Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Teu silêncio me sangra
(Eliza yaman)
O que me fere não são tuas palavras,
mas o silêncio que deixas no lugar.
É como se arrancasses minhas lavras,
e me deixasses só com o verbo amar.
Fico a colher o eco do que foste,
como quem junta espinhos sem saber.
Teu silêncio é punhal que ainda me encoste,
e me sangra sem nunca me vencer.
Amor que não morreu
Diziam: “Vai passar, é só ausência.”
Mas o que sinto não conhece fim.
É como se a tua essência e a minha
tivessem fundido o próprio porvir.
Não há morte para o que não nasceu,
nem esquecimento para o que arde.
Teu amor é cadáver que viveu,
e em mim repousa — lúgubre, mas tarde.
Quando voltaste
(Eliza Yaman)
Voltaste como quem jamais partira,
com o silêncio de quem sempre ficou.
Teu olhar não pediu, não fez mentira,
mas me tocou no ponto onde doeu.
E eu, que era pedra, fui terra fértil,
e tu, que eras sombra, viraste luz.
Nosso amor renasceu sem ser inútil,
como o milagre que ninguém traduz.
Louvor que nasce da dor
(Eliza Yaman)
Quando a dor me visita em madrugada,
e o mundo cala a voz do meu abrigo,
é Deus quem me sustenta na jornada,
com mãos de luz, silêncio e fiel abrigo.
Não há abismo que vença Sua altura,
nem sombra que resista ao Seu clarão.
Em mim, Sua presença é a ternura,
que transforma o lamento em oração.
Perdão sem palavras
(Eliza Yaman)
Não disseste “me perdoa”, e eu sabia:
teu gesto era mais puro que o perdão.
O tempo nos lavou com poesia,
e a dor se dissolveu na redenção.
Não há culpa onde o amor se refaz,
nem rancor onde o afeto é raiz.
Teu silêncio me deu tanta paz,
que até a mágoa se tornou feliz.
Terra que pulsa em mim
(Eliza Yaman)
Não é o chão que falta — é o perfume,
da flor que só no meu país floresce.
Aqui, o céu é outro, o ar resume,
a ausência que em silêncio me adormece.
Minha pátria não é só geografia,
é o afeto que moldou minha raiz.
Mesmo longe, ela canta em minha via,
como um tambor que nunca se desdiz.
Espelho do que fomos
(Eliza Yaman)
Olho o espelho e vejo o que não vejo:
teu rosto em mim, teu gesto em minha mão.
És reflexo que vive no desejo,
és ausência que tem encarnação.
E mesmo que não estejas ao meu lado,
és parte do que sou, do que me forma.
Teu amor é traço eternizado,
na moldura onde a dor virou reforma.
Pátria que não se apaga
(Eliza Yaman)
Não há exílio que apague o que sou,
nem língua que me roube a identidade.
Minha pátria é o canto que ecoou,
na infância, na fé, na liberdade.
Mesmo que o mapa diga que estou longe,
o coração não muda de lugar.
Sou Brasil — sou raiz, sou horizonte,
sou saudade que insiste em voltar.
Amor que recomeça
(Eliza yaman)
Não somos os mesmos, e isso é beleza:
o amor que volta nunca é igual.
Traz marcas, traz tempo, traz certeza,
mas vem mais livre, mais essencial.
Agora te amo sem urgência,
sem medo, sem pressa de possuir.
És presença que tem consistência,
és o amor que escolhi por insistir.
Consagração ao Salvador
(Eliza Yaman)
Senhor, receba o verbo que Te exalta,
pois cada verso é templo consagrado.
Em mim, Tua presença nunca falta,
e o dom que me confias é sagrado.
Não sou autora — sou vaso que Te escuta,
sou barro que Te louva em poesia.
És Tu quem me conduz, quem me executa,
na obra que Te canta em harmonia.
O sangue Teu me deu nova existência
E a cruz é minha Pátria redimida.
Por ti, minha canção tem consistência,
E a dor se fez louvor, se fez vida.
Consagro cada estrofe ao teu nome,
Cada rima, ao teu gesto de perdão
E mesmo que o silêncio me consome,
Te adoro em cada sopro de oração.
Toda vez que você escolher o novo, o velho vai tentar a permanência. Não aceite o convite, pois você já partiu.
Nem tudo que tenta voltar merece espaço de novo.
Às vezes, o que te chama de volta é exatamente o que te impedia de ir.
A vida te oferece o novo, o medo o conhecido. Mas não confunda conforto com crescimento.
Você já foi, já escolheu. Agora precisa continuar andando, mesmo que o passado grite seu nome.
Redenção eterna
(Eliza Yaman)
Fui pó, fui queda, fui ausência e medo,
mas Sua cruz me fez nascer de novo.
Jesus me deu abrigo e deu segredo,
de um céu que não se compra, não se rouba.
Hoje sou livre, sou filho, sou herança,
sou templo vivo da graça que me guia.
E mesmo em dor, carrego a esperança,
de que a salvação é minha alegria.
Adoração que me sustenta
(Eliza Yaman)
Não adoro por medo ou por costume,
mas porque Sua presença me refaz.
Jesus é chama, é pão, é doce lume,
que acende em mim louvor que nunca jaz.
Cada gesto Seu é luz que me ensina,
cada passo é caminho e direção.
E quando o mundo em trevas se declina,
adoro a Cristo em plena exaltação.
O Cordeiro Imolado
(Eliza Yaman)
Na cruz, o céu se curva em reverência,
e o véu do templo rasga em compaixão.
Jesus, em dor, revela a providência,
e salva o mundo com Sua redenção.
Não foi o ferro, o prego ou a coroa,
que O fez Senhor de toda eternidade.
Foi o amor que, mesmo em dor, perdoa,
e vence a morte com Sua verdade.
Gratidão que me renova
(Eliza Yaman)
Não merecia o sangue derramado,
nem o perdão que veio sem cobrança.
Mas fui por Ele amado e resgatado,
e hoje vivo em paz, fé e esperança.
Grato sou por cada dia que me ergue,
por cada dor que Ele já carregou.
Minha alma canta, e o louvor prossegue,
por tudo o que Jesus por mim doou.
Deus que habita em mim
(Eliza Yaman)
Não sou eu quem escreve — é Sua chama,
que acende em mim o verbo e a canção.
Cada verso é louvor que se derrama,
como incenso que sobe em devoção.
Sou barro que se curva à Sua arte,
sou templo que se rende ao Seu querer.
E mesmo que o silêncio me desparte,
é Deus quem me ensina a renascer.
Deus em tudo
(Eliza Yaman)
Está no vento, na raiz da terra,
no canto que não cessa em minha alma.
É Ele quem me guia e quem me encerra,
no tempo que me fere e que me acalma.
Não é preciso vê-Lo com os olhos,
basta sentir que tudo é Seu sinal.
Até o pranto traz os Seus escolhos,
e a fé me ergue em graça celestial.
Espírito Santo
(Eliza Yaman)
Não venho com palavras decoradas,
Mas com o coração em devoção.
Espírito de Deus, em Ti pousadas,
São paz, são luz, são doce direção.
És fogo que não fere, mas consagra,
És vento que me leva ao Teu querer.
És voz que me aconselha e me afaga,
És vida que me ensina a renascer.
Foste enviado pelo amor eterno,
Como promessa viva e Consolação.
Em mim, tua presença é céu interno,
É templo que se curva em oração.
Rendo-me ao teu toque, à tua graça,
E tudo o que sou, deixo em teu altar.
Espírito que cura e que me abraça,
Habita sempre em mim, não deixes de ficar.
Solidão, um sentimento corrosivo que faz mal a qualquer um. Muitos não percebem, mas, mesmo rodeados de pessoas, ainda sim estão sós.
Em um mundo tão cheio, a solidão se tornou ainda mais comum. Pois, do que adianta um mundo cheio se ele é vazio de significado?
Num mundo tão cheio, os que menos sentem a solidão são aqueles que se sentem bem com a própria companhia, os que atingiram a autossuficiência e abraçaram a solitude.
O problema é que aqueles que mais temem a solidão são os que mais amam a solitude
-Daniel F. Tiago
Malditas sejam as grandes empresas,
que sugam sonhos,
que matam almas mesmo sem tocar nelas.
Que a justiça dos homens, ainda que torta,
recaia sobre os culpados.
E que a justiça de Deus, perfeita e eterna,
desça sobre este mundo para purificar o que resta.
Bendito seja o mundo que Deus criou,
bendita seja toda a obra de Suas mãos.
Mas nós, frágeis e cegos,
manchamos a vida do próximo
e também a nossa, em troca de falso conforto.
Deixo aqui meu ódio contra o que é infame,
meu desprezo pelo que oprime.
E digo aos meus pais, com o coração aberto:
QUE DEUS SEJA POR NÓS,
E QUE EU POSSA LHES DAR UMA VIDA DIGNA E PLENA.
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