Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

O que mais separa o ser humano dos outros animais é o saber. Só o saber liberta o homem. Sendo livre, ele pode buscar uma vida melhor para todos.


Só acredito em uma sociedade onde o principal papel do governo seja garantir que cada pessoa tenha acesso ao conhecimento para se formar como cidadão.


Minha mensagem é de esperança: o homem precisa aprender, precisa conhecer. Porque, ao conhecer, ele se torna livre.

Ela vive de coração aberto, sabendo que a vida é rápida, mas que o que é bonito a gente guarda na memória. Ela entende que nada é fácil e que alguns dias são duros, mas cuida bem do que a faz feliz de verdade.


Quando ela abraça o mundo, o mundo retorna com carinho. Ela não é perfeita; sua força está em tirar do coração o que faz mal. Ela dança na chuva para se sentir renovada e deixa para trás os sonhos que já não cabem mais nela. Para ela, sonhar é a força que a mantém firme.


A mulher mais bonita que conheci não copia ninguém. Ela acredita na honestidade, gosta das coisas simples, da boa música e de ler. Ela deseja um mundo melhor e faz a sua parte. Ela cuida das pessoas e é agradecida. Mas, mais importante que tudo, ela ama a si mesma — e é isso que a torna realmente especial, sempre sorridente e com a felicidade por perto.

Uma mulher de amor tão grande que parece ter um pouco de D'us. Mesmo jovem, seu cuidado constante lhe dá a sabedoria calma dos mais velhos.




Na velhice, ela guarda a força da juventude. Se não estudou muito, entende a vida por um sentimento profundo; se é instruída, age com simplicidade de criança. Sendo pobre, sua riqueza é a alegria da família. Sendo rica, daria tudo para não sofrer ingratidão.




É forte, mas treme com o choro de um bebê. É frágil, mas pode lutar como um leão.




Em vida, muitas vezes não a valorizamos, pois perto dela a dor some. Quando parte, daríamos tudo para tê-la de volta, mesmo que por um instante.

O amor acalma, acalma de verdade, e põe fim àquela fome sem fim do corpo que sonhamos ter.
O amor é a última resposta, vai além do que vemos e até da morte. Ele é a maneira como aceitamos e celebramos o corpo de verdade, o corpo que temos aqui e agora. Talvez seja a única resposta que temos de fato.

As pessoas que mais vão marcar a sua vida são as que se importam demais. Aquelas que chamam de loucas, ciumentas ou confusas. Elas ligam de madrugada para falar do que aconteceu, brigam, olham feio para os outros perto de você e fazem bico. Mas pensa: quem não gosta de saber que é desejado?
Quem não liga para você ou finge que não vê as coisas, não está nem aí. Já quem é "chata" está sempre do seu lado, não quer saber do seu dinheiro e te protege de tudo. Elas têm defeitos, mas se viram do avesso por você. São duronas, mas se você as tratar bem, viram as pessoas mais doces do mundo. Então cuide bem de quem briga e teima por você. Essa pessoa sim dá valor ao que você é.

Na primeira página, a criança escreve com a tinta da certeza absoluta. O mundo é simples, concreto e real como seu próprio corpo. Ela não duvida do que vê e toca.


Na segunda página, o adolescente vira-se para dentro. É o sonhador. Precisa entender o furacão de seus sentimentos antes de entender o que está lá fora. É um mundo de ideias e descobertas.


A terceira página pertence ao adulto, o prático. Ele aprendeu a perguntar. Duvida dos caminhos, para não se perder neles. Sabe que os planos podem mudar, e por isso mantém a mente leve, pronto para corrigir a rota.


A última página é do Idoso, que desenha com a pena da serenidade. Ele olha para trás e vê que a vida é feita de sorte e acaso. A lógica falha, o inesperado acontece, e a paz está justamente em aceitar esse mistério. Ele contempla o que foi e o que ainda virá, e ali encontra seu descanso.

Lindas são as mulheres. Não só num retrato, mas pela luz que têm dentro e que dão ao mundo.


Lindas são as mulheres por serem fortes. São como árvores com raízes firmes, que aguentam o tempo ruim e seguem em frente. Sua beleza está nas marcas de suas lutas, que contam histórias de quem não desistiu.


Lindas são as mulheres por terem um tipo especial de força. Ela pode ser um abraço calmo e seguro ou uma coragem que luta contra o que é errado. É a força que acalma uma criança e, ao mesmo tempo, constrói um amanhã melhor.


Lindas são as mulheres por sentirem o mundo de um jeito profundo. Elas percebem detalhes, entendem silêncios e sabem o momento certo de um carinho. É uma sabedoria que não precisa de gritos.


Lindas são as mulheres por serem elas mesmas. Cada uma é diferente, com seus sonhos, medos e paixões. A beleza está nessa coragem de ser única, no brilho dos olhos quando falam do que amam.


E, mais que tudo, lindas são as mulheres porque todos os dias elas escolhem continuar. Num mundo que às vezes tenta apagar seu brilho, a maior beleza delas é existir, com toda a sua verdade. É a coragem de seguir em frente e ainda ajudar outras a seguirem também.


Por isso, "linda" não é só uma palavra parada. É uma ação. É o ato de ser mulher, com toda a sua complexidade, sua força suave e seu poder.


Lindas são as mulheres. Simplesmente porque existem. E ao existirem, tornam o mundo um lugar mais humano, mais gentil e, sem dúvida, mais bonito.

Não importa se são poucos... o que vale é que cada passo de hoje seja maior que o de ontem e abra caminho para o de amanhã. Viva o agora!
Chega uma hora na vida em que a gente não conta as boas notícias para todo mundo. Apenas pede a permissão de D'us e segue em frente, em silêncio e com o coração tranquilo.

Com o tempo e o convívio, valorizo mais as mulheres acima dos trinta anos. Elas não se importam tanto com o que os outros pensam, mas abrem o coração se você quiser conversar de verdade. Se não querem ver o jogo de futebol na TV, não ficam reclamando por perto — vão fazer algo que gostam.

E, geralmente, fazem coisas bem mais interessantes. Elas se conhecem bem, sabem quem são, o que querem e com quem querem estar. Não perdem tempo com quem não confiam. Com a idade, as mulheres ficam mais sábias sobre as pessoas.

Não precisa contar seus segredos… elas já sabem. Ficam lindas com batom vermelho — algo que nem sempre fica bem nas mais jovens. Mulheres mais velhas são diretas e honestas.

Se você agir como bobo, elas vão te dizer na cara, sem medo.

A mulher é toda carinho, finge fragilidade no meio da briga e da agitação. Elas não gostam de um ciumento que não amam, mas ficam bravas se o homem que amam não tiver ciúmes. É um sorriso quando tudo parece ruim. Ela é o amanhecer na grama verde e o anoitecer debaixo das estrelas. Ela é um cobertor quente. É vento forte, é furacão, quando ama então...
As paixões fazem a gente ficar maluco, fazem a gente dizer coisas das quais depois a gente se arrepende!

Não é fácil ser forte né?
Cuidar de tudo sozinho… ser um porto seguro ou um forte que protege a todos… tem vezes que parece que vai tudo desmoronar, que não vai aguentar… mas tudo isso é o desconforto da armadura que precisou usar para se proteger. Existe muita força em conseguir ficar vulnerável, em saber suas fraquezas, e conseguir baixar as armas depois de ter suportado tanto…. deixar ruir a fortaleza criada para se proteger, ela ja não é mais necessária e por isso está doendo tanto permanecer com ela. Se permita se sentir livre e leve… se permita colocar a capa de super-herói que precisou tirar quando exigiram que você fosse um guerreiro. Hoje você pode ser o super herói, ou não, hoje a escolha é sua. Desejo que você encontre a paz que seu coração deseja sentir. E que ela faça a criança retornar. Pois é seguro!

" Somos eternos aprendizes, conforme as leis do universo.
Colhemos os frutos de nossa semeadura,
buscando construir nossa fortaleza interior.
Caminhamos para à luz, cientes que, o progresso é moral, a vitória é interna, e a fé inabalável é transformadora ".

Márcos Frèitas

Sala de aula e igrejas não são locais, lugares para falar de políticos:
SALA DE AULA: espaço físico e simbólico focado na aprendizagem, interação social e construção do conhecimento, onde ocorrem o ensino de conteúdos curriculares e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais.
IGREJA: reunião comunitária focada na adoração a Deus, baseada na oração, louvor, leitura das Escrituras, ofertas e pregação da palavra, visando a glorificação divina e a edificação espiritual dos fiéis.

Mais uma Noite

Eu poderia lhe dizer o que pensei hoje!
Mas, não direi! Deixarei o meu hoje
somente para mim!!

Entretanto, agora que tudo passou,
eu lhe direi somente o que a su
ausência me deixou, por não ter
vindo a mim.

Mais uma noite não pude me cobrir
de você. Sem você, o meu coração
dormiu sem abrigo.

Já estando adormecido veio o frio
atormentar-me o corpo sem avisar-me.

Você de mim se ausentou por não querer
me amar. Sem você e o seu amor,
não pude aquecer-me.

E para não sofrer, ao meu coração pedi,
confessei e me acalmei, até que adormeci, ausentando-me de mim.

Era apenas mais uma noite!
O frio passou por mim e se foi, dissipou,
e eu sobrevivi.

Por não te-la junto a mim, sozinho fiquei.
Sem você e o seu amor, o meu coração
dormiu sem abrigo.

Sem você, sem amor e sem cobertor,
resisti a mais uma noite, me refugiei,
me aquecendo do frio, no colchão nu!

Ademílton Batista
Brasil Bahia Itabuna
DRA21022020

A Dança da Caneta e da Tinta


​Eu quero muito escrever,
Quero poetizar o mundo.
E quando eu escrever versos,
Que a caneta seja eu.


​E que eu ouse juntar as linhas,
Sair delas sem rumo,
E que você seja a tinta fresca
Escorrendo sobre a direção,
O rumo tomado pela caneta.
​Que haja palavras e letras em revolução
No instante em que a tinta e eu
Estivermos em transe;
Que haja sopro de prazer e almas
Quando as linhas se chegarem
Diante das veredas dos traços livres.


​Que os livros velhos voem como pássaros,
Que o invisível tenha coragem
De se despir da couraça estúpida,
Do breu da ignorância e do medo,
Mostrando-se como tal e qual.


​E se as linhas voltarem à linearidade,
Que ousem se juntar, uma a uma:
Ponta a ponta, ponto a ponto.
Uma linha robusta, infinita, única,
Onde nada fica nas entrelinhas.
​Onde tudo cabe, inclusive nós:
A caneta e a tinta que somos.


E que se firme espiralado,
Do horizontal ao vertical, infinitamente,
Se abrindo na base o tanto preciso
Para que o broto esteja sempre vivo.


​E assim, a escrita fica mais flexível,
As palavras mais fluidas,
A caneta mais sensível à arte,
E a tinta com mais espaço para brincar
De escorregar das vias de regras.

Apego Ato 1

Luz sobre ele. Silêncio. Ele respira fundo.)

Que fiz eu…

Que fiz eu, senão tomar mãos humanas
e moldá-las em divindade?

Era carne como eu.
Era falha como eu.
E ainda assim, eu a vesti de eternidade.

Com minhas próprias mãos ergui o trono.
Poli a madeira com expectativas,
revesti-o com promessas que nunca foram ditas,
e a coloquei lá no alto… acima de mim.

(ri, amargo)

E então ousei perguntar por que não me via.

Mas como poderia?
Do alto do altar que construí,
tornei-me chão.
Tornei-me base.
Tornei-me invisível.

Ó coração tolo,
confundiste amor com reverência,
entrega com submissão,
admiração com ausência de si.

Não foi ela quem subiu
fui eu quem me ajoelhei.

(pausa)

Amor…
amor não pede joelhos.
Não exige plateia.
Não se alimenta de distância.

Amor é encontro.
É altura contra altura.
É dois olhares no mesmo nível do céu.

E se hoje sofro…
não é por não ser visto.

É por finalmente enxergar
que fui eu quem construiu a própria sombra.

(Luz se apaga.)

Habito a geometria do excesso: uma mente que desenha catedrais onde o mundo só enxerga o cimento. Fui o solstício de muitos, o ponto onde o caos encontrava a ordem e o desamparo encontrava o braço. Mas descobri que, na aritmética do sangue, o altruísmo é lido como herança e a entrega é apenas um passivo no balanço alheio. Sou o credor de afetos que se tornou o devedor da mesa.
No silêncio do tálamo, o diálogo é um vestígio arqueológico. O toque, antes epifania, hoje é apenas a fricção de duas entropias que já não se reconhecem; um rito de presença ausente onde o desejo é um dialeto esquecido.
Minhas constelações — aqueles mapas de um amanhã que eu mesmo tracei — estão agora confinadas ao silício, fósseis de uma luz que nunca tocou o chão. O que pulsa em mim não é mais o conatus de Espinosa, mas uma bomba hidráulica cumprindo o protocolo do oxigênio. Sou uma inteligência em exílio dentro da própria pele, aguardando apenas que o Grande Relojoeiro cesse a oscilação do pêndulo e permita que o silêncio interno, enfim, coincida com o do mundo.

Apego Ato 2

(Palco quase escuro. Um único facho de luz. Ele caminha lentamente.)

Assim termina o engano do meu próprio coração.

Eu, arquiteto da ilusão,
escultor de um trono que jamais me pertenceu.
Com mãos trêmulas de afeto ergui muralhas de admiração,
e no topo delas coloquei um ser humano…
feito da mesma fragilidade que eu.

Mas ceguei-me.
Preferi chamá-la de estrela,
para justificar minha disposição em viver na sombra.

Oh, que doce veneno é idealizar.
Enobrece o outro
e empobrece a si mesmo.

Fiz dela soberana de um reino que inventei.
Curvei-me diante de um amor que não pediu joelhos.
E quando clamei por reciprocidade,
o eco foi minha única resposta.

(pausa longa)

Mas eis a tragédia maior
não foi rejeição.
Não foi desprezo.
Foi consciência.

Consciência de que nenhum trono se sustenta sozinho.
Que todo pedestal exige um chão.
E eu… eu escolhi ser chão.

(olha para as próprias mãos)

Estas mãos que ergueram,
agora aprendem a desfazer.

Pois se amor houver de existir,
que venha sem coroas.
Sem alturas inventadas.
Sem abismos criados pelo excesso de devoção.

Que venha como encontro.
De pé.
Olho no olho.
Respiração contra respiração.

E se não puder ser assim…

(entonação firme)

Que caia o trono.
Que se despedacem os altares.
Que reste apenas a verdade
dois seres humanos
ou nenhum.

(A luz se apaga lentamente. Silêncio.)

Apego Ato 3

(O palco ainda guarda vestígios do trono quebrado. A luz nasce lenta, como amanhecer.)

Sobre as ruínas, permaneço.

Não mais de joelhos.
Não mais cego pela própria devoção.

Aprendi tarde, mas aprendi
que amor não é escalar alguém até os céus,
é caminhar ao lado, mesmo quando o chão treme.

Toquei o fundo da minha própria ilusão
e descobri algo inesperado:
eu também sou digno de altura.

(olha ao redor)

Que tolos fomos, eu e meu coração,
confundindo intensidade com entrega cega.
Amar não é desaparecer.
Não é reduzir-se à sombra do brilho alheio.

Amar…
é permanecer inteiro.

Se outra vez meu peito arder,
que arda lúcido.
Que admire sem se diminuir.
Que exalte sem se apagar.

Não construirei mais tronos.
Não erguerei altares.
Se houver amor,
que seja entre dois reis sem coroa,
duas almas sem palco,
dois humanos imperfeitos
que escolhem ficar.

(pausa)

E se um dia eu voltar a sofrer
que seja por ter sido verdadeiro,
não por ter sido menor.

(ergue o olhar)

Hoje não carrego mais o peso de sustentar ninguém.
Carrego apenas a responsabilidade de ser inteiro.

E isso…
isso é liberdade.

(A luz se expande. Fim.)

O Dia Internacional da Mulher não é sobre aplausos.
É sobre consciência.

Não é sobre presentes.
É sobre postura.

Não é sobre discurso.
É sobre prática.

Que o respeito deixe de ser exceção.
Que a igualdade deixe de ser promessa.
Que a segurança deixe de ser sorte.

E que nenhuma mulher precise ser forte
apenas para sobreviver.

Porque respeito não é homenagem.
É dever.

E igualdade não é gentileza.
É justiça.

E justiça…
não se pede.
Se faz.