Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

⁠PONTE CHÃO CÉU

Ponte aérea da terra ao céu
voo baixinho...
“quase chão”...
mas ainda nuvem
Roço teu chão...

aos teus pés...
em teus pés...
sobre teus pés...
acostamento seguro
Chão asfalto
hora do beijo...

o céu desce ao chão...
o chão estremece...
e se ergue... “cambalhota”!
somos “marmota”...
nossa rota (des)torce nós...

tecemos tapete que voa
tecemos tapete que cobre o chão...
um só tapete...

⁠PONTE NO HORIZONTE

De nuvens sou...
de água, correnteza
versos com certeza...
seja dor ou amor
sou leveza...
voar é preciso...
navegar no céu dos teus olhos
de chão você é...
terra firme, sua conduta
pragmática labuta...

de ponte sua literatura...
pra terra me puxa...
imã sagrado abraça
minhas asas...
fazemos alados nossos sonhos!

Sonhos de nuvem
sonhos de chão
sonhos feitio terra
sonhos céu em urdidura...
pontes entre terra e céu!

Encontro alinhavado e bordado
em água benta e benção
na terra e no céu...
Agora e sempre!
Amém

⁠PROFECIA POESIA

Um “outro mundo” é onde estamos...
outros mundos estamos inventando
um tempo quântico...
energia e ondas outras
vibram em (re)configuração...

De repente, “a terra parou”, né Rauzito?
profecia poesia tua...
“homem de outros mundos”...
a arte e o poeta...
esferas multidimensionais...

entre assombrados e assustados
vamos “enxergando” o invisível...
sentindo a estesia do momento
voltada para “os sentidos” da vida...
profundeza essência...

Atônit@s e de “corações tocados”...
ouço a música que vem de dentro
Iluminando os caminhos, atalhos...
becos, horizontes na linha
dos nossos olhos famintos...

⁠"PARTIU"!

Vou me embora pra dentro de mim
Vou “(re)conhecer” cada “pedacim”...
Vou me olhar com os olhos do coração
Vou “botá reparo” em mim
Vou cuidar de mim...
cada “tiquim” (des)conhecido...

“Partiu” pra dentro de mim!

O mapa é minha intuição...
O olhar amar escavação...
coração arqueologia
poesia astrologia

“tesouros” à vista!
“monturos” debaixo...
“tesouros e monturos”...
um iceberg só...
solidão bem acompanhada
lágrimas e sorrisos
abençoam a expedição...

sem interdição...
cada vista é mapeada e abençoada...
na toada da nossa canção
santa missão... a minha, a sua...
missão santa!
Coração meu e seu em comunhão...
À nossa comunhão!

⁠APARIÇÃO

vez ou outra, você vem
suporte sonho...
você volta
nas “voltas que o sono dá”...
(Re)surge envolto em luz!

sem noite marcada...
sem telefonar 84041488
sem interfonar casa 9
sem avisar...
(Re)encontro inusitado!

“Em paz”... como combinamos
na despedida dessa vida
livre como sonhamos...
“- mãe, voltei a estudar,
estou aprendendo tantas coisas... “

uma vez você veio...
só para “aquele abraço de alma”...
que nos “(re)ligou” de novo
por todas as eternidades e vidas
passadas, presentes e futuras...
Venha, sempre, filho!
ligação eterna...
nas ondas vibração amor
contemplação etérea
somos nós...
templos!

⁠NOSSA ESTÉTICA POÉTICA

o amor vai se fazendo verbos...
adjetivos, substantivos...
prosa e poesia...
carícia nos ouvidos enamorados!
a morada é sonhada paraíso...

Paraíso vislumbrado...
o céu é de parreira forrado
as uvas são candelabros alados
as poltronas são asas
uma ao lado da outra...
uma em frente à outra...
para “um dedinho de prosa e poesia”...
e o corpo, o coração e a alma inteiros
na arte e melindres do amor!
amor iluminado pela lua... estrelas...
amar à luz do céu e de parreiras...

oferendas e rendas
coração em oração!
santificados em carne,
pão... vinho...

Caminho rumo ao nosso cantinho!
Chico e Gisa no seu éden...
Amém!

⁠ENSAIO E ENCONTRO

Entre “fazer-me casa” procê morá...
E ocê “fazer-se casa” pra eu morá
estamos “reinventando” a roda amar...
estamos aprendendo a delicadeza
de conhecer o “outro” com amor
de aprender a amar “as sombras”
Afinal, somos isso e aquilo também!

A espera do encontro
é encontro em ensaio...
a preparação para a comunhão
comunhão corpo, sangue, pão
com o terço na mão...
Trama amor benção!

⁠NA "CACUNDA" DO SONHO

Na “cacunda” da utopia,
caminho... voo... mergulho...
imersão sem submissão
uma nova versão!
sonho subversão...

Atrelada ao sol velejo
atiço céu com estrelas e lua
do avesso pinto a vida
Aquarela debruçada
ajoelhada no céu
altar inventado!

A oração é poesia
de coração para coração
na mão, rosário gratidão
veste minha alma desnuda
na “cacunda” do sonho

somos criaturas de amor
Um na “cacunda” do outro
somos alados e amados!

⁠Lagoa encantada

Vive em mim um estado febril
um desatino aninhado
um terremoto apaziguado
erupção lava estancada
mar de ressaca
enchente de rio

uma Lagoa encantada
cacimbas abissais...
tantos ais calados
tantos gritos silenciados
tanto “trem lindo”...
tanto “trem bão”...
vivo assim maravilhada e assombrada!

Um dínamo que me “anima” e “atiça”...
Por dentre chamas e céu
Nos vãos e devãos, perco o juízo
e sou o que quiser... sem censura e sem juízo
solta e revolta... toda hora é hora
de dar a “volta por cima” e voar...
por entre os escombros
e paisagens celestiais

“dar o ar da graça”
e inventar outras rotas...
Outros voos, sonhos outros..

⁠Voce aceita dancar comigo?

e, assim, nos (re)encontramos...
corpo, alma e coração!
coração batendo
um no peito do outro
um dueto perfeito
batidas entretidas e benditas!

A dança nos (re)ligou
em fios invisíveis e sedutores
ternos e fortes em rebentação
mão coração pulmão
respiração inspiração expiração
ritmo (re)conciliação...

uma nova ponte...
um novo acordo...
novos “belos horizontes”...
olho no olho...
corpo a corpo...
alma a alma...

nosso enredo sendo tecido
com todos os sentidos
um novo “sentido”...

⁠CHUVA CARINHO

A chuva afaga a casa
que se abre janela porta
coração rebentação suave
murmúrio enchente rio
dilúvio lava delírio

carinho princípio
fio a fio caminho
você inunda presença
afago distância

Cheiro molhado
enche de saudade
nossos corações
balões voadores
tocam canções
distância melancolia

(Re)encontro alegria!
principia via rodovia...

⁠AMBROSIA E POESIA

Na cozinha ambrosia
aroma doce canela cravo
Na janela roseira cheira
cheiro saudade
exala jabuticabeira roseira

Mãe estrela doceira
confere se a filha
chegou de suas andanças
pelos quintais e pela vida
percebe calmaria serena

Pela casa poesia
filha protegida e benzida
o “calvário” findou
lágrimas emocionadas
o Rosário contas benditas

(Re)brilha nos olhos mãe filha
Inventário oráculo cumprido!
Amém!

⁠EM FANTASIA

A fantasia induz sonho...
sonho dormente nas dobras luz
reluz cor brilho estrela
a memória corre solta
em imaginação coração

Tua voz ainda canta
ouvidos silêncio encanto
saudade invade macia suave
suavidade avassaladora
terremoto às avessas

somos vestes um do outro
vestidos de luz à meia luz...
inventamos um ao outro
em voz sussurro silêncio

grito silencioso
se faz e nos (re)faz

⁠FARÓIS E ANZÓIS

Teus olhos são faróis...
Teus olhos são anzóis...
me fisgam para dentro
de você e de mim!

semente verde esperança
verdes profundos suaves
fortes destemidos
adentram meu corpo

Pousam e repousam no meu coração...
nossas almas em sorrisos
abraçadas sabem
que é hora de seguir estrada juntinhas

a estrada é feita sonho utopia
batizada na pia sagrada
Abençoados no céu aqui na terra...

Agora e sempre!
Amém!

⁠OLHOS "EM FLOR"

Dos meus olhos nasce
pé de estrelas!
As estrelas ainda “em flor”
anunciam “doçura”!
flor ternura

Jabuticaba florida
(Re)floresce no meu peito
jardim pomar estrelar
meu olhar sorri adocicado
minha boca sente a tua

o meu pé de estrelas estremece
alcança e beija o arco íris
descanso minha íris
no nosso céu

tuas mãos cheinhas
de jabuticabas e rosas
roçam minha pele

somos anjos
altar cama
corpos enlace
subimos ao céu...

⁠(RES)GUARDADOS...

(Res)guardo e aguardo o “agrado”
que vem do nosso “sem fim”...
Você, meu querubim, assim...
feito de carinho e amor sem fim... afim...
“Afins”, somos... “enfins” sós...
nós nos “tocamos” na timidez e nudez
de uma noite (re)inventada...

alimentada pela energia que vinha do
encontro de cada um dos nossos átomos...
elos feitos de histórias...
histórias bem e mal contadas...

Histórias “quentinhas”
recém saídas do “forno” desenhado
elos nossos corações e almas
no encontro de nossos corpos...

Uma “fornada” de delícias e gostosuras...
somos “crianças gulosas”...
travessas e avessas...
mesmo com medo nos viramos
do avesso em carinho no ninho...

Havia um ninho
bem no meio
do nosso caminho...
o teu corpo
e
o meu corpo
em carinho

nos (des)caminhos
que estamos a esboçar...

Esboço feito “à mãos”...
esboço “de coração”...
nossas almas de mão e coração dad@s...

⁠⁠Tenho duvidas eu sei,
Da sua existência e sensatez,
Mas você me faz tão bem,
Alivia minha dor e embriaguez.

Na luta te procurei,
Na alegria te larguei,
Não te compreendo muito bem,
Só te chamo quando me convém.

Peço perdão senhor,
Quem sabe mais de uma vez,
Sou falho e pecador,
Não o conheço, mas por favor...
Cura minha dor!

⁠Beiramos a graça
Beiramos a desgraça
Beiramos o fim
E quase nunca nos afastamos do começo
Somos inquilinos dos nossos próprios medos
Somos doutores das nossas próprias dores
Somos metade do nada
E as vezes pedaço de tudo
Somos temporal e atemporal
Atravessamos linhas insensatas
Só para dizer nada
Somos a controvérsia que nunca respondemos
Somos o jeito rude do lenhador e a delicadeza da bailarina
Somos uma condução de eletricidade
Mas morremos por simplesmente termos tristezas profundas
A dor é compartilhada no silêncio
O medo é a distância da coragem
Assim como estamos distantes do passado
Mas perto do futuro
Ardendo em chamas
Procurando encontrar luz
A luz que se perdeu naquela noite
Que você partiu
Eu sou a minha própria vela
E continuo vagando em minhas próprias perdas....

⁠Só passo aqui quando estou triste, e é o que está acontecendo.
Alguns anos atrás eu escrevi sobre o vício da esperança
ela se hospeda no cérebro e fica criando possibilidades
das quais eu sei que não vão acontecer.
Os sonhos a noite ainda continuam cruéis,
os pensamentos de dia ainda sufocam
lembranças vem e vão em questão de segundos.
Uma dor que não desejo a ninguém
tédio e solidão nunca poderiam se encontrar
ter uma vida melancólica é uma prévia da morte
e se isso for a morte disfarçada de vida?

⁠EM TRAVESSIA...

Com licença poética, posso subverter
e ser o que inventar...
ter todas as palavras para delirar...

E nesses delírios poéticos,
o céu é o deslimite... um jardim
de lírios e estrelas...

A vida vira metáfora
pelas palavras afora...
anoitece e amanhece
a qualquer delírio...

Os delírios são rios de palavras
ensandecidas
tecidas em rendas de
sentimentos e

atravessamentos...