Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Ele chegou bravo, arisco,
Facão na mão, doido pra brigar
Chutando mesa, riscando o chão,
No cabaré ninguém quis encarar.
Olhar de fogo, peito inflado,
Procurando quem fosse homem pra peitar
Mas de repente veio o silêncio,
E um grito doído cortou o ar.
Puxou o revólver, mão tremendo,
Gritou sem nem se controlar:
“Eu vou fazer justiça agora,
Quem mexeu com ela vai pagar!”
No canto escuro, um bêbado riu,
Sem medo nenhum de apanhar:
“Vai buscar mais bala, parceiro…
Que hoje tu vai precisar!”
“Porque aqui dentro, nesse cabaré,
Ninguém ficou de fora não…
Se tu ama essa mulher,
Prepare o teu coração…”
O bravo parou… ficou calado,
O mundo dele começou a cair
A mão soltou o revólver devagar,
E os olhos começaram a se abrir.
“Eu não acredito… isso é mentira…”
A voz falhou na hora de falar
“Até tu, capenga desgraçado…
Também foi lá se aproveitar?”
O cabaré virou um espelho,
Refletindo a dor de um homem só
E o bravo que entrou feito tempestade,
Saiu menor que um grão de pó.
Hoje dizem lá na esquina,
Que nunca mais ele foi o tal
O homem que chegou valente…
Ficou quieto no cabaré, no final
Antes que eu me vá te deixarei mais uma música
Antes que eu me vá te escreverei mais um poema
Antes que eu me vá acharei mais um modo de te "desconcertar"
Antes que eu me vá deixarei algo para de mim você lembrar
E quando eu me for e só sobrar essas coisas pequenas
Saberá que de mim ficou Só oque valeu a pena
Do meu modo subjetivo, e talvez imprevisível.
Quando eu me for, verá que tudo que te dei foi Só o imprescindível.
Você um dia acaba entendendo que a coisa mais difícil é falar a última verdade.
A última verdade é aquela que revela tudo, é a chave para compreensão integral de tudo aquilo quê você disse, ou seja define o verdadeiro sentido de todo seu enredo e que amostra a face do lado oculto, que você não quer revelar....
Não quero falar da tragédia do mundo.
Ela já grita sozinha.
É preciso olhar além do caos, além das dores,
além da pressa,
além da ilusão de controle,
além até da esperança.
Não olhar de modo ansioso,
mas com consciência
e profundidade.
Plantas conversam em línguas que não ouvimos, animais atravessam o planeta sem mapas, Águas-vivas ensaiam a eternidade, Peixes vão tão fundo
que a luz fracassa, a arte dá formato a cenários mentais. E mulheres fabricam universos
dentro do próprio ventre.
Como negar
que algo sagrado respira aqui?
Talvez maturidade seja isso:
tentar ver o mundo além da nossa bolha,
além do reflexo corrompido da nossa alma.
Libertá-la.
Conectar-se com os milagres.
Aceitar a própria animalidade.
E lembrar
que não somos feitos só de ambições,
mas de experiências.
— Allan Meraki
Água.
Não é recurso.
É origem.
Corre silenciosa entre raízes, rasga a terra, desenha caminhos que não pedem permissão. Sustenta o invisível, revela o essencial. Onde ela chega, a vida insiste.
Mas onde falta, o mundo se recolhe.
O que ainda chamamos de abundância já carrega sinais de exaustão. Rios interrompidos, nascentes esquecidas, ciclos rompidos. Não é sobre escassez futura. É sobre ausência presente.
Proteger a água é proteger tudo o que ainda respira.
Dia Mundial da Água.
Amar alguém de todo coração significa criar constelações dentro de si, transbordar de estrelas e quando esse amor não lhe é correspondido é como um céu que desaba por não aguentar as estrelas.
Amar é ser um vulcão prestes a entrar em erupção. Se o sentimento não for recíproco ele irá explodir sem dó nem piedade, apenas sairá e essa explosão irá machucar quem estiver por perto, amar e não ser correspondido é pior do que qualquer outro sentimento.
Amar significa dá vida a vida, renascer e florescer, quando não é o caso tudo se transforma em frio e tempestade, com raios e trovões onde o medo toma conta e nada mais importa. Amar e não ser amado significa secar as lágrimas, esperar a tempestade baixar e cair na chuva como se nada estivesse acontecendo, ninguém saberá reconhecer a sua dor mas essa é a visão de amar sozinha.
Sempre volto ao início.
Às séries que já sei de cor,
ao filme onde ainda choro,
às mesmas vozes
que nunca aprendi a calar.
Há algo em mim que não solta —
correntes invisíveis
marcando meus pulsos,
puxando devagar
tudo que tento deixar.
Dou um passo à frente,
mas o chão pesa.
Um “e se?” se aloja no peito
como uma pergunta sem resposta,
ecoando mais alto
que qualquer certeza.
Carrego risadas antigas
como quem guarda relíquias,
mas são elas que me quebram:
memórias rasgam por dentro
e levam pedaços meus
sempre que voltam.
Sinto sua falta
mais do que digo.
Sinto medo
mais do que admito.
E desejo o amor
como quem precisa respirar.
“Sinto muito” —
palavras que nunca chegam,
desculpas que se perdem
no silêncio que ficou.
E eu erro de novo,
volto de novo,
revivo de novo —
um ciclo que se fecha
antes mesmo de terminar.
Confundo passado com presente,
visto lembranças como futuro,
e me perco
no que já não existe.
Diziam que a saudade matava.
Mas não —
ela é mais lenta que isso.
É um veneno fraco,
escorrendo pelas horas,
corroendo por dentro
sem pressa de acabar.
O passado já passou,
o veneno já secou —
mas o gosto amargo
ainda mora em mim.
E, mesmo assim,
eu volto.
Meus dedos deslizaram por minhas têmporas, cada vez mais firmes, tentando arrancar as vísceras de meus medos e dilacerar meus sentimentos. Ouso afagar meus próprios cabelos enquanto minhas unhas abrem feixes avermelhados sob meu crânio, o vomito do amor acalorado que escoa sob minha mente como lava em um vulcão em erupção.
Os magnas do vulcão, como pequenos pensamentos escapulindo por entre meu suspirar me leva a suar novamente, misturando o almiscarado da minha pele em gotas de horror. O calor do contato, antes revigorante e confortável, agora é uma tragedia inevitável e sufocante.
E no entanto, quanto mais afundo em mim, mais percebo que não há núcleo sólido — apenas camadas e camadas de calor e ruído, como se minha própria existência fosse uma erupção contínua, incapaz de cessar. Meus pensamentos não são mais meus; eles borbulham, espirram, queimam, deixando cicatrizes invisíveis que latejam sob a superfície da pele.
Minhas mãos tremulas e conflitantes, observam o terror sangrento de minha própria epiderme escorrendo sob meu ser, meu interior se misturando com o exterior de maneira selvagem e descontrolada. O carmesim tinta meu anelar e me lembra do compromisso autodestrutivo que possuo comigo mesma. Condenada a se autodestruir em busca de algum alivio, caçando motivos para agir contra mim, em busca de algo único para definir meu ser; mas, procurando definição, somente encontrei a destruição.
Não tão querido, diário....
Cocei meus olhos com mais força que o esperado, me machuquei no meu afago e bocejei lentamente ao começo do dia, mordi a língua ao enrolar mais e, ao decorrer, vivi assim: bebericando café com o gosto mais amargo que o normal, tropicando nos degraus da vida e com dor na lombar de carregar o peso do meu ferimento.
Na metade do dia, senti uma angustia profunda e um embrulhar no estomago, vi a imagem perfeita do meu outro eu imbuído em magoas e perdas, sofrendo mais pelos cheiros do que os acontecimentos, doendo mais no peito do que o local do ferimento. Minha metáfora falha e a piada e caçoada, meus sentimentos afogados e meus fios desgrenhados afagados por mãos falsas.
No fim do dia, no anoitecer melancólico e quase libertador, no feixe de uma dor sem rancor, no sonhar de um horror e o perfume de minha essência, são onde escondo minha dor.
Demorei mais tempo que o normal no banheiro e me banhei ao custo do meu sofrer, sufocando em lágrimas mal derramadas e no amargar do café, que desde o começo dia, esquecido ao lado estragou ao se deixar ser abandonado.
Aquele mesmo corte feito no amanhecer, fraco e pequeno mas que dói mais que o esperado. Aquele que me traí ao arder durante meu sorriso, aquele que fisga quando digo que não tenho medo, o que machuca quando estou tão perto de mim e me afasta ao mesmo tempo.
O que me lembra que as piores infecções não surgem dos cortes mais profundas, mas das suturas mal feitas.
Reflexo
Olha, jovem:
esse reflexo na água
revela as marcas do tempo,
memórias gravadas na pele
de tantos caminhos vividos.
Instantes de alegria,
de dor e amor;
gestos de ternura,
sonhos pacientemente
tecidos em silêncio.
Ah, esses olhos que hoje ensinam
um coração outrora partido,
tantas vezes refeito
nas madrugadas da vida.
Ah, esse reflexo que sussurra:
jovem de ontem,
homem maduro de agora.
E no coração ainda repousam
as cicatrizes do tempo,
lembrando, à margem,
que o amanhã
de algum modo
sempre encontra
o caminho de volta.
Tenho um caderninho de desejos e pensamentos, daqueles bobos que fazemos como as crianças que sempre somos; nele, encontrei meu próprio nome escrito em diferentes linhas. Uma, procurando significado; outra, querendo beleza; mais uma, repetindo sabedoria; e outra, mais profunda, rasurada várias vezes, com marcas úmidas denunciando o choro, almejando liberdade.
Pisquei algumas vezes e senti o almiscarado de minha pele se tornar sujo, como se o mero desejo de ser livre fosse indigno para alguém como eu. Outra gota pinga no papel; não é preciso da data para perceber que meus sonhos são atemporais e carregam minha essência perdida consigo. Uma risada em descrença sai embargada de minha garganta, e os nós de meus dedos ficam brancos, rasgando repetidamente não o papel, mas sim minha prisão interna.
A presidiária olha de um lado para o outro, seus olhos baixos percorrendo as grades intimidadoras que a cercam. Ao seu lado, uma garotinha de cerca de seis anos a observa de cima a baixo, demorando-se nas algemas que começavam a enferrujar em torno de seus pulsos. A presidiária ri em escárnio e lança um olhar particularmente rude em resposta. A menina, por outro lado, parece se divertir e balança os pequenos pés no ar antes de gargalhar.
A criminosa franze as sobrancelhas e se aproxima lentamente, como um predador à espreita, com os braços cruzados e uma curiosidade crescente. O olhar daquela garota era familiar, e seus dedos pequenos batucavam na parede mais próxima; o barulho, misturado às respirações descompassadas, era o único som do local.
A jovem ousa conversar com a mulher, balbuciando coisas banais e fúteis, como seus gostos favoritos, aquela série específica que, por um acaso, era a favorita da malfeitora, e até sobre o time de futebol para o qual ela torcia. O papo, no começo hostil e desconfortável, torna-se aos poucos acolhedor; e, assim que a mais nova ri pela milésima vez de sua própria piada sem graça, as algemas da mais velha caem em um baque único contra o chão. A liberdade, silenciosa e subjetiva nos pensamentos diferentes — mas tão iguais — das duas, finalmente chega.
Quando pisco novamente, outra gota molhada cai sobre o caderno, embaçando minha visão e me trazendo de volta à dura realidade, que, anormalmente, estava mais quieta que antes — perigosamente próxima da paz. Meus dedos esguios e trêmulos viram a página completamente encharcada e, mesmo com as palavras tortas e a grafia errática, sorrio de canto ao compreender: não sobrevivi, mas, enfim, vivi.
Meu diamante me inspira.
Não é capricho, é amor!
Desistir?
Talvez um dia.
Tati
Antes de palavras I"diOtas"
Agora
E por um tempo
Boca nenhuma acessou
Ou acessa meus lábios Meu corpo
Se quer tivera meus cuidados
Tu és combustível Queima em mim
Tu és amor
Meu amor
Meu TAnTInhÃo de um tudo
És Felicidade
Sim, és
E mesmo quando não mais
Estás comigo
Imortalizada
Rogo
Senhor
Escutai-me
A minha prece
Descarte o orgulho
Que prevaleça
O Amor
O que fora vivido
Sagre num recomeço
A ti peço Senhor
Ao meu Amor, Tatiane
Agnaldo Souza
Eu te amo, desde o primeiro olhar, não se trata apenas de poesia, é real.
Quando fui te conhecendo, a leitura que eu havia feito, só se confirmou.
Razão você tem, contudo, você viveu e sentiu os meus sentimentos, a intensidade que sempre tivemos. E também por isso, deveria avaliar o todo, e não agir com indiferença.
Eu jamais seria, e serei indiferente a você.
Sim, as provações só nos destroem quando permitimos.
Sempre compartilhei a minha vida contigo, e do quanto me revi, e me revejo, em situações difíceis.
E te digo na certeza, se a situação fosse contrária, e se tivesse se dado tal qual a minha, eu certamente não nos daria um tempo, eu não deixaria o meu amor ao vento.
Quando eu disse, não me perca Tatiane, e enfatizo agora, não teve um outro cunho, a não ser o de te dizer o quanto eu estaria, e estou, disposto a te amar, daí, caminhar ao teu lado.
Agnaldo Souza
Eu entendo a sua razão, contudo, eu valho a pena.
Já de um tempo, amo na intensidade, e cuido, como jamais havia feito. Quando errado, e estive, quero de pronto resolver, e é possível.
Você sabe os que me matam, você está inserida neste contexto, entre os três outros, você é o único vazio palpável, o equilíbrio entre os que se foram, me preenche com felicidade.
O amanhã pode ser breve, já que não demanda da nossa vontade, Deus é quem sabe.
Eu não quero te perder, você é o meu diamante. Quero amenizar as feridas, as nossas, e as que já carrego.
Gostaria muito de casar contigo, não se trata de vaidade, e não somente de um sonho, tem a ver com compatibilidade de almas.
Agnaldo Souza
Eu sempre te falei que estaria ao seu lado pra tudo. Na saúde, ou na doença, na alegria, ou na tristeza. Por isso ainda estou aqui, tentando te mostrar que eu te amo, que sou merecedor do amor que você sente. Capaz de te provar de várias formas que eu mereço ficar ao teu lado.
O meu ego jamais me desviará do que me traz felicidade, do que de tão valoroso, não consigo precificar, você.
Eu, não seria eu, se eu deixasse você ir sem que ficasse claro, do quão você é quem eu gostaria de ter ao meu lado. Não só por ser linda, de humor duvidoso, bruta, mas levemente amorosa, também por saber que somos almas gêmeas, que incendimos na nossa intimidade, e somos paz, aconchego, simplesmente por estarmos próximos. Mesmo que tivesses defeitos, além dos que eu já conheço, eu encontraria formas de conviver com eles.
Eu gostaria de reconstruir a minha vida com você, hoje. Não sei quanto tempo de vida tenho, por isso opto por ser feliz agora.
É como na letra da música, ...
Eu poderia encantar qualquer outro par de ouvidos
Não te ter mais aqui comigo
Mas eu não quero não
Eu não quero
Poderia imaginar
Ou até acostumar
O meu querer noutro lugar
Tanta coisa em que aqui cabe um sim
Mas não
Porque eu te amo
Agnaldo Souza
Eu Amo você, és o meu Diamante, e não haverá um dia se quer em que eu deixe de lapidar o meu amor, o meu querer, os meus propósitos de vida junto a ti.
Não será um recomeço, e sim, uma continuidade.
Não nos amamos apenas fisicamente, o que temos é mais que compatibilidade, é um encontro de almas que se querem, e sabem que são felizes juntas.
Agnaldo Souza
Não são apenas palavras, imagens, ...
Não é desespero, os desesperados não sabem o que querem.
É ênfase de amor, de quem nunca se escondeu, nem mesmo diante do que poderia lhe tirar algo de valor inestimável, você.
Não é só acreditar, é convicção
O que antes já era feito, agora como dito, em ênfase
Te amarei, assim como antes, todos os dias.
Agnaldo Souza
Lógico que quero me relacionar de novo!
Que ela seja teimosa, geniosa, orgulhosa, dona da razão, de humor ácido. Sim, aprenderei a conviver, já que pra eu estar, é porque existe amor.
Não há fórmulas, e nem garantias, mas me esforçarei todos os dias, porque existirá amor.
Os aprendizados serão bem vindos, estarei de horizontes abertos às instruções do universo, e assim, há de haver, Amor.
Agnaldo Souza
Eu vou te fazer feliz por todos os dias da minha vida
Lembrarei de todos os dias que fiquei sem você
principalmente do por que
Assim como antes
sempre cuidarei de você
O primeiro olhar que te falei
sempre o terá
O Amor ratifica a razão
elucida sentimentos
A dor da ausência é cruel
mas confirma propósito
Não haverá quedas
desvios
Meus joelhos somente irão ao chão para pedir o que possa nos fortalecer
São palavras de um compromisso
de um pra sempre
Não
Você não se arrependerá
Não se trata de quebrar a sua essência
apenas de lapidá-la
Já que és um Diamante
Eu te amo
e não está evidenciado apenas em palavras
sempre estará claro
já que sentes a energia
o quão é verdadeiro
Seu Par
Agnaldo Souza
Em meio aos esbarrões da vida
...
Eis que encontro o desencontro
Interrogativas que seguem
Qual caminho seguir
O definitivo
Recomeçar
Se abrigar no desconhecido
?
Consequências geradas
na ausência do se abrir
Distração para não criar certezas
Flerte para preencher ausência
Sem objetivo
mas com causa
Contudo
De fato
Nunca havia se desviado
Agnaldo Souza
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