Textos sobre Dor
Amor de alma, amor que não acaba, já que o amor não vaga, o amor acalenta e acalma, a mais frenética alma. Amor que vive, amor que não se pede, já que o amor se oferta, se oferece. Amor rico, amor inteiro, já que é puramente amor. Não poderia ser amor se fosse por partes, não poderia ser amor se fosse pura vaidade. Amor, que por ser tão somente amor, faz agonizar toda fúria, fere a amargura e cura qualquer dor.
Ela sentiu frio.. daqueles que arrepia ate a alma.... mas não era um frio comum, ele vinha de dentro, ele queria escapar, mas algo não deixava. Ele achou uma brecha e todas as noites ele saia pouco a pouco pelos olhos dela... Saia pra dizer que ainda existia mais frio, que aquilo iria se repetir por longos tempos... que era para lembra-la que não era possível ser forte o tempo todo.... E pelo contato acabar sendo rotineiro, a menina e o frio se tornaram parceiros...
Dizias que me amavas e que querias estar comigo mas nunca senti isso. Afirmas-te não sentir nada por mim, que não querias tentar nada comigo que se dissesses que me amavas e que gostavas muito de mim isso seria mentira! Hoje pergunto-me será que algum dia realmente me amaste? Contigo aprendi que quando se dá demais sai-se prejudicado. Dei-te tudo e de ti quase nada recebi, a única forma de te fazer brotar uma simples e profunda lágrima foi te Ignorar até perceber o quanto me fazias falta....
Hoje tem início a primavera, estação florida e encantadora, mas especialmente para mim os dias vão continuar cinzentos e tristes.… não consigo aceitar a partida da minha mamãe Ju.… estou tão mal, com saudade, meu coração está doendo muito.... Perdi minha mãezinha, minha amiga, meu anjo, meu tudo... Estou sem chão.
A alma adoentada pelos anos que se passaram, foi capaz de permanecer firme naquele corpo que parecia não ter mais movimento físico. Mas o espírito ainda estava ali. Era o seu único morador e consolador daquela alma cheia de dores. O espírito santo de Deus parecia querer habitar ainda naquele ser.
Hoje, eu penso apenas em desistir. Desistir do que há em você que me faz te querer. Desistir de te querer, e de querer que me queira. Hoje eu não consigo parar de pensar em abandonar o que nós temos, para tentar achar a felicidade em outros portos. Contudo, eu simplesmente não posso. "O coração não obedece a razão" e eu acabo cedendo a tentação de te amar. E, te amando eu navego justamente na direção oposta.
As palavras machucam, as vezes podem machucar mais que um soco ou um tapa, Se as pessoas soubessem a força que uma palavra tem, as vezes apenas uma palavra, pode acabar com o dia de alguém, digo por experiência própria, então antes de dizer algo para alguém, pense e repense no que tem a dizer, pois uma palavra pode mudar uma vida.
Por quê a vida é difícil, dura, chata, e em outros momentos, sem razão para se viver. Esta resposta não se dá através de perdas externas como bens materiais, uma frustração profissional, tampouco a perda de uma chance, as quais estas em excepcionais casos, fúteis. A vida é difícil, dura, dentre outros sinônimos, porque nos frustramos internamente. Tal frustração se dá através de questões familiares, questões amorosas, estéticas, questões que nos atinge moralmente. Logo, quando ocorre fatos citados, não há, de certa forma, um remédio para tal. Haja vista a dor ser sentida numa escala esmagadora, sufocante, pois a pior dor a ser sentida é a interna, a qual é sentida no coração. Sentimos e sabemos que isso esta ocorrendo quando nos deparamos com um coração machucado, dolorido, angustiado, em que você o sente apertando, assim, ao mesmo tempo, sem uma solução rápida e eficaz, para fazer esse sentimento de dor e angústia cessar. Isso faz com que a vida seja difícil, dura etc... Mas há para estas frustrações remédios. Para uns é a curtição, balada, álcool, drogas etc. Para outros a busca por Deus, e essa deve ser a melhor opção a ser seguida. No entanto, não devemos julgar, nem se quer criticar os que buscam outros meios, pois cada um sabe da sua dor e o quanto ela mesma é capaz de aguentar."
Uma sexta-feira à noite em casa remoi os pensamentos e os questionando até que naquele momento me falta fez um abraço qualquer mas firme. A vida me fez da solitude amiga, e com um travesseiro macio agarrei e, então, percebi que notoriamente ele servia tão bem quanto qualquer pessoa: ele me enxugava as lagrimas sem julgar.
É normal que um computador velho com anos de uso venha a falhar até que não mais tenha solução. Muitos vão ainda tentar solucionar com reposição de peças novas ou usadas em bom estado, mas tem sua validade que deve ser respeitada. É incomum o contrário, algo novo surtar e mesmo repondo seus pequenos circuitos há ainda de quebrar e insistir em não querer mais funcionar. Nesses momentos bate uma raiva grande, imagina-se azar por acontecer justamente com o seu equipamento novo. E não adiantará nenhuma das inúmeras tentativas de salvar seu circuito, colocando novas peças que o mantém funcionando por intantes. Isso será pior, pois haverá apenas frustrações e desgaste do equipamento por utilizá-lo forçadamente. Certamente por dentro ele corrompeu em algum ponto que ainda não há tecnologia suficiente para ajeitar. Nesse ponto, devemos então deixámos de ser materialista, saber reconhecer que nem tudo será igual, e em alguns casos haverá problemas em novas tecnologias sim. Com isso, deixamos então que aquele tão novo e conservado aparelho venha a ficar como estatística de algo que quase nunca acontecerá.
Poeta nunca morre de verdade. Ele sinceramente , só parte para morar em suas poesias...seja dia, tarde , noite ou madrugada ...no asfalto , no campo ou na imensa orbe que guarda poetas de todas as fases , de todas as datas ...poeta não morre ... poeta viaja ... Edi Almeida
Leveza é comparado ao sentimento que temos, quando ao recebermos de alguém, palavras desrespeitosas, desonrosas e humilhantes, que futuramente poderia provocar em nós, mágoas, ressentimentos e feridas profundas em nossa alma e lhas perdoamos. Agimos assim, pois compreendemos que, ainda estão fechadas a dor do próximo e não tiveram a coragem de praticar um dos maiores dons dado por Deus e por este motivo, Deus não pode ainda regar no seu espírito o excelente dom, o do PERDÃO.
Sinta! E não tenha pressa ,para que o que anda eu seu peito vá embora tão apressadamente,as vezes as frustrações e dores são nescessária, para a colheita futura, não permita ter tanta pressa em um mundo que corre desfreadamente é para onde mesmo? Sinta suas dores sem ela como seríamos extraordinários? Não deixe de sentir cada sentimento ,cada fracasso cada perda ,elas são as ferramentas nescessária para seu crescimento, Então permita sentir seus momentos de lutos por vc mesmo e não pelo que os outros acham que tem que ser.E lembre-se nos tornamos extraordinários quando e permitido passar pelo processo da dor!.
Pais amorosos, uma casa com cerca branca, festas com palhaços, uma criança de 5 anos sofre um acidente e seus sonhos desfalecem, essa história não é sua, você escuta e descobre que nunca fez uma oração de verdade, que seus problemas são menores do que dos outros e têm medo de isso lhe motivar por entender que sua dor é menor que a do próximo depois que compreende o significado de compaixão.
Era mais fácil cair do que empurrar, Jô tinha essa certeza. Com um empurrão vidas podiam ser destruídas, ao cair eram só os joelhos que ralavam. E custava, levantar custava apesar de tudo. Cada osso, cada articulação parecia que se enchia de ar antes de ressentir e estalar sob o peso do próprio corpo, mas Jô repetia “Melhor eu que eles.” E vivia, caindo, se rasgando, para que os outros nem tropeçassem. Era um egoísmo barato, um egoísmo masoquista e inquietante. Só havia uma certeza, ele aguentava a dor, sempre aguentara. A pergunta era: até quando?
Minha vida é a colcha de retalhos que consegui fazer. Tecidos nobres que se transformaram em panos de chão, panos de chão que fiz tornassem seda pura. Nas necessidades diárias, nas necessidades de minha alma, a qualidade do pano nunca foi importante. Era importante que absorvessem da melhor possível o que fosse bom a meu crescimento e que tivesse a capacidade de não absorver o que era desnecessário. A colcha não se finda, não permite reparos nas emendas. No entanto, sabedora que tudo foi aprendizado, olho para minha colcha, minha vida com muita gratidão. Amo, sinto, perdoo e agradeço. Esta é a minha vida. Nina Lee Magalhães
Tantas vezes o dia amanheceu gracejando e ainda assim terminou pesando o travesseiro de tanto chorar. Tantas vezes surgiu o sol sorrindo e ainda assim a noite gritou no céu, um grito vazio, e foi o choro mais triste do mundo. Tantas vezes a manhã foi gostosa e ainda assim o crepúsculo foi sombrio.
Na ponta dos pés eu me abrigo até no abismo mais próximo. O medo do silêncio, não tenho mais. Mas algo me diz que se não ouvir a voz que preciso adentrarei um vale que me destruirá, e ainda assim me deixar com vida, apenas para sentir a dor de estar estilhaçada como um vidro que corta nuvens.
A mente não pensa mais, a pele fala o que a boca não consegue. Os olhos choram para noite, trancados dentro de tanta dor que não se cabe no quarto e é preciso fugir pela janela. O mundo não costuma ser mais meu, agora ele é apenas um mundo qualquer me engolindo de todas as maneiras quando acordo sem um sol.
A primeira perda machucou, mas eu nem entendia o porquê da partida e para onde se ia. A segunda não só machucou, dilacerou, despedaçou, sangrou e ainda sangra. A terceira veio logo em seguida, abriu ainda mais a ferida, e eu perdi o controle do sangue que, por fim, acabou levando também a esperança. Mas o Rio, o Mar, a trouxe, e com a esperança vieram dias de muito amor. E, depois dos dias de muito amor, mais uma perda. Agora a quarta. A dor já não mais tamanha quanto a segunda, mas, como a terceira, levou consigo a esperança. A esperança, a crença, o sonho. Levou, lavou com lágrimas por fim engolidas. A fé no merecimento pelo que se planta se escondeu, correu, desapareceu, e não é vergonha admitir que ainda não a encontrei, apesar de saber que ela existe. O coração, que há muito tempo vinha andando em linhas bem desenhadas, não acreditou mais que as mesmas linhas o levassem a um lugar seguro. Então, o coração desceu o risco e também se escondeu. Creio que ele está abraçado à fé. Quem sabe, talvez. O que é certo é que a fé, a esperança, a crença na verdade, caminham para a dureza de um coração cheio de perdas. E é dolorido repetir que eu não me envergonho disso. Mas seria ainda mais dolorido ter que perder tudo de novo.
