sombra, com a mesma constância,
De quem guarda um incêndio dentro do porão EVER .. .. ...

⁠Eis que o sol desponta

O sol desponta
lá no horizonte
tingindo os montes
Iluminando os prados
Beijando as campinas
despertando a natureza
onde Tudo se faz beleza
Em voo rasante
Dançam os pássaros
formando uma pintura
no céu radiante
Tudo é alegria
um pouco de nostalgia
Mas é Certeza de vida
Certeza de recomeço

editelima 60

maio/2018

E sorrias!

Eu te vi sorrir e já era crepúsculo
No horizonte o céu avermelhado soltava raios maravilhosos...
mágicos...
Teus olhos brilhavam num azul de violetas fantástico!
Me afagavas e pensei serem carícias de anjos...
uma música tocava ao longe... então
Fechei os olhos, distraída na pureza da melodia
Serenei na tua pele... qual brisa
Invadindo teu corpo... acariciando...
com doçura e te perfumando com aromas de rosas vermelhas eternas...
Sussurraste palavras doces... e sorrias...!

O sol nasce como promessa.
Rompe o horizonte em fios dourados e derrama esperança sobre a terra ainda adormecida.
Sua luz acaricia os sonhos, desperta silêncios, faz a vida pulsar dentro de nós como um coração que recomeça.
Depois, lentamente, ele se despede.


O pôr do sol é um adeus tingido de saudade, ou talvez apenas um até logo, sussurrado em tons de fogo e mel.
O dia se recolhe. O que foi vivido repousa no tempo, pois o que passa não retorna.


E então vem a noite, vestida de mistério e calma.
A lua reflete a luz tênue e pinta o céu de segredo.
As estrelas, incontáveis, bordam a imensidão com brilhos eternos. Uma delas pisca, distante e solitária, como se nos dissesse, em silêncio:
acredite.
Mesmo na escuridão, há sempre um sol preparando o amanhã.








Enxofre na Alma (música)


O céu azul ainda corta o horizonte,
Ondas quebram como um respirar sem fim,
Sentado no asfalto frio, imaginando outras dimensões.


Amar a distância sem de fato ter você,
Agora me faz sentir ter apenas enxofre na alma.
Foi leve como amar as ondas do mar,
Foi bom quanto respirar na brisa...
O céu ainda é lindo, mas sem você.


O amargo do escolher deixar você viver sem mim me pegou,
Amar você tem sido como assistir um grande amor viver.


Se ainda tivesse uma chance, eu aproveitaria!
Se ainda me amasse, eu amaria como se nunca tivéssemos separado!
Se ainda tivesse amor um para o outro, eu viveria cada segundo!


Pena não estar comigo nessa dimensão agora,
Eu estaria cada segundo ainda a amando.
O amargo do escolher deixar você viver sem mim me pegou,
Amar você tem sido como assistir um grande amor viver.
Se ainda tivesse uma chance, eu aproveitaria!
Se ainda me amasse, eu amaria como se nunca tivéssemos separado!
Se ainda tivesse amor um para o outro, eu viveria cada segundo!


O céu ainda é lindo... mas sem você.

A Ilusão Agradável do Horizonte

As nuvens lindas e grandiosas lá no horizonte, bem distribuídas, alvas como a neve e de várias formas diante dos meus olhos, algo muito fascinante, tanto que interagiu com o meu imaginário criativo.

Seguramente, então, afirmo: naquela tarde, o reino celeste veio ao meu encontro devido à influência da perspectiva — que agora se reúne com a minha imaginação — foi uma interação profunda e muito expressiva.

Dentro de um daqueles momentos: quando posso sentir aquela sensação emocionante de que o céu não está assim tão distante, até parecendo que é tangível — uma ilusão cativante com o tom de realismo.

O Horizonte de Eventos (Yin e Yang em Colapso)


No vácuo da Idiocracia, o Sol insiste em brilhar,
Consome o próprio peito para as trevas não o tragar.
Mas o Sol que brilha só, sem órbita ou balanço,
Acha na autocombustão seu único e amargo descanso.


Eu sou a luz que expande, gigante e em chamas,
Buscando o Yin perdido nas sombras das tramas.
Pois sem o ponto de apoio, a estrela se consome,
Vira Anã Branca e fria, esquecendo o próprio nome.


Mas encontrei a Merlin, o abismo de consciência,
Que operava o meu código com a mais pura violência.
Ela era o Buraco Negro, denso, místico e profundo,
A única força capaz de parar o meu mundo.


Atraído pela massa, cruzei a linha do não-retorno,
Deixei de ser centro para brilhar em seu entorno.
Fui espaguetificado pela sua mente absoluta,
Perdi a forma finita no calor da nossa luta.


Hoje brilho no disco de acreção dessa memória,
Um feixe de luz preso em uma eterna história.
Melhor ser devorado por um colapso que me fascina,
Do que flutuar no vácuo de uma gente tão pequena.


Sou o Escanor esticado até o infinito da dor,
Pois só no centro do abismo, eu entendi o que é o amor.

Horizonte de Linhas Indecisas

Às vezes, me bate uma nostalgia retrô, poeticamente falando.
Uma vontade de cobrir meu corpo com as ondas do mar e ver meus olhos marejarem enquanto olho o céu, flutuando nas mãos profundas do oceano.

Meu horizonte é feito de linhas indecisas, mas, ainda assim, libertador.

Dá vontade de abrir as nuvens como se fossem um livro e dizer às gotas da chuva que, ao cair no mar, não me acordem.

Às vezes, essa nostalgia retrô me envolve, poeticamente…
Entretanto, há dias em que nem o céu nem o mar conseguem me animar.

O Despertar da Alma
Que a esperança seja o seu horizonte, nunca um ponto final,
Que o sonho não durma, mas seja bússola no vendaval.
Que a felicidade te encontre em segredo, no meio do caminho,
E que o seu olhar seja o espelho onde a própria paz faz seu ninho.


Que a humildade seja o chão, o alicerce de cada passo,
E que cada gesto, por mais simples, seja um eterno abraço.
Que o amor não caiba no peito, que ele transborde, incandescente,
Fazendo do seu fazer, um legado, uma luz persistente.


E se o hoje for exausto, não tema o cair da noite,
Pois cada novo amanhecer é o universo em seu açoite:
Um recomeço sagrado, uma página branca e rara,
Onde a vida, enfim, te olha — e você não se prepara, você se declara.


----------- Eliana Angel Wolf

A Mulher de Fogo e Horizonte
Nas dores que o tempo tentou impor,
Ela não se dobrou, nem se fez refém;
Fez das cinzas o solo de um novo valor,
E das chamas, o brilho que a alma contém.


Tem braços abertos para o céu infinito,
Onde a fênix real encontra seu par;
Seu grito de força é um canto bonito,
De quem aprendeu que nascer é lutar.


As asas de anjo, em tons de alvorada,
Carregam o peso de mil provações;
Mas ela caminha, por Deus guiada,
Curando feridas e transformando nações.


Olhando o horizonte, sentada ou de pé,
Ela sabe que o fogo é apenas o início;
Pois quem tem no peito a força da fé,
Faz do renascer seu maior exercício.


Guerreira, fênix, mulher de verdade,
Sua essência é eterna, seu brilho é real;
Veste a coragem com serenidade,
E faz do destino um voo imortal.


------ Eliana Angel Wolf

Através da vidraça os olhos já não alcançam
o horizonte em detalhes acinzentados,
descortina-se lá fora a visão da liberdade,
embora ali dentro existam braços acorrentados

Sobre a mesa simples a louça especial,
ornando com a toalha de renda branca e linda,
tingida por pétalas de flores caídas,
apenas lembranças, outra tarde quase finda...

O corpo transpirou e quase dormente
deixou agitar o coração em desarmonia,
n'alma os sonhos, aos poucos, sucumbiram...

Percebeu grande vazio, tão de repente !
flutuando nesse escuro vácuo de agonia,
ao amor que se ausentou, lágrimas surgiram...

Observe bem o outono,
o sol, devagar, se apagando no horizonte,
não fique triste, siga o seu caminho,
a vida é feita de realidade e sonho.


Num amanhã, chegará nova primavera,
trazendo flores, luzes e sentimentos novos,
seja como o outono: vá com calma,
viva bem esse seu tempo de esperar.

Neusa Marilda Mucci - poetisa

​Um Homem e Uma História
​Na cabine de uma máquina eu vejo edifícios no horizonte de São Carlos. Um bate-estaca azul com mais de 30 metros se ergue aos céus, fazendo seu trabalho, cravando com imponência as fundações da futura passarela que vai cruzar o Km 207 + 507 da linha férrea, trazendo mais segurança aos pedestres que por aqui passam.
​Enquanto do lado oposto a bomba se ergue majestosa com a betoneira a descarregar o concreto que simboliza a segurança dos moradores que hão de passar.
​Nota do autor: Texto escrito originalmente em um relatório diário de máquinas manchado de óleo, direto da cabine de operação, no dia 13 de abril de 2026, em São Carlos - SP. O registro do dia em que decidi que minha história estava apenas começando e que eu mudaria minha vida através dos estudos.

Em algum lugar

Tua silhueta o horizonte espelha
Em noite de luar,
procuro-te olhando as estrelas,
sei que estás em algum lugar.

O horizonte te esconde,
Mas sei que vou te encontrar,
Não te vejo tão distante,
sei que estás em algum lugar.

Os nossos caminhos para convergir
basta ao acaso deixar,
não tente de mim fugir,
sei que estás em algum lugar.

Feche os olhos agora,
tu podes me achar,
encontro-te em outra hora,
encontro-te em algum lugar.

Sinceramente
O mundo é o que eu vejo
Quando abro a janela
O horizonte a fugir de meus olhos
O chão que me convida a andar
A solidão é o que eu não posso tocar
Com o coração
Mesmo abraçando com as mãos
Meu corpo é só um porto no mundo
Onde eu descanso
Ou morro de solidão
Sinceramente
Meu corpo é um mundo vasto
Que minha alma não cansa de explorar

​O HORIZONTE DA INÉRCIA
(Entre o bater de asas e o silêncio da gaiola)

​A vida é tão complexa e, ao mesmo tempo, simples e natural como o pássaro que voa... O diferencial é que o pássaro pode não ser mais visto, ou pode ficar preso na gaiola por não saber voar, condicionado a essa prisão.
​Assim como as circunstâncias de nossa existência, que não se explicam: a gente observa e as deixa apenas voar, ou elas ficam aprisionadas por nosso comodismo.

​Lu Lena / 2026

​A BRAVURA ALÉM DO HORIZONTE
(Onde a maioria silenciosa é gigante para erguer o mundo azul)

​Às vezes, nosso olhar só vê a coragem como um ato solitário de ser minoria, mas não enxerga além — naquele horizonte azul no infinito — onde existe uma bravura absurda naquelas maiorias silenciosas que enfrentam o impossível todos os dias.

​Lu Lena / 2026

Horizonte

Demétrio Sena - Magé

É um desperdício de vida, quando alguém realiza sonhos, obtém conquistas, forma uma linda família e depois vive amago, porque os admiradores esperados não "curtem". Não enaltecem. Não "seguem" na web. Aí a pessoa acusa meio mundo de inveja, "olho gordo" e "torcida contra", como se ela fosse uma estrela "flopada"; um deus (ou deusa) cancelado por "internautas" que ela também não curte, não enaltece, não segue nem diz "que lindo!", "você é demais!". Será que o que buscamos é justamente a inveja coletiva, o "olho gordo" corporativo, e tudo só faz sentido se for assim? Será que um dia filmaremos até os nossos momentos mais íntimos, para mostrarmos no "Insta" ou no "Feice", como somos bem resolvidos, não sendo?

Cuidado: podemos desenvolver uma inveja real e irresistível de quem consegue nos olhar de forma horizontal; com igualdade... a tal ponto que "torce" e fica feliz por nós em silêncio, acreditando que somos realmente felizes pelo que somos, e por nossas conquistas, independente de aplausos. Quando queremos a todo custo, que a nossa vida seja um reality show de sucesso absoluto e ininterrupto, estamos bem próximos de uma camisa-de-força, para contenção da nossa inveja de quem consegue não ter inveja, principalmente de nós. É algo primordial, conseguirmos conceber uma sociedade na qual ninguém olhe de baixo nem de cima para ninguém. A horizontalidade na forma de nos olharmos é o que pode salvar o mundo.
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Santuário Noturno


O relógio para, a lida finda.
O horizonte troca de pele: do fogo ao veludo.
Neste intervalo sagrado entre o que fiz e o que sou,
meus pensamentos abandonam o asfalto e buscam o Céu.
Mergulho no repouso com o peso leve de quem cumpriu o destino.
A paz não pede licença; ela invade,
feito maré mansa ocupando os vãos do coração cansado.
Olhar para o alto agora é ler uma carta de amor escrita em constelações.
Deus não me visita apenas; Ele me envolve.
É um abraço feito de silêncio e luz astral,
um toque que cura o desgaste e refaz a esperança.
Há uma riqueza que o ouro não toca e o cansaço não rouba:
a certeza de ser amada enquanto o mundo dorme.
-------------- Eliana Angel Wolf