Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Eu não devo ter medo. Medo é o assassino da mente. Medo é a pequena morte que leva à aniquilação total. Eu enfrentarei meu medo. Permitirei que passe por cima e me atravesse. E, quando tiver passado, voltarei o olho interior para ver seu rastro. Onde o medo não estiver mais, nada haverá. Somente eu permanecerei.
Aprendi que o artista não vê apenas. Ele tem visões. A visão vem acompanhada de loucuras, de coisinhas à toa, de fantasias, de peraltagens. Eu vejo pouco. Uso mais ter visões. Nas visões vêm as imagens, todas as transfigurações. O poeta humaniza as coisas, o tempo, o vento. As coisas, como estão no mundo, de tanto vê-las nos dão tédio. Temos que arrumar novos comportamentos para as coisas. E a visão nos socorre desse mesmal.
Tolerância não significa renunciar a todas as opiniões que outros podem considerar ofensivas. Toleramos justamente aquilo que não apreciamos, que desaprovamos. Tolerância significa estar preparado para aceitar opiniões pelas quais temos forte aversão. Do mesmo modo, democracia significa aceitar ser governado por pessoas por quem nutrimos repugnância profunda. Isso só é possível se mantivermos a confiança na negociação e no desejo sincero, entre os políticos, de compromisso com os adversários.
A vida segue seu caminho com passagem só de ida. Encontros, desencontros, decepções, conquistas, tristezas, alegrias, mentiras e verdades. Tudo isso faz parte. Cabe, a cada um, saber discernir e viver o que for melhor pra si. É de cada um ter um jeito próprio, uma identidade. Não é fácil construir uma história onde tudo seja só festa. Vez ou outra o vazio e o silêncio toma conta dos nossos dias. E nos alerta que devemos cultuar nossa memória para que lá na frente possamos lembrar o que não valeu a pena e evitar repetir. Sem raiva, sem rancor, sem sentimentos ruins. E, também, lembrar do que foi e é bom, e fazer de tudo para manter por perto. E isso, sendo com a família, amizades, profissional, amor e onde for. Devemos, sim, encerrar ciclos; renovar, caso mereça; e até mesmo deixar novas possibilidades acontecerem. Eis a arte de ser indiferente com o desnecessário e de ser recíproco com o que nos completa.
Eu sou aquela enganada, que diz que te esqueceu mas daria a vida por mais um beijo seu. aquela segura, que muda de opinião toda hora. aquela perfeição, que tem mil defeitos. aquela quieta, que adora conversar. aquela vingativa, que te perdoa. aquela malandra, que cai feito patinha. aquela insegura, que sabe o que quer. aquela apaixonada, que ama com medo de se arrepender e ignora pra não sofrer mais. aquela indecisa, que vai embora quando quer ficar. aquela fácil de acreditar em promessas, que acredita nas suas palavras, mas não tem certeza. aquela confiante, que confia no hoje e desconfia do ontem. aquela só, que se sente sozinha quando há tantas pessoas ao seu lado. aquela esperta, que entende quando precisa ser entendida. aquela decidida, que de vez em quando volta atrás. aquela cantora de chuveiro, que canta músicas pra tentar esquecer. aquela corajosa, que tem medo. aquela diferente, que não te vê do jeito que todos veêm e percebeu que o comum não a atrai. aquela que sempre quer um começo, mas tem medo do fim...
Fico perplexa com o fato de as mulheres hoje em dia chorarem tão pouco e, quando o fazem procuram justificativas. Fico preocupada quando a vergonha ou desabito começam a eliminar uma função natural. Ser uma árvore florida e estar cheia de seiva é essencial, se não você pode se quebrar. Chorar faz bem, e é certo. Chorar não cura o dilema, mas permite que o processo continue em vez de entrar em colapso.
O pior dos sentimentos é a indecisão. É a sensação de dúvida, de incerteza. É não saber que rumo tomar, que escolha fazer, que caminho seguir. É você não saber até que ponto vale a pena, se você já fez tudo o que podia ou se tem que lutar mais. É você não ter certeza do que você quer, ou pior, não ter certeza do que a outra pessoa quer. O pior dos sentimentos é a indecisão, é ela que coloca em dúvida todas as certezas que você achava que tinha, todas as verdades que você acreditava e todo o caminho que você seguia. A indecisão é sinônimo de dúvida, e é a dúvida que costuma fazer você escolher sempre os piores caminhos por parecerem ais fáceis, mas é ao contrário meu caro. Os melhores caminhos são os mais difíceis, são os que fazem a gente dar valor no que tem, no que conquistou, são os que por mais obstáculos que tenham, sempre queremos superá-los para alcançar a única certeza que temos que um dia conseguiremos: a de ser feliz.
Talvez eu nunca tenha sentido as coisas assim, tão genuinamente: a raiva, o amor, a alegria, a tristeza, a ansiedade, o afeto… As minhas emoções têm emergido sem qualquer filtro, sem qualquer disfarce. E pela primeira vez eu me permito ficar com elas dando a cada uma a importância que me pedem, porque elas não me governam, são apenas emoções, são a minha transparência.
Meu cabelo não é o mais perfeito. Eu não sou a mais linda. Minha maquiagem nunca fica perfeita. Minhas unhas não são grandes. Meu corpo não é o mais lindo. Meu sorriso não é certinho. Eu não sou a mais gostosa. Não sou a mais popular da escola nem da internet. Não vou ao salão a cada 15 dias. Não tenho mil seguidores no twitter. Não uso roupa de griffe. Não vou no shopping e saio cheia de sacolas. Mas eu sou legal, sei fazer miojo e brigadeiro.
Realmente, só pelo fato de ser consciente das causas que inspiram minhas ações, estas causas já são objetos transcendentes para minha consciência; elas estão fora. Em vão tentaria apreendê-las. Escapo delas pela minha própria existência. Estou condenado a existir para sempre além da minha essência, além das causas e motivos dos meus atos. Estou condenado a ser livre. Isso quer dizer que nenhum limite para minha liberdade pode ser estabelecido exceto a própria liberdade, ou, se você preferir; que nós não somos livres para deixar de ser livres.
Só queria gostasse de mim, na verdade que me amasse. Me desculpa se quero demais, mas, o meu coração não entende que não podemos ficar juntos. Então ensina pra ele a ficar sem ti ou então a te ter do meu lado. Explica que não é possível, mas explica com carinho, e se não quiser explicar também não tem problema. Só queria e quero que apenas fique, mas que seja do meu lado; ou então que vá, mas que seja pra voltar e se não voltar é porque não conquistei você por completo a ponto de criar raízes e motivos para ficar. E se não sou capaz de te fazer voltar ou ficar, não sou boa o bastante pra você, ou até melhor você não é o que vai fazer minha vida ficar de cabeça pra baixo, dando aquela revira-volta e me deixando descobrir que o avesso é o meu lado correto. Se não for forte o bastante pra ter sentimento, emoção e paixão, então que seja forte o bastante pra não ter saudade, sentimento e dor. Porque se tem dor e saudade tem amor, e isso não quero se não for bom pra mim, pra você, pra nós.
Sei que é estranho, mas sinto saudade de tudo que não vivi com você. Ultimamente ando meio assim, deve ser coisas da idade ou a solidão batendo na porta. Lembro com carinho que você sempre dava um jeito de mandar uma mensagem, estivesse você casado, namorando ou ilhado num templo budista, era como se dissesse sem dizer: "Sei que já faz tempo, mas eu ainda amo você". Sinto falta do seu abraço e do seu olhar que dizia tudo sem pronunciar uma palavra sequer e hoje me vejo aqui lembrando sozinha trancada no mundo. Você nunca soube, mas eu te amei. Sempre fui assim, as pessoas que realmente mereciam nunca ouviram isso de mim, agora não tenho nem como me arrepender, você já tem alguém para preencher o lugar que sempre foi meu, mas eu nunca quis ocupar. Talvez um dia você ligue para dizer que continuo sendo sua grande e velha amiga, ai sim eu vou dizer: "Sei que é tarde, mas ainda amo você".
Eu prefiro as pessoas que conseguem ver o lado claro das coisas mesmo que todo dia anoiteça. Gente que se abala com os fatos sim, mas que não quer derrubar a estrutura do outro só pra vê-lo no mesmo nível em que estão. Com o tempo a gente aprende que todos têm o ônus e o bônus, mas poucos conseguem carregar dores e doçuras sem despejar em ninguém suas amarguras. Eu ainda acredito mais em sonhadores incuráveis do que em caçadores de mágoas...
A gente vive buscando garantias. Queremos que dê certo, queremos fazer dar certo, lutamos para colocar tudo nos trilhos, nos eixos. Mas a vida segue seu ritmo. Os sentimentos têm seus próprios passos de dança. E de vez em quando somos obrigadas a ensaiar um novo passo. Nem sempre dura. Nem sempre é eterno. Nem sempre é como um sonho bom. E precisamos lidar com isso. Nem que seja na marra. Nem que tenha que engolir o choro e de vez em quando forçar um ou outro sorriso. Nem que a gente tenha que fingir que está tudo bem…
Uma pessoa verdadeiramente grandiosa é aquela que consegue vencer a si mesma. Aquele que consegue vencer o inimigo é forte, mas aquele que consegue vencer a si próprio é realmente poderoso. Vencer e desafiar a si próprio é uma tarefa árdua e requer muita coragem e só conseguimos com muita humildade, seriedade e sinceridade. Admitir que estamos errados e reconhecer que, em determinadas situações, somos o centro do problema, são atitudes muito corajosas, em que a decisão e a determinação de mudar a si próprio é fundamental.
Desculpa por não ser a amiga que tu merecia, só não queria te perder... mas infelizmente isso aconteceu! Sabe, cara, às vezes eu me pergunto por que uma pessoa como você é amiga de uma pessoa como eu... Na vdd nunca existiu amizade entre nós duas. Acho que foi apenas diversão, sabes! Se você soubesse o quanto eu te amo, o quanto eu sinto falta de estar ao seu lado, o quanto dói não te ter por perto, a vontade que eu tenho de estar aí contigo agora... Eu te perdi, infelizmente. Irei me culpar eternamente por ter ficado sem falar com você esse tempo todo... por ter deixado você ir sem ao menos tentar te impedir... mas, sabes, só queria uma coisa de ti: pedir para que você me perdoe. Pedir para que você me dê outra chance para te provar que, sim, eu mudei... E eu juro que agora eu te amarei intensamente. Eu te amo, minha amiga!
Ele vinha, ela ia. Eram opostos que se esbarraram na estrada da vida, e sonharam, planejaram. Ela buscava sempre de forma fria ser realista, e ele lindamente sonhava. Eram bons um com o outro, e sabiam andar de mãos dadas, mesmo que os caminhos nem sempre fossem os mesmo. Ele calmaria, ela furacão. Louca, paciente. Ela era noite, ele dia. Eram sorrisos, noites sem fim, depois calmaria. Eram danças e deitar na grama, sorvete e azul do céu. Ela sempre amarga, ele mel. Ele beijo molhado ela abraço apertado, ela escandalosa ele calado. Eram amigos e confidente, mas nem sempre viviam contentes. Tinham problemas, mas quem não tem, até que num desses chega o desdém. Ela vinha, ele ia. Não mais juntos, porém mais unidos. Eram cúmplices e muito amigos. Existia amor, e devoção, e a inexperiência os deixava no chão. E assim seguiram, pelo caminho. Mas jamais soltaram as mãos.
Eu não sei, fui acostumada, fui criada, totalmente sem carinho ou atenção, tive um longo tempo da vida onde isso também não foi me dado. Então quando resolvi crescer e me reconstruir incorporei isso em mim. Dar atenção ao máximo, aos amigos, a família a quem vive nos meus dias, estar sempre presente, ler, ouvir, aconselhar e muitos me procuram pra isso, e em todo tempo. Agora! Chega um belo dia que eu preciso falar, que eu quero desabafar minhas neuras e algo que me angustia, e não tem ninguém ali, ninguém esta disposto, estão todos muito envolvidos com algo, ou em algo e fingem não ouvir, ou já julgam o que eu acho ser um problema como uma coisa banal e simplesmente ignoram-me. Vi isso e doeu. Me senti estranha por precisar disso, então vejo que ainda não me basto, e também isso tenho que aceitar. Aceitar que não me basto e que os outros não estão nem aí com o que penso, sinto ou julgo... Se eximindo, não me dando a mínima atenção quando eu sinto precisar tanto. Às vezes no auto da arrogância que "ainda" há em mim, queria falar de muitas coisas, contar histórias, conjecturar, discutir os problemas do mundo, mas me contenho, porque eu sei que a falta de atenção dos "queridos" a minha volta me corrói, mas não aceito e não entendo. Se não ajo assim com as pessoas, por que elas agem assim comigo? A falta de atenção de quem a gente gosta, falta de envolvimento no assunto, dói mais que bater o dedinho na quina do sofá e nos decepciona muito com as pessoas a nossa volta. Eu sempre fico angustiada, com falta de atenção mesmo quando a mesma não se dirige a mim, me sinto mal vendo alguém ser ignorado num momento em que precisa falar, pôr pra fora, e a pessoa é simplesmente ignorada, como se não existisse, como se não estivesse falando, ou não estivesse ali. Isso me corrói e causa ira, e não quero esses sentimentos em mim mais não. Claro que tem o povo chato, que tenta encher o saco todo dia e com os mesmos problemas e lamentações, que querem falar e falar, e falar. Me policio pra não encher o saco de ninguém. Então fico disponível pra ouvir, palpitar, opinar, rir, falar de merdas que nem me interessam, mas dando atenção. Quando eu precisei encontrei o vácuo, o "não to nem aí", o "ok"... (ah! como odeio os "ok"). Assim é a merda do ser humano: quando precisam, você dá. Quando você precisa, que se dane. Então disso tiro mais uma lição: não sou assim tão importante aos que penso ser, e meus problemas não interessam a ninguém. Ninguém quer perder conversas em outra telas, outros telefones, perder meia hora. Porque simplesmente, não importo pra ninguém e ninguém quer escutar, e o que me angustia não angustia o outro. Mas, ora, às vezes também preciso falar.
Durante muito tempo me cobrei demais. Meu exercício diário é tentar relaxar, soltar os ombros. Quem me conhece sabe que não relaxo nunca. Vivo tensa, vivo querendo que tudo caminhe bem, dê certo, quero controlar tudo e muitas vezes perco o controle da minha própria vida (..) Quando deito na cama já começo a pensar em tudo que preciso fazer no dia seguinte. (…) Tem muita gente com energia ruim que fica tentando sugar nossa paz. Parece simples e básico, mas não é. Procuro lembrar disso diariamente: gasta energia no que realmente vale a pena e merece.
A gente cansa: a gente cansa de tentar, de fingir que tudo está de acordo. A gente cansa de agradar às pessoas e sorrir para que tudo pareça estar normal. A gente cansa, e chega um momento que você passa a não se importar com mais nada. Não se importa mais com o que vão pensar e nem mesmo com o que sentem. Porque cansamos de insistir no que nos fere.
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