Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Realidade do agora:
É outono, não sei o que fazer
Com as folhas queimadas
Que sobraram no chão
Como lidar com a nova
Emoção?
Temendo o amor
Que desabrochou no coração
Busco formas de estar perto,
Rogo a paz em oração,
Peço a Deus no pensamento
Que lhe mande proteção
E se realmente surgiu
Através de um anjo,
Tudo isso logo terá
Explicação
Mas caso seja ilusão,
Colocarei um fim nessa paixão,
Seguirei em meu caminho
Levando comigo a afeição.

Como era previsto:
Acabaram os dias de canção!
Resta o tema de Baden e Vinicius:
Tristeza e solidão

Há longo tempo
O meus olhos não se enchiam
De flores e de emoção

Primeiro a semelhança física
Fez-me despertar para uma nova
Sensação,
E depois, rumo ao desconhecido,
Vivi aquele amor de verão,
Inteiro, não sabido,
Mas que preencheu todo o coração

Até que chegou o outono mudando
As cores da estação,
Despetalando suas árvores
Deixando saudade e ilusão

Nada será dito para não desfazer
A razão,
Pois ao mesmo tempo que sou
Do signo das águas profundas,
Tenho o ascendente em terra
Chamando-me para o chão!

Apaixonei-me. O que fazer?

Há um sentimento crescente em mim
Que se transforma todos os dias

Assim penso em você,
Cabelo de raios de sol,
Com um imenso bem querer,
Como se fosse o próprio amanhecer
Irradiando alegria até o anoitecer

A gente não espera as coisas
Que a vida tem para nos oferecer,
Elas acontecem como um cometa
Que passa rápido e ninguém vê

Medo não é preciso ter,
Chegou a hora de embarcar nesse vagão,
Ele nos conduzirá a uma estrada ensolarada,
A um campo com cheiro de flor,
O trem passará por todos os destinos
E logo estaremos na estação do amor.

Fato inusitado:
Primeiro a surpresa
Com a semelhança física
Que afligiu o coração
E depois o amor desprendido
Silencioso como a montanha
Solitária dos monges
Que renunciam a tudo
Buscando no isolamento
A profunda reflexão

Como explicar
Amores que brotam
Em forma de nascentes
Formadas em rios,
Inundando tudo o que dentro
Da gente há,
Mandando pra longe
Com a correnteza
O que aprisiona
O nosso desejo de voar

O que fazer com aquilo
Que nem de longe se pode desejar
E quando uma alma reconhece a outra
Apenas com um olhar?

Não há certo, não há errado
E nem cabe a palavra julgar,
Pois os sentimentos florescem
Como a necessidade do sol em raiar

Talvez não tenha, como eu,
A devida compreensão
Para acreditar
Que mesmo sem qualquer palavra,
No mais sigiloso segredo,
É possível amar!

É bom imaginar que bem debaixo de nosso chapéu, aquele que vira com a ventania mas nos protege da chuva, há um céu de múltiplas cores refletindo o nosso sonhar.
Sonho é isso, é ter os pés fora do chão, é querer a paixão que não se pode alcançar, é desafiar e acreditar que realidade pode se tornar.

Como se fosse Vinicius de Moraes


''Paris, outono de 73...

Das tardes tristes
E de insanos amores
Recordo-me, apenas,
De tais ardores.
Vagando triste,
Sobre cascalhos,
Folhas secas, isoladas,
Nas tardes frias, ensolaradas
De Paris.
É!
Quem é poeta traz no sangue
O leve gosto da verdadeira
Poesia;
Poesia, aquela,
Que fala da mulher,
Que fala dos sonhos e
'Rubores' de uma
Ardente paixão
Clamada dos bares,
Nas avenidas,
Ou vinda da boca
De um homem só
Em uma praça qualquer.
Dos lugares que passei,
Saudosa Paris,
Hei de me recordar!
Mas sem me esquecer
Da Pátria Mãe Gentil,
De palmeiras, tão sutil,
De favelas, mares, rios.
O verdadeiro poeta não fecha
Uma poesia sem se despedir
Como tal;
Deixando saudades,
Falando aos camaradas
E fechando a corrente de fé.
Assim vou voltando
Em minha nova parceria,
Ainda falando da beleza,
Da mulher e das flores.
Mais uma despedida,
Talvez, sendo esta,
A despedida derradeira,
Despedida de um outono triste,
Aquele outono
Mais de recordações
Verdes e amarelas
Do que outra coisa qualquer.
Pois é!
Como brasileirão,
Em terra estrangeira,
Faço de minha partida
Um contratempo,
Tendo em vista o novo céu,
As novas flores,
E a beleza feminina
Tomada daquela arte angelical.
Findando, então, o sobrenatural
Nada melhor nesta hora
Do que dizer:
Prato principal para brasileiro
Que beija a camisa,
É boa música!''

Silêncio do amor.

Tudo acontece!
Mas como a gente pode imaginar que com a gente?
Há quantos anos vejo você?
De quando te vi com tamanho encantamento
E você se espantou;
Lembra-se?
E agora, em silêncio, sigo.
Assim, seguirei pela eternidade,
Sentindo o mesmo amor.
Dentro do peito é extravasado,
E na vida, calado.
Eu te vejo e a sua imagem é a de antes.
Como outrora,
Onde as fotos eram em branco e preto.
Nada enxergo que te modifique.
O mesmo semblante.
Tudo no mesmo lugar.
A mesma forma, a mesma ternura...
E eu sempre a te olhar, talvez perceba.
O tempo chega, o único inimigo.
Atroz, feroz, às vezes quer fazer as pazes
Com o hoje.
Mas ele sempre está correndo.
E é a única coisa que não deixa de passar.
Mas ainda assim,
Você, em sua timidez, com uma beleza tênue,
Arranca-me suspiros, até,
Quando repouso a mente na delicadeza
da imaginação.
Uma paixão completamente contida.
Abençoada, sacramentada em meu eu,
E não nasceu no agora.
Ela, do passado, renasceu no presente.
Jamais será dita para não ser condenada.
Aproveito, à maneira que posso, ao lado seu.
Vendo-te como uma luz infinda ao cantar.
Sempre a despertar;
Sempre a nascer;
Sempre a viver!
E eu, buscando crescer.
Passando, com o tempo...
Até que, com o mesmo tempo, eu possa transcender
Em nuvens de sonhos,
Em sonhos de sono,
Em sono de leito,
Em leito de morte,
Em morte de vida.
Além!

(Poema inspirado no filme Ensina-me a viver)

Apaixonar-se. Apaixonar-se! Apaixonar-se?
A palavra: entrelaço.
Pernas, bocas, braços; de conjunto viram forma única.
O que distante está de nossas mãos pode se tornar certeza.
Quando há destino; quando há a paixão cármica enlaçada ao amor;
Pode custar, demorar a acontecer...
Mas uma hora não se poderá mais fugir.
O destino empurrará para o caminho certo.
A paixão cármica cerra os olhos para tudo o que a mente condena.
O errado vira certo.
O certo se transforma em beleza concreta.
As pernas, as bocas, os braços de outrora
Harmonizam-se e completam-se
Ainda que distantes geograficamente.

Socorro!
Quem poderá salvar um coração, que perdido, pensa estar adoecido?
Quem poderá segurar esse coração com mãos firmes,
Sem deixar que ele escape por entre os dedos?
Ajudem o coração, que desatinado, saiu em busca do vazio
Para se alojar em um peito desconhecido.
Abrigou-se em vagas palavras, no breu da solidão...
E de tanto pular, correndo o mundo afora...
Deixou pequenas gotas de sangue semeadas pelo chão!
A Terra seca, compadecida, resolveu ajudá-lo:
_ Pobre Coração, sua dor se tornará extinta!
_ Verdade?
_ Sim. Olhe para mim! Estou começando a florescer!
_ Que beleza!
_ Não percebe? Do seu sangue germinado no fundo da minha terra, nasceu a Rosa Vermelha.

Respeitemos aos idosos

O idoso é aquele ser que está prestes a nascer de novo!
Em seu rosto, cada marca que traz, revela uma estrada percorrida;
Uma alegria, um sofrimento, um filho criado, um neto formado...
O idoso é uma árvore de sabedoria e bondade;
É aquele que sabe lhe acarinhar diante suas necessidades.
É aquele que vai lhe dizer:
_ Não siga por esse caminho, você não se dará bem! Eu já vivi isso!
É uma fonte de vida inesgotável embora muitos pensem o contrário.
O idoso é aquele ser que está mais próximo de Deus, assim como as crianças!
Ele tem sempre boas histórias para contar.
Viveu em épocas melhores, ou piores...
Época de boas colheitas, nazismo ou ditadura...
Ele saiu vivo e ficou para a semente, sempre dando bons frutos.
Se não houver mais idosos em nosso planeta
É sinal de que o ser humano não está vivendo nada bem!
Mas graças a Deus teremos muitas cabecinhas brancas e floridas
Para nos contagiar de alegria e paz.

O fim de tarde já está chegando e o sol já está raiando.
O momento de ir pra casa se aproxima, com esse trânsito de rotina.
Torcendo pra mais tarde chegar, pro meu amor me ligar.
A emoção é forte e quero lhe dizer, vc me faz enlouquecer.
Com esse jeito especial de ser fico louco por você.
A hora passa e nada de você chegar fico aqui pensando no que pensar.
Depois de um tempo em casa vou chegar e torcer pra hora passar.
Depois de quase 2 horas o encontro vai rolar.
Você chega em casa pra jantar, e eu digo como é bom te amar.
Bju

A casa dos sentimentos

Eu sou uma casa
E abrigo os meus sentimentos.
Às vezes um invasor não bate à porta,
Simplesmente entra,
Aconchega-se na cama macia e vermelha
Que pulsa na cavidade
Do peito.
Deleito-me em devaneio a sonhar
Com a possibilidade de novas aventuras
Com o forasteiro
Encontrar.
Oras,
Por que não sossega e fica de vez?
Um bom intruso sabe como permanecer, mas...
Eu sou uma casa móvel
E abrigo os meus sentimentos
Hora dispersos, mas sempre inquilinos fiéis.
Dentro de nossa mansão particular
Há recortes de uma vida,
Há lembranças,
Algumas delas nunca vão embora
E basta que o antigo e primeiro residente
De encontro ao imóvel ambulante
Abrace-o com brando sorriso
E luz emanando dos olhos,
Para que o presente seja passado
E o passado seja novamente o presente.
Eu sou uma casa,
Abrigo os meus sentimentos
E não há hoje
Que possa perpetuar
Enquanto latente
Em mim
Durar.

A. de amor

Sinto a sua presença tênue
Quase que em esboço
Na nuvem que passa
Corrida no azul.
Em mim está
Como nota tocada,
A cada segundo respirado,
Numa madrugada acordada,
Em um amanhecer dourado,
No entardecer rosado.
Mesmo que nossos sonhos
Distantes estejam,
A verdade sobre o amor cai
No revérbero que não desvanece
Jamais.
A sua canção é doce,
misto de mar e paz.
A sua pele é seda clara,
Convida o meu sentimento
Que emerge em açodamento,
Voa como borboleta
E amerissa na flor.
Ah, esse amor meu!
Deveria ser fincado
À placabilidade
Mas teima
Em ser desvairado.

O menino e a chuva

Chuva prateada,
Com leve tonalidade
Transparente.
Estação trocada,
Folhas ao chão.
Mas não estamos
Na primavera?
O outono é adiante.
Vejo um menino
Franzino
Vendendo suas
Traquitanas,
Cheio de badulaques.
Pergunta-me
Com curiosidade:
_ Tia, tem um trocado?
Um pouco aflita,
Pego umas moedas,
Meio contrariada.
Fome de comida
Ou do crack que
Assombra?
Lá vai ele,
Pulando poças,
Contornando as
Ruas do Centro de
Niterói.
Vou-me embora,
Na fria chuva,
Seguindo o vento.
Logo chego
Em casa.
Penso no dia,
No imenso amor
Que me toma.
Ainda acredito
Que amar vale
A pena.
Quantos meninos
Dançarão na chuva?
Quantos outros
Passearão
Em outra estação?

E se você soubesse?
Queria tanto
Que soubesse
Do sentimento
Que nasceu em
Meu coração,
Mas não há forma
De dizer,
A razão desfaz
A emoção,
Desejo que esteja
Sempre no ambiente
Como um facho de luz
Banindo a escuridão,
Já entrou o outono,
As folhas
Puseram-se ao chão,
Findam os dias de canção
E o meu amor vem crescente
Como o sol de verão.

Talvez eu esteja sendo obrigada a me acostumar com a sua ausência. Talvez chegue o dia em que você venha me dizer que está indo embora outra vez, e eu não te pedirei pra ficar, não te direi quanta saudades eu vou sentir, eu nao vou falar o quanto eu te amo, nem que você muda o meu dia completamente.
E quando esse dia chegar, você pode ir. Mas faça um favor a si mesmo, não volte mais.

Como fazer para me aproximar?
Tentei de maneira sutil
Mas não obtive uma resposta
Que calasse de vez as ideias
Do coração

Há uma grave distância
Que não me permite ir além,
Entrega-me sucintas palavras
Que não me deixam chegar

Torço para os encontros
Que a vida provém por acaso,
Pois assim, ainda que rápido,
Entro em seu abraço

Já não me cabe tanta saudade!

Morro de amor todos os dias,
Ressuscito a cada manhã
Com a esperança
De brotar em sua vida,
Perpetuar em seu corpo
E por fim continuar viva,
Cálida
Em seu perfume de rosa.

Solidão gótica.

Sois apenas uma pequena palavra perdida para o vazio do tempo.
Por mais que tudo seja uma sombra dentro de tais sentimentos.
O profundo esquecimento sempre será uma grande paixão.
Sendo vendido por causa do incêndio ainda queima dentro do peito.
Lagrimas perdidas pelo ador reluzente desta vida perdida.

"Em tuas mãos entreguei meu coração,
Peço que o cuides bem,com ternura.
Cuides com a verdade e sinceridade que apenas tu podes dar,
Quando em mim as navalhas do tempo alcançar,
Segure com cuidado meu coração frágil,
Não o abandones nem o deixes cair,
Oh amor! Meu coração sem ti
Secará e apodreceram ao neveno do ódio,
Que de tempos em tempos,
A expreita,tenta de tuas mãos tomar."

Bastou um dia,
Bastou um encontro
Para eu saber que era você,
Desatinei na estrada,
Desci a serra
E por detrás da cortina
Dos meus olhos,
A luz meu dos teus olhos
No rastro do trem das cores
Indo ao léu
Rumo a alguma paragem
Entre sons e paisagens,
Nada mais posso dizer
Apenas cantar o meu canto
De amor
Na noite em que em mim
Anunciou.