Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

O tempo
Aquele com quem brigamos por ir rápido demais e qdo olhamos, a flor desabrochou, a colheita foi feita, os filhos cresceram, os netos vieram, o tempo.
Aquele que não passa em meio a dificuldade, qdo o coração foi partido, ou aquele alguém querido q se foi sem vc ao menos poder dizer adeus, haa o tempo.
Aquele amigo, as vezes vilão, mas que no fim trás sempre as respostas, amadurecimento, conhecimento este é o tempo.

Menina fantástica
Sua beleza vai além de um corpo perfeito
Seu sorriso é a alma fantástica da mulher que se tornou
Bela e amável
Sincera e perfeita
Mesmo que a perfeição não exista, você talvez seja o caminho próximo a ela
Te admiro pelo que se tornou, pois nos versos mais fodas, você ainda continua foda

Se sou fogo, não me controle
Deixe-me queimar
Mas perdoe se te machucar

Se sou ondas, não fuja
Venha mergulhar
Mas perdoe se eu te afogar

Se sou inverno, não se esconda
Saiba me esquentar
Mas perdoe se em um ataque de frieza
Eu te deixar

Se sou amor, não sinta medo
Pois desse sentimento
Não vai ter o que perdoar

Eu nem sei por que ainda gosto de você
Sinceramente?
Nem sei por que ainda existo
E eu não queria existir
Parece que tô aqui só pra sofrer
E não quero mais isso
Então vou desistir
De você
De nós
Só não vou desistir de ser feliz
Porque sei que vou
E se você não quiser estar comigo
Tudo bem, não me importo
Só não consigo ser feliz sem Deus
Mas sem você? Eu posso tudo.

Entreguei a você o meu corpo,
minha loucura, o céu, as estrelas,
sentimentos de forma pura

Entreguei minha alma
e cessei a procura desta pessoa,
minha especial criatura.

Mas efêmera e delicada
é a felicidade e vivemos
à mercê da maldade

quando acabam com um amor
por falsidade, escondendo-se
atrás da capa da amizade

Eu sempre preferi a companhia das pessoas mais velhas, desde pequena...
Quando criança, muitas vezes deixava de brincar pra ficar no meio dos adultos, escutando os casos, histórias engraçadas (ou não), entre outros papos que aguçavam a minha curiosidade e também minha ânsia em tornar-me adulta.
O mundo adulto, para mim, era encantador... Eu admirava os mais velhos, me divertia e aprendia com eles.
Meus pais e tios costumavam se reunir aos finais de semana para jogar buraco. Não tinha diversão melhor para mim! Ficava sentadinha na mesa só observando (e aprendendo) o jogo. Algumas vezes dava palpites e amava quando chegava o meu momento de jogar (já um pouco mais crescida, claro). Na maioria das vezes, como eles varavam noites jogando, eu pegava no sono debruçada na mesa e geralmente acordava com os arranca-rabos dos parceiros discutindo as jogadas. Até disso eu gostava! Só ia pra cama quando o cansaço realmente me vencia, depois de uma longa briga com o sono.
Na época eu não sabia, mas na verdade o que eu gostava mesmo era da sabedoria dos mais velhos. E sou assim até hoje! Não é porque já sou adulta que eu ainda não tenha o que aprender e admirar...
Não que eu não goste de pessoas da minha idade ou mais jovens. Na verdade, tem jovens que possuem mais maturidade e conteúdo do que muitos adultos. No entanto eu tenho muita facilidade em me relacionar com os mais velhos, justamente porque cresci assim, fugindo das relações rasas e pessoas fúteis.
Sempre fui uma boa ouvinte e, nesse mundo cheio de faladores e "donos da verdade", as pessoas andam necessitando disso, querendo alguém que simplesmente as escutem, atenta e carinhosamente.
O Facebook se tornou um divã, onde as pessoas se derramam publicamente, por conta dessa falta de aproximação e vínculos. É louco, mas a rede social resgata e aproxima, mas também afasta e afrouxa relações.
Eu, como uma boa libriana (e nostálgica) que sou, sinto falta das amizades e relações da moda antiga. E daí bate aquela vontade de voltar no tempo e ser criança novamente, ser a criança que fui, que achava o máximo os adultos com banquinhos nas calçadas, papeando depois de um dia exaustivo.
É impressionante que, com toda a tecnologia de hoje, inúmeras formas de comunicação, as pessoas estão cada vez mais solitárias... Pior ainda, quando finalmente se encontram, ficam sem assunto, ou desconfiadas de se abrirem francamente umas com as outras (???), ou impacientes e intolerantes em ouvir opiniões e experiências divergentes...
Estamos nos acostumando com telas e esquecendo dos rostos. Aprendemos a nos expressar com emojis e nos desacostumamos a identificar as reações dos semblantes.
Não temos mais tempo de qualidade uns para os outros, e graças a isso, as clínicas terapêuticas estão cada vez mais lotadas.
E o telefone? Virou um meio de comunicação arcaico, enfeite na estante. Quando toca, (como aconteceu agora enquanto escrevia), geralmente é engano ou propaganda de produtos que certamente não nos interessa.
Que azar, ter me tornado adulta nessa época em que os adultos "não sabem" mais como se relacionar sem um smartphone ou computador...

Doar sangue...

Dói muito mais pra quem recebe do que pra quem doa.

Pra quem doa: é rápido, ganha lanchinho, recebe um check-up gratuito e ainda pega atestado para "ganhar o dia".

Pra quem recebe: é demorado, se estiver em hospital particular fica caro e se estiver em hospital público - com sorte - talvez não pegue um atestado de óbito.

Portanto, agradeça por não ser você o necessitado.

Doe e seja feliz!

(Campanha de doação de sangue)

De vez enquanto
O tempo passa voando
De vez enquanto
Um minuto parece um ano
De vez enquanto
Sobre a vida reclamo
De vez enquanto
Com a vida me encanto
De vez enquanto
Fico mal por me sentir só
De vez enquanto
Fico feliz por tantas pessoas
Sempre ao meu redor
De vez enquanto
Do amor quero distância
De vez enquanto
Me sinto amado e tudo amo
De vez enquanto
Vejo felicidades em todo canto
De vez enquanto
Fico triste e nem levanto
De vez enquanto
Sou eu mesmo
De vez enquanto
Com várias personalidades
Acabo me perdendo
De vez enquanto
Penso em um futuro feliz
De vez enquanto
Penso que o fim
Não está tão distante
De vez enquanto
Meus sentimentos viram versos
De vez enquanto
Verso nenhum mostra meus pensamentos
E nesse conflito, quem sou é incerto.

BOA TARDE – 09/08/2017 – SABEDORIA DAS BORBOLETAS
Boa tarde! Vamos nas asas do pensamento buscar porções de alegria, e se perder por caminhos onde se plantam ternura e fantasia.... Lá onde as borboletas ensinam que o segredo para ser livre é esperar...E saberemos dizer sim às borboletas que souberam esperar o momento certo de se transformar de uma feia lagarta em uma das mais belas criaturas!

Deixem de julgar as coisas conforme errôneos parâmetros; afirmando que os outros têm coração duro e falta de amor simplesmente porque, perdoando uma situação, decidiram não mais conviver com as pessoas causadoras de uma dor...
A gente sabe que perdoou quando a lembrança não causa mais incômodo nem raiva. Porém, não tendo amnésia, sabemos bem quem nos virou as costas em nossas dificuldades. E pior, nos feriu gratuitamente, escolhendo o lado mais conveniente, provando que estar ao nosso lado não vale a pena.
Qual a dificuldade em compreender que perdão não implica em convivência?
Algumas situações valem a pena tentar reparar, mas outras não e ponto.
Certas relações são mais sadias à distância...

Atreveu-se a arriscar,
Sobre o desejo incessante
Foi de mais um a amante
Frente ao reflexo de amar.

Foi de passinho em passinho,
Mas foi gravando o caminho
Quem sai no mundo sozinho
Tem que aprender a voltar.

Fez do amor o seu ninho.
Pouso de um passarinho
Voando devagarinho,
Do seu jeitinho alcançou.

Teceu na prosa e no verso
Juras de um ato confesso,
Bendigo os sonhos expressos
Nos versos que o vento levou.

Jimmy C.

Jimmy quando nasceu já tinha seus problemas, sofreu sua primeira cirurgia logo quando era bebe; Cirurgia para terminar seu céu da boca que nasceu pela metade, 3 anos depois retirou as amigdalas e sua campainha, fez cirurgia de hérnia, entre outras cirurgias bobas como retiradas de 8 dentes para a melhor adequação do aparelho que o deixou com o sorriso bonito.
Jimmy já quebrou o braço e um dedo jogando futebol e até atropelado por uma moto sendo arremessado por 15 metros mas ficou bem, com luxação no fêmur e muitos ralados, fraturas normais de uma criança normal assim como tirar a tampa do dedão no asfalto; quando tinha 13 anos já tinha seus problemas psicológicos e pensamentos muito diferente para sua idade.
Com 11 teve surtos de TOC, pois ele não aguentava ouvir vozes falando na cabeça dele dizendo o que fazer 24 horas por dia, como era muito novo isso o assustava, chorava e incomodava seus pais, nessa idade já tinha dúvida sobre a existência de Deus, mas sempre foi uma criança normal ganhando diversos prêmios como Olimpíadas Brasileira de Astronomia e recebendo Elogios por redações do secretário da educação de sua cidade, ele nunca foi nerd pelo contrário conversava muito, conhecia bastante pessoas e nunca sofreu bullying, nem no ensino fundamental nem no ensino médio.
Quanto mais velho ele ficava mais a mente dele ficava confusa, quando estava no ensino médio já estava cansado e começou a ter muitos traços de depressão, mas não deixava ninguém perceber isso por ser um dos caras mais alegres da sala junto com o seu grupo de 5 ou 6 amigos que quase eram uma família.
Direto ele se sentia sozinho, mesmo com várias pessoas em volta, até pensava ser inútil as vezes, a família dele o amava e fazia de tudo por ele. Ele ficava com algumas meninas, mas todas as que ele gostava de verdade nunca o deram bola, isso o machucava demais; todas as meninas que o “coração” dele escolhia não o retribuía, ele era um ótimo cara mas tinha péssimo gosto.
Ele já foi numa psicóloga pelos seus traços de TOC quando tinha 15 anos, ela preferiu não passar medicamentos pois ele era muito novo para isso, como as consultas eram em outra cidade e meus pais me levavam toda semana gastando com pedágios e combustível eu achei melhor mentir para a medica dizendo que já estava melhor e assim parei de ir; com o tempo os traços de TOC aumentaram e também começou com traços de TDAH e ansiedade
Quando chegou aos 18 anos ele já estava completamente confuso psicologicamente. Entrou numa universidade federal, inicialmente o deixando muito feliz, mas com o tempo percebeu que estava dando gastos para seus pais e isso te deixava mal novamente, com tudo se acumulando e a cada dia que passava uma “pancada” o deixava mais deprimido, as pessoas diziam “você está mais legal que o normal”, mas ele apenas estava triste.
Pensava diariamente diversas vezes em suicídio e como cometer isso, pesquisava tudo sobre, pensava oque deixar para sua despedida e o que fazer para não ter um velório perturbador. Queria ir mas deixar tudo em “bom” estado.
Quando tinha 17 tentou se enforcar com um cadarço de tênis não tendo êxito pois o cadarço se soltou, agora com 18 está prestes a tentar novamente, mas bem mais planejado, e está digitando essas linhas para conseguir esvaziar sua mente, e assim tentar deixar um pouco em ordem essa baderna mental.

Sim, eu sou o Jimmy C.

O jovem olha a sua volta, tanta destruição, tanto sofrimento, ele olha para si e depois volta os olhos para o céu, pergunta – Deus, por que isso? O que devo fazer agora? Foram longos sete segundos até que o sol forte fizesse com que seus olhos ardessem, ele baixa a cabeça e logo em seguida avista uma longa estrada a sua frente, percebe que apesar de tanta destruição por perto, a estrada é calma e parece tomar direção a um lugar tranquilo, diferente do que há a sua volta, o jovem, apesar de assustado e triste, é motivado por uma esperança de mudança, algo que até então não havia sentido.
Agora o garoto está caminhando ao longo da estrada, na bagagem tem todas as experiências já vividas até aquele momento, no passado deixou toda destruição e sofrimento que o rodeava, no futuro... felicidade e paz.

Nossa amizade é assim, como o vento frio do inverno, tem época que está forte, em outras aparece mais fraquinho, trazendo só lembranças da estação gostosa, e por mais que outras três estações passem, esse vento leve passa por elas para manter a pureza e o equilíbrio da natureza e quando o inverno novamente volta, o vento fica cada vez mais forte, se renovando a cada três estações. Por mais que novas amizades surjam, outros rumos tomemos, sempre que nos encontramos é aquele abraço que daremos, porque verdadeiras amizades vão muito além do que presença física, e é nesse vento leve que mando em minhas orações o teu nome. Nesse mesmo vento te mando mil beijos e mil abraços para que nunca se sinta só ou com frio.
Te adoro😊❣

Comunidades on-line em geral são lugares para especialistas, e é exatamente por isso que você quer entrar lá. Você não quer sujar aquele jardim com o seu nível atual, mas quer elevar o seu nível para ser digno daquele jardim. Um dia talvez seu valor seja alto e você queira um jardim melhor e não há nada de errado aí.
Simplesmente é errado você despejar o lixo que está no seu cérebro naquele jardim porque você não é capaz de correr atrás de algo por si só.

O Jardineiro e a Orquídea Rosa.

Vagava entre os jardins, regando algumas flores, observando a paisagem e sentindo o vento, algumas flores ainda brotando cheias de energia para descobrir o mundo, outras já mudadas, passando por vários invernos, suas aparências tristes, porém, aguardavam mais um verão em que pudessem erguesse novamente. O jardineiro passa, observando, regando algumas, sentindo aromas, e uma pergunta que o perseguia - qual é meu propósito? E ele se questionava - Tantas flores no jardim, o que devo fazer? Regar todas, cuidar de algumas?.

Em um novo dia de passagem pelo jardim, o vento sussurrou em seu ouvido, e o conduziu para uma parte do jardim que até então não conhecia, passava por lá todos os dias, mas nunca se atentou para aquele canto. Lá havia uma pedra, mas não era uma pedra natural do jardim, era uma perda que alguém havia deixado propositadamente, ao levantar aquela pedra encontrou uma flor, ela estava ali em baixo, amassada, sem cor e sem forças para levantar a pedra e ver o brilho do sol, o lindo jardim ao qual fazia parte.

Por algum motivo o vento sussurrou, o conduziu, e ele estava ali, diante daquela flor precisando de cuidados. E ele cuidou.

O jardineiro adubou, regou, e em meio a mudança e crescimento da flor, pôde começar a sentir seu aroma e desfrutar de sua beleza. Ele se apaixonou, era uma flor diferente de tantas outras do jardim, e passou a dedicar seus cuidados a ela, servindo de estrutura enquanto estava frágil, em dias chuvosos ele se molhava para protegê-la e dar mais conforto, e na ânsia de ver aquela flor bem, ofereceu tudo que estava a seu alcance. A flor mudou, as folhas que estavam quebradas foram cicatrizando, suas sépalas e pétalas mudando e ganhando cor, e o jardim ficou mais belo pois ela se mostrou ser uma linda orquídea rosa, feminina, forte, confiante de si.

Proporcionalmente a seu crescimento, suas raízes ficaram sólidas, ela pôde sentir novamente o brilho do sol, ver a paisagem, sorrir e se sentir flor. Agora com raízes sólidas, suas pétalas belas e de cor viva, sua estrutura firme, passou a suportar sozinha as adversidades das estações, os perigos que a cercava, e soube se proteger. Passou a depender menos dos cuidados do jardineiro, e decidiu ficar só.

A orquídea está lá no jardim, abrilhantando a paisagem, exalando seu perfume, mostrando sua beleza... talvez esteja esquecendo de sua essência, e o motivo que a fez se tornar o que se tornou.

Sem flor não há jardineiro, e sem jardineiro não há flor.

De que são feitos os dias?

De que são feitos os dias?
- De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.

Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
inatuais esperanças.

De loucuras, de crimes,
de pecados, de glórias
- do medo que encadeia
todas essas mudanças.

Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
em duros desenlaces
e em sinistras alianças...

EU ME RENDO A TI

Deus, eu ouvir dizer que tu ampara os desprezados, que cura os angustiados... Por isso reuni as minhas últimas forças e vim. Aceita? É um coração em pedaços. Desculpa, isso é tudo o que tenho para te oferecer. Mas se quiseres, podes me refazer e me acolher naqueles braços que se abriram para o mundo. Tu estava lá suportando tudo, pois podia olhar para o futuro e contemplar o meu presente estado, sabia que um dia eu iria precisar da tua ajuda. Senhor, cá estou, me olha agora. Sei que não sou nada que desperte desejo, mas tu vês em mim algum proveito? Deus, eu preciso de ânimo para continuar e nem sei qual rumo tomar. Mostra-me o caminho, dê sentido a minha vida, eu preciso ser alguém. O que queres que eu seja? Tens algum plano para a minha vida? Não me deixe a mercê de mim mesmo, já provei que não sei me cuidar, não existe salvação noutro lugar. Acredito que não estou aqui por acaso, porque estive tão longe a ponto de não ter capacidade para te buscar. Alguém me disse que, na verdade, foste Tu que me atraíste; então dá-me o teu perdão. Em nome do teu filho Jesus Cristo, eu imploro que me aceite. Eu me rendo a ti.

— Jucelya McAllister

TEXTO PARA APRECIAÇÃO DOS AMIGOS "AMADURECIDOS” PELO TEMPO.
(autor desconhecido)


O QUE A MEMÓRIA AMA, FICA ETERNO.

"Quando eu era pequeno, não entendia o choro solto de minha mãe ao assistir a um filme, ouvir uma música ou ler um livro.

O que eu não sabia é que minha mãe não chorava pelas coisas visíveis.
Ela chorava pela eternidade que vivia dentro dela e que eu, na minha meninice, era incapaz de compreender.

O tempo passou e hoje me emociono diante das mesmas coisas, tocada por pequenos milagres do cotidiano.

É que a memória é contrária ao tempo.
Nós temos pressa, mas é preciso aprender que a memória obedece ao próprio compasso e traz de volta o que realmente importou, eternizando momentos.

Crianças têm o tempo a seu favor e a memória muito recente. Para elas, um filme é só uma animação; uma música, só uma melodia. Ignoram o quanto a infância é impregnada de eternidade.

Diante do tempo envelhecemos, nossos filhos crescem, muita gente se despede.
Porém, para a memória ainda somos jovens, atletas, amantes insaciáveis.
Nossos filhos são nossas crianças, os amigos estão perto, nossos pais ainda são nossos heróis.

A frase do título é de Adélia Prado: “O que a memória ama, fica eterno”.
Quanto mais vivemos, mais eternidades criamos dentro da gente.

Quando nos damos conta, nossos baús secretos_ porque a memória é dada a segredos _ estão recheados daquilo que amamos, do que deixou saudade, do que doeu além da conta, do que permaneceu além do tempo.

Um dia você liga o rádio do carro e toca uma música qualquer, ninguém nota, mas aquela música já fez parte de você _ foi a trilha sonora de um amor, embalou os sonhos de uma época ou selou uma amizade verdadeira _ e mesmo que os anos tenham se passado, alguma parte de você se perde no tempo e lembra alguém, um momento ou uma história.

Ao reencontrar Amigos da juventude, do Colégio ,nos esquecemos que somos adultos e voltamos a nos comportar como meninos cheios de inocência, amor e coragem.

Do mesmo modo, perto de nossos pais, seremos sempre “As Crianças”, não importa se já temos 30, 40 ou 50 anos.
Para eles, a lembrança da casa cheia, das brigas entre irmãos, das histórias contadas ao cair da noite… serão sempre recentes, pois têm vocação de eternidade.

Por isso é tão difícil despedir-se de um Amor ou alguém especial que por algum motivo deixou de fazer parte de nossas vidas.

Dizem que o tempo cura tudo, mas talvez ele só tire a dor do centro das atenções. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na ferida.
Mas aquilo que amamos tem disposição para emergir das profundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando.

Somos a soma de nossos afetos, e aquilo que nos tocou pode ser facilmente reativado por novos gatilhos _ uma canção cala nossos sentidos; um cheiro nos paralisa lembrando alguém; um sabor nos remete à infância.

Assim também permanecemos memórias vivas na vida de nossos filhos, cônjuges, ex amores, amigos, irmãos.
E mesmo que o tempo nos leve daqui, seremos eternamente lembrados por aqueles que um dia nos amaram."

Eu te odeio, eu te amo

Eu odeio o jeito que você fala e o modo que me deixa sem fala.
Odeio quando você fica com raiva, quando ficamos sem nos falar, e odeio mais ainda todas as coisas que nos levam a brigar.
Eu odeio o modo que me deixa à vontade e ao mesmo tempo sem graça.
Eu odeio o jeito que você se expressa e mais ainda por tudo acontecer às pressas.
Eu odeio quando quero falar, mas algo me cala por medo de te magoar.
Odeio o modo que você me faz pensar em tudo e ao mesmo tempo em nada pensar .
Eu odeio quando diz que sou linda e todo esse teu jeitinho de me elogiar.
Eu odeio o jeito que toca o meu rosto e as suas brincadeiras bobas que me fazem gargalhar.
Odeio mais ainda quando dá a hora de ir embora, pois você sabe que eu só queria te pedir pra ficar.
Eu odeio quando você está certo e começa a falar sem parar.
Odeio quando me fala coisas sem pensar, porque eu não sei o que pensar.
Odeio o modo que você sorrir e o jeito que me faz rir.
Eu odeio o modo que consegue me distrair e mais ainda por conseguir me destruir.
Ha… eu odeio tanta coisa que até consigo rimar
Odeio como você me conhece e consegue ler tudo o que passa pela minha mente.
Eu odeio tanto quando você mente.
Odeio tanto isso que até me sinto doente.
Eu odeio…
Odeio me sentir sem rumo, odeio quando você me tira do sério.
Odeio tanto quando tira minha razão ou quando nega algo e diz que não.
Odeio o corte do seu cabelo e odeio todos os seus gestos e jeitos.
Eu odeio tanto essas linhas e mais ainda por escrevê-las depois de chorar.
Odeio quando não está por perto e mais ainda quando não consigo te encontrar.
Eu odeio quando você me faz chorar e quando apenas contigo eu queria estar.
Odeio quando diz que está com saudades e quando não posso te abraçar.
Odeio o modo que conhece todos os meus gestos e odeio não saber disfarçar
Eu odeio te querer cada vez mais, odeio mais ainda ver a saudade aumentar cada dia mais.
Eu odeio tanto contigo sonhar e o despertar do teu olhar.
Odeio até a forma de você andar e mais ainda o dia inteiro só em ti pensar.
Eu odeio não poder te ver todos os dias e te querer cada vez mais perto de mim.
Mas o que eu mais odeio, principalmente, é não conseguir te odiar.
Eu odeio não conseguir sem você ficar e odeio mais ainda só saber te amar.