Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Destino travesso
Me tira o sono
Revira do avesso
Sinto abandono
Hoje não me alegra o mar
Lembro de ti
Me pego a chorar
Quero fugir
Já vi que não dá
Evasão, fuga
Tentativa frustrada
Ilusão, luta
Não deu em nada
Saudade, amor
Tanta saudade
Que me vira do avesso
E revira o meu avesso
Não sei se mereço
Desse jeito sofrer
Só sei que padeço
Não consegui te esquecer
Amor, estranho amor, maneira de amar.
Como já disse uma vez o saudoso Pedro Bial: Não seja leviano, não ature gente de coração leviano.
Amor, amar, nada mais é que um ciclo, doloroso e as vezes até vicioso.
As vezes sentimos tanta coisa por uma pessoa, esperamos tanto dela, que nos decepcionamos tremendamente, o certo seria não esperar nada de ninguém, e se surpreender com cada ato, cada ato tão esperado ocultamente, guardado em nossas esperanças.
Só porque uma pessoa não gosta de você do jeito que você quer, não quer dizer que ela não goste de você de alguma forma, que ela não te ame de alguma maneira. Mas, o pior ato que o ser humano pode cometer, é despertar o amor em uma pessoa, se não vai corresponde-la, de nenhuma forma.
Não quero que esse post, se transforme em nada meloso, nem 'romântico'.
Mas, brinque com o que você quiser, mecha no que bem entender, mas jamais, em hipótese alguma, fira os sentimentos de alguém, Não prometa nada além do que pode cumprir.
Nos ensinaram desde pequenos que um dia, na fila do banco, no trabalho, em algum lugar, alguém vai passar, algo vai mudar, seus olhos ficarão focalizados, a voz rouca, as pernas tremerão e pronto... é isso mesmo... tá amando meu filho ;)
Ninguém ao certo sabe, quando ou onde esse botão 'AMOR' é acionado no ser humano, o problema de tudo isso, não é o sentimento em si, e sim, as consequências. Tolos que somos, imaginamos a perfeição em pessoa ..
linda, cheirosa, acorda bem, sem mau hálito, tem bom coração, educada, elegante e mais um milhão de qualidades.
Com o tempo, percebemos, que essa projeção perfeita, não passa disso... apenas uma projeção. Se houver amor de verdade, todos as dificuldades serão ultrapassadas, caso contrário...
Bom, cientistas ainda não acharam a resposta, onde, quem, desliga e reinicia esse botão novamente.
As vezes me pego pensando em você
Ouço sua voz , pergunto a Deus porque?
Desvio o pensamento por um segundoe
Juro amim mesma que isso nunca mais pode acontecer !
Mas é só até eu fechar os olhos
pois nos meus sonhos você sempre está
Me dizendo coisas sem sentido
Com esse sorriso de menino e um brilho no olhar !
E se por acaso te encontro
Perco o controle
Não sei o que me acontece
Tento não demanstrar
Mas já é tarde e meu corpo já não obedece .
E então não tem jeito
Você já me conhece
Entende o que acontece
Quando você se vai
Só me resta lembrar os bons momentos
Enquanto o dia amanhece
Deixando escorrer dos olhos uma lágrima
E dos lábios uma prece !
Se eu pudesse dizer que eu te amo
Estou só e trsite,
quase abandonada.
Se ao menos tu estivesses perto de mim,
se ao menos pudesse ver seus olhos
tristonhos e misteriosos
e esse teu sorriso lindo.
Se ao menos pudesse ver teu rosto,
se pudesse ouvir tua voz...
Se estivesse aqui para me dizer
algo que me animsse.
Mas tu estás tão distante...
e eu aqui tão sozinha.
Sozinha?
A tristeza,esta ngústia e a saudade de ti
me fazem compania,
E neste momento em que a solidão me envolve,
eu gostaria de estar contigo,nos teus braços...
e olhar bem dentro dos seus olhos
e dizer baixinho só para nós dois
- "Eu te amo!"
Sagrado Coração
Sei que tenho um coração
Mas é difícil de explicar
De falar de bondade e gratidão
E estas coisas que ninguém gosta de falar
Falam de um lugar
Mas onde é que está?
Onde há virtude e inteligência
E as pessoas são boas e sensíveis
E que a luz no coração
É o que pode me salvar
Mas não acredito nisso
Tento mas é só de vez em quando
Onde está este lugar
Onde está essa luz?
Se o que vejo é tão triste
E o que fazemos tão errado?
E me disseram!
Este lugar pode estar sempre ao seu lado
E a alegria dentro de você
Porque sua vida é luz
E quando vi seus olhos
E a alegria no seu corpo
E o sorriso nos seus lábios
Eu quase acreditei
Mas é tão difícil
Por isso lhe peço por favor
Pense em mim, ore por mim
E me diga:
- Este lugar distante está dentro de você
E me diga que nossa vida é luz
Diga que nossa vida é luz
Me fale do sagrado coração
Porque eu preciso de ajuda
É uma grande hipocrisía dizer que vai "praticar o desapego", que vai "se afastar de tudo que lhe faz mal", que agora "está em outra fase", que não sei que lá, não sei que lá, do sapatinho branco que em todos cabe bem, para disfarçar dor de cotovelo ou falta de amor...
Quem dera se tivessemos realmente esse poder de largar um namorado quando estamos sofrendo de amor, quem dera se deixar de amar uma pessoa fosse questão de vontade, quem dera se pudessemos blindar nossos corações contra mágoas, decepções e coisas que nos machucam, quem dera se nossas fases tivessem controle remoto, para darmos um stop na hora mais cabível a nossas emoções, quem dera se todas as teorias acontecessem na pratica de fato, e, quem dera se muitos que tentam se fazer fortes fossem mais realistas e menos tolos.
Quem dera se não existisse tanta hipocrísia afetiva, aooow! Quem dera!
Palavras são vibrações
ELAS TÊM PODER
A linguagem dirige nossos pensamentos para direções específicas e, de alguma forma, ela nos ajuda a criar a nossa realidade, potencializando ou limitando as nossas possibilidades.
1) CUIDADO com a palavra NÃO.
A Frase que contém NÃO, para ser compreendida, traz à mente o que está junto com ela. O NÃO existe apenas na linguagem e não na experiência. Por exemplo: pense em "NÃO"... Não vem nada à mente. Agora, vou lhe pedir não pense na cor vermelha... Eu pedi para você NÃO pensar na cor vermelha e você pensou.
Procure falar no positivo, o que você quer e não o que você não quer.
2) CUIDADO com a palavra MAS, que nega tudo o que vem antes. Por exemplo: "O Pedro é um rapaz inteligente, esforçado, MAS...".
Substitua o MAS por E, quando indicado.
3) CUIDADO com a palavra TENTAR, que pressupõe a possibilidade de falha. Por exemplo: "Vou tentar encontrar com você amanhã às 8 horas". Em outras palavras: Tenho grande chance de não ir, pois vou "tentar". Evite tentar... FAÇA.
4) CUIDADO as expressões NÃO POSSO ou NÃO CONSIGO, que dão idéia de incapacidade pessoal.
Use NÃO QUERO, NÃO PODIA ou NÃO CONSEGUIA, que pressupõe que vai conseguir, que vai poder.
5) CUIDADO com as palavras DEVO, TENHO QUE ou PRECISO, que pressupõem que algo externo controla a sua vida.
Em vez delas use QUERO, DECIDO, VOU.
6) Fale dos problemas ou das descrições negativas de si mesmo, utilizando o verbo no passado. Isto libera o presente.
Por exemplo: "Eu tinha dificuldade em fazer isto..."
7) Fale das mudanças desejadas para o futuro utilizando o tempo presente do verbo.
Por exemplo: em vez de dizer "Vou conseguir", diga "Estou conseguindo".
8) Substitua o SE por QUANDO. Por exemplo: em vez de falar "Se eu conseguir ganhar dinheiro vou viajar", fale "Quando eu conseguir ganhar dinheiro vou viajar".
9) Substitua ESPERO por SEI. Por exemplo: em vez de falar "Eu espero aprender isso", diga "Eu sei que vou aprender isso". ESPERAR suscita dúvidas e enfraquece a linguagem.
10) Substitua o CONDICIONAL pelo PRESENTE. Por exemplo: Ao invés de dizer "Eu gostaria de agradecer à presença de vocês", diga "Eu agradeço a presença de vocês". O verbo no presente fica mais forte e concreto.
Amigo é uma bênção
Que vem do coração de Deus
Pra gente cuidar
É assim que você é pra mim
Como uma pérola que eu mergulhei pra encontrar
É assim que você é pra mim
Um tesouro, que pra sempre
Eu vou guardar
Amiga, eu nunca vou desistir de você
E pela tua vida eu vou interceder
Mesmo que eu esteja longe
Meu carinho vai te encontrar
Porque você
É impossível de esquecer
Eu acredito em você
Eu acredito nos sonhos de Deus pra tua vida
Amiga eu oro por você
Porque a tua vitória também é minha.
Quem me dera poder abrir meu corpo.
Tiraria tudo que há de ruim de dentro de mim, tiraria minhas angústias,aquela mancha roxa que teima em ficar dentro de mim, tiraria meus amores que não está na cabeça e sim no coração, limpar o coração pra colocar tudo que há de bom dentro de mim.
Quem me dera poder tocar no teto do mundo. chegar até o limite dos limites, e provar pra mim mesmo que superei o limite de todos os limites.
Quem me dera poder modificar o vocabulário das pessoas, começaria sempre com por favor e terminaria com muito obrigado.
Quem me dera ser pequeno.
Não enxergaria pessoas perversas e tanta desumanidade, assim não precisaria olhar sempre para baixo.
Quem me dera voltar no tempo.
Para repetir meus erros em dobro, pois aprenderia em dobro.
Quem me dera fazer da gratidão um crime.
Pois o ser humano teima em fazer o errado.
Sempre fui geniosa. Opinião forte, do tipo que defende quem ama e não leva
desaforo para casa. Quando gosto fica estampado na minha cara. E quando
não gosto meu sorriso não sabe usar máscara. Por mais que eu tente não
consigo disfarçar. Quando vejo estou fazendo, ainda que sem querer, caras,
bocas e caretas. É quase impossível controlar.
"Perdoa
Perdoa por eu ter te escolhido
..................................
Perdoa por eu ter acreditado nesse sonho todo dia
Perdoa por eu ter te perdoado
Na hora que eu devia te esquecer
Perdoa por eu ter me preparado
E me guardado pra você
Eu te solto
Eu não te prendo
Eu te livro
Faz o que é preciso
Eu não posso e eu não quero
Te obrigar a me querer na tua vida
Desenganos vem, acontecem
Desenganos vão, desaparecem
Eu não posso e não vou forçar
A barra pra você gostar de mim
Quem sabe amanhã... talvez
Quem sabe
O tempo coloca tudo no seu lugar
Se vou te esperar ou não
Quem sabe
Aquilo que tem que ser... será."
VOCÊ É INESQUECÍVEL!!!JAMAIS SAIRÁ DO MEU CORAÇÃO!!!
SAUDADES!!!SAUDADES!!!SAUDADES!!!SAUDADES!!!SAUDADES!!!
Penso além do que posso e me entrego às dúvidas
Penso olhando para o nada
E até em meio ao trabalho, eu penso.
Eu penso em mim.
Eu penso em você.
Eu penso em nós.
Penso em você de novo.
Sinto medo...
Meu coração começa a chorar,
Minha cabeça começa a doer
E eu não páro de olhar em volta
Tentando encontrar as respostas das minhas perguntas.
O tempo é devastador!
E tudo no meio do tempo é esquisito, eu acho.
É traição mesmo sem ser.
É rompimento, é quebra, é também decepção.
Mas, não pretendo parar no tempo,
Por isso sou resistente as coisas do mundo.
Tenho minhas próprias teorias
E hoje tenho novas perspectivas.
Onde foi que eu deixei um pedaço de mim?
Ando e me contenho para não correr,
Pois não sei andar devagar.
Emudeço ao querer falar para não pecar,
Pois falo muito.
Onde está a resposta do meu olhar?
Mesmo cansada, continuo a andar.
Sei que mesmo em pedaços eu ainda devo continuar.
Porque eu consigo, Deus me sustenta sempre.
A vida tem muito para me dar,
Deus tem muito para derramar sobre mim, eu sei.
E nEle eu acredito, só nEle!
Mesmo que você não queira mais me acompanhar...
Tenho amigos santos e loucos
Prostitutas e poetas
Bêbados e drogados aos montes.
Tenho amigos que
não sei que são meus amigos.
Tenho amigos que mentem.
E eu acredito que eles precisem
que eu acredite.
E por que não acreditar?
Tenho amigos que não perdôo os
defeitos que são mais meus do que deles.
Tenho amigos que não
são meus amigos.
Tenho amigos que
deveriam ser amores, e são.
Tenho amigos
que são borboletas.
Suas cores me pintam.
Tenho amigos que não entendo
nada do que eles falam, e
sinto tudo o que eles sentem.
Tenho amigos que brigo.
Por não saber dizer que os amo.
Tenho amigos que são amigos.
Mas não são meus.
Tenho amigos que
são variações da minha
própria existência.
Tenho amigos que são tudo
o que o mundo precisa para
sobreviver.
E ...
Tenho amigos que são
o melhor que há em mim.
Ser cigana é viver com alegria .
É ter liberdade.
É magia e pura sedução.
É cantar e dançar ao som dos violinos e das palmas, em torno da fogueira sagrada.
É interpretar o que diz as salamandras.
É fazer do mundo a sua morada.
É ser pássaro sem asas, que voa em meio às borboletas.
É ser marcante por onde passa, deixando o perfume das rosas.
Houve uma época em que eu pensava que as pessoas deviam ter um gatilho na garganta: quando pronunciasse — eu te amo —, mentindo, o gatilho disparava e elas explodiam. Era uma defesa intolerante contra os levianos e que refletia sem dúvida uma enorme insegurança de seu inventor. Insegurança e inexperiência. Com o passar dos anos a idéia foi abandonada, a vida revelou-me sua complexidade, suas nuanças. Aprendi que não é tão fácil dizer eu te amo sem pelo menos achar que ama e, quando a pessoa mente, a outra percebe, e se não percebe é porque não quer perceber, isto é: quer acreditar na mentira. Claro, tem gente que quer ouvir essa expressão mesmo sabendo que é mentira. O mentiroso, nesses casos, não merece punição alguma.
Por aí já se vê como esse negócio de amor é complicado e de contornos imprecisos. Pode-se dizer, no entanto, que o amor é um sentimento radical — falo do amor-paixão — e é isso que aumenta a complicação. Como pode uma coisa ambígua e duvidosa ganhar a fúria das tempestades? Mas essa é a natureza do amor, comparável à do vento: fluido e arrasador. É como o vento, também às vezes doce, brando, claro, bailando alegre em torno de seu oculto núcleo de fogo.
O amor é, portanto, na sua origem, liberação e aventura. Por definição, anti-burguês. O próprio da vida burguesa não é o amor, é o casamento, que é o amor institucionalizado, disciplinado, integrado na sociedade. O casamento é um contrato: duas pessoas se conhecem, se gostam, se sentem a traídas uma pela outra e decidem viver juntas. Isso poderia ser uma coisa simples, mas não é, pois há que se inserir na ordem social, definir direitos e deveres perante os homens e até perante Deus. Carimbado e abençoado, o novo casal inicia sua vida entre beijos e sorrisos. E risos e risinhos dos maledicentes. Por maior que tenha sido a paixão inicial, o impulso que os levou à pretoria ou ao altar (ou a ambos), a simples assinatura do contrato já muda tudo. Com o casamento o amor sai do marginalismo, da atmosfera romântica que o envolvia, para entrar nos trilhos da institucionalidade. Torna-se grave. Agora é construir um lar, gerar filhos, criá-los, educá-los até que, adultos, abandonem a casa para fazer sua própria vida. Ou seja: se corre tudo bem, corre tudo mal. Mas, não radicalizemos: há exceções — e dessas exceções vive a nossa irrenunciável esperança.
Conheci uma mulher que costumava dizer: não há amor que resista ao tanque de lavar (ou à máquina, mesmo), ao espanador e ao bife com fritas. Ela possivelmente exagerava, mas com razão, porque tinha uns olhos ávidos e brilhantes e um coração ansioso. Ouvia o vento rumorejar nas árvores do parque, à tarde incendiando as nuvens e imaginava quanta vida, quanta aventura estaria se desenrolando naquele momento nos bares, nos cafés, nos bairros distantes. À sua volta certamente não acontecia nada: as pessoas em suas respectivas casas estavam apenas morando, sofrendo uma vida igual à sua. Essa inquietação bovariana prepara o caminho da aventura, que nem sempre acontece. Mas dificilmente deixa de acontecer. Pode não acontecer a aventura sonhada, o amor louco, o sonho que arrebata e funda o paraíso na terra. Acontece o vulgar adultério - o assim chamado -, que é quase sempre decepcionante, condenado, amargo e que se transforma numa espécie de vingança contra a mediocridade da vida. É como uma droga que se toma para curar a ansiedade e reajustar-se ao status quo. Estou curada, ela então se diz — e volta ao bife com fritas.
Mas às vezes não é assim. Às vezes o sonho vem, baixa das nuvens em fogo e pousa aos teus pés um candelabro cintilante. Dura uma tarde? Uma semana? Um mês? Pode durar um ano, dois até, desde que as dificuldades sejam de proporção suficiente para manter vivo o desafio e não tão duras que acovardem os amantes. Para isso, o fundamental é saber que tudo vai acabar. O verdadeiro amor é suicida. O amor, para atingir a ignição máxima, a entrega total, deve estar condenado: a consciência da precariedade da relação possibilita mergulhar nela de corpo e alma, vivê-la enquanto morre e morrê-la enquanto vive, como numa desvairada montanha-russa, até que, de repente, acaba. E é necessário que acabe como começou, de golpe, cortado rente na carne, entre soluços, querendo e não querendo que acabe, pois o espírito humano não comporta tanta realidade, como falou um poeta maior. E enxugados os olhos, aberta a janela, lá estão as mesmas nuvens rolando lentas e sem barulho pelo céu deserto de anjos. O alívio se confunde com o vazio, e você agora prefere morrer.
A barra é pesada. Quem conheceu o delírio dificilmente se habitua à antiga banalidade. Foi Gogol, no Inspetor Geral quem captou a decepção desse despertar. O falso inspetor mergulhara na fascinante impostura que lhe possibilitou uma vida de sonho: homenagens, bajulações, dinheiro e até o amor da mulher e da filha do prefeito. Eis senão quando chega o criado, trazendo-lhe o chapéu e o capote ordinário, signos da sua vida real, e lhe diz que está na hora de ir-se pois o verdadeiro inspetor está para chegar. Ele se assusta: mas então está tudo acabado? Não era verdade o sonho? E assim é: a mais delirante paixão, terminada, deixa esse sabor de impostura na boca, como se a felicidade não pudesse ser verdade. E no entanto o foi, e tanto que é impossível continuar vivendo agora, sem ela, normalmente. Ou, como diz Chico Buarque: sofrendo normalmente.
Evaporado o fantasma, reaparece em sua banal realidade o guarda-roupa, a cômoda, a camisa usada na cadeira, os chinelos. E tudo impregnado da ausência do sonho, que é agora uma agulha escondida em cada objeto, e te fere, inesperadamente, quando abres a gaveta, o livro. E te fere não porque ali esteja o sonho ainda, mas exatamente porque já não está: esteve. Sais para o trabalho, que é preciso esquecer, afundar no dia-a-dia, na rotina do dia, tolerar o passar das horas, a conversa burra, o cafezinho, as notícias do jornal. Edifícios, ruas, avenidas, lojas, cinema, aeroportos, ônibus, carrocinhas de sorvete: o mundo é um incomensurável amontoado de inutilidades. E de repente o táxi que te leva por uma rua onde a memória do sonho paira como um perfume. Que fazer? Desviar-se dessas ruas, ocultar os objetos ou, pelo contrário, expor-se a tudo, sofrer tudo de uma vez e habituar-se? Mais dia menos dia toda a lembrança se apaga e te surpreendes gargalhando, a vida vibrando outra vez, nova, na garganta, sem culpa nem desculpa. E chegas a pensar: quantas manhãs como esta perdi burramente! O amor é uma doença como outra qualquer.
E é verdade. Uma doença ou pelo menos uma anormalidade. Como pode acontecer que, subitamente, num mundo cheio de pessoas, alguém meta na cabeça que só existe fulano ou fulana, que é impossível viver sem essa pessoa? E reparando bem, tirando o rosto que era lindo, o corpo não era lá essas coisas... Na cama era regular, mas no papo um saco, e mentia, dizia tolices, e pensar que quase morro!...
Isso dizes agora, comendo um bife com fritas diante do espetáculo vesperal dos cúmulos e nimbos. Em paz com a vida. Ou não.
O anel que tu me deste
Aconteceu em 2005. Eu estava almoçando com uma amiga na cidade onde ela mora, fora do Brasil. Era a segunda vez que nos víamos. Os contatos anteriores haviam sido sempre por e-mail, nos quais tratávamos de assuntos profissionais. De repente, olhei para sua mão e fiz um elogio ao anel lindíssimo que ela usava. Ato contínuo, ela retirou o anel e me deu. "É seu." Fiquei superconstrangida, não era essa minha intenção, queria apenas elogiar, mas ela me convenceu a ficar com ele, dizendo que ela mesma fazia aqueles anéis e que poderia fazer outro igualzinho. De fato, fez. Acabaram virando nossas "alianças": desde então nossa amizade só cresceu.
Meses atrás, Marilia Gabriela entrevistou Ivete Sangalo em seu programa no GNT quando aconteceu uma cena idêntica. Ela elogiou o anel da cantora e esta, na mesma hora, tirou-o do dedo e deu de presente a Gabi, que ficou envergonhada, não estava ali para ganhar presentes e sim para trabalhar. Mas tanto Ivete insistiu, e com tanto carinho, que recusar seria deselegância, e lá se foi o anel da morena para a mão da loira.
Nesta era de acúmulo, egoísmo e posse, gestos de desapego são raros e transformam um dia banal em um dia especial. Não é comum alguém retirar do próprio corpo algo que deve gostar muito - ou não estaria usando - e dar de presente, numa reação espontânea de afeto. Pessoas assim fazem isso por nada, aparentemente, mas, na verdade, fazem por tudo. Por gostarem realmente da pessoa com quem estão. Por generosidade. Para exercitarem seu senso de oportunidade. Pelo prazer de surpreender. Por saberem que certas atitudes falam mais do que palavras. E por terem a exata noção de que um anel, ou qualquer outro bem material, pode ser substituído, mas um momento de extasiar um amigo é coisa que não vale perder.
Estou falando desse assunto não porque eu também seja uma desprendida. Bem pelo contrário. Já me desfiz de muita coisa, mas me desfaço com planejamento, pensando antes. Assim, de supetão, por impulso, raramente. Meu único mérito é reconhecer a grandeza alheia, coisa que também está em desuso, pois sei de muita gente que, ao ver gestos como o de Ivete e o da minha amiga, diria apenas: que trouxas.
Devo estar me transformando numa sentimentalóide, mas o fato é que acredito que esses pequenos instantes de delicadeza merecem um holofote, já que andamos todos muito rudes e autofocados. Desfazer-se dos seus bens para fazer o bem é uma coisa meio franciscana, mas não se pode negar que um pouco de desapego torna qualquer relação mais fácil. E não falo só de bens materiais. Desapego das mágoas, desapego da inveja, desapego das próprias verdades para ouvir atentamente a dos outros. Não seria um mundo melhor?
Bom, o anel que minha amiga me deu seguirá no meu dedo, nem adianta vir elogiá-lo pra ver se o truque funciona. Faz parte da minha história pessoal. Mas posso me desprender de outras coisas das quais gosto, basta que eu saiba que serão mais bem aproveitadas por outras pessoas. É com esse espírito de compartilhamento que encerro essa crônica desejando a todos os leitores um Natal com muitos presentes - mas no sentido de presença. Que na sua lista de chamada afetiva estejam todos ao seu lado, brindando o que lhes for mais importante: seja o nascimento de Jesus, ou a reunião familiar, ou apenas mais uma noite festiva de dezembro, ou um momento de paz entre tanto espanto, ou simplesmente a sensação de que uma inesperada gentileza pode ser o melhor pacotinho embaixo da nossa árvore.
"Charlie: Eu entendo...
Alan: Sério?
Charlie: Na verdade, não.
Alan: Então pq diz que entende?
Charlie: Pq as pessoas gostam de ouvir isso. Veja bem Alan, se eu digo que entendo não quer dizer que eu entenda, nem mesmo quer dizer que eu esteja prestando atenção... Alias, nem quer dizer que eu queira saber!"
Não sei o que você é pra mim,
Nem tampouco o que me tornei
Depois que te conheci.
Só sei que longe de você
Sou só saudade
E que sem você
Sou somente eu.
Ao teu lado
Sou simplesmente a verdade a testar-te,
Longe de você
Sou apenas uma mentira mal contada.
Com você só sei sorrir
Sem tua presença
Meu sorriso é um mero momento fulgaz.
Esperança e superação.
Essas sempre deveriam ser as palavras-chave da vida de todo ser humano.
Acredite sempre no impossível, creia... é possível.
Nunca diga nunca, siga mantendo as esperanças, porque dizem que a esperança é a última que morre, mas jamais falaram em reencarnação para ela, portanto se a sua morrer, espere o que for preciso para que ela reencarne e só assim você chegará à famosa superação e, em consequência, a GLÓRIA!
E o mais importante, não permita que NINGUÉM atrase seus sonhos com palavras negativas, pois é possível, basta acreditar!
O silêncio da noite é meu refúgio, sou filho da escuridão, sou uma criança perdida e tristes. Já não sinto mais nada, somente medo.
Mas medo do quê?
Medo de mim mesmo?
Ou medo de tentar ser o que na realidade abominamos?
Não sei, hoje não procuro mais a felicidade, e sim a paz, acho que isto vai me consolar, saber que não sou feliz, mas saber que tenho paz em minha vida, paz e felicidade, seria bom juntas, mas me contento, aaaahhhhh como eu queria nossa, como queria, cara, falar o que eu acho, mostrar o que eu quero, viver o que eu sonho... mas algumas coisas me confortam...
O primeiro passo foi dado, resta seguir andando, começar de novo, antes que eu mergulhe novamente em minhas próprias tentações, em meu próprio vício... às vezes acho que sonho demais... acho que estou no caminho errado... porque acredito que meus sonhos são somente sonhos... enquanto vivo em um profundo pesadelo... Eu quero esquecer algumas coisas... mas como esquecer quem mais amo? Simples. Pare de amar. Mas como? Simples, pare de respirar!
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