Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Faz tanto tempo...
Tanto tempo que eu fixei minha mente a uma verdade... EU TE AMO! Será que tanto amor resistiu a esse espaço de tempo e esse vazio de idéias que se formou entre nós? Faz tanto tempo que eu te amo que eu poderia passar infinitas horas falando desse amor e é por isso que eu afirmo, É AMOR! Nenhum outro sentimento resistiria a todas essas idas e vinda. Eu descobri que o amor não precisa dar certo pra se ter certeza que é amor, ao meu ponto vista amor é tudo aquilo que enfrenta os obstáculos do tempo e principalmente a dor de um sentimento não correspondido, que passa por cima do seu próprio orgulho, por ser amor! Talvez existam outros amores, mas não será o seu, não será o meu primeiro amor e nem terá toda intensidade que um dia existiu entre nós dois. Sabe aquela mistura louca de paixão, desejo, lealdade, respeito e muita raiva? Então... Amor é mais ou menos isso aí. Quer dizer... Não amor especificamente, mas o primeiro amor. O mais forte e lindo de todos, o que nunca esquecemos!
Seja feliz, independente de qualquer coisa.
Odeio ficar sozinha, me encho de tempo de pensar em você, de pensar em saudade... E se agente decide deixar de amar? Será que agente consegue? Que nada... E nem é legal, legal mesmo é aprender a viver sem, a sorrir sem, a ser feliz sem. A sensação de que se é feliz sem depender de ninguém é a melhor do mundo... Ser feliz é a melhor coisa do mundo!
É esse seu domínio sobre mim !
e é exatamente nesses meus momentos de nervosismo e estresse intensos aparentemente sem motivo OU não que eu penso... Como é que pode você ter o poder de fazer isso comigo? Vai ser assim extremamente claro e ao mesmo tempo confuso... Chato e também divertido... Um babaca mais de uma beleza sem igual bem longe de mim vai, pertinho assim eu corro o risco de me apaixonar por você.
Quando me faltam as palavras,
pego-as emprestado,
só para que você possa ler
e compreender
o quanto ainda te amo.
Além disso,
pretendo fazê-la sentir o perfume
que extasia o nosso amor.
Àquele que,
quando exalado,
nos faz viajar ao passado,
mas com as asas do pensamento
voltadas para o futuro
e esse nada mais é
que uma folha em branco,
onde precisamos preencher
com palavras.
Sejam alheias,
sejam nossas.
De tudo,
nem tua sombra restou.
Rastro sumiu.
Suor secou
e teu cheiro cessou na cama.
Onde estarás?
Lembre-se de que estou sem nada,
pois levaste tudo,
inclusive o meu sossego.
Prepare-se.
Te reencontrarei
e quando isso acontecer,
duvido não suplicares,
através dos olhos saudosos,
que umedeça-lhe teus lábios
com um beijo
e que te faça amor
como sempre foi;
Menino malvado
E em um segundo
você vinha e me beijava
com aquele seu beijo faminto e voraz,
como se quisesse arrancar um pedaço.
Me prendia em seus braços,
sussurrava frases em meu ouvido,
me enlouquecia,
me fazia desnortear.
Percorria meu minúsculo corpo
com suas mãos grandes.
Sentia calafrios,
iniciava a suar
e todo meu ser tremia.
Cravava minhas unhas em você,
minha respiração ficava ofegante...
Até que,
deliciosamente,
atingia os mais deliciosos clímax.
E depois?
Calmamente você ia embora...
Ai, ai, ai,
menino malvado,
isso não se faz!
Nos manteremos imunes à sedução dos valores e prazeres institucionalizados?
Mesmo injustiçados nos manteremos fiéis à ética, ao caráter e à moral?
Quem são esses que se corrompem ou se deixam ser corrompidos?
Quem são esses que trocam a ética e o caráter pelos valores desumanos do mundo moderno?
Quem são esses que praticam a injustiça e se beneficiam dos menos favorecidos?
São os mesmos que pisam na cabeça de pessoas transformando-as em escadas;
São os mesmos que matam para alimentar a sua ganância, luxo e soberba;
São os mesmos que financiam a fome, a desigualdade, a miséria.
Me recuso a ser como um deles, me recuso a ser explorado.
Nos recusemos todos.
Mais uma vez mergulhado no profundo pensamento.
Às vezes acho até que eu poderia transformar as coisas com um simples pensar. Criar um mundo novo, um universo de boas verdades, de sonhos que se vivem, de povos que se abraçam, de amores que realmente amam. Um lugar onde a sede seja saciada e a fome farta. Mas não sou Deus, só um sonhador realidades amáveis e absurdas.
Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.
Você não vai me ver mentir. Desista. Mentiria sobre a cor do meu cabelo. Sobre minha altura. Até sobre meus planos para o futuro. Mas não vou mentir sobre o que eu sinto. Nem sob tortura. Posso mentir sobre minha noite anterior. Sobre minha viagem inesquecível. Mas não agüentaria mentir sobre você por um segundo. Não na sua cara. Mentiria pras minhas amigas sobre a sua beleza. Diria que tem corpo de atleta e um quê de Don Juan (mesmo sabendo que elas iriam descobrir a farsa depois). Mas não me faça mentir e dizer que não te quero. Que eu não estou na sua. Não me obrigue a jogar. Não me obrigue a dizer “não” quando eu quiser dizer “sim”. Não me faça tirar você da minha vida porque meu coração ainda acelera quando você me liga.
Insisto. Não perca seu tempo comigo. Porque eu não quero entrar no seu carro se não puder entrar na sua vida. Não me conte seu passado se eu não puder viver seu presente. Não faça planos comigo se não me incluir no seu futuro. Não me apresente seus amigos se, amanhã, vou virar só mais uma. Me poupe do trabalho de adivinhar seus pensamentos. Diga que me quer apenas quando for verdade. Diga que está com saudade apenas se sentir minha falta do seu lado. Peça minha companhia quando não desejar só meu corpo. Me ligue quando tiver algo pra dizer. Mas, por favor, me desligue quando não estiver mais afim de mim.
Nota: Trecho do texto "Não perca seu tempo comigo" de Brena Braz
O que sentes por mim ?
Eu não sei mais o que pensar, não sei como te atingir.
Queria poder dizer que te amo, e que vai ficar tudo bem.
Queria que me dissesse que me ama, e que sem mim você não vive.
Todos dizem que você não sente remorsos, ou demonstra sentimentos.
Todos dizem que você nunca vai ser alguém pra eu amar de verdade.
E você não me diz nada. Absolutamente nada.
Eu queria que você me xingasse, me batesse, ou me deixasse livre.
Mas, não livre de você. Livre de te amar.
Por que é difícil te amar e não saber se você sente o mesmo.
Queria apenas que você dissesse, não é muito difícil dizer que me ama.
Só precisa de 2 palavras.
E uma soma de sentimentos.
Ou não diga nada, apenas não diga.
E eu somarei a minha própria concordância com um orgulho ferido.
Meu coração desabou quando descobri tudo que estava acontecendo.
Achei que nunca encontraria o amor da minha vida.
Só quero que você saiba.
Eu me importo com você, eu quero você.
E nada nem ninguém vai tirar o que eu sinto por você.
Nem em mil anos, nem em outras vidas.
Eu amo você, e é de você que eu preciso.
Mas, faz a coisa certa, e deixa eu cuidar de você ?!
Eu me arrependo de ter feito você sofrer, e me arrependo de sofrer por isso tudo.
Sinto muito.
Eu Sei O Que Quero
Eu Sei O Que Estou Fazendo
Eu Sei O Que Vai Acontecer
Se Eu Não Soubesse Nada Disso
Iria Lutar Pelo Que ?!
Iria Sentir Alegria Pelo Que ?!
Iria Aprender O Que ?! ...
Não Disisto Do Que Quero
Sei Que Um Dia Ira Ter Um Final Feliz
Ou Triste...
Então Luto , Prefiro Arriscar O Final Feliz ...
Do Que Ficar Parado , Esperando O Final Triste ...
As vezes penso estar caminhado entre as pétalas caídas das flores dos meus sonhos... Mas aprendi que se estas flores despetalaram, era porque não faziam parte do meu destino, foram só parte da caminhada... Não faz sentido tentar mantê-las vivas e, ao mesmo tempo em que passo por elas, deixo para trás aquilo que não era meu e busco o que está reservado para mim... Não devemos reter o que não é nosso, jamais...
Andréa
Ao mar
No escuro do oceano rodeado por minhas preces jamais alcançadas, começo minha avessidade a vida. Como cactos no deserto que no fundo guardam água, remédio para quem tem sede. Se fossemos menos complexos, talvez tivéssemos conseguido flutuar, mas não. Minhas mãos estão sujas de tanto cavar por um mistério subtendido. Teu corpo nunca foi tão leve como desenhei. Eu não sei dançar, como te ensinei.
Quis pregar qualquer flor no seu cabelo, correr em qualquer lugar aberto. Cortar a alma. Quis, desesperadamente, catar toda essa sujeira guardada no baú da memória, curar toda essa dor, amarrar ao teu rosto o lírio que sempre fui. Mas minhas palavras sempre foram frívolas e nunca tocaram ninguém. Nada em mim conseguiu arrebentar o coração, esquartejar a pele, fazer sangrar o espirito. Não consegui jamais tocar teus olhos e enche-los de estrelas. Pegar teu coração sem máscaras e porquês. Mas quis, entretanto, roubar o avesso, o escuro, o medonho, a ferida aberta que a gente insiste em esconder.
Meus olhos foram capazes de enxergar teus buracos, teus cacos, tuas inspirações dolorosas. Mas não fui capaz de curar, porque a doente sou eu, com os pés sangrando, em um caminho tortuoso, em teus braços tão amenos. A cura que um dia esteve tão perto, hoje se poem distante, quase imperceptível. Só pra mostrar que mesmo ferida sei tentar. Sei abrir teu sorriso e te olhar como joia rara, única. Agora não mais importa, quem muito retém a mudança, nunca consegue o novo dos teus olhos, o abrigo destruído em que vivo.
O mar ainda continua de pé, com sua orquestra sinfônica que traz sempre o som da imaculada dor, do choro violento de todas as sereias que esperam por um amor. Então fecho os olhos, as luzes estão apagadas, consigo imaginar teus cabelos lisos, como folhas de um orvalho qualquer e sentir o cheiro de pitanga. Consigo me ver ao desalento de um adeus, de uma pergunta sem resposta e me encontrar novamente no oceano rodeado por minhas petições, entregas, sujeiras, lágrimas de sal... e me meter no meio d'água como mais uma onda contrária, carregando a fé contra a maré maligna que nada mais quer do que minha alma afogar. Sem pesos, nem roubos a mais, me desculpo mais uma vez por ter abotoado a sua camisa e lhe deixado suspirar no meu ouvido toda aquela história de esperança. Hoje nada seria como é.
A ti, meus trovões de poesia, ao mar, meu ego, minha alma.
Querido,
tentei fincar todo e qualquer perigo de viver em ti. Mas descobri que sempre fomos mais do que o pulo da sacada do último andar. Tentei suprir todos os medos que guardamos debaixo da pele, mas meus cabelos brancos que só você consegue ver não me deixou acabar com a coluna por sua causa. Sei que tentamos. Agora podemos descer a escada e acabar com a ideia absurda de se tacar do sétimo andar pra tentar voar como os pássaros que roubamos um dia. Sei agora te olhando de perto, que tua alma é tão sufocada quanto a minha, também não consigo respirar mais, as paredes também me puxam pra dentro e o sol me assusta.
Não sou capaz de curar teus olhos roxos de tantas noites de tormenta quando o choro rui no ouvido pálido. Minhas mãos não esquentam teu coração que sangra por mais uma dose de poesia. Somos intensos demais pra cuidar um do outro, sua história é a minha vida, minha vida é a sua história. E você acabou virando todos os meus pesadelos, e eu, por minha vez, acabei virando as suas lágrimas que nunca foram choradas até hoje. Sei que ficar de pé na beirada desse prédio alto em que estamos da vontade de se tacar de cabeça e libertar a alma presa, contida. Sei que dá vontade de catar o lixo das pessoas e comer o amor que elas jogam fora, sei que da vontade de rir por pura loucura e correr por medo, quem sabe.
Mas, querido, eu preciso de salvação, de abrigo, de uma rosa que não sangre como aquela do pé de solidão… preciso de um guia no meio desse deserto de zumbis desalmados a procura de uma carne pura e límpida como a nossa. E preciso do estrago, finalmente, digo, preciso. Para abotoar minha roupa após o banho e depois rasga-la com os dentes como se fosse um animal sem pena, para curar minhas dores de cabeça e me fazer afundar em puro desespero inconsolável. Para dar um jeito nesse meu coração quebrado em pedaços que eu nem sei aonde estão… e será que tem jeito? será que tem jeito pra mim?
Ô, querido, eu só quero uma chance pra suspirar sem essas algemas e gaiolas, sem essas preces e esmolas. Pois em nossos olhos estão erguidas todas as dores profundas e diluídas que nenhum de nós curamos. E não temos jeito, além de tudo, adoramos essa persistência em cair. Sou uma miragem sua, desesperançosa, cansada, depressiva. Mas ainda sei expulsar a repulsa, o raio solar, a boa menina que um dia, talvez tenha sido. O estrago é maior que isso, e todos os fantasmas agora estão reunidos em uma coisa que a gente chama de cabeça.
A verdade é que nem sei mais onde estou. Mas chego lá.
Bem meu, minhas memórias, são todas feitas de saudade e ao mesmo tempo, repressivas. São o que me mantém viva nesse vazio intenso de querer ser mais entendida, menos corrida. As lágrimas que rolam ao escrever, nem querendo você vai conseguir sentir, porque a dor é descomunal ao meu e ao seu tamanho.
Me sinto presa, vigiado por pessoas adultas demais, o que nunca fui e nem quis ser.
No meu olhar ainda existe o brilho da criança que caiu branquela no chão como um pedaço de nada, ali, parado, abandona até que alguém pudesse me por no colo e levar até o socorro mais próximo. Ainda há muito de uma pobre alminha segurando na blusa do pai para que não machucasse novamente sua mãe. Há também duas ou mais músicas que meu irmão cantava para mim dormir e o silêncio de querer sempre fugir de tudo, porque a vida nunca foi fácil, nunca foi rala. Resgatar as poucas bonecas sorridentes e correr pra longe de qualquer remoinho de maldade... fugir.
Por isso é que não quero mais o sentimento dolorido de ser gente grande, corrompida, cheia desses pedaços de tristeza. No meu olhar, ainda tem escrito muita coisa que eu nem sonho em dizer, porque a lembrança é uma faca de dois gumes. Dentre tais coisas, suspiro para acalmar o coração que insiste em doer. A verdade repugnante é que os erros cometidos por pessoas que amei são as dores mais profundas da minha alma... são os pesos mais reais que tenho, são as lágrimas mais molhadas que tomam meu rosto.
E nada disso para, pois enquanto me viro do avesso e corro na pista molhada de chuva só pra segurar sua mão, o teu semblante se fecha no mais puro vendaval e me deixa chuvosa, sozinha... E a culpa é exclusivamente minha, que enquanto me perco ainda assim te encontro, te busco. No escuro apalpo as estrelas mortas de um céu ainda tentando sobreviver, enquanto ninguém abre a janela para me deixar entrar... Só trancam quando mais preciso recolher a bagunça, quando mais preciso olhar-me no espelho e ver que sim, estou viva, de carne e osso, e que meu olhar é o mesmo que o de treze anos atrás. Por essas e outras dores é que não sou entendida. Talvez nunca seja, quando amor ainda mora em mim, só me resta sentir o naufrago desse comodo vazio e abraçar a solidão como prova de que o halito fresco que despejei na sua boca, foi mais que uma troca de juízos, foi me declarar, ainda que pequena e sem folego, independentemente sua e misteriosamente minha.
Sete sereias
Tenho saudade do que nunca fui. Do meu olhar no rol da escada, do meu livro de histórias gregas, de uma fita de aniversário e dos meus sete anos. Tenho falta dos sete pedaços que um dia fui, de sete almas que um dia tive, de sete palmos da terra que nem sentiam meu cheiro. De viver sete dias na semana sem chorar sete vezes e sentir sete mundos e sofrer sete céus. E mais sete… e mais sete. Me cala o fio de esperança que não mora aqui, e a vida transpassada e alegre que as pessoas carregam no olhar. O meu é só vazio, é só desespero contido em um brilho ofuscado, é vontade de gritar e uma rouquidão só minha. Meu sorriso não abre alas, meu carnaval é em braile, quase ninguém saber ler. Minha festa é outra, minha festa é interna. Não tenho mais o sangue do mundo, não corto mais os pulsos. Não pulo as sete ondas, nem os sete mares, nem as sete vidas. Meu choro é calado e contínuo durando mais que sete dias, mais que sete anos, mais que as sete madrugadas de insônia. Ainda acabo, de tão imensa e desmesurada, roubando espaço dos outros, roubando sentimento dos outros. É que na verdade, sou ladra. Desde quando roubei um chapéu, desde quando matei o gato que diziam ter sete vidas. Sempre as sete vidas. Sou ladra porque saio catando todas essas loucuras e guardando em mim, e vivendo em mim. Canto e encanto com o som das sereias, e nem preciso remexer o cabelo. Nome eu não tenho, minha vida é por dentro, quase imperceptível, calada, roubada. Não vejo. Só sinto e sinto e me entrego em qualquer mar silencioso que me chame. No cheiro de maresia que entranha, mas eu nem me importo ao salpicar o corpo de areia, nem me importo em roubar todos os pecados e fazer virar estatua de sal. Pois quando canto, estonteio.
O dar de mãos
Caminhei arfante sobre uma floresta de pensamentos ponte-agudos, com flores medonhas, com uma vegetação pouco admirável, ao encontro do sublime dar de mãos, queria gritar mas não tinha voz. Continuei no vazio do belo sol, quando me encontrei com um rio congelado - mas como no meio de uma floresta sem nenhuma amostra de frio? - perguntou a voz da minha consciência. - Sem me importar com o rio de águas de gelo, continuei a andar, em passos largos. Caminhei, com o suor que me escorria a pele, com o fraquejar do meu pulmão, que desde sempre, nunca funcionou tão bem, mas naquele dia me sentia pior, me sentia exausto. Prossegui, tentando disfarçar a dor e o cansaço que insistiam em se alojar sobre mim. Foi quando de repente avistei uma moça, tinha os cabelos em longos cachos, sua pele era alva. - O que estaria fazendo ali? estaria perdida também? - Não, me parecia que ela estava até bastante serena e climatizada. Foi quando perguntei por onde deveria seguir para que pudesse chegar a cidade mais próxima, ela, sem sequer me olhar diretamente, respondeu que eu deveria seguir em frente.
Concordei, e continuei ao meu bater de pés, descalço, os espinhos se entrelaçavam sobre meus calcanhares, que agora eram carne viva… Mais meia hora de caminhada até que ouvi de um pequeno tronco caído uma voz chamar, era uma senhora, desarrumada, com um cheiro não tão agradável, seus pés estavam descalços e seus cabelos eram uma bagunça terrível. Me perguntei se em meio a floresta havia também mendigos, como na cidade grande em que vivia. Largando o pensamento de lado, resolvi não dar ouvidos, não estava com disponibilidade naquele momento para loucos, afinal, não tinha tempo para aquilo, queria saber como havia chegado ali, melhor, queria saber onde era a saída desse labirinto que eu estava vivendo. Foi quando a voz baixa porém firme da senhora dos cabelos de bagunça soou: Volte todo o percurso. -Como se não bastasse estar andando horas, ainda tenho que aguentar certos tipos de comentários.- Resmunguei- Prossegui, horas a fio até que a tarde estava enfim, se despedindo do céu. Cansado, as mínguas, sentei em uma pedra e me pus em desespero. O que mais poderia fazer?
Avistei vindo no horizonte a velha senhora. Por fim, ela foi tomando menos distancia de mim, e então se pôs de pé ao meu lado.
- Volte o percurso - Repetiu a senhora, que tinha os dentes muito brancos, com o aspecto de cristais, e sua expressão facial, agora vista de perto, parecia dez anos mais jovem do que a que vi pela primeira vez.
- Mas o que? a senhora está doida? Como posso voltar atrás?
- Da mesma maneira em que pode caminhar pra frente e se perder, pode voltar atrás e concertar o erro. Se reencontrar, para que enfim, possa seguir.
- Que erro, minha senhora?
- Nenhum que eu possa corrigir por você.
- Ah, poupe-me, a senhora é doida. - Respondi, indignado.
- Loucos são os que não enxergam.
- Os cegos?
- Os cegos de alma. Os cegos de percepção.
- Minha senhora, estou perdendo tempo, preciso encontrar o caminho de casa. A senhora pode me ajudar?
- Já disse, volte, confie.
Baixei a cabeça e suspirei, quando retomei o olhar, a senhora havia desaparecido. Por medo, loucura ou sabe-se lá o que, refiz todo o caminho em que havia percorrido… minha respiração estava ofegante e eu já não sentia minhas pernas. Anoiteceu e eu temi pela minha vida, e por todos os momentos que eu havia desperdiçado em tanto tempo… como queria refazer tudo de novo. Estava sozinho, e perdido… em um lugar onde jamais tinha pisado. Sem mais forças, deitei na mata verde oliva e chorei, chorei por todas as vezes que havia desistido e todas os amores que eu havia deixado de plantar. A escuridão se alastrou e eu baixei minha cabeça sobre meus joelhos e me pus a pensar. Repentinamente, percebi que em todas as vezes que me vi perdido em meio a vida, quis desistir. Ergui a cabeça, decidido a continuar o caminho de volta pra todos os erros que eu havia cometido e precisava concertar. Foi então que redescobri a floresta que estava agora, cheia de vida, com flores de um perfume espetacular, o sol raiava outra vez e minhas pernas e pulmões já não doíam mais. Levantei-me rapidamente e olhei em volta, continuei a viagem de volta… quando de repente, reavistei o rio que dessa vez não estava congelado. Pelo contrário, suas águas eram límpidas, recheado de mistérios que eu deseja descobrir, baixei as mãos sobre o rio e bebi a água da vida, sentia cada vez mais vontade de sobreviver a terrível perdição. Ao longe, avistei uma canoa vindo em minha direção, guiada por uma jovem muito bela, de sorriso aberto. A canoa se achegou…
- Venha - E foi então que de súbito reconheci a voz e a face. Era a senhora que havia me ajudado. Me sentia louco, mas me sentia vivo. Desta vez, a obedeci sem questionar. Sentei-me na canoa e me pus a remar para o outro lado do rio.
- Vejo que conseguiu - Disse a menina ex-senhora. - A confusão da minha mente não sabia distinguir.
- Sem a sua ajuda eu não teria chegado a lugar nenhum, ainda estaria perdido naquela floresta medonha e com aspecto triste.
- Você deve, as vezes, escutar o que diz dentro de você.
- Como assim? me perdoe… mas qual é o seu nome?
- Meu nome é Alma.
- E o que aconteceu Senhorita Alma? A floresta era horrível e foi transformada, este mesmo rio estava congelado e agora estou remando sobre ele, a noite que me apavorou passou mais rápido do que eu imaginava, a senhora me parecia um tipo de mendiga, tinha uma aparência horrível, e depois quando a reencontrei sentado na pedra sua aparência havia melhorado uns dez anos. E desta vez… minha nossa, está formosa como um arco-íris no céu. Me perdoe… mais, estou tão confuso…
- Responderei as suas duvidas para que possa enxergar a transformação que aconteceu aqui. Primeiramente, me sinto muito feliz que tenha notado o arco-íris em mim, antes… teria me visto como um fardo em meio a floresta. — Permaneci ouvindo, atento.
- Segundo: Toda essa transformação partiu de você, que tomou a decisão de voltar atrás e concertar os seus erros, que teve a coragem de olhar e realmente conseguir ver o mundo. De uma forma mais suave e mais límpida. Viveu tanto tempo enxergando somente as destruições da vida, que teu coração se transformou em uma floresta escura e cheia de tristezas. Sim… antes que pergunte, essa floresta significava o seu coração e o quanto ele estava bagunçado, ferido, escuro… sombrio.
— Fiquei atônito, boquiaberto, as lágrimas me subiam aos olhos como uma explosão de sentimentos. Sem pressa, perguntei: - E a moça que me disse para seguir em frente?
- A moça era a voz do seu orgulho, que muitas vezes, lhe diz o caminho errado, que lhe faz perder-se e cavar um buraco ainda mais fundo do que o que você se encontra. Muitas das vezes, o nosso orgulho nos prende em cadeias que não conseguimos enxergar se não passarmos por dificuldades como as que você passou. Não conseguimos ver sem nos ferir, sem nos desesperar. Existem coisas que observamos melhor pela dor.
— Agora meu rosto era tomado pelas águas que tanto prendi dentro do meu coração.
- E você, não vai perguntar quem eu sou?
- Eu acho que sei… agora, sei…
- Muito bem, e quem sou?
- Alma, a minha alma. E eu preciso me desculpar, por todas as vezes em que lhe dei as costas, por todas as vezes em que não a ouvi, por todos os dias, meses e anos, em que sequer lembrei que você existia em mim, e te deixei as mínguas, como um mendigo, abandonada, no meio da floresta negra que era o meu coração.
- Não há do que se desculpar, meu jovem… Olhe pra mim agora, estou renovada, jovem, limpa. E seu coração se transformou em um imenso e belo jardim. Estou bem amparada.
— Ao longe, via a cidade se aproximando e quando a jovem Alma ia abrir os lábios para derramar algumas outras palavras…Acordei, suado e com a cama totalmente remexida.
Fazia muito tempo em que não me sentia vivo daquele jeito, em que não via a mim mesmo no espelho. Me pus a pensar na confusão do que havia acabado de sonhar… foi quando reparei no que havia encima da mesa de cabeceira. Era uma flor, que perfumava todo o quarto. Foi então que descobri o que ela ia terminar de dizer. - A noite fria, e medonha, as vezes, passa mais rápido do que esperamos.
E desde lá, desatei os nós que me prendiam ao orgulho, e me dediquei a concertar todos os laços que havia arrebentado.
Foi o dar de mãos ao meu coração e minha alma que nunca mais soltei.
Soam lá fora, todos os ritmos de alma e são proclamados todos os poemas mais amados. Moça bonita, singela, tuas mãos vão encontrar as dele, sem mais pensamentos de mar, fundos, gélidos. O cheiro que se tem é de carmim, a vida é bela... É bela quando seus corpos se encontram. Olharam a janela esperando a chuva, esperando o sol, esperando qualquer tempo mesmo que miúdo para que passasse, para que trouxesse o destino de uni-los, de prega-los um no outro. Não disse mais nada, aquele dia pouca coisa foi precisa, pouca coisa foi dita. Os olhos também tinham fala, a respiração e nenhuma calma. A paz que se instalou nos olhares que se cruzaram, feito nó. O coração que palpitou e gritou, deu pontadas, mergulhou-se num ritmo de bateria de escola de samba, a fala que sem pedir licença, saiu... sem mais delongas. Tinham saudade, os dois, saudade do que nunca até então, tinham vivido. Todo o resto era bobagem.
A primavera chegou, ele aumentou os passos, acordou cedo do único cochilo que havia conseguido dar, iria vê-la. Partiu, com rumo, dessa vez, ao amor. Ao amor. Esperou mais sete horas até subir a rua de sua casa, até bater em sua porta. Se encararam. Ouve os braços e abraços, tantos laços. E os corações se debatiam, sem mais ideias do que era felicidade.
Entrou, enfim. Suspirou o coitado.
Lá estava a moça de pele clara e rosto fino, cabelos caídos em torno dos ombros frágeis, a unica poesia viva na vida do pobre rapaz. Lá estava ele, enfim, havia chegado, de maneira apressada a moça precisava sorrir. Precisava. Sorria, porque a alegria não cabia calada.
Respirou fundo e disse: "Enfim em teus braços me achego."
Olhava-o, encantada, a moça.
- "Lugar onde quero viver e morrer. Onde sei que serei eterno." - Prosseguiu o rapaz enquanto agarrava sua menina pela cintura e desabotoava o vestido rendado. Ela prosseguiu, meio roca e trêmula:
- "Para que dentro de mim e dentro de ti, seja a casa de toda a poesia sem fim."
Rasgou-se todo o véu, e foi assim que ele a beijou nos lábios pela primeira vez, estava enfim, liberto.
Mire seus olhos, garota,
Seja de outro mundos
Contabilize suas bençãos,seduza um estranho
O que há de tão errado em ser feliz?
Sucesso para aqueles que vêem através da doença...
Ela acordou de manhã
Ela soube que sua vida a tinha passado para trás
Ela deu um aviso
Nunca deixe a vida passar você pra trás
Eu sugiro que nós
Aprendamos a amar nós
Mesmos antes que isso se torne ilegal
Quando vamos aprender?
Quando vamos mudar?
Bem a tempo de ver tudo ir abaixo
Aqueles que sobraram irão faturar milhões
Escrevendo livros sobre como tudo deveria ter sido
Boiando nessa banheira cósmica
Nós somos como sapos distraídos
Com a água começando a ferver
Ninguém reage, todos nós boiamos com a cara pra baixo
Está tudo errado.
Tem dias em que nada me agrada. Nada me atraí nada me importa. Nestes dias tudo parece errado, tudo está errado. De repente estou no meu quarto, e me pego a derramar lágrimas sem nem ao menos saber o por quê. Soluços incessantes, pensamentos inquietos. Porque tudo está de cabeça para baixo? Ninguém me entende. Todos me julgam, todos me condenam. Porque não podem ver o meu coração? Não vêem que estou sofrendo? Não vêem a minha dor? É nestes dias que quero ficar só, por isso não me procurem não me consolem. Apenas me deixem só. Estou perdida, mas na minha solidão, hei de me encontrar...
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