Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

As sombras refletidas nas paredes das cavernas não ofereciam a nitidez que a ilusão das telas mostram em detalhes.
O exibicionismo no entorno da fogueira; cantos, danças, histórias, contos...
Por vezes interrompidos pela dor da ruptura do dente do siso, é o mesmo. Excessão às ferramentas, tanto para combater a dor, quanto para se exibir, muito mais potentes. Muitos dados coletados para comprovar que não damos conta de cuidar nem do mundo ou do outro, sem antes alimentar o faminto ego.

Prisão do amor
O poeta conversa com o papel
Nos versos entre tintas e lágrimas é capaz de colocar a emoção em cada refrão
Fazendo da imaginação a sua prisão,
Sendo liberto ao partilhar das dores que sofre ou imagina,
Afinal essa é sua sina, transbordar a emoção até os confins da sua imaginação
Transportando todos os seus sentimentos a quem está lendo, para lhe falar o quanto é árduo amar por apenas um breve momento.
Quem experimenta do amor, que não lhe pertence.
Será minha a culpa de nascer na era errada?
Quero de volta o amor da folha parda.
Não quero migalhas virtuais, do tipo curtiu algo, vê tudo o que posto.
Quero bilhetes e anotações para nutrir de Fernando a Camões, os desejos de se expressar o coração com as mãos no lápis.
-
Leonardo Procopio
15 de Julho de 2024

A prisão dos apaixonados
É a indiferença, dentro dela eles correm por todos os lados.
Não querem incomodar,
Não querem ser emocionados
E o tempo a esses é como um fardo,
Invisível para aqueles que são indiferentes, pensam apenas em si mesmos
Seja no passado, presente ou futuro.
Aos que carregam esse fardo, nele irão encontrar a sua libertação.
Pois o tempo dirá o que há de ir, o que há de ficar.
E liberto do peso e com as chaves a mão,
Meu conselho é guardem seu coração (Pv 4:23)
Não comprem ilusões, as ações falam a todo momento,
Saiba as ouvir e tenha a coragem de ir.
-
Leonardo Procópio
Pindamonhangaba, 6 de Dezembro de 2024.

Quem treina sabe
Músculo tem memória
E se voltar a treinar
Logo ele volta a crescer,
E como posso esconder
Se o coração é um músculo que faz parte do meu ser,
Ele pede pela sua volta para voltar a viver.
O corpo sem treinar definha,
O coração sem amar,
Faz dos olhos um mar
Cheio de água salgada,
Esperando pela embarcação
Que um dia fez morada naquele coração.
-
Leonardo Procópio, Pindamonhangaba.

Platão tratou o amor como um banquete
Você me mostrou ele como migalhas
Ao te oferecer presentes, mostrou que tem preço.
Ao te oferecer palavras de afirmação, seu ego entrou em ação.
Ao te oferecer tempo de qualidade, mostrou que só se importa de verdade com coisas que enaltecem sua vaidade.
Ao te oferecer toque físico, optou pelo distanciamento.
Ao te oferecer atos de serviço, quis ser auto suficiente.

Até que chegue o dia
Que minha reserva de amor fique vazia
Com você eu gastaria
Todas as minhas reservas de amar
Sei que esse dia nunca existirá
Pois não importa qual seja o lugar
Minhas reservas se enchem
Ora com seu olhar,
Ora com seu abraçar,
Ora com seu falar,
E isso faz de mim a pessoa mais rica a te amar.
-
Leonardo Procópio
27 de Novembro de 2024

Vi-te de longe,

e já eras poema,
mas faltava vida no papel.


Porque você não gosta realmente de algo só por olhar,
senão por experimentá-lo,
e eu só te entendi
no toque,
no cheiro,
no silêncio tímido
entre as tuas palavras.


O amor não é pintura,
é gesto;
Não é quadro,
é colo.


Se eu te amei,
foi porque me debrucei
sobre a tua alma
e mergulhei sem medo.


O olhar encantou,
mas foi o sentir que me prendeu.

Livre solidão
Tudo que eu quero é a solidão
Permanecer em minha própria companhia
E nela refletir das benesses que com você posso dividir
E dos sacrifícios que para tal se vai exigir.
Quem derá houvesse uma fórmula mágica.
Ou um elixir, que ao beber venha o desfrute da paz e da serenidade,
Que mora junto as almas ligadas em eterna lealdade.
-
Leonardo Procópio
8 de Novembro de 2023

Às vezes me bate um sentimento inexplicavelmente ruim e que junta um misto de emoções, lembranças, momentos, tudo que eu já vivi de alguma forma. A única certeza que me sobra é saber que não é uma pura nostalgia, mas sim uma saudade do passado fazendo um paralelo com o meu futuro e degradando completamente o meu presente o que pra mim é confuso porque de repente bate uma alegria, uma vontade de viver, mas quando eu paro um pouco esse sentimento volta.
Tô aqui escrevendo esse texto porque sei que ninguém é capaz de entender e sentir o mesmo que eu sinto, além do mais, apesar de eu sentir falta de alguém pra desabar toda essa pilha de sentimentos insalubres, eu acho que ninguém é obrigado a escutar as histórias tristes dos outros, e óbvio que na minha cabeça o que eu falo pros outros não vale de nada, me desvaloriza e não representa minha dor verdadeiramente e intensamente.

⁠Todas

Todas as rosas que te dei, ensine - me cativar mais uma vez, meu amor cativar significa criar laços, quero te mostrar o céu azul.

O tempo contará as estrelas por mim o que será de mim?
Onde tu fores contigo irei!
Nesse turbilhões de emoções purjará dois corações.

Onde o mar bravio agita com ventos furiosos trazendo desgostos. Onde o seu amor me faz me tornar rei,sobre seus braços voarei .

Onde que o amor suporta tudo com diz o poeta ... não se pode trazer com a mesma moeda.

Onde o amor se fez de luz onde ele carregou a cruz ,nome Cristo ,sobrenome jesus .

A única rosa que te dei
não era flor, nem pétala, nem promessa —
era um espelho no meio do deserto,
um ponto luminoso na curva do nada,
o sinal de um certo querer que nem sempre se vê.


O gosto amargo permanece —
não na boca, mas no intervalo entre notas,
como se o silêncio fosse uma corda esticada demais.
Você era a borracha sobre calendários apagados,
apagando aquilo que nunca se soube desenhar.


O vento passou como uma lembrança
sobre o vidro frio dos dias alinhados,
um alfabeto de gestos que não se traduziu,
peças de um quebra‑cabeça que cabiam apenas
na caixa onde guardamos histórias incompletas.


Havia tanta corrente nas mãos —
um rio secreto subindo pelas margens do possível,
margens que se recusavam a ser caminhos.
O medo era ponte que avançava sobre espelhos,
cada passo dissolvendo areia invisível no ar.


Queimamos cartas que nunca se dobraram,
rasgamos páginas impregnadas de ausência,
apagamos sinais no calor das chamas —
gestos como pássaros que não voam,
ecoando um nome sem nunca pronunciá‑lo.


Agora restam os espaços vazios,
o ciclo fechado como livro antigo
que guarda apenas marcas de dedos na capa.
As linhas se tornaram fósseis de silêncio,
um suspiro seco que fica entre as notas
quando a canção já acabou.


E mesmo assim, no fundo do escuro,
a memória sussurra como vento em sala vazia,
um brilho que não ilumina nada,
um fogo que dobra as margens do possível,
um querer que recusa morrer —
não como chama, mas como reflexo de chama
sobre vidro que nunca virou cinza.


A respiração guarda vestígios de horizontes,
contornos de sombras que dançam sem corpo,
o olhar busca o que nunca foi alcançado,
o silêncio pesa como chão movediço,
cada lembrança uma ponte que não leva a lugar algum.


Não me procure, porque o que resta
é uma fome que não se cansa,
uma sede que não se dissolve em lágrimas,
um olhar que sempre busca o inalcançável,
um eco que insiste mesmo no silêncio.


Este é o ponto final do nosso nunca mais —
um fim absoluto, cruel, profundo,
mas mesmo assim, eu sempre vou querer mais.

Letra de música:


E eu passando o tempo.


Autor: Hiago Vaz dos Santos.



Eu passei o tempo...
Olhos parados no relógio a contar e eu aqui a esperar...
E eu passo o tempo Sem saber exatamente como passar vivendo aqui sem você é fácil de lembrar nossos melhores momentos e vamos reviver tudo de novo basta você chegar...
E eu passei o tempo contei as horas pra te ver Já pude perceber Que quanto mais você demora E quanto mais o tempo passa Mais você faz aumentar em mim...
Um certo sentimento de muitas canções Não preciso nem dizer É um sentimento puro, vivo de emoções
Você não faz ideia Do que estou sentindo agora....
Porque o tempo não para Nesse exato momento Eu aqui com você...
Porque o tempo não passa Mais acelerado Quando você não me aparece...
Não sei porquê Perguntas complicadas de se responder...
Quem me dera por um pouco mais eu estar com você!

Em lugares improváveis eu já encontrei o amor. Ontem mesmo vi amor entre o beija-flor e a rosa.
Eu já encontrei um amor nas mãos enrugadas da mulher que tanto lutou para ser quem é.
Eu já encontrei um amor na fila do banco, enquanto todo mundo tava preocupado com o tempo da demora.
Eu já encontrei um amor no meio da rua, em um abraço de saudade que deixou a minha alma nua.
Eu já encontrei o amor no café com bolo na casa da minha mãe e já vi amor nos olhos inocentes das crianças da minha vida.
Eu já encontrei amor até nas marcas deixadas pelas minhas feridas.
Nildinha Freitas

Não te amo, eu te consumo.


Sou chama que não pede licença,
que invade cortinas,
lambe paredes,
e transforma tudo cinzas.


Te toco
e já não és inteiro.


Teus contornos tremem
como papel prestes a desistir da forma,
como madeira que geme
antes de virar brasa.


Meu amor não aquece, devora.
É ardor sobre a pele,
é ar roubado dos teus pulmões,
é o vermelho vivo que cresce
até não caber no próprio corpo.


Onde passo, não resta nome.
Não resta tempo.
Não resta volta.


Só o estalo seco, irreversível de algo que já foi inteiro.


E ainda assim tu ficas.


Ficas porque arder comigo
é mais verdadeiro que sobreviver intacto.


Ficas porque no colapso
há beleza.


Porque no fim quando tudo é carvão e silêncio ainda há calor.


E é nele que nos reconhecemos.

Por isso
Ocorre-me dizer-te que não danço nas nuvens nem mergulho em oceanos gelados. Mas conheço o voo das aves e o rigor da natureza que não poupa nenhuma das primaveras. Por isso, embora não me mostre com as minhas próprias cores, conheço todos os arco-íris e todas as monções. Mergulhei nas suas essências e conheço os aromas da selva. Conheci o cheiro do medo e a amargura da incerteza. Com todas as desgraças que suportei, poderia ser hoje uma montanha de traumas, pesadelos e vícios, mas encontrei dentro de mim a força para planar na brisa e ancorar-me nas pétalas das malmequeres. Por isso vou contar-te mais: conheço os meus pontos fortes e as minhas fraquezas, que juntos são a minha maneira de estar neste mundo. E estar neste mundo é como ir de férias com pouca bagagem, porque demasiadas malas atrasam-nos. Por isso, escolho ser livre com o pouco que tenho, que não é mais do que eu próprio. Ser eu próprio não é tarefa fácil, porque há sempre alguém que nos desafia a ser o que não somos e a querer o que não desejamos. Tudo isto causa infelicidade, e o que mais vemos são pessoas infelizes que não conhecem o cheiro da terra molhada nem as cores de um dia que termina com o pôr-do-sol sobre o mar. Por isso, quando olhares para mim, não penses que me vês, porque o que vês não sou eu, mas uma imagem que projetei de acordo com as minhas tempestades.

SINUOSA E SELVAGEM


⁠A feminilidade perpassa por sinuosidades as quais as travessias da vida nos leva.
Nesse fluxo, o feminino é plural.
Forte e presente, Frágil e ausente, fluido e volátil.
A mulher é a capacidade ínfima da sinuosidade e da adaptabilidade, e isso é ser selvagem.
Assim, com tudo, caminha, garantindo sua sobrevivência e confiando que a vida é extravagantemente abundante e perfeita.
Mulher inteira e madura, segue a força viva da vida.
Atendendo as exigências que o viver à pede, porém sem jamais perder sua força e essência.
Pois, em comunhão há frequências de forças femininas que à sustenta.
Suas ancestrais.
E por esses laços poderosos e que somos todas....Una.
Por Erikah Aparecida

Às vezes, acordo sentindo o ar rarefeito da liberdade que todos proclamam. Caminho pelas ruas de concreto, smartphone na mão, curtindo posts que ditam o que devo desejar. Sou livre? Rio alto, mas o eco é um sussurro preso. As correntes sociais são invisíveis, tecidas de olhares julgadores, algoritmos que moldam meu feed como um deus caprichoso, normas que sussurram: "Seja assim, consuma aquilo, ame desse jeito".
Elas se enroscam no peito, essas algemas de expectativas. A família cobra herdeiro perfeito; o trabalho, lealdade eterna; as redes, pose impecável. Eu corro, mas para onde? A ilusão de escolha é o maior truque: vote, compre, poste, repita. No fundo, somos marionetes em um teatro coletivo, fios puxados por medos ancestrais e modas passageiras.
Quebrar isso exige coragem nua: silenciar o ruído, abraçar o desconforto do autêntico. Só então a verdadeira liberdade respira, frágil, mas real. E você, sente essas correntes?

VIDAS DANÇANTES
O encontro nasce quando os olhos se reconhecem.
E é aí … que se faz uma das mais belas riquezas da vida.
É quando também o tempo desacelera e o corpo lembra que também sabe falar.
A dança circular abre um portal antigo, e também atual, onde cada passo costura histórias e cada gesto devolve à alma.
Assim se faz o que se tinha esquecido, de ver e sentir.
A diversidade de pessoas é o que sustenta o círculo.
Cores, rítimos, trajetórias, silêncios, sorrisos, choros, rostos tristes e também felizes.
Vidas vividas.
Todos necessários, todos sementes do mesmo campo fértil, vívido e presente.
E então surge a alquimia viva do movimento, e uma força de intensidade que purifica, suavidade que desarma e traz a presença que cura.
No centro do círculo, não há separação, apenas a certeza silenciosa de que dançar juntos é relembrar quem somos.
E que se saiba … que onde é que estejas, no círculo, és parte, e nele, somos UM e o também o TODO. Erika Aparecida - ErikaKim (jan2026)

Força Circular


A circularidade em nós se faz de tantas formas.
Conexões, olhares, afinidades, encontros, sincronicidades, e, tudo que é contrário a isso também.
O que converge desse todo, se desdobra em desafios, aprendizagens e transformações nas mais diversas áreas de nossas vidas.
O circular abraça e ainda que em choro ou em dor, nos conforta, ou fortalece.
Geralmente nos nutre!
E expande alegrias.
É maravilhoso sentir e perceber essa força circular que nos integra.
É conflitante os desencontros, é confortante os encontros, e para além, abarcamos tudo! Caminhamos circulando, incluindo e transcendendo e ora ou outra apenas seguindo.
Há um ponto de saber que dita.
Confie.
Olhe o antes... perceba o hoje...quantas circularidades experiênciadas?!
Quem se era, e quem se é?!
Você circulou!
Firme-se no pulsar do seu peito.
Quão sabia, forte e corajosa se é!?
Integre essa verdade no coração e potencialize-se em coragem e luz.
E na impermanência em que se vive, confie e circule na perfeição única chamada vida.
Vida. Vida. Vida. Erikah Aparecida - ErikaKim

Circulo vivo, verdadeiro e profundo são os olhos humanos, que dizem muito mais do que verbos.
Veem e percebem tudo, se conectam com outros olhos, e fundidos circularmente, se manifestam em seus feitos, pensamentos, intenções, e sentimentos, e expressam tudo.
Nas rodas circulares dos olhos, não há filtros, eis a inteireza da verdade posta e não falada e ao mesmo tempo tão expressiva.
Espelham quem somos, santos olhos, são círculos de grande força e poder.
Estão no movimento do todo, expressando-se na vastidão e na profundidade da verdade de cada ser.
Circulam as relações e estabelecem as verdades que muitas vezes a vocalize contraria.
Elos circulares que representam e expressam a verdade, mesmo que essa não queira ou não possa ser vista, expressada e ou descoberta.
Certamente tem vínculo profundo com o Divino.
Lente luminosa que transbordam em verdades tão límpidas.
Essa nitidez se faz àqueles a quem esta no círculo da vida, e se reconhecem também com a completude e as verdades que somente seus olhos conseguem ver.
Almas circulares...
Que nossos olhos possam ser a porta de luz divina que transcendem os desafios terrenos em verdades onde o amor possa sempre prevalecer. Erikah Aparecida - ErikaKim (Março2026).