Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

O que é a saudade, se não o amor que perdura?


Ela nasce quando o corpo se afasta, mas o coração permanece. É a chama que não se apaga mesmo diante da distância, o eco de um abraço que ainda vibra na memória, o perfume que insiste em morar na pele mesmo depois da ausência.


Saudade é o amor vestido de silêncio, é o olhar que procura no vazio um reflexo que já não está ali. É o diálogo que continua dentro de nós, ainda que os lábios do outro não respondam. É a eternidade escondida em pequenos instantes que nunca se repetem, mas que insistem em viver dentro da alma.


Se o tempo tenta levar, a saudade guarda. Se a ausência tenta apagar, a saudade escreve em letras de fogo. Porque, no fundo, ela é apenas a prova de que o amor é maior do que a presença... é a sobrevivência daquilo que o coração não permite que morra.


E talvez seja isso: a saudade não é dor apenas. É também o privilégio de ter amado tanto, a ponto de sentir falta. É a lembrança que acaricia por dentro e nos faz entender que amar é, inevitavelmente, também saber esperar.

Não é o que já vivi que determinará meu destino, mas aquilo que faço no presente e a firmeza com que persevero no caminho da retidão.


Sim, tropecei muitas vezes.
E se alguém me aponta como imperfeito, não nego: sou.
Pois a perfeição não pertence ao ser humano, mas apenas a Deus.


Contudo, o que me move não é justificar minhas quedas, e sim superá-las.
Com a graça do Altíssimo, empenho-me em não repetir os desvios de outrora.
Porque se os erros de ontem permanecem nos gestos de hoje, que esperança haverá para o futuro?


Se me falta compaixão...
Se ignoro que as escolhas passadas influenciam o presente...
Com que autoridade poderei aspirar a uma vida de verdadeira nobreza moral?


Esta meditação não se restringe ao vício ou à infidelidade, mas alcança todos os campos da vida:
os gestos que não se pensam, as palavras que ferem, as atitudes que silenciosamente revelam o coração.


Pois quem não reconhece suas próprias falhas, não pode jamais caminhar rumo ao amadurecimento.

Achava que era uma forma de amor!

Porém, o amor verdadeiro não desaparece, não se finda.

Crença era de que era real, até que me deparei com muitas falsidades.

Nunca considerei que fosse uma ilusão, dado que parecia tão clara diante de mim.

Não era amor, já que o amor é compreensivo e não prioriza a si mesmo.

Não era, pois o amor envolve colaboração e troca.

Não era, pois quando é amor, sempre encontramos maneiras de resolver quase tudo, já que o amor é capaz de enfrentar qualquer desafio.

Acreditei que fosse, mas estava errado, porque quando é amor

Não se apaga

A ilusão se desfez e revelou a verdade.

O que pensei ser amor não era mais do que um reflexo de meus próprios desejos.

Mas aprendi que o verdadeiro amor é paciente, não busca interesses próprios e tudo suporta.

É parceria e reciprocidade, um equilíbrio que fortalece e não destrói. Agora, com essa experiência, posso reconhecer o amor verdadeiro quando ele aparecer. Já apareceu, você!

A mulher que um dia eu fui

Houve um tempo em que eu acreditava cegamente no amor. As palavras doces me tocavam profundamente…

Me deixavam vulnerável — e eu achava isso bonito.

Mas o tempo passou.

E com ele, vieram as desilusões.

Hoje, ainda acredito no amor… mas com ressalvas.

A cada dia, luto contra a descrença que me consome em silêncio.

As frases lindas que antes me encantavam agora soam ocas. Começo a pensar que talvez fossem só palavras —

como tantos já me disseram.

Não escrevo mais cartas de amor. As palavras não fluem. A comunicação é difícil. É como se tivessem arrancado o meu lado romântico à força.

E isso me dói.

Porque a pessoa que agora ocupa esse espaço…

gostaria de ouvir o que sinto. Os poemas que um dia fiz — e recitei — pra você.

Será que um dia eu volto a ser? Aquela mulher sonhadora, sensível, romântica... a que você destruiu?

Será? Hoje, tudo o que consigo dizer… tudo o que ainda sobrevive em mim…

é que eu te amo.

Metamorfose


Era eu, agora quem sou?
O que sou é quem eu era?
Carrinhos, ciranda o “era”
adiante, um velho adaptado por consequência.
Menino se foi...
Rugas e falta de memória “predominam”
Quem escapa?
Há um rio que nos leva...
Às mentes, outrora ingênuas
o mundo deu seu “trato”
Do casulo da vida
(metamorfose é certa).


OLIVEIRA, Marcos de. Metamorfose da vida. In: OLIVEIRA, Marcos de.
Tristeza por Borboletas. Porto Alegre: Alcance, 2012. p. 11.

Do improvável


Não se deve acender velas nos velórios;
há um cômico perigo de o morto sentar-se
em seu próprio caixão...
e todos saírem correndo de medo!
Mas ninguém avisou ao pobre do morto
que não se tratava de seu aniversário...
e ele bate palmas entre as quatro velas que o rodeiam!


CZERWINSKIN, Marcos.Do improvável.In: CZERWINSKIN, Marcos.Abajur
Amarelo. Porto Alegre: Besorah Brasil, 2014. p. 13.

Tens que ir?


Lá fora a chuva cai.
No quarto, fumaça de caracol.
Paredes se comprimem
diante de nós dois.
Face a face, deleito-me
no momento tão mágico
que deixa à deriva
os problemas do dia.
Por que tens que ir?
Se te quero só pra mim?
Se só você é meu sim?
Por que tens que ir?
Se ao coração não mente
e sempre te senti?


OLIVEIRA, Marcos de. Tens que ir?. In: OLIVEIRA, Marcos de. Tristeza por
Borboletas. Porto Alegre: Alcance, 2012. p. 12.

Teodoro e o preço


Veja Theodoro que decepção era querido por todos
E agora onde parou?
Pelo asfalto vermelho sua ganância pagou
Poderia ser diferente porque se perdeu...
Seus passos seguiam o sepulcro de si mesmo...
Comparo-o com o Judas... Cego... Trocou
A vida pelos seus próprios interesses
E o preço foi seu próprio remorso
Que o matou...


CZERWINSKIN, Marcos.Teodoro e o preço.In: CZERWINSKIN, Marcos.
Esperança em meio a guerra. Porto Alegre: Besorah Brasil, 2012. p. 18.

Sou uma criança que envelheceu


Eu sempre quis meus brinquedos
mesmo que velhos e quebrados fossem.
Sou apenas uma criança
num corpo exausto de velho
que não resiste a uma boa gargalhada
sou assim mesmo...
(uma criança cheia de sonhos)


OLIVEIRA, Marcos de. Sou uma criança que envelheceu. In: OLIVEIRA,
Marcos de. Tristeza por Borboletas. Porto Alegre: Alcance, 2012. p. 16.

O menino no espelho


Quem é esse, mais novo do que eu?
Seria mesmo eu?
Ou apenas doces lembranças
Salvando minha velha alma?
Quem é esse menino cheio de sonhos no olhar?
Ele parece desconhecido,
Mas há algo que me prende a ele.
Como pude esquecer o menino todos esses anos?
Agora, diante do espelho,
Me questiono escolhas e desencontros.


CZERWINSKIN, Marcos. 5.In: CZERWINSKIN, Marcos. Dias perfeitos e
muros escuros. Porto Alegre: Besorah Brasil, 2014. p. 52.

Querido defunto


No velório, nunca pode faltar
o que grita num desespero só...
Dizendo, eu quero ir junto... Deus, me leva...
Talvez, o único momento
em que o pobre do defunto
mais se sentiu importante e amado
em toda sua vida.


OLIVEIRA, Marcos de.Querido defunto.In: OLIVEIRA, Marcos de. Tristeza
por Borboletas. Porto Alegre: Alcance, 2012. p. 29.

Rosas


Rosas não encontramos nas esquinas
de todas as ruas.
No melhor lugar se escondem,
e quando as encontramos nos apaixonamos.
Rosas são especiais
e num toque embelezam nossa vida
fazem do outono da solidão
a primavera do acreditar.


OLIVEIRA, Marcos de.Rosas.In: OLIVEIRA, Marcos de. Tristeza por
Borboletas. Porto Alegre: Alcance, 2012. p. 52.

A perfeita cor




No rosto negro,

há um sol que não se apaga,

mesmo quando o mundo fecha as janelas.




A pele, essa página escura,

guarda segredos que os brancos não leem,

e brilha como se fosse silêncio.




Não é cor apenas.

É dignidade em estado visível…




Livro: Negros - 2025

Beleza negra
À Letícia Regio da Silva


Que bela negra, que belo desejo
De viver a pureza de suas formas.
Não é apenas um monumento,
Tampouco por um momento.


É tela perfeita na existência,
Encanto das multidões
E minha mais divina observação.


Entre os teus cachos, a minha saudade
Nunca soube ser contida.
Vivo a te querer como quem quer
Viver um novo mundo.


Aliás, onde esconderam as chaves
Para trancar no baú
Todo esse teu charme?


Que vontade de viver a tua beleza negra
E simplesmente arder em chamas…


Livro: Negros 2025

Som da liberdade


O som ainda pode ser dos navios de sangue,
As páginas ainda podem guardar tristezas,
A sociedade ainda respira desigualdade,
E nem todos entenderam as mazelas da alma.


Mas existem, em cada rosto negro,
Um passado que não viveram,
Mas que trazem como marcas para o futuro.


Não, o som é da vingança e das divisões?
Não; é a mais nova das antigas
Formas de gritar às nações:


O som agora é de liberdade!




Livro: Negros 2025

Reflexão nos brinquedos


A sua vida é vida igual e sonhável,
Entre os espinhos e leões do dia a dia,
Você desenha os teus sonhos.


Não importa a cor, não importa o cabelo;
Nada disso tem valor
Quando se refere a ser humano e a Deus.


Ninguém nasce ruim, ninguém nasce odiando.
Crianças brancas e negras brincam
Como se nada disso impedisse cada sorriso.


Mas a gente cresce, e a falta de amor
Cresce junto.


Infelizmente, um dia os ouvidos ouviram
Uma podridão que se alastra.


E, como um brinquedo quebrado,
Simplesmente não deveria mais ser brincado!


Livro: Negros 2025

Primavera chegou!!!
A primavera é sempre radiante, é como uma criança cheia de vida, de cores, que nós traz esperança, renovação e fé que tudo vai florir em nossas vidas.
Gratidão Deus pelo meu filho João Arthur, o que seria de mim depois da morte da minha mãe em 2022, se não fosse meu pequeno grande homem, como ela o chamava. Ainda estou aprendendo a te criar, mesmo com tantas falhas e incertezas, saiba que hoje vivo porque Deus me deu você, e isso me basta, para lutar a cada dia para ser melhor como pessoa, como sua mãe e te dar o melhor meu filho. Grata, grata, grata.


22/09/2025

Era uma vez um quase-amor... Intenso, confuso, bonito, mas mal vivido. Não faltava sentimento — faltava coragem. Ela amava com presença, ele respondia com ausência. E nesse vai e vem, perderam um ao outro sem nunca terem se tido por inteiro.

Ela foi embora pra se proteger. Ele ficou, tentando disfarçar saudade com distrações. No fim, o que restou foi silêncio onde havia conexão, e um “poderia ter sido” que pesa mais que qualquer adeus.⁠

AGENTE DO CAOS — Página Um

Você é filhadaputamente ignorante:
não se compreende e ainda julga o outro.
Feito de porcelana, acha-se rei da lama;
sua melhor amiga é a arrogância.

Quer ser respeitado e não se respeita.
Cala-se diante da própria fraqueza,
curva-se à sua ignorância
e morre beijando os pés do diabo.

Tiraste a liberdade da tua mãe
para dar lugar ao desprezo — desgraçado.
A incapacidade de ser homem te tornou frágil.
Não sabes colorir e queres ensinar a pintar.

Sofra agora — colha a dor que semeaste.

Você é muito mais do que aparenta ser. Em algum momento, de alguma forma, essa força será despertada.
Basta um instante para que a verdadeira essência do seu ser venha à tona.
Você é especial, muito especial — muito além do que pode imaginar.
Enquanto isso, trabalhe com dedicação, esforce-se, adquira conhecimento, cultive a paciência e confie no tempo divino.
Aguarde em Deus!
🙏🏾🕊️🙏🏾🕊️🙏🏾
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!