Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

No interstício de um beijo
tirar da tua zona de ataraxia
e colocar em crescente
agitação mesmo tangente.


A tua postura vulpina grata
e alucinante rompe a renda
artesanal que santifica
e cobre o pudendo em tremor,
trazendo toda a delícia de amor.


No mesmo cesto misturados
como o Araçá-vermelho
e o Araçá-amarelo sem receios,
e sem nenhum segredo.


A opção acorada pela ausência
do mundo é sobre brindar
deixando que a vida e o Universo
iluminem do modo correto,
para compartilhar o nosso império.

Cada verso sibilante toca
tépido e poderoso no ego,
Colocando no ambrosíaco
efúlvio onde o silêncio
como veladura denuncia:
Que sou a única que o coração
o tempo todo se precipita,
apropria e por mim vulpina.


No Hemisfério Celestial Sul,
tudo ao redor de nós converge,
Como a Primavera floresce
lado a lado da Araucária,
com um abraço entregue,
tudo meu em ti - estremece.


Quando chegar o tempo
do encontro e da colheita
do Pinhão há de ser feita
com serenidade e excelência,
Acompanhada virá da paz,
da certeza e espera serena,
que todo o tempo valeu a pena.

O meu olhar segue na altura
do voo do Condor-dos-andes,
eu estou presente em cada
passo do último bastião
da verdadeira alma popular
da minha América do Sul
que não canso de adorar.


Os rostos cansados,
as mãos calejadas,
os sacrifícios sem par,
as expectativas frustradas,
as palavras engolidas,
dos mineiros bolivianos
- merecem ser respeitadas.


Um ninguém que se acha
alguém estando ou não
com o poder na mão,
que não consegue respeitar
quem é capaz de descer
até as profundezas
para erguer um país inteiro,
já morreu por dentro
- só não tem conhecimento.


Uma mensagem com o fundo
preto nem mesmo em momento
de guerra eu e o mundo inteiro,
nunca vimos nada parecido;
quem conhece a linguagem
do poder reconhece o perigo
mesmo neste dia natalino.


Ou melhor, sabe muito bem
que é a prova pública do caráter
de quem é incapaz de respeitar
- nada nem ninguém,
que não vale um vintém;
e se nutre do lucro mortem.

O mistério, o sagrado e a profundidade,
todas de minh'alma feminina,
e da palavra perfumada de Guapuriti
carregada de frutos doces e deliciosos,
capturam o inevitável e o atrativo,
que conquistam a tu'aura masculina,
talhada de mistério de anos a fio,
dedicada orbitando ao meu redor,
mesmo que ainda com a vestal
do capricho: é por mim que tens amor.


Convencida de que sou a única
que tem angariado a hipervigilância,
a intimidade profunda,
mesmo que o silêncio e a distância
ainda resistam e se protejam.
sob a tua índole de muralha e fortaleza,
cada uma, entre si, têm se mostrado
totalmente abissais e absolutas;
e não têm, de fato, me convencido.


Sem nenhuma escapatória,
não estás mais livre de cada sinal sensual,
sensível e atentatório sensorial
da minha natureza selvagem e indomável,
porque a nossa essência é a mesma;
e para a tua fome sou a única
que nasceu ser o seu banquete.


De delícia em delícia, buscando
algo que amanse, renda mesmo
que ainda lentamente a sua brava
resistência assim com o meu hálito
fresco e herbal sobre a sua nuca
escrevo o total épico e convicto
- a total captura do seu delíquio.


De emanação em emanação
o ​inebrio para trazer o langor,
​na penumbra da distância
e fazer a rendição ​recôndita
que roça e sussurra no interstício,
entre o que é ainda feito de veledo
sobre a tua silenciada volúpia,
o prazer em estado de arte que ofereço;
profetizo não haverá outro alguém
que alcance o que enternura com igual
capacidade de fazer do meu jeito,
até quando te coloques em ausência
ou refúgio, seja lá qual for o motivo,
tu me celebrarás satisfeito e convicto,
porque, mais do que nunca, te pertenço.

No reduto da divina intimidade,
dominante, visceral e pretensa
o visceral acontece e reinventa
em tempo de colheita do Cambuí.




Sem sacrifício e sem desafio
o sagrado, a litania e tradição,
o cofre se rende a fantasia
da tua absorção total - tão minha.




​Inundados pela possessão total,
sem vergonha, sem noção,
sem temer a rotulação que digam
que é profanação - a congregação.




​Dispensar a elegância, a sedução
refinada e a intenção acocorada
é sacrilégio evidente que jamais
irá jamais terá em nós entrada.




Acordados em total revolução,
concordamos com o que deixa
a criatividade acesa, as vistas encantadas
e as nossas peles acetinadas - iluminadas

Sanhuda para ser o teu abismo
de flores nativas para que
se perca com indomável ímpeto
em plenitude em retribuição,
E me coloque em iniciação
no teu pomar selvagem de adoração
Evanescer por dentro e ser o ardor
crescente em transbordamento,
o prazer lúdico e elegante,
​da cobiçança em chamamento
do desejo romântico e fúrio
intrincados ao mesmo tempo.


Para não dar chance de escolha,
tornar-me a rebeldia mais louca,
e querer ter nas mãos as rédeas
da sagrada intimidade perturbadora.


Assim para que meus beijos feitos
dos ingazeiros dos rincões distantes
da nossa América do Sul profunda
beije o teu corpo bonito e o cubra.

Oceânica, aveludada, carinhosa
e de madrepérola sardanapalesca,
A minha presença edênica nunca
será desfeita dentro do coração,
Libidinosa, lúbrica, voluptuosa -
sei que no teu íntimo tenho
o lugar preservado e intocável,
O concuspiscente e o insaciável
se encontram com o pudendo
em estro diante do teu priápico.


Não há como negar que a nossa
fórmula gera uma combinação
explosiva que nem mesmo o tempo
está a altura de alcançar e imitar,
Não nascemos para outro tipo
de languidez que não seja pós vulpina
por nossa plena vontade faminta.


Luxuriosos acendemos o céu austral
que dentro de nós vívido - ilumina,
Que condor só voa com condor,
somos a inquestionável prova viva.


No infundibuliforme o céu e o inferno
sempre nos unirá em nome da astúcia,
da lascívia e da luxúria - imperiosas,
que reunidas se retroalimentam, testam
e põem mortais à prova em todas horas.


Ínscios não somos - e ainda bem...,
tumescente, ebúrneo e desafiador,
sei muito bem que és e com andor.


O sôfrego nunca me desmobilizou,
e no fundo sei que por isso reino
com absoluto fascínio no teu peito;
Sou o ser angélico, o teu beijo de mel,
o Achachairú maduro e a inspiração
primaveral que fortalece contra o fel.


(O teu primeiro amor verdadeiro).

O ritmo da busca segue a dança
do Hemisfério Celestial Sul,
a beleza do movimento involuntário
ocupação vibrante, que sustenta,
dança por dentro e põe a exalar
as estrelas em plena liberdade,
o que que quer que aconteça,
para que a nossa dança não acabe;
​por ela estremecer e preceder -
o que faz o estertor acontecer.


O léxico de fogo ancestral
das tradições poéticas da porção
austral trago na pele de marfim
​entre o abissal e o insondável -
o desejo que não tem fim,
e da tua parte leio o sim;
mais claro embora discretado
diante da minha existência
que te faz desconcertado.


​O estado da arte em curiosidade
continua proporcionalmente
intenso e sem nenhuma perda,
porque pela tua existência, arde;
e convicto é atemporal poema
com o calor que consome a pele,
com ​andor da paixão intensa
em adustão que precede o toque
- ​sem limite cortante do desejo;
justamente onde o prazer
encontra o perigo mesmo sem ver.


Assumido efervescente estado
da alma com a previsão da antecipação
da mútua celebração rítmica do ápice,
para que a paixão não mais se cale,
e o amor com brio e vontade se celebre,
no tempo de colheita das frutas,
do Extremo Sul da América do Sul,
sob todas as auroras e românticas luas.

Emaranhável e sutil para alcançar
os teus vezos e o entranhável,
Sem nenhuma vírgula para o desejo,
na adorável queda de arrebatamento
com aperreamento e o bel aprazimento.


Celebrante da querença e benquerença
sem retoque atualizo o romantismo
que dizem ser arcaico e enlevo ao passo
como quem luta sem lutar com igual
chama das lutas populares pelas ruas
se espalhar para cobrar-te sem cobrar
as prendas e os deleites de alta voltagem.


Alembrar e amiudar em estado de fascínio
absoluto o fascínio velado com sussurros,
no afã de sussurrar mormaços e fervuras
para plantar a cobiça, a languidez riscar
​- cuido dos detalhes para a gente desvairar.


Certa da tua rendição deliberada de que
há cair sem demora nos meus braços,
para entre os meus beijos receber
grumixamas e os espaços com a sua
doce insurgência amainada no meu colo,
ouvindo você declarar definitivamente
extasiado que está vivendo o seu sonho
mais amoroso dentro do possessivo território.

A profundidade que escapa à razão
é o insondável em silenciação,
entrego pistas ao desconhecido
que me corresponde em sinais sutis
que tocam a alma e falam ao coração.


Parece algo próximo de um drinque
vertiginoso que causa perda
de equilíbrio e entrega total em flerte
inexplicável com o ​inexorável
indomável pelos meus sentidos.


Tudo o que não preciso é o óbvio
para trazer à tona a volição
para o estupor de sagrar o existente
e a êxtase poética na tradição
do profundo e amado continente.

​Em transbordamento é assim
que tenho arquitetado letra por letra
para que você se sinta e viva
o orgulho de ser o último romântico
sem receio de ser o meu amado.


Baixo a tranquilidade dos jerivás,
sem tardar na Lua do Lobo,
tu haverá de baixar a guarda,
renderá de vez toda a sua resistência
e se entregará ao amor com excelência.

Sem nenhuma preocupação
com quebras de linhas,
Escrevo os meus profundos
doces Versos Intimistas,
com os lábios pintados
de Maqui do jeito que a vida
ensina para nos manter
em estado de poesia.


...


Cereja-do-Chile na ponta
da língua para a sua língua,
Versos Intimistas plenos,
vida que te quero vida,
um lirismo entre os seios.


...


Na minha varanda a Chilco
florescido é uma confissão
igual aos Versos Intimistas
que escrevi para o coração.


...


Versos Intimistas com cor
e sabor de Calafate unidos
a sua pele feita de petrichor,
que me repleta de amor -
é possível viver sem dor.

Trazer o discreto deliquescente
pôr nas tuas mãos a fermosa
para desmanchar de prazer,
Revolver - filar o teu corpo;
em cativanza vir total a maer,
para que nada mais nos escape.


Renovar a merencória conquista
de pacificamente despertar
os estados e nossas atmosferas,
Jazer o mundo até a próxima
cena de espasmódicas quimeras
em indomáveis adstringências.


Elevar a temperatura e o clímax
para atravessar as auroras,
Deixar que a alva Lua alcance
como voyeur e do assento
ledo me aposse como mulher
plena em sinuoso movimento.


Colocá-lo para descansar meio
em meio ao eflúvio vivido,
despertar e sair como Eva
insinuante e tátil pela mata,
sem temer que estejam olhando,
e colher pitangas-pretas
para o café-da-manhã nubívago.

Inspiração tal qual a Lua Crescente
do primeiro dia do ano saudando
o esplendoroso Médio Vale do Itajaí,
O pensamento amoroso primal
elevado ao alto dedico somente a ti.


Confiante sobre o que é divinal
está reservado sem pressa,
e virá com o primeiro raio solar
a beijar este vale e a minha cidade
de Rodeio com plena afetuosidade.


Mais forte do que nunca sou
a ilustre habitante encantadora
que o peito ama, a tu'alma sonha,
fazendo a vida feliz e risonha -
de todo este tempo a fascinadora.

Nada de mim em ti, é evanescente;
incipiente se renova e permanece,
com velatura de seda sobre a sua
pele com nímio certeiro nos impele
a nos colocar nas mãos do destino.


Perscrutar o teu mistério quase
místico é algo como mansa ave
e o meu roçar suave passeiam
com graça tangencial no seu brio,
flertando sibilante e visceralmente.


Doce é a ambição pela tua turgidez
de alta voltagem e do teu mais
terno amplexo que têm fortemente
se preparado - e a cada novo
eflorescimento tem se encaixado.


Não quero esconder que te quero
bem colado com beijos de Cambuí,
indecoroso, atrevido e abusado,
porque lado a lado sinto que os teus
planos são de amor e fogo apaixonado.

Quem dera ser a Lua de Ano Novo
do Médio Vale do Itajaí que o teu
coração tanto pleiteia amoroso,
tal qual a cidade de Rodeio que sorri,
sempre quando os raios dela
marcamos presença divina por aqui.


Tudo isso é a mais real poesia,
para até no escuro ser lida;
é a própria glória da vida
de ser verbo, carne e alma;
e, o que o amor cortês nos solicita.


Com toda razão e sem razão -
a tua existência nos cânones
afetivos há tempos foi escrita,
virou tradição plena e festiva.


Nenhum pormenor teu pode
e deve ser resistido, por ser capítulo
querer-te comigo - é o meu melhor abrigo.


És feito de romance e sedução,
sem precisar sequer de tradução.

O que é de paz me pertence,
e o romantismo perene, vigentes,
perseguem obsessivamente,
trazer o corpo do outro à memória sensorial é algo paulatinamente
que cultivo incessantemente.


Amiudar os detalhes em busca
do aperreamento perfeito.
do aprazimento da linguagem
que não pode ser dita,
e sim plenamente sentida;
em nome da benquerença,
do arrebatamento e da cobiça.


Para viver os deleites mais
sublimes dos butiás maduros,
dos desvarios que podemos juntos,
da suspensão dos sentidos
e dos enlevos sensuais cúmplices
eleitos para brindar caminhos.

As pessoas esqueceram que as transições democráticas na América Latina foram negociadas na época com os próprios EUA para serem lentas e graduais, visando consolidar Estados fortes. Apesar das falhas, isso garantiu uma cultura de paz por muito tempo.


​No caso da Venezuela, uma transição 'a fórceps' não trará o paraíso esperado. Não saberão lidar com os 'coletivos' (herança de Fidel e Chávez) e a história ensina: intervenção militar unilateral não resolve conflitos, só agravam as crises humanitárias. Falam em 'retorno' da democracia, mas a verdade é que a Venezuela nunca viveu sequer 50 anos de uma democracia estável.


​A crise é muito mais profunda. Ela só poderá ser resolvida com oportunidades que incluam uma grande reconciliação nacional e a integração dos coletivos.


Condenar o regime do Maduro sempre condenei, durante anos escrevi um poemário extenso que registra inúmeras prisões políticas de presos políticos civis e militares.


Mas mesmo com tudo o que sabemos, os princípios de Direito Internacional não podem ser violados e a comunidade internacional reagir de forma irracional ou letárgica, porque se a crise humanitária transbordar ou ocorrer uma escalada ali ou em qualquer outro país do continente,
os EUA não pagarão a conta para nenhum país.


...

Recordar nunca é demais! 👇


As transições democráticas na América Latina (80/90) tiveram influência real dos EUA — desde Carter: pressão diplomática, cortes de ajuda e financiamento a oposições moldaram saídas graduais, priorizando estabilidade sobre rupturas radicais.Exemplos:Chile: apoio ao “Não” e pressão sobre Pinochet (1988).
Argentina: isolamento por DDHH acelerou fim da junta.
Brasil: apoio indireto à abertura gradual (1985).
Peru: incentivo à transição para eleições civis (1980).
Uruguai: sanções forçaram plebiscito.
Guatemala e El Salvador: pressão por acordos de paz e eleições (90s).


...


Erramos ao achar que a solução para a Venezuela é "voltar" ao que era antes. A fragilidade democrática histórica (menos de 50 anos estáveis) foi justamente o que abriu as portas para o abismo atual. Intervenção unilateral não resolve crises humanitárias, só as aprofunda. Menos nostalgia de um sistema falho e mais foco em fundar uma estabilidade real.

O entranhável que habita
no final é o que enraíza,
E não aquilo que se aprecia
por vir do mundo exterior.


É a boa colheita do açaí
da Palmeira Juçara,
a ingênua herança latina
que nasceu disputada -
mesmo sem ser notar.


O lume emanado do amor,
os vezos em chamas -
de entrega e romance,
a querença além do instante.


A lírica trovadoresca e a corte,
o Sul do meu Sul até o Norte,
Ter nascido aqui e descobrir-te:
é nascer com muita sorte,
e por nós inteira nos dedicar.


Está para nascer a batalha cultural
que desconstrua e vença,
Só de receber o seu sorriso é
o meu melhor Poemário Nacional.


Não há quem convença e prenda,
te querer sempre mais só aumenta
a pertença mesmo que alguns digam
que querer viver assim é só lenda.

Lua Cheia de Ano Novo
que gentil se aproxima
da Cidade de Rodeio,
pacificando com jeito
e poesia por inteiro.


Encantando com alvor
o Médio Vale do Itajaí
com todo o esplendor,
iluminando o amor
que rendemos o andor.


Com o seu encanto
privilegiado nos põe
confiados nos braços
carinhosos e amorosos,
de querer o alvorecer.


(Não nego nem para ela
que não parei de te querer).