Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Faça amizade com pessoas que quebrariam o teto por você. Procure amigos com um propósito eterno e que te aproximem de Cristo todos os dias. Marcos 2:1-12

As pessoas com quem você se cerca podem influenciar profundamente o seu comportamento, hábitos, mentalidade e o curso da sua vida, tanto para o bem quanto para o mal, e podem levar você à vitória ou à derrota. Lembre-se, você decide com quem anda.

O retrato de uma profunda traição!


Até o meu melhor amigo, em quem eu confiava, e que partilhava do meu pão, também me traiu! (Salmos 41:9)


Se você foi traído pela pessoa que dizia que te amava é porque nunca te amou, então não discuta, apenas vire-se vai embora e agradeça a Deus pelo que Ele te livrou.
Lembre-se: respeito, amor-próprio e valores andam juntos.
Não se preocupe com judas, eles mesmos se matam.

Nesta vida é preciso aprender três coisas:


1º. Não implorar-lhe a ninguém
2º. Não confiar em ninguém e
3º. Não esperar nada de ninguém.

Viva pela Fé, confie e espere
só em Deus! (Hebreus 10:38)

A sua mente não mente e nem te engana.
A sua mente acredita nas histórias que você inventa, repetidamente, todos os dias!
Por isso cuide da sua mente, alimentando a com ideias, pensamentos e histórias que te fortaleça e gerem bons frutos para o seu ser e o Seu Viver! Seja consciente, Faça diferente: seja inteligente, resiliente e, Se necessário, se reinvente!

O Tito


(por Tonny Feittosa)


Eu podia vê-lo se aproximar,
com sua única blusa sem manga.
O corpo brilhava, refletindo o suor —
o que esperar de uma manhã de trabalho?


Ninguém te enxerga, Tito.
Ninguém quer te observar.


Vens sorridente,
com uma janela entre os dentes.
Mas só eu posso brincar.
Gritei:
— Tá com sede!?
E tua voz ecoou:
— Com dois real pode matar!


Ninguém te enxerga, Tito.
Ninguém quer te observar.


De pés descalços, segues a caminhar.
Que lindo te ver atravessar a rua!
Mas só eu, por te amar,
posso te enxergar.


Ninguém te enxerga, Tito.
Ninguém quer te observar.


O carro brilhante veio te encontrar —
não viu o Tito.
Só eu vi,
que ali, o meu lindo sorriso
parou de brilhar.


Eu te enxerguei, Tito.
Eu te observei, Tito.
Mas, infelizmente,
neste mundo,
a gente não vai mais se encontrar.

Assim foi soprando o vento, levando aos poucos à areia do tempo, enrugando o que era novo, tornando flácido o que um dia fora impecável. A ferrugem se instalou, silenciosa, em cada junta, em cada dobra da esperança. E assim foi a espera — a espera daquilo que nunca chegou.


Até que o tempo cobrou. Cobrou sem pena, cobrou na dor. E tudo o que era radiante como a aurora, como um amanhecer promissor, foi-se dissolvendo na poeira do esquecimento.


A beleza, antes inteira, partiu-se pouco a pouco, agarrada aos gentis vermes que decidiram, enfim, abraçá-lo após tanta solidão. E foi então que, pela primeira vez, no limite gelado do abandono, sentiu algo doce e caloroso: o abraço — segundo ele — da única coisa que realmente precisava de seu corpo.

Eu ficaria parado por horas a fio, imerso na contemplação de cada traço teu, se a lucidez não me trouxesse o receio de parecer insano ante a tamanho sentimento por você. É um fascínio que me paralisa, uma hipnose consentida.


Vejo em ti uma deusa despida de vaidades terrenas.
Teus cabelos esmerados moldam um semblante onde a própria arte encontra o seu limite. Não se trata apenas da harmonia do teu rosto, mas da luz terna e quase melancólica que emana de ti. És a materialização da calmaria, o refúgio onde uma alma exausta como a minha ansiaria repousar.


E, no entanto, a cruel geografia ri do meu desespero.
Quilômetros e horizontes se estendem como um abismo infinito entre o bater do meu peito e a suavidade da tua pele. A matéria me aprisiona neste canto do mundo, enquanto o meu pensamento, rebelde e desesperado, já habita o teu espaço. É a mais sublime das torturas: ter o universo inteiro diante dos meus olhos através de uma imagem, e ao mesmo tempo ter as mãos atadas pela tirania da distância.


Nessa agonia do inalcançável, porém, encontro a minha mais pura certeza.
Minha essência, antes peregrina, cega e trôpega, reconhece na tua imagem o fim da sua busca. Não anseio mais pela abstração do ideal, pois o meu sentido encontrou pouso na tua existência.


Sinto, com a força de um paradoxo indomável, que és o encerramento da minha jornada. A mulher que desenhei nos meus delírios mais lúcidos, aquela a quem eu entregaria não apenas o meu amor, mas a eternidade dos meus dias. Estás tão fisicamente longe, mas, de alguma forma inexplicável, nunca alguém esteve tão perto de ser o tudo que me falta.

Dói o grito que sufoca, a vontade que se desfaz como cinza entre meus dedos. Então eu me ajoelho diante do céu e chamo por Deus, imploro por uma saída, por um sinal, por qualquer respiro, mas em noites como esta, parece que Deus apagou meu nome do livro divino, parece que minha voz não atravessa o silêncio do firmamento.
E eu fico aqui sozinho tentando acreditar que Ele ainda me escuta e, totalmente perdido, tento manter a fé.

Mesmo quando o caminho parece incerto, lembre-se de que você carrega dentro de si uma força capaz de transformar dor em aprendizado e desafios em crescimento.


Não duvide do seu valor, nem da sua capacidade de recomeçar quantas vezes for preciso.


Cada novo dia é uma oportunidade de escrever uma história mais forte, mais consciente e cheia de esperança.


Confie em Deus, confie em você e siga em frente, porque coisas boas também estão a caminho. 🌷✨
Cleide 🙋🏽‍♀️

"Equação sem solução"


Amor é experimento que insiste
em fugir da lógica,
um átomo errante que não para
no seu lugar certo.


Tentei medir, pesei reações,
calculei forças e distâncias —
mas é como tentar capturar
a luz que escapa pelo dedos.


É fórmula incompleta,
com variáveis que dançam
num choque quântico de vontades,
onde o certo e o errado são só hipóteses.


No microscópio da razão,
o coração explode em partículas,
mas nenhuma equação explica
a gravidade de um olhar perdido.


É um vírus gentil que infecta
sem anticorpos,
sorriso que desafia a física,
um elétron louco no corpo da alma.


E às vezes, no caos dos sentimentos,
me pego rindo, aceitando:
não há ciência capaz de aprisionar
esse mistério que pulsa, leve e insolúvel.


Porque amar é brincar com o infinito,
é navegar num oceano sem mapa,
é ser tanto enigma quanto descoberta,
é o mais belo experimento
onde o resultado é só sentir.

Me perdi em milhares de direções, tendo uma pequena luz;
Logo ela desvaneceu e tornou minha perdição.
De que forma hei de escrever quantas vezes me apaixonei pela mesma pessoa?
Palavras não podem descrever,
Sinto-me na escuridão...
De que forma haverá de ser,
Tendo como certa minha decepção?
Matarei de vez esse amor,
Ou ele matará meu coração.

Quando Você Chegou
Eu nem sabia que o coração
podia reconhecer alguém tão rápido.
Foi só uma semana
sete dias apenas,
mas parece que minha alma
já te conhece há muito tempo.
Você chegou de repente,
com esse sorriso leve,
com esse jeito que acalma
e ao mesmo tempo bagunça tudo em mim.
E eu fico aqui pensando
como alguém pode virar abrigo
dentro do peito da gente
em tão pouco tempo.
Talvez não seja pressa
talvez seja encontro.
Porque quando estou perto de você
o mundo desacelera,
as palavras ficam pequenas
e o silêncio já diz tudo.
Se isso ainda não é amor,
então é o começo de algo
que meu coração
já escolheu viver.
E, sinceramente
se for você ao meu lado,
que venha sem pressa,
mas que venha inteira.

“A Permanência do Teu Nome”


Há lembranças
que não se despedem do coração.
-
Ficam —
como o cheiro do café recém-passado
na cozinha de uma manhã antiga,
ou como a luz morna da tarde
escorrendo pela janela da memória.
-
Teu nome
ainda repousa nos cantos do meu silêncio,
como um livro aberto
que o tempo nunca terminou de ler.
-
Às vezes penso
que o amor não morre —
apenas aprende
a morar nas coisas pequenas:
-
na música distante de um rádio esquecido,
no perfume de chuva tocando a terra,
no gesto automático de olhar ao lado
quando algo bonito acontece.
-
Porque a memória,
quando nasce do afeto,
não obedece ao calendário.
-
Ela cresce quieta
como hera sobre os muros da vida,
entrelaçando os dias
até que o passado e o presente
respirem o mesmo ar.
-
E assim compreendo,
com uma ternura quase dolorida:
-
talvez a verdadeira eternidade
não esteja nas estrelas distantes,
mas no simples fato
de alguém continuar vivendo
dentro do pensamento de outro.
-
Pois quem foi amado
não desaparece do mundo —
-
apenas se transforma
em lembrança luminosa
caminhando conosco
pelos corredores do tempo.
-
E enquanto eu respirar,
em algum lugar do meu peito
teu nome ainda florescerá
como uma primavera
que a memória
se recusa a deixar morrer.

Que luto é esse?

O que é pior?
Esquecer alguém que morreu
ou enterrar alguém vivo?

As lembranças vêm à tona o tempo todo…
Ele está ali.
Existe. Respira. Caminha no mesmo mundo.

Mas eu não posso vê-lo,
não posso senti-lo,
não posso tocá-lo,
nem ao menos ouvir a sua voz.

Que luto estranho é esse
que não tem velório,
não tem despedida,
não tem última oração?

É o luto de quem precisa
eliminar da própria vida
alguém que ainda vive.

Não apenas nas memórias,
não apenas nas fotografias —
mas vive, aqui, na realidade.

E o pior de tudo…
vive aqui dentro de mim.

Como uma presença silenciosa
que o tempo ainda não levou.

Luto Vivo

Lutar contra um luto vivo
não é tão simples assim.

São dores profundas
que atracam a capacidade de viver,
como âncoras pesadas
presas no fundo da alma.

Você se sente viva…
mas ao mesmo tempo
sente a própria pele
consumindo os ossos.

Porque a carne que ainda respira
vai se desfazendo lentamente
na angústia
e numa solidão devastadora.

E quando alguém aparece
com amor nas mãos
tentando te alcançar…

você o puxa também
para esse buraco escuro,
avassalador,
sem fundo.

Como se o vazio
engolisse tudo
que ousa se aproximar.

E assim, sem querer,
talvez você elimine
uma das poucas chances
de voltar
a ser feliz.

EQUAÇÃO INCOMPLETA DO AMOR
Passei anos procurando
a fórmula do amor.
/
Achei que fosse simples —
algo entre química e destino,
um cálculo exato
entre dois corações.
/
Tentei medir teus gestos
como quem mede estrelas:
um sorriso dividido pelo silêncio,
um abraço elevado ao infinito.
/
Mas o amor
não cabe em laboratório.
/
Ele muda as leis da física
quando teus olhos encontram os meus.
A gravidade se torna mais leve,
o tempo desacelera
como um relógio cansado de correr.
/
Às vezes penso
que o amor é um experimento eterno:
/
misturamos esperança,
um pouco de medo,
algumas lembranças futuras
e o acaso.
/
Se a experiência dá certo,
nasce uma pequena luz
no meio da rotina.
/
Se dá errado,
aprendemos outra variável do coração.
/
Talvez seja isso
o grande segredo da equação:
/
o amor não quer resposta.
/
Ele prefere
permanecer mistério —
uma fórmula aberta
que o universo escreveu
para ser resolvida
apenas vivendo.
/
E mesmo sem solução,
continuamos tentando
porque, no fundo,
há beleza
nas perguntas que o coração
nunca termina de fazer.

Acho que voar deve ser exatamente como me sinto quando estou com você.
Como sentir a brisa tocar o rosto enquanto o coração dispara com a adrenalina da altura.
É uma mistura estranha e maravilhosa de medo e alegria
medo da imensidão do que sinto,
e alegria por simplesmente poder viver isso ao seu lado.
Talvez seja como subir cada vez mais alto,
ignorando a distância, os limites…
e até mesmo a própria razão.
Amar você também se parece com mergulhar.
Porque quanto mais fundo eu vou,
mais bonito tudo se revela.
Estar ao seu lado me faz sentir escolhido para viver algo raro,
algo que parece não ter fim.
Como se, por um instante, o tempo deixasse de existir.
É um sentimento tão bonito o que sinto por você
mas mais bonito ainda
é saber que você me permite senti-lo.

Com todo respeito, alguém já parou para olhar para uma pessoa enquanto ela falava e pensou:

“Meu Deus… será que essa mulher tem noção do quanto ela é linda?”

E não falo apenas de uma beleza de fora.
Falo de uma beleza que vem de dentro também.

Daquelas que tocam de um jeito diferente.
Daquelas que você percebe mesmo quando não está olhando diretamente.

Uma beleza que se revela no jeito de existir, de falar, de sentir.

Aquela que não se vê só com os olhos —
mas que, de alguma forma, a gente reconhece.

Ana Caroline Marinato

Quantas pessoas você queria bem e, por lógica, achava que também te queriam bem?
Mas descobriu que não existe lógica nos sentimentos das pessoas, em um mundo onde a inveja faz morada e expulsa o amor.
Se dizem querer o seu bem, desde que você não esteja melhor do que elas; quando te desejam tudo de bom, desde que não seja nada que elas não tenham, pois o orgulho ali domina.
Lembre-se de que o amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. O amor é sofredor, é benigno. (Coríntios 13:4).
Vinicius de Moraes disse: “E em louvor hei de espalhar meu canto, e rir meu riso e derramar meu pranto ao seu pesar ou seu contento. (Soneto de Fidelidade)
Quem realmente te ama aceita seu riso, suas vitórias e também seu pesar, suas derrotas.
O grande desafio é saber quem é quem quando seu sucesso incomoda quem você achou que sorriria com você e te menospreza no seu fracasso, quando você esperava que chorasse com você.
Aí, de um jeito doloroso, mas único, você irá aprender.

Se você tem dinheiro,
tenha cuidado com quem se aproxima.
Há quem confunda afeto
com oportunidade.
Porque quando alguém
precisa mais do seu dinheiro
do que de você,
pode até dizer que ama…
mas ama primeiro o que você tem.
Quem troca facilmente
a própria história,
quem abandona quem dizia amar
por vantagem ou conforto,
não aprendeu o valor do vínculo —
apenas o valor do benefício.
E a lógica da vida é simples:
quem chega por interesse
permanece apenas enquanto ele existe.
Por isso, observe.
Quem ama de verdade
não mede o outro pelo que possui,
nem troca pessoas por vantagens.
Porque o amor que é real
fica mesmo quando nada sobra.
Já o interesse…
vai embora assim que encontra
um lugar mais lucrativo para ficar.