Textos de Filosofia

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"A Filosofia, o santuário augusto da inquirição teleológica, decai amiúde em fúteis espetáculos de vaidade, sob a opulência hermética da erudição."


"Ao adentrar esse âmbito com o desiderato recíproco e auscultação atenta, o indivíduo depara-se com egos intumescidos, mimetizados em pensadores que, na contenda, subvertem a dialética em vitória retórica, priorizando a autoafirmação egocêntrica à compreensão intersubjetiva⁠.

Eu, aliás, quando sobre filosofia digo eu mesmo algumas palavras ou as ouço de outro, afora o proveito que creio tirar, alegro-me ao extremo; quando, porém, se trata de outros assuntos, sobretudo dos vossos, de homens ricos e negociantes, a mim mesmo me irrito e de vós me apiedo, os meus companheiros, que pensais fazer algo quando nada fazeis. Talvez também vós me considereis infeliz, e creio que é verdade o que presumis; eu, todavia, quanto a vós, não presumo, mas bem sei.

(Em "O Banquete")

ESPERANCIALIDADE: foi o termo que criei para, na filosofia de Heidegger, ser considerado um novo existencial ontológico (modos que os humanos são, atemporais e em qualquer cultura).

É o que nos abre as condições de possibilidades na Esperança (ôntica, concreta), de existirmos ao menos com uma mínima vontade de nos cuidarmos; pois somos-esperança - , caso contrário se está internado num manicômio ou recluso, gravemente doente).

30/10/2025.

⁠Ataraxia

O caminho mais curto, na busca da felicidade está na filosofia. Essa nos permite, a conhecer a si mesmo e compreender que a felicidade não é atemporal. Ela nos auxilia na interação com o tempo. A felicidade é fragmentada, existem momentos felizes e infelizes. Logo digo; Tudo passa. É justo reconhecer a importância do passado, vislumbrar o futuro, mas viva o presente . Não se preocupe com aquilo que você não possa mudar !

⁠Filosofia

Escrever é entrar para história, independentemente da dimensão e proporção. É copular-se de corpo, alma, espírito e mente. É feito plantar uma árvore, nunca se sabe quem no futuro irá desfrutar do mais simplório usufruto derivado dessa árvore. A magnífica, refrescante e colossal sombra.

02005

O otimismo filosófico; é uma forma de fuga da realidade brutal, a filosofia pessimista; é uma forma brutal de encarar a realidade. Já o, otimismo irrelevante e irracional; é um meio de fantasiar saídas inexistentes, e o pessimismo irrelevante e irracional; é uma forma de negar-se a ver além das perspectivas e espectativas.
Douglas F. Engel.

Filosofia: pensar é um ato perigoso


Pensar até o fim sempre flerta com a loucura. Friedrich Nietzsche foi chamado de insano não por ter perdido a razão, mas por tê-la levado longe demais — a um ponto onde as convenções morais desmoronam. O pensamento radical assusta porque dissolve as narrativas que sustentam o poder, a religião, a moral de rebanho.


O mundo prefere a razão morna, funcional, administrável. A lucidez verdadeira é incômoda: ela revela o vazio por trás dos discursos, a fragilidade das verdades oficiais, a teatralidade das instituições.

Eu não comecei pela filosofia.
Eu cheguei nela por insistência.
Insistência em entender por que certas ideias organizam o mundo e, ao mesmo tempo, machucam as pessoas. Insistência em perceber que nem todo conhecimento liberta — alguns apenas sofisticam a violência. Insistência em não aceitar respostas prontas, principalmente quando elas vêm embrulhadas em moral, salvação ou promessa.
Quando olho para trás, vejo um caminho estranho, não linear, mas coerente.
Começa com Sócrates.
Ele diz que nada sabe, mas inaugura um tipo de saber que desautoriza todos os outros. Tudo passa a ter que ser explicado pela razão. O mito vira erro. O sofrimento vira falha de compreensão. A vida passa a precisar fazer sentido para ser aceitável. Ali, algo se perde: o simbólico, o trágico, o que não se resolve.
Platão organiza esse erro. Cria um outro mundo, perfeito, verdadeiro, e rebaixa este aqui a rascunho. O corpo vira suspeito. A vida concreta vira insuficiente. A salvação é sempre fora, depois, acima. A singularidade já não importa tanto quanto a ideia.
Quando chego a Nietzsche, algo finalmente quebra. Ele não quer consertar o mundo, não quer substituir um Deus por outro, não quer fundar um novo ideal. Ele apenas desmonta a mentira e vai embora. Não promete nada. Não consola. Diz, em essência: a vida é isso — e agora aguenta. É duro, mas é honesto. E pela primeira vez não me sinto sendo conduzida.
Marx aparece com uma denúncia importante: a desigualdade, a exploração, o sofrimento material. Mas comete, para mim, o mesmo erro de Sócrates. Acredita demais na própria teoria. Acha que descobriu a causa última e que, a partir disso, o mundo pode ser reorganizado. Troca Deus por História, fé por sistema, salvação por revolução. Quando essa filosofia sai da estante e vira prática, vira também morte, imposição, gente reduzida a meio. Talvez o erro não tenha sido pensar — mas aplicar como verdade final.
Depois vem Foucault. Ele explica com precisão como funcionam os dispositivos de poder, os ambientes de privação de liberdade, a autoridade travestida de cuidado. A obra é brilhante. Mas algo me incomoda profundamente: ele ganha status falando sobre o cárcere, enquanto quem viveu o cárcere permanece invisível. Pior — o sistema aprende a linguagem da crítica, se apropria dela, e continua violentando de forma mais sofisticada, mais limpa, mais aceitável. A tortura não acaba. Ela se educa.
É aí que algo se esclarece para mim:
o conhecimento não é neutro.
Ele pode abrir horizontes, sim — mas também pode reforçar estruturas injustas, legitimar desigualdades e camuflar violência.
Eu sei disso não por teoria.
Eu sei disso no corpo.
Privação de liberdade não é conceito.
É porta fechando.
É decisão retirada.
É palavra desautorizada “para o seu bem”.
É cuidado que dói.
É tortura institucional que depois ganha nome bonito.
Quando alguém que nunca viveu isso fala com autoridade, é celebrado.
Quando quem viveu tenta falar, é silenciado, patologizado, desacreditado.
Isso me ensinou algo fundamental: há saberes que não cabem na teoria. Há verdades que não se transformam em conceito sem perda. E há experiências que, quando viram objeto de estudo, já foram traídas.
A tragédia grega me ajudou a entender isso melhor do que qualquer sistema filosófico posterior. Na tragédia, o sofrimento não tem moral da história. Não há redenção. Não há aprendizado edificante. Em Édipo Rei, tudo acontece, o horror se revela, e nada melhora. Ainda assim, há catarse. Não porque a dor é resolvida, mas porque ela deixa de ser solitária. O sofrimento não vira culpa individual. Ele vira condição humana compartilhada.
A tragédia não diz que a vida vale a pena.
Ela diz que a vida não precisa valer a pena para existir.
E isso, estranhamente, alivia.
No fim desse percurso, eu não virei filósofa acadêmica, nem teóloga, nem militante de nenhuma verdade. Eu virei alguém com anticorpos. Anticorpos contra mentira elegante, contra promessa de salvação, contra sistemas que dizem saber demais sobre a vida dos outros.
Eu pensei o dia inteiro. Questionei Sócrates, Platão, Nietzsche, Marx, Foucault. Atravessei filosofia, cristianismo, tragédia, poder, sofrimento. Meus neurônios pediram demissão. Ficaram só dois — Tico e Teco — repetindo: aguenta.
E valeu a pena.
Não porque encontrei respostas, mas porque alcancei clareza. Uma clareza sem conforto, sem missão, sem necessidade de contar para ninguém. Porque nem toda descoberta quer plateia. Algumas só reorganizam silenciosamente a forma como a gente vive, lê, escuta e não se deixa enganar.
Eu não vou sair por aí explicando isso.
Não por medo.
Por discernimento.
Nem todo mundo quer atravessar esse tipo de pensamento. E tudo bem. Eu atravessei. Isso basta.


Monalisa Ogliari

Exercícios de Pensar


Texto IV – Filosofia


A Filosofia não serve para decorar conceitos, mas para desinstalar o que parece óbvio.


Ela começa quando desconfiamos do que parece natural e perguntamos quem ganha com o silêncio, com a exclusão, com a ignorância.


Por isso, a Filosofia é sempre um incómodo: começa quando não aceitamos que o mundo é como é porque tinha que ser assim mesmo.


Filosofar serve para contrariar.


— Ramos António Amine

A Guardiã dos Avisos Ignorados

Por Ramos António Amine, Professor de Filosofia

Nada estava visível naquela noite. Mas algo pairava, em surdina, nas pequenas coisas que costumamos ignorar: a Guardiã dos avisos ignorados.

Uma alta dirigente distrital decidiu partir para a cidade a fim de passar a quadra festiva junto da família. Fora avisada de que a lei não concede diferimentos favoráveis a viagens impulsivas de quem detém autoridade. Ainda assim, escolheu ouvir o coração pois, em tempos festivos, o coração costuma falar mais alto do que a norma. A regra foi relegada ao segundo plano, dobrada e esquecida, enquanto à frente da dirigente seguia apenas o desejo de estar entre os seus.

Não faltou quem tentou dissuadi-la. Não com gritarias nem com processos disciplinares, mas com a frieza de quem conhece o peso da responsabilidade. O aviso foi simples e claro: quem serve o distrito não deve servir-se dele sem consequência. Contudo, a decisão já estava tomada. Quando o poder se habitua a mandar e passa a ouvir apenas a si próprio, aprende também a ignorar os avisos.

Naquele dia, apesar de esburacada e lamacenta, a estrada comportou-se silenciosa, como sempre é a Guardiã dos avisos ignorados.

No caminho, o mundo cobrou o preço da decisão. O irreparável sucedeu. Um corpo ainda marcado pelas ressacas das vésperas atravessou a estrada e, num instante, tudo se desencadeou: decisão em absurdo, movimento em culpa, pressa em tragédia, quadra festiva em luto. A estrada manteve-se indiferente, enquanto uma vida se despedia sem temor nem tremor.
Em delírio, a dirigente recorreu ao gesto mais antigo do mundo moderno: ligou para casa. Do outro lado da linha, o marido correu para socorrer quem amava. Mas o absurdo: hóspede discreto da condição humana, ainda não havia concluído a sua obra.

Ao calçar os sapatos à pressa, o marido foi mordido por uma cobra, escondida onde ninguém espera a morte: no abrigo quotidiano do pé. Assim, num só encadeamento de factos, uma decisão tomada no distrito gerou tragédia na estrada; a tragédia clamou por auxílio; e o auxílio quase gerou outra tragédia. Nada disso constava nos planos da dirigente. É assim que o absurdo opera.

Houve conspiração? Intenção malévola visando a sua queda? Não se sabe. Sabe-se apenas que houve consequência. A exceção aberta à interpretação da lei abriu caminho; a pressa acelerou; e a Guardiã dos avisos ignorados, amontoada nos sapatos, respondeu como sempre: silenciosa, inevitável.

Talvez seja isso que mais nos vulnerabiliza: o mundo não castiga, apenas responde. Responde ao orgulho, à arrogância institucionalizada, às escolhas impulsivas, ao descuido, à crença perigosa de que o cargo nos coloca acima da lei, dos outros ou do absurdo.

Na origem desta tragédia esteve uma decisão. No fim, restou a estrada.

E a estrada resta sempre para ensinar, sem alarde, que o poder é efémero, que a vida é um sopro e que o absurdo nos acompanha justamente onde julgamos estar seguros: na exceção que toleramos, na viagem que consentimos a nós mesmos, no otimismo que nos dispensa da prudência.

Enquanto os homens celebram datas e inventam hierarquias, a natureza permanece silenciosa e atenta, indiferente às nossas justificações. E a Guardiã dos avisos ignorados, paciente, continua onde poucos ousam procurar: no intervalo entre avisos e a decisão.

### Filosofia do FUDEU ###
Palavra simples, muitas vezes descriminada e que possui uma pluralidade sem igual!!
Não conheço palavra que com uma simples intonação pode expressar: Alegria, Tristeza, Surpresa, descontentamento e vários outros sentimento.
É surpreendente a quantidade de situações que essa palavra é empregada!!!
Resolvi escrever este texto, para tentar desmistificar uma palavra que vem sendo dita por tantas pessoas em vários níveis sociais e econômicos!!!!
Exemplos classicos:
Puts agora fudeu!!! (Quando não tem mais como)
Ah!! Fudeu? (Quando você aviso que ia dar caca)
kkkk Fudeu pexada!!!(Quando seu time ganha do peixe com Neymar em campo)
E por ai vai...
Fudeu é libertador...
É quase um Vai toma no c....
É fundamental para doenças do coração!!!
Você extravasa seus sentimentos com uma pequena palavra!!!

Inserida por Bonholi

[Uma dose da minha vã filosofia] "O esforço é Imprescindível para atingir o resultado...
...Em qual direção você está caminhando?
Você pode chegar aonde quiser,
Desde que você queira chegar a algum lugar,
Tenha foco, corra, sue a camisa.... O objetivo é bater a meta, cruzar a linha de chegada, ser o melhor do mundo ! As condições para isso é você quem faz, é realmente uma questão de escolha, de olhar pro futuro e se enxergar melhor do que está hoje, um dia após o outro, dia a dia, todos os dias..... O conhecimento se constrói diariamente, como um grande quebra cabeça, peça por peça. Não desperdice a chance de aprender mais, de aprender tudo, isso nos aproxima do alvo. O conhecimento é Vital!"

Inserida por renatocervantes

FILOSOFIA DA DÚVIDA (a)...
É possível ser feliz duvidando? Que nossos questionamentos sirvam–nos de preciosos sustentáculos provisórios, que nossas dúvidas sejam tidas como processos práticos, partes importantes na busca pela felicidade, sempre fugidia e rara... Que as dúvidas nos sirvam de guias, não como fins, mas como meios; que elas satisfaçam nossas diversas curiosidades e necessidades urgentes, inclusive as triviais...

Inserida por lucasterranova

FILOSOFIA DA DÚVIDA (c)...
Viver é assumir as conseqüências de nossos atos; se aqueles que erram e mesmo depois de perceberem (ou for avisados disso) preferem continuar onde e como estão porque isso os deixa feliz, tudo bem, fazer o que? Em princípio somos todos livres para escolher o que é melhor ou não para nossas vidas... Então, sem duvidar é impossível ser feliz? Certamente que não, só que a caminhada fica muito mais difícil, e, até onde se sabe quem gosta de ficar estático ou pretende ser poste ou está em coma, quem gosta de andar de ré ou é caranguejo ou gosta mesmo é de lamber os próprios restos que já deixou para traz...

Inserida por lucasterranova

FILOSOFIA DA AUTO-SUPERAÇÃO...
Nunca é tempo demais... Improvisar faz bem... Esperar mas, nem tanto... Tentar? Sim, mais e mais... Ziguezaguear? Talvez... Sangrar faz parte... Claro como água e sol: Hoje é seu melhor dia... Experimente escalar a montanha, tente voar como uma águia-real, pare de se arrastar pelo chão como um verme... Nossos limites serão aqueles que nos impusermos... Carpe diem...

Inserida por lucasterranova

FILOSOFIA DA ESCADA...
Sim, é verdade, todos somos dogmáticos, mas que possamos nos ater às nossas convicções quais meios (e não quais fins), que elas nos sirvam como uma escada para que alcancemos objetivos melhores... Dogmatizar fecha portas de novidades constantes... Escravidão mental não! Ir mais além há de nos fazer bem, é um prazer que sustém, pelo menos até nossas próximas vontades fluírem... Que a constante mudança, que em nós habita, nos seja leve se controlarmos (e quem sabe eliminarmos) muitos de nossos arcaicos fundamentalismos e opiniões fragmentadas...

Inserida por lucasterranova

[Uma dose da minha vã Filosofia] O maior Dom de um sábio é ver quão fabuloso e excepcional são as coisas simples da vida, digamos que é uma felicidade gratuita.
Essa sutileza faz do sábio um ser leve, capaz de levar tranquilidade e causar admiração no ambiente e às pessoas que o cerca.
Não morra sem ver o SIMPLES.
Renato Broz Cervantes

Inserida por renatocervantes

FILOSOFIA NO CURRÍCULO ESCOLAR


Muitos foram os debates, questionamentos, textos e diálogos relativos à importância da Filosofia como instrumento capaz de auxiliar o indivíduo em sua formação integral. Formação ampliada pelo exercício ininterrupto do pensamento, da análise e da reflexão proporcionadas por aquela que pode ser vista como a mãe de todas as ciências. Um verdadeiro portal por onde irrompem os raios luminosos da consciência criativa, do exercício de cidadania, da paixão pelo saber. É possível estudar Filosofia por meio de múltiplas formas e caminhos. Pelo caminho histórico, que passa pela Grécia Antiga, pelo teocentrismo medieval, pelos ousados pensadores renascentistas e modernos e, por fim, por intermédio da investigação dos problemas do mundo contemporâneo e da complexidade da chamada Era Pós-Moderna. Também é possível estudá-la por temas. Lembremos que a Filosofia percorre as sendas da lógica, da ética, da estética, da política, da física e da metafísica. Ela nos permite uma compreensão mais ampla sobre o belo e seus significados, encontrados amiúde nas esculturas, pinturas, peças teatrais, poesias e músicas. Da mesma forma, é uma ciência que aumenta nosso campo de visão em relação à difícil - mas ao mesmo tempo instigante - arte da convivência em sociedade. Também nos ensina sobre a solidão, sobre os meandros do nosso próprio "eu" e sobre o modo como devemos estar inseridos no "nós". O "nós" que configura as relações com o outro e com o mundo em que vivemos. É a Filosofia quem nos convida, ainda, a um entendimento menos superficial a respeito da moral, da ética e do modo como transitamos entre os conjuntos de regras, condutas ou padrões sociais. É também ela que lança luzes sobre o indivíduo, a sociedade e as diversas maneiras em que ocorre a profícua interação entre um e outro. Na Filosofia se originam e se apóiam, ainda, as discussões de poder e de Estado, bem como os fundamentos ideológicos que definem a vida e as obras de governantes e governados. A proliferação ininterrupta dos veículos de comunicação de massa tornou possível, ainda, estudar Filosofia pelos textos e intertextos de artigos e reportagens de jornais e revistas, bem como pelos programas televisivos e filmes representativos da sétima arte. Textos e imagens que trazem em seu cerne informações que propiciam a contextualização e o diálogo intercambiante das várias facetas do conhecimento. Facetas que se mesclam a ponto de poderem ser traduzidas - e percebidas - apenas por aqueles cujo discernimento e capacidade crítica foram devidamente estimulados ao longo de sua trajetória educacional, de sua formação cultural. O mundo é uma grande escola. E o aprendizado não pode ficar restrito à sala de aula. Quanto mais aberto for o horizonte do aprendiz, mais saboroso será o tempo que haverá de envolvê-lo no exame minucioso de temas essenciais às gerações vindouras. Ao instituir o aumento da carga horária no Ensino Médio e ao incluir a Filosofia como disciplina obrigatória no currículo (depois de uma ampla consulta à rede pública), o governador Geraldo Alckmin mostra que está em sintonia com as necessidades mais prementes da História. Mostra, ainda, que a educação prossegue sendo uma de suas prioridades. É importante ressaltar que a inserção da Filosofia no currículo escolar é um passo a mais... Um passo que vem complementar a valorização da arte e também da prática esportiva nas escolas, ocorridas após as mudanças positivas implementadas na disciplina de Educação Física. Mudanças que trazem o respaldo milenar dos filósofos gregos. Sábios educadores que diziam que sem esporte e sem arte não se forma um cidadão. Acreditamos que não se pode negligenciar a formação dos jovens. Não se pode permitir que sejam utilizados como massa de manobra. Muito ao contrário: cabe a nós, educadores, auxiliá-los na construção de sua autonomia, ensinando-os a caminhar com pés próprios, e demonstrar, por meio de exemplos, que é necessário valorizar os sonhos e ter coragem para realizá-los. Por tudo isso, aos professores que trabalharão com Filosofia na rede estadual de ensino deixamos aqui o nosso respeito e a certeza de que atuarão não apenas como facilitadores desse conhecimento, mas como instigadores, problematizadores, semeadores de idéias. Mestres que, temos certeza, já sabem que é o respeito às múltiplas opiniões e olhares que talha os jovens para a aventura da vida. A nau do conhecimento precisa de timoneiros aptos a executar viagens determinantes ao progresso, ao avanço, às descobertas. Condutores que sejam companheiros, corajosos e afetivos. Que a Filosofia nos sirva de norte nessa jornada. Uma boa viagem a todos!


Publicado no jornal Correio Popular

Inserida por fraseschalita

A filosofia política praticada pela imensa maioria dos políticos que conhecemos é baseada na soberba pessoal, na perversidade omissiva que fomenta a desgraça das comunidades e no egoísmo de homens e mulheres escolhidos democraticamente para trair a confiança do povo.

Na imensa maioria dos políticos brasileiros jamais conseguiremos enxergar grandeza do espírito humano, e os poucos que ainda carregam a honra em seus atos, tendem a ser aniquilados.

Inserida por reneevenancio

Tudo Igual

Hoje será diferente, porém igual.
Vou banir de repente, uma coisa banal.
A filosofia decorada, o sentimento igual.
Tem alguma coisa errada, nesse mundo superficial.

O mundo é todo o mundo,
Todo mundo é alguém.
Todos são iguais.
E você também.

Não acredita em revolução. Não tem mais esperança.
A vida, a mídia, a televisão.
Mera lembrança.

Não fale comigo,
Pois estou escrevendo.
Você não acredita?
Tudo bem, eu entendo.

Inserida por MATEUSLIRIO