Textos de Feliz Ano Novo para celebrar com esperança e otimismo
Sou justa
Vejo sempre os dois lados de tudo e não julgo ninguém
Sou otimista
Procuro ver o lado bom das coisas
Sou sincera
Prefiro falar a verdade mesmo que magoe
Sou bem humorada
Aprendi a rir de mim mesma
Sou de boa
Procuro não me estressar com nada
Sou ponderada
Detesto ser inconveniente e ultrapassar limites
Sou atenciosa
Sei ouvir as pessoas e retribuir atenção
Sou intensa
Me jogo de cabeça em tudo
Sou carinhosa
Demonstro os meus sentimentos
Sou ingênua
Acredito demais nas pessoas
Enfim, sou "do bem".
Muitas vezes ser assim me prejudica, porque sou alvo fácil de pessoas manipuladoras, aproveitadoras e inescrupulosas.
Mas essa é minha índole, meu caráter.
E se isso me derrubar, ainda assim não vou mudar, sabe por que?
Sou forte
Sei superar, levantar, esquecer recomeçar!
Para às meninas, servem também para os homens.
Cíumes é a pior ameaça a um relacionamento. Infelizmente, na maioria das vezes, só percebemos isso quando é tarde demais, quando estamos deitadas na cama, sozinha, com o olho inchado de tanto chorar e sem vontade de fazer mais nada a não ser falar com ele.
Sei o quanto é difícil controlar, e sei também que tudo que escrever aqui não vai adiantar de muito, pois cada pessoa precisa encontrar a melhor maneira de lidar com essa situação. Mas espero que sirva como luz para seu caminho!
A meditação fará você desperto, forte e humilde.
A meditação fará você desperto porque ela dará a você a primeira experiência de si mesmo.
Você não é o corpo e
você não é a mente.
Você é pura consciência presenciando, testemunhando.
De repente, há um grande despertar interno.
Pela primeira vez você sente quevocê é.
Pela primeira vez você sente a verdade de seu ser.
E certamente isso faz você forte,
você não é mais frágil, não como uma árvore fraca que qualquer vento curva. Agora você se tornou uma montanha.
Agora você tem uma base, agora você está enraizado, nenhum vento pode curvar a montanha.
Você se torna desperto, você se torna forte e ainda, você se torna humilde.
Essa força não traz qualquer ego para você.
Você se torna humilde porque você se torna consciente de que a mesma alma que testemunha existe em todo mundo, mesmo em animais, pássaros, plantas, rochas.
Essas são apenas maneiras diferentes de dormir.
Algumas pessoas dormem para o lado direito, algumas pessoas dormem para o lado esquerdo e algumas pessoas dormem de costas... Essas são maneiras diferentes de dormir.
Uma rocha tem sua maneira própria de dormir,
uma árvore, uma maneira diferente de dormir,
um pássaro, uma maneira ainda diferente.
Mas são apenas diferenças nas maneiras e nos métodos de dormir.
Fora isso,
mais profundamente,
no centro de todo ser, está o mesmo testemunhar, o mesmo Deus.
Isso faz você humilde, por que mesmo diante de uma rocha você sabe que você não é ninguém especial,
porque toda a existência é feita da mesma substância chamada consciência.
E se você estiver desperto, forte e humilde, você se torna mestre de si mesmo.....
ÚLTIMA CHANCE (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Lembra-te que a vida é curta
Que vives o transitório
Que vives o acaso
Que lutas só a tua batalha
Lembra-te!
Se te encontras numa curva da existência
Quem sabe Deus te oferta mais uma chance
Jamais poderá "amar" depois de "morto".
Amém!
ISBN:978-85-7893-909-0
“ Lamento se pra você, eu não sou tudo o que precisa,
Se meu sorriso não é a fonte de sua felicidade,
Se meus abraços, não são morada de teu aconchego.
Lamento ainda se você não pode ter meus beijos,
Ou se meu carinho não te pertence mais,
Sobra saudade onde um dia foi paixão
Faltou felicidade, pegamos carona na ilusão.
Resta saber se depois de tanto que perdemos,
Ainda há algo a acrescentar.
Se o pouco que ficou é muito, para um recomeço.
Ou se verdadeiramente, essa saudade foi o tudo que restou...”
Oscar.
Gratidão Deus meu, pelo dia, pela vida...
Pelos bons momentos, também pelos não tão bons..
Tu bem me conheces perfeitamente e sabes o melhor para mim..
Sustenta-me e guia-me. Segura minha mão, ampara-me todos os dias.
Faz-me forte na fé, no amor..
Dá-me paz interior, abençoa-me,ilumina-me. Amém.
✻FranXimenes ✻
Por mais árduo que seja o seu caminho e por mais devagar que você ande, siga. Com paciência e encorajando sempre o coração para o próximo passo.O importante é persistir com aquela esperança de que a boa hora chega.
Não desista.Cada tropeço é um impulso para que você se levante.
✻FranXimenes ✻
- Mas por que lhe ensinaram essas coisas? Por que "atenção"? Por que "aqui e agora"?
- Bem... (...) Porque essas coisas são coisas que a gente sempre esquece. Quero dizer, a gente se esquece de prestar atenção ao que está acontecendo e isso equivale a não estar aqui agora.
Aprendi com a vida
Na jornada de nossa vida, muita coisa tem a se aprender. Umas que se aprendem de imediato, outras que duram tempo, tempo esse que nem sempre temos a paciência de esperar, mas que são coisas que aos poucos pode amadurecer nossas ideias e metas. Se temos um objetivo, um sonho, um alvo, utilize-se da sua capacidade de aprender. Porque desde criança, aprendemos que nem sempre as coisas serão do jeito que queremos. Aprendemos que nem sempre os dias serão de sol, ou de chuva, que tanto faz o céu ter estrelas ou lua, que não são todos que tem a vida que tanto deseja, uns na miséria, porém outros cheios das riquezas.
Aprendemos que nem sempre iremos receber um sim, ou talvez um não. Aprendemos que todas as pessoas não são obrigadas a gostar de você, mas que tudo irá depender unicamente das suas atitudes, das suas ações, para que as pessoas possam te aceitar do jeito que és.
A medida que vamos deixando de ser crianças, adolescentes, jovens ou adultos, as coisas mudam. Mudam pelo simples fato das escolhas que fazemos ao longo de nossa vida. Mas acredite em Deus, acredite em si, tenha fé e vença o medo, porque o que acontece hoje na sua vida hoje, é um mero resultado de suas escolhas. Apenas aprenda com as suas escolhas do passado, viva com as escolhas que aprendeu, e acredite que no futuro, na sua velhice, você irá apenas dizer, valeu a pena tudo que vive.
Certa vez uma pessoa me disse que para estar com alguem precisa existir paixão e esta não pode acabar... Podemos amar uma pessoa, mas amor é aquilo que temos por pessoas que gostamos, como familia e amigos, mas para estar junto precisa mais que isso... Precisa de paixão... Ela é quem faz desejarmos abraçar e beijar a pessoa, suportar os erros e falhas, passar minutos e horas admirando, olhando nos olhos, sermos paciente com o outro...
Quando não existe isso, talvez exista somente amor, carinho, ou qualquer outro sentimento solido porém menos quente e poderoso... Quando não existe mais, talvez seja o momento de fazer um casal triste em duas pessoas felizes, amigos que se amam...
A sua falta
Saudades das nossas conversas,
Risadas e gargalhadas...
Saudade daquela musica que ouvíamos juntos,
Da velha ponte que costumávamos atravessar,
Com cuidado... Sempre devagar.
Tenho saudades de você apertando minha mão,
E me pedindo pra não soltar.
Tenho saudades dos seus beijos,
Leve, doce, quente e que me beijava sem parar!
Tenho saudades daquele seu perfume,
Suave, leve assim como seus beijos...
O tempo vai passando e a tal saudade só aumentando,
Você longe de mim e minha vida fica por ai...
Perdida, sozinha num mundo cheio de obscuridades e ilusões.
Mas, eu sei que resta pouco, quase nada,
Pra deixar a solidão de vez e ser feliz,
Pois pressinto sua volta,
Ouço seus passos leves ao longe,
E você se aproxima!
De fato tenho saudade!
Mas não é mais forte nem maior que meu amor,
Pois com você quero sentir a liberdade
De poder te amar sem ter nenhuma dor...
E viveremos juntos longe da saudade,
Com amor, afeto e muito amor meu!
A ARTE DA PRUDÊNCIA
Citações
"Só as pessoas inteligentes procuram, para auxiliá-las, pessoas mais inteligentes que elas."
"Crê muito quem nunca mente e confia muito quem nunca engana."
"O número de pessoas que pode beneficiar-nos é muito pequeno."
"O homem prudente busca refúgio no seu silêncio sagrado, e se comunica com poucos e sempre com pessoas inteligentes."
"É bom tornar-se conhecido por agradar aos outros. Especialmente se são seus subaltermos. É útil aos líderes obter as boas graças de todos. A única vantagem do poder: poder fazer o bem mais do que qualquer outro."
"Não se pode conceder tudo a todos. Saber dizer não é tão importante como saber conceder."
"O 'não' de alguns agrada mais que o 'sim' de outros."
"Um homem atento percebe que é ou será visto. Sabe que as paredes têm ouvidos e que o que é malfeito acaba sendo conhecido."
"Não há nada tão amável quanto a virtude, nem tão detestável quanto o vício. Só a virtude basta a si mesma. Faz-nos amar os vivos e lembrar os mortos."
"Sábio é aquele que fica descontente quando suas coisas agradam a muitos!"
"As grandes pessoas nunca se contentam com aplausos comuns."
"O jogador perfeito nunca move a peça que se espera, e muito menos a peça que seu advérsário desejaria."
"Os príncipes gostam de ser ajudados, mas não sobrepujados. Um conselho dado a eles seja oferecido como lembrança de algo que esqueceram, não como uma luz que são incapazes de ver. Os astros nos ensinam essa sutileza: nunca se atrevem a competir com o Sol."
"Não se vive seguindo uma só opinião, um só costume ou um só século."
"O que é excesso para uns é fome para outros. Alguns desperdiçam alimentos finos porque não têm como digeri-los: Não nasceram para ocupações elevadas e não estão acostumados a elas."
"O coração de uma mãe é um abismo profundo em que no fundo sempre se encontra o perdão."
Moderação no julgar
Cada um pensa conforme lhe convém e apresenta razões para suas caprichosas opiniões. A maior parte dos homens põe a paixão na frente do juízo. Quando duas pessoas sustentam posições contrarias, cada uma pensa ter razão. Mas a razão é fiel e não tem duas caras. O sábio deve agir com cautela em assuntos tão delicados, e sua própria dúvida irá corrigir o julgamento inicial sobre o comportamento alheio. Ao se colocar no lugar do outro e examinar seus motivos, não condenará nem se justificará tão cegamente.
Conhecer seu pior defeito
Ninguém vive sem o contraponto da melhor qualidade. Se o pior defeito for favorecido, ele nos dominará como um tirano. Devemos declarar-lhe guerra. O primeiro passo é descobri-lo: conhecido será vencido. Para ser senhor de si, é preciso refletir sobre si mesmo. Vencido esse defeito, os outros acabarão.
Esperar que o tempo passe e tudo se resolva, é temer obstáculos e fechar os olhos diante da vida.
Esperar que o tempo passe é receber flores tendo capacidade de plantar seu proprio jardim...
Esperar que o tempo passe, é esperar que alguem chegue, e acreditar que esse alguem nunca vai embora...
Esperar que o tempo passe é sonhar com as estrelas, sem fazer nada para alcançá-las...
Esperar que o tempo passe, é morrer em vida...
Então pra quê esperar o tempo passar??
Bom mesmo é criar o proprio tempo, dividir cada milésimo de segundo em uma eternidade, assim bons momentos viverão pra sempre.
Grilos
O Grilo Falante saíra pelo mundo e assim chegara a China, onde encontrara outros grilos submetidos a uma triste sina: eram obrigados a lutar entre si para diversão de uns poucos espectadores. No meio deles o Grilo Falante se destacava, sobretudo, porque falava duas línguas: a dos humanos e a dos grilos. O que considerava uma dádiva do destino. Era uma oportunidade para que assumisse o papel de defensor dos oprimidos. Assim como Espártaco liderara uma revolta de gladiadores, ele lideraria os grilos não falantes numa rebelião. Empolgado, fazia discurso atrás de discurso: “Nós grilos, somos vitimas dos humanos!” Proclamava. “Eles fazem com que a gente se mate, e para quê? Para que tenham diversão, uma diversão cruel, doentia...uni-vos, grilos! Nada tendes a perder, a não ser a vossa condição de escravos!”
No começo os grilos ficaram perplexos, sem saber o que fazer, mas aos poucos foram se entusiasmando com a pregação e acabaram autorizando o Grilo Falante a negociar com os humanos, condições de vida mais justas. O Grilo Falante disse aos proprietários dos grilos que nada tinha a ver com política. O que ele queria era proteção para seus companheiros. E listou suas condições: as lutas, daí em diante, deveriam ser apenas simuladas, de brincadeira. A caixa em que lutavam seria confortável, com ar condicionado. Os grilos teriam direito a ração dupla de alimento e, etc...
Na falta de alternativa, os donos dos grilos aceitaram as condições. Mas estão atrás do Pinóquio. Pagarão a ele qualquer quantia para que leve o Grilo Falante embora da China.
Reflexão: Os mais espertos se sobressaem sempre sobre os demais.
Eu cansei de esperar q vc mudasse cansei de esperar pela tua boa vontade cansei de esperar pelas tua mudanças..vc sempre dizia volte pra mim mudarei e serei melhor ..vc mudava so nos primeiros dias e nos restantes volt ava a ser como antes mas cada vez pior..so mudava depois de uma briga feia so mudava depois de eu te negar um beijo ou uma caricia..mas eu não acredito mais em vc n ao confio mais em vc..de fato eu nao podia confiar em alguem assim como vc..
Te amar foi meu maior erro mas foi a maior verdade da minha vida.....
— Não há gradações de perversidade? Será o mal um imenso e perigoso poço onde se cai ao primeiro pecado, mergulhando até o fundo?
— Sim, acho que é. — respondi. — E não é lógico, como você tenta aparentar.
— Mas não está sendo justo — disse, com o primeiro vislumbre de emoção na voz. — Certamente atribui grandes graus e variações à bondade. Existe a bondade da criança, que é inocência, e há a bondade do monge que abriu mão de tudo e vive uma existência de auto-privação e trabalho. A bondade dos santos, a bondade das donas-de-casa. São todas iguais?
— Não. Mas igualmente e infinitamente diferentes do mal — respondi.
— E como se atinge o mal? — perguntou. — Como se sai da graça e de repente se fica tão cruel quanto o júri popular da Revolução ou o mais sádico imperador romano? Basta simplesmente faltar à missa aos domingos, ou cuspir a hóstia? Ou roubar um pedaço de pão... ou dormir com a mulher do próximo?
— Não... — sacudi a cabeça.
— Não. — Mas se o mal não tem gradação, e existe este estado de maldade, então basta um único pecado. Não foi- isso que disse? Que Deus existe e...
— Não sei se Deus existe — falei. — E pelo que sei ... Ele não existe.
— Então os pecados não importam — retrucou. Nenhum pecado atinge o mal.
— Isto não é verdade. Pois se Deus não existe, somos as criaturas mais conscientes do universo. Só nós compreendemos o passar do tempo e o valor de cada minuto da vida humana. E o que constitui o mal, o verdadeiro mal, é tirar uma única vida humana. Não importa se um homem vai morrer amanhã, depois, ou eventualmente... Pois se Deus não existe, esta vida... cada segundo dela... é tudo o que temos.
Monólogo de uma Sombra
"Sou uma Sombra! Venho de outras eras,
Do cosmopolitismo das moneras...
Pólipo de recônditas reentrâncias,
Larva de caos telúrico, procedo
Da escuridão do cósmico segredo,
Da substância de todas as substâncias!
A simbiose das coisas me equilibra.
Em minha ignota mônada, ampla, vibra
A alma dos movimentos rotatórios...
E é de mim que decorrem, simultâneas,
A saúde das forças subterrâneas
E a morbidez dos seres ilusórios!
Pairando acima dos mundanos tetos,
Não conheço o acidente da Senectus
— Esta universitária sanguessuga
Que produz, sem dispêndio algum de vírus,
O amarelecimento do papirus
E a miséria anatômica da ruga!
Na existência social, possuo uma arma
— O metafisicismo de Abidarma —
E trago, sem bramânicas tesouras,
Como um dorso de azêmola passiva,
A solidariedade subjetiva
De todas as espécies sofredoras.
Como um pouco de saliva quotidiana
Mostro meu nojo à Natureza Humana.
A podridão me serve de Evangelho...
Amo o esterco, os resíduos ruins dos quiosques
E o animal inferior que urra nos bosques
É com certeza meu irmão mais velho!
Tal qual quem para o próprio túmulo olha,
Amarguradamente se me antolha,
À luz do americano plenilúnio,
Na alma crepuscular de minha raça
Como uma vocação para a Desgraça
E um tropismo ancestral para o Infortúnio.
Aí vem sujo, a coçar chagas plebéias,
Trazendo no deserto das idéias
O desespero endêmico do inferno,
Com a cara hirta, tatuada de fuligens
Esse mineiro doido das origens,
Que se chama o Filósofo Moderno!
Quis compreender, quebrando estéreis normas,
A vida fenomênica das Formas,
Que, iguais a fogos passageiros, luzem.
E apenas encontrou na idéia gasta,
O horror dessa mecânica nefasta,
A que todas as cousas se reduzem!
E hão de achá-lo, amanhã, bestas agrestes,
Sobre a esteira sarcófaga das pestes
A mostrar, já nos últimos momentos,
Como quem se submete a uma charqueada,
Ao clarão tropical da luz danada,
espólio dos seus dedos peçonhentos.
Tal a finalidade dos estames!
Mas ele viverá, rotos os liames
Dessa estranguladora lei que aperta
Todos os agregados perecíveis,
Nas eterizações indefiníveis
Da energia intra-atômica liberta!
Será calor, causa úbiqua de gozo,
Raio X, magnetismo misterioso,
Quimiotaxia, ondulação aérea,
Fonte de repulsões e de prazeres,
Sonoridade potencial dos seres,
Estrangulada dentro da matéria!
E o que ele foi: clavículas, abdômen,
O coração, a boca, em síntese, o Homem,
— Engrenagem de vísceras vulgares —
Os dedos carregados de peçonha,
Tudo coube na lógica medonha
Dos apodrecimentos musculares!
A desarrumação dos intestinos
Assombra! Vede-a! Os vermes assassinos
Dentro daquela massa que o húmus come,
Numa glutoneria hedionda, brincam,
Como as cadelas que as dentuças trincam
No espasmo fisiológico da fome.
É uma trágica festa emocionante!
A bacteriologia inventariante
Toma conta do corpo que apodrece...
E até os membros da família engulham,
Vendo as larvas malignas que se embrulham
No cadáver malsão, fazendo um s.
E foi então para isto que esse doudo
Estragou o vibrátil plasma todo,
À guisa de um faquir, pelos cenóbios?!...
Num suicídio graduado, consumir-se,
E após tantas vigílias, reduzir-se
À herança miserável de micróbios!
Estoutro agora é o sátiro peralta
Que o sensualismo sodomista exalta,
Nutrindo sua infâmia a leite e a trigo...
Como que, em suas células vilíssimas,
Há estratificações requintadíssimas
De uma animalidade sem castigo.
Brancas bacantes bêbedas o beijam.
Suas artérias hírcicas latejam,
Sentindo o odor das carnações abstêmias,
E à noite, vai gozar, ébrio de vício,
No sombrio bazar do meretrício,
O cuspo afrodisíaco das fêmeas.
No horror de sua anômala nevrose,
Toda a sensualidade da simbiose,
Uivando, à noite, em lúbricos arroubos,
Como no babilônico sansara,
Lembra a fome incoercível que escancara
A mucosa carnívora dos lobos.
Sôfrego, o monstro as vítimas aguarda.
Negra paixão congênita, bastarda,
Do seu zooplasma ofídico resulta...
E explode, igual à luz que o ar acomete,
Com a veemência mavórtica do ariete
E os arremessos de uma catapulta.
Mas muitas vezes, quando a noite avança,
Hirto, observa através a tênue trança
Dos filamentos fluídicos de um halo
A destra descarnada de um duende,
Que, tateando nas tênebras, se estende
Dentro da noite má, para agarrá-lo!
Cresce-lhe a intracefálica tortura,
E de su'alma na caverna escura,
Fazendo ultra-epilépticos esforços,
Acorda, com os candieiros apagados,
Numa coreografia de danados,
A família alarmada dos remorsos.
É o despertar de um povo subterrâneo!
É a fauna cavernícola do crânio
— Macbeths da patológica vigília,
Mostrando, em rembrandtescas telas várias,
As incestuosidades sanguinárias
Que ele tem praticado na família.
As alucinações tácteis pululam.
Sente que megatérios o estrangulam...
A asa negra das moscas o horroriza;
E autopsiando a amaríssirna existência
Encontra um cancro assíduo na consciência
E três manchas de sangue na camisa!
Míngua-se o combustível da lanterna
E a consciência do sátiro se inferna,
Reconhecendo, bêbedo de sono,
Na própria ânsia dionísica do gozo,
Essa necessidade de horroroso,
Que é talvez propriedade do carbono!
Ah! Dentro de toda a alma existe a prova
De que a dor como um dartro se renova,
Quando o prazer barbaramente a ataca...
Assim também, observa a ciência crua,
Dentro da elipse ignívoma da lua
A realidade de uma esfera opaca.
Somente a Arte, esculpindo a humana mágoa,
Abranda as rochas rígidas, torna água
Todo o fogo telúrico profundo
E reduz, sem que, entanto, a desintegre,
Á condição de uma planície alegre,
A aspereza orográfica do mundo!
Provo desta maneira ao mundo odiento
Pelas grandes razões do sentimento,
Sem os métodos da abstrusa ciência fria
E os trovões gritadores da dialética,
Que a mais alta expressão da dor estética
Consiste essencialmente na alegria.
Continua o martírio das criaturas:
— O homicídio nas vielas mais escuras,
— O ferido que a hostil gleba atra escarva,
— O último solilóquio dos suicidas —
E eu sinto a dor de todas essas vidas
Em minha vida anônima de larva!"
Disse isto a Sombra. E, ouvindo estes vocábulos,
Da luz da lua aos pálidos venábulos,
Na ânsia de um nervosíssimo entusiasmo,
julgava ouvir monótonas corujas,
Executando, entre caveiras sujas,
A orquestra arrepiadora do sarcasmo!
Era a elegia panteísta do Universo,
Na podridão do sangue humano imerso,
Prostituído talvez, em suas bases...
Era a canção da Natureza exausta,
Chorando e rindo na ironia infausta
Da incoerência infernal daquelas frases.
E o turbilhão de tais fonemas acres
Trovejando grandíloquos massacres,
Há-de ferir-me as auditivas portas,
Até que minha efêmera cabeça
Reverta à quietação da treva espessa
E à palidez das fotosferas mortas!
"Há um cansaço da inteligência abstrata, e é o mais horroroso dos cansaços. Não pesa como o cansaço do corpo, nem inquieta como o cansaço do conhecimento e da emoção. É um peso da consciência do mundo, um não poder respirar da alma”.
( Bernardo Soares [Semi-heterônimo de Fernando Pessoa]).
