Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Há gestos que, embora nasçam pequenos, carregam o peso de mundos. Descobrem-se, mais tarde, capazes de redesenhar caminhos, torcer rumos e alterar o destino de uma vida inteira. Quando tais gestos tocam o fio invisível que sustenta o futuro, não é apenas o percurso que muda: é o próprio caráter que se dobra, se rompe ou se refaz.
Por isso, aqueles que ferem o orgulho alheio ou ousam enfrentar a lógica precisam agir com a firmeza de quem conhece a profundidade de suas próprias sombras. Enganos, sim, podem se dissolver no tempo — o perdão lhes é possível.
Mas a metamorfose íntima, aquela que transtorna o espírito e o afasta de si mesmo, essa não encontra absolvição. Pois não se perdoa o que deixa de existir, nem o que retorna transformado demais para ser reconhecido.
A primeira filha dela nasceu morta, porque meu pai deu um chute na barriga dela, já estava com 3 dias em decomposição. Tempo de parteira. A parteira já falecida D. Jesus, salvou a vida dela.
Ela nunca se saiu dele, por obediência ao pai. Como eu disse, ela é igual uma criança.
Em todos os nascimentos dos outros filhos, ela se escondia dele para não ser morta.
Pulava cercas altas, após ser torturada com abusos psicológicos e agressões físicas, á noite inteira. Fugia, mas sempre teve medo de tudo e do mundo!! Porque nunca soube ler, nunca soube lidar com a insegurança dela. Muito ingênua.
Então, ela sempre retornava.
Eu havia escrito uma carta, e nela falava para nunca mais me procurarem, porque seguiria a minha vida.
Mas, terminei a carta ás 3 da manhã!! Após alguns minutos que meu pai havia me deixado em paz, pois ele me torturava com um facão e psicologicamente, desde ás 6 da tarde. Porque eu comecei a trabalhar para o estado estagiando na época, graças a uma indicação da mãe de uma colega. E, nesse dia havia recebido meu primeiro pagamento. Ele queria tudo. Mas, eu precisava comprar meu material escolar, não dei. Disse que estava tudo no banco que no outro dia eu sacaria.
Na verdade, eu estava com tudo.
250,00!
Então, terminei a carta...
Mas, observei meus pequenos irmãos, todos ali, acoados e acordados naquele horário.
Eu, tomei uma decisão por eles.
Eu não fugiria sozinha, eu não chegaria muito longe.
Logo, como eu era menor, eu seria mandada de volta.
Eu mesmo sabendo que ela voltaria, como trocentos outras vezes, eu falei meu plano para ela.
Na manhã seguinte fugimos.
Para outro Estado, com a grana que eu havia recebido.
AÇÕES NA PRÁTICA DA ATENÇÃO
A prática da Atenção envolve duas ações consecutivas.
Assim, na prática da Atenção, o Sujeito Homo sapiens deve realizar duas ações principais, que são:
1. Selecionar estímulo;
2. Fixar-se ou estabelecer-se no estímulo selecionado.
No avesso do meu silêncio, grito o que o peito não diz; calar a voz é o preço de fingir que sou feliz."
Guardo as palavras no bolso para não deixar o choro escapar. Às vezes, o que a gente mais sente é o que menos consegue falar."
Me calo porque o nó na garganta é maior que qualquer explicação. Deixo que meus olhos contem o que escondo no coração."
Onde as palavras faltam, a saudade transborda no silêncio.
Embrulho
Como vou escrever poemas,
como vou redigir cartas
Meu coração está tomado de tristeza
Sinto que ele foi embrulhado por um saco plástico
Esse embrulho aperta meu coração, cruza ele por dentro
Aperta tão apertado que ele não bombeia sangue
Não tem sangue no meu cérebro, como vou escrever poemas sem a cabeça funcionar?
O máximo que posso fazer é lamentar
lembrar de quando meu coração era virgem sem embrulho
De quando meu cérebro tinha sangue pra ficar ocupado pensando em poemas sobre você
O Último Ato
Batizei-te de "meu bem", meu doce problema,
Mergulhei no teu caos, fiz de nós o poema.
Pulei do penhasco, sem rede ou segredo,
Amando o incerto, vencendo o meu medo.
Eu te dei a beleza, o cristal, a pureza,
Recebi em troca o sal da incerteza.
Amei-te com a vida, com a força do agora,
Mas provei o veneno de quem vai embora.
Tentei te ensinar o que é ser amado,
A cura do peito, o abraço apertado.
Mas o mestre padece na própria lição.
"Te dei meus segredos, meu colo, meu lado,
Mostrei-te o milagre de ser amado
Mas o preço da cura foi o meu desterro:
Amei-te com alma, paguei pelo meu erro.
Retiro o meu peso, minha entrega, o meu brilho,
Desfaço o nó cego, encontre o seu trilho.
Estás livre da rede, da minha intensidade,
Desta louca maneira de amar de verdade.
Meu peito foi porto, foi chão e foi ninho...
Não há mais amarras, nem medo.
Voa, meu passarinho.
Lembro como se fosse agora…
o mundo seguiu, mas pra nós dois, tudo silenciou.
Foi naquele instante que o tempo decidiu parar,
só pra contemplar algo raro: o nascimento do nosso amor.
Que amor é esse…
que desacelera o universo,
que faz o coração falar mais alto que qualquer razão,
que transforma segundos em eternidade só de estarmos juntos?
É um amor que não se explica… se sente.
Que não se mede… se vive.
E que mesmo se o tempo voltar a correr,
sempre vai encontrar a gente no mesmo lugar:
um no coração do outro.
Educadoras
Não há grito de liberdade maior que de uma criança.
Dentro de sua inocência, confronta o mundo com a verdade.
Se irrita com o banal, e valoriza o que de mais puro existe no mundo.
A verdade do coração, transmitida no olhar, no sorriso que gargalha.
Na peça pregada pela simples alegria.
Não há nada de mais espontâneo e cativante no ser humano.
Não há expressão mais literal da verdade.
Dom sem igual, o qual a sociedade tanto luta para domar.
Com suas concepções fúteis de educação.
Afinal crianças não vem para aprender
Vem para ensinar.
Inexprimível
Tu és tão linda.
É uma beleza indescritível,
afinal, nem meus olhos dão conta de te dizer.
É como uma brisa
numa tarde de outono:
69% de umidade,
11 km/h de vento,
dados que me fascinam,
mas que ainda assim
não te explicam.
Ao tentar te detalhar,
procuro palavras
e não encontro.
Não há verbo que indique,
frase que faça sentido,
adjetivo que encaixe.
Busco as mais belas palavras do dicionário,
aquelas que estouram suaves
como bolhas de sabão
assopradas por uma criança
numa manhã ensolarada.
Eu até acho algumas.
Mas a certeza sempre vence:
tu és
inexprimível.
Se invado teus pensamentos,
não foi por descuido,foi destino,
porque antes dos teus olhos me verem,
algo em você já me reconheceu no caminho.
Não me idealize…descubra-me,
no tempo certo, sem pressa ou razão,
pois há encontros que começam na mente
antes mesmo de acontecerem no coração.
E se for para ficar… que seja assim:
leve como teu sorriso,
inevitável como esse querer sem fim.
Se continuar a me abraçar
com as amarras da certeza de quem acha que eu sou,
negará a mudança que é todo ser naturalmente
e se surpreenderá quando meu ser transbordar seu copo
cheio demais, com conceitos de menos.
Nunca compreenderás a imensidão do universo
se ainda nem consegues ver o universo que uma lágrima contém.
Respire, e me deixa respirar.
Dê um passo para trás para que eu possa ter espaço e escolha
de querer caminhar ou simplesmente me sentar,
ou de talvez te envolver com a mutável eternidade de meus braços,
que sozinhos,
são mais eu do que eu mesmo poderia me descrever.
Às vezes prefiro a solidão, o silêncio de minha companhia.
Já que, num mundo tão cheio de gente, com tanta informação rolando solta, não conversamos mais, não dialogamos entre nós.
O que acontece é um vômito de ideias unilaterais, de fotos, de momentos isolados cheios de nosso ego, que recém aprendeu a fazer a roda e quer mostrar a todos o quanto é um ser humano digno de atenção e likes.
Mas por quê? Me digam vocês o porquê? Preferem estranhos comentando sua vida, dando-lhes migalhas com corações vermelhos e vazios, ao invés de compartilhar seus momentos com quem já lhe é tão íntimo, sejam eles bons ou ruins? Têm medo da crítica, do confronto, da verdade dos corações honestos e amigos? Têm medo da própria vulnerabilidade?
Se não o fiz antes, permito que sejam o que vocês são. Bons, maus, sorridentes, egocêntricos, ingênuos. Só não se escondam atrás do morno, do monótono, do tanto faz. Isso mata qualquer relacionamento, distancia qualquer coração. E ao invés de tentar ressucitá-lo mais uma vez, tenho preferido deixá-lo morrer.
E é por isso que tenho preferido a minha companhia ao invés das relações superficiais. Pois, estando comigo reconheço quem sou, o meu lado bom e o meu nem tanto, e dou aprovação e espaço para que exista e se expresse.
E finalmente, compreendo que quem permanece, quem ainda se abre pra trocar e agregar a meu ser na verdade foi a minha essência quem os escolheu para aqui permanecer.
Mas meu coração sempre bateu pelo efêmero..
A CORRIDA DO TEMPO
O tempo tem corrido de uma maneira que eu não imaginaria que um dia correria.
E olha que eu corro hein , corro contra o tempo,
mas ele continua sendo mais veloz que minha penosa passada.
Vejo que até meus sonhos precisam estar acompanhando o passo do tempo.
O que ontem era revolucionário e desafiador, hoje está atrasado, defasado, precisando se reinventar para se enquadrar na vitrine pseudo-virtual.
E o que há de mau em ainda querer sonhos tão antigos?
E o que de bom traz estar sincronizado com os quereres do nosso tempo?
O passo do tempo exige de mim prontidão, atenção e ação.
Mas ninguém explica pro tempo que o ritmo do coração é o que dá paz ao ser que diariamente corre.
E é um ritmo tão intimidador e avassalador que rompe a linha do tempo.
Tanto faz se foi pra ontem, hoje ou amanhã.
O essencial é que estou aqui presente e não faltei nenhum dia.
E o tempo corre, ultrapassa os limites que nossos pés podem desenhar .
Mas o coração, já ultrapassado, nos envolvendo em sua grande dança de roda, nos mostra que não há necessecidade de ganhar, mas sim aprender (dentro do próprio tempo) o valor de esperar.
O PONTO SENSÍVEL
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Tudo se inicia no começo.
Lá, em nossa origem, somos o que somos e nem sequer pensamos que poderíamos ser outra coisa
Já nascemos vulneráveis, sem mesmo entender o significado dessa palavra
Que significa: onde podemos ser feridos.
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Nem imaginamos que esse ponto sensível em nós acaba se tornando um ponto de fragilidade, nosso calcanhar de Aquiles
Logo que começamos a destoar da normatividade, das regras sociais, das crenças culturais, somos atingidos bem nesse local.
No começo, bem no começo, nem entendemos porque estamos sendo repreendidos e maltratados.
Somos somente o que nós somos, mas de algum modo isso não é o suficiente.
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Após umas pancadas da vida percebemos que somos diferentes dos demais naquele ponto vulnerável, que no expõe e nos deixa envergonhados.
E é apartir daí que começamos a vestir nossa couraça emocional, a esconder a sensibilidade do mundo que ousa nos ferir.
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E essa armadura acaba servindo muito bem para que nos sintamos inseridos na sociedade, que somos parte de uma comunidade.
Somos agora todos iguais.
Um número, que arredonda os milhões e bilhões de pessoas no mundo.
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Até que conhecemos alguém que possui algo a mais. Percebemos que ela deixa transparecer em seu jeito de ser aquele ponto vulnerável.
E nos apaixonamos, deixamos cair as couraças e mostramos nosso lado sensível ao ser amado. A vida, que antes parecia mecânica agora tem vitalidade, tem luz, tem cor e sentido.
Agora podemos ser novamente, sem esconder.
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Mas é óbvio que a vida, irônica e trágica, acaba trazendo um drama de um término, uma traição ou uma despedida, que faz com que o nosso ponto sensível novamente seja estilhaçado.
E mais uma vez voltamos a nos fechar pro mundo, com medo de nos machucar.
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Agora, nosso Ego-Persona está mais esperto e consegue fingir vulnerabilidade quando alguém se aproxima. Se disfarça de um sorriso amarelo, de um humor ácido, um ar de deboche, fantasias românticas, formas que evitam sentir a realidade e encarar a verdadeira exposição.
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Mas, mesmo com tanta inteligência em saber burlar as dores originais, acabamos no final nos sentindo sem ânimo, sem propósito, sem o Eu.
E há um grande abismo entre quem estamos agora para o que somos, pois no fundo do penhasco do vazio encontra-se a ferida, as dores causadas ao nosso ponto sensível.
E há um medo surreal de encarar e reviver esse mar revolto.
Mas não há outra saída. Ou nos arriscamos atravessar, ou permanecemos a cada dia perdendo a nossa alegria de viver.
E de uma forma extremamente inusitada percebemos que sempre houve uma ponte que conecta o nosso ponto de estadia para nosso ponto de origem, chamada Vulnerabilidade.
Pela mesma via que a vulnerabilidade nos leva a nos machucar e a nos fazer fechar ao mundo, é também ela que nos faz sentir novamente e nos abrir pra nós mesmos.
É somente através da abertura, da confiança de que a cada nova ferida em nosso ponto sensível, nos tornamos mais fortes, mais articulados e mais preparados pro próximo baque que a vida der.
As pessoas que ainda não perceberam que viver se trata de ser vulnerável acaba se fechando e exigindo que os demais escondam o diferente, o sensível e o fraco.
Mas na realidade o foco nunca será o outro, nunca será o desamor ou a padronização.
O ato de controlar fora é imposto para que ninguém mais os machuque dentro.
É somente uma forma de proteção.
Então, pra quem esse texto chegou hoje, está na hora de se abrir novamente e mostrar suas verdadeiras cores ao mundo , sem ter medo de retaliação, sem ter medo da exposição ou de sentir ferido novamente.
Viver é isso, amar as nossas dores como forma de bálsamo e cura.
Pois somente a gente pode entender nosso lado sensível e o quão amado ele deve ser.
Ser vulnerável para livre ser.
Há histórias que não se explicam, se sustentam. A minha é assim: construída no tempo, atravessada por fases, imperfeições, aprendizados e, acima de tudo, persistência.
São mais de 40 anos escolhendo ficar. E ficar, muitas vezes, não é o caminho mais fácil — foi o mais consciente. Porque eu nunca lutei apenas por um casamento, lutei pela essência de um homem e a união da minha família. Aquela parte dele que nem sempre o mundo via, mas que eu conhecia em silêncio, nos detalhes, nos momentos em que ele simplesmente era o meu Joaquim...
Houve dias leves, mas também houve dias difíceis. Momentos em que tudo parecia pedir desistência, mas algo dentro de mim sempre falou mais alto: a certeza de que existia verdade ali. E quando existe verdade, existe motivo para permanecer.
Persistir não foi anular a mim mesma. Foi, na verdade, um ato de força. Foi acreditar que o amor não se mede apenas pelos dias bons, mas pela coragem de atravessar os dias ruins sem perder o que realmente importa.
Eu vi o tempo passar, vi mudanças, erros, acertos, alguns desgotos… mas nunca deixei de enxergar aquilo que me fez ficar desde o início. Porque amar, para mim, sempre foi também escolher enxergar além das falhas — foi reconhecer a essência, mesmo quando ela se escondia atrás das dificuldades e dos erros da vida.
E se hoje me perguntassem se eu faria tudo diferente, a resposta viria tranquila: Mudaria o mínimo!
Não porque foi perfeito — mas porque foi verdadeiro. Porque cada capítulo, até os mais difíceis, ajudaram a construir o que somos. Porque, no fundo, eu sei que escolhi com o coração inteiro.
E há uma paz muito bonita em quem olha para trás e entende que, apesar de tudo, valeu a pena permanecer.
Hoje o meu coração se enche de gratidão por vocês.
Josy, Brenda e Guilherme… mais do que terem entrado na nossa família, vocês escolheram fazer parte dela com amor, respeito e presença. E isso não tem preço.
Como mãe, existe algo muito especial em ver os filhos sendo cuidados, amados e acolhidos por outras pessoas. Vocês não apenas caminham ao lado deles — vocês somam, fortalecem, trazem leveza e companheirismo para a vida deles.
Cada gesto, cada cuidado, cada demonstração de carinho que vocês têm com meus filhos toca profundamente o meu coração. Porque eu sei que, quando não estou por perto, eles estão em boas mãos — e isso traz uma paz que não se explica, apenas se sente.
Obrigada por serem quem são. Por respeitarem a história deles, por construírem novas histórias juntos e por fazerem isso com tanto amor.
Saibam que vocês não são apenas “agregados” à família. Vocês são parte dela, de verdade, com todo o carinho, reconhecimento e gratidão que existe em mim.
Que a vida continue sendo generosa com vocês, assim como vocês são com meus filhos. Amo vocês.
O segredo do sucesso é olhar para Deus de olhos fechados.
É se erguer de joelhos dobrados.
E com o rosto no pó se humilhando falando santo; santo é o Senhor que seremos exaltados.
Mais temos que ser unânimes em oração em todo tempo
Deus tem coisas grandiosas pra você.
Mais espera de você apenas uma fé grandiosa com uma pequena atitude
"ORAÇÃO"
A vida nunca foi fácil
Junte seus pedaços e desce pra arena
Mais uma batalha vai começar e ao fim do dia uma pequena pausa pra um breve descanso pois uma nova guerra se inicia à cada amanhã
Porque nada como um dia após o outro pra saber que o bom da vida e viver plenamente o agora pois cada segundo que se passa e só mais um segundo que se perde
Cabe a cada um de nós saber utilizar seu tempo para fazer o bem ou para fazer o mal
A escolha, é sua
Mais as consequências não...
As consequências, lhe serão dadas conforme suas escolhas
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