Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Ohh empatia.
Espalha-se pelo vento, mas esquece quem a chama.
Ama, e abandona.

Gratidão.
Rostos conhecidos.
Dizem “obrigado” sem ver o tempo se esvaziar.
Palavra vazia, quase morte.

Obrigado.
Se não houver olhar, é hipocrisia.
É parasita que invade.
É não.
É o que poderia ser, e não é.

Um olhar que nem mil vidas conteriam.
Um sentimento que ninguém vê.

Como é estranho e belo o poder da imagem e das experiências.
A criança que corria e sorria não sabia.
Crescia, e sem perceber, as raízes que a sustentavam
se desfaziam em silêncio,
na mesma medida em que o mundo se abria diante dela.

A criança agora é jovem.
Reconhece-se no espelho sem se reconhecer.
Não é mais a infância.
O familiar, de tanto se conhecer, já é outro.
O conhecido também desconhece.

O mundo, ele próprio, é uma imagem.
Flutua, muda de forma, de cor, de sentido.
E ao mesmo tempo é pequeno,
e tão imenso quanto os astros.
Um enigma:
quem o conhece, o perde.
Quem o desconhece, o encontra.

Por uma fresta, um fio de neblina, dançava como a seda mais fina. Lá dentro, um coro baixo que eu ouvia: eram gritos calados ou só melancolia?

Recém-chegada a este corredor, minha mão curiosa bateu, sem temor. Então, um toque, um afeto gentil no meu ombro, neste outono de abril.

Uma música clássica enchia o lugar, não era terror, era só um bailar. E eu caminhei pelas salas vazias deste lar de esquecidas alegrias.

Quem me tocara com mão tão serena? Era o meu outro eu, que me livra da pena. Mas não havia porta, nem música, nem mão... Só o eco dançando da imaginação, no palco sem luz do meu próprio roteiro, assinado por um nome estrangeiro: Esquizofrenia.

Sol quente que queima o rosto,
rosto pálido, negro, asiático ou rico.
Sol que traz energia,
sol que pode extinguir o olhar da vida.

Nordeste é força,
que como o umbuzeiro se entrelaça para oferecer doçura.
Umbuzeiro que, para isso, entrega o seu fim,
mas, como nas anomalias da vida,
pode ressurgir.

Pois o mesmo sol que queima
é o que permite à vida renascer.

A dança mortal se inicia silenciosa, como um sussurro que fere.
Cada passo arranca pedaços de vida, cada giro desprende carnes do existir.
Lágrimas se congelam no ar, afiadas como lâminas que dilaceram a alma.
A vergonha, oculta nas sombras, apodrece devagar tudo o que ainda pulsa.
E o tempo tardio e veloz apaga o espaço, deixando apenas ecos perdidos entre palavrões que se perguntam:
“Por quê? Por quê?”

No horizonte, uma criança observa atenta a cena.
A estátua no alto do monte, outrora símbolo de glória, agora representa o fim dos tempos.
Ela cai não com estrondo, mas com um suspiro e arrasta consigo a elite.
No colapso, um novo tempo se abre.
Novos líderes nascem do caos, e até o extermínio se torna semente.
Porque ali, naquele mesmo monte, surge um vestígio…
Pequeno, quase imperceptível
Mas suficiente para lembrar que até a mais cruel das danças era, no fundo, apenas o recomeço.

Olhando a tela móvel em minhas mãos, a vejo, e ao ver
percebo o finito tempo que escorre, as incertezas da vida,
algo tão passageiro e sem sentido que faz em nós repassar o destino.

Por que saber de tudo? Vendo as memórias que o tempo registrou e apagou,
vejo amargura, felicidade, surpresa, tudo que por horas, e naquelas horas,
decidimos o qual decidido seria o nosso fim. Queria ver as estrelas,
mas estrelas são distantes, e vê-las seria o mais esplêndido sonho.

Por que o espaço-tempo é tão ambicioso? Por que não mais tempo? Por que desperdiçamos o tempo?
Por que não entregamos o conhecimento sem o perder ao dormir pela última vez?
Por que vangloriar para os descendentes, se nem o conhecemos?
Por que os amamos tanto, se nem poderemos vê-los crescer?
Relembro o sonho de ver as estrelas, o qual decidido era vê-las na infância,
mas a jornada até encontrá-las era um desgaste.

Desligando a tela móvel, vejo neste instante as estrelas no céu,
um céu que choro ao relembrar, pois era o céu que via na infância,
um céu que compartilhei a visão de estrela cadente, mas o seu brilho diminuiu.

Pois a magia… por que dizer magia? Pois era isso.
Relembrando, vejo que a visão infantil estava embaçada.
O que o fazia especial era a família, os conhecidos, a pureza do mundo.
Talvez o espaço-tempo não seja cruel, talvez ele tenha percebido que
a beleza do mundo só é percebida no fim e vivenciada no início,
e lapidada enquanto corremos, deixando os sonhos infantis no percalço do mundo.

O peso das palavras é sutil. E o peso de ser a peça-chave, também. Sinto: ter nada é bom, mas não ter nada é corrosivo. O nada. Ele corrói a casca da nossa frágil harmonia.

A culpa é da globalização, sim. Ela vem, e remove. Enriquece uns, empobrece outros até o osso. Até o respirar custa, e para pagar, é preciso pagar com o próprio ser. Esta globalização: é corrosiva, dificulta o simples viver.

Então escrevo. Escrevo para rasgar as culpas que nem são minhas, para soltar a palavra que não pôde ser ouvida. É duro pensar, é duro ser. É tudo. Sim, as palavras são sutis. Mas enfrentar o peso é o risco. E o sonho de vencer a barreira que o mundo traz esse sonho, é maior.

O mundo coberto de entulhos os que buscamos, os que descremos vai perdendo o valor.
Estranho pensar que os mesmos olhos que um dia, aos 21 e poucos anos, brilharam por uma jaqueta, aos 22 veem nela algo alegórico, distante, algo que talvez nem usariam.
Entulhos vamos acumulando: objetos, ideias, vontades.
Enquanto isso, os olhos se tornam escassos pela falta de um ontem que não volta.


Às vezes queria retornar no tempo e sussurrar:
o que precisa hoje é simples não se desaponte,
mas continue.

Pela varanda o garoto enxergava o mundo
Parou por um instante, percebeu uma velha cadeira branca
O sol a aquecia, e ele, tonto, pensou por que precisava estar ali
No mesmo instante, um pássaro belo pousou na varanda
E de repente voou, então relembrou que ali se sentavam amigos
Amigos como pássaros voam, e os resquícios que ficam são a beleza
que o pássaro deixou, mas que o menino não esqueceu.

Um menino andava pelo quintal, em rápido pressentimento ao olhar para trás.
Imaginou sentir uma presença: era uma raposa.
Raposa com olhos fixados, toca em poça de lama marcando o caminho traiçoeiro.
O menino, paralisado não pelo medo, mas pela beleza da raposa, segue o caminho.
Ecoa um grito, depois um tiro, era o revólver que o menino segurava.
A raposa o removeu de sua mão e, ao remover, deu cor à sua pelagem branca, pois a raposa era albina.
O menino grita, pois a lua chegou, e desconhecia a morte.
O menino que andava, agora corria para sua casa, enquanto a raposa branca se sentia vermelha, como a raposa mãe que lhe trouxe o mundo.

Deus ama tanto os seus filhos. Criou um lar lindo e maravilhoso para acolher as suas criaturas.
E deixou em todo lugar demonstração do seu infinito amor.
A começar pelo ar que respiramos, nas belas flores perfumadas, na chuva que refresca, no alimento que cresce no campo, nas ervas que curam, nas belas cachoeiras e oceanos, nos animais, nas árvores frondosas.
Criou tudo de modo perfeito e essencial para a nossa sobrevivência.
Deu inteligência para que pudesse evoluir, um coração para amar, um cérebro para pensar, boca para falar.
No entanto, parte da humanidade não se da conta desses presentes, dessa riqueza toda.
Usam sua inteligência para praticar a maldade, corrupção, criar armas nucleares, praticar o roubo, causar a destruição em massa.
Destroem e ao mesmo tempo se autodestroem com bebidas, brigas, ganância, egocentrismo, drogas, etc.
Tentam ser autossuficiente, achando que podem cuidar de si próprio, isolam-se em seus mundos. Cada um por si, Deus por todos.
Insatisfeitos com o que tem, devastam o próprio lar (natureza) sem limites, maltratam e matam os animais, poluem o que é de mais precioso o ar, a água. E vai mais longe devasta a própria família.
Usam o coração para guardar ódio, rancor, o cérebro para cultivar pensamentos negativos e pensar no que é mal.
Usam a boca para ofender, discriminar e para maldizer.
O ser humano sem Deus vai se esvaziando de sua humanidade, ele nem se da conta, mas vai aos poucos se transformando num carrasco.
Corre o mundo procurando satisfação em lugares errados, vai até os confins da terra, mas não encontra a tão sonhada paz e felicidade. Não consegue descobrir que paz e felicidade virão do seu interior, da sua comunhão com Deus.
Deus entristece, ao ver que o lar que Ele criou para nós, esta sendo destruído de modo tão cruel.
Entristece ainda mais, ao ver a maior de sua criação se autodestruindo e destruindo ao próximo. Contudo o Seu amor pelo ser humano é tão infinito que foge ao nosso entendimento.
Cheio de compaixão cede-nos a oportunidade de restauração e transformação a quem lhe pedir.

Deus te ama tanto... Ele esta tão presente...
Basta abrir os olhos do coração e se deixar perceber...
Enquanto você dorme, Ele assiste ao seu sono, renova suas energias, a sua saúde e lhe prepara para um novo dia que esta a chegar.
Quando você acorda, Deus presenteia-lhe com mais um dia de vida, um novo dia, uma nova chance para fazer tudo diferente, só vai depender de você.
E, os presentes Divinos não param por ai...
Lá fora os pássaros a melodiar anunciam um belo amanhecer.
Na mesa, o pão de cada dia, o aroma do café, o sabor para alegrar o seu dia. Quando você sai de casa, Ele envia um Anjo da Guarda para lhe proteger.
E Deus continua presente... No sorriso do seu amigo lhe desejando bom dia.
Na brisa que refresca ao calor do meio dia.
Na chuva que molha o chão a produzir o alimento.
Na cor e no sabor dos alimentos que você se deleita.
No perfume e na beleza das flores por onde você passa.
E quando você chega em casa, um lugar para repousar...
Deus te ama tanto! E lhe da tantos presentes, mas na correria do dia a dia você nem percebe...
Os problemas parecem ser gigantes, as vinte e quatro horas é pouco diante de tantos afazeres...
Mesmo assim Ele te ama muito! Você pode esquecer de Deus, mas Deus jamais esquecerá de você. Ele também espera pelo seu amor, pelo seu reconhecimento, pelo seu agradecimento.
Pare por um momento, se achegue a Deus e agradeça: Eu Te amo Deus!
Obrigado pelo dia de hoje, pela saúde, pela paz!
Obrigado pelas bênçãos e proteção e por mais um dia de vida!
Obrigado pelos presentes que me deste!
Obrigado por Tua presença e Teu infinito amor!
Obrigado pelo meu trabalho, meus amigos, minha família!
Obrigado pelos afazeres e pela força que me deste para fazê-los!
Obrigado pelas oportunidades, pelo aprendizado!
Perdoa-me Senhor se em meio a tantos afazeres não te vejo...
Obrigado meu querido Deus, por tudo!

Um menino, enquanto brinca na sala, ouve a porta abrir, sua mãe chega.
Com a mãe uma cesta, o menino ao olhar a cesta, percebe-a vazia.
Estranho, olha ao alto e no alto contém uma teia, uma teia de aranha, que incomum desloca o seu sentido.
Sua mãe chama: "Filho, por que te espantas?".
Ele diz: "É uma teia, essa teia é vazia igual à cesta".
A mãe, pensativa, lembra que ele... que um dia aquilo foi ela e sua mãe.
O menino fala: "Essa cesta é vazia porque precisamos enchê-la para levar para alguém".
A mãe, atônita, percebe o incomum, nunca falou isso em voz alta, e abraça o menino.

"Quem diria que uma simples mensagem levaria a um lugar tão longe, sim o infinito, pois é lá que sinto quando falo com você, quando recebo uma mensagem ou um ligação de vídeo, Deus caprichou quando te escolheu para mim, judiou com a distância, mas se ele quer ele faz. No tempo de Deus conheci a mulher da minha vida, no tempo de Deus estarei nos braços dela"


Nanda ❤️

Quando Deus decidiu se revelar à humanidade, o que foi que Ele usou? Um livro? Uma igreja? Um código moral? Não. Limitar a revelação de Deus a uma lista fria de “faça” e “não-faça”.
Quando Deus decidiu se revelar, ele o fez por meio de um corpo humano. A mão que tocou o leproso tinha sujeira embaixo das unhas. E suas lágrimas – não perca de vista as lágrimas – vieram de um coração tão quebrado quanto o seu ou o meu tenha sido. Pessoas foram até ele. Tocaram nele. Seguiram ele. Ele se recusou a ser uma estátua numa catedral ou um pastor num púlpito elevado. Invés disso ele escolheu ser Jesus.
Lembre-se disso a próxima vez que você se surpreenda com suas próprias derrotas. É o homem que cria a distância. É Jesus que constrói as pontes!

O Roteiro da Alma
Inspirado em Islene Souza


O despertar para a vida traz a clareza que faz sentido, O equilíbrio nas emoções acalma o peito ferido. É o amor enriquecedor e a abundância do que é bom, A sinfonia da existência encontrando o seu tom.


A cada novo amanhecer, uma chance de florescer, Fazer diferente do ontem, permitir-se crescer. São as escolhas de agora, plantadas no chão do agora, Que definem o amanhã que a sua alma tanto implora.


O hoje é um presente divino, entrega de Deus para você, Um abraço de luz e esperança para quem se propõe a ver. Que a vida te proporcione o melhor em cada detalhe, Que a alegria seja constante, e que o medo jamais te paralise ou falhe.


Que pessoas de luz cruzem seus passos e te façam bem, Pois quem caminha acompanhado de bondade vai mais além. Que você brilhe no palco, sob os refletores da própria lida, Sendo a estrela radiante no grande espetáculo da vida.


Seja o ator principal, não um mero coadjuvante, Mantenha o olhar firme e o passo sempre adiante. Escreva seu roteiro, conte a sua história com louvor, Pois a caneta está em suas mãos, guiada pelo seu próprio valor.


Não aceite o papel de quem apenas vê o tempo passar, Assuma o controle do leme e aprenda a navegar. Sua vida é uma obra prima, um verso em construção, Assine cada dia com a coragem do seu coração.

Viver em um mundo onde o ódio é o que mais existe é difícil. É difícil saber que nem todos aceitam a imperfeição e a felicidade das outras pessoas. Machuca.
Mas, sabe, machuca principalmente aqueles que, em algum momento, não se curaram de algo causado em suas vidas, por outros ou por si mesmos.
Viver nessa infelicidade, onde não se agrada a ninguém, e existir apenas para os outros — e não para si — é o que mais machuca.


Ninguém está realmente feliz e, quando se está infeliz, a infelicidade acaba se espalhando e tornando os outros infelizes também.


Então, no fim, vivemos em um mundo onde a nossa própria felicidade precisa importar mais do que a dos outros. Porque, no final das contas, é sobre nós. E, ao sermos felizes e verdadeiros com quem somos, os outros acabam sendo também.

Eu não vou negar o que aconteceu.
Fecho os olhos, mas não apago a verdade.
Ainda assim, não me submeto ao que ficou trancado,
ao que feriu, ao que já não respira em mim.
O passado é uma sombra distante:
existe, mas não aquece, não abraça, não constrói.
Ele não acolhe os dias felizes,
não sustenta o amor que quer viver agora.
Eu escolho seguir inteiro,
com o coração aberto e a dignidade de quem aprendeu.
Se for para amar, que seja livre,
sem correntes antigas, sem culpas herdadas.
Porque o amor verdadeiro não mora no ontem,
ele nasce no presente
e caminha firme para o amanhã.

Um dia ofendi-me com as minhas próprias palavras.
Escrevi-as movido por uma satisfação aparente da vida, mas aquilo que foi dito não se casou com o ouvido que escutou, nem, muito menos, com o sentido que foi interpretado.
As palavras saíram, mas perderam-se no caminho entre a intenção e a compreensão.
Furucuto, 2026

Não estou me vitimizando.
Vitimar-se não me cabe — eu não preciso disso.
Cheguei até aqui sozinha,
e se for preciso, sigo sozinha.
Achismo é achar.
Ver é enxergar.
E eu enxergo.
Graças a Deus, eu tenho um Deus que me protege,
que não permite que ninguém me use por muito tempo,
nem como escada, nem como prazer,
nem como fuga das próprias carências.
Da vida, eu só quero uma coisa:
ser melhor do que fui ontem.
E não permitir que ninguém me coloque
numa prisão emocional
onde eu precise pedir permissão pra ser quem sou.
Meu passado eu devo a mim —
às escolhas que enfrentei,
às dores que superei.
E o meu futuro também depende de mim,
da coragem de continuar,
do amor-próprio que aprendi a construir.
E sobre isso, eu sei:
quem se conhece, se protege.
Quem se respeita, não aceita migalhas.
E quem anda com Deus
não se perde em caminhos que não levam à paz.