Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Nem antes, durante ou depois,
nunca haverá outro Deus
que não seja o nosso Criador,
Em mim para Ele há um
autêntico roseiral de amor,
Quem disser o contrário
é apenas um mero inventor.
O nosso Deus majestoso
é o que origina e dá
forma à todo o tipo de vida,
A Lua Crescente que inspira
e ao amor além dos trinta dias
escrito como autêntica poesia.
Ele é o nosso perdoador,
e o único dominador
dos exércitos que existem
que subjugam os povos
aos piores tipo de dor,
Crer n'Ele garante a proteção
e a vitória ante a qualquer destruidor.
Ela era lavadeira, cantadora
e fazia do coração grande
um altar como devota
zelosa de Nossa Senhora;
A criançada gostava
de ajudar a pendurar
as roupas só para ouvir
a saudosa Idalina cantar.
Ela era nordestina e irmã
presente das vizinhas,
que oferecia sempre
o melhor para alegrar,
Coragem naquela mulher
tinha para esbanjar.
Nunca esqueci do dia
que ela pediu ao marido
colher côcos para uma
surpresa nos preparar,
Os anos se passaram,
e nada da memória
conseguiram apagar.
De um dia para o outro
quando voltamos como
de costume para ouvir
ela cantar enquanto
as roupas ela lavava,
A gente também cantava
se importar com nada.
Era somente a gente
naquele distante lugar,
não havia ninguém
para da algazarra reclamar
e o tempo passava
por nós sempre devagar.
Assim que terminou
de lavar as roupas
que não eram poucas,
Nos chamou até a sala,
vimos a mesa arrumada
com uma bela toalha
e guardanapos rendados,
Como a realeza viesse
ali conosco se sentar.
Ela pediu para esperar,
fez a criançada rezar,
E foi assim que não fui
somente eu que provei
o mais autêntico Manjar,
que deixou essa memória
bonita para compartilhar.
Nos meus olhos fazem
um cortejo gentil a Sirius,
a Betelgeuse, a Rigel
a Canopus e as Pleiades,
não nasci para flertar
com terrenas inverdades.
O sublime sentimento
de ver a Lua Crescente
em noite de céu aberto,
visitando a sofrida Gaza,
transcende a fotografia.
Traz para mim a nostalgia
imersiva da casa destruída,
e as saudades da família
que nunca mais será vista,
e jamais será esquecida.
O coração por licença
humanista toma a liberdade
de se tornar a tenda
do palestino iluminada
em pleno Ramadão,
para evocar a pacificação,
e o futuro de reconstrução.
(Ninguém pode deter
o futuro de uma Nação).
Não há um só dia
que não tenha saído
procurando por ti,
Como quem ainda
sai para se abrigar
sob a amável Braúna,
que constrói e cura.
A Árvore-da-chuva
está sob perigo,
Sob refúgio deveria
ser sempre mantida,
assim como o amor
no abrigo da poesia.
O romantismo que
une, pacifica e inspira
a cada amanhecer,
Tem se encontrado
a cada dia mais raro,
O meu tenho mantido
preservado para ser
o teu sereno amparo.
Se aproximam da Bacia do Rio Tapajós
Sirius, Canopus, Achernar, Rigel e Betelgeuse,
do jeito que o olhar alcança e as endeuse;
O rio é a orquestra a tocar,
Procyon, Capella, Alpha Centauri e Acrux
chegaram fascinantes para ficar.
Mimosa, Gacrux, Alnitak, Alnilam e Mintaka,
também vieram para acompanhar,
A Via Láctea com toda a potência
não irá nesta travessia os deixar,
porque resistência não deve pedir
licença por ser dignidade de existência.
O Angelim-vermelho, a Sumaúma
e toda a floresta pressente
que a noite escura querem impôr;
Não há nada nesse mundo
que irá deter a caminhada
porque existe o amor além do amor.
Tenho um pouco de todo o mundo
e de cada parte e do que há de mais
profundo e da maravilha do Tapajós,
Querem deixar todos os que têm
raízes ali sem sementes e em nós.
Cada parte de mim não ficará a sós,
sou Borari, Arapiun, Tupinambá,
Tupaiú, Tapajó, Arara, Jaraqui,
Maytapu, Munduruku, Cumaru,
Tapuia, Apiaká e Sateré-Mawé,
e sou todo o povo do Rio Tapajós
feito da liberdade que não se prende,
e nem se costura nem com retrós.
O povo do rio da água
que corre no plano está
mais vivo do que nunca,
A ancestralidade tapajó
profunda, plena e tremenda,
continua a sua intensa
caminhada de reafirmação
de inabalável pertença,
que querem dissolver
por leviana sentença.
Eles fazem parte
da primícia da Nação,
Aqui eles estão,
senhores são —
e sempre serão da foz
e da confluência do Rio,
em união com os povos
que dividem o destino.
Os rios Juruena, Teles Pires,
Curucu, Cabitutu, das Tropas,
Crepori, Jamanxim, Parauari,
e o Arapiuns —
Confirmam no curso
que a história é plena;
E está para nascer
quem queira se atrever
de dizer que só era lenda.
Passaram por nós
o nosso Carnaval,
a Quarta-feira de Cinzas
e as lindas nostalgias,
Não esqueci de manter
vivas as alegrias,
e tudo o que faz
o coração se derreter.
Os sambas deste ano
continuo ouvindo,
Quero acreditar que
o teu amor está
escrito no destino
para deixar a chama
intensa, envolver
e de amor bamba.
Porque se não for por
amor que ao menos
vire um bom samba,
Para não deixar perder
a beleza deste tempo
que é ver pelo caminho
o Jacarandá de espinho
florindo e o teu sorriso
para mim se abrindo.
Colher amorosas ramas
da Jurema branca no afã
de preparar um descanso
para a sua mente cansada,
Com certeza está no meu
romântico e doce plano ---
e dele não vou desistir
nem mesmo por engano.
Facilmente no futuro
próximo entenderás
que para me alcançar,
nunca será pela força,
e sim pela mansidão;
para que te retribua
com o meu coração,
e sermos a habitação.
Não há outra maneira
de alcançar e ser
alcançado que não
seja pela cortesia
que dá e se retribui
para fazer ainda
melhor o dia-a-dia,
e nos pôr em sintonia.
Quanto mais cortesia,
mais sintonia e sinergia
acordadas forem ---
Tempos ruins passarão
por nós sem
mesmo ser percebidos,
e serão abertos todos
os nossos caminhos.
Quando todos se forem
sou a flor que rompe
a dureza asfáltica,
A minha guerra sempre
será contra a guerra,
sou enraizada na terra.
Não importa quanto
tempo venha durar,
Com fogo cruzado
nasci com intimidade
silenciar não faz parte;
Está para nascer quem
haverá de me deter.
Como sopro de liberdade
feito para enlouquecer
os senhores da guerra,
Carrego sem ceder,
e sem os esquecer...;
Com pequenas coisas
não tenho tempo a perder.
Por ser semente além
do tempo invernal,
estarei sendo plantada
para vencer o grande Mal.
O Atlântico Norte que corteja
e beija o Pará e o Amapá,
Traz a aspiração que te festeja
com o balanço das ondas
do mar e a alma inunda ---
Assim como Sumaúma
que tal qual sentinela
na paisagem testemunha,
O amor que floresceu
e todo gentil despontou.
Entre fronteiras floresço
com o Angelim-Vermelho,
para mostrar que pertenço
do meu mais amoroso jeito,
Que pode não ser perfeito,
mas diz que tu és meu,
e te mereço pleno e inteiro.
No Amapá plenamente rendo
ao místico Mangue-Vermelho
o poemário em profundidade,
E o látex do Amapá-doce
deixo que a palavra domine
com dulçor e amabilidade,
porque não conheço o limite
quando se trata de você que é céu.
Uma parte de mim
descansa por saber
que leva em si a tradição
entre belas montanhas,
sem perder esperanças.
Nasceu capaz de sair
muito antes da Primavera,
se for preciso fazer guerra
contra qualquer guerra,
e contra qualquer quimera.
Jamais por escolha
e nem por ter nascido
forjado para a guerra,
e sim por amor à terra,
nenhum pouco efêmera.
Com o brilho cortante
da estrela mais brilhante
do rigoroso Inverno
e nascido tão belo,
que ouso chamar
de meu o seu Universo.
Parte minha é estrangeira,
e a outra parte é indígena
nascida de Norte ao Sul
abraçada amorosamente
pelo Oceano Atlântico,
Aqui têm todas as razões
de ser o destino romântico.
O Hemisfério Celestial Sul
guarda a Amazônia Azul
do meu Brasil Brasileiro,
que é terra do Pau-Brasil,
ninho do Sabiá-laranjeira
e terra de absoluta beleza.
Entre sóis, luares e chuvas,
não há outra terra que
caiba com todos os sonhos
que nutro todos os dias
com amor, ternura e folias.
Desta vida nada excluo,
nesta terra que me ensinou
honrosamente seguir
de pé com tristezas e alegrias.
Conheço o meu Brasil Brasileiro,
na palma da mão e por inteiro,
Do Maranhão ao Rio Grande do Sul
o meu oceano é o Atlântico Sul.
Seja na terra, na água ou no ar,
o coração por ele bate intocado,
Nutro o romântico e apaixonado,
e não há que seja capaz de desviar.
Se amar é questão de acertar,
nem mesmo a tempestade será
capaz do amor na vida dispersar.
Sempre que quando todos se vão,
a permanência integra ao chão
não me permite jamais a evasão.
Não quero o igual fim
do Palácio Golestan,
e nem igual isolamento
vivido pelo Hansaray,
Uma redoma particular
criei para preservar,
o teu amor honrar,
e muito te orgulhar.
Não somos fantasia
como Linha Durand
que não deveria nem
mesmo ter começado;
Um pertence ao outro,
e o teu faro sabe que
o meu mundo não
tem nada de limitado.
Não perco tempo
com aquilo que põe
o coração desviado,
Nas minhas mãos
tenho o cuidado
e o arco e a flecha,
por conhecer o que
é de valor elevado.
As chuvas de março ainda
não vieram para lavar
e o coração renovar,
Guerras sempre deixam
lições para aprender,
E se eleger adversar,
o faça sem abrir frestas
para o inimigo externo
no território nunca entrar.
A paz nunca é perfeita,
e por menor que seja,
Cabe a gente preservar
como a Quaresmeira
que resiste o que passa
ao redor para a floração
neste tempo não faltar,
Espero contar contigo
para o melhor preservar.
Nós merecemos manter
o que é nosso intocado,
o amor no coração
e o olhar esperançado,
Para ninguém jamais
colocar aprisionado
o que nos move adiante
fazendo cada passo
resiliente e imparável.
Sem nenhum exagero por hora,
gostaria de não ter visto,
o pior capítulo que vi na vida,
Qualquer minúscula mercadoria
do Tehran Grand Bazar
tem infinitamente mais valia,
do que qualquer umazinha
que se preste a serventia,
em nome dos pecados capitais
para ceifar vidas como ninguém
importasse nenhum pouco mais.
Uma minúscula mercadoria
mesmo sob ruínas e destroços
dos corredores que foram
pelas bombas explodidos,
tem o seu valor mantido,
porque nela estão contidos
os valores que jamais
se tombam nem às armas,
diferentemente de umas e outras
que se renderam à morte,
e ao absurdo vulgar nas praças.
Falo das deslumbradas,
que servis capturadas
tiraram os véus, fotografaram
a nudez, o caráter e a insensatez,
e sem nenhum pudor dançaram
para se expor diante dos olhos
de todos nós os próprios corpos
empunhando a bandeira nacional;
Tudo em nome de uma liberdade
que custasse o que custasse
o preço da vida do seu povo,
a história e a memória
para servir ao escuso jogo.
In Memoriam às meninas de Minab.
Quando a Lua de Sangue
cruzasse o Sarv já era
a promessa da última
guerra da Humanidade,
O final desta guerra
nem eu nem ninguém sabe,
Matar um povo desarmado
é coisa de gente covarde.
Não posso fingir que nada
está acontecendo ---
Daqui a pouco será espalhada,
e levará muito tempo:
Não diga que não foi avisada.
Quero que entenda que
toda guerra é anunciada,
Ela chega quebrando tudo
dentro como prelúdio
da aberrante entrada,
Não quero jamais que abra
refúgio para a ideia de guerra
fazer a tua essência capturada.
Pode parecer ambiguidade
manter vivo o que adversa
como forma de resistência
sem abrir a porta para a guerra,
Desta maneira é que se prova
a própria sabedoria e resiliência,
porque conviver desafia,
e também pede a nossa paciência.
Busca não se deixar pelo conflito
deste mês de março que está
cruzando para enfeiar o caminho;
A realidade pode ser moldada,
merecemos o melhor destino,
mantenha o olhar atento
para não ser por nada distraído.
Busque folhas de Caroba branca
para fazer o teu carinhoso banho,
Não desvie do teu bonito plano,
não permita que nada desequilibre,
porque tu estás firme caminhando,
e não merece ser desmobilizado.
O convívio desafia diariamente,
mas muito pior é ter que lidar
com quem quer a distância alimentar
o conflito e a desesperança,
para que a tempestade tu venhas arcar.
A minha liberdade
como mulher não deve
oferecer risco para mim,
para outra mulher,
a quem quer que seja,
e tampouco oferecer
risco ao meu país,
A minha liberdade
como mulher não deve
ser encarada nunca
como ameaça ou ofensa;
E da mesma maneira
que a sua deve existir
reconhecendo o seu lugar,
e o dever inalienável
de usar a cabeça para pensar.
Dar espaço para tudo
melhorar entre nós,
onde eu e você tenhamos
sempre a nossa voz.
O mundo está em guerra,
nós não precisamos dela,
e nem que ela venha ser
puxada para a nossa terra.
Só quero que saiba que
floresce a Paineira Rosa,
os guarás sobrevoam,
e tudo sempre passa.
Fazer daqui um lugar
melhor é voto particular,
que cabe cada um levar
sem deixar se perturbar.
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