Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

⁠NASCENTE

O sol nascente vai “desvirginando”
lentamente a manhã com seu
fulgor e cor alaranjada...

Vai adentrando as frestas da cortina
que se entrega à sua luz
timidamente...

Sou “abduzida” pela cor e luz vibrante...
(des)nuda de tudo... me (des)nudo...

E, muda...
me visto do nascer do sol...
Assim, estarei “amanhecendo”...
sempre... um eterno amanhecer...

Ser “nascer”...
uma recém-nascida...

⁠ROSAS E JABUTICABAS EM FLOR ...

Nem contra... nem a favor...
só amor... louvor
voo em cor..
A cor do amor é multicor...
é sem dor...

um condor em voo...
águia buscando “aguia”
no palheiro
do teus sonhos...

Sonhos de jabuticaba em flor...
sonho de rosa desabrochando...
sonhos e palavras sem pele...
em carne e coração “vivo”...

⁠QUENTURA E TERNURA...

Minha poesia é laço a abraçar-te...
é elo a ligar o nosso ar... ar quente...
Refrigério em nosso “rio”...
o ar condicionado é alado...
é mar “mareado”...
Ao lado do outro lado...
só com o ar ligado...

Palmas voltou a ser Palmas...
na “quentura” e na literatura...
Quem atura?
Temperatura nas alturas...

⁠PÔR DO SOL MÁGICO

O pôr do sol me põe em mim...
de novo... me (re)compõe...
a praia da Graciosa é meu lugar mágico...
onde me encontro “em estado de poesia”...

Despida de cansaço e angústia...
me visto de pôr do sol outra vez...

o pôr do sol me sintoniza e «entroniza»
o sagrado outra vez... ali me rendo
ao enredo do sol
em magia e estripulia...

Ali alinha o teu e o meu caminho...
pra onde tenha pôr do sol
é pra lá que vamos...
Vamos tecer e ser...
e esquecer o não
ter...Seremos...

⁠(RE)EDIÇÃO

A vida é o interdito...
o dito... o não dito...
A vida é o (ben)dito...
o (mal)dito...

A vida é o silenciado...
sem cadeado nos sentimentos...
A vida é (sen)tidos...
sempre entretidos à nossa procura...

A vida é com sentido...
é (con)sentida... com ida e volta...
à sua volta os sentidos
brincam e se escondem...

(Re)aparecem... em ditos outros...
em sentidos outros...
A vida é sem “ditados”...
a vida é (re)editada...

Edição em (re)invenção...

⁠ELISA...

Na imensidão dos teus olhos,
navego em todos os mares...
sou “poesia a vela”...
No teu riso, todos os “rios”...
sou toda risos... sem riscos...

Em teus bracinhos, todos os abraços e laços...
em tuas pernas, todos os meus passos...
Na sua doçura, toda a literatura se aninha...

Na tua ingenuidade, não temos idade...
Na tua inocência, toda essência...
magia... poesia...

No teu incessante faz de conta,
todas as contas e elos a desenhar e amar...

No teu coraçãozinho,
somos todos
“coração”... em oração...

Elisa, és céu
no chão das nossas vidas....
Teu pai Gregório ri no teu riso
e vive e revive no teu universo
cheio de versos...

⁠CORACAO, MEU CAPITAO...

O meu silêncio tem voz...
tem ouvidos de vidros...
um silêncio e um dilema...
um lema para Iemanjá...
o mar já sabe...

ajoelhada e espelhada em suas águas
gritei todos os meus silêncios...

que viraram barquinhos
e estão a flutuar
nas profundezas
do meu coração “mareado”...

Mar e coração...
Coração no mar...
coração navegante, meu capitão!

⁠AVANTE VAMOS...

Engasgada... palavras sufocadas...
será que um tapinha nas costas resolve?
Palavras embaraçadas nas vidraças...
sem a graça da lua na praia ou na praça...

“Empacadas” na “sem graceza”
(des)metaforizante...

Por favor, um frisante...
pé ante pé... invento um novo
vento lento e dançante...
Poetizante .. .
avante vamos!

⁠SEM ESBOÇO...

Escrevendo a vida...
“nas entrelinhas”...
sem linhas... só estrelinhas...

À mão livre... coração livre...
corpo livre... alma livre...
só nos livros... livre...
Sem margem... marginalizada...
sem esboço...
no calabouço?
Máscara a ferro e fogo?
Que nada... uma máscara
cheia de riso e poesia ...

⁠QUEBRANTO NAS NUVENS...

“Virei o vento”...
não entendo...
“com quebranto”...
sem pranto... de pronto...

No ponto de por à prova
um novo molde...
uma ode ao meu maravilhoso...
um devir assombroso...

Gratidão ainda sem certidão...
mas com aptidão...
perdão... o sonho acordado... sonho risonho...
pintado de pôr do sol... com ou sem nuvens...

Eu sei que tu vens...

⁠VIDA COM OU SEM FHASH?

A vida é “em flagrante”...
ninguém garante nada...
pé ante pé... na fé...

A vida é “fhash”... repentino...
não espera pela melhor “pose”...
sem posse sobre alguém ou algo...

A vida é “caprichosa”... sinuosa...
cheinha de lapsos e esquecimentos...
apagamentos e silenciamentos...

Num momento e num passe de mágica
já é outro enredo... outros personagens...
outra ficção...

A vida, vez ou outra,
permite o “sem limite”...
o “deslimite”...Imite...

⁠ELISA EM ENCANTOS...

Elisa é céu...
é “designo” de Deus...
um signo de amor...

Elisa é encanto...
um canto um tanto melodia...
dia e noite... dia após dia sua
magia e poesia vai nos enredando...

Enredo de candura e doçura...
uma ternura em cada dobrinha de sorriso...
Elisa é “filhotinha” de anjo...
ficção...

inventando e tecendo faz de conta...

Elisa nos faz e refaz em amor e meiguice...
amorice...

⁠NO CÉU...

Tuas mãos debulham estrelas em meu corpo...
desenha aquarelas surreais em meu coração...
Teu coração explode em ode
às nossas almas em
inspiração e composição...

Somos crianças e criação... somos recreação...
Nossas mãos ainda jogam amarelinha
e nossos corpos e almas e corações
ainda vislumbram chegar no “céu”...

Um céu riscado de giz
no quintal de nossos sonhos...
Chegamos no céu...
ou será sonho?

⁠"DE COR"...

A vida é inédita...
quem dita as regras?
Sem script...
Ao vivo com ou sem cores...
sem ensaio... é de soslaio...

Um balaio de “gatos” e de ratos...
atos insanos... em anos ou segundos...
Um balaio de jabuticabas e roseiras...

inundo o mundo imundo
de esperança e poesia e utopia...
Na pia batismal fui inundada e encharcada...
mania de “coloração”.... cor com o coração...

Coração sangrando e esparramando poesia...
À deriva estou... e viva a poesia...
e vivo a poesia... com cor e de “cor”..
Poesia “de cor”...

⁠NA COZINHA DO MEU CORAÇÃO...

Mãe, fiz do meu coração o teu altar...
de lá cuidas de tua filha...
Mãe, na cozinha do meu coração,
Tu, com tuas mãos de fada ainda cozinhas...

uma culinária de amor e poesia...
bem mineirinha...
O fogo sagrado da tua...
da nossa ancestralidade continua
fazendo magia e poesia
na fornalha com seu fogo urdido e ardido...
feito de pôr do sol...

Mãe, memória viva, que me inspira e atiça...
sempre em amor e esperança...
Mãe, tu és tudo...por tudo...
és eterna em mim...
a mais terna presença...

⁠SOMOS FEITOS DE QUÊ?

Somos feitos de amor...
com confeito de pó de estrelas...
de lua... de sol...
de nuvens... de mar...
de rio... de cachoeira... de estrelas...

No meu e no teu peito,
um camaféu de estrela...
onde enlaçadinhos estão nossos “dnas”...
Dormentes estamos...
Vez ou outra, abro um dos olhos
pra ver se ainda dormes...

Está na hora... de acordar...
vamos a cor dar às nossas vidas...
às vidas dos outros e ao mundo?
Hora de acordar e amar...

⁠TREMPE E TEAR...

O Amor é “trempe”
aquecendo nossos corpos
em chamas ensolaradas e estreladas...
Enquanto isso, nossos sonhos
são enredados pelo tear...

num altar em alto mar...
nossos medos,
pendurados nos varais
criam coragem...

e viram miragem numa viagem...

passagem de trem...
viagem... vertigem...

⁠DE "ALMAS DADAS'

Em minha cabeça,
uma “rudia” de sonhos...
aninham e ninam coração
grávido de palavras...

Minha alma feita de eternidades
continua a peleja de roçar na tua...
Eternidade de literatura e urdidura...
perdura na lua de luto e de luta...

“Luto” por todas as idas e lutas...
uma labuta com a batuta do Poeta
Onisciente e Onipresente...
presente até na ausência
e na saudade de ti...
sem ti... senti tua alma e a minha
na palma da mão ...
Seguiremos de “almas dadas”...

⁠MANIA DE POESIA...

Da janela do meu coração, espreito o mundo...
Com direito à (re)invenção...
à fabulação com ação e direção do coração...

A coloração escolho eu...
quer seja luta ou “luto”
o tom... o meio tom e o
sobre tom é vermelho...

De pôr do sol eu me visto...
e invisto no nunca visto...insisto e persisto...
Na utopia que nunca larga a minha nuca...
quase caduca, ela me empurra para o devir...

vir a ser poesia e profecia... mania minha...

⁠ELISA "ENSONHARADA"

Escorregastes por entre os dedos de Deus...
E, escorregando por entre nuvens e estrelas
e céu e lua e sol...
Chegastes “ensolarando” nossas vidas...
iluminando e irradiando “mágicas”
e faz de conta... incontáveis...

Amáveis e suaves
apertados abraços a nos envolver
e “volver” nossos corpos
em laços e mais abraços...

Trouxestes novas vestes
para nossos corações e almas e corpo...

Uma “filhotinha de anjo”
que despencou do céu
e transformou em “céu” nossas vidas...

Seus olhos são “varinhas mágicas” ...
que abrem as comportas do céu
aqui na terra...
Um céu encantado...