Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

⁠O Tempo

Ah o Tempo! Como é interessante esse Senhor, não me canso de reparar em seus sons, em sua transformação, suas mudanças, suas voltas, seu ritmo, seu sincronismo, sua direção, sua continuidade, sua criação, sua paciência...

Chego a pensar que Deus é o próprio Tempo! Se diz que Deus precisou de Tempo para criar tudo dentro do espaço, ou melhor falando dentro do sistema da física, espaço-tempo e suas relatividades, velocidade luz, energia e corpo.
Se tentarmos compreender todas as fórmulas, isso levará Tempo e esse tempo não chegaremos, pois o Tempo não passa, o Tempo não se atrasa, não para, ele se renova.

Assim é o nosso Tempo, uma base de puras reflexões, conclusões, resultados...
Saber lidar com o Tempo é um transtorno, uma agonia, pois o Tempo ele cura, mas só depois de um tempo machucado. É ter paciência para esperar o momento certo, sem saber ao certo, pelo fato da paciência caminhar para o futuro, mas vivendo Tempo presente.

Saber dominar o Tempo é saber dominar a si próprio, a resposta do Tempo já está dentro de nós há milésimos de anos, basta olhar para o espelho e perguntar: Quanto Tempo se passou e quanto Tempo terei?
A resposta do Tempo será: Deixar de perder Tempo!

⁠Amo, amei e amarei
Pois amar é bom
Amar preenche
Amar faz ir, vir e ficar
Estar e não estar
Sair e voltar, buscar
Amo pois sou amor
Amo de paixão
De doer e sorrir tudo junto
Amo sabendo o caminho
Que leva a um lugar que não sei onde é
Mas ando e amo
E amo ela
Ela?
Porque é ela
Só podia ser ela
Não por isso ou por aquilo
Mas por ser ela
Ela em tudo
Ela preenchida
Ela inteira
Ela que não quis amar
E ama
E chora
E ri
E esta
E fica
Sempre
E era eu
Do jeito que achava
Do jeito que tinha
Do jeito que era
Pronto para mudar
Para ser de novo
Ou novo ser
Por que era eu.
Com tudo e nada
Sendo e fugindo de ser
Numa busca irresponsável
Pelo ser que estava e não estava
Porque era eu que sabia de tudo quase nada e de nada tudo
Saber que não se é
Porque era eu e ela
E decidimos
Decidimos ser nós
Te amo minina

⁠O grande disparate da humanidade está bem abaixo do nosso nariz: em nós mesmos.

Preenchemos nossa vinda a este mundo com demasiadas preocupações e criamos uma auto-proteção fúnebre guiada pelo medo e o ego. Sem percebermos, nos tornamos orgulhosos demais parar admitirmos nossa equidade, desconfiados demais para acreditar, egoístas demais para ajudar quem está ao nosso lado e covardes demais para amar. Mas não raro percebemos quão tudo isso poderia ser simples, e basta olharmos ao nosso redor. Há sempre alguém pronto para nos entregar amor, mas que, muitas vezes, não percebemos, ou até ignoramos, pois estamos ocupados demais com aqueles que não nos ama. Preocupados demais com o que não temos.

O problema está simplesmente na busca e esperança que cultivamos desde muito cedo ao nos espelharmos em um modelo de felicidade, de uma vida perfeita guiada pelo romantismo, quando a vida não é sobre ser perfeita.
E as nossas idealizações acabam por ser surreais...

Passamos então maior parte de nossas vidas em busca do que queremos, em prol das nossas projeções e coisas momentâneas que não precisamos,
e só nos damos conta quando já temos, e novamente insatisfeitos em busca de uma nova conquista.

Aí percebemos que a resposta pra tudo isso não está nas coisas, não está nas pessoas. Está em nós.

⁠Escrever o que se sente,
sentir o que se escreve.
Palavras...são apenas palavras;
jogadas ao vento... sem direção.
Talvez lidas, talvez não lidas...
Que importância tem nisso?
Se me entendesse, saberia.
Sentimentos dispersos,
nas palavras que escrevo.
Chuva de pensamentos;
escorrendo pelas terras da indiferença;
acumulando-se no lago da insegurança;
atrofiadas na existência deste ser.
Uma doce ilusão sonhadora.
Este é o mundo que enxergo;
que pertenço, sem pertencer.
Minhas palavras...
nunca serão compreendidas.
Meus sentimentos...
jamais serão correspondidos.
Que beleza existe na melancolia?
Sinfonia da tristeza;
solidão exacerbada;
o descrever sentimental.

Gata de Sete Vidas

⁠Gata de sete vidas
É mais gata que Leão
Sete amores cabem no seu coração
E em um elogio seu coração palpita.

Gata de sete vidas
Suas vidas, seus amores
Amor, Família e Amizade
Diferentes amores. Mas todos de verdade.

Gata de sete vidas
Gata preta, sorrateira, caçar é seu esporte
Sexta - Feira seu dia favorito
Treze é seu número da sorte.

Gata de sete vidas
Pairando pelas ruas como uma folha leve
Seus amigos, são suas vidas
Ela os guarda... com as sete.

⁠Filho é da Mãe

Não me venha falar em relutância
Porque tu não sabe o drama,
Tu não sabe o horror
Porque querendo ou não....
Filho é da mãe pô!!

Prefiro!! Ah eu prefiro!!!!
Me arrepender de não ter tido um filho,
De que me arrepender
De ter tido um.

Pode jogar nas minhas costas
Esse sentimento todo, eu me viro.
Ontem eu o chamava de "o bebê"
Hoje eu chamo de MEU FILHO

Cartas Para Lua

⁠De vez em quando
Só de vez em quando
Saiba da um tempo a si
Beba uma cerveja, escute um Caetano.

De vez em quando
Leia um Drummond de Andrade
Derrame o seu pranto
Você sabe que a melancólica faz parte.

Cante algumas musicas
Não sucumba ao mau que te rodeia
(ou ja tinha sucumbido?).
Ontem teve eclipse. Passou despercebido.

Cante sua favorita do Guns N' Roses.
November Rain, eu ainda lembro.
Contemple essa chuva que cai hoje
Mesmo não sendo em Novembro.

Viage, faça as malas
Ouvi dizer que as passagens para Marte estão baratas.

Olhe para atrás.
Faça melhor la na frente.
Seja grata, agradeça.
É falta de educação reclamar do presente.


@eu_jaum01
@Devaneios_Meu5

Melancolia Prematura

⁠De liberdade em liberdade
Vi nossas conversas vagando
Os assuntos inacabados se acabando
E a sinergia de antes ja não acontece mais.

De conversas em conversas
Vi poucas gargalhadas.
O nosso "adeus" ninguem mais fala.
E aquele "fica mais um pouco" não acontece mais.

Músicas que tocavam em nossa playlist
Tocam melodias tristes
E os hacordes
Ja não nos servem mais.

E até a minha poesia apaixonada
Que não mais em mim paira
Mas para para me ouvir falar
Oque ja não acontece mais.


@Eu_jaum01
@Devaneios_Meu5


liberte -se... sinta... respire ... ame , deixe.. voe ...transborde ... seja intensa ..poderosa...seja vc mesma e foda -se quem não aceitar... vc não tem que se adequar a padrão nenhum..vc tem que ser vc mesma ...faça sua revolução... saia do casulo..borbolete-se... voe... se aceite ,se valorize ..vc não é pra qualquer um...


Como eu queria que fosse pra sempre...
como eu queria sentir tudo denovo...
aquele beijo gostoso esta gravado ..tatuado em minha pele... Meu Deus do ceu como eu anseio voltar ao passado..naquele exato momento em que eu sentia vc por inteiro...hoje mal fala comigo..se bobear nem lembra mais meu nome...passa e finge que não existo ...e eu aqui desejando vc outra vez...chamando teu nome... lembrando de cada momento contigo... pena que querer não é poder ..te quero denovo e não posso...

⁠Sou sobrinha-neta da Ilusão, tenho marcada em meu sangue a marca amarga da ferradura agalopada do solene marchar da carruagem de meus sonhos, ébrios de tentação. Sou a cria amarga do roubo esperançoso de minhas racionalidades fatais, que enganam, deturpam e profanam a doçura antes presente em meus sonhos. Sou o devaneio solto pelas ruas, a loucura a planar sobre os campos férteis da solidão, sou o resultado infame da mistura sórdida de meus antepassados de terra e vão.
Sou tantas e de tantos, sou tato e pranto, sou cólera e acalanto, não sou nada, nada, mas ainda assim, canto. Canto as lamúrias através de pena e cetim, debruço-me sobre meu viver torpe e vomito palavras pobres em versos e prosas em carmim.
Não domino a poesia, mas a poesia domina-me a mim, quebro meus pudores em mil pedaços de taco, ligo meus temores um a um em mil laços, reconstruo minhas convicções em mais mil espaços e ao final, sobrando-me apenas a dor e o cansaço, enfim me desfaço.

⁠E agora Louro José!
A festa não acabou.Pois, No céu Deus te chamou!
E Agora Ana Maria!Viveu esta agonia.
Na TV choraste em demasia.
Louro José, tu foste para longe.
No infinito! Te avistei no horizonte.
José – Tu és Tom Veiga
Tua voz tão meiga.Animava a criançada
Com sua cara animada.
Louro José era a nossa alegria.

⁠#TARDE

Secretamente, entre a sombra e a alma...
O ocaso da vida...
Uma conversa entre recordações...
E cerveja gelada...

Separando o ontem do amanhã...
Pode ser o tempo de nossa felicidade...
Vivo entre formas luminosas e vagas...
Aqui estou eu...
Minha temporaridade...

Sempre em minha vida foram demasiadas as coisas...
Caminhos foram ecos e passos...
Deleite meu...

Acho que tenho tudo que quero...
À sombra de coqueiros...

Sandro Paschoal Nogueira

“Quando Nossa Hora Chegar”

Na terra será o último lugar que iremos nascer
No céu será o último lugar que iremos morrer

Tudo que era tudo
Hoje simplesmente tornou-se nada
Porque gota a gota
A terra tornou-se um oceano

Quando morremos
Os motivos que nos mantinham vivos tornam-se simplesmente nada
Lealdade não existe em nenhum mundo
Porque sempre mentimos pra nós mesmos

Quando nossa hora chegar
Largaremos a terra para ficar no céu
Quando nossa hora chegar
Seremos obrigados a abandonar a vida para abraçar a morte


Últimopensador

“Não Faz Sentido”

Sentimento abismal
Amor verdadeiro e extinto animal
Palavras tão controversas quanto as explicações
Imagens tão fixistas quanto as ilusões

Porquê amar novamente
Se o tempo irá passar
E ela deixará de me amar
Solidão e depressão dominará o meu coração

Dei tudo e ganhei nada
Trocei várias para a tornar amada
E quanto ao que ganhei
Infelizmente nem mesmo ela saberia

Eu não posso amar novamente
Porque hoje eu sou um poeta
E amanhã serei um cardeal ou profeta
Eu não posso amar novamente porque irei morrer
Não quero que sofras por mim

Últimopensador

⁠- CONFINAMENTO -
(Covid-19- terceira vaga)

A infecciosa solidão
destes dias penetrantes
arrastou-nos muitos sonhos;
corre de mão em mão
como sempre, como dantes,
tão longe de dias risonhos!

Tão longe da vontade
que trazemos no coração
de abraçar a quem amamos ...
Ela mata de saudade
antecipando de antemão
as lágrimas que choramos!

E choramos por nós próprios
choramos pelo mundo
pela dor-da-separação,
de nada valem tantos ódios
porque a raiva vem do fundo
amarga como um limão!

E da Esperança? Que fizémos?!
Que lugar tem Ela em nós?!
De que nos vale o pensamento
se não amámos, se não démos
à nossa Alma uma voz
neste triste confinamento!

⁠O ALVOR DE MINHA TERRA...

Neste alvorecer de minha terra assisto
Nuance de saudade vertida no cerrado
Uma felicidade e apertura num misto
No peito num sentimento imaculado

Este alvorecer desperta o que existo
De melhor no ver, a surpresa ao lado
Eis-me à beira do louvor, de tudo isto
De um alvor mágico e tão encantado

À tua espera, o horizonte totalmente
Alumiado, matiz que aos olhos berra
E à sensação uma surpresa reluzente

E, quando surges, então, nunca iguais
Vário, impar, o alvor de minha terra
Madrugadas seletas no sempre mais! ....

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04/02/2021, 04’59” – Triângulo Mineiro

⁠Compreensão fria
Numa noite quente
Quem te falta,
Na madrugada vazia?
A solidão e a saudade
Que você nega.
Mas que te pega todo dia
Deitado na cama
Ou sofá da sala.
Que fura seu peito.
Igual um menino
Que pisou
Num espinho.
Meu coração anda assim
Sentindo em cada passo.
Mancando entre as passadas.
Mas me deito
Mesmo assim.
E respeito
Que tudo nessa vida
Tem um fim.

⁠Enquanto crescia, a sociedade fez-me crer que melhor a minha vida seria diante de fatos e gravatas, vestido como ela exigia vejo que a época que mais sorria era a época que nada tinha e assim não vestia, pois, não havia nada me que asfixiava mentalmente tanto quanto esse nó que tenho na garganta.
Miserável é aquele que confunde luxo com felicidade e miséria com simplicidade, dar-te-ia a minha vida de forma gratuita se me pudesses vender o teu tempo e liberdade

⁠A vida é como uma montanha-russa,
nela temos altos e baixos.
Ela pode nos trazer momentos de inércia,
ou momentos de sucesso.

O conceito de vida pode ser complexo,
muitas vezes sem nexo.
Mas às vezes o conceito pode ser simples,
simplesmente ser feliz.

Acontece que a vida passa rápido,
rápido como um trem-bala,
no qual estamos embarcados.

Por isso temos que viver e não ter medo de ser feliz,
sempre buscar as melhores companhias,
e nunca esquecer que somos eternos aprendizes.