Textos de Horizonte

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Experiência na remada

⁠Numa jangada mar a dentro sigo firme em direção ao pôr do sol,
O continente tá ficando distante, mas um novo porto seguro eu tinha que buscar,
Depois de cada onda vencida conquistei um aprendizado novo, em cada remada entendi o valor do esforço e me dediquei a alcançar o meu objetivo,
Entre o Sol e a Lua de dias na solidão estávamos eu e o infinito mar,
Não consigo descrever a emoção que senti ao enxergar aquele pedaço de mundo crescendo a minha frente do outro lado do horizonte com a aparência de uma miragem,
Agora continuo olhando todos os dias o pôr do sol com o ar de agradecimento pelas aventuras vivenciadas e pelas conquistas realizadas, sabendo sobre muitas que hão de vir.

Inserida por Ricardossouza

⁠"O que dás de ti ao mundo?
Ouves a sinfonia dos céus?
Vês algo de feio ou injusto
Nos raios do sol augusto
Quando rompem noturnos véus?
O que dás de ti ao mundo?
A doçura do vento que passa
Ou o trovejar iracundo
A insânia de tua raiva
Ou o o teu amor mais profundo?
Ouve minha voz que te alerta
Não deixe em vala aberta
O que o passado enterrou.
O horizonte hoje se abre
Em leque sublime aos teus pés
Saúda a aurora tão perto
E no alvorecer pleno e certo
Ilumina quem tu és!"

Inserida por LoriDamm

⁠Um dia ela desperta no alto,
Vê que cumpriu a promessa
E em júbilo joga-se ao chão...
Vê que as armas que portava,
Foram sua proteção:
A espada era a coragem
O escudo o seu coração!
Ontem havia um monte
Muros, pontes, a menina,
E um desejo em desatino:
Conquistar Vida pra si...
Hoje, do alto do monte,
A mulher olha o horizonte
e murmura:
- Vida, venci!...

Inserida por LoriDamm

Manhã de verão

A neblina era incomum e densa
O ar quase fumarento e incerto
Sua textura era absolutamente perfeita
Para uma manhã que estava apenas começando.

O sol surgiu detrás da neblina
O vento suave enroscava meus cabelos
Que voava suavemente.

Com a mente livre
Acompanhei os contornos do horizonte
E com a ponta dos dedos perlonguei
Até sentir o céu perto de mim.

Abruptamente percebi que estava só
Apenas eu e o mar
Afaguei minha pele
Senti o arrepio
Quando percebi o murmúrio suave das ondas...

Inserida por Rita1602

Busquei no horizonte uma forma nova de ser feliz... mas não encontrei! Busquei na meia-noite uma maneira suave de sonhar... não adormeci! Busquei, então, onde a razão não pode alcançar, fui dentro de mim, bem profundo e quase sem querer te descobri por entre letras mágicas e risos escondidos... te achei!

Mas, no final, quando você toma um rumo diferente, todo o horizonte do cenário anterior se torna mais claro e distinguível. É mais fácil entender tudo quando você já está de costas, seguindo em frente e olhando para trás, para a cena que agora é apenas uma lembrança, e sentindo todo o leque de emoções que ela instiga, a maioria delas bem menos intensa do que antes. E nessa hora todos os propósitos parecem ser auto explicativos.

No meio da viagem, quando se olha pra paisagem tudo passa tão rápido, e no horizonte se pode contemplar a beleza com calma, saboreando cada detalhe. A vida não difere em ambos detalhes, há os que vivem intensamente o momento, riem, vivem, e se deslumbram ou se frustram. E em contra partida, há os que sabem aproveitar os momentos, mas, sabem que se construírem sua vida com uma base firme na bondade, poderão desfrutar de seus esforços de forma gratificante, sem passar por essa vida como mais um. Viva o hoje como seu último dia, com todo o coração, mas com todo o saber, lembre que pode haver um amanhã melhor.

Chega! Quero ser livre, como os pássaros, voar sem destino para um horizonte qualquer. Ser livre pra cantar, dançar, escrever e desenhar. Ser livre pra viver meus sonhos, livre pra fazer o que eu quero o que eu achar certo, livre das opiniões alheias, até porque, no final tudo o que realmente importa é o que somos para nós mesmos. Tudo na nossa vida só depende de nós mesmos, vamos perder o medo, parar de nos esconder e viver a liberdade antes que seja tarde demais.

E da vida eu não espero tanto. Quero sonhos pra viver. Um horizonte novo a cada dia. Uma fé de que tudo vai melhorar. Quero o prazer de vislumbrar o novo, de ouvir uma boa música e de poder passar um tempo sem pensar em nada, apenas apreciando a beleza do escuro vão em nossa mente de onde saem as mais reluzentes ideias. E quero, acima de tudo, acreditar que há um Deus pronto a me ajudar quanto minha cheia de defeitos condição humana falir.

Me pego em um olhar fixo no horizonte esperando o sol me dar boa noite com um espetáculo único a cada dia, nesse intervalo meus pensamentos se perdem, se encontram em um labirinto de duvidas, de incertezas sobre o destino, tentando entender o que se passou, criando duvida no presente e incertezas para o futuro. Fecho meus olhos e vejo na minha frente oque eu procuro, mas é momentâneo e logo desaparece.(jf)

Vamos começar o próximo ano, mire o horizonte 365 dias pela frente, visualize as oportunidades, potencialize as prioridades, invista na felicidade. Desfrute desse recomeço, intensifique o viver, está na hora de correr riscos, de implementar sonhos, viver de verdade, desfrutar a liberdade, se entregar de coração. Chega de vontades adiadas, pare de postergar, ver o tempo passar sem nada realizar, está na hora de arregaçar as mangas, acreditar na sua força e tomar o leme e avançar, permite-se desfrutar do sol, sentir a brisa, se encharcar pelas chuvas de novidades. Ano novo é isso, firmar compromisso, deixar de ser omisso, é empenhar-se em dar o nosso melhor é desatar os nós, soltar a âncora e dar liberdade aos sonhos, é superar o ontem, vencer o hoje e orgulhar-se no amanhã!

Você já se pegou tentando explicar o que é o horizonte para uma pessoa que nasceu cega? Pois aqui está a definição, que é bem simples: o horizonte é a linha limite onde nossos olhos nos permite enxergar, os olhos de uma pessoa cega são suas mãos, logo seu horizonte é o limite onde suas mãos podem tocar. Agora responda, você já se imaginou tocando a linha do horizonte com as mãos?

Sou uma viajante errante, sem muita coisa na bagagem. Tenho como horizonte sonhos, e são eles que me guiam. Carrego no coração, apenas sentimentos leves, na pele, a poesia que me veste, e no olhar essa constelação de estrelas, pra quando eu me olhar no espelho reconhecer minha finitude, uma entre tantas outras, a procura de si mesma.

Eu cheguei a acreditar. Fechei meus olhos com força. Não olhava mais o horizonte. Não olhava mais o céu. Nem me deitava na rede. Achei poder sobreviver assim. E que esconder a saudade embaixo do tapete, fosse me fazer crer. Mas a dor continua aqui. A cada duas palavras uma é saudade. E eu me canso. Mas não passa.

⁠É mais um dia que se vai,e a mística noite chega. No horizonte da noite, tento encontrar alegrias perdidas, sorrisos esquecidos, e sonhos interrompidos . Hoje e noite de lua cheia, fiquei horas a observar. Essa lua branca nos invade mexendo com a saudade. ⁠O silêncio da noite é a melhor hora de ouvir nosso interior. Derepente sinto algo diferente alguma coisa mexeu com minha alma, olhei bem pra um lado e pro outro não havia ninguém. Tomei coragem e perguntei ! Quem esta aqui, Tente o lado direito novamente disse a voz, rapidamente alertei meus sentidos. Era um anjo que chorava lagrimas cristalinas que chumiscava o céu de estrelas . Com um lindo sorriso me disse quero que deixe seu corpo dormir, para que seu espirito acorde. Vou te levar a lugares que seus olhos não podem invadir. Eu lhe disse aceito, abrace me e desprenda me do corpo terreno, para que eu suba ao palco dos sonhos .

Terminei meu Daiquiri. Vênus estava brilhante no horizonte. Gosto deste sossego. Sem pai, mãe, irmãos ou amigos. Apenas eu inerte a tudo e minha paciência desalmada. Sem pensamentos. No vazio profundo. Quando se chega a esse estágio, tange como depressão. Mas no meu caso, não. É apenas uma opção. Uma escolha consciente e premeditada para fugir dos excessos mundanos. Ao invés de cometer alguma loucura para extravasar a pressão interna, prefiro me fechar passionalmente e esquecer tudo. Deixar que o universo leia e absorva minhas memórias, excomungando-as ao léu e arrastando-as para a gravidade zero.

Saudade é como o fim do caminho no horizonte onde se sabe que não termina ali, mas também não se encontra ali. É bom e da vontade e angústia não matar a sede. Esta ali, logo ali, lá, depois de lá. É o saber esperar e a dor do não saber o que. É a expectativa do próximo segundo que pode tornar-se infinito. Saudade é assim uma vontade que sacia e uma fome infinita.

Frente ao trono da liberdade, gaivotas sobrevoam a cidade e asas pairam no ar do horizonte em suas cores laranjadas do pôr do sol. As árvores se alegram com o vento e florescem nos raios de luar. A liberdade se faz em sussurros de pássaros que mais se aconchegam a um ribeirão a matar a sede, em tempos de paz e libertação. A liberdade ocupa todos os lugares, e as flores desabrocham sem medo e se diz que tudo vive na terra e as grades opressoras se rasgam no espírito da noite. A natureza tranquila tem suas leis e tudo acontece no tempo certo de se transparecer, em dedos razantes que habitam o instante das palavras insinuadas que ensinam o mar a se fazer acalmar. Eis que são muitas as distâncias e longe se vai o espírito da floresta, que em toda terra vive. Se a humanidade se nega, nega todas as criações e há oceanos a perder de vista. Eu sou um fragmento do absurdo que muito mais se faz instrumento de conversão entre o poema e o mundo. Eis que tenho pensamentos profundos e as palavras não se bastam, se nomeio as borboletas da tarde. O azul arde ternamente nos olhos, levando a mente a comer a beirada da estrada que se alonga nas praias de nossas convicções. Pois eis que o agora traz muitos elementos e se juntam todas as conjunções da imagem. O amor partiu em uma tarde e os olhos que ficam não choram, pois que a vida impele a uma aceitação calma dos limites do agora. O amor tardou, pois que já não somos mais os mesmos e as bocas não encontram caminhos. E se perde nas espectativas o amor que chamamos de vida. Um corpo que mudou, uma taça que se quebrou. Ama-se o que já se passou e a face bela ganha traços inesperados e o amor se faz desesperado se o corpo mudou e envelheceram os sonhos. O amor parte muitas vezes, procura trem, navio, qualquer caminho que fuja da desilusão. E cava a cova do amor que sobra. Apenas um ama sozinho na estação, sentado recolhido sem perspectiva de abrigo. Amar sozinho é como se fartar em um rio seco. A água que não mata a sede, mas é inútil olhar para baixo e para trás, haja visto que trem que leva trás, bagagem, pessoas, novos amores. A vida se faz sol em plena madrugada e os olhos serenos não esperam nada. A vivência se renova e despedidas antigas fazem menos eco na escuridão desfeita, a terra antes rarefeita, se faz em novas colheitas. Dispersam todos os sonhos da primavera e não há alma que note, pois que se olha para o norte e encontra boa sorte.

Tem gente que entra na praia como quem entra numa igreja. Pisa devagar. Olha pro horizonte. Faz silêncio por dentro. Pede licença pra rainha do mar. Outros passam pela mata e sentem um arrepio antigo, como se os galhos observassem a humanidade com paciência milenar. Há quem, depois da meia-noite, diminua o tom de voz em certas esquinas, não por medo apenas, mas por respeito ao povo da rua, aos invisíveis, aos que caminham entre a fé e o mistério.

No ocaso do sol ao desaparecer no horizonte, significa que mais um dia ficou para trás, e eu acompanho sua trajetória. Então quando me sinto já no escuro pela noite que tenho pela frente, é hora de agradecer a Deus por ter-me concedido mais um dia de vida. Para que eu possa descansar meu corpo em mais uma noite plena de sono e sonhos lindos. Então pela manhã o Sol nasce e começa a constituir-se, então é de agradecer a Deus novamente por uma noite que foi embora, que possibilitou levantar-me mais uma vez com vida e saúde, e começar o dia outra vez com a mesma energia e felicidade. Obrigado Sr. pela vida que me deste.