Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

O Alvorecer da Alma
Mãe, você é o sol que insiste em nascer, A luz que atravessa o meu dia nublado. É a presença que faz o meu peito entender Que nunca estarei sozinho ou desamparado.


Teu abraço é o lugar onde a alma se enche, Tua voz é o acalanto que o medo desfaz. Um toque gentil que o vazio preenche, Trazendo o segredo de uma doce paz.


Em ti vejo o traço da mão do Criador, O brilho de Deus em um gesto de amiga. É prova divina do Seu imenso amor Ter me guardado em tua alma antiga.


Quando o mundo confuso não faz mais sentido, Tua sutil presença é o que me refaz. Onde havia dor, sinto o chão florido, Pois onde você está... há sempre paz.

Desabafo:
A minha vida é uma longa história, e nela eu aprendi que nem sempre vai ser uma história de felicidades, vai ter amor, felicidade, tristeza, dor, medo, inúmeras coisas que vai se passando e construindo grandes histórias em nossas vidas, seja de fracasso ou superação... todos os dias temos novas linhas para serem traçadas em nossas vidas!

Ser grato não é apenas agradecer pelo que deu certo,
mas reconhecer que Deus esteve presente em todos os momentos, até nos dias difíceis.
A gratidão muda o nosso olhar.
Ela nos ensina a enxergar bênçãos onde antes víamos apenas desafios.
Quando somos gratos, o coração se enche de paz e a fé se fortalece.
Hoje, escolha agradecer.
Agradeça pelo que você tem, pelo que aprendeu e até pelo que ainda está em processo de um novo tempo no seu coração. 🙏✨

As coisas ultimamente tem perdido o sentido.
As vezes paro na minha mente
Ando feito indigente
Por aí sei lá
Querendo explicação pra tudo
Vida meio parada
Em Nárnia vivo , volto sem sintonia
Que parada louca essa coisa de inconsciente
Que nem sabe o que consciência confirma
Vivendo em algum lugar ...
E o taro explica
A ciência dúvida
E a crença paralisa
Aonde vou parar não sei
Mais a mesma não serei
Nem imaginei que ia olha pra atrás
Que não me reconhecer mais
Nas roupagem que me reproduziam
Nas máscaras que me cabiam
Hj mais lúcida e fria
Os sentimentos se tornaram
Tônico pra curar
alguma ferida qualquer
que ainda me assombra
Tenho emoções em alguns momentos
Mas ...ainda olhada por
olhares superficiais
Que nem graça tem mais
Tá tudo em ruinas
Oq um dia eu construí
No meu castelo de ilusães

OH SABEDORIA!
Sabedoria, por que corre de mim feito o diabo que corre da cruz?
Já tentei te achar em pleno escuro e mal vi com tanta luz
Onde és que tens se escondido? Me ajude contra os perigos! Se você nada faz sentido!
Não sei definir quem é amigo, muito menos inimigo, parece até feitiço, procurar por algo que está sumido, ninguém tem dúvidas, mas de mim até eu mesmo duvido.
Oh sabedoria, que não tem olhos, mas enxerga, que não tem boca, mas de tudo fala, que escuta mesmo sem ter ouvido, liberta todos aqueles que estão oprimidos, cura as feridas e não é comprimido, mas também machuca no poder de bandido.
Oh sabedoria, sem você não teria noite, muito menos dia, na correria vence todas as corridas, odeia patife e acaba com a patifaria, tira as lágrimas e traz muita alegria, vence em silêncio quem vive na gritaria, surpreende aquele que já não mais surpreendia.
Oh sabedoria, que me dá discernimento, sem você nada se entende, mas contigo compreendo, não está à toa, você quer comprar, mas não a vendo, vale mais que ouro e prata e não tem preço, Deus me deu de presente e nem sei se mereço, com ela podemos saber o fim, mesmo quando estamos no começo.
Oh sabedoria, sei que com você não saberei de tudo, mas saberei tudo aquilo que se sabe...
As palavras do passado, podemos dizer que se encontram em uma grande distância, que jamais alcançaremos chamada de ONTEM, mas se faz muito atual, aqueles que a buscam em um dia feito hoje chamado de presente e pode transformar as pessoas para que transformem o mundo em uma distância que chega feito o piscar dos olhos, andando na velocidade da luz chamada de amanhã.
Valorize seu hoje, para que não seja apenas mais um ordinário ontem, para que aproveite um extraordinário amanhã!
Viva, mas primeiro aprenda a viver!
Louvado seja Deus!!!

CERTO OU INCERTO?
Os meus sonhos são traidores da realidade em que vivo, já não sei mais o que é estar vivo, mesmo nunca estando morto, já não sei mais se prefiro viver com os olhos abertos diante de tudo o que posso ver ou se irei viver de olhos fechados, me encontro em uma situação nada fácil e já passei por momentos mais difíceis.
A realidade se tornou um pesadelo e já não sei mais o que é sonhar
Quando estou no instinto racional me sinto um animal e ninguém pode me enganar, nada passa despercebido e assim meus olhos enxergam feito águia, meus ouvidos se atentam feito de um elefante, fico tão atento que simplesmente pisco um olho por dez para que nada, nada possa passar sem que seja visto!
Onde viro um sorriso é considerado um milagre de Deus, pois tudo aqui tem um grande preço, um sorriso custa caro e uma lágrima tem o preço de uma vida, não se mostram os dentes nem para comer e respiram como se fosse por aparelho, os olhos estão sempre abertos e nem parece que estás dormindo, o descanso é não se descansar os corpos vivem famintos e sempre faltam alimentos, se tem muita sede e não se bebe pouca água...
O céu está dividido, mesmo não tendo fronteiras, se não souber onde pisar, o concreto se torna areia movediça, estamos tão fedidos que nem urubu quer essa carniça...
E olhando para o lado, não vejo lados, que lugar é esse onde que pra onde olhar, tudo é igual?
Será essa a diferença da crença na descrença, da subida e a descida, do alto pro baixo? Não sei, se aqui tudo é incerto.... Como vou dizer o que está certo?
Sendo que a única certeza é de que se existem várias incertezas, o que se diz novo é antigo e o antigo se faz em novo em um renovo
Mas ainda posso ver o céu, ainda posso escrever meus pensamentos em papel, ainda que existam abelhas há de existir mel, o que seria do pintor sem tinta ou sem o pincel, pode se ter casamento sem um anel?
Nessa vida de doces amarguras, só não deixo de ser fiel e cumprirei meu papel sendo livre ou sendo réu.
Com certeza derrubarei essa nova Torre de Babel, mundo cruel!

VERDADE DE UM DESASTRE
Um dia me disseram que a água nunca iria acabar, e é verdade, só esqueceram de avisar que essa água era a água do mar!
A pergunta que ninguém ouviu, onde está essa estrada que era um grande rio? Era tão cheio, mas tão cheio, que de repente tornou-se vazio e ninguém mais o viu, a resposta que dão é que simplesmente tudo sumiu.
Mas não pode faltar água na caixa d’água, senão as pessoas ficam encanadas, dizem que é seu direito e se tornam bravas, está tudo sujo e precisam lavar as calçadas, desperdiçam nossa água doce como se fosse um nada, que não se acaba, estão todas essas pessoas muito erradas.
E o céu que suas cores eram brancas e azuis, também se tornou preto de dia de tanto urubu, e estão apenas fazendo sua parte, pois se tornou uma grande carniça todo esse desastre.
As nuvens não se fecham mais, o céu e a terra se abrem, o que antes era certeza, hoje é um talvez quem sabe... e até quando vamos viver tudo isso? Talvez até que os dias se acabem...
Os animais já não têm mais moradia, se encontram cobras dentro de casa, embaixo da bacia, sem direito algum sofrem grande covardia, mais um bicho morto, mais um bicho sem vida....
E a grande caçada é pela solução, ser humano no lugar dos pés arranca com as mãos, não sabe onde é a lata de lixo, joga tudo pelo ar um grande perigo e isso tudo tem poluído, o que só se aumenta e não tem diminuído... por favor inventem um remédio logo para tudo isso e que seja logo distribuído, em vacinas, doses e em grandes comprimidos.
Quero ver esse mundo de novo com mais água e um inverno frio, quero que as pessoas se esvaziem do mal e possam encher os rios, que entendam que agora já é tarde e amanhã será tardio;
Espero que eu e você façamos nossa parte, ajudar sempre foi obra de arte, que assim tudo mude, tudo se encaixe e eu possa mudar de assunto que não seja desastre uma verdade que invade de forma covarde.

VAI IDADE
Eu já perdi quase tudo nessa vida, menos a fé!
Já me levaram quase tudo, menos a vida!
Quando chorei no deserto, ele se encheu e virou um mar, caí em um poço tão fundo que nem a luz no topo poderia enxergar...
Analisei a vida de uma forma tão racional, pois nem sentimentos eu tinha mais...
A minha pele não tinha frio, nem sentia calor, não sentia fome nem sede, não encontrava mais coragem e perdi todos os medos...
Estava tão só que até minhas palavras eram segredos, minhas pegadas estavam no ar, minhas mãos tocavam o céu, não estava preso, mas vivia pior do que um réu...
O passado parecia o presente e o presente era o mesmo futuro, nada mudava e eu erguia dentro de mim, gigantes muros.
E por mais que tudo fosse quadrado, não se via os lados, quando se rejeita algo, também somos rejeitados.... quem disse que a culpa é dos culpados?
Um coração batendo é melhor que um coração parado, e muitos batem no peito, mas não passam de pobres coitados, muitos se perdem, outros se acham, mas poucos são encontrados...
Onde está o que prometeu?
Se for prometido já não é mais seu, e tudo se perdeu, a limpeza é feita pelo que varreu, só tem fome quem ainda não comeu, a porta só se abre para aquele que bateu e a vida só termina para aquele que morreu... e não creu, e todo fim vem com um começo e após a morte não será mais o mesmo, por mais que olhe por onde ande pode ter tropeços...
Se não mereço tudo o que tenho, um dia pagará o preço, quanto mais eu sofro, mais eu cresço, um dia no poço, cego, hoje tudo eu vejo e não é mais negro, e passei assim por essa grande e longa viagem, não andei nem um passo, mas paguei pela passagem, parecia ser tudo lindo, parecia paisagem, mas eu descobri que passa, pois é tudo vaidade...
Esses são os pensamentos de uma divindade que para mim confiou com muita lealdade e simplicidade!

Sobre Não Ser Só sobre Nós


Demétrio Sena - Magé


Faz pouco tempo que meti meus pés pelas mãos, ao tentar fazer uma homenagem a uma pessoa muito querida, e com isso, relembrar uma juventude de parceria literária e musical. Como desejei em princípio, que fosse uma surpresa, cometi uma invasão: selecionei seus trabalhos em rede social, com critérios unilaterais, para uma publicação não combinada. Eu nem sabia se no seu íntimo, e naquele momento, aquilo era um desejo seu, em alguma escala.


Depois que o ato se tornou público, tudo se agravou: ficou parecido, em entrelinhas, que eu quis ostentar; talvez engrandecer minha intenção ou simplesmente fazer marketing pessoal utilizando outra pessoa. Pareceu quase tudo; menos que eu quis homenagear alguém, nestes tempos em que as intenções globais quase sempre apontam para os próprios umbigos. A pessoa em questão é muito ética; tem uma postura tanto pessoal quanto pública, de gentileza sem fim; de uma tranquilidade admirável; jamais faria tal acusação a quem afirmasse lhe fazer uma homenagem. Em nenhum momento me constrangeu com afirmativas.


Mas houve um distanciamento. Não físico, e sim, de conversas, que se tornaram menos frequentes; de olhares, que ficaram mais desbotados e dispersos... e de gestos, agora mais contidos. Isto não é uma queixa, pois fiz por merecer, com a minha imprudência. O texto presente não é para me auto perdoar em público; é só mais um texto, como sempre faço, do que transborda em mim, mesmo quando não é sobre mim. Ainda creio no pouco tempo de vida pela frente (já não somos jovens), para que passe o desconforto e o afeto recupere a intensidade.


Vivemos tempos difíceis, em que toda desconfiança se justifica; todo pé atrás tem o seu porquê. Realmente há muito narcisismo com capa de homenagem. Muita homenagem a si mesmo como se fosse a outros. Muito marketing pessoal com a utilização de terceiros. Não foi o meu caso. Mesmo assim, é bom refletirmos antecipadamente sobre como podem soar ao nosso redor, até os atos mais bem intencionados que pensamos em cometer.


Peço que ninguém me defenda nem condene alguém nesta publicação. Reconheço a minha imprudência, com toda a sinceridade. Compartilhar é uma necessidade mais autoral do que pessoal. É aproveitar uma chance de transformar angústia em literatura e convidar leitoras/leitores a uma reflexão que pode valer a pena, sobre alguém decidir, sozinho, algo tão aberto ou exposto, relacionado a outra pessoa. Mesmo que seja uma surpresa ou homenagem sincera.
... ... ...


Respeite autorias. É lei

Capítulo — O dia em que eu voltei para mim


Conheci um homem insuportável.
Daqueles que chegam ocupando espaço demais, falando alto demais, confiantes demais. Metido a bom, metido a malandro, metido a conquistador. Um tipo que acredita que o mundo responde quando ele chama.


Um dia, ele me segurou pelo braço. Não forte o bastante para doer, mas firme o suficiente para marcar. Olhou dentro dos meus olhos e disse, como quem anuncia um destino já escrito:
— Eu vou casar contigo.


Eu ri. Ri com desprezo, com ironia, com a segurança de quem ainda se pertence.
— Boa sorte.


Ele insistiu. Meses de insistência. Flores que eu não pedi, chocolates que eu não quis, convites para cervejas que eu sempre recusei. Havia algo nele que me irritava — talvez o reflexo de uma fraqueza que eu ainda não reconhecia em mim.


Até aquela noite. Festa na casa de um amigo em comum. Música alta, copos cheios, corpos soltos. A conversa veio fácil, o riso também. Dançamos. Bebemos. O tempo escorreu entre uma música e outra. E, sem que eu percebesse, ele deixou de ser insuportável. Ou talvez eu tenha ficado cansada de resistir.


No fim da festa, ele me levou para casa. O beijo aconteceu como acontecem os erros importantes: sem alarde, mas com consequência. Algo se abriu em mim. Um lugar que eu não sabia que estava vazio.


Depois disso, viramos presença fixa na vida um do outro. Onde eu estava, ele aparecia. Onde ele ia, eu seguia. Não era amor ainda — era fusão. Confundimos intensidade com destino. Ele me contou seus sonhos, seus medos, suas faltas. E eu enxerguei ali uma saída. Um novo lar. Uma direção. Não percebi que estava apenas trocando de jaula.


Casamos quando eu tinha vinte anos. Ele, três a menos. Justo eu, que sempre procurei homens maduros, me entreguei a alguém que ainda não sabia ser. Vivíamos para o trabalho, para o cansaço compartilhado, para o futuro idealizado. Tínhamos um sonho comum: melhorar de vida, vencer, chegar lá. Nunca paramos para perguntar onde era “lá”.


Três meses depois do casamento, veio a notícia. Um bebê. Uma menina.
A alegria veio acompanhada do medo, pesado como pedra no estômago. Éramos jovens demais. Inexperientes demais. E, silenciosamente, sozinha demais.


Ele começou a se afastar antes mesmo do corpo dela crescer dentro de mim. Barzinhos, ausências, desculpas. Eu crescia por dentro e encolhia por fora. As consultas de pré-natal eram minhas. O medo era meu. O futuro, também.


No dia em que minha filha nasceu, eu procurei por ele com os olhos cheios de dor e esperança. Não estava. Só conseguimos achá-lo por telefone, quando já era tarde demais. Minha filha já respirava fora de mim. E eu, ali, entendia pela primeira vez o que era parir sozinha.


Trabalhava das cinco da manhã às sete da noite numa escola integral. Minha sorte era que minha filha ficava na creche da própria escola. Saía empurrando o carrinho, caminhava quilômetros com o corpo exausto e a alma em alerta. Chegava em casa e fazia comida. Marmitas. Banho. Mamadeira. Silêncio. Dormia para sobreviver. Acordava para repetir.


Os anos passaram. Quatro. A vida melhorou financeiramente. Mudamos para mais perto do trabalho. Cem metros. Conforto. Aparência de estabilidade. Mas por dentro eu já sabia: algo estava apodrecendo.


Descobri a traição numa tarde comum. Enquanto eu sustentava a casa, criava nossa filha e me anulava, ele me traía. Não foi o ato que doeu mais. Foi o espelho. Eu tinha me tornado exatamente o que mais temi: uma mulher vivendo a vida que não escolheu.


A ficha caiu com violência.
Minha mãe. A casa. A renúncia. O silêncio.


Arrumei as malas. Só roupas. Minhas e da minha filha. Nada mais importava. Enquanto dobrava tecidos, ele chegou. Olhou, riu, debochou, com a arrogância de quem se acha dono:
— Você me ama demais. Não vai conseguir ir embora. Você não vive sem mim.


Ele trocou de roupa e saiu, certo da minha desistência.


Mas eu fiquei.
Terminei de arrumar tudo. Peguei minha filha no colo. Abri a porta.


E fui.


Nunca mais voltei para ele.
Mas voltei para mim.


Minha alma respirava. Meu corpo tremia. Meu espírito gritava, sem medo, sem culpa, sem volta:
Liberdade.

TODO FIM É UM NOVO COMEÇO
Nossos olhos não cansam de ver, nossos ouvidos não cansam de ouvir, assim diz palavras de um velho sábio, e são verdades, por mais que o ambiente seja o mesmo, as pessoas sejam sempre as mesmas, esses dois sentidos jamais se cansarão.
Podemos afirmar que já vimos a mesma coisa ou acontecido por duas vezes?
Se o tempo não para, nunca iremos ver algo da mesma forma por duas vezes, tudo muda, mesmo que a diferença entre uma visualização e outra, seja de um piscar de olhos.
O mal, vive cooperando pro bem, e quando estamos bem e algo desfavorável ocorre, a este chamamos de mal, vivemos uma vida repleta de subidas e descidas, e no final de tudo, nunca estamos contentes.
Mas existe final para algo neste mundo?
Podemos afirmar que algo se acabou ou deixou de existir?
Se todo fim vem com um começo, o que se pode dizer?
Nada se acaba, nada termina, nada se vai, simplesmente tudo se altera, o que ontem era semente, hoje é fruto, e se semeado, novamente será outro fruto, mas se caído ao chão, será comida para alguns organismos e se tornará adubo e de forma indireta fará parte de um novo fruto!
Pessoas vem, pessoas vão, nascem, crescem, envelhecem e partem dessa vida, não digo que morreram, pois a morte seria o fim de algo, mas partem para um novo começo!
Após o fim dessa vida, elas vão de encontro a um novo começo, algumas deixam frutos, frutos esses que podem ser filhos ou obras.
Filhos se forem bons frutos, continuarão um legado aqui neste mundo, senão, apenas participaram de forma alternativa.
Obras, se forem boas, essas nunca serão esquecidas, uma música, um quadro, um livro, uma frase, quando deixamos boas obras, essas se tornam um legado, um eterno memorial.
Não existe nada de novo debaixo do céu, o que existe são novidades, inovações, tudo é feito com o que já existe aqui, seja embaixo ou em cima da terra, já estava aqui embaixo do céu, nem os meteoros que por aqui caem, podemos chamar de novo, pois o céu está além das estrelas, além das galáxias e ninguém aqui jamais o viu ou o tocou;
Então, o novo é renovação. O fim é um novo começo. A morte não existe, é apenas o caminho para essa nova vida, seja feito adubo para a terra, pó para o ar, comida meio ao mar, fumaça ao vento, não importa.
Tudo continuará aqui... tudo voltará para a terra e tudo será novamente parte de um novo todo!
Do pó ao pó!

AVISO DO CÉU
Ahhhh!!! Como queria ouvir o som de um trovão... daqueles que estrondam os telhados e faz bater forte o coração, em um relâmpago, vejo a fúria de Deus, feito raio que rasga do céu ao chão... faz tempo que não vejo uma bela tempestade, que lavava a maldade com águas cristalinas, que abastece a bacia do Rio Negro e Solimões.
O mar que nunca foi calmo, feito leão, tem falado que respeito é para quem tem respeitado e não aceita mais ser maltratado, por quem é sem noção...
As águas dos rios têm reunido e você não sabe para onde tem ido, porque deve estar sem visão...
As geleiras se derretendo, os oceanos se enchendo feito panela de pressão...
E o sol, que vem do Oeste, tem sido chamado de cabra da peste, mas nada mudou desde sua criação, queimando todos os dias e de noite parece covardia, transpirando pé e mão.
E olhando lá na frente, prevendo o futuro no presente, vejo que não há solução.
Ser humano está preocupado, mas nada tem feito, isso é fato, pois uma andorinha só não faz verão.
Do calor, todos tem medo... se a terra vai pegar fogo, não é mais segredo e cadê a solução???
Em Jeremias está escrito tudo o que temos vivido dentro deste pequeno gigante livro, uma grande afirmação.
Eu creio que está correto, pois tudo já tem virado deserto e o céu uma grande escuridão.
Os passarinhos já têm fugido, se você ler, está escrito... não é história, nem é mito... é profecia do Deus Vivo, que cansou de dar perdão!!!
Queria terminar diferente, abrindo o olho dessa gente, mas sou apenas mais um louco na multidão!!!

VERDADES DE UM LOUCO
As noites têm se tornado dia, e o dia um grande escuro!
Dentro das casas não há mais alegria e buscam tal fora do muro
Rádio, TV, celular, computador, internet, todos no mesmo movimento, feito marionete.
Tudo tão amarrado, mas você não vê o laço rindo do que não tem graça... perdeu emprego o palhaço!
Copiar o que é bonito não é feio, mas não devia ser desse jeito... mesmo vendo, EU não creio!
Descobriram um talento novo, um cara que faz música em casca de ovo... Olha você perdido de novo!
Em um mundo onde não tem mais o que inventar, estão vendendo até nosso ar em BTUS dentro do lar.
A cana está salgada e o mar não tem mel.... o mesmo fogo que destrói a Terra, está acabando com o céu!
Sem direção o vento sopra, em qualquer direção as pessoas vêm, só fazem o mal pois nunca conheceram o bem.
A Terra vira lama, lama vira barro, suja os pés de quem trabalha e dos que vivem folgados, não pode nem sequer sujar o carro.
A alegria mora junto com a tristeza, a morte se esconde atrás da vida, a noite só vem quando termina o dia.... ter coragem é defender o fraco e não com ele fazer covardia.
Chorei em cima de um vaso, a tristeza escondi no encanto, para quem quer minha derrota não consegue jamais olhar no meu olho!
Já atirei pedra e jamais vou pôr a mão no fogo, preferem acreditar em mentiras que nas verdades de um louco!

BRASIL OU SAARA???
Como era belo... toda aquela água no horizonte, onde se tinha abundância de vida, longe da fome, todos pescavam comiam, bebiam, para tudo era fonte, hoje é só terra, miséria e a água se esconde, por onde?
Um lugar difícil até de se atravessar de barco, nada sobrou, está tão seco que se anda até de carro, onde era tanta água não se tem nem barro...
Quem fez tudo isso se diz estar preocupado, mas nada tem feito para mudar esse grande fato.... que pecado!!!
Cadê aquele menininho? Chamado ribeirinho, se perdeu no seu caminho, tentando pescar um só peixinho, que não vai comer sozinho, em casa com fome espera 3 irmãozinhos, que quando crescerem, se crescerem não saberão o que é pescar... vivem a chorar.
Aqui, o que tenho feito por todo momento, é pedir para Deus diminuir esse sofrimento, não é só os peixes, animais e humanos que estão morrendo, mas o planeta todo está se equivocando, com meus próprios olhos isso estou vendo, não é algo passageiro, é o novo tempo e oro pra tudo isso logo mudar... e salvar.
No Brasil ainda não sabe o que está errado nem certo, olha o que fizeram na Amazônia, um grande deserto, é algo que não queria ver, mas eu enxergo, diziam que isso nunca iria acontecer, não estavam corretos.
Algo que parece estar longe, cuidado, pode estar perto.
A pergunta é: O QUE FAZER? Nessa eu me pego, e a resposta eu sei e não me nego, é só parar de fazer o errado e agir pelo certo, assim espero!!!

Vim aqui, com todo o respeito, te pedir mil desculpas se um dia eu te machuquei, ou se eu te fiz chorar. Eu era um rapaz muito imaturo, mas eu venho aqui te falar uma coisa: não me arrependo em momento algum de ter te conhecido. Foi uma honra ter te conhecido.
​Lembro de uma sexta-feira em que você me esperou no Parque 13 de Maio. Foi uma tarde diferente: rimos e andamos de mãos dadas, feito dois adolescentes no centro de Recife. Essas poucas horas que passamos juntos nesse dia foram pura magia. Lembro de tudo em você: sua voz, seu sorriso, seu olhar. A gente tinha uma conexão forte demais! Você é inesquecível.
​Te admiro, te respeito. Isso é apenas um pedido de desculpa, mas é do coração."

Oh, querida, você não sabe a força que tem! Se você soubesse como é capaz de mudar o mundo... Seu sorriso deixa o dia mais claro e sua voz me acalma.
Meu amor, você é capaz de tudo nesta vida. Lembre-se de uma coisa: quando você se sentir triste, lembre-se que eu sempre estarei do seu lado. Você nunca está sozinha.
Mesmo distante, eu estarei aqui pensando em você. Quando você sentir que está carregando o peso da Terra sozinha, lembre-se que eu estarei aqui para te ajudar.

Oh, querida, você é a razão do meu viver, você é tudo que eu quero! Você me acalma como o som do mar. Mas, minha querida, tem dias que eu fico com medo de te perder. Será que realmente você me ama? Dê-me um motivo para eu não ir embora.

Meu amor,
Não há razão para temer a correnteza do nosso mar.
Se sou o som que te acalma,
Você é a âncora que me impede de navegar para longe.
Seu medo de me perder não é um fardo, é a prova exata do seu coração,
um espelho do meu próprio pavor secreto de não ser o suficiente para você.
Sim, eu te amo. E o motivo para você ficar é simples e eterno:
Motivo é cada vez que sua voz me alcança,
Motivo é o silêncio que fazemos juntos, que só a alma entende.
Motivo é que o mel dos seus beijos me viciou em um futuro que só existe ao seu lado.
Eu não sou um porto passageiro,
sou a morada.
Eu te amo porque você me oferece o infinito, e com ele, o medo.
Mas é ao vencer esse medo, de mãos dadas, que transformamos o amor em destino.
Fique. Não por mim, mas porque você já está em mim.
E para onde você iria que eu já não estivesse esperando?"

Na esquina que a cidade não vê
Onde o negrume da noite reside,
Acende o letreiro: "É por você!"
Mas o brilho do ouro é quem decide.
​O pastor, de terno e voz aveludada,
No púlpito, a Bíblia aberta e o olhar sereno,
Condena a luxúria, a carne profanada,
Com o carro importado, o luxo obsceno.
​E o fiel, pobre e de alma tão sedenta,
Deposita a sobra, a última moeda,
Ouve que a benção só é opulenta
Se a fé for medida por nota na gaveta.
​A moral na boca é de pedra fria,
Julgando o vizinho que erra no passo,
Apontando o cisco com tamanha ousadia,
Enquanto esconde a trave sob o braço.
​Falam de Cristo, humilde e despojado,
Que andava na poeira, sem teto nem coroa,
Mas fazem do templo um trono dourado,
Onde a caridade é só uma loa.
​Alegam o amor que tudo perdoa,
Mas fecham a porta para o diferente,
Só aceitam quem reza, quem se ajoelha e entoa
A canção padronizada e conveniente.
​A hipocrisia veste a roupa santa,
É o dízimo da boca, mas não do coração.
A verdade é que a fé, por vezes, se levanta
Não em Deus, mas em pura ostentação

​No som que acorda, o galo em seu ofício,
E o vapor do café, fresco e propício.
Mas o coração bate forte, a memória voa,
Pois o cheiro do bolo de milho ecoa.
​A Vó, de avental, mãos que fizeram magia,
Transformava o milho em pura alegria.
Não era só bolo, era história contada,
Com a manteiga derretendo, a infância guardada.
​E no fim de tudo, a fatia na mão,
O abraço apertado, o mais puro perdão.
Saudade que arde, mas também conforta,
Pois o sabor da Vó jamais se transporta,
Ele vive em mim, em cada despertar,
No cheiro de café e no galo a cantar.

​Ó meu ex-amor, meu caos e minha calmaria,
A ti não resta rancor, mas uma estranha gratidão.
Eu era a argila mole, entregue à tua alquimia,
E o teu adeus forjou a minha reconstrução.
​Teu nome ainda ecoa, um sussurro na memória,
Mas já não é tormenta, é a marca que me fez.
A vida que findou, de luto e velha história,
Foi o solo onde floresceu a minha nova vez.
​Obrigado por ter me transformado, sem querer,
Nesta alma de aço polido que hoje se levanta.
Eu sou a prova viva de que a dor pode vencer
E que a maior ferida é o que mais nos implanta.
​Não sou mais quem te amava, a sombra submissa e frágil,
Sou a força que nasceu quando a ponte se quebrou.
O teu abandono, duro, frio e indizivelmente ágil,
Foi o preço que paguei pela pessoa que eu sou agora.
​Fica o passado à deriva, a saudade que se esvai.
Eu sou o teu legado, a obra que a dor lapidou.
Vai em paz. Eu brilho sozinho, e isso me basta.
Fui destruído por ti, mas a ti, muito obrigado.