Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Poesia identidade

A gente anda pela rua desviando
De carro, de placa, prédio,
Lixo, resto de alegria
A gente corre de tudo
Compromisso, família
Amigos, discussões
A gente então perde sempre algo
Dar presente no dia dos namorados
Escutar aquelas gracinhas de como você cresceu
Falar bobagem sem ser recriminado
Ver os pontos em que errou e tentar concertar junto
Daí sua respiração não te ajuda
As horas passam sem nenhum significado
Suas pernas estão cada vez mais agitadas
Você pára e pensa
Por que é que teu mundo se perdeu assim?
Antes era legal ler um livro
Mas, já não tens cabeça
A cafeína te deixa disposto
Trabalhar e ganhar dinheiro
E da janela percebe
A rua da vida é sempre mais estreita com o passar das casas
Quanto maior o número
Mais distante fica de alguém que possa te ajudar
Não deixe para o fim o que se pode fazer agora
É hora de organizar
Porque depois, você pode descobrir que se enganou por muito tempo
Sua rua era um beco
Sem classe
Sem nome
Apenas pedra pelo chão
Que não serve mais para nada
Senão, incomodar a passagem
De quem tem pernas para caminhar

MUdança

Eu já me senti fútil milhares de vezes
Incrédula dos sentimentos que ouvi falar
Mas, não sabia até então, que estavam dentro de mim
Pendurei minhas idéias pessimistas
Li o quanto pude para me distrair
E só consegui, pensar mais em ti

Olho com que velocidade estou passando
Pergunto-me, para que tudo isso?!
Suas mãos já me alcançaram
Não vou soltá-las, acho que é um dom
Não! Eu tenho certeza!

O riso do céu foi escondido
Ultimamente não saio para lugar algum
Não estou afim, ou simplesmente já
Machuquei pessoas legais
Que não tiveram culpa de me conhecer
Não admito esse tipo de “façanha”

Eu sei como olhar, o que falar, a hora certa
Já está tudo programado, basta executar
A diferença é que eu não me prendo a regras
Eu vou com a cara e a coragem
Maltratando todos os que em minha rede caírem

Porém, algo mudou, isso acontece
Apareceu quem me chocasse e quem caiu dessa vez fui eu
Não me entrego demais, no entanto,
Não sei até quando vou conseguir me manter
Fico em dúvida de quem é a caça
E se realmente isso existe

Apenas um desarranjo e paro de me alimentar
Procuro a porta para sair viva
Ou corro dela para a mortificação
Pagar meus pecados, talvez, seja uma boa idéia
Os pensamentos estão confusos
Eu não enxergo além da imagem dele
E disso ele não pode saber
Jamais!!!

Confissão

Eu não consigo escrever mais nada triste
Minhas roupas nem sei se estão no meu corpo
Apenas quero pular e dizer o quanto me sinto livre
Cada pergunta que me fazes
As palavras desaparecem
O que me aconteceu?
Minhas pernas tremem e pensas ser o frio
Que pena! Pois, é justamente o teu calor
Que me faz isso!

Valores

Existem flores que pelo entardecer morrem
Acho que para mim ele vem
Quando você se vai
Entrego meus pontos
Pois, caminhar por essa estrada
Sem ninguém ao lado
É como querer chegar ao fim de um círculo
Eu nunca mais vou pensar em te deixar
É só você me dá espaço
Eu prometo que não vou tomar teu tempo
Vou fazer aproveitá-lo melhor

Mentiras cortam laços
Acabam com a beleza da primavera
Tiram o gosto do melhor doce
O beijo
Vira de ponta a cabeça a vida de qualquer um
A verdade dói mas, não destrói
Há coisas no mundo que são envoltas em mistérios
Você é envolto em meu amor

Tratei do jardim da nossa casa
Ela estava um tanto abandonada
Mas, enfim, está pronta
Para nos receber quando
Estivermos juntos mais uma vez

Abra sua mente e não me esqueça
Feche seus olhos, assim você me enxergará melhor
Ápice da trilha
Meu trem desenfreou
Para te alcançar a tempo
Livrei-me das ataduras
E corri feito fera
E amei como ave
E te beijei como água
E te trouxe pra mim como
Só eu pude

Código

Nas noites frias quando os muros choram
Eu vago tentando concertar as coisas,
Meu martelo é feito de humildade, e enchi uma garrafa de amnésia.
Quando meu coração teima em sentir raiva, eu dou-lhe um gole desse líquido inquestionável, não se vive remoendo!
Se preciso for correr atrás mil vezes de alguém para conseguir lhe mostrar o que sinto, pedir desculpas, tentar resgatar sua confiança, eu uso meu martelinho até não existir mais esses pregos que fazem sangrar vidas.
Podes não estar entendendo o intuito desta, mas, na verdade querias que fosse ao endereço seguinte: Rua da luz, nº 1, Bairro Novo. Tem um prédio azul ao lado é fácil de se chegar ao destino, use a bússola certa!

Dúvidas

Meu coração se enche de algo que não sei dizer o nome, não sei traduzir
Ele vira e mexe com meus pensamentos,
Tenho medo da hora em que ele disser que quer ir embora
Para mais distante ainda de mim
É como ter um portão por perto, mas não saber para que lado fechar
Se ele se for, para onde eu vou?
Se ele for algo que eu não sei o que é?
Algumas vezes me esqueço de sua existência,
Em outras é como se ele estivesse aqui
Nunca mais nos esbarramos,
Em outros olhos busco a mesma luz daquele luar
Mas, só o frio me invade
Só a noite surgi em minhas mãos.
Esses sonhos tão loucos, me fazem compreender o que eu desconhecia
Amo-o tanto que as folhas se desfazem
Que o Sol nasce antes do amanhecer
Só nos sonhos ficamos juntos, e mesmo assim lá
Custo em acreditar tanta felicidade existir!

O que é o amor (Como é o amor?)

Que cara ele tem? Que tipo de roupa usa?
O que gosta de comer? É do dia ou da noite?
Será que gosta de ler? Usa óculos?
Tem fome ou já está satisfeito?
É de verão ou de várias primaveras?
Como ele se comporta quando está com frio?
Como anda atrás da gente? Se é que anda, porque ele pode voar.
O que é o amor?
É branco, é verde, é possível de tocar?
Ele é grande ou pequeno, tem a cara da verdade?
Tem curvas ou é uma linha reta?
Tem cheiro de flor?
Tem gosto de fruta ou de biscoito amanteigado?
A gente escolhe ou é escolhido?
Vem de calça, vem de saia? É salto alto que usa ou rasteira?
Vem da mata, vem do mar? Como é a expressão do seu olhar?
É firme? É doce? É ausente ou tão presente capaz de sufocar?
O que é o amor?
Tem o som do vento ou de rock and roll?
Como é o seu sorriso?
Como passeia pela rua? Pisando forte ou dançando por entre postes?
É rico ou pobre?
O que é o amor?
Se fosse bicho, seria peixe? Seria pássaro?
Se fosse humano, seria homem? Mulher ou criança?
É sábio? É burro?
Mora em casa ou apartamento?
Será que come feijão? Será que toma banho de borracha no verão?
Como são suas mãos? Longas, pequeninas?
Quentes, frias? Sedosas, ásperas?
Será que sabe desenhar ou faz rabiscos sem direção?
Já morou na lua? E numa casa na árvore, morou?
Gosta de usar cotonetes?
Quando se irrita franze a testa? Quando canta é desafinado?
Como é o amor?
É o que usa camisa azul ou o que segura o guarda-chuva?
Está parado na estação ou olha solitário pela janela de um vagão?
E suas palavras, são como sonhos de padaria?
Ele grita para todos ou susurra a um só ouvido?
Faz promessas? Se faz, as cumpre?
É narigudo, esquisito ou belo?
Usa meias furadas? Dorme de lado?
Gosta de brincar de dados?
Tem impressão digital? Será que vota nas eleições?
Prefere caminhar na chuva ou se esconder na caverna?
Que cara tem o amor?
Que tal um encontro?
Eu vou de verde e você “o amor”, leva uma rosa vermelha e segura pelo caule com a mão esquerda.
Se apresenta para mim, me diz como é, me mostra seu rosto, me conta do seu gosto, me deixa saber como você é e dessa forma eu prometo, não te erro nunca mais em nenhum outro encontro.

O encontro

Em breve ao encontro daquele mar,
Da transparência,
Do arrepio da água fria,
Dos grãos de areia que juntos desenham pegada,
Ao encontro das gaivotas cantoras,
Maresia é cheiro de coisa boa,
De dia farto de risada,

Olhar a linha do horizonte e só olhar,
Ouvir o silêncio e nele, encontrar um barulinho bom
Espuminha branca marcando território,
Parece colarinho de chopp mas é salgada!

Deitar e olhar o céu,
Ver depois das horas,
O rosa pôr-do-sol,
Receber de brinde as estrelas,
Fechar os olhos,
Sentir o clarão da lua,
Dormir e ver,

Tudo recomeçar...

AMIZADE...
A alegria que trazemos no coração, espalha-se como trigo e alimenta a alma daqueles que precisam de um pouco da verdade crua, sem máscaras, sem enfeites, simples como se é...
Descobrir no dia-a-dia a beleza de se ser A.M.I.G.A. com letra maiúscula, na simplicidade de gestos, de palavras sem refinamento, mas que deixam transparecer o que verdadeiramente se é...
Guerreiras, crianças, mulheres, sérias, loucas, ingênuas e perspicazes.... Somos, resumidamente, FELIZES e ÚNICAS... E nós brindamos à vida, dia após dia... Assim somos nós...

Tudo tem sua hora... Gostaria de saber do que temos medo... Deveria entender melhor do que ninguém... Eu gosto de você e você sabe disso. Diferente de outros homens que não respondem as minhas "provocações" , você me encara, pergunta na cara.... e ainda sim temos medo...
Do que temos tanto medo?????

Não é só rosa,
meu mundo cor-de-rosa.
Tinta carmim, sobre mim.
Azul estrelado, ao teu lado:
cor da sua pele...
Vermelho sangue, paixão
Alaranjado ao seu fogo.
Negro que me esconde,
e depois me descobre.
Em delicada claridade me revela:
amarela a luz da vela...
Em fusão de cores me faço em tela,
pra que me sinta tom sobre tom.

Pequenas coisas...

Detalhes mínimos,

Gestos inquietos que fazem a diferença.

Nos perdemos nos grandes fatos,

E pouco encontramos naquilo que não percebemos:

No pouco visto...no pouco ouvido...no pouco sentido.

Cada passo dado.....é um "rastro" que de nós fica.

E cada rastro que deixamos ,

É um mundo nosso que construímos...

Somos um "mapa":

E só quem tem os olhos da alma,

Consegue desvendá-lo....

Sei lá...
Me deu vontade de escrever uma carta.
Pegar papel,caneta,colocar sobre a mesa.
Fazer letra bonita,bem desenhada.
Pra que quando seus olhos corressem sobres as linhas,
Visse que dentro de mim ainda havia beleza.
Pra que quando você abrisse aquela carta
descobrisse que sou além de
letras criadas.
eu existo.
Escrevia com calma.
Dizendo sobre tudo que sentia.
Contei sobre aquilo que
frente a frente jamais conseguiria.
Na metade,parei.
Debrucei sobre a folha,que já se borrava.
Fiquei me perguntado:até quando?
Respirei por uns minutos,
entre goles engasgados de raiva.
Ao terminá-la,dobrei com cuidado.
Processo demorado de decisão.
Ia,ou não ia?
Decidi ir.
No verso do envelope,escrevi
PARA: um criminoso.
Pois quando lesse aquela carta,
talvez eu não estivesse ali.
Mas só aí então,entenderia
que além do meu coração,
havia roubado minha paz,
meus sonhos,
minha vida!
E eu não te dei esse direito.

Ah! se eu pudesse voltar atrás no tempo.

Cem anos não bastariam
Para traduzir em traços tudo o que vi,
Provar todos os sabores do mundo
Ou me arrepender por tudo o que não fiz

Cem anos não bastariam
Para recuperar o tempo perdido
Reclamar direitos roubados
Nos tornarmos heróis a transformar o mundo por completo

Cem anos não bastariam
Para sentir todas as frutas, todos os pecados...
Reviver todas as minhas primeiras vezes
Para que todas elas me soubessem por inteiro

Cem anos não bastariam
Para eu transformar sete notas em obras
Dar sete voltas ao mundo
Repintar o sete

Cem anos não bastariam
Para reencontrar aqueles que passaram
Reerguer o que canhões derrubaram
Tampouco reaver o sangue derramado

Não, jamais bastariam cem anos,
E ainda que cem anos bastassem, não os desejaria.
A mim só me resta e me basta esta vida.
E estou certo: “É com você que quero gastá-la!”.

Meu mundo é tão pequenininho, e só você pôde quebrar, esse meu coração de vidro, sempre ao lado de um punhal
Você me encontrou nos
Trechos de uma canção, que prometi nunca cantar, unindo as peças desse chão, que eu prometi não mais pisar
Você encontrou o amor em mim
Eu não o matei mas percebi
Que morria ao estar sem ele
Eu então morri
Eu morri, eu morri
E você veio pra me despertar outra vez

Prova da Apnéia...

Meia-noite, hora marcada.
Segunda prova de apnéia.
A primeira já foi positiva...
Os demais testes também.

A família espera ansiosa...
Os médicos, de prontidão.
Se positiva também: fim...
Doppler craniano afirmará:

Fim de sua "bela" história.
Morte que gerou crianças.
Sorriso restou na memória.

Mas não morre a esperança,
Que num dado dia veremos
Crianças correndo no jardim...

Abraço dos Filhos...

Cansado, exausto, só pó,
Após outro dia de labuta.
Até abrir a porta de casa
Torna-se difícil, uma luta.

Mas assim que adentro,
Na penumbra, pela sala,
Ouço as vozinhas: papai!
E sinto algo que avassala!

E envolto pelos bracinhos,
Finalmente suspiro, respiro.
Fecho olhos, abro sonhos.

E ouço até mesmo sininhos.
Viajo longe, até quase piro...
Doce abraço de meus filhos...

Apenas Palavras


O que são estas palavras
Rimadas e declamadas sem pensar?
Se eu as soubesse,
Enquanto minhas,
Saberia o que falar!

Idéias, letras ou entrelinhas,
Na cabeça, persistem em um bailar.
Fundem-se a realidade,
Invadem e explodem pelo ar.
Na alma, a legibilidade.

Como faço para as inventar?
Apenas recito se não as escrevo
Não existem segredos!
Também não sei, a bem da verdade!
São apenas frases ditadas a esmo.

Talvez da infância a ingenuidade
Montantes de outros enredos
Ou da mulher, a maturidade,
Procedentes de vários contextos
A diligenciar uma só verdade!

Anjo Amigo



Ansiedade no olhar!
Perscruto, sobrevoando o infinito,
Alguém a quem possa falar
Sobre um coração tão aflito.


Procuro respostas no ar
Um alguém que seja bendito
E para meus olhos, como no altar,
Compreenda todo o conflito.


O sonho expresso, quase a chorar,
Mas eis que surge, um anjo comigo,
Que ao me ouvir, põem-se a cantar,


E o sonho entoa, lindo e colorido,
Proclamando em poema, o dom de sonhar,
Na beleza da alma, do meu melhor amigo!

Saudades
Do tempo em que brincar era minha maior preocupação
Do tempo em que namorar era apenas um aperto de mão...
Saudades da vontade de correr na chuva e mi sentir como uma fada,
da roupa suja e da alma lavada,
De sonhar em ser adulta, sem trabalho sem disputa,só feliz em ir a luta,
Saudade dos amigos que ganhei e dos momentos que amei,
Alguns ainda tenho e alguns nunca esquecerei,
De todas as saudades,do tempo e a idade
as que mais sinto falta são das risadas de verdade, dos amores sem maldade,
e da pura ingenuidade!!