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Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Sonho e Ilusão


Sonho com um mundo melhor, onde crianças brinquem como crianças,
Que as pessoas trabalhem, lutem, vivam com esperança.
Sem roubos, violência, desastres e ganância.

Sonho em ver os pássaros livres, cantarolando suas melodias,
Em saber que todos têm comida para por na mesa ao meio-dia.
Que os jovens desfrutem da vida com grande sabedoria

Vejo alguns planejando suas viagens para Caribe, Itália e Japão.
Enquanto milhares tentam ir ao mercado comprar leite e pão.
Vivemos neste mundo desigual esquecendo que somos irmãos.

Um mendigo bate a nossa porta, pede comida e dizemos não.
Na manhã seguinte a comida que sobrou vai alimentar o cão.
Nosso semelhante é abandonado ficando sem casa e sem chão.

Vivo nesta utopia de achar que um dia teremos a emoção
De olha para o lado abraçar alguém e dizer “você é uma benção”
Isto tudo é um sonho, que mais parece uma grande ilusão

Não sei as horas.
Fico perdida nas minhas lembranças do meu inconsciente, sem saber quando e onde posso acordar para a realidade do meu mundo.
Das rotinas, das pessoas, dos amigos... Da família.
Minha vida, desde que tenho evoluído e, o presente me apresenta algo que o futuro traz, me sinto como se tivesse parado no tempo onde o passado me cerca de lembranças e oportunidades inesquecíveis.
Os meses não dão conta de segurar os dias que, na velocidade da luz, passam levando toda a sua existência no envelhecimento dos corpos.
Algo diferente a se desenvolver. Cada parte, cada canto do seu corpo se modifica, e a alma se mantém como uma luz acesa, com nenhuma pretensão de se apagar.
Nessa velocidade desesperada que o tempo atingiu, nem as estações podem suportar tanto sofrimento.
Saio de casa com o raiar do dia, com o tocar da brisa que o vento traz. E, no decorrer, à tarde retorno aos sons de relâmpagos e trovões, como se houvesse fúria em seus refúgios.
Sinto-me só.
Sinto-me sem proteção e, por mais que eu saiba que Deus ao meu lado se encontra, me sinto sozinha.
A carência de uma companhia, não se sabe ao certo se divina. Sei que não.
Quem sabe amiga. Pode ser. Hoje em dia são tão poucos em minha volta.
De amor.
A distância destrói o que ainda resta da vontade de sua presença, mas o tempo e o coração me mantêm forte para suportar essa dor que corrói.
Busco a felicidade a importância de minha vida. Na simples beleza de uma flor colorida onde toca os lábios de uma linda borboleta ou, quem sabe, um beija-flor.
Fico muito preenchida e contente quando percebo que tenho uma vida magnífica e me encontro lentamente ao saber que essa simples cidade pode ser vista pelos meus olhos onde, neste momento, transbordam de lágrimas de alegria contida no encanto do barulho contínuo das gotas d’água caindo no chão e rolando pelo vidro da janela, ou no encanto do bater de asas da borboleta.
Olho para o meu interior e sinto os meus pés, concentro em minhas mãos onde se purifica o fruto do meu trabalho, cada magnitude posso transmitir através delas.
Dessa forma me sinto viva. Pronto para encarar mais desafios. Encontro a importância de ser feliz e, mais que isso, a importância de viver, além disso, a importância de minha existência.
Assim, encontro a principal resposta:
Hoje é meu dia!

TRECHO DE: AS MARGARIDAS DO QUINTAL DO MEU AVÔ

Você nunca entendeu o porquê eu tacava a bola com força em você, então. Não era pra te castigar, mas para te mostrar que você é tão frágil quando uma margarida. E que dependendo da força que você tacava a bola, deixava marcas, eternas. Mesmo que a eternidade da margarida durasse um dia.

Pela primeira vez a menina se sentiu livre. Livre de todo sentimento que a manteve presa durante muito tempo. Pela primeira vez a menina conseguiu respirar fundo e, sem vergonha nenhuma, chorar sem medo do que os outros podiam pensar.

Ela saiu de lá, nem sentia os passos. Mas saiu feliz.

Durante todo aquele tempo ela pensava que jamais a vida lhe daria outra oportunidade, que seria daquele jeito e que ela amou tudo o que podia amar, e já não restava mais nada.

E, naquela hora, ela descobriu que estava redondamente enganada. E foi esse o motivo de toda a sua alegria. De todas as lágrimas, e de todas as canções cantaroladas durante o caminho de volta pra casa.

O calor já nem importava tanto assim, o que importava realmente era o sentimento que ela tinha acabado de descobrir que sentia. Sim, de descobrir, porque ela já o sentia há tempo, mas não sabia.

Ela precisava ver, ouvir e não sentir, pra ter certeza.

A menina agora não estava mais presa, a lagarta finalmente virou borboleta e saiu de todo aquele drama que a acompanhava e atormentava suas noites enquanto ela tentava admirar a lua.

Agora ela está bem, e sem se preocupar se esse sentimento todo é pra sempre. Ela só quer viver o hoje e, se amanhã não existir mais nada, ela será grata. Será grata a esse amor que chegou e que a libertou sem que ela percebesse. Que fez do som dos seus passos música, e a menina não notou a presença do amor, que foi sutil demais, sem querer assustá-la e a prendeu no abismo dos olhos castanhos, já que ela querendo se salvar do amor, se prendeu a uma pétala, dentro do abismo, e aí já não havia volta. E foi a melhor viagem que ela poderia ter feito...

A menina quer ser a tua paz, quer que você volte logo. Ela quer te precisar, sem exigências. A menina não quer te fazer mal. Não quer pedir mais do que você tem, assim como não vai dar mais do que dispõe, por limitação humana. Mas o que a menina tem, é seu. E, se bem cuidado, é seu pra sempre. Pra sempre.

O plano não era esse. O plano era que o encanto permanecesse. O plano era se encantar sempre. O plano era não ter partidas. O plano era não precisar de mudar, o plano era não cansar, o plano era que permanecesse sempre assim.
O plano não era te perder. Não era ter saudades insuportáveis. Não era te deixar nem te dar o último abraço.
Com o umbigo e tudo que vem depois do perigo, com o bonsai, haicais, jardim de inverno, girassóis, e rascunhos guardados na gaveta do criado mudo ao lado da cama, eu fico, mais uma vez, esperando que você volte, como voltou naqueles quinze minutos.
Tudo bem... Eu fico, a gente fica. A gente continua preferindo as filosofias, as tardes de encanto, as noites de inverno, as manhãs de chá quente.
É como uma rosa. Existia somente o botão, escondido num canto, até ser tocado pelo vento e iluminado pelo sol. Iludida por todo o encanto, se abre e desabrocha numa das coisas mais belas que existe, num dos maiores significados do amor, da paixão, da vida. E, sem demora, morre. Levando consigo toda a beleza, toda a luz, todo o significado.
O mar estava lindo, tudo com cara de inverno.
E no espelho, o pior e o melhor de mim. Eles já não ficam mais guardados, escondidos em algum canto aqui dentro. Mas ficam expostos, sem vergonha de mostrar exatamente o que são, o que sempre quiseram.
Você bateu aqui na porta e eu deixei você entrar, só entre com cuidado, olhando onde pisa, não toque nos quadros, nem abra as caixas do canto da sala; sente-se sem desarrumar as almofadas - elas estão pela ordem das cores. Deixe a música tocar e não abra a janela.
E se eu não sentar ao teu lado, me deixe quieta. Não faça perguntas. Não invente histórias. Não pergunte se estou bem... Também não pergunte qual a fase da lua nem se o sol saiu hoje, faz uma semana que não saio de casa.
Essa semana não estava nos planos. Nem esse ano, nem ano passado, nem ano retrasado.
Nada disso estava nos planos. E por não estar, eu me perdi, e agora vivo procurando motivos para tocar piano como antes, quando eu atraia os pássaros com os sons que eu tocava, sem partitura... Só deixando que os dedos tocassem o que saía da alma.
Queimei os rascunhos da gaveta... Não os quero mais. Eram pensamentos aleatórios, impulsões. As malditas impulsões que sempre me fizeram agir de maneira errônea, sem razão.
Talvez eu mande aquelas cartas que escrevi e termine o livro que comecei.
Talvez... Quem sabe.
A vontade aqui mesmo é de estar longe, de respirar um ar mais puro, sem esse sufoco de superar expectativas. Olhar tudo do meu jeito, sem seguir regras, sem deixar que manipulem, que suponham.
Simplesmente... Respirar um pouco mais além, sentir o ar entrando e oxigenando.
Quem sabe, depois eu penso um pouco em tudo.
Não vale à pena nada disso, nenhuma tortura, nenhuma culpa.
O que vale realmente é a vida que está sendo vivida e que, a propósito, é uma só.
Fica aí com tudo que é contrário ao que eu tenho aqui... Né, não?

Querido Deus;

Sou eu de novo aqui em baixo. No lugar de sempre, ajoelhada na beirada da cama, com a janela um pouco aberta para a luz da rua iluminar um pouco e tentar refletir a lágrima que provavelmente cairá do meu rosto.
Não quero soar insincera mas eu estou perdida, com medo e com uma vontade maluca de chorar.
Às vezes Você não é tão claro.
O que posso fazer? Sou pequena demais perto da Sua grandeza, e incapaz de decifrar os sinais que Tu me dás para que eu prossiga. Preciso de mais luz pra conseguir enxergar aquilo que Tu queres pra mim.
Sinto-me tão longe de Você. Frustrada, irritada, desconectada de tudo. O peso do mundo me empurrou contra a parede. A dor da decepção me trancou num quarto escuro, onde tento manter uma lanterna sempre acessa para iluminar um pouco sem que ninguém perceba como tudo isso aqui me dói.
Quero tanto que Tu venhas me salvar, me tirar desse mundo que não para de girar e machucar e me deixar sempre confusa, com medo de todas as novidades que traz a cada minuto.
Eu quero começar de novo.
Eu abrirei meu coração partido, pois eu alcancei o fim e Você é o jeito de começar. O único caminho pelo qual eu posso seguir sem medo de me perder, sem medo de pisar em falso, com coragem para olhar nos olhos daquele que me diz a verdade e ser humana para aceitar e acreditar no que ele me diz.
Eu vi um milhão de sorrisos vazios vivendo em negação, fingindo estar ali sinceramente, quando na verdade, era pura falsidade, pura ilusão. Eu não quero viver assim, quando nada é real.
Eu odeio como é se sentir frustrada, irritada e desconectada de tudo.
Eu estou quebrando e sentindo como quando algo novo quer sair, quando a flor que desabrochar, quando o caule que brotar. Eu estou desejando algo lindo!
Todos as riquezas deste mundo não poderiam encher este vazio que se aloja aqui dentro, que me faz correr atrás da Sua presença, do Seu abraço.
Precisa de muito mais e só Você pode me tomar nos braços, me carregar no colo. Você pode me fazer completa; eu sei que sim.
Só Você pode me fazer a pessoa mais feliz do mundo.
AMÉM.

RIO E CANOA (COMPLETO)

Rio, Canoa e Pescador.
Esses três personagens fizeram do meu final de semana um dos mais turbulentos, mas, um dos mais felizes. Confesso que tive uma crise quando me lembrei dessa teoria e percebi que ela se encaixava perfeitamente nas circunstâncias que eu me encontro ou me encontrava.
Todo pescador tem suas histórias, suas teorias, os amores que viveu, os amores que perdeu. Dentro dele existe a esperança de ser feliz como nunca foi um dia.
O pescador é um sonhador, e, por viver todos os dias com a canoa, acaba se apegando a ela de uma maneira tão sutil que, quando ele percebe, já é tarde demais.
Mas, o pescador não pode viver vinte e quatro horas junto da canoa (infelizmente) e, uma hora, ele precisa ficar longe, se afastar. Aí que a canoa e o rio ficam sozinhos (apesar de estarem sempre juntos), se conhecendo...
O pescador sai todos os dias pela manhã com o coração palpitante de ansiedade em passar horas e horas junto da sua canoa, atravessando a imensidão do rio em busca de peixes. Volta todas as tardes com o coração radiante e a canoa cheia de peixinhos. Mas, o pescador novamente precisará ir embora e quem ficará com a canoa será o rio, fazendo companhia. Agora, estão a sós,como sempre estiveram e o pescador nunca percebeu.
O pescador sente-se dono da canoa, pensa que ela vai estar ali com ele pra sempre e que nada vai separá-los porque eles foram feitos um para o outro, e esquece-se de perceber que entre ele e a canoa existe o imenso rio que é feito um abismo entre os dois.
O pescador começa a perceber como está apegado a canoa e decide se apaixonar por uma planta. Ele vai a floricultura e compra o vaso mais lindo de orquídeas brancas. Coloca-as sobre a mesa perto da janela e as observa o dia inteiro. Ele até fica alguns dias sem sair com a canoa, sem passar algumas tardes com ela, só para tentar se apaixonar pela orquídea.
Mas, com tristeza,ele nota a beleza que a orquídea mostra mas que não chega aos pés do que a canoa um dia o mostrou.
A orquídea tem lindas pétalas, caule e folhas, também é uma terapia olhar ela por algumas horas ou regá-la; mas nada nunca se compara ao que o pescador conheceu junto da canoa. A visão que a orquídea mostra é limitada. Limita-se as folhas, pétalas, caule e um pouco de terra. Mas, a canoa ia mais longe; mostrava o pôr-do-sol de todas as tardes, viajava horas com o pescador só para que ele se desconectasse um pouco do seu mundo e pensasse em nada, fazia o pescador feliz, muito feliz.
Por mais que o pescador busque todo o amor que precisa na orquídea ele não consegue e, de tanta ansiedade, a orquídea acaba morrendo, sempre. A orquídea nunca vai superar os detalhes de cada momento que o pescador têm junto da sua canoa e, por isso, torna-se inútil buscar na orquídea o que ele encontra na canoa.
Como eu disse, o pescador traz todas as teorias de uma vida inteira, todas as histórias que viveu, todas as vitórias e derrotas e, também, traz as cicatrizes de alguns traumas que teve; mas o que o pescador não deixa de querer é viver os bons momentos que o motivam a seguir... SEMPRE.
Exatamente por acreditar que pode viver bons momentos e que os detalhes deles vão ficar pra sempre com ele, que ele criou forças para que os traumas que encontrou no caminho que trilhava em busca da felicidade virassem cicatrizes... Apenas marcas, e não doessem mais.
O pescador acredita que o destino pode ironizar e a canoa ficar pra sempre ao lado dele, mas o pescador, depois de tentar se apaixonar pela orquídea, descobre que a canoa pode estar apenas passando na sua vida e, logo, ir embora, deixando mais algumas marcas para o pescador levar para o resto da vida e juntar com mais algumas de suas histórias, portanto, por ele acreditar na teoria dos bons momentos e dos detalhes que cada pessoa leva para sempre, ele não desistiu da canoa.
Pode ser que um dia, pela manhã, a canoa não esteja mais naquele lugar de sempre; pode ser que durante a madrugada ela acabe se soltando e o rio a leve mansamente, para sempre. Pode ser que numa daquelas manhãs em que o pescador acorda ansioso em conhecer um pouco mais do mundo junto com a sua canoa ela não esteja o esperando, e, por mais que o pescador a procure, a chame e ela nunca mais volte, ele vai ter algo dela com ele, para sempre e isso ninguém pode tirar.
Ninguém pode tirar do pescador as lembranças do pôr-do-sol, dos momentos em que se divertiu brincando com a sua canoa, das longas conversas, dos longos passeios e até mesmo aquele “apego” que todos criticam... Ninguém pode tirar isso dele.
E, também, ninguém pode trazer de volta a orquídea que se foi. Ela ali, perto da janela, tentava encantar e prender a atenção do pescador enquanto ele olhava para o rio a procura da canoa. A orquídea cansou. Meu avô sempre disse que para uma planta viver ela não precisa só dos nutrientes necessários para crescer forte, mas precisa de atenção e de amor. A planta precisa sentir-se acolhida e nunca sentir que está atrapalhando. Nas florestas as plantas crescem livremente por terem a lua como apaixonada, as outras plantas, os animais e, principalmente, as borboletas.
Infelizmente, o pescador não pôde ser a borboleta que a planta precisava para sobreviver e, inconscientemente, ele o matou, aos poucos. Mas, não se sente culpado. Ele teria que escolher entre a orquídea e a canoa, mesmo sabendo que teria a orquídea por mais tempo. Mas como todo bom pescador, ele não suportaria viver sem o pôr-do-sol, sem as divertidas ou silenciosas tardes.
O pescador sabe que o rio tem influência sobre a canoa e que ele pode levá-la para onde ele quiser, até mesmo, afastá-la do pescador para sempre.
Mas a vida, de alguma maneira, se comunica com as pessoas e mesmo que elas não percebam, a vida prepara as pessoas para aquelas perdas que trarão uma dor inevitável (como toda a dor); e como todo bom pescador, ele também sabe que o sofrimento é opcional e que pode encontrar as margens do rio, em meio aquelas plantas que crescem discretas, mais um motivo para suportar a ausência da canoa.
O pescador nunca está só e por mais que ele saiba que o rio e a canoa sabem muito mais que ele, ele ainda é viciado em bons momentos e não vai deixar nunca de levar os detalhes consigo para fazer deles um balão de oxigênio quando o ar lhe faltar. Simplesmente.

Dizem que para o amor chegar não há dia, não há hora e nem momento marcado para acontecer. Ele vem de repente e se instala no mais sensível dos nosso orgãos: o coração (não poderia ser no fígado? by Hans).
Começo a acreditar que sim; mas percebo também que pelo fato deste momento não ser determinado pelas pessoas, quando chega, quase sempre os sintomas são arrebatadores. Vira tudo às avessas e a bagunça feliz se faz instalada. Quando duas almas se encontram, o que realça primeiro não é a aparência física, mas a semelhança das almas. Elas se compreendem e sentem falta uma da outra, se entristecem por não terem se encontrado antes, afinal, tudo poderia ser tão diferente. No entanto, sabem que o caminho é este e que não haverá retorno para suas pretensões. É como se elas falassem além das palavras, entendessem a tristeza do outro, a alegria e o desejo, mesmo estando em lugares diferentes.
Quando almas afins se entrelaçam, passam a sentir saudade uma da outra, em um processo contínua de reaproximação até a consumação. Almas que se encontram podem sofrer bastante também pois, muitas vezes, tais encontros acontecem em momentos onde não mais podem extravar toda a plenitude do amor que carregam, toda a alegria de amar e de querer compartilhar a vida com o outro, toda a emoção contida a espera de um encontro final. Desejam coisas que se tornam quase impossíveis mas que são tão simples de viver como ver o pôr-do-sol; caminhar horas na beira-mar; ver a noite chegar; olhar o mar; olhar a lua; ir ao cinema; conhecer novos lugares; rir e brincar; brigar às vezes, mas fazer as pazes com um jeitinho todo especial; contar segredos; amar e amar... Muitas vezes. Sabendo que, logo depois, poderão estar juntas de novo sem que a despedida se faça presente.
Porém, muitas vezes, elas se encontram em um tempo e em um espaço diferente do que suas realidades possam permitir, mas depois que se encontram ficam marcadas, tatudas, e ainda que nunca venham a caminhar pra sempre juntas, elas jamais conseguirão se separar, e, o mais importante, terão de se encontrar em algum lugar.
Almas que se encontram jamais se sentirão sozinhas.
E, pra sempre entenderão a infinita necessidade que uma tem da outra.

São aquelas que você mais acredita, que te decepcionam.
Você se sente correspondido nos gostos, nas atitudes, no gestos mais simples, e se permite confiar.
Aquela pessoa te traz alegria, e te dá as mãos quando você pensa que vai escorregar.
E, aos poucos, você cria uma base sólida, e forte, onde, todas as vezes que se sente inseguro, com medo, é ali que você se apoia.
Aquela pessoa te ouve, diz entender seus medos e te consola.
Você conta seus segredos, seus mistérios mais íntimos e sua revolta com as circunstâncias que te obrigam a viver momentos que você nunca pensou viver.
Você também é fiel a essa pessoa, escuta os segredos dela, os mistérios, e o aconselha.
A amizade está firme, e você, como qualquer ser humano iludida, pensa ser recíproco aquele sentimento que você zela com amor.
Mas, aí, chega o dia em que essa pessoa nega sentir amizade por você, nega ter sido, algum dia, sua amiga, nega ter sido acolhida por você.
Chega o dia em que ela te enfia uma faca nas costas enquanto você rega as plantas no jardim.
Drama? Não! É exatamente assim!
E, agora, eu estou aqui, sentada, com os olhos cheios de lágrimas.
Eu estava revisando o meu livro, meu coração estava aquecido de amor... Mas, agora, está frio.
Eu só queria que as pessoas não usassem nada do que eu digo contra mim.
Eu só queria que ela cumprissem a promessa de serem fiéis a nossa amizade...
Eu só queria que elas não levassem tão a sério os meus momentos de revolta, e me vissem como um ser humano, e não como mais uma patricinha inteligente, cheio de talentos...!
Eu sei que eu, somente eu, sou culpada de ser traída por alguém que eu confiei.
Porque eu dei liberdade para que essa pessoa entrasse na minha vida, foi eu que entreguei os meus sonhos e desejos nas mãos dela... E, ela podia fazer com eles o que quisesse.
Eu só não esperava que fossem me decepcionar tanto...
Mas como já dizia Drummond, quem sabe, mais tarde, essa tristeza será somente o resíduo de um passado que eu quero esquecer...!

Depoimento sobre uma Best:

Amigos? Isso é pouco perto do que somos...
Um olhar e ja deciframos o que está acontecendo...
Uma risada e ja nos compreendemos...
Conselhos? Isso é pouco...
Conversas? Isso é para os fracos
Telepatia? Ainda não chegamos lá.
O que nós somos??
Bests...Apenas Bests

Apesar de cada palavra linda, cada detalhe seu olhar que mais parece um oceano... Doía em mim.
Mais do que todos os amores que tive. Você dói em mim. Dói porque as verdades, como as rosas, tem espinhos. E cada vez que você diz que me ama, com esses olhos marejados, dói. Sabia?
Embora, eu não saber mais viver sem essa dor...
Assim que se ama?
Assim que se reconhece o amor da sua vida?

E eu tenho me sentido bem. Melhor do que eu um dia esperei. Eu não me importo com o que pensem, e eu nem sei se nos reconhecemos; só sei que meus olhos não ficam os mesmos quando encontram os seus, nem quando você franzi o nariz só pra tentar desfazer o meu bico.
Falar da gente? Não... Ainda não. Espera meu coração reconhecer o teu e eu largar tudo isso aqui só pra ser feliz ao lado teu.

Sabe quando seu coração queima, e por queimar, arde?

E depois, depois que você já está sem fôlego por sentir tanta dor, te jogam um balde de água fria que gela todo o teu corpo, até mesmo os dedinhos dos pés?

E aí seu corpo inteiro se arrepia e você sente vontade de se encolher nos braços de quem te ama?

No abraço de quem te ama...!

Provavelmente, mais uma vez votaremos em vão naquela possível pessoa decente que pleiteia uma chance de mudar a história. Para tanto, ela teria que refazer um velho percurso a partir da nescente, para corrigir as injustiças que sonegam a glória esperada por todos nós.
É que as chaves do reino já são mesmo dessa escória desonesta e falsária, que despoja os nossos sonhos e mente pra nossas expectativas. E há também uma gente acomodada, sem orgulho e memória, que já se viciou nas esmolas, nas migalhas e nos presentes precários que selam suas vozes nos anos eleitorais e depois somem, deixando-a na mesma precariedade socioeconômica... cidadã.
Ademais, pouco importa em quem votarão as massas, pois haverá sempre jogos, trapaças e tramoias. Só os que apostam mais sujo subirão as rampas do poder, mais uma vez. Será sempre assim, enquanto essas mesmas massas não conhecerem o seu poder não apenas de voto, mas também de cobrança, retaliação e expulsão dos maus representantes politicos.
Sem essa consciência, somos drogas primárias para vícios insanos e seculares dos meios políticopartidários. Vícios que se renovam em nós, de alguns em alguns anos. Em suma, os poderes pertencem às mesmas figuras marcadas e seus lacaios ou senhores, conforme os interesses.

O amor é uma guerra constante entre o corpo e a alma
A alma clama
O corpo cama
A alma grita
O corpo evita
A alma chora
O corpo olha
A alma pede
O corpo mede
A alma implora
O corpo enrola
A alma sonha
O corpo apanha
A alma investe
O corpo veste
A alma atrai
O corpo trai
A alma traga
O corpo paga
A alma rende
O corpo prende
A alma é vida
O corpo é morte

velhos medos

o velho medo de vencer de subir no palco , de compor

De recitar o que minha alma fala ser roubado ou julgado pelo que digo
Medo do amor,esse é um medo tão mais velho , que qual quer um outro medo

Medo do sabitu encontro ao cair
e minha meu rosto tocar o chão
medo do encontro do meu sangue com esse ar.

Medo dos meus ossos quebrados no presente,
Medo do agora
Um velho medo do hoje .um medo não tão velho quanto
o medo de voar, de sentir
medo da realidade do estar vivo e ao mesmo tempo não esta medo de não se abri e esse mundo ficar pequeno
medo de sonhar e acorda suado...

O velho medo de de sonhar ,de subi no palco de que os degraus se acabem ,
medo do buraco no espaço
negro feito os dias
dias feito hoje
feito do presente
a qual não fingi,
os velho medos que minha alma sente ...
E eu indiferente a ela me vejo presente
a isso tudo num velho medo de não reagir

Sei que nunca fui perfeita mas com você eu posso ser até eu mesmo que você vai entender ...
Posso brincar de descobrir desenho em nuvens,posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis,posso tirar a tua roupa,posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo ...

Mas com você eu tou tranquila...

Quem é, pode ser,
mas não deve
Quem não é, não pode ser,
mas se atreve

Quem foi... já foi,
não se conta
Quem será, é incerto,
ainda se apronta

Quem é, no “será”
Não se inclui
Nem se pode descartar
Um “já fui”

Pra ser não basta poder
Nem mesmo querer
Pra ser tem que saber
Senão o ser, pode não ser [inacabado]

UM DIA
Um dia disseram-me que era impossível tocar o brilho do sol.
Um dia tentaram fazer-me acreditar que o amanha é impossível... E que é ainda mais impossível tentar modificá-lo.
Um dia me disseram que as flores são mortais e que poesias nada mais são do que apenas e somente simples palavras.
Um dia disseram-me que os sonhos são para fracos... E buscá-los é uma mera e irrefutável ilusão.
Um dia falaram-me que a amizade é algo torpe e vago... E que amigos não são nada.
Um dia me disseram que não existe romantismo... Que o amor é inexistente, que sensibilidade é sinônimo de fraqueza e que é impossível viver.
Um dia... Em cada uma dessas palavras acreditei.
No entanto... Um dia conheci alguém que mostrou-me a realidade: me mostrou que posso tocar não só as estrelas, mas, toda a constelação.
Mostrou-me que o hoje é o reflexo do amanha, que ontem é passado e que o hoje deve ser vivido com toda a intensidade.
Mostrou-me que os sonhos movem o homem e que tentar realizá-los é o que move a vida.
Mostrou-me que as primaveras são imortais; que as flores nunca morrem e que sempre existem através e dentro das poesias.
Mostrou-me que amigos são anjos que nos levantam quando nossas asas esquecem como voar, que são uma segunda família e que temos o dever de guardá-los e preservá-los.
Mostrou-me que o romantismo jamais deixa de existir... Porque o amor existe em cada gota de orvalho, em cada toque da natureza e em cada coração que vive.
Mostrou-me que a sensibilidade é sinônimo de força e que viver é a mais bela de todas as dádivas.
Um dia... Você mostrou-me tudo isso... As estrelas, o brilho do sol, o amanha, as flores, as poesias, os sonhos, o amor. Então a partir desse dia, percebi que a vida é a coisa mais bela que existe e que tudo é possível quando se quer algo.
E hoje AGRADEÇO:
Por você ter entrado em minha vida.
Por se fazer brilho em cada estrela
Raio em cada sol
Realidade em cada sonho
E primavera em cada flor.

Naquelas noites frias e solitárias tive um pensamento em você,
um sentimento de amor de carinho de querer ,
mais que pena que você não está aqui pra me fazer sorrir ,
pra eu te tomar em meus braços e dizer que você é minha nem que seja apenas por uma noite,
dizer que nem tudo dura pra sempre mais infinitamente pra sempre dura..