Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Quando você olha para um prédio, o que você vê ?
- Janelas
- Sacadas e etc...
Quando você olha para um carro, o que você vê?
- Portas
- Rodas
Vidros e etc...
Nisso você estará olhando o Óbvio, o que mantem o prédio de pé? o que faz o carro andar? aprenda a olhar o profundo de tudo, de todos os ângulos. Diante de um problema não olhe para apenas o Óbvio, não pense que não vai conseguir, mas se aprofunde nisso e veja que há um Deus cuidando de tudo.

Meu amor, você sabe que sempre poderá contar comigo para tudo, seja nos momentos mais difíceis ou nos melhores.
Por tudo o que você já fez por mim, cara
Eu sei que você merece muito mais que essas palavras
Mas vim aqui para lhe parabenizar por seu aniversário
Que é tão especial para você quanto para mim
E também para lhe desejar tudo o que você merece.
Obrigado por tudo, que Deus te ilumine, te guie, te guarde, para que você possa trilhar o melhor dos caminhos com um futuro próspero.
Desejo-lhe felicidades, paz, amor, carinho, dinheiro, tudo o que você merece por ser esta pessoa tão especial.

Parabéns 🎉🎉

Tudo que passamos valeu cada segundo
Mais selou nossa vez, como nada e infindo
O ar vai parecer mais triste em melancolia
Cômodos da casa desabitados, sobrando parafernália
O tempo não anda os ponteiros congelam
E meu coração entra em estado de letargo, as ideias oscilam
A benevolência toma conta de nossos olhos
Por que teria que acabar nesses momentos falhos?
Um dia a gente se amou
Agora outra época você me largou
Se encontramos como se nunca tivéssemos conhecidos
Reorientamos nossa visão para outros convalescidos
Você até sabe que terá fim, só não sabe quando
Aproveite entre o brilho inicial dos mirantes se adequando
Até o término da quebrada de magia do casal
Daí para a frente é com nossa recordação causal
O pior momento é remexer o coração, e esperar encontrá-la
Espero deveras obliterar a lembrança de acha-la.

Meus Medos
Hoje sonhei com o eu criança
Quando diante de um perigo, eu os enfrentava
Arriscava-me muito, me machucava muito
Mas no dia seguinte, arriscava novamente até conseguir meus objetivos
Mas meus medos, eu os enfrentava
“Lembro-me eu em cima de uma árvore, o qual o galho quebrou, agarrei um fino galho, gritava por ajuda, mas não havia ninguém, pensei, se me soltar posso até quebrar a perna ou morrer, então analisei tudo ao meu redor, quais as possibilidades que eu tinha, percebi que havia um galho forte uns quarenta centímetros para que eu o alcançasse com as pernas, e então enfrentei meu medo e me balancei, na terceira tentativa, alcancei e travei as pernas no galho e soltei as mãos, assim conseguindo descer da árvore.”
“Era só uma brincadeira de criança, escalar uma árvore”
Quando adultos, ficamos medrosos, não nos arriscamos tanto
Mas sempre me lembro da árvore e procuro enfrentar os meus medos
Mas esqueço-me o quanto eu arriscava, o quanto tentava até conseguir meus objetivos
Hoje, aquela criança corajosa me despertou
Vou arriscar mais, vou viver mais, vou enfrentar todos os meus medos
Vou reprogramar minha mente, vou ser o eu criança
Vou olhar todas as possibilidades e se me machucar hoje, amanhã tento de novo, até conseguir meus objetivos...
(Ricardo Cardoso)

O Menino a Mãe e o Radio
O menino que adorava ouvir rádio com sua mãe, era um radio de madeira com um passarinho e as letras ABC Voz de Ouro, era grande e demorava ligar e ficava em cima de um móvel na cozinha onde a mãe costumava passar horas ouvindo, o menino ficava ao lado de sua mãe observando ela cantar junto com o radio, o menino ficava vendo a mãe cozinhar, lavar roupas e limpar a casa, mas sempre ouvindo radio, ele adorava ver sua mãe cantar com seu olhar fraterno ensinando com muita paciência todos os deveres da casa, ele a acompanhava de mãos dadas em todos os lugares que costumavam ir e sempre ouvindo os conselhos e ensinamentos de comportamento e educação, assim o menino fora criado com sua mãe cantando com o radio, eram varias canções, várias novelas, um programa que tinha um burro (teimoso), uma vaquinha (malhada) e tinha uma voz que dizia É o Zé Bétio e batia em panelas dizendo acorda já são 06:00hs era quando o menino acordava para ir a escola, quando nas férias costumava passar na casa de uma tia e seus (10 primos (as)), sua tia também adorava ouvir radio, mas só de musicas caipira, o menino se divertia com uma Dupla de Japoneses Caipira que cantavam com sotaque muito engraçado, seus primos tinha radinho de pilha e costumavam dormir com ele na beirada da cama, o menino achava legal e queria ter um também, mas sabia que sua mãe não podia comprar, era um artigo de luxo e caro, mas o menino aproveitava o radio do primo quando ele não estava, durante o dia costumava brincar em campo de futebol do outro lado da rua e aos fundo do campo uma mata fechada onde junto com seus primos costumavam explorar, mas só até uma nascente de água onde se refrescavam, não iam muito adiante com medo de se perderem, brincavam de cipó nas árvores feitos tarzam, em uma de suas férias o menino não brincou na mata por medo de um acampamento Cigano que lá estavam, ele ficava por horas na janela do quarto da sua tia que dava pra ver melhor o acampamento, seus primos mais velhos lhe contou histórias sobre os Ciganos pegarem criancinhas, foi a primeira vez que o menino viu um acampamento e ficou com medo, mas era muito bom a convivência com seus primos e primas, a noite o menino era o último a pedir a benção de sua tia que também era sua madrinha, o menino deitava em um dos quartos e contava para si esperando sua vez da benção 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10 e então ele gritava benção madrinha e ficava esperando “Deus lhe Abençoe, era uma vida simples que o menino tinha, mas era muito feliz com tudo que tinha, com o amor de sua família e assim o menino se divertia, escutava radio e até decorava algumas musicas, como a que tocava todos os dias na radio (RONNIE VON - A PRAÇA), foram muitas canções, o menino queria escrever musicas ou até cantar tocando seu violão de plástico com poucas cordas, mas tinha mesmo era vontade de ter seu próprio radinho de pilha para embalar seu sono, apesar de ouvir todos os dias ao lado de sua mãe que cantava com o radio, ela tinha a voz bonita e um longo cabelo preto com tranças que o menino ajudava fazer, nesta época era comum ver os homens (Operários) com um radinho de pilha segurando contra a orelha e o menino observava as cores, modelos e tamanho, comparando com o grande radio de madeira de sua mãe, e como uma caixinha tão pequena podia tocar as mesmas musicas já que não tinha fio para ligar na tomada, eram muitas coisas que se passava na cabeça do menino que não conseguia entender e tudo era, “Como, porque”, no mundo de uma criança há inocência, curiosidade, querem ser muitas coisas, querem saber o que não entendem, não há maldades as que têm foram posta por adultos, assim o menino passava seus dias ao lado de sua mãe com um radio de madeira ABC, até que um dia sua mãe parou de cantar, o radio parou de tocar e o menino parou de ouvir “A Praça” e sem ter tido a oportunidade de ter o seu próprio radinho de pilha, mas o menino sabe que sua mãe ainda gostaria de se sentar ao seu lado e ouvir e cantar o seu velho radio de madeira, assim como o menino adoraria ouvir sua Mãe cantar:
“A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores, o mesmo jardim, tudo é igual, mas estou triste porque não tenho você perto de mim”...
(mas o menino sempre visita sua mãe).
(Ricardo Cardoso)

O Menino e a Menina da Escola
O menino aos três anos de idade fora para uma Escolinha (Pré Primário) era particular, pois naquela época o Governo só oferecia primário, ginásio e colegial, a Escola era improvisada na garagem da casa da Professora o qual lhe ensinou as primeiras letras, palavras o primeiro cartão que o menino escreveu para sua mãe, era uma folha com um girassol com pétalas de papel colada um a um formando uma linda flor amarela com os dizeres “Feliz dia das mães”, fora a primeira vez que o menino escreveu, ficou lá até aos seis anos de idade e aos sete anos entrou no primário e lá também tivera uma ótima Professora que lhe acompanhou até a quarta série contando histórias do bairro, do Rio Tietê o qual o pai dela costumava nadar e pescar, neste primeiro ano o menino conheceu uma menina, não era só uma menina, era uma Princesinha loira de olhos azuis, (Maria Aparecida) o menino então não sabia o que estava acontecendo, o porque ficava tão encabulado, com as mãos suadas e gaguejando diante aquela menina tão linda, a escola era muito boa, tinha Biblioteca, quadra, um pátio onde brincavam e comiam lanches que traziam de casa nas suas lancheiras o qual tinha uma garrafinha acoplada, alguns traziam leite o menino gostava de trazer suco de frutas, na entrada da Escola tinha a Tia do doce, o Tio do algodão doce e o Tio do sorvete de abacate, (Um sorvete de abacate feito em formas de gelo, muito desajeitado pra chupar), o menino ia de ônibus escolar do seu Zè bananeiro, era uma jardineira azul e branca e tinha uma alavanca pra fechar a porta, os bancos eram azuis escuro e tinha alguns vermelhos, o seu Zè bananeiro morava na rua acima da casa do menino, próximo a Chácara onde tinha um acampamento de Ciganos e um Casarão com porão, o seu Zé vendia banana com uma charrete e depois montou um depósito de bananas em sua casa, um de seus netos estudava na mesma escola que o menino, na esquina da casa do seu Zè tinha a Dona Maria que criava porcos, galinhas, patos, perus e codornas, tinha um fogão a lenha feito de barro, ela usava um lenço branco na cabeça e fumava cachimbo de barro, ( Um ano depois ela cuidou do menino e seu irmão para sua mãe trabalhar), o seu Zè era muito atencioso com todos e cuidadoso ao leva lós para a Escola, Escola que tinha uma fanfarra com alunos que costumavam desfilar na Festa de 1° de Maio que acontece no bairro, o menino então queria fazer parte na fanfarra, mas era muito novo e tinha que esperar mais alguns anos, assim ele se conformou brincando nas aulas de educação física e adorava quando era para apostar corridas em torno da Escola com seus amiguinhos e a menina dos olhos azuis o qual ele costumava comprar balas e pirulitos para ela, o menino sempre vaidoso, gostava de usar um anel de ouro que sua mãe mandou fazer com o nome dele gravado, também uma correntinha de ouro com um pingente de uma santinha e andava sempre perfumado, o uniforme da escola era camisa branca, calça ou bermuda azul marinhos e sapatos pretos, tinha que comprar o bolso da camisa que a escola vendia ( O nome da escola Octávio Mangabeira e tinha um desenho de um gorila tocando surdo)ai sua mãe costurava o bolso na camisa e as meninas camisa branca, saia azul marinho, meias brancas até o joelhos e sapatos pretos, o menino tinha uma mala preta de carregar na mão, uma estojo de madeira com a tampa verde e uma lancheira de plástico azul e branca que usou até a quarta série, também tinha os passeios, o qual o menino sentava ao lado da menina no ônibus de excursão, um destes passeios o menino pegou pela primeira vez na mão da sua princesinha de olhos azuis, foi em um passeio no Museu do Ipiranga o qual não reparou direito o que tinha lá, por ficar o tempo todo olhando para a menina, no ano seguinte o menino começou ir a pé para escola junto com seus amiguinhos que eram vizinhos de sua casa e todos os dias ele pegava duas rosas ou outras flores em uma casa que tinha um jardim na frente e uma cerca de arames baixinha, a dona da casa costuma sair e chamar atenção do menino e ele saia correndo, as flores era uma para sua professora (Silvia), a outra para a menina e assim o fez enquanto tinha flores no jardim do caminho da escola, até que um certo dia a mulher dona do jardim estava no portão com duas rosas na mão e disse é pra você menino, leve pra sua professora, o menino não sabia, mas a professora era sobrinha da mulher do jardim e assim ele passou a receber as flores por muitos meses para levar pra menina dos olhos azuis que era prima de um amiguinho que morava na rua de cima de sua casa, já na quarta série o menino considerava a menina como sua namoradinha e nos dias dos namorados pediu para sua mãe comprar um cartão o qual escreveu lindas palavras para a menina, mas ele estava triste pois seria o último ano dele naquela escola, iria mudar pra outra escola a uma quadra de sua casa, onde iria cursar a quinta série ginasial e sabia que a menina iria continuar na mesma escola, o menino aproveitou todos os instantes para segurar a mão de sua princesa e ao chegar no último dia de aula o qual a despedida foi uma festa na sala com tubaína, doces, bolos, salgadinhos e uma recordação dada para cada aluno da Professora Silvia e ao sair da escola o menino segura a mão da menina que estava indo para a casa de seu primo que era perto da sua, sem falar nada o menino andava ao lado de sua “Namoradinha”, uma fraca chuva caia e os dois de mãos dadas caminhavam sem pressa e aquele lindos cabelos loiros molhados a deixava mais linda, o menino sempre teve um olhar penetrante que a deixava encabulada, escolheram o caminho mais longo para ficar mais tempo juntos, já que era o último dia e ao chegar em seus destinos o menino olhou para ela, a segurou em seus ombros e a beijou, ela o abraçou e com lagrimas nos olhos disseram adeus, ficaram alguns segundos de mão dadas um de frente pro o outro, olhavam se com lagrimas, mas era hora de partir e então o menino partiu...
(Alguns anos depois se encontraram em uma festa)
E o resto da noite dançou pra valer
Se teus olhos me olharam fingiram não ver
No meu canto eu fiquei entre o riso e a dor
Lembrando do primeiro amor
Lá-rá-lá-lá-rá
(Trecho da Musica Primeiro Amor – José Augusto)
(Ricardo Cardoso)

O Menino e o Velho Cigano
Meados dos anos 70, o menino nas suas andanças pelos arredores de sua casa se depara com um acampamento Cigano (era a segunda vez que o menino se depara com um acampamento o primeiro fora na casa de sua tia), ele olhou com curiosidade, mas prosseguiu, no dia seguinte contou a um amiguinho e o assunto claro foi aquele que escutamos diariamente, ciganos roubam crianças, mas tinham o espirito aventureiro, gostavam de desafios e perigo, algumas vezes ao entrar na mata pegavam aquelas frutinhas silvestres e juntos contavam até três e comiam dizendo se morrer morrem juntos e sempre foi assim, portanto resolveram ir juntos até o acampamento que ficava duas quadras de suas casas, era uma antiga chácara com uma casa grande, com um porão o qual o menino acreditava que os escravos dormiam ali, na lateral havia uma granja e em frente um terreno que outra hora servia de campo de futebol e lá os Ciganos acamparam, o menino e seu amiguinho ficaram atrás de uma árvore observando os Ciganos, havia cavalos, carroças, mas também dois carros antigos e ao redor de uma fogueira mulheres com lindos vestidos coloridos faziam comida e ao fundo um velho de chapéu e barba branca batia em um balde cor de ouro e o menino ficou curioso em saber o que o velho fazia, escutou de sua mãe que ciganos gostavam de ouro, gostavam de dançar, tocar violino e violão, tentando não ser visto pelos homens que escovavam os cavalos e as crianças que ali estavam correndo, aos poucos o menino foi se descuidando até que o velho fez um sinal com as mãos para se aproximarem, com muito medo o menino e seu amiguinho correram enquanto aqueles homens e crianças os olhavam, chegando em suas casas nada falaram, mas o menino ficou pensando nas crianças correndo, nos cavalos lindos e no velho batendo o balde de ouro, o menino tomara uma decisão, no dia seguinte retornaria ao acampamento com seu amiguinho ou sozinho, assim o fez após o retorno da escola, o menino ficou atrás da árvore observando e novamente o velho estava batendo em um balde de ouro, as crianças estavam comendo milho e as mulheres estavam cuidando dos bebes de colo e não tinha cavalos presos às árvores, o menino estava sozinho, pois seu amiguinho não quis ir por medo de ser raptado pelos ciganos, o pequeno menino com o coração acelerado as mãos molhadas e com muito medo que transparecia em seus olhos, novamente o velho lhe acenara com a mão para que ele se aproximasse o menino que gosta de se aventurar, que gosta desafios, que gosta de ouvir histórias de pessoas velhas, como a que o Senhor Piscidone costumava contar, um senhor de noventa e poucos anos que viera da Bahia aos dezoito anos de idade trabalhar em uma fazenda com seu tio que aqui já estava instalado onde hoje situa o bairro em que o menino vive, filho do “Ventre livre”, mas aprisionado na fazenda na Bahia ao lados de seus pais escravos, ele falava sobre as trilhas de carroças hoje as principais vias do bairro, morrera aos cento e três anos de idade, o menino tomou coragem respirou fundo e foi na direção do velho Cigano de cabelos e barba branca com um chapéu preto desbotado, uma fogueira com um caldeirão que tinha um cheiro bom, as crianças sentadas no chão comendo milho e os olhares voltados para o menino daquelas lindas mulheres com seus lindos vestidos coloridos, como os desenhos que o menino costumava fazer, o velho Cigano pediu que o menino sentasse ao seu lado em um toco de madeira, perguntou ao menino se ele estava com medo dele, o menino chacoalhou a cabeça dizendo que não, mas com as pernas tremulas ouvia o velho, passado alguns minutos, já descontraído perguntou ao velho Cigano porque ele batia naquele balde de ouro, ele sorriu com seus dentes de ouro e disse que era um tacho de cobre, ele o fazia para vender, que os seus irmãos sairá a cavalo para vender e comprar mantimentos, o menino perguntou lhe se eles haviam pegos aquelas crianças, porque ouvira dizer que se as crianças que ficassem na rua seria pegas pelos ciganos ou o homem do saco, novamente o velho sorriu mostrando seus lindos dentes de ouro – menino olhe ao seu redor, não existem cercas, somos livres, as crianças são livres, não pegamos crianças, muitas são abandonadas em nossos acampamentos e cuidamos como nossos filhos, mas aqui são todos filhos e filhas dos nossos irmãos, o menino ficou por horas escutando e vendo as peças de cobre que o velho fazia, comeu milho assado bebeu chá de frutas conversou com os meninos de sua idade, mas não entendia o porque não iam a escola, porque não tinham casa de tijolos, não tinham televisão e nem brinquedos, o menino na sua inocência convidara aquelas crianças para ir a casa dele brincar, o velho então retrucou, venha aqui quando quiser mas eles não iram a sua casa, o menino abaixou a cabeça desolado sem entender o porque elas não podiam ir na casa dele, o velho lhe disse você é só uma criança quando crescer vai descobrir que não somos bem vindos e logo seremos expulsos deste local e assim foi a primeira e a última conversa com o velho cigano dos dentes de ouro, barba branca, cabelos brancos um chapéu preto desbotado que fazia tachos de cobre, pois alguns dias de castigo por ter saído de casa sem avisar (nesta aventura de ir no acampamento cigano), na primeira oportunidade o menino foi até a chácara e chegando lá se deparou com um terreno vazio sem carroças, sem cavalos, sem crianças, sem fogueira, sem mulheres bonitas com seus vestidos coloridos e seus lindos bebes só tinha o toco onde o velho cigano fazia seus tachos de ouro e assim o menino voltou para casa e em seus pensamentos queria ser cigano, cavalgar com um lindo cavalo preto livremente sem precisar ir a escola, andar por muitos lugares e viver em uma barraca ao lado do velho cigano fazendo tachos...
(O menino cresceu, não virou cigano, mas tem um espirito cigano, hoje admira e defende a cultura cigana)
(Ricardo Cardoso)

O Menino e o Jardineiro
O menino corria pelo quintal contemplando os pássaros, as borboletas, as flores do jardim e um pequeno lago com peixes dourados, em frente da sua casa tinha muitas árvores, pé de frutas silvestres o qual os passarinhos, abelhas e o menino desfrutavam, sua mãe costumava pagar alguém para capinar o quintal e o jardim o qual o menino adorava plantar cravos, margaridas, palmas e onze horas, ficava ansioso esperando dar onze horas para ver a flor abrir, no fundo do quintal também tinha cana de açúcar, um pé de ameixas e girassóis, o qual ficava se perguntando o porquê do girassol estar sempre olhando para o sol, aquilo tudo era sua floresta o qual brincava de índio e outras vezes de filmes de faroeste o qual costumava assistir, a mãe do menino contrata um homem baixinho, meio corcunda pelo peso da vida, com os olhos azulados pelo desgaste do tempo, a mãe ficou sabendo que se tratava de uma pessoa muito pobre, mas que fazia questão de trabalhar para se sustentar e assim o fez, o homem começou ao amanhecer, o menino estava na escola o qual adorava desenhar escutar as histórias do bairro em que vivem, seus professores eram todos moradores do bairro, assim que o menino chegou a casa, sua mãe preparou um prato de comida e uma jarra com água fresca pediu que o levasse para o jardineiro, ele aproveitou e sentou se no chão perto daquele homem com o rosto tão enrugado as mãos tremula, ele pegou o prato de comida, tirou o chapéu preto desbotado ou talvez fosse cinza, agradeceu e começou a comer, o menino então pergunta qual era o seu nome, ele com uma voz roca e pausando diz Picidone, o menino achou estranho e disse que nunca tinha conhecido ninguém com este nome e perguntou o porquê da sua mãe dar este nome, o jardineiro então com uma lagrima nos olhos respondeu que não sabia o porquê deste nome, o menino viu as lagrimas em seus olhos azulados pelo tempo, mas nada falou o menino então pergunta por que ele era corcunda e andava com aquela bengala feita de um galho de árvore, o menino na sua inocência não entendia que as pessoas envelhecem para ele as pessoas nasciam como ele (Criança) ou como o senhor Picidone, antes que ele respondesse, a mãe chama o menino e diz para ele deixar o jardineiro almoçar sossegado, o menino pergunta a mãe se ele mora perto, se era o homem corcunda do filme, ele é rico ou pobre, o menino não entendia o porque tinha pobres e ricos, na escola a Professora explicava que no mundo existiam pessoas ricas e pessoas pobres, o menino indagou a Professora porque não pegava o dinheiro de todo mundo e depois dividia igual para todos, assim ninguém seria pobre, esta indagação lhe custou um bilhete no caderno pedindo para sua mãe ir até a escola falar com a Professora (estava em plena Ditadura e a Professora queria saber onde o menino tirou aquela ideia), o menino então retornou para o quintal onde o senhor Picidone trabalhava, mostrou algumas plantas e flores que ele teria que tomar cuidado para não cortar, ficou mais um pouco por ali mexendo nas minhocas que saiam da terra misturada nos matos, o sol começa a se recolher o menino leva o senhor Picidone até o portão e diz até amanhã, ao entrar em casa começa a fazer perguntas a sua mãe e ela com toda paciência explica que o senhor Picidone era muito pobre, um homem da roça muito sofrido e que precisava trabalhar para poder comer e ter um lugar para dormir, o menino não entendia o porque, o porque ele era pobre, o porque ele era corcunda, o porque ele andava com uma bengala, o porque ele tinha a pele escura, o menino fora criado respeitando todas as pessoas, raças, religiões sem se importar com a cor da pele e se era rico ou pobre e assim ele foi dormir cheio de duvidas e inconformado porque a vida era assim tão desigual, no dia seguinte na escola ele contou para os amiguinhos sobre o jardineiro Picidone, que ele era igual o homem do filme (corcunda de notre dame), o menino era muito atento, se preocupava com as injustiças da vida, assim que chegou em casa correu para o fundo do quintal para ver o jardineiro, novamente ao se sentar para almoçar o menino começa a perguntar e o senhor Picidone lhe conta que nasceu na Bahia e seus pais eram escravos em uma fazenda, ele nasceu na lei do Ventre Livre, mas teve que esperar completar dezoito anos para vir trabalhar com seu tio que já estava aqui trabalhando na fazenda, ele dizia que tudo ali era uma grande fazenda que com o passar dos anos foi transformada em chácaras e depois em lotes e que ali as margens do córrego onde o menino morava era uma plantação de algodão feita por arrendatários, uma família de japoneses que plantou bambus nas margens esquerda do córrego, onde o menino costumava brincar se pendurando nos bambus e envergando o até a outra margem do córrego, contou lhe também que todas as ruas eram de terra e só existia uma trilha de carroças, sobre a primeira construção de dois andares ( a casa do português Sr. Antônio), a construção da linha do trem, a construção da principal Avenida que cortou o bairro no meio, a primeira igreja e assim muitas coisas que serviram para o menino tanto na escola como em sua vida, e assim foi por uma semana as conversas com o jardineiro, mas não só um jardineiro, o Senhor Picidone, um homem que não sabia ler e escrever, más que tinha uma grande sabedoria e que dera grande contribuição na formação do menino e daquele dia em diante passou a ver com frequência aquele homem franzino, curvado pelo tempo, olhos azulados pelo desgaste da vida com seu terninho e chapéu desbotados e sua bengala feita de um galho de árvore, foi doloroso pro menino quando o Senhor Picidone aos cento e três anos de idade partiu deste mundo, então o menino chorou, mas nunca esqueceu as histórias daquele jardineiro com o nome de Picidone...
(Ricardo Cardoso)

Te ofereci um chocolate
Mas ele derreteu
Passou do ponto
Foi paráfrase
Do sonho que foi meu

Até te deixei pegar
Estava a sua disposição
Mas o erro foi que ele derreteu
Enquanto eu era só uma opção

Ele era prioridade
Sempre tratei assim
Coloquei na geladeira
Cuidei dele até o fim

Mas depois veio o calor
Tudo foram escolhas
A sua desfez o cuidado
Desligou o congelador

No fim escolhas são essenciais
São elas que regem a vida
Mas tome muito cuidado
Escolhas, são escolhas querida

O Amor... num olhar

Muito além de um simples olhar
... a sedução de
um olhar observador
cheio de significados que diz tudo
sem pronunciar nenhuma palavra.

A carícia de enigmáticos olhos,
num toque físico, como se, pessoalmente,
explorasse cada detalhe íntimo do corpo.

Estático, no entanto, um toque sentido
corações acelerados
chama ardente
desejo latente
que sai de dentro da gente.

Um olhar perspicaz
que nota qualquer movimento
que provoca sensações
dominado por olhos semicerrados e
com a sombra de um sorriso
no canto da boca.

Muito além, que apenas ver
... na retina dos olhos
é possível pintar um quadro
e enxergar claramente como se
estivesse olhando para o futuro
e vendo o amor escrito no brilho intenso de um olhar.

És tu

Tu és inspiração
no meu pensar que me distrai e
o caminho que me leva para perto de ti.

Tu és meu sonho
que me fala enquanto durmo,
és o amor que me desperta
e faz pulsar meu coração.

Tu és um silêncio
que me encanta
acalma e acaricia a minha alma,
és poesia em flor e alegria
que perfuma e faz meu semblante sorrir.

Tu és uma canção para qual o meu coração bate,
és como um arco-íris que dá luz e cor a minha vida.

És tu, pura magia
que me toca e me fascina,
que vibra e encanta todo meu ser.

Refúgio...

O sol já estava se pondo, quando resolvi andar pela praia.
... andando, perambulando, vagueio desenhando caminhos na areia.

O mar sempre me deixa fascinada!

Parada na beira da água, as ondas fracas batendo nos tornozelos, fez-me sentir tranquila, livre e à vontade.
A brisa fresca acariciou a pele,
o murmúrio das ondas convidou-me para um mergulho no mar quase no mesmo momento em que o sol se pôs.
Por algum tempo o céu se transformou numa imensa tela rubra e dourada, enquanto, a sensação de harmonia com o Universo acolheu-me.
Logo,
a lua surgiu, era hora de voltar
... caminhando pela areia morna
estava apenas à metros de distância para chegar em casa.
Sentada à sala
senti-me inquieta percebendo-me observada;
voltei meu olhar para a janela com pensamentos longe,
regressei na calmaria do mar dormente e por longas horas mergulhei em teus oceanos.
Há estrelas e sonhos em toda parte que nos persegue e nos une com insistência.
Abre-se as portas de nossos anseios e encontramo-nos libertos de toda tempestade,
desfez-se o tempo e a distância entre nós.
Agora;
sê em mim e eu serei em ti
cúmplices de nossos refúgios, onde juntos, poderemos ser tudo.

O tempo...
Ahh, o tempo... Esse que é uma das únicas coisas imutáveis da vida precisa ser tratado com carinho, com zelo, com o cuidado necessário.
Quando não se percebe a importância do tempo, quando não se vê que cada segundo que passa não volta mais, a gente acaba tratando a vida de "qualquer jeito".
A gente acaba se preocupando demais que o que não tem importância nenhuma (ou ao menos não deveria), com coisas banais e que em nada contribuem positivamente com nossas vidas.
As vezes, desperdiçamos um tempo precioso nos preocupando com problemas que não São nossos, quando deveríamos estar focados na solução das nossas próprias adversidades. Gastamos muito tempo imaginando possibilidades para tantas coisas e, simplesmente, deixamos de compreender que o ideal é viver cada dia com a intensidade necessária para não nos arrependermos de ter deixado o tempo passar sem tê-lo aproveitado, sem tê-lo valorizado.
Faça uma pequena reflexão e tente verificar em que você tem "gastado" seus dias, em quê tem dedicado essa preciosidade chamada TEMPO. O seu tempo é algo que precisa ser investido e não gasto!
Foque em coisas que vão proporcionar (a você e a outros)boas energias, paz e realizações, o contrário, é apenas perda de tempo

Destino é para os fracos, é para os covardes! Pare de viver a vida como se você não estivesse no controle, faça as coisas acontecerem.
A outra opção é continuar com essa crença limitante e ser mais um inútil no mundo que vive por viver.
O destino existe sim, mas quem o cria, é você mesmo.

Quer ter um futuro surpreendente? Comece fazendo com que o dia de hoje seja extraordinário. Faça as melhores escolhas que puder, dê o seu melhor sorriso, empenhe-se com muita garra, entregue-se ao seu sonho de maneira que a realização dele seja apenas uma questão tempo. No fim das contas, é a soma da sua dedicação diária que faz com que os resultados almejados se tornem realidade.
E, lembre-se, "os outros" podem até desejar que você tenha um bom dia, uma boa semana, uma boa vida, mas SOMENTE VOCÊ é capaz de fazer com que a realização de todas as coisas cheguem até você.
De minha parte, te desejo um excelente dia, agora, vai lá e faça acontecer!

"As pessoas estão cansadas de tanto se encontrar e os mesmos diálogos já dão a entender o clichê.
Querer encontrar alguém você consegue,isto é fácil.
Porém querer amar alguém se torna difícil pois não se tem a mesma base da conquista e ao primeiro beijo o corpo já pede o clichê.
Insistir na conquista é essêncial mas as pessoas estão cansadas de tanto tentar."

Feliz daquele que amanhece carregando um cesto de flores estampado no rosto, colhendo sorrisos por onde passa, recebendo como troca carinho o perfume das mesmas... Feliz daquele que amanhece com uma oração no pensamento e age com o coração que DEUS vê! No entanto..... Doe, para receber... Sorria, ao invés de chorar... Abençoe, para não ferir... e com certeza, você será Feliz!
Que o nosso dia seja abençoado por Deus com PAZ e ALEGRIA!

O Tempo da Vida não é o nosso tempo...
Então...acolha com Alegria todas as bênçãos de mais um tempo que Deus te concede neste novo dia...
Se entregue a Ele com confiança e gratidão, e aproveite para "crescer" um pouco mais, vivendo com mais Amor, Paz e Esperança... Ilumine-se e Viva este "tempo" que é "presente" da Vida! Que é presente de DEUS!

Encontrei alguém que me ensinou a sonhar novamente. Alguém que limpou as minhas lágrimas, me apoiou nos meus objetivos de vida, elevou o meu espírito quando eu me senti para baixo, segurou a minha mão quando eu pensei que ninguém me amava, alguém que foi a minha força para superar as minhas fraquezas e medos. Alguém que me provou que eu não estava sozinho.
Encontrei alguém que me ensinou como se apaixonar novamente. Alguém que revigorou as borboletas no estômago. Alguém que preencheu o meu mundo e me fez apreciar as pequenas coisas da vida. Alguém que aceitou as minhas falhas, os meus atos infantis. Alguém que me pacificou até eu ficar bem. Alguém que me fez feliz e contente. Alguém que me deu um sorriso para usar durante toda a minha vida. Alguém que cumpriu com as promessas. Alguém tornou as minhas manhãs ainda mais leves e as minhas noites muito melhores.
Encontrei alguém que queria estar comigo e que nunca soltou a minha mão. Alguém que estava disposto a lutar por mim até ao fim, que estava disposto a estar comigo em tempos fáceis e difíceis, bons e maus. Alguém que era a minha luz até na noite mais escura. Alguém que oferecia os ombros para minhas lágrimas. Alguém que abraçou apertado quando eu estive com medo e que foi minha paz. Alguém que me protegeu, que cuidou de mim.
Encontrei alguém a quem eu podia chamar de melhor amigo. Alguém que sabia manter os meus segredos bem guardados e cuidados. Alguém com quem eu podia conversar sobre qualquer coisa, alguém que podia ficar comigo até à noite acabar, falando sobre coisas aleatórias da vida. Alguém capaz de fazer o meu coração bater mais rápido com o olhar e o sorriso. Alguém que podia me fazer sentir ainda mais essencial e importante. Alguém que mandava mensagens de texto longas e doces, mas sempre imprevisíveis.
E o mais importante, encontrei alguém com quem eu me consegui ver vivendo e compartilhando o resto dos meus dias, alguém com quem eu podia me sentir em segurança, alguém que eu sabia que estaria ali sempre quando eu mais precisar.
Eu encontrei alguém que era dono do maior amor do mundo.
Então, eu encontrei a definição de saudades.

BOM DIA – 22/08/2017 – MUDANDO O CENÁRIO DO DIA
Bom dia! Das ventanias retiremos os sopros suaves de brisa leve, dos temporais aparemos as gotas de chuva miudinha... hoje vamos colorir pensamentos cinzentos com matizes de arco-íris imaginários... vamos vestir nossas palavras de poesia, e num passe de mágica, trocar falas, mudar os cenários.... Transformar este dia em um belo dia para se viver!