Textos de Filosofia
A Bússola e o Mapa
O texto da lei é um mapa, um guia, mas a filosofia é a bússola.
Um mapa detalhado de nada serve se não soubermos para onde o norte ético aponta.
O grande perigo das sociedades modernas é transformar o Direito em uma mera máquina de produção de normas e punições, esquecendo que cada linha legal deve respirar um princípio moral.
Quando a balança da justiça pesa apenas os papéis processuais e ignora a complexidade da condição humana, o direito se torna um instrumento mecânico, vazio de propósito.
A filosofia é o que mantém a lei viva, garantindo que o texto da lei e o peso da caneta de um juiz seja sempre guiado pela consciência de sua própria humanidade.
A FILOSOFIA DE EMANUEL BRUNO ANDRADE
Novo Humanismo — A Arte de Saborear o Viver
A filosofia de Emanuel Bruno Andrade parte de uma pergunta essencial:
O que fazemos com aquilo que vivemos?
O ser humano recebe a vida através da matéria, percebe-a através da sensibilidade, experimenta-a através da existência e procura compreendê-la através da consciência. É neste percurso que nasce o Novo Humanismo.
O Novo Humanismo não procura criar um ser humano perfeito. Procura criar um ser humano mais consciente daquilo que é, daquilo que sente, daquilo que faz e daquilo que transmite aos outros.
I — A Fórmula da Experiência
A primeira expressão filosófica é:
F = (M × S × E) / (N − k)
onde:
M representa a matéria e os elementos concretos da realidade;
S representa a sensibilidade, a perceção e a dimensão estética;
E representa a experiência e o significado vivido;
N representa o nível de consciência, conhecimento e compreensão;
k representa os fatores de resistência, bloqueio, medo, preconceito ou distorção.
Esta fórmula não pretende medir matematicamente o ser humano. É uma metáfora conceptual para pensar a experiência.
A matéria, sozinha, é apenas matéria.
A sensibilidade permite senti-la.
A experiência permite vivê-la.
A consciência permite compreendê-la.
E os bloqueios podem impedir que aquilo que vivemos se transforme em conhecimento.
Assim, a experiência humana não está apenas naquilo que acontece, mas naquilo que conseguimos fazer acontecer dentro de nós depois que acontece.
II — A Fórmula da Comparação
A segunda expressão é:
C = [(M₁ + S₁ + E₁) − (M₂ + S₂ + E₂)] / (N − k)
Esta fórmula introduz o outro.
Já não existe apenas uma experiência. Existem duas realidades que se encontram.
Duas pessoas.
Duas obras.
Duas culturas.
Duas ideias.
Duas experiências.
Comparar, neste sentido, não significa estabelecer imediatamente quem é superior.
Significa descobrir:
o que aproxima, o que diferencia, o que falta, o que acrescenta e aquilo que podemos aprender com cada realidade.
Por isso, no Novo Humanismo:
«Comparar é reconhecer diferenças sem destruir a ligação entre as coisas.»
A verdadeira comparação não diminui o outro.
Amplia a nossa compreensão.
III — A Consciência como ponte
Nas duas fórmulas existe uma variável fundamental:
N — Consciência, conhecimento e compreensão.
É ela que transforma a experiência em aprendizagem.
Sem consciência, podemos repetir indefinidamente os mesmos erros.
Sem conhecimento, podemos confundir opinião com verdade.
Sem compreensão, podemos transformar a diferença em conflito.
A consciência é, portanto, uma ponte entre aquilo que somos e aquilo que podemos tornar-nos.
Quanto mais compreendemos, menos necessidade temos de destruir aquilo que é diferente.
IV — O papel do bloqueio
O elemento k representa aquilo que impede a compreensão.
Pode ser o medo.
Pode ser o preconceito.
Pode ser o ego.
Pode ser a ignorância.
Pode ser a intolerância.
Pode ser a dor não compreendida.
Pode ser também a dependência da aprovação dos outros.
O Novo Humanismo não pretende negar esses obstáculos.
Pretende reconhecê-los.
Porque aquilo que não reconhecemos dentro de nós pode acabar por controlar-nos.
Conhecer o bloqueio é começar a libertar-se dele.
V — A Arte como transformação
Para Emanuel Bruno Andrade, a arte é uma das formas mais profundas de realizar este processo.
O artista recebe o mundo.
Observa.
Sente.
Experimenta.
Transforma.
E devolve ao mundo uma nova realidade.
Uma mancha pode tornar-se linguagem.
Uma cor pode tornar-se emoção.
Uma ferida pode tornar-se obra.
Um erro pode tornar-se descoberta.
Um vazio pode tornar-se espaço.
O artista não copia simplesmente aquilo que vê.
Transforma aquilo que vive.
Por isso, a arte é uma forma de consciência.
E a consciência, quando encontra a criatividade, pode transformar a experiência em significado.
VI — O Joio e o Trigo
A filosofia do Novo Humanismo também procura separar o joio do trigo.
Mas não se trata de separar pessoas.
Trata-se de distinguir aquilo que, dentro da experiência humana, faz crescer daquilo que sufoca o crescimento.
O trigo representa a dignidade, o amor, a liberdade, o conhecimento, a responsabilidade, a criatividade, a partilha e a capacidade de recomeçar.
O joio representa aquilo que destrói a ligação humana: o egoísmo, a manipulação, a intolerância, a violência, a indiferença e tudo aquilo que transforma o outro em objeto.
Mas existe uma dimensão ainda mais profunda:
o joio também pode existir dentro de nós.
Por isso, antes de perguntar quem é o joio, devemos perguntar:
«Que existe em mim que está a impedir o trigo de crescer?»
VII — O ser humano perante a tecnologia
O Novo Humanismo não rejeita a tecnologia.
Também não a coloca acima do ser humano.
A tecnologia deve ser uma extensão da inteligência humana, não uma substituição da dignidade humana.
A inteligência artificial, as ferramentas digitais e as novas tecnologias podem ampliar a capacidade de criar, comunicar, investigar e colaborar.
Mas existe uma pergunta que nenhuma máquina pode responder por nós:
Para que queremos utilizar aquilo que conseguimos criar?
A questão fundamental do progresso não é apenas:
“O que conseguimos fazer?”
É:
“O que devemos fazer?”
VIII — A ética da reciprocidade
O ser humano não existe isoladamente.
Aquilo que fazemos influencia os outros.
Aquilo que os outros fazem influencia-nos.
Por isso, o Novo Humanismo coloca a reciprocidade no centro da vida social.
Receber implica reconhecer.
Conhecer implica partilhar.
Ter implica responsabilidade.
Ser livre implica respeitar a liberdade do outro.
A verdadeira riqueza humana não está apenas naquilo que acumulamos, mas também naquilo que conseguimos partilhar sem perder.
IX — A Arte de Saborear o Viver
Saborear o viver significa estar presente na própria existência.
Não significa ignorar a dor.
Não significa viver sem dificuldades.
Significa aprender a encontrar significado mesmo dentro da imperfeição.
A vida pode ser amarga e doce.
Pode ser perda e encontro.
Pode ser queda e recomeço.
Pode ser silêncio e expressão.
O Novo Humanismo procura transformar essa experiência numa consciência mais profunda:
«Não vivemos apenas para passar pela vida. Vivemos para compreender, criar, amar, partilhar e transformar aquilo que recebemos.»
X — A síntese filosófica
As duas fórmulas podem finalmente encontrar-se num único percurso:
EXPERIÊNCIA → CONSCIÊNCIA → COMPARAÇÃO → COMPREENSÃO → TRANSFORMAÇÃO → PARTILHA
A primeira fórmula pergunta:
«“O que acontece quando matéria, sensibilidade e experiência encontram a consciência?”»
A segunda pergunta:
«“O que podemos compreender quando colocamos duas realidades em relação?”»
E o Novo Humanismo responde:
«“A experiência transforma-se em conhecimento quando a consciência consegue compreender aquilo que vive; e a diferença transforma-se em conhecimento quando conseguimos comparar sem destruir a ligação.”»
Assim nasce a filosofia de Emanuel Bruno Andrade:
«“A matéria dá-nos o mundo, a sensibilidade permite senti-lo, a experiência permite vivê-lo, a consciência permite compreendê-lo, a comparação permite reconhecer o outro e a partilha permite transformar a compreensão individual em humanidade.”»
XI — O princípio fundamental
A filosofia pode ser finalmente condensada numa frase:
«“Viver é experimentar; compreender é tomar consciência; comparar é reconhecer; transformar é criar; partilhar é humanizar.”»
E o propósito maior:
«“A Arte de Saborear o Viver é transformar a experiência em consciência, a diferença em compreensão e a consciência em humanidade.”»
Este é o caminho do Novo Humanismo de Emanuel Bruno Andrade.
OS TRÊS CAMINHOS DE HÉCATE: A SÍNTESE FILOSÓFICA DA CIÊNCIA, DA FILOSOFIA E DA RELIGIÃO NO ESPIRITISMO.
"Quando a mitologia encontra a razão, o símbolo deixa de ser superstição para tornar-se linguagem da verdade."
Poucos escritores espíritas alcançaram a rara capacidade de transformar antigos símbolos da cultura humana em instrumentos de reflexão filosófica como José Herculano Pires. Em Os Três Caminhos de Hécate, o filósofo não pretende ressuscitar o paganismo nem atribuir caráter sagrado às divindades da Antiguidade. Ao contrário, utiliza uma das mais belas alegorias da tradição grega para demonstrar que os grandes mitos da humanidade encerram intuições profundas acerca da realidade espiritual, intuições que o Espiritismo explica à luz da razão, da experiência e da investigação metódica inaugurada por Allan Kardec.
Hécate surge, assim, não como objeto de culto, mas como um poderoso arquétipo da consciência humana. Sua imagem tríplice, voltada simultaneamente para diferentes direções do Universo, simboliza a capacidade do Espírito de compreender a existência em sua integralidade, transcendendo as limitações do materialismo e da superstição.
A genialidade de Herculano Pires consiste em demonstrar que aquilo que os antigos apenas pressentiam através do símbolo, Kardec esclareceu por meio da observação rigorosa dos fatos mediúnicos e da construção de uma filosofia espiritual fundada na lógica.
A figura de Hécate torna-se, então, uma ponte entre dois mundos: o da imaginação religiosa antiga e o da racionalidade espírita moderna.
Na tradição helênica, Hécate percorre três domínios: o celeste, o terrestre e o subterrâneo. É senhora das encruzilhadas, dos mistérios da vida e da morte, das passagens existenciais e das transformações da alma. Sua tocha ilumina aqueles que caminham na obscuridade da ignorância.
Herculano percebe nesse simbolismo uma impressionante analogia com a própria estrutura do Espiritismo.
A Doutrina Espírita também percorre três caminhos inseparáveis.
O primeiro é o da Ciência, que investiga os fenômenos mediúnicos sem preconceitos nem misticismos, submetendo-os ao controle da observação e da experimentação.
O segundo é o da Filosofia, que interroga o sentido da existência, da liberdade, da responsabilidade moral e da imortalidade da alma.
O terceiro é o da Religião em espírito e verdade, compreendida não como sistema sacerdotal ou dogmático, mas como vivência ética do Evangelho de Jesus, iluminada pela razão.
Esses três caminhos não competem entre si; completam-se harmonicamente, formando a tríade inseparável da Codificação Kardeciana.
É justamente essa unidade que distingue o Espiritismo de todos os sistemas exclusivamente religiosos, exclusivamente filosóficos ou exclusivamente científicos.
Enquanto uns se limitam à crença e outros restringem-se ao laboratório, Kardec construiu uma síntese em que ciência, pensamento filosófico e moral cristã caminham em perfeita convergência.
Ao recorrer ao mito de Hécate, Herculano demonstra também que a humanidade sempre percebeu, ainda que intuitivamente, a existência de uma realidade espiritual que transcende os limites da matéria.
Os mitos, longe de serem simples fantasias, constituem registros simbólicos das inquietações permanentes da consciência humana. São tentativas poéticas de explicar aquilo que a razão científica ainda não conseguia compreender.
O Espiritismo não destrói esses símbolos; interpreta-os. Não combate a mitologia; revela-lhe o significado profundo. Onde havia alegoria, oferece compreensão. Onde existia mistério, apresenta explicação racional.
Por isso Herculano afirma que o Espiritismo "arranca Perséfone do Hades e conduz Deméter ao Sol".
A metáfora é extraordinária.
Perséfone representa a alma aprisionada na ignorância acerca de sua verdadeira natureza. Deméter simboliza a humanidade angustiada diante da morte, da dor e da separação. O Sol representa a luz do conhecimento, que dissipa as sombras do medo e da superstição.
A Doutrina Espírita conduz o ser humano exatamente a essa claridade intelectual e moral.
Não promete milagres.
Não exige fé cega.
Não impõe dogmas.
Convida ao estudo, à reflexão e ao aperfeiçoamento contínuo.
Essa é a grande revolução proposta por Allan Kardec e magnificamente defendida por José Herculano Pires durante toda a sua existência.
Sua obra permanece atual porque continua advertindo contra dois extremos igualmente perigosos: o materialismo que reduz o homem ao corpo e o misticismo que abandona a razão em favor da credulidade.
Entre esses extremos ergue-se o caminho equilibrado do Espiritismo, sustentado pela investigação científica, pela reflexão filosófica e pela moral evangélica.
Os três caminhos de Hécate convergem, assim, para um único destino: a emancipação da consciência.
Não se trata apenas de conhecer a imortalidade; trata-se de viver de acordo com ela.
Não basta admitir a sobrevivência da alma; é necessário transformar a própria existência à luz dessa realidade.
Como ensinava Herculano Pires, o verdadeiro espírita não é aquele que acumula informações doutrinárias, mas aquele que converte o conhecimento em renovação moral e em serviço ao próximo.
É nesse ponto que a tríade herculaniana alcança sua expressão máxima.
A Ciência esclarece.
A Filosofia compreende.
A Religião vivifica.
Separadas, tornam-se incompletas.
Unidas, conduzem o Espírito à verdadeira libertação.
Conclusão
Os Três Caminhos de Hécate permanece como uma das mais refinadas demonstrações da profundidade filosófica de José Herculano Pires. Ao reinterpretar um símbolo clássico da Antiguidade, ele revela que o Espiritismo não rompe com a história do pensamento humano; antes, ilumina-a sob a luz da razão e da imortalidade da alma. A tríplice via da Ciência, da Filosofia e da Religião constitui o alicerce indissociável da Doutrina Espírita, preservando-a tanto do dogmatismo quanto do ceticismo materialista. Assim, Herculano reafirma que a verdadeira evolução espiritual nasce da harmonização entre conhecimento, discernimento e vivência moral.
"A tocha da verdade não foi acesa para venerarmos a luz à distância, mas para caminharmos por ela até que nossa própria consciência se torne luminosa."
— Marcelo Caetano Monteiro
Fontes:
Allan Kardec. O Que é o Espiritismo.
Allan Kardec. O Livro dos Espíritos.
Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo.
José Herculano Pires. Os Três Caminhos de Hécate.
Jorge Rizzini. J. Herculano Pires, o Apóstolo de Kardec.
* Obs. Hécate (ou Hekátē, em grego: Ἑκάτη) é uma das divindades mais enigmáticas e complexas da mitologia grega. Diferentemente de muitos deuses olímpicos, sua origem remonta ao período pré-helênico, sendo posteriormente incorporada ao panteão grego.
Segundo a Teogonia, de Teogonia, Hécate era filha dos titãs Perses (ou Perseu, em algumas tradições) e Astéria, sendo altamente honrada por Zeus, que preservou seus poderes mesmo após a derrota dos Titãs.
Ela é tradicionalmente associada a diversos domínios:
As encruzilhadas, simbolizando as escolhas e os caminhos da existência.
A noite e a lua, especialmente em seu aspecto misterioso.
A magia e os mistérios, sendo considerada protetora daqueles que buscavam conhecimentos ocultos.
O mundo dos mortos, acompanhando as almas em determinadas tradições.
As passagens e transições, como nascimento, morte e transformação espiritual.
Sua representação mais conhecida é a de uma deusa tríplice, formada por três figuras femininas unidas e voltadas para direções diferentes. Essa imagem simboliza sua capacidade de contemplar simultaneamente diferentes dimensões da realidade.
No mito de Perséfone, Hécate desempenha papel fundamental. Quando Perséfone é raptada por Hades, Hécate auxilia Deméter em sua busca, conduzindo-a com uma tocha até a revelação da verdade. Por isso, tornou-se símbolo da luz que dissipa as trevas da ignorância.
Hécate em Os Três Caminhos de Hécate
José Herculano Pires não utiliza Hécate como objeto de devoção ou prática religiosa. Ele a toma como um símbolo filosófico. Para Herculano, os três aspectos da deusa representam, por analogia, os três caminhos pelos quais o Espiritismo alcança a verdade:
Ciência — investigação dos fenômenos;
Filosofia — compreensão racional da existência;
Religião — vivência moral do Evangelho.
Assim, Hécate deixa de ser apenas uma personagem mitológica para tornar-se uma poderosa alegoria da visão tríplice da Doutrina Espírita, demonstrando como antigos símbolos podem adquirir novo significado quando interpretados à luz da razão e da filosofia kardeciana.
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O Manifesto do Desvelismo Intelectual
A filosofia da mente infinita contra a ilusão do crescimento volumétrico. A Definição do Desvelismo O Desvelismo é a corrente filosófica que rejeita a física cumulativa da mente. Ele decreta que o intelecto humano não é um recipiente elástico a ser preenchido ou expandido por forças externas. A mente é, em sua essência primordial, uma estrutura de extensão infinita e latente. Todo conhecimento não é gênese, mas desvelamento — o ato de retirar o véu da ignorância que encobre a realidade factual.O Grande Debate: Einstein vs. O Desvelismo Cenário: Um anfiteatro atemporal onde a física encontra a metafísica.Albert Einstein: "Meus amigos, a história do progresso humano prova o meu ponto. Quando a humanidade compreendeu a Relatividade, o pensamento linear foi quebrado. A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original porque ela foi esticada pela novidade. Há uma clara expansão volumétrica na nossa capacidade de processar o cosmos."O Desvelismo: "Com o devido respeito ao seu gênio, Albert, você sofre de uma ilusão geométrica. O tecido do espaço-tempo que você descreveu não passou a existir no momento em que você publicou seus artigos em 1915; ele sempre governou cada órbita planetária desde o início dos tempos. O seu cérebro não aumentou de tamanho para acomodar a Relatividade; a sua inteligência apenas dissipou a névoa da mecânica clássica. A ideia 'nova' é um mito do ego humano. Você não esticou o balão da mente; você apenas limpou a janela pela qual observava o infinito. A Máxima: "A expansão da mente é uma ilusão geométrica: ela não cresce com ideias novas, apenas dissipa a névoa e a ignorância que escondia sua extensão.
3325 📜 Acabo de visitar um daqueles locais, com Frase 'Emocional' que cita a conhecida Filosofia de Boteco, em que pregam que Simplicidade e Caráter fazem a verdadeira vida, não Beleza ou Dinheiro. Comentei assim: 'Hum... 🫣 Perguntem a meia dúzia se querem Simplicidade e Caráter ou Beleza e Dinheiro. Perguntem e não exagerem na Filosofia, está bem?
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Foi em:
https://youtube.com/shorts/lNBOErfTktY?is=CQwuETP27OSKQ7eN
FILOSOFIA BALCARSE (PARTE) — A DÚVIDA COMO DESPERTAR
Minha filosofia não pretende ensinar você a pensar como eu.
Pretende provocar algo mais incômodo:
Fazer você duvidar daquilo que pensa quando acredita que já pensou o suficiente.
Porque pensar não é repetir pensamentos. Pensar é investigar quem está pensando dentro de nós.
Quantas das nossas certezas são realmente nossas?
Quantas são heranças, hábitos, medos, convenções e repetições que, de tão repetidas, passaram a receber o nome de verdade?
O senso comum comumente mente.
A mente mente.
E aquilo que não questionamos pode terminar nos governando.
Talvez liberdade não seja fazer tudo aquilo que queremos.
Talvez seja descobrir por que queremos aquilo que queremos.
Passamos a vida procurando respostas, quando algumas respostas são justamente aquilo que nos impede de continuar perguntando.
Por isso digo:
“Para PENSAR não basta PENSAR, é necessário DUVIDAR do que PENSAMOS…”
Veja a própria vida.
Literalmente vendemos nosso tempo para ganhar dinheiro para sobreviver.
Trabalhamos para ganhar a vida enquanto entregamos, em horas, pedaços da própria vida.
Precisamos do dinheiro.
Mas existe um paradoxo que não deveria passar despercebido:
Vendemos tempo para ganhar dinheiro, embora nem todo dinheiro do mundo possa comprar de volta o tempo vendido.
Talvez por isso eu diga que tempo é vida.
Dinheiro perdido pode ser recuperado.
Tempo perdido só pode ser compreendido.
E quase sempre o compreendemos depois que passou.
Vivemos dizendo que estamos “ganhando”.
Ganhando dinheiro.
Ganhando experiência.
Ganhando espaço.
Ganhando reconhecimento.
Mas toda vez que ganhamos alguma coisa, deveríamos perguntar:
Quanto de mim custou aquilo que ganhei?
Há ganhos que nos acrescentam.
Há ganhos que nos subtraem.
E há pessoas que passam a vida inteira ganhando sem perceber o quanto estão perdendo.
É por isso que não acredito em pensamento sem discernimento.
Informação pode ocupar a mente sem ampliar a consciência.
Conhecer não significa compreender.
Olhar não significa enxergar.
Existir não significa necessariamente viver.
E ter certeza não significa estar certo.
Talvez o maior perigo não seja a ignorância.
É uma ignorância tão convencida de si mesma que já se apresenta como conhecimento.
Minha filosofia nasce desse desconforto.
Não quero destruir certezas por prazer.
Quero interrogá-las por necessidade.
Não quero oferecer pensamentos prontos.
Quero provocar pensamentos próprios.
Não quero que você concorde comigo.
Quero que minha pergunta continue dentro de você depois que minha resposta terminar.
Porque uma frase verdadeiramente reflexiva não termina no ponto-final.
Ela começa nele.
A Filosofia Balcarse, se precisar ser resumida, talvez caiba justamente nesta provocação:
Não pense como eu penso; pense no seu próprio pensamento.
Questione inclusive aquilo que acabou de ler.
Questione a mim.
Questione você.
Porque consciência não é possuir todas as respostas.
É não permitir que uma resposta se torne tão confortável a ponto de proibir novas perguntas.
No final, talvez pensar seja exatamente isso:
Desconfiar da mente para não passar a vida inteira acreditando em tudo aquilo que ela nos fez acreditar.
Carlos Eduardo Balcarse
02 de setembro de 2026
Ninguém ou qualquer
situação rompe a paz
de quem assumiu a paz
como filosofia de vida,
sem precisar performar
para ninguém no dia a dia,
o que fascina ou não;
busca só o que faz bem
ao redor e ao coração.
A real autopreservação
feminina não é nenhum
pouco da boca para fora,
não tem nada a ver
com abrir trincheiras,
e nem carregar desespero
por qualquer validação:
é manter para si a direção.
Como a haste de uma
íris-da-praia em maio,
em alguma restinga
em Santa Catarina,
se dobra diante da força
das correntes, tal qual
reconhece quem é
ou não capaz de a deixar
de joelhos, e se tornou
o habitante dos secretos
e fascinantes devaneios.
### Filosofia do FUDEU ###
Palavra simples, muitas vezes descriminada e que possui uma pluralidade sem igual!!
Não conheço palavra que com uma simples intonação pode expressar: Alegria, Tristeza, Surpresa, descontentamento e vários outros sentimento.
É surpreendente a quantidade de situações que essa palavra é empregada!!!
Resolvi escrever este texto, para tentar desmistificar uma palavra que vem sendo dita por tantas pessoas em vários níveis sociais e econômicos!!!!
Exemplos classicos:
Puts agora fudeu!!! (Quando não tem mais como)
Ah!! Fudeu? (Quando você aviso que ia dar caca)
kkkk Fudeu pexada!!!(Quando seu time ganha do peixe com Neymar em campo)
E por ai vai...
Fudeu é libertador...
É quase um Vai toma no c....
É fundamental para doenças do coração!!!
Você extravasa seus sentimentos com uma pequena palavra!!!
[Uma dose da minha vã filosofia] "O esforço é Imprescindível para atingir o resultado...
...Em qual direção você está caminhando?
Você pode chegar aonde quiser,
Desde que você queira chegar a algum lugar,
Tenha foco, corra, sue a camisa.... O objetivo é bater a meta, cruzar a linha de chegada, ser o melhor do mundo ! As condições para isso é você quem faz, é realmente uma questão de escolha, de olhar pro futuro e se enxergar melhor do que está hoje, um dia após o outro, dia a dia, todos os dias..... O conhecimento se constrói diariamente, como um grande quebra cabeça, peça por peça. Não desperdice a chance de aprender mais, de aprender tudo, isso nos aproxima do alvo. O conhecimento é Vital!"
FILOSOFIA DA DÚVIDA (a)...
É possível ser feliz duvidando? Que nossos questionamentos sirvam–nos de preciosos sustentáculos provisórios, que nossas dúvidas sejam tidas como processos práticos, partes importantes na busca pela felicidade, sempre fugidia e rara... Que as dúvidas nos sirvam de guias, não como fins, mas como meios; que elas satisfaçam nossas diversas curiosidades e necessidades urgentes, inclusive as triviais...
FILOSOFIA DA DÚVIDA (c)...
Viver é assumir as conseqüências de nossos atos; se aqueles que erram e mesmo depois de perceberem (ou for avisados disso) preferem continuar onde e como estão porque isso os deixa feliz, tudo bem, fazer o que? Em princípio somos todos livres para escolher o que é melhor ou não para nossas vidas... Então, sem duvidar é impossível ser feliz? Certamente que não, só que a caminhada fica muito mais difícil, e, até onde se sabe quem gosta de ficar estático ou pretende ser poste ou está em coma, quem gosta de andar de ré ou é caranguejo ou gosta mesmo é de lamber os próprios restos que já deixou para traz...
FILOSOFIA DA AUTO-SUPERAÇÃO...
Nunca é tempo demais... Improvisar faz bem... Esperar mas, nem tanto... Tentar? Sim, mais e mais... Ziguezaguear? Talvez... Sangrar faz parte... Claro como água e sol: Hoje é seu melhor dia... Experimente escalar a montanha, tente voar como uma águia-real, pare de se arrastar pelo chão como um verme... Nossos limites serão aqueles que nos impusermos... Carpe diem...
FILOSOFIA DA ESCADA...
Sim, é verdade, todos somos dogmáticos, mas que possamos nos ater às nossas convicções quais meios (e não quais fins), que elas nos sirvam como uma escada para que alcancemos objetivos melhores... Dogmatizar fecha portas de novidades constantes... Escravidão mental não! Ir mais além há de nos fazer bem, é um prazer que sustém, pelo menos até nossas próximas vontades fluírem... Que a constante mudança, que em nós habita, nos seja leve se controlarmos (e quem sabe eliminarmos) muitos de nossos arcaicos fundamentalismos e opiniões fragmentadas...
[Uma dose da minha vã Filosofia] O maior Dom de um sábio é ver quão fabuloso e excepcional são as coisas simples da vida, digamos que é uma felicidade gratuita.
Essa sutileza faz do sábio um ser leve, capaz de levar tranquilidade e causar admiração no ambiente e às pessoas que o cerca.
Não morra sem ver o SIMPLES.
Renato Broz Cervantes
FILOSOFIA NO CURRÍCULO ESCOLAR
Muitos foram os debates, questionamentos, textos e diálogos relativos à importância da Filosofia como instrumento capaz de auxiliar o indivíduo em sua formação integral. Formação ampliada pelo exercício ininterrupto do pensamento, da análise e da reflexão proporcionadas por aquela que pode ser vista como a mãe de todas as ciências. Um verdadeiro portal por onde irrompem os raios luminosos da consciência criativa, do exercício de cidadania, da paixão pelo saber. É possível estudar Filosofia por meio de múltiplas formas e caminhos. Pelo caminho histórico, que passa pela Grécia Antiga, pelo teocentrismo medieval, pelos ousados pensadores renascentistas e modernos e, por fim, por intermédio da investigação dos problemas do mundo contemporâneo e da complexidade da chamada Era Pós-Moderna. Também é possível estudá-la por temas. Lembremos que a Filosofia percorre as sendas da lógica, da ética, da estética, da política, da física e da metafísica. Ela nos permite uma compreensão mais ampla sobre o belo e seus significados, encontrados amiúde nas esculturas, pinturas, peças teatrais, poesias e músicas. Da mesma forma, é uma ciência que aumenta nosso campo de visão em relação à difícil - mas ao mesmo tempo instigante - arte da convivência em sociedade. Também nos ensina sobre a solidão, sobre os meandros do nosso próprio "eu" e sobre o modo como devemos estar inseridos no "nós". O "nós" que configura as relações com o outro e com o mundo em que vivemos. É a Filosofia quem nos convida, ainda, a um entendimento menos superficial a respeito da moral, da ética e do modo como transitamos entre os conjuntos de regras, condutas ou padrões sociais. É também ela que lança luzes sobre o indivíduo, a sociedade e as diversas maneiras em que ocorre a profícua interação entre um e outro. Na Filosofia se originam e se apóiam, ainda, as discussões de poder e de Estado, bem como os fundamentos ideológicos que definem a vida e as obras de governantes e governados. A proliferação ininterrupta dos veículos de comunicação de massa tornou possível, ainda, estudar Filosofia pelos textos e intertextos de artigos e reportagens de jornais e revistas, bem como pelos programas televisivos e filmes representativos da sétima arte. Textos e imagens que trazem em seu cerne informações que propiciam a contextualização e o diálogo intercambiante das várias facetas do conhecimento. Facetas que se mesclam a ponto de poderem ser traduzidas - e percebidas - apenas por aqueles cujo discernimento e capacidade crítica foram devidamente estimulados ao longo de sua trajetória educacional, de sua formação cultural. O mundo é uma grande escola. E o aprendizado não pode ficar restrito à sala de aula. Quanto mais aberto for o horizonte do aprendiz, mais saboroso será o tempo que haverá de envolvê-lo no exame minucioso de temas essenciais às gerações vindouras. Ao instituir o aumento da carga horária no Ensino Médio e ao incluir a Filosofia como disciplina obrigatória no currículo (depois de uma ampla consulta à rede pública), o governador Geraldo Alckmin mostra que está em sintonia com as necessidades mais prementes da História. Mostra, ainda, que a educação prossegue sendo uma de suas prioridades. É importante ressaltar que a inserção da Filosofia no currículo escolar é um passo a mais... Um passo que vem complementar a valorização da arte e também da prática esportiva nas escolas, ocorridas após as mudanças positivas implementadas na disciplina de Educação Física. Mudanças que trazem o respaldo milenar dos filósofos gregos. Sábios educadores que diziam que sem esporte e sem arte não se forma um cidadão. Acreditamos que não se pode negligenciar a formação dos jovens. Não se pode permitir que sejam utilizados como massa de manobra. Muito ao contrário: cabe a nós, educadores, auxiliá-los na construção de sua autonomia, ensinando-os a caminhar com pés próprios, e demonstrar, por meio de exemplos, que é necessário valorizar os sonhos e ter coragem para realizá-los. Por tudo isso, aos professores que trabalharão com Filosofia na rede estadual de ensino deixamos aqui o nosso respeito e a certeza de que atuarão não apenas como facilitadores desse conhecimento, mas como instigadores, problematizadores, semeadores de idéias. Mestres que, temos certeza, já sabem que é o respeito às múltiplas opiniões e olhares que talha os jovens para a aventura da vida. A nau do conhecimento precisa de timoneiros aptos a executar viagens determinantes ao progresso, ao avanço, às descobertas. Condutores que sejam companheiros, corajosos e afetivos. Que a Filosofia nos sirva de norte nessa jornada. Uma boa viagem a todos!
Publicado no jornal Correio Popular
A filosofia política praticada pela imensa maioria dos políticos que conhecemos é baseada na soberba pessoal, na perversidade omissiva que fomenta a desgraça das comunidades e no egoísmo de homens e mulheres escolhidos democraticamente para trair a confiança do povo.
Na imensa maioria dos políticos brasileiros jamais conseguiremos enxergar grandeza do espírito humano, e os poucos que ainda carregam a honra em seus atos, tendem a ser aniquilados.
Tudo Igual
Hoje será diferente, porém igual.
Vou banir de repente, uma coisa banal.
A filosofia decorada, o sentimento igual.
Tem alguma coisa errada, nesse mundo superficial.
O mundo é todo o mundo,
Todo mundo é alguém.
Todos são iguais.
E você também.
Não acredita em revolução. Não tem mais esperança.
A vida, a mídia, a televisão.
Mera lembrança.
Não fale comigo,
Pois estou escrevendo.
Você não acredita?
Tudo bem, eu entendo.
Todas as aquisições da filosofia e da ciência terrestres são flores sem perfume, ou luzes sem calor e sem vida, quando não se tocam das claridades do sentimento, aliada à busca da sabedoria.
Aqueles que desejarem seguir o Supremo Caminho, lembrem-se: É necessário desenvolver as duas asas dos anjos de Deus. A asa direito do amor e a asa esquerda da sabedoria.
Violência; O que é de natureza idiota, pertence ao idiota. Filosofia barata? Não, muito pelo contrário, vejo tudo como filosofia cara e digo isso não somente pelo alto preço que pagamos de impostos, mas... pela alta perda de valores a que chegamos, políticos com suas estatística inconsequentes nos submetendo a falácias e contudo, sou forçado a crer que é a Urna eleitoral, não a bomba atômica, a arma mais mortal que se possa ter e o mais triste de tudo, é que muita gente ainda não se deu conta disso ainda e em época de eleição, brincam com a urna fazendo dela uma verdadeira roleta russa.
Em época de eleições lembrem-se; Na primeira eleição da terra e com apenas dois candidatos, o povo votou errado; Cristo ou Barrabás?
A minha existência é regida por uma ética colectiva
Uma filosofia humanista espiritual e educativa
Pautada pelo altruísmo, fraternidade
Respeito e colaboração entre toda humanidade
Já não sou tão precipitado em qualquer ocasião
A fazer juízos de valor de quem está ao meu lado ou não
