Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Me sentei sozinha olhando na direção do céu, parecia mágico a vista, a não ser pelo embrulho no estômago que eu estava sentindo. Essa raiva que mobilizou o meu espírito bom. Não! Você não sabe, ninguém sabe o que senti naquele momento, e as vezes, cá entre nós, me pego pensando que nem mesmo eu sabia. Só sei que meu subconsciente lançava uma pergunta que parecia me engolir por inteira. "Por que?"
Eu ainda não tive essa resposta, talvez seja porque você é realmente uma pessoa ruim, que tem a intenção de ferir quantas vítimas conseguir, ou talvez seja porque você tem algum sério problema estrutural. Eu não sei bem. Só sei que não vou procurar te entender. No fundo não há nada que justifique você ter feito o que fez.
Não! Você não viu, ninguém viu a dor que se acumulou em mim quando eu descobri o tipo de pessoa que você é. Foi triste e decepcionante.
Eu desejei profundamente morrer quando você se afastou de mim, mas estou viva, e sinto muito, vou continuar.
ESTORIAS COM GASPAR...
- Gaspar, eu preciso te contar. Ela é incrível. Parece até que quando estou ao lado dela, esqueço tudo ao meu redor. Como se ela tivesse uma energia boa, que também é transmitida a mim, entende?
- Entendo.
- Eu não sei explicar! Só sei que agora parece certo, a gente se encaixa pra valer, e eu quero que dê certo.
- Não vai dar.
- Por que não?
- Porque ela não é a pessoa certa pra você. Vê... vocês não tem nada em comum, a não ser o fato de estarem sozinhas, o que não é nem tão comum assim, porque ela quer estar sozinha. Você só está desejando com todo seu coração esquecer o passado, e aí acha que com a primeira que se envolver, já vai dar certo. Mas não é assim que funciona pequena.
- Mas eu sinto...
- Você sente demais! Chega de tanto sentimento ao extremo, pequena. Não somos só feitos de emoção, temos também a carne.
- Isso me lembra a outra... acho que ela não tem nenhum lado emocional, apenas carne.
- Todos temos nosso lado emocional, pequena. Só que alguns demonstram menos.
- Doeu tanto, Gaspar...
- Eu sei, pequena.
- As vezes sinto que falta um pedaço de mim. Como se ela tivesse arrancado, e levado com ela quando partiu.
- Vai passar.
- Mas quando, Gaspar? Já foi tempo demais, e eu ainda aqui.
- Você irá superar, quando quiser superar. Quando admitir que ela foi embora, e não vai mais voltar.
- Por que ela fez isso comigo, Gaspar?
- Porque ela é um ser humano, é isso que as pessoas fazem... machucam.
- Mas eu não sou assim Gaspar.
- É porque você é especial, e ainda vai ser reconhecida por isso, acredite em mim, eu falo a verdade.
- Eu sei Gaspar. Obrigada por nunca me abandonar.
- Eu sou o único, que nunca te deixará.
-Sabe Gaspar... As vezes, de tanto querer, até consigo fingir que você é real... É mágico essa sensação. (...)
É tão cedo pra falar, mas eu consegui suspirar e abrir um sorriso ao mesmo tempo, e isso dificilmente acontece. Eu nem te conheço, não sei quase nada sobre você. Mas em apenas um texto que escreves, consigo te ler por inteira. Sua alma bondosa que não existe mais hoje em dia, seu sorriso de criança, que faz com que qualquer um toque o céu sem tirar os pés do chão, seu jeito cativante, que sinceramente, me atrai muito. É como se eu tivesse encontrado a pessoa que sempre procurei. Como um surfista encontrando a onda perfeita no momento certo. Só que eu não posso entrar nesse mar, eu não devo. Porque sua vida é impenetrável. Então eu guardo pra mim toda essa admiração, e sufoco os vestígios de esperança, sem mais delongas ou repetições de "será?".
Eu gostaria de poder me transformar no que te agrada, porque é como se houvesse uma ligação entre nós. Como se nos conhecêssemos de outra vida. E eu torço muito, pra que na outra que virá dê certo. Porque insisto, especialmente para meu coração, que você é impenetrável.
Prefiro guardar esse gostinho bom que ficou só comigo, de poder saber que existe tudo que eu sempre quis, em uma única pessoa, do que ter lembranças ruins pra colecionar.
Eu sei que por você vale a pena tentar, e eu quero muito. Mas como a paz mundial, o fim das guerras, viagens no espaço e cachorros falantes, isso é improvável... ou melhor, eu diria: impossível.
Mas mesmo assim, eu estarei aqui, torcendo pra que realize todos os seus sonhos lindos.
Continuo te gostando, e te gosto muito.
Eu poderia escrever um texto gritando o quanto estou feliz. Mas de que valeria, se não é verdade? Ao invés de escolher seguir conselhos de amigos, desde pequena eu optei por ser eu mesma. E vou seguir com isso até o fim. Mesmo que doa, mesmo que pareça errado... Sou eu e as forças da natureza agora. Não quero pessoas. Pessoas borram a maquiagem, pessoas embrulham o estômago, pessoas estão sempre indo e vindo, e nunca permanecendo. Eu quero fadas! Eu quero voar. Quero ter um animal falante, um super herói forte e por fim um "felizes para sempre". E é difícil pra mim ser assim, meu doce amigo. É suado. Porque quando você consegue enxergar maldade na maioria esmagadora das pessoas, você se trava, e passa muito tempo sozinha.
O que me corrói, é essa minha vontade de querer mudar o mundo, de ensinar as pessoas a amarem uns aos outros. Tenho que aprender, ou melhor, aceitar, que existem brinquedos que vieram com defeito em sua fabricação e não há esforço nenhum que faça com que eles sejam consertados.
Mas por outro lado, eu sinto uma voz dentro de mim, dizendo que é só acreditar, que o mundo irá conspirar a meu favor, e que tudo dará certo.
Porque eu não quero escritórios, carros importados, nem um papel com um desconhecido que dizem que traz felicidade. Eu quero deitar na grama, na areia, na beira do asfalto, e ouvir o canto dos pássaros. Quero abraçar forte um cachorro de rua, quero balançar nas árvores, e eu quero, infinitamente, que tudo isso seja doce, seja inocente, seja especial.
Seria tão bom... tão bonito, se as crianças de hoje em dia, ainda acreditassem em papai-noel, ao invés de aprenderem na escola as impurezas da vida.
Eu, com 20 anos, acredito em magia. E cá entre nós, não me importo, nem por um segundo, se isso parece ridículo pra você. Porque sua falta de fé, também é ridícula pra mim.
Me diz como é quando ele te beija... Me conta quais são as armas que ele usa pra te deter. Me fala se ele passa a mão nos lugares que eu já passei, ou descobriu coisa nova. Diz pra mim... Diz o que é que ele fala pra te fazer abrir esse sorriso tão grande. Diz como é que ele se sente, te tendo por completo. Me diz qual foi a frase que ele mandou após você ter dito que abriu mão de tudo por ele. Diz pra mim... Diz o quanto ele é bom em tudo que faz, diz que se enganou todas as vezes em que me elogiou, porque ainda não havia conhecido ele. Me fala que foi tudo que você sempre quis, e que consegue se sentir muito feliz assim, sorrindo, brincando... na curtição.
Diz pra mim, que talvez faça com que eu entenda. Porque se eu não entender, algo muito mais triste do que o nosso fim, vai acontecer. Eu vou ter o pior dos sentimentos por você. E se eu alcançar algo assim, não haverá nada que faça com que eu mude. Você ainda não conheceu meu lado cruel - aquele - que todo mundo, por melhor que seja, tem. Então só me diz... Mas fala com ar convincente pra que eu acredite. Me explica tudo de melhor que ele pode te oferecer e que será a pessoa mais feliz do mundo.
Eu só preciso que me diga... Assim, eu conseguirei seguir meu caminho, expulsando os antigos fantasmas e me libertando, pra que algo melhor... quem sabe... venha.
Ah... o fazer amor...
Como dois corpos em uma cama se encaixam tão bem. Pode haver aqueles momentos em que algo constrangedor acontece, mas sempre se encaixam. E vão viajando pra um lugar desconhecido, já não existe mais problema que não pode ter solução, já não existe mais pressão nem cobranças. O mundo se torna mais belo. Em alguns minutos você consegue tocar o céu e perceber que a vida vale a pena. Um prazer inocente e ao mesmo tempo cheio de pecado... Pode haver qualquer consequência no "depois", mas naquele exato momento, garanto, o mundo lá fora não existe. Os julgamentos deixam de existir, e qualquer corpo te tocando, parece ser o mais belo do mundo. E suas teorias vão se perdendo e você se atraca mais no que parece ser desconhecido.
Ah... o fazer amor. Tanta saudade guardei dessas sensações. Tantas descobertas novas eu gostaria de fazer. E esse tabu iria se quebrando, pois é apenas a maior grandeza do amor. Quando se unem, quando se dobram e re-dobram num único corpo. E se tornam a mais bela poesia - não citada - por Camões. Porque é o de agora, somos eu e você nessa cama suada, bagunçada, de um lado ao outro, com a visão do que jamais esqueceremos.
Tão fácil de explicar, mas tão difícil de entender... Ah... (suspiros), felizes são aqueles que, como eu, encontraram alguém especial, e conseguiram, de fato, fazer amor.
Eu tenho que agradecer, Zézim. Essa vida está facilitando demais pra mim. Tá tão fácil esquecer, ó. As vezes parece até que nunca aconteceu. É tão bom esse sentimento de raiva que ocupa meu coração, eu sei Zé. Logo será deixado, pra o sentimento de "nada" entrar. Mas não é só isso não. Eu acabei descobrindo que fui eu o único a apostar mesmo nessa história, a amar pra valer, a fazer todos os caprichos e escolhas em que era determinado. Mas sinto arrependimento disso não. Eu tô é, como dizem, "de boa". Isso é apenas o que eu faço. Vou acreditando e vem as pessoas e me fazem desacreditar. Foi real da parte dela não, Zé. Então me desculpe pela grosseria, mas quero mais é esquecer. E tem tanta gente bondosa comigo, Zézim. As pessoas estão me ouvindo, e me dando atenção, e cuidando de mim, daquele jeitinho, ó. Estou bem comigo mesmo. Estrapolaram! Pisaram e pisaram, e eu permiti que pisassem, porque agora eu estaria livre dessa coisa ruim me prendendo, ó. Exclui as fotos sim, Zézim. E exclui tudinho que aconteceu, ó. Joguei fora junto com esse sentimento que vai passando aos poucos, para que melhores venham! Para que coragem venha! Bondade! E logo eu, Zé. Que sempre pensei que ela tivesse um bom coração, que fosse me ouvir... (Risos) Queria mesmo era judiar de mim. Mas fechei a porta, Zé. Aqui ela não entra mais não! Eu sou difícil pra superar, mas quando supero... Sai pra lá.
E aquele novo horizonte ali, ó... Ouvi dizer que é excelente. Vamos apostar?
Essa vida, viu Zé? É mesmo uma loucura... Ontem eu estava tão bem e hoje essa tristeza me persegue, de novo. Mas faz mal não. Eu? Lutar sozinho e sem ajuda alguma? Vou não, Zé. Tô fora, hein. Eu tenho é que aprender a dizer adeus as coisas, DESAPEGAR, Zé! Essa é a palavra.
Tenho que deixar minhas digitais na vida das pessoas e depois, ó, tomar um banho que lave até a alma. Meu defeito é ser sempre assim, Zé. Deixar as pessoas entrarem e sairem quando achar que devem. Vou mudar a fechadura da porta e trancar de vez. Porque eu? Me matar por conta das pessoas? Nã, nã. Vou não Zé. Tenho muito o que fazer ainda. É só respirar fundo e esperar o tempo passar.
Doer? Dói sim, Zé... Mas com o tempo vai passando... Passa, passa sim. Não tem mais o que chorar e se lamentar não, Zézim. Olhos pra frente. FOCO! Deixa que os fantasmas assombrem... Tenho mais medo não, Zé. Tô firme, ó. Um pé ao lado do outro, e tô pronto pra caminhar. Vai demorar um tempo, Zé. Mas tenho certeza que o próximo sabor que virá de uma nova vida, fará com que eu veja porque todos os outros deram errado.
Tô esperando, Zé. E sou paciente!
A ausência ocupa espaço... Ocupa a cabeça e ocupa o coração muito mais do que imaginamos. A saudade é a palavra mais utilizada e menos absolvida que existe. As pessoas usam tão facilmente que esquecem do verdadeiro significado. Pois se soubessem, estariam numa cama desejando parar de respirar, como eu. Tentando se ferir simplesmente para conseguir acreditar que ainda está vivo. Que ainda consegue sentir. E tentar sorrir com os olhos cheios de lagrimas, por lembranças que nunca irão embora... E dói, dói, dói... Machuca da pior forma. É torturante e inconsequente. É extremamente desumano.
E quando a fraqueza toma conta do corpo que você - acha - que ainda possui, a única coisa que pode fazer é torcer... Desejar que as horas passem e que você continue intacto. Porque cada segundo que passa é uma batalha nova a ser vencida.
Como podem achar graça disso? Como podem conseguir rir de um ser humano acabado? São pessoas! São sentimentos... É a carne viva e o sangue pulsando... Sangue derramado! É o desespero profundo... Doentio.
Eu não tenho medo de morrer... Tenho medo é de viver o resto da minha vida sentindo falta de algo que nunca mais poderei ter. Tenho medo é de viver infeliz.
Tenho medo que minha morte traga prazer ao mundo.
Traga prazer a você.
Você vem e me vê, e sorri, e gesticula, e fala comigo, e argumenta, e sorri, e aconselha, e fica em silêncio, e pensa que eu estou aqui. Mas não estou aqui. Não estou nem aí. Eu estou em uma dimensão desconhecida do que significa essa vida. Guardo na boca o gosto intenso de um dia perfeito e meu pensamento está direcionado ao que chamam de "alguém especial". Mas não é alguém... É você, fantasma da minha vida. É você que está brincando com a ponta de meus dedos agora. E me acaricia. E sorri pra mim, de novo. E me faz suspirar, com essa cara de quem quer me ter por inteiro... E eu acabo acreditando nessa miragem. Eu me reviro por causa desse delírio. E estou agora, absolutamente, entregue a você. Com a certeza de que o mundo lá fora, pode não existir. Eu quero mais é ficar aqui, deitado nessa cama, te abraçando... Abraçando seu corpo invisível com tanta ternura, que eu sei que pode ser real... E é. Porque loucura é o que me resta, depois que você partiu. Loucura foi tudo que me sobrou...
Porque conseguir abrir os olhos para a realidade, seria tão irreversivelmente doloroso. Tão cruel, que a morte seria um sonho a ser realizado. Mesmo que a eternidade seja aguentar saber que nunca haverá a chance de um depois... Ainda que eu fique preso em um lugar escuro pelo pecado de tirar a vida...
Mas eu sei o quanto se tornou insuportável. E Deus também há de saber. Mas tudo ficará bem enquanto você tiver aqui comigo, beijando meu pescoço e meu braço e todo o corpo, que esse tempo todo, só soube ser seu.
E eu te vejo, e sorrio, e gesticulo e falo contigo, e argumento, e sorrio, e aconselho, e fico em silêncio, e penso que você está aqui. Mas você não está aqui.
Você não está nem aí...
ESTORINHAS COM GASPAR...
- Preciso dizer algo?
- Não.
- Eu estou com tanta vergonha... De todos.
- De mim.
- De você... Da vida. De todos que me cercam.
- Mais de mim.
- De você, porque deixei de acreditar...
- Então por que escreves?
- Não sei. Se verem isso irão rir de mim. Porque tudo que eu fiz esse tempo todo foi inventar...
- Foi?
- Não. Mas acreditam que sim.
- Você se importa?
- Sim.
- Eu sei. Que pena.
- Gaspar... Eu só queria poder me explicar a cada uma das pessoas que se viram contra mim. Explicar... e deixar esse ódio de lado.
- Irá. Na hora certa.
- Por que me odeiam?
- Porque não te amam.
- Nunca amaram?
- Há tantas definições do que seja o amor...
- Eu não consigo odiar.
- Eu sei.
- Eu deveria.
- Não... Isso mudaria a pessoa que você é.
- Eu devo ser um monstro. Porque o que me restou foi... nada.
- Você tem a mim, e podem achar loucura e rirem disso, não deve se importar. Uma pessoa que não tem fé é menos do que alguém que você precisa na sua vida.
- Queria conseguir dormir...
- Dorme, eu te cuido.
- Queria ouvir sua voz...
- Fecha os olhos, acredita com todo o coração. Os sonhos podem se tornar realidade.
- Não importa quantos anos eu terei, você será sempre o meu herói.
- E você, o meu pequeno.
- Te amo.
- Profundamente.
- Hoje vou levantar, Gaspar. E sei que a força que terei em tomar uma chicara de café, será seus braços - inexistentes - me guiando.
- Foi e será... todas as vezes!
Então vem e me derruba, e me detem, e me ultrapassa, e me destrói, e me refaz, e me experimenta, e me recompõe, e me entorpece, e me ame, e me odeie... Quantas vezes quiser. Porque eu sou esse monte de experimentos malucos que foi gerado por uma causa ainda não descoberta. E meu caminho é esse mesmo, torto e vazio... Como um gole de um café amargo. Noites de sexta feira nostalgicas. Uma solidão em uma casa enorme. Um passeio sozinho no parque. Um trago num cigarro profundo... Sentindo as bordas de seu pulmão se encherem do que parece mais ser a sua morte prolongada. E machuca... E chora... E chora tanto, que não se sabe chorar mais. E dói tanto, que de doer, já não dói mais... E você se torna aquilo feito de pedra, que parece ser tão forte... Mas é só vim de novo aquelas centenas de escavadeiras, que se desmonta em um monte de peças caidas... E carrega aquele coração feito de porcelana. O bem mais valioso do mundo, que já está tão coberto por reparos, que nem se pode bater mais. Mas bate. Pra que, em cada batida, se lembre do quão foi errado embarcar de novo na mesma viagem que o destruiu a pouco tempo.
Eu sou assim mesmo. Essa espécie de metamorfose dramática, que clama por algum tipo de socorro, sem nem se dar ao luxo de ser forte e superar...
Ah... Se eu pudesse sair desse corpo, e ver aquele ser deitado na cama. Gritando... Porque chorar só não resolve. Eu iria abraça-lo com tanta delicadeza. E trazer junto a mim seu rosto... Até que amenizasse. Depois eu diria o quanto o dia lá fora pode ser lindo se houver uma luta intensa, contra essa imensidão de mágoa que o cobre.
Ah... Se eu pudesse fazer o mundo inteiro entender... Que todas as vezes que aquele ser errou, foi tentando acertar... E caiu de novo. Sem nenhum perdão, sem nenhuma piedade... Caiu e irá continuar ali. Até que alguém - especial - venha conseguir tirar essa capa suja... Que está cobrindo, há tanto tempo, a melhor parte de mim.
Cansei, consegue entender o sentido dessa palavra? Consegue ver um corpo suado e ofegante em cima dela? Pois é. Todo ser humano, por mais otario que seja, cansa! E eu tô a ponto de explodir, e eu falo no sentido literal da palavra mesmo, como se eu carregasse duas bombas atômicas dentro do meu coração - que era - pra nesse instante estar sendo cuidado.
Mas que raios! Quando você aprende a ser um idiota que recebe ordens de todo mundo e tem que viver com um sorriso estampado na face, você acaba se acostumando a aguentar tudo isso, como se fosse obrigatório. E as pessoas vão se acomodando a abusar do quão - forte - você pode ser.
Então você pode ir procurar outras pessoas, outros caminhos, outros problemas. Porque cansei de ser amado só de vez em quando, de receber beijos somente enquanto a luz estiver apagada e de ser - minunciosamente - escondido para todo o mundo.
Cansei de dar tudo de mim enquanto vou recebendo parcelas de coisas que eu nem sequer pedi, e de todo meu esforço ser sempre em vão.
Tenho que aprender é que o mundo não acaba em uma determinada pessoa. Existe um leque de possibilidades diferentes para ser feliz, lógico que a maioria delas vai apenas insistir em que eu tome - lá naquele lugar. Mas faz mal não. Já vou estar pronto para a próxima.
Só que agora, lamentavelmente e com toda razão que cabe dentro de uma certeza, eu cansei.
Capiche?
"Sou um menino das trevas, aquele a qual todos devem temer. Tenho uma espada de aço titânio e consigo decaptar 200 gargantas de uma só vez..." - É assim que eu gostaria que me vissem, pra que não tivessem a audácia de pensar em me fazer mal. Mas quem é que eu estou enganando? No final do dia eu fico aqui, sozinho, lutando pelos meus medos infantis... Medo de desaparecer, de ficar sozinho, de nada nessa vida, enfim, valer a pena...
Mas que danada essa vida, huh? Achei que fosse ser um herói capacitado a salvar vidas, e não passo de alguém que é empurrado pelo amor. Amor este, que me direciona sempre aos mais duvidosos caminhos.
Segurança pra quê? Quando se tem o colo mais doce do mundo para se deitar... Deitar até amanhecer.
E o mundo que se exploda! Quero mais desses doces que estão selados em seus lábios grandiosamente lindos. Mas que fazer? Lutar contra a vida? Nem penso... Sou apenas um pequeno urso que ainda não aprendeu a se amamentar sozinho.
E quando o sono desaparece? (...) Há diversos suspiros ao terminar essa frase e nenhum, nenhum entusiasmo. Quase todos os sintomas disso, se resume a um só fator: a falta que você me faz. E acho que está aí, no meio dessa frase, dessa perda de sono, desse embrulho no estômago, a crueldade da vida... Não ter o que mais queremos.
Mas fomos feitos para sobreviver, essa é a única regra do jogo. Somos mobilizados a fazer a coisa certa pra continuar enchendo o pulmão de ar, e não há nenhuma ajuda de outro mundo, pra que nos acostumemos com isso, a não ser o tempo.
Ah... o tempo. Tanta gente falando sobre ele, pedindo que ele passe rápido e resolva todos os problemas... Juro, que se ele tivesse 2 pernas e um coração, seria o ser que eu mais sentiria pena.
A verdade é que, por mais que eu seja uma pessoa, sem modéstia, culta, eu também passo por isso. Acima de qualquer cultura, há um coração bombando sangue pelo meu corpo, que mais serve pra sentir uma dorzinha vezenquando, que é traduzida na mais linda saudade.
Saudade de você, muita saudade. Volta logo pra mim.
ico pensando aqui, o que será que você está fazendo enquanto conto todos os milésimos de segundos em que penso em você. Penso se seu sorriso ainda continua o mesmo, e se seu olhar ainda está direcionado a mim. Penso em tudo, em todos os detalhes do comportamento que eu conhecia bem há uns dias atrás. Mas e se as coisas tiverem mudado? Como é que eu posso saber?
Reticências... É esse o silêncio que escuto todas as vezes que espero por alguma notícia. Me sinto irritavelmente fraco por sentir essa saudade absurda, que mal cabe dentro de mim. Mas fazer o que? Tenho que aceitar a pessoa que sou, e que me tornei depois de ter te conhecido.
A droga mais viciante e poderosa. Cansei de lutar contra isso, vou abrir os braços pra que me atinja por inteiro.
Droga... perdi a conta.
Então venha cá, não fuja não. Me ensina a amar desse jeito que você e o resto do mundo sabe, e o sabe muito bem. Me mostre como é sentir saudade apenas as vezes, ligar quando dá na telha e colocar quinhentas desculpas e impecilhos no meio do caminho. Me ensina, que aí eu aprendo e vamos nos dar muito bem. Esquecendo um pouco do compromisso e vivendo mais nossas vidas, ou melhor, vida minha e vida sua, sem misturar tanto.
Me fala tudo, porque eu tenho ignorância em amar só pela metade. Em fazer o que é certo e em viver sempre sorrindo. Sou assim mesmo, um amotoado de erros vestido em uma pessoa só.
Só sei amar assim... Compulsivo, intenso, perdido pelos ares.
E assim não funciona, assim ninguém mais quer.
Me ensina a ser livre e a aceitar que uma carreira e uma amizade é mais importante, muito mais importante que um amor pra vida inteira. Na prática, na teoria, de qualquer jeito... me ensina.
Porque eu não consigo mais carregar dentro de mim o amor do mundo inteiro... sem ter um ombro pra me apoiar.
Passei um tempo olhando pro céu, e talvez mais tempo do que eu deveria... Da noite ao nascer do dia. E percebi o quão lindo são o Sol e a Lua... O quanto eles carregam um mistério dentro de si, que na correria do dia-a-dia... ninguém percebe. Exceto eu, eu reparei em suas extremidades... E me dei ao luxo de imaginar uma fábula entre eles... Onde ambos se apaixonam. A Lua o vê tão grandioso, tão lindo... Mas percebe que aquele amor é impossível. Porque por mais que suas cores combinassem, ou dessem um jeito de se encontrarem mais cedo... Não se encaixavam.
Sabe quando simplesmente... não dá? Por mais coisas em comum que eles tivessem, por mais que sua vontade fosse maior que a de todo o mundo, não foram feitos pra se unir... A luz com o escuro, o fogo com o gelo. Eles nasceram pra serem os opostos, e é assim que tem que ser, sem resposta premeditada. Ainda que doa muito mais do que um deles conseguirão superar.
Infelizmente, sem entender muito bem, eles se esforçam pra aceitar, buscando uma pitada de esperança, que demonstre ao mundo que essa teoria está errada.
E como algum texto ruim, essa fábula não tem nenhuma moral, a não ser: continuar.
Passei mais uma noite grudado no celular, isso poderia ser bonito se não houvesse um mal estar que se aprofundou dentro de mim, misturado com um gosto de bebida qualquer e uma ponta de raiva. Raiva por terem realizado meu sonho e não ter significado nada pra eles. Raiva por terem tocado, abraçado o meu mundo, enquanto não davam a mínima pra isso.
É uma dor silênciosa, quase que imperceptivel... mas ela tá ali, cravada no lado esquerdo. Vontade de apagar tudo que aconteceu num fechar de olhos. Eu te dei os meus olhos, a minha vida, os meus pensamentos... o meu sono! E em uma semana, tudo isso foi apagado.
Mas não há drama dentro disso, sua e minha vida continuarão. Tens meu número, meu endereço, e sem nenhum obstáculo, o meu coração. Sabe todas as formas de me encontrar. Se achar que valho a pena, apesar desse monte de erros que vive dentro de mim, não perca tempo não... venha.
Porque o futuro é muito mais valioso e significativo, do que erros na adolescência. E eu serei a pessoa que conquistarei o oceano, salvarei vidas. Não tenho um corpo espetacular, uma fala grossa, nem um sorriso encantador. Mas o que tem dentro de mim, guria... eles e muitos outros invejarão.
Eu só queria ter o poder de um gênio, e com um passe de mágica consertar todas as falhas que estão em nossas vidas. Você não percebe, ou finge que não vê, que tudo que eu fiz até hoje foi te amar mais a cada segundo. E carregar em minhas costas todo o peso de um relacionamento complicado. Mas a magia não existe, embora eu queira acreditar muito nisso, tenho que me esforçar a entender que dessa vez eu não posso simplesmente apagar tudo com uma borracha transparente e voltar ao normal.
Mas eu queria, queria mesmo voltar ao princípio, ao que éramos, ao que fomos e deixamos de ser. Tirar tudo dessa gaveta apertada que foi acumulada por erros irreversíveis. Porque nós somos tão fortes, e tão bonitos e tão únicos juntos...
E aí eu me pergunto se continuarei sendo forte, bonito e único sem você ao meu lado. Não me vem respostas. Porque estou muito ocupado pensando em todas as possibilidades de arrumar isso. Porque eu sou assim... não consigo ver algo defeituoso e não dar - tudo de mim - para consertar. E como todos os teimosos eu sofro e não canso de bater minha cabeça na parede, enquanto nosso relacionamento se afunda no mar abaixo...
Que pena.
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