Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Morro
com tua indiferença
Me abraso
Me acinzento
Me escureço
Me desmonto
Me quebro
Me desaprumo
Me seco por dentro ...
Saio de mim.
Sem ti
Sou chão sem semente
Sou mar sem nascente
Sou barco sem rumo
Sou vaso quebrado
Sou folha sem prumo
Sou asa sem vento
Sou espinho
Sou grito
Sou delírio
Sou vazio
Sou tormento.

AMOR
Ainda que silencies e fujas de mim...
Estarei aqui ,
no mesmo lugar e
com a porta bem aberta .
Porque no fundo os poetas
inda que cegos
inda que errantes
inda que amantes ...
Enxergam e reluzem na escuridão.
E não te esqueces por favor
Que ainda que tenhas
me causado mágoas e dor...
Eu te perdoou e
te leio nos meus versos
ainda que dispersos :
Inda é teu todo o
meu amor.

O que é o amor quando você acorda pela quinta vez com outra mulher ao seu lado e diz que ela é a mulher mais bonita que você já viu e a mais bonita que verá, o amor da sua vida, aquela com quem você quer passar o resto da vida junto?
Mas qual é a graça dessas palavras quando você as disse para a mulher anterior e repetiu novamente para outra antes dela?
Qual é o peso delas?
A separação é comum e relativamente natural entre dois seres cujo amor não existe, correto? Mas qual é o peso quando essa mesma frase é dita por alguém que não sabe o peso de amar, não sabe o que isso significa e apenas segue os seus instintos?
Separar uma vez é compreensível, mas aparecer ao lado de tantas já é algo desprezível. Por que, então, declarar amor a alguém sem ter certeza do que sente? Por que estar com uma pessoa que você só verá uma ou duas vezes, no máximo?
Isso é amor? Ou perda de tempo?
Eu digo que quero amar pouco, mas quando falo isso não quero dizer que desejo ter, no máximo, três amores na vida — e sim apenas um: aquele em que minhas palavras se tornem reais, e não meras frases ditas para qualquer pessoa que eu veja.

⁠O povo encaixotado

Disse o velho xamã
Vocês são o povo da caixa
Vivem dentro de caixas
Se deslocam em caixas

O povo da caixa se separa
Pela marca da caixa metálica
Que lhe faz viajar em segurança
Pela cidade na sua diesel lambança

Quanto maior a caixa que dorme
Maior sua preocupação noturna
Impostos e manutenção diária
Será menos triste a vida do pária?

Grandes vidros e prateleiras
Mostram produtos de última geração
O paraíso das compras desnecessárias
Shopping Center. Depressão é a sua cara

O mundo se transformou agora
Ficamos ainda mais encaixotados
Que no futuro, mais valor iremos dar
Ao ar livre, parques, natureza e ao caminhar

A beleza do mundo
Jamais pode ser escrita:

Um sorriso a desabrochar

Um lírio perfumado

Aceso nos sentidos

A ternura da brisa

No Poema das árvores

Nos verso das flores

Um aceno de saudade

A promessa do reencontro

No jardim da vida .

Os olhos mágicos do céu

Pousados na terra.

E todos os ecos do infinito

Na sinfonia do mar.

⁠Janela
Da janela eu vejo um raio de sol, que penetra suavemente através da cortina e encobre meu quarto de luz!
Da janela, quando aberta, eu escuto o barulho dos pássaros…
Da janela, eu vejo a vida correndo lá fora.
Da janela, eu sinto a brisa beijar o meu rosto!
Eu me levanto, preparo meu café e da janela, eu rezo para que alguém venha sussurrar em meu ouvido, dizendo que ama.
Da janela, eu avisto os meus sonhos
Da janela, eu sinto a vida que é bela!

Se um barco afundar em um rio de forte correnteza, haverá momentos em que será preciso nadar para sobreviver. Mas também haverá situações em que o melhor a fazer será apenas boiar, deixando que a correnteza o conduza até um ponto seguro, onde seja possível se firmar.

Na vida, não é diferente: haverá momentos em que será necessário agir com esforço e determinação, mas também haverá aqueles em que o mais sábio é esperar o momento certo para avançar.

Quando a mentira Cansa

Eu já contei muita mentira bem construída para mim mesmo. Aquelas frases que soam inteligentes, fazem sentido num café com amigos, mas não fecham a conta com a realidade do meu dia a dia. “É só uma fase.” “Está controlado.” “Eu aguento mais um tempo.” Lá no fundo eu sabia que não era verdade, mas repetir essas justificativas era mais fácil do que admitir que eu tinha medo de mudar. O problema é que o corpo não negocia com esse tipo de mentira durante muito tempo. O cansaço aumenta, a irritação cresce, a paciência desaparece. Não é azar, não é só pressão externa: é o desgaste de sustentar uma vida que já não faz sentido para aquilo que eu sei que poderia ser.


Talvez você também tenha criado essas histórias para continuar onde já não faz sentido ficar. Um relacionamento que só se mantém por hábito, um trabalho que já não te desenvolve em nada, uma rotina que te deixa num piloto automático confortável, mas sem vida. A mente é criativa para arranjar justificativas: agora não dá, não é o momento, depois eu vejo isso. Só que cada “depois” é uma escolha. E, queiramos ou não, a identidade que temos hoje é o resultado exato da soma do que aceitamos, do que ignorámos, do que adiámos e do que escolhemos manter. Não é um rótulo abstrato. É a consequência prática da forma como temos vivido.


Quando eu parei de me ouvir como vítima e comecei a olhar para mim como responsável, a pergunta deixou de ser “por que é que a minha vida está assim?” e passou a ser “que tipo de pessoa eu tenho decidido ser todos os dias?”. Não adianta só desejar mais, querer mais, sonhar mais. A questão é: eu sou o tipo de pessoa que sustenta aquilo que diz que quer? Os meus hábitos, a forma como eu gasto o meu tempo, as conversas que eu alimento, as relações que eu tolero, a maneira como eu fujo do desconforto… tudo isso revela quem eu sou hoje, não quem eu conto que sou. E dói perceber isso, mas é uma dor lúcida.


Hoje eu entendo identidade como esse espelho que não mente. Não é sobre a imagem que eu vendo, é sobre o rasto que eu deixo. Se eu quero uma vida diferente, não basta pedir por oportunidades novas, eu preciso aceitar o custo de me tornar alguém à altura daquilo que eu diz que quer construir. Enquanto eu continuar a proteger as minhas desculpas, vou continuar a proteger também os resultados que me incomodam. A virada começa quando eu assumo, sem drama mas sem fuga: a vida que tenho hoje é a versão prática da pessoa que eu venho escolhendo ser. A pergunta que fica é simples e incômoda: eu quero mesmo continuar a ser esta pessoa?

Pessoas se acham melhores do que as outras, no que, numa roupa que veste, por ter uma faculdade, um emprego com ganhos acima do seu, por andar em um carro de luxo, numa casa grande e nova, por ter muito dinheiro, tá, então vamos por na balança e a saúde, amizades verdadeiras, caráter, abrigo com Deus, uma família abençoada, a verdade sobre sua vida, sobre você ser essa pessoa diante de tantas diferentes, tudo vaidade sem valor, e na morte o que vai levar ou ser o tal destaque, essa você não pode ser ou controlar, seu caminho será o mesmo que todos e o fim mais triste.
Caminhe nos trilhos de Deus essa é a única fonte de vida e humildade.

A ATENÇÃO: uma faculdade inata vital por revitalizar na era da Ansiedade

‎A Atenção é uma faculdade ou poder ou capacidade inata!

‎A Atenção é um ato que ao longo do tempo foi substituído pelo ato de Pensar através das preocupações cotidianas!

‎Nascemos com o estado da Atenção!

‎Perdemos o estado da Atenção e desenvolvemos o estado do Pensar ao longo das fases da nossa vida através das preocupações cotidianas!

‎Estabelecemos padrões de Ansiedade no nosso Organismo!

‎E no século da Inteligência Artificial, um dos produtos da nossa Inteligência, mais do que nunca, precisamos revitalizar a faculdade de Atenção para estabelecer padrões de Serenidade no nosso Organismo!

‎Com um senso de urgência, precisamos recuperar o nosso estado da Atenção para melhor usufruir os produtos da nossa Inteligência, a Inteligência Natural!



Às vezes, temos que aproveitar o momento. A vida passa muito rápido. Os interesses de hoje já não são os mesmos de amanhã; tudo muda. O que lhe faz bem hoje pode lhe causar danos amanhã. Se você não aproveitou hoje, amanhã já não será mais possível.

Tudo muda. Viva hoje! Amanhã tudo pode ter mudado.

Dançar é movimentar-se. E se a Vida é movimento, então ela é dança. Pura e somente, simplesmente uma dança. Seja seja animal, seja vegetal, tudo se move, se dança e se balança. A árvore, que não anda, nem corre, baila com os ventos. Até o mineral, a pedra mais antiga deste Mundo, "sem vida", estática desde sempre, se move ao se transformar conforme a condução das águas que lhe apresentam o tato, e, com o balanço interno de suas partículas, nunca está realmente parada. Nada nem ninguém nunca está de fato parado. Pois, se é matéria, suas partículas estão sempre vibrando. Tudo se move o tempo todo, tudo dança. Vive. Se é energia, está sempre fluindo, correndo, girando e gerando, em condução e ritmo. A Vida dança e se conduz, só, mas completa, de um lado a outro, em zigue-zague, espiralizando como os rios, como as cobras.
Tudo que caminha sobre esta Terra, e que voa sob este Céu, dança e faz dançar. E toda luz que vem do infinito, um bailar eterno.

Só existe a dança e o dançar

Bendito gosto amargo que fica na boca, a língua se derrete na minha, me fazendo engasgar, e o seu gosto passa por todas as minhas veias como se já tivesse se misturado com meu sangue, puxa meu cabelo e me conduz ao erro, me faz usar a boca para dizer muito mais que palavras, me deixa assim, questionando o romeu, será que ele é marido ou só mais um perdedor que prescisa de algo para se sentir homem.
Brinquedo, diversão, atração, algo cabível nos planos, algo fácil e agradável que se adequa ao cronograma,
Aqueles olhos cegos que vêem menos que um pedaço de carne, aqueles beijos que me desmotivam a fechar os olhos, e me faz ficar com eles abertos para que eu veja oque ha e não seja complacente.

Morre aos poucos quem ainda não encontrou seu amor-próprio e dedica sua vida a amar outra pessoa.
No final nos perdemos em nós mesmos...o tempo passa e ficamos sozinhos. Sem nunca nos termos nos amados de verdade.
Um vazio existêncial rasga o nosso ser e sem saber quem de verdade somos.
Esse vazio vem desde sempre. Quando não aprendemos a nos amar de verdade.
Não acreditamos em nós e precisamos de validação para se amar de verdade.
Jacqueline Goulart

Em um mundo de relacionamentos líquidos amar é uma desilusão.
As coisas são pessoas.
E pessoas se usam e se passam pela vida sem norte e sem partida.
Amar é para os loucos.
Se ame primeiro e viva por você.
Não se deixe usar como um jeans bem velho e jogado ao lixo.
Aquele que se ama sabe quando o amor pode ser real.
É mergulhar em si mesma...
Sem profundidade.
Não use, não se deixe ser usado.
O amor-próprio é certeza da sua existência. E sobrevivência para tempos líquidos e incertos.
Se ame e saiba que sempre será você por você.
Jacqueline Goulart

Quando você se esqueceu, não percebeu que não era apenas a minha ausência que se instalava, mas o vazio de si mesma. O começo do fim não foi quando deixou de me olhar, mas quando deixou de amar a própria essência que te sustentava.
Eu não esperava nada de você, porque já carrego em mim o amor que me basta. O meu coração não é refém da sua memória, nem da sua falta. Ele pulsa por mim, pela minha coragem de seguir, pela minha verdade que não se curva diante da indiferença.
O começo do fim foi o instante em que você abandonou o amor-próprio, e nesse abandono, perdeu também a chance de me amar de verdade. Eu aprendi que o amor mais forte é aquele que nasce dentro de nós e não depende de ninguém para existir.
E é nesse amor que eu me encontro, é nele que eu floresço. Você se esqueceu, mas eu me lembro: o fim não foi meu, foi o seu orgulho tolo e a vaidade.

O ARCO-ÍRIS DAS ORIGENS

Viemos de pontos distintos,
de lugares onde o vento conta histórias antigas,
de caminhos que não se cruzavam,
mas que, de algum modo, se reconheceram.

Viemos de experiências diferentes,
tecidos por mãos invisíveis
que bordaram nossas dores,
nossos medos,
nossos começos e recomeços.

Cada um de nós carrega um mundo inteiro:
há quem traga um sol rompendo madrugadas,
há quem traga uma lua conversando com cicatrizes,
há quem caminhe em silêncio
enquanto por dentro troveja.

Crescemos ouvindo o chamado do medo:
“não faça”,
“não seja”,
“não apareça demais”.
Como se viver fosse caber em caixas pequenas,
como se o julgamento fosse guardião da ordem,
como se a beleza só existisse
quando todos escolhem a mesma forma de florescer.

Aprendemos, cedo demais,
que o olhar do outro pesa.
Pesa nos cabelos que decidimos deixar livres,
na cor que nos veste,
na fala que nos escapa,
na lágrima que não escondemos.
E, sem notar, nos tornamos carrascos de nós mesmos
e do mundo ao redor.

Mas algo muda quando a consciência desperta.
Quando entendemos que a vida não é régua,
que existência não é molde,
que ninguém foi criado para repetir o mesmo desenho.

Algo muda quando abrimos espaço para o outro,
quando silenciamos o impulso de julgar,
quando percebemos que não somos
os guardiões da verdade.
Somos, no máximo,
aprendizes da convivência.

Viemos de geografias afetivas distantes,
mas é da distância que nasce a ponte,
e da ponte nasce o encontro.

E no encontro,
somos mais.

Somos luzes acesas em direções diversas,
mas que, quando colocadas lado a lado,
revelam um arco-íris que jamais surgiria sozinho.
Cada tom vem de uma história,
cada brilho vem de uma luta,
cada sombra vem de um passado
que também merece ser lembrado.

E é assim que entendemos,
finalmente,
que nenhuma vida se sustenta só.
Que completude é obra coletiva.
Que a beleza maior do mundo
é justamente não sermos iguais.

Somos pluralidade viva,
cores que dançam,
vozes que se entrelaçam,
alma que reconhece alma.

E quando deixamos o julgamento cair ao chão,
quando estendemos a mão sem exigir moldes,
quando acolhemos o diverso
sem temer sua força,
uma luz maior nasce
uma luz feita de todas as partes,
de todas as dores,
de todas as conquistas.

Essa luz nos lembra
que existir é multiplicar,
que amar é permitir,
que respeitar é honrar a diferença.

Viemos de pontos distintos, sim,
mas caminhamos para o mesmo horizonte:
um mundo onde cada pessoa
pode ser exatamente o que nasceu para ser.

E nesse horizonte,
feito de múltiplas estrelas,
ninguém brilha sozinho
todos nós iluminamos juntos.
Eli Odara Theodoro

Um poeta, um filósofo e um psicanalista.
O poeta diz: "Ah! Que virtude o amor.
O filósofo diz: "O amor só se exprime na virtude".
O psicanalista diz: "próxima sessão, sábado pela manhã, depois da ressaca. Quero entendê-los no processo intermédiario entre a embriaguez e a lucidez".

O choro vem silenciosamente como a água de um pequeno riacho caminha sobre as pedras, o peso de cada gota é o peso de cada lembrança, momentos bons e felizes que não voltam mais.
O preço da culpa e o peso de se entregar tanto.
A saudade que bate é como uma marreta, que faz o coração entrar em uma tempestade imparável, aquele fio se cortando e ver tudo aquilo e não poder fazer nada, é oque faz pensar que não tem mais volta.

Como não te amar.
Nos momentos de turbulência, foi você quem esteve ao meu lado.
Quando caí, foste tu quem me levantou.
E quando as lágrimas da dor escorriam no silêncio da noite,
foi tua mão que as enxugou, tua presença que me sustentou.
Como não te amar,
se em cada queda, em cada pranto,
você foi abrigo, foi força, foi amor.