Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Ás vezes fico farta.
Tenho o direito de ficar farta. Farta de você. Farta destes jogos, desta tua cara sonsa e desse dissabor com o qual você levanta e te persegue por todo o dia.
Estar farto também faz parte do amar. Há a necessidade do destempero – á noite tenho sempre um vinho guardado. A gente se embriaga, se beija e tudo passa.
Eu sou meio impaciente.
Vejo o telefone dando sopa e logo disco, redisco, desisto e fico prostrada na frente dele.
“Por que não liga?” - me pergunto já torta de tanto discar e desistir.
O amor deveria ser logo. Para o amor não deveria ter grande espera.
Nota: Há, e o amor também não deveria causar úlceras.
Quando o Certo Vira Exceção
Uma pessoa entra em um cargo com discurso reto, passado limpo e intenção correta. No início, estranha o ambiente. Depois, adapta-se. Em seguida, encanta-se. O poder seduz, o dinheiro facilita, e aquilo que antes parecia inaceitável começa a ganhar justificativas elegantes. Não acontece de uma vez. Acontece aos poucos. Quase sem perceber.
Há quem vista uma farda para proteger, mas aceite um valor para liberar quem sabe estar errado. Não chama de corrupção — chama de “jeito”, de “situação”, de “exceção”. Mas exceção repetida vira prática. E prática consciente vira crime, mesmo quando a consciência tenta se esconder atrás da necessidade.
Existe também o corrupto cotidiano.
Aquele que grita contra os grandes esquemas, aponta dedos e exige punição exemplar. Mas, no caixa do mercado, recebe um troco a mais e guarda. Justifica rápido: “não vai fazer falta para eles”. Ali, naquele instante pequeno e aparentemente irrelevante, o discurso morre. Porque caráter não se mede pelo valor envolvido, mas pela decisão tomada.
A corrupção raramente começa grande.
Ela começa confortável. Começa quando se troca princípio por conveniência, verdade por vantagem, ética por silêncio. Começa quando alguém decide que, desta vez, não precisa ser tão correto assim.
E talvez o que mais abale não seja a corrupção em si,
mas o fato de que idoneidade, caráter e ética tenham virado qualidades — quando deveriam ser obrigações humanas. Algo básico. Elementar. Inegociável.
Hoje, quem faz o certo é tratado como exceção.
Recebe elogio por cumprir o mínimo. Como se honestidade fosse virtude rara, e não fundamento de qualquer convivência possível.
Sou otimista em muitas coisas.
Acredito em recomeços, em aprendizado, em mudança individual.
Mas, quando olho para o mundo e para as pessoas, confesso: sou pessimista.
Porque, às vezes, a sensação é clara e desconfortável —
este mundo, para ficar ruim, ainda tem que melhorar muito.
Mas há algo que não falha.
A conta sempre chega.
Pode demorar, pode parecer injusta, pode não vir na forma que esperamos — mas retorna. O que se faz, volta. O que se ignora, cobra. O que se normaliza, pesa.
E quando a conta chega, não é o discurso que responde.
É o caráter.
No fim, não há sistema que sustente valores perdidos,
nem sociedade que sobreviva à própria conivência.
A esperança — se ainda existe — não está no mundo, nem nas estruturas.
Está em cada escolha individual.
Em devolver o troco. Em recusar o favor. Em manter o mínimo quando ninguém vê.
Porque o certo só vira exceção
quando pessoas demais decidem não sustentá-lo.
Amor de novela
Amor de novela, a gente não precisa viver
Amor de novela se sente.
E é ainda mais gostoso quando não é correspondido.
A gente sofre, chora, se entristece.
Escolhe roupa, se arruma toda, para alguém que nem te percebe,
Nem te vê.
Amor de novela é sofrido,
Angustiante,
Quase martírio.
Mas há quem viu amor de novela não ser amor mais belo
No último capítulo?
Mãe e Chuva
Fiquei sem dormir,
ouvindo a chuva fazer tic, tic no telhado.
Era ritmada a danada,
parecia minha mãe, com suas cantigas de ninar, me pondo a dormir...
...e eu querendo ouvi-la, dormia que nada!
Deixava-a cantar a noite toda, só para ter seu som bem próximo de mim.
A chuva tentou me embalar,
- eu a sentia já cansada, de tanto pingar e pingar
em vão, tentando me fazer pregar os olhos.
Chuva é diferente de mãe.
Minha mãe cantava até raiar o dia, se preciso fosse.
Não esperava que eu pregasse os olhos,
nem que começasse a fungar, para sair nas pontas dos pés.
Ficava a massagear minhas têmporas, alisava meu cabelo,
num interminável ensejo, conexão.
Mãe se conecta com a gente.
Chuva não.
Casamento
Vamos nos casar: te quero atraente.
Um vestido que te faça corpo-ouro reluzente,
branco, branco como neve.
Sapatos cristalinos, marchantes e precisos no corredor principal
Como o ritmo dos clarins te recebendo – em festa.
Num casamento não basta o amor
É necessário o visual:
Te querer mais que a mim - é o que importa.
Te olhar e desejar-te toda torta
Depois da festa
Numa festa
Só nossa.
Ascende a luz, quero te ver completa.
Acalmando os sentidos, com as pontas dos dedos, nas têmporas.
Acalanta meu desejo com teu riso sereno,
sorriso de meio verão
Ameno, morno, quase a esquentar.
Abraça-me forte: sou travesseiro – travesso, travesso,
Ainda te querendo mais – Noite não termina!,
...antes de o sol raiar quero fazer morada nesta tua barriga
Sabe, já fui mais cinzenta.
Já chorei várias vezes e já me entristeci com a chuva.
Já deixei de esbanjar sorrisos. Já deixei de tentar ser una.
Mas, este aqui agora – este aqui é o teu riso,
Que me acompanha o paço e me faz perder sentidos.
E teus olhos, brilham como diamantes lapidados de sonhos
E tua boca espreme meus lábios
com uma ânsia louca de que o dia não finde.
Não findará, não terminará, acredite!
Somos amor.
Quando eu sorrir,
Me chama pra te seguir e ser tua assim, sem prega nem laço.
O que quero é permanecer em teu encalço, sem praguejar.
Solto meu cabelo e o que te invade é meu cheiro
e tua alegria é completa estando assim, tão perto de mim.
– eu te contento,
Te preencho,
Te invento,
Te isento de qualquer tristeza.
Dorme em mim,
Me faz teu cobertor, teu manto carmim.
Festeja em minha boca a vitória, a conquista – sou tua,
Arisca - me mordisca,
Me acelera o batimento do coração.
Te chamo – venha, do contrário não há perdão
E te contenta nesse nosso emaranhado de sentimentos loucos.
Seus dedos tamborilavam impacientes sobre a bancada da cozinha.
O café fervia e assobiava baixo e sereno.
Cheguei e te surpreendi
com um beijo.
E seus lábios vieram mornos e ansiosos,
como quem vai deixar alguém, como quem se despede.
Amor forte
é amor de despedida –
que beija ardentemente toda vez que toca os lábios.
O medo do
depois torna o
momento intenso – único.
Toquei seus dedos,
ajeitei seu cabelo
e lhe arranhei de leve a nuca.
Sentir seus espasmos
de arrepio e desejo nos olhos só me fez querer-te mais e mais
– a cada segundo.
Casamento?
Pensei em ti, como antídoto de solidão.
Me convida para dançar,
Eu pego tua mão e já não somos um – mas vários sonhos reunidos.
E flutuamos duma nota a outra de melodia, e nossos pés já não tocam mais o chão.
Sinto o perfume das madressilvas,
das rosas desabrochando vida –
pingando cores no borrado que vejo passar por mim quando rodopio em seus braços.
Meu buquê?
No meu abraço
Enlaço-te de uma ponta a outra.
Mordisca minha boca nesta cama tão imensa!
A festa já acabou,
A minha trança se desfez e o que anseio é uma noite carregada de suor e suspiro – sou sua de vez.
Sim, casamento.
Havia uma casa.
Nela um porão empoeirado.
Duas lamparinas apagadas, um resto de vaso, uma cortina rasgada, quadros sobrepostos e um cheiro de madeira adocicada.
Guiei-te pela mão. Não que estivesse suficientemente escuro, mas te guiar é como dizer – vem que sou tua.
Amamo-nos naquele chão, que ardia os pulmões – não sei se, pela necessidade dos corpos, ou se por todo aquele pó.
Pó nenhum mais incomodava, ao final.
Só havia o sorriso então, invadindo aquele espaço todo. Luzes tremeluziam do olhar e já não estavam apagadas as lamparinas. Ardiam e queimavam como meu ósculo,
molhado em suas costas.
Não sei muito falar de amor.
Aliás, me dói pensar nele.
Me dói pensar em não ter mais sua voz,
Seu gesto,
Seus olhos brilhantes,
observando a chuva ainda morna que tica o telhado.
Falar de amor dói,
quando sabemos da certeza de o que amor um dia vai.
O que me alegra é saber que se não tiver o toque – pelo menos minha alma estará em sua companhia, entrelaçada num amontoado de nuvens.
Quem deseja o sucesso precisa dominar a arte de superar os
obstáculos. Sem essa arte, a vida torna-se uma deriva emocional:
qualquer problema nos paralisa, qualquer crítica nos derruba,
qualquer dificuldade nos desvia. Mas quando compreendemos o
propósito oculto da adversidade, deixamos de vê-la como
inimiga e passamos a enxergá-la como uma aliada poderosa.
Mãe é casa que abriga e nutre, mesmo antes da gente existir.
É a casa que sustenta a vida.
É morada que divide o antes e o depois.
Mãe te concebe e recebe na chegada,
acompanha sua jornada
e se quebra na despedida.
Mãe é amor, é pressão, exageros, saudades, proteção.
É amor e ambiguidade.
Pode estar distante, mas pra ficar ausente... só doente.
É força e fragilidade ao mesmo tempo.
Mãe é raiz.
Mesmo quando o galho se parte,
ela permanece sustentando a história.
Porque ser mãe é existir no outro
mesmo quando não é mais vista ou compreendida.
Psicóloga Claudia Marília 🌻
Me vejo pensando e sonhando conosco. Penso como se fosse algo viscoso, e esse algo é minha saudade, algo tão grudento quanto cola super-bonder, esse silver-tape que colocaram para segurar meu coração já não está forte, já está cedendo, caindo, desistindo de me conter.
Sinto como se fosse algo incomum, mas a maioridade que atingi me traz maturidade, me traz a verdade e a sede de liberdade dessa imensidão de solidão.
NÃO EXISTE MISTÉRIOS
É simples de entender
De que a poesia é feita
Do toque da inspiração
Às vezes, fica imperfeita
No fim tudo tem concerto
Aos olhos do poeta é perfeita.
Quem se apaixona pela escrita
Escreve com o coração
Trazendo seu sentimento
É como se fosse uma canção
Um desabafo, uma prosa
Um apelo ou uma oração.
O maior mistério é saber
Colocar uma pitada de amor
Trazer a pureza da alma
Pintar a vida com outra cor
Que seja a cor da verdade
Onde importa é o valor.
Não existe mistérios
O amor nos faz escrever
Se embrenhar na natureza
Deixar a inspiração acontecer
O silêncio é a melhor opção
Melhor momento no entardecer.
O pôr do Sol nos incentiva
A momentos de reflexão
O pensamento viaja
Onde se descreve a paixão
Quero que meus poemas
Seja lido com emoção.
Irá Rodrigues.
***
"Minha vida as vezes é uma selva,
e sempre o me salva,
é a fé e a oração.
*
As vezes me vejo em meio a paisagem,
mas agindo qual selvagem,
os desafios do dia a dia
me levam a agir com a perícia
que aprendi na convivência dos meus pais...Enfrentar TUDO com CORAGEM,
ser HOMEM mesmo sendo MULHER.
***
Amor que anda
Foi na infância que o vi nascer
entre encontros e mais encontros
mas o medo me fez reter
o sentimento não estava pronto
E a vida com sua magia
entregou cada um a sua sorte
mas nunca perdi aquela mania
querer e não ter com gosto de morte
Fui ajustando o quanto podia
minha vida seguia do jeito que dava
até que um dia, que tanto queria
Te vi e sabia que a hora chegava
Muita coisa passada,
tudo novo agora era
até que enfim a sonhada
do encontro à espera
Vinte anos separaram
não foi tranquilo aguardar
experiências outras me quebraram
mas seu amor conseguiu colar
Hoje olho para trás e pergunto:
como teria sido se desde então
o amor correspondido
mas não me entrego a razão.
Sei que tudo valeu a pena
pois pude me convencer
percorreria a mesma senda
desde me levasse a te ter.
Dois amores...
Na vida, existem dois amores que não podem faltar dentro de um ser humano. O primeiro é o amor em Deus ou por Deus... Porque é Ele que te sustenta quando ninguém mais sustenta, é Ele que te levanta quando o mundo tenta te quebrar, é Ele que te dá força quando o teu mundo desmorona, é Ele que fortalece o teu espírito quando a fé parece pequena.
O segundo é o amor-próprio. Porque quem não se ama aceita pouco, aceita menos do que merece, aceita viver abaixo do que nasceu pra viver, aceita desrespeito, ou seja, vive de migalhas. Afinal quem não ama a si mesmo não merece nem piedade...
Você precisa entender que sem Deus você se perde. Sem amor-próprio você se anula. Agora, quando você junta os dois... você não implora, você não se quebra, você não para.
Você supera, você cresce e você vence. Sempre."
Então presta atenção, se ame e ame a Deus acima de todas as coisas.
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