Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo

Adotarei o Amor

Adotarei o amor por companheiro
e o escutarei cantando,
e o beberei como vinho,
e o usarei como vestimenta.

Na aurora o amor me acordará e me conduzirá aos prados distantes.

Ao meio dia conduzir-me-á à sombra das árvores onde me protegerei do sol como os pássaros.

Ao entardecer conduzir-me-á ao poente, onde ouvirei a melodia da natureza despedindo-se da luz, e contemplarei as sombras da quietude adejando no espaço.

À noite o amor abraçar-me-á, e sonharei com os mundos superiores onde moram as almas dos enamorados e dos poetas.

Na Primavera andarei com o amor lado a lado!
E cantaremos juntos entre as colinas!
E seguiremos as pegadas da vida, que são as violetas e as margaridas!
E beberemos a água da chuva, acumulada nos poços, em taças feitas de narciso e lírios.

No Verão deitar-me-ei ao lado do amor sobre camas feitas com feixes de espigas, tendo o firmamento por cobertor e a lua e as estrelas por companheiras.

No Outono irei com o amor aos vinhedos e nos sentaremos no lagar!
E contemplaremos as árvores se despindo das suas vestimentas douradas e os bandos de aves migratórias voando para as costas do mar.

No Inverno sentar-me-ei com o amor diante da lareira!
E conversaremos sobre os acontecimentos dos séculos e as histórias das nações e dos povos.

O amor será...
Meu tutor na juventude!
Meu apoio na maturidade!
Meu consolo na velhice!

O amor permanecerá comigo até o fim da vida!
Até que a morte chegue, e a mão de Deus nos reúna de novo!

Tenho guardado na memória e no coração:
Cada olhar brilhante que trocamos,
Cada sorriso feliz que sorrimos...
Cada aperto de mão que nós demos ...
Cada mensagem enviada,
Cada palavra dita...
Cada lágrima de alegria chorada
E cada música ouvida
E cada conversa que tivemos
Dentro da amizade, cumplicidade
e afinidade tão grandes...
Seria uma emoção de invadir o coração..
Saber que você guarda sempre em sua memória:
Que eu te amei, te amo e te amarei...
Pois não há distância que afaste um grande amor...
Nem tempo que faça esquecê-la ...
Nem barreiras que não sejam vencidas por Deus...
Mesmo que hoje você não consiga ver que é especial...
Você é muito especial prá mim

Te Amo...

Você me faz sentir
esta vontade de lhe escrever
este desejo de estar com você,
e de querer dizer:
Você me faz falta,
quando não lhe encontro
numa simples mensagem
na minha caixa postal.
Porque você já faz parte
do meu mundo real,
e quero que continue nele
para sempre...
porque você é realmente
muito especial!

SONHANDO

Na praia deserta que a lua branqueia
Que mimo! Que rosa, que filha de Deus!
Tão pálida - ao vê-la meu ser devaneia,
Sufoco nos lábios os hálitos meus!
Não corras na areia,
Não corras assim!
Donzela, onde vais?
Tem pena de mim!

A praia é tão longe! E a onda bravia
As roupas de goza te molha de escuma
De noite - aos serenos - a areia é tão fria,
Tão úmido o vento que os ares perfuma!
És tão doentia!
Não corras assim!
Donzela, onde vais?
Tem pena de mim!

A brisa teus negros cabelos soltou,
O orvalho da face te esfria o suor;
Teus seios palpitam - a brisa os roçou,
Beijou-os, suspira, desmaia de amor!
Teu pé tropeçou...
Não corras assim!
Donzela, onde vais?
Tem pena de mim!

E o pálido mimo da minha paixão
Num longo soluço tremeu e parou,
Sentou-se na praia, sozinha no chão,
A mão regelada no colo pousou!
Que tens, coração?
Que tremes assim?
Cansaste, donzela?
Tem pena de mim!

Deitou-se na areia que a vaga molhou.
Imóvel e branca na praia dormia;
Mas nem os seus olhos o sono fechou
E nem o seu colo de neve tremia...
O seio gelou?...
Não durmas assim!
Ó pálida fria,
Tem pena de mim!

Dormia: — na fronte que níveo suar...
Que mão regelada no lânguido peito...
Não era mais alvo seu leito do mar,
Não era mais frio seu gélido leito!
Nem um ressonar...
Não durmas assim...
Ó pálida fria,
Tem pena de mim!

Aqui no meu peito vem antes sonhar
Nos longos suspiros do meu coração:
Eu quero em meus lábios teu seio aquentar,
Teu colo, essas faces, e a gélida mão...
Não durmas no mar!
Não durmas assim.
Estátua sem vida,
Tem pena de mim!

E a vaga crescia seu corpo banhando,
As cândidas formas movendo de leve!
E eu vi-a suave nas águas boiando
Com soltos cabelos nas roupas de neve!
Nas vagas sonhando
Não durmas assim...
Donzela, onde vais?
Tem pena de mim!

E a imagem da virgem nas águas do mar
Brilhava tão branca no límpido véu...
Nem mais transparente luzia o luar
No ambiente sem nuvens da noite do céu!
Nas águas do mar
Não durmas assim...
Não morras, donzela,
Espera por mim!

Tenho saudades...
Tenho saudades de ti. Saudades dos nossos momentos... Saudades dos nossos momentos bons e dos maus também. Tenho saudades das nossas conversas sem pé nem cabeça, saudades das nossas discussões. Tenho saudades dos nossos passeios, da nossa vida nada parecida, do teu sorriso quando falavas algo engraçado, da tua cara de ódio, quando mesmo sem querer eu te irritava.

Saudades do nosso amor intenso, único e todo errado, das nossas manhãs, tardes, noites e madrugadas. Tenho saudades do teu ciúme com fundamento e dos sem fundamento também. Saudades dos teus medos e da maneira que eu cuidava deles. Saudades da maneira como tu te preocupavas comigo, saudades da tua fraqueza, que me dava força para ser forte. Saudades do nosso primeiro beijo e do último também.

Saudades da nossa vida tão igual e tão desigual. Tenho saudades de quando tu aparecias do nada e me fazias sorrir pelo simples facto de estar ali. Tenho saudades do teu amor intenso, da maneira que tu dizias “eu amo-te” deixando um brilho nos meus olhos. Saudades das tuas mãos nas minhas, a minha boca na tua. Saudades dos meus braços à procura dos teus e dos teus braços procurando os meus.

Tenho saudades dos planos que fizemos, dos nossos sonhos impossíveis que na nossa vida tentamos juntos construir. Tenho saudades de tudo que se realizou e de tudo que não se realizou. Os nossos telefonemas antes de dormir, as nossas palavras doces, nossas palavras duras e a nossa vontade de ser o outro de ser do outro. Tenho saudades da nossa música que até hoje toca para me fazer sentir mais saudades. Saudades dos nossos presentes no Natal e aniversários, da tua vontade encantadora de me surpreender.

Tenho saudades de ti ao meu lado, tenho saudades da tua presença em mim mesmo na tua ausência. Tenho saudades de ti fazendo-me chorar e eu fazendo-te sofrer. Tenho saudades de tudo o que vivemos e do que não conseguimos viver. Tenho saudades da tua maneira de não saber me amar que me fazia sentir o homem mais amado do mundo. Tenho saudades da nossa dependência um do outro, da nossa forma de esquecer o mundo quando estávamos juntos. Da nossa maneira simples de ver a vida. Vida que não foi nada simples.

Tenho saudades de ser teu, só teu. De te pertencer inteiramente, fazendo parte da tua vida, saber o que estavas a fazer e com quem estavas a fazer. Tenho saudades da nossa história, a mais estranha que alguém já escreveu. Tenho saudades do que contamos um para o outro, dos segredos que temos, que escondemos. Saudades do meu aniversário, do teu aniversário. Saudades do nosso “tempo”, de cantar mas estar a cantar só para ti. Tenho saudades do nosso namoro escondido, onde só éramos eu e tu. Tenho saudades do nosso amor, nossas juras, nossas promessas, nossos encontros e dos nossos desencontros.

Tenho saudades de dizer “amo-te para sempre”, 4ever. Tenho saudades de ouvir “amo-te para sempre”, 4ever. Tenho saudades de estar contigo, simplesmente por estar. Tenho saudades de tua amizade, da tua força e de tua confiança em mim, em nós. Tenho saudades da tua voz, do teu carinho, da tua paixão, do teu desejo, das tuas loucuras, da tua inteligência, do teu talento. Saudades de ti quando estavas comigo. Saudades de mim quando estava contigo. Saudades do nosso casamento que não aconteceu. Saudades dos filhos que não tivemos. Saudades da cama que não dividimos. Saudades do futuro que não vivemos. Saudades de ti.

Mas o que mais dói de toda esta saudade é saber que de tudo que eu sinto saudades está destinado para outro alguém. Outro alguém que já odeio antes de existir, outro alguém que não terá a mesma saudade que eu sinto, porque não serei eu. Como dizia o poeta “em algum lugar deve existir, uma espécie de bazar, onde os sonhos extraviados vão parar”. Acho que os nossos sonhos e planos se extraviaram e foram parar nenhum lugar, mas na minha mente, nela pararam e não me deixam seguir em frente nem viver, não me deixam sentir saudades de outro alguém. E é por isso que vivo sentindo saudades. Saudades de mim, de ti, saudades de nós..

Isabella

Ela é o tipo menina mulher, daquelas companheiras e delicadas.
Delicada, mesmo quando finge não ser,
Companheira, naqueles dias em que tudo faz doer,
Sem você eu não sei como minha vida iria ser.

Ela é o tipo menina mulher, daquelas intensas e sábias.
Seu lema é amar incondicionamente,
Sábia, mesmo que seja gradualmente,
Sem seu auto astral me entediaria facilmente.

Isabella é minha flor, minha floresta de amor.
Preciso do seu aconchego para acabar com esse desassossego.
Isabella é meu anjo protetor, minha fortaleza de calor.
E quando me concede esse amparo sinto-me remansado.

Ela é o tipo menina mulher, daquelas encantadoras e essenciais.
Seu jeito é cativante e apreciado,
Sua presença é indispensável, preciso de você sempre aqui, ao meu lado.
Sem seu pleno equilíbrio meus dias seriam escaldados.

- Então Charlie Brow, o que é amor pra você?

- Em 1987 meu pai tinha um carro azul.

- Mas o que isso tem a ver com amor?

- Bom, acontece que todos os dias ele dava carona pra uma moça. Ele saía do carro, abria a porta pra ela, quando ela entrava ele fechava a porta, dava a volta pelo carro e quando ele ia abrir a porta pra entrar, ela apertava a tranca. Ela ficava fazendo caretas e os dois morriam de rir. Acho que isso é amor...

Eu...
Já ri até chorar e a barriga doer;
Já chorei até dormir e acordei com a cara deformada no dia seguinte;
Já dormi até as seis horas da noite depois de uma night daquelas;
Já dancei até perder as forças;
Já bebi até perder a noção de tudo;
Já dormi sentado na boate;
Já fui almoçar enquanto me procuravam no pique esconde;
Já rolei na grama num dia de sol;
Já tomei um banho de chuva, de braços abertos olhando pro céu;
Já chorei de alegria;
Já chorei de tristeza;
Já chorei por amor;
Já chorei pelo que eu achava ser amor;
Já passei noites em claro conversando com amigos;
Já vi o nascer do sol, depois de uma noite maravilhosa;
Já matei aula;
Já colei na prova;
Já flertei com quem não podia;
Já perdi pessoas queridas;
já achei que era o rambo e quis pular do meu predio;
Já tomei ovada;
Já fiquei vermelho de sol, de não poder encostar em mim;
Já viajei com amigos;
Já chorei no ombro deles;
Já ouvi o choro deles;
Já virei noite na net e tive que trabalhar no dia seguinte
Já caí no meio da rua;
Já ri das minhas próprias desgraças;
Já enrolei no trabalho;
Já fiz coisas proibidas;
Já magoei alguém;
Já fui magoado também;
Já aprendi com meus erros;
Já sofri por erros alheios;
Já gritei muito em parque de diversão;
Já toquei a campainha e corri;
Já acreditei em Papai Noel e tive medo do homem do saco;
Já descobri quanto a vida era boa enquanto eu acreditava em alguém;
Já brinquei de Pogobol;
Já senti saudades daquele tempo;
Já vivi muitos momentos de nostalgia;
Já fui viciado em bala juquinha;
Já sonhei mudar de cidade;
Já sonhei mudar de país;
Já briguei com meus pais;
Já me apaixonei;
Já escrevi músicas pra alguém;
Já briguei e fiz as pazes minutos depois;
Já nadei em piscina de 1000 litros;
Já desejei uma vida perfeita e vi que era pura utopia;
Já recebi declarações de amor;
Já engasguei com bala soft;
Já virei a noite pensando em alguém;
Já brindei ocasiões especiais;
E até as que seriam “normais”, mas se tornaram especiais por estar junto de pessoas especiais;
Já brindei até sem motivo, mas tinha birita, fazer o que?
Já ouvi mil vezes a mesma música;
Já dormi no ônibus e acordei no ponto final;
Já andei descalço e cortei o pé;
Já dormi no sofá vendo tv;
Já passei a noite olhando o mar;
Já fiz programa de índio e não me arrependi;
Já carreguei amigos bêbados;
Já fui carregado tb;
Já comi brigadeiro na panela com mais vários amigos, comendo na mesma colher;
Já recomecei do zero;
Já aprendi que a vida é uma escolha constante e que não posso ter tudo ao mesmo tempo;
E que escolher só por uma coisa não significa que vou ser infeliz;
Já cantei desafinado, mas me achei a Madona;
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora;
Já subi em árvore pra roubar frutas;
Já chorei sentado no chão do banheiro;
Já escrevi meu nome numa árvore;
Já saí pra caminhar sem rumo;
Já fugi de casa pra sempre e voltei horas depois;
Já tentei esquecer pessoas inesquecíveis;
Já fiz coisas por impulso;
Já abracei pra proteger;
Já dei risada quando não podia;
Já ri quando a vontade era chorar;
Já fiz amigos eternos;
Já amei e fui amado;
Mas também já fui rejeitado;
Já gritei e pulei de tanta felicidade;
Já vivi de amor e fiz juras eternas;
E também já "quebrei a cara";
Já chorei ouvindo música e vendo fotos;
Já liguei só pra escutar uma voz;
Já me apaixonei por um sorriso;
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade;
Já tive medo de perder alguém especial e acabei perdendo;
Mas vivi! E ainda vivo! Não "passo" pela vida...
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o AMOR existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu MUITO a pena!

Meus avós já estavam casados há mais de cinqüenta anos
e continuavam jogando um jogo
que haviam iniciado quando começaram a namorar.

A regra do jogo era que um tinha que escrever a palavra
'NEOQEAV' num lugar inesperado para o outro encontrar
e assim quem a encontrasse deveria escrevê-la
em outro lugar e assim sucessivamente.

Eles se revezavam deixando 'NEOQEAV'
escrita por toda a casa,
e assim que um a encontrava era sua vez de escondê-la
em outro local para o outro achar.

Eles escreviam 'NEOQEAV' com os dedos no açúcar
dentro do açucareiro ou no pote de farinha
para que o próximo que fosse cozinhar a achasse.

Escreviam na janela embaçada pelo sereno
que dava para o pátio
onde minha avó nos dava pudim que ela fazia com tanto carinho.

'NEOQEAV' era escrita no vapor deixado no espelho
depois de um banho quente,
onde a palavra a iria reaparecer depois do próximo banho.
Uma vez, minha avó até desenrolou um rolo inteiro de papel higiênico
para deixar 'NEOQEAV' na última folha e enrolou tudo de novo.

Não havia limites para onde 'NEOQEAV' pudesse surgir.

Pedacinhos de papel com 'NEOQEAV' rabiscado
apareciam grudados no volante do carro que eles dividiam.

Os bilhetes eram enfiados dentro dos sapatos
e deixados debaixo dos travesseiros.

'NEOQEAV' era escrita com os dedos na poeira
sobre as prateleiras e nas cinzas da lareira.

Esta misteriosa palavra tanto fazia
parte da casa de meus avós quanto da mobília.

Levou bastante tempo para eu passar a entender
e gostar completamente deste jogo que eles jogavam.

Meu ceticismo nunca me deixou acreditar em um único
e verdadeiro amor,
que possa ser realmente puro e duradouro.

Porém, eu nunca duvidei do amor entre meus avós.

Este amor era profundo.

Era mais do que um jogo de diversão, era um modo de vida.

Seu relacionamento era baseado em devoção
e uma afeição apaixonada,
igual as quais nem todo mundo tem a sorte de experimentar.

O vovô e a vovó ficavam de mãos dadas sempre que podiam.

Roubavam beijos um do outro
sempre que se batiam um contra outro naquela cozinha tão pequena.

Eles conseguiam terminar a frase incompleta do outro
e todo dia resolviam juntos as palavras cruzadas do jornal.

Minha avó cochichava para mim dizendo o quanto meu avô era bonito,
como ele havia se tornado um velho bonito e charmoso.

Ela se gabava de dizer que sabia como pegar os namorados mais bonitos.

Antes de cada refeição eles davam graças a Deus
e bênçãos aos presentes por sermos uma família maravilhosa,
para continuarmos sempre unidos e com boa sorte.

Mas uma nuvem escura surgiu na vida de meus avós:
minha avó tinha câncer de mama.

A doença tinha primeiro aparecido dez anos antes.

Como sempre, vovô estava com ela a cada momento.

Ele a confortava no quarto amarelo deles,
que ele havia pintado dessa cor para que ela ficasse
sempre rodeada da luz do sol,
mesmo quando ela não tivesse forças para sair.

O câncer agora estava de novo atacando seu corpo.

Com a ajuda de uma bengala e a mão firme do meu avô,
eles iam à igreja toda manhã.

E minha avó foi ficando cada vez mais fraca, até que,
finalmente, ela não mais podia sair de casa.

Por algum tempo, meu avô resolveu ir à igreja sozinho,
orando a Deus para zelar por sua esposa.

Então, o que todos nós temíamos aconteceu.

Vovó partiu.

'NEOQEAV' foi gravada em amarelo
nas fitas cor-de-rosa dos buquês de flores do funeral da vovó.

Quando os amigos começaram a ir embora, minhas tias, tios,
primos e outras pessoas da família se juntaram
e ficaram ao redor da vovó pela última vez.

Vovô ficou bem junto do caixão da vovó e,
num suspiro bem profundo, começou a cantar para ela.

Através de suas lágrimas e pesar,
a música surgiu como uma canção de ninar
que vinha bem de dentro de seu ser.

Me sentindo muito triste, nunca vou me esquecer daquele momento.

Porque eu sabia que mesmo sem ainda
poder entender completamente a profundeza daquele amor,
eu tinha tido o privilégio de testemunhar
a beleza sem igual que aquilo representava.

Aposto que a esta altura você deve estar se perguntando:

'Mas o que NEOQEAV significa ?'

'NEOQEAV' = Nunca Esqueça O Quanto Eu Amo Você

NESTE NOVO DIA...



Prometa a si mesmo:
ser tão forte que nada perturbe
a paz de sua mente.

Falar de felicidade, saúde e
prosperidade a cada pessoa
que conhecer.

Fazer sentir aos seus amigos
que há algo de valor neles.

Ver o lado brilhante de cada
coisa e conseguir otimismo
por meio dele.

Pensar somente o melhor,
trabalhar somente pelo melhor.

Ser tão entusiasta, pelo êxito dos
demais como por seu próprio.

Esquecer os erros do passado e insistir
para conseguir grandes realizações no futuro.

Exibir um aspecto atraente em todo o tempo.

Obsequiar cada pessoa conhecida com um sorriso.

Dar tanto tempo ao seu melhoramento pessoal
que não sobre tempo para criticar os outros.

Ser demasiado grande para preocupar-se,
demasiado nobre para irar-se,
demasiado feliz para permitir a presença
de problemas que perturbem a SUA FÉ.

“Que você possa ter forças para vencer todos os medos...
Que no final possa alcançar todos os seus objetivos...
Porque parte de nós é cansaço...
Mas a outra parte é vontade...

Que você possa aprender sem se sentir derrotado...
Que isso possa fazer você mais guerreiro...
Porque parte de nós é o que temos...
Mas a outra parte é sonho, mas se do seu tamanho, lutando você realizará...

Que durante sua vida você possa construir sentimentos verdadeiros..
Que você possa aceitar que só quem sabe da sombra, pode saber da luz...
Porque parte de nós é angústia...
Mas a outra parte é conforto...”

Acreditar em você e ter fé Nele é o caminho para a elevação e o crescimento.

Momentos
Tem momentos na vida que o tempo passa correndo,
obrigando a corrida contra o próprio tempo.
O tempo presente é tão efêmero que logo estará tão ausente quanto os fatos que passam como filme à voar.
Vivemos reclamando do tempo, afinal...
O que é o tempo para um ato qualquer, senão uma fração de segundo para alguma decisão à tomar.
É difícil? ... é, às vezes são passos decisivos!
O futuro é nebuloso, incerto, tornando os passos presente tão temerosos quanto:
"equilibrar em corda bamba em dia de ventania",
"caminhar em fio de navalha",
"caminhar pisando em ovos!"
E vai por aí o que nos espera para desafiar e enfrentar.
A decisão do presente pede cautela, calma, mas o tempo não pode esperar e, no embalo da vida proclamamos: "Seja o que Deus quiser"
Na condução da vida somos donos e condutores de nossos destinos,
ousamos torná-la de sucesso,
então, venha o que vier, o negócio e seguir sempre em frente,
seguindo o velho lema:
"Fé em Deus e pé na tábua!"
Vai com Deus para o novo dia na certeza de que:
"TUDO VAI DAR CERTO"!

A PARTIR DE HOJE…

A partir de hoje,
Olharei as coisas com amor
e renascerei...
Amarei o sol,
pois aquece meu corpo...
No entanto,
amarei a chuva,
pois purifica o meu espírito...
Amarei a luz,
pois me mostra o caminho...
Amarei também a escuridão,
pois me faz ver as estrelas...
Receberei a felicidade,
que engrandece meu coração,
mas tolerarei a tristeza,
pois abre minha alma...
Receberei as recompensas
pois elas me pertencem,
mas também aceitarei de bom
grado os obstáculos, pois eles
são os meus desafios...
A partir de hoje,
Olharei as coisas com amor
e renascerei...

Manuel Couto

Nota: Publicado em 29.07.2007.

Senhor, quando eu tiver fome,
dai-me alguém que necessite de comida.
Quando tiver sede,
dai-me alguém que precise de água.
Quando sentir frio,
dai-me alguém que necessite de calor.
Quando tiver um aborrecimento,
dai-me alguém que necessite de consolo.
Quando minha cruz parecer pesada,
deixe-me compartilhar a cruz do outro.
Quando me achar pobre,
ponde a meu lado alguém necessitado.
Quanto não tiver tempo,
dai-me alguém que precise
de alguns dos meus minutos.
Quando sofrer humilhação,
dai-me ocasião para elogiar alguém.
Quando estiver desanimada,
dai-me alguém para lhe dar novo ânimo.
Quando sentir a necessidade
da compreensão dos outros,
dai-me alguém que necessite da minha.
Quando sentir necessidade de que cuidem de mim,
dai-me alguém que eu tenha de atender.
Quando pensar em mim mesma,
voltai minha atenção para outra pessoa.
Tornai-nos dignos, Senhor,
de servir nossos irmãos
que vivem e morrem pobres e com fome,
no mundo de hoje.
Dai-lhes, através das nossas mãos,
o pão de cada dia e dai-lhes,
graças ao nosso amor compassivo,
a paz e a alegria.

Trecho – Ressurreição
Em vão milhares e milhares de homens, aglomerados em um pequeno espaço, procuravam maltratar a terra em que viviam, esmagando de pedras o solo, para que nada germinasse; em vão arrancavam impiedosamente o arbusto que crescia e derribavam as arvores; em vão escureciam o ar com fumaça e petróleo; em vão enxotavam aves e animais: a primavera, mesmo na cidade, era ainda e sempre, a primavera. O sol brilhava com esplendor; a vegetação, reverdecida, voltava a crescer, tanto nos gramados como entre as lajes do calçamento, de onde tinha sido arrancada; as bétulas, os alamos, as cerejeiras espalmavam suas folhas úmidas e perfumadas, os botões das tílias, já intumescidos, estavam quase a florescer; pardais, pombas e gralhas, trabalhavam alegremente na construção dos ninhos; acima dos muros, zumbiam as moscas e as abelhas, radiantes de gozar novamente o calor do sol. Tudo era alegria: plantas, animais, insetos e crianças, em esplêndido concerto. Os homens, somente os homens, continuavam a enganar-se e a torturar a si próprios, e aos outros. Somente os homens desprezavam aquilo que era sagrado e supremo: não viam aquela manhã de primavera, nem a beleza divina do mundo, criado para a alegria de todos os seres vivos, e para a todos dispor à união e a paz e ao amor. Para eles só era importante e sagrado aquilo que haviam inventado para instrumento de mútuo engano e tortura.

Uma beleza que facina qualquer ser humano,
uma beleza que brilha e traz um encanto...

Uma beleza que da a clareza para a criatividade,
uma beleza que da a certeza de uma linda obra de arte...

Uma beleza que dar a luz para a imaginação,
uma beleza que conduz o poder da criação...

Uma beleza que tem um sorriso que muitas querem ter,
uma garota linda como uma flor... Você!

Os amigos
São tão amigos, que voltam.
São tão fraternos, que se unem.
São tão simples, que cativam. São tão desprendidos,
que doam. São tão dignos, que amam,
compreendem e perdoam.
Os amigos são tão necessários, que sempre
se fazem presentes.
São tão grandes, que se distinguem.
São tão dedicados, que edificam.
São tão preciosos, que se conservam. São tão irmãos,
que partilham. São tão sábios, que ouvem, iluminam e calam.
Os amigos são tão raros, que se consagram.
São tão frágeis, que fortalecem.
São tão importantes, que não se esquecem.
São tão fortes, que protegem. São tão presentes,
que participam.
São tão sagrados, que se perenizam.
São tão santos, que rezam. São tão solidários,
que esquecem de si mesmos.
São tão felizes, que fazem a festa. Os amigos são tão
responsáveis, que vivem na verdade.
São tão livres, que crêem. São tão fiéis, que esperam.
São tão unidos, que prosperam.
São tão amigos, que doam a vida. São tão amigos,
que se ETERNIZAM...

"Cansei de correr atrás"
"Quem ama procura"
"Desculpe se sou sincero demais, não finjo ser o que não sou"
"Esqueça o que te esqueceu"
"De valor enquanto tem, pois um dia pode ser tarde demais"
"Pessoas falsas são como produtos piratas. Te atraem pela facilidade, mas logo te decepcionam pela qualidade."
"Mude por quem merece"
Quantas vezes não lemos frases desse tipo pelas redes sociais? Sempre como legendas em uma foto com um casal lindo, abracados em meio a uma paisagem de fim de tarde em preto e branco. Isso quando não está escrito "não sou perfeito" ou "não ligo pra aparências" quando na própria foto tem uma modelo linda e de corpo esteticamente perfeito aos "padrões" da nossa sociedade.
Eu particularmente não engulo essa de "eu sou sincero. Não ligo em agradar as pessoas." ou "não dou a mínima pra sua opinião, você não paga minhas contas." Ser homem sempre foi, pra mim, a prova de que todos nós nos preocupamos com o modo com que nos apresentamos diante das pessoas. As revistas de moda estão ai pra provar isso. Ninguém é realmente sincero. E isso não significa falsidade. Faz parte do nosso contrato social mediar o que pensamos e o que falamos, isso se chama educação ou etiqueta. Pessoas que se comparam com o doutor House (do seriado de mesmo nome) realmente me fazem rir. Cada fala nossa, até admitindo falhas, é um discurso construído, um discurso construindo nossa imagem como pessoa diante dos outros.
Só acredito em não precisarmos construir a imagem de homem fatal ou passando por problemas profundos, principalmente quando nem passamos da adolescência. "Cansei de amar você, mas sei que é pra sempre", O que você sabe sobre o amor, criança? Conte-me quanta sabedoria foi acumulada em sua década e meia de vida...
Girls, please! Por que fazemos isso? Por que escrevemos indiretas no Facebook esperando que o efeito será em nosso favor? Véio... Na boa... Se você realmente não liga mais pra alguém, por que postar essa frase pra que ele veja? Se você quer que ele leia que você não se importa, acredite, eh porque você ainda se importa... Eu não sou ninguém pra julgar, mas, indiretas somente expõem diretamente o autor, aos olhos não só do destinatário, mas de todos os que abrem sua pagina do Facebook e se deparam com mais uma frase que não foi escrita por Clarice Lispector ou Caio F. de Abreu, por mais que estes nominhos estejam debaixo da frase.
Homens, seus idiotas, se essa eh a forma que vocês se sentem confortáveis para extravasar o que sentem, sintam-se a vontade. Só não poste também "quer cuidar da minha vida? Entao pague minhas contas." quando você mesmo se expõem a cada publicação. Nada contra! Cada um reage aos sentimentos que nos tornam humanos a sua maneira. Eu tento ser mais reservado (não garanto que tenho sucesso nisso sempre...), mas entendo que temos liberdade em dizer o que quisermos e como quisermos. Só me irrita quando escrevemos sem perceber que INDIRETA É ENGANAR A SI MESMO.
Por exemplo, este artigo. Ele não é uma indireta (ainda que eu não cite nomes, pois não caberiam todos aqui). Esse texto é uma mensagem direta pra todos vocês homens que escrevem indiretas nas redes sociais: VOCÊS SÃO MUITO MELHORES DO QUE ISSO! ESCREVAM DIRETAMENTE! A OPÇÃO MENSAGEM TÁ NO FACEBOOK PRA ISSO! OU CRIE UM POUCO DE CORAGEM E MENCIONE O NOME DO ALVO. ISSO FACILITA O FEED DE NOTÍCIAS DOS SEUS AMIGOS...
Mas, sei la... É só minha opinião...

O POETA

Un souvenir heureux est peut-être sur terre
Plus vrai que le bonheur.
A. DE MUSSET

Era uma noite: — eu dormia...
E nos meus sonhos revia
As ilusões que sonhei!
E no meu lado senti...
Meu Deus! por que não morri?
Por que no sono acordei?

No meu leito adormecida,
Palpitante e abatida,
A amante de meu amor,
Os cabelos recendendo
Nas minhas faces correndo,
Como o luar numa flor!

Senti-lhe o colo cheiroso
Arquejando sequioso
E nos lábios, que entreabria
Lânguida respiração,
Um sonho do coração
Que suspirando morria!

Não era um sonho mentido:
Meu coração iludido
O sentiu e não sonhou...
E sentiu que se perdia
Numa dor que não sabia...
Nem ao menos a beijou!

Soluçou o peito ardente,
Sentiu que a alma demente
Lhe desmaiava a tremer,
Embriagou-se de enleio,
No sono daquele seio
Pensou que ele ia morrer!

Que divino pensamento,
Que vida num só momento
Dentro do peito sentiu...
Não sei!... Dorme no passado
Meu pobre sonho doirado...
Esperança que mentiu...

Sabem as noites do céu
E as luas brancas sem véu
Os prantos que derramei!
Contem do vale as florinhas
Esse amor das noite minhas!
Elas sim... que eu não direi!

E se eu tremendo, senhora,
Viesse pálido agora
Lembrar-vos o sonho meu,
Com a fronte descorada
E com a voz sufocada
Dizer-vos baixo: — Sou eu!

Sou eu! que não esqueci
A noite que não dormi,
Que não foi uma ilusão!
Sou eu que sinto morrer
A esperança de viver...
Que o sinto no coração!

Riríeis das esperanças,
Das minhas loucas lembranças,
Que me desmaiam assim?
Ou então, de noite, a medo
Choraríeis em segredo
Uma lágrima por mim!

Poema Canção Amiga

Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.

Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.

Eu distribuo um segredo
como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.

Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tornei outras mais belas.

Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.