Textos de Filosofia
As pessoas precisam de coisas e motivos para serem felizes. Já a frustração, a angústia e insatisfação só precisam de alguém que tenha medo de perder as razões da sua felicidade. Entendeu a diferença? Esse desespero que as pessoas sentem acerca da felicidade é porque elas não conseguem se desprender de suas posses, sendo então elas felizes apenas pelo que possuem e não pelo que são. O que leva os seres humanos a serem tão falhos nessa busca, pois para se sentirem suficientes e excepcionais, necessitam estar sempre preenchendo suas vidas com coisas e circunstâncias que não dependam delas, e que possam perder a qualquer momento. E quanto mais eles têm, mais vazios se sentem. Mais lacunas se abrem e a necessidade de preencher com uma nova busca. Está no trabalho que nunca satisfaz, no bem material que em pouco tempo é substituído em busca de outro, ou em um novo parceiro. E isso os leva também sempre a insatisfação: quando seus objetivos não são atingidos, ou mesmo quando atingidos, ao descobrir que não era aquilo que precisavam, ou simplesmente quando perdem. Já enquanto se é verdadeiramente feliz, não há medos constantes, tampouco expectativas e desejos que, por conseguinte, levam à tristeza. O ideal é não se prender a nada que te faça esperar demais. Espere apenas por hoje, pelo que está por vir. O agora. Pergunte-se: você esperaria a chuva passar para correr em busca de seus sonhos nesse exato momento? Ou se molharia, enfrentando-a, assim como qualquer outro obstáculo? Não tenha medo de ser feliz. Tenha muita pressa, sim, para se desprender de tudo aquilo que não te pertence. Ame sem esperar nada em troca. Aja como se não houvesse mais nada.
A sociedade intelectual tem que parar de alimentar esperanças e sonhos revolucionários nas mentes incapazes de discernir o conhecimento. Forçando engajamento e ativismo em causas débeis. Pois, só alimentamos os porcos com a melhor ração quando temos a intenção de abate-los para uso próprio. Do contrário, devem continuar comendo lavagem.
tudo acaba um dia... as folhas podem contar uma historia, uma vida um medo, uma felicidade, tudo e relativo uma musica,felicidade, um poema, tristeza, medo, figuras, raiva, dor não temos pra onde ir presos em um lupe infinito um circu sem fim eu escolho não! não vou parar ou continuar; escolho meu tempo, liberdade, consequência
Duas pessoas, fortuitamente, têm sua sina convergentes. A fusão se dá mediante muito esforço e, se desconsideramos os aplicativos de namoro, grandes facilitadores, o evento é ainda mais finito e soa até inverossímil. No entanto, para efeito desse texto, utilizaremos essas redes sociais. Há um número quase infinito de seres que recorrem ao Tinder, a título de exemplo, de diferentes faixas etárias, com diferentes propósitos. Aumentar o número de possibilidade é elevar o número de combinações? Nem sempre. Nessas situações, a angústia pode ser imensa, em virtude do avalanche emocional: cada match, uma expectativa nova e que, todavia, pode ser frustrada. Observa-se, assim, que mais possibilidade é, com efeito, mais sofrimento, em razão de que pensamentos do tipo "e se eu buscasse mais um pouco antes de me firmar com esse aqui, que nem é tão igual a mim?" Podem surgir. Por esse motivo, aqueles que, mediante todo esse cenário (muitas vezes superficial e insosso), conseguem encontrar alguém com quem se identificam e, ainda que não sejam idênticas (o que é absolutamente normal), se respeitam dessa maneira e se estimam pelo o que são e não pelo o que gostariam de ser, são dignos de reverência.
Crie, invente, faça surgir. O amor que não te deram, o amor que te negaram, as palavras que calaram e que tu nunca pôde ouvir. O abraço que não veio, o regaço que na infância foi lhe dado em violência. Crie as palavras, cultive esse amor, invente um abraço, e entregue sem dor. Tudo o que lhe faltou, inventa. Tudo o que te negaram, não negue. Não se torne o monstro que tanto teme, não repita os erros de quem errou. Seja outro. Se te xingaram, não xingue os outros. Se te culparam, se te humilharam, se não te amaram. Tudo o que existe é o presente, na falta de amor, invente
Caminhei pela vida aprisionado em mim mesmo. Sempre que pude, me tranquei e dei a chave a terceiros. Mas sempre fui eu o carcereiro, assaltante e assaltado da minha própria liberdade. Por medo de voar, cortei minhas asas, com tesouras enferrujadas para que não crescessem mais. Por medo da responsabilidade, joguei as tesouras nas mãos de outros, e os culpei. Por medo de voar, não voei nem caminhei, estagnei num lago morto, e por pouco não me afogo.
a pensar, que existem 7 bilhões de universos existentes, alguns se unem, gerando uma explosão cósmica de uma energia até hoje não desvendada, apenas sentida, com essa energia gerando ainda mais universos, cada um com seus pontos, e dentro desses pontos, se torna cada vez mais assustador quando descobrimos a fundo e detalhadamente a respeito desses universos.
Vinha. Aprecias o meu talhe? Segue a linha das pestanas. Repousa tua notabilidade na fronte. Surge em minha íris. Mancha-me os cílios e as sobrancelhas com teu enobrecido sossego. Deixa-me a centelha desse léxico inespecífico que novamente me cora e quase me descolore. Estende sobre a uva que pende ao lado o abraço vigoroso dos vinhedos o negrume inigualável dos meus cabelos longos e lânguidos e lúbricos. Faz-me ser o líquido alinhavado nessas quase folhas de ti – nenhum. Esconde e acarinha o furor desse espécime único faz-me debrum – porque só tu me sabes à distância da luz.Diário dos inícios.
O generalismo colocou uma geração inteira na lama da dignidade intelectual. Sem tempo para ler bons livros, dialogar e criar discussões plausíveis, o cotidiano de muitos brasileiros é constituído de bravatas, notícias falsas, ignorância e imediatismo. O ato de ouvir mais e falar menos, mais do que em outras eras, hoje, é a virtude dos sábios e intelectualmente honestos.
O ser humano, o homem e a mulher foram educados desde a mais tenra infância a acreditar que a vida é feita de “medidas”, que tudo se trata de quanto você pesa, de quanto você come, de quantos anos você tem, de quanto dinheiro acumulou, de quantas títulos conquistou e etc, quando na verdade a vida é efêmera, não dá para mensurar.
A verdadeira unidade natural do homem só pode ser encontrada lá onde habita o seu precioso tesouro: Deus, seu Senhor, que o fez e faz livre, sempre a cada dia, nas pequenas coisas da vida... Concretamente falando, usando da razão para tentar alcançar o que seu coração mais busca: amar e ser amado, “sem porquê nem para quê”, apenas amar, tal como seu Criador, que é Amor.
Já amei bastante. Pensei que estivesse fora, mas estava dentro. Pensei que estivesse acima, mas não. Pensei que ao lado, mas não. Quando desci sem pretensão, encontrei. Encontrei o repouso do coração. Agora agarro-me, enlouqueço, me desespero para a cada dia, estar mais próximo do movente do palpitar da razão das razões. Meu aliado e meu adversário é o tempo, contra o qual corro e para o qual acorro... Com [im] paciência espero o momento exato ou ao menos aproximado de poder expressar em palavras as ações a serem tomadas, mas já prometidas.
Foi-se o tempo em que o início da Santa Missa era feito pelo Padre e não pelos cantores; foi-se o tempo em que o ato penitencial levava a uma contrição autêntica; foi-se o tempo em que o glória era um louvor ao Pai e ao Cordeiro e não um “hino trinitário”; foi-se o tempo em que o salmo era responsorial e não de “meditação”; foi-se o tempo em que a homilia era o momento de catequese; foi-se o tempo em que o canto do Sanctus proclamava, já antecipadamente, a vinda escatológica Do que vem em nome do Senhor; foi-se o tempo em que, após a consagração, era o momento de olhar o Senhor e adorá-lo e não cantar ou bater palmas, e que apenas ‘quem falava eram os sinos’; foi-se o tempo em que a comunhão era de joelhos e na boca; foi-se o tempo em que se guardava silêncio, mesmo que breve, após a comunhão… enfim, foi-se o tempo de tantas coisas… e estas “tantas coisas” geraram Santos, verdadeiros homens de fé e uma fé madura, não infantilizada, à estatura de NSJC.
Infinitos são os deuses, imperfeitos os seres etéreos, mas sem necessidade prática de interferir de forma física nos habitantes desta partícula bruta chamada Terra, extremamente inferiores que se digladiam perdidos em suas incompatíveis engrenagens, em busca de compreender sua hipotética função.
O acaso criou o Universo, seu surgimento foi um incidente; a vida não é uma benesse, é um fardo pesado que carregaremos ao infinito em busca de um só objetivo, incompreendido pelos homens mas que é a meta dos deuses, dos seres mais avançados: o não ser, conseguir todo saber e poder com o fito de dissolver-se. Não é a expansão contínua do Universo um caminho inverso ao de sua formação, a aglutinação de partículas? Logo, o caminho, o destino, é retornar à dissolução completa, o Nada.
Existindo ou não, fugazes ou imortais, humanos ou deuses, diamante ou carvão, nada pode ser superior ao Nada, que não requer esforço, premente utilidade ou valor, busca, conhecimento, espaço, manutenção... O Nada é a perfeição, limpo, sem defeitos, estático, sem tempo. Até mesmo Deus, invenção humana que pretendia ser o modelo da perfeição, caso existisse, teria que ser, estar, de um modo ou de outro e portanto inferior ao Nada que simplesmente não é, não precisa ser, não precisa estar.
Os verdadeiros lobos reconhecem-se mutuamente. A essência deles reside no silêncio de suas verdades profundas, guardadas nas sombras do seu ser. Eles compartilham da mesma essência, mesmo quando disfarçados de ovelhas, pois apenas os olhos da alma são capazes de enxergar além das aparências e desvendar os segredos ocultos.
A característica menos conhecida dos sólidos é também a mais divina: a transparência, que só a alma, pura, consegue enxergar: não somos pó, somos - no mínimo - um grão, não de areia, mas de ilusão, por amor, a nós, ao Criador, e estupefatos pelo desamor entre todos nós, porque criar é crer e fé não é apenas ter, é participar, ser.
No grande palco da existência, o passado permanece como um ato já representado, o presente se desdobra com a tinta fresca dos nossos papéis atuais, e o futuro, como uma trama em suspense, espera ser meticulosamente encenado pelas decisões que fazemos agora, delineando o enredo da nossa jornada teatral.
Elegemos por popularidade, não por competência. A manipulação em massa tem mais peso do que princípios. Não votamos em projetos de governo, votamos em marionetes com interesses pífios. Deveríamos ser governados por filósofos, amantes do saber, não por crápulas e gananciosos de caráter fictício interessados apenas no poder. O poder deveria ser limitado. Nenhum homem deveria ter mais poder do que ideais.
