Textos sobre o destino
Você deve estar se perguntando agora se esse texto vai ser romântico ou vai lhe ensinar algo, mas esse texto é apenas tudo o que você precisa saber e o que não deveria esquecer.
Foi como hoje, um dia de tarde, normal, ela falou com ele. Estavam em um Restaurante famoso, e como visto apenas pessoas de classe alta frequentavam o Lugar. Ela estava lá, e ele também. Estava sentada em uma das mesas redondas, coberta com um pano vermelho, combinava com seu batom e seus olhos _ Verdes, Azuis, ou apenas claros _ Nos quais ele sempre se confundia, brilhavam intensamente. Ele é um garçom, servindo a mesa onde se encontram o amigo de trabalho mais sua namorada e o namorado dela. Ele não se sentia constrangido, porque ainda não a olhou nos olhos, e ela sabia que ele trabalhava ali. Após servi-los, ele pediu licença e foi direto para a porta dos fundos, tomar um ar e/ou apenas parar para observar o céu, já estava alaranjado, como se a noite estivesse chegando. De repente ela aparece ao lado dele, sem palavras, somente olhou para ela, e ela tomou iniciativa:
- Oi. Disse Ela com uma expressão nervosa.
- Olá, tudo bom?
- Sim, eu vi que tinha saído, então vim falar com você.
- Seu namorado pode sentir sua falta, não quero que ele pense algo de errado sobre mim e você.
- Eu sei, mas olha, eu não ligo.
Ele ficou com Mil duvidas após ela ter dito isso. E então se virou em sua direção e perguntou:
- Do que tem medo agora?
- Medo?
- Sim.
- Como assim?
- Você tem medo de gostar de mim novamente?
- Não é medo, eu só acho que não temos mais nada haver.
- E o que te levou a vir falar comigo?
- Eu queria saber como você estava!
- Se preocupa comigo?
- Sim, mas é isso, somente, não quero tentar de novo.
- Como está tão certa disso, você nem tentou, nem se quer ainda se encontrou comigo de novo.
- E nem quero tentar.
Ele franziu as sobrancelhas e disse:
- Deixa eu te mostrar, que eu posso fazer você sentir tudo aquilo outra vez.
- Mas já faz quatro anos, não tem mais nada haver nós dois!
- É eu sei, quatro anos, mas olha, eu namorei com duas mulheres ao longo desses anos e não tirei você da minha cabeça.
- Duas? Exclamou ela. Em sua face, uma expressão indignada.
- Foram mais que duas! Você tirou sim.
- Não, se eu tivesse tirado, eu não te procuraria sempre.
- Você só me procurava quando estava carente, de vez em quando e pra ser exata, de 3 em 3 meses.
- Sempre quando eu te procurava você me pedia para eu desistir, Sempre! Mas eu nunca desisti de nós dois!
- Não? Ela derramou uma lagrima de seus olhos verde-mel e ele inclinou a cabeça para baixo, como um condenado, e com uma voz trêmula ela Falou:
- Você não está comigo agora, você não estava comigo em minha casa, você não está na mesa comigo agora, você está sempre longe de mim!
- Eu sei. Disse ele silenciosamente.
E com o mesmo ar de arrependimento ele disse:
- Não vou desistir e você sabe disso.
- Não vai rolar.
- Eu espero!
- Nunca deu na verdade.
- Agora pode dar!
- Eu não sou mais uma garota, que acreditava em príncipe e conto de fadas.
Neste momento, ele olhou em seus olhos e disse balançando a cabeça:
- Eu posso não ser mais um príncipe no cavalo branco... Mas não há ninguém melhor para cuidar de você e te fazer feliz.
Eles ficaram se olhando por um bom tempo. Ele percebeu que já estava de noite quando olhou novamente para o céu e então ele disse:
- Vai! Você precisa ir.
- Eu sei... Eu vou.
E então ela estendeu a mão para ele, ele pegou em sua mão e a puxou para abraça-la, um acontecimento que ambos não iriam esquecer nunca, e sabiam disso; Ainda abraçados ele sussurrou no ouvido dela, "Me perdoa por ter te deixado.", ela o largou segurou em suas duas mãos e afirmou:
- Eu Já perdoei, mas não vou esquecer.
E de uma forma conformada ele disse:
- Eu sei disso.
Ela voltou para a mesa onde estava seu atual namorado e os amigos, e Ele continuou do lado de fora olhando para o céu e então o namorado dela pediu a conta, pagou tudo e foram para o carro do lado de fora. No momento em que ela ia embora, o avistou da janela do carro. Ele estava chorando, não tinha ideia de quando ia vê-la de novo, mas ele se lembrou do olhar dela, quando a viu embora pela primeira vez, eram apenas adolescentes e não podiam fazer nada para poderem se ver novamente, pois moravam longe, muito longe um do outro e isso não era uma barreira para o que eles sentiam. Um amor verdadeiro, que ao passar dos anos, insistiu em seus corações, porém, não teriam como ficar juntos e cada um seguiu sua vida. Mas ele sabe que ela o escolheu. Ele sabe que ela é o amor de sua vida e ela nunca deixou de pensar nele, porque nunca sentiu nada igual com outro homem e vice-versa. Um feito para o outro. Vivendo e apanhando do orgulho. Será que valia a pena? Será que por ela estar feliz ele se sentia conformado? Há mais respostas em atitudes que palavras. Eles podiam não mais se ver, mas não iam esquecer e não pensariam em outra coisa além de estarem juntos, porém, ele queria vê-la feliz, e pedia a Deus, todas as noites olhando para o céu, que ele fosse o motivo de sua felicidade.
Certo dia, um grande navegador saiu em busca de explorar novas terras e mares.Seu objetivo era dominar o comércio do Oriente, mas graças a um pequeno desvio de percurso o comandante descobriu um paraíso chamado Brasil.
Não se preocupe. O desvio que aparece em seu percurso, pode te levar a paraísos incríveis.
O Mar das Ilusões
Dizem que existe um lugar além do tempo, onde não há terra firme nem horizonte. Um lugar que não se encontra em mapas, mas na essência da alma. Chamam-no carinhosamente de Mar das Ilusões.
É nesse mar que muitos despertam após o último sopro de vida. Não há barulho de ondas, não há vento forte, apenas um fluxo suave que conduz cada ser sem pressa, como se o próprio mar guardasse um segredo que ninguém ousa revelar.
O despertar
Você se encontra ali, deitado sobre a água, incapaz de mover-se. Não há esforço que faça sentido, não há direção a seguir. Apenas o flutuar... e o silêncio.
Ao redor, dezenas — talvez centenas — de pessoas também deslizam, algumas serenas, outras inquietas, mas todas com o mesmo olhar perdido: “O que estou fazendo aqui?”
A primeira coisa que descobre é simples, mas pesada:
a cada lembrança amarga de sua vida, você afunda um pouco.
Não há juízes, nem vozes condenando. Apenas sua própria memória, sussurrando o que foi deixado para trás.
O mergulho
E então, você começa a descer. O azul da superfície torna-se turvo, depois escuro, e o escuro transforma-se em silêncio profundo. Cada erro, cada palavra dura, cada arrependimento não resolvido... tudo pesa. O mar não castiga — apenas devolve.
Mas, ainda que o fundo o chame, seus olhos insistem em olhar para cima.
E lá, entre a claridade distante, algo se move: pássaros.
Eles sobrevoam o mar, pairando com asas que não se cansam, levando consigo alguns daqueles que conseguiram permanecer na superfície. Ninguém sabe para onde vão. Ninguém jamais voltou para contar.
A revelação
Uma voz suave, não de fora, mas de dentro, ecoa na sua consciência:
"Você gostaria de ir com os pássaros? Então não afunde."
Mas como não afundar, se o peso já o arrasta? A resposta não vem de fora.
Logo, você percebe: o mar não é feito apenas de água, mas de sua própria consciência. Ele não o engole; ele apenas reflete quem você foi.
Não lhe falta tempo. Ali, o tempo é eterno, elástico, feito para que percorra os corredores de sua mente quantas vezes forem necessárias. Pode subir, pode descer, pode revisitar cada lembrança, como se andasse em uma casa sem portas.
E então, a verdade se revela com clareza:
se sobe ou desce, já não é escolha sua.
São apenas as consequências da vida que levou.
O destino
No Mar das Ilusões, não há punição, nem recompensa. Há apenas reflexo.
A aceitação torna-se, portanto, o último aprendizado.
Você respira fundo, mesmo debaixo da água, e finalmente entende:
o que prende não é o mar, mas as correntes invisíveis que você mesmo construiu em vida.
E, quando esse pensamento se instala, você percebe algo diferente.
O peso começa a diminuir.
A luz acima torna-se mais próxima.
E, pela primeira vez, você sente que talvez... só talvez... as asas dos pássaros também possam vir buscá-lo.
Porque, no fim, o Mar das Ilusões não é uma condenação, mas um espelho.
E quem aprende a se olhar de frente, descobre o caminho da leveza.
O amor não precisa de passaporte,
mas se viajasse, escolheria cada lugar onde deixei essas palavras.
Em cada ponto do mapa, há um pedacinho do que sinto por você.
Alguns falam de promessas, outros de futuros.
Alguns são altos, outros profundos.
Mas todos — todos — estão conectados por nós.
Que o mundo seja pequeno diante do que vivemos,
e que cada lugar nos lembre:
Nosso amor também é destino.
Neste "indo" para lá, D-us sabe onde, distraí-me e te quis. Por minutos, destruí a armadura. Destruída, sinto o estômago embrulhado, como se houvesse insetos; sei que engoli mais riscos. Destruí a inspiração da poesia.
Atraindo, distraindo, evoluindo, fugindo, traindo, iludindo, diluindo... Está diluído e exposto – tu queres? Eu quero! A poesia requer lábios, está te querendo, mas estou desfazendo cada verso.
Estou mesmo? Mesmo indo, sei onde estou. Desconheço caminhos, mas reconheço a estrada. Não há voltas; é um percurso sem retorno. Ir é mais que indo. Decidir seguir nos leva ao destino. Mas qual destino, se não tens noção de onde é o indo? O indo é arriscado!
A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS INTERRUPTAS
Profª Lourdes Duarte
A vida é bem complicada. Mesmo que tentarmos levar a vida da maneira mais simples possível, é uma escolha difícil nos dias atuais. Tudo lá fora nos fascina de alguma forma.
Infelizmente ainda para muitos, só valemos consideravelmente pelo que temos e não pelo que somos. Tudo é muito difícil de entender ou talvez nós mesmo complicamos a vida que temos, achando que boa mesmo é a vida do outro.
Temos três escolhas: desistir, ceder ou dar o melhor de si para alcançar os nossos objetivos.
Cabe a nós fazermos escolhas certas e analisarmos bem qual o caminho que devemos seguir. errando ou acertando, tudo dependerá das nossas escolhas.
Cada um de nós estamos sujeitos a uma sucessão ininterrupta de escolhas. Fazemos escolhas todo tempo, desde as mais simples e automáticas, até as mais complexas. O
resultado dessas decisões cedo ou tarde aparece nas nossas vidas! Com vitórias ou fracassos. E quanto mais vivemos mais nos tornamos conscientes disso.
Muitas vezes de forma cruel a vida nos ensina. Não culpemos o destino ou até mesmo Deus por não sermos felizes como desejaríamos ser. Analisemos as nossas escolhas e o que temos hoje. Quem sabe aprendamos a dar mais valor a vida ,ao que temos e a nós mesmos.
PÂNTANO DA VIDA
Autora: Prof Lourdes Duarte
A beira do pântano da vida
E na obscura forma humana,
Entrelaçamos as mãos trêmulas
Na esperança de encontrar as almas gêmeas.
A realidade humana é de uma esfera opaca
Uma incógnita que só Deus desvenda...
Permitindo com que um e outro se encontre
Para alegria e sofrimento ou se amar eternamente.
No pântano da vida encontramos o sol que brilha
O vento que é o sopro do criador.
Corações pulsantes como os campos e vinhedos
Ou a palpitação leve e livre dos trigais.
Somente a Arte, esculpindo a alma humana,
Destruindo a sensação de perda oriunda das decepções
A luz mais uma vez se acende lá no horizonte,
Os dias tornam-se mais belos e felizes.
Seguimos adiante o traçado do destino
Corações sedentos de amor,
A beira do Pântano da vida...
Mas a Sombra de Deus!
MUDAR É PRECISO
Lourdes Duarte
Meu bem, não quero te fazer sofrer
Eu te amei com todas as minhas forças
Achei que te amaria eternamente...
O amor, transformou-se em amizade.
Mudar é preciso, crescer, seguir em frente
Seguir sozinha... Foi escolha minha
O sentimento mudou, jamais te enganei!
Minha força vem de dentro, é mais forte que eu.
A chama que está no meu peito,
Não me esquenta como antigamente...
Guardarei as lembranças dos abraços,
Beijos e cheiros só para mim...
Guardarei os segredos, os medos ...os desejos
Guardarei os sonhos, os planos para o futuro,
E é nele que estou pensando, buscando estou,
Novos horizontes, meus estudos em primeiro...
Espero que me entendas, tens uma vida pela frente
Não quero transformar esse amor em ódio, desprezo...
Deixa eu guardar o que de melhor nos aconteceu
Segue teu caminho, eu seguirei o meu, mesmo te amando.
PASSANDO 2
Escrevo diante do cerrado pálido
É setembro, há pó nas venezianas
No pensamento, rubras filigranas
Orlando o sol no horizonte cálido
Na sensação, uma dor doidivanas
De melancolia, que tem hora certa
Misturando tons, emoção e oferta
Desenhando as ilusões cotidianas
Desponta ao longe aquela saudade
Que me faz esquecer do que fazer
Do que pensar. Da minha vontade
Vago inquieto, e vou devaneando
A poesia vazia, sem sabor, prazer
E nos minutos o destino passando
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21 setembro, 2021 - 09’00” – Araguari, MG
ÁVIDO
Guardo alegria n’alma e na vida poesia
Uma sempiterna empolgação no amor
Cheio de sonho, e de contente fantasia
Que enlouquece, me traçando pecador
Perpasso junto ao destino sem profecia
No jeito de tê-lo, vou e ofereço uma flor
Na romagem da sorte quero companhia
Assim, no sentir estar em um tom maior
E nessa mais furiosa sensação peregrina
No trilho do sentimento nem se imagina
O bem, o bom, sangrando afetos imortais
Então, sempre digo com doçura e calma
Estes versos que vibram de minh’alma
Com paixão, emoção, no querer mais...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14/12/ 2020, 09’28” – Triângulo Mineiro
Não confunda sua individualidade com egoísmo. Ñ confunda apego com amor. Ñ deixe o seu ser, ao longo da vida, vir a ser um ser vazio e caótico.
Vc tem problema? Eu tb tenho, você tem, Todo mundo tem, mastem também a solução dentro de si.
Pergunte p/ vc hoje se a sua felicidade realmente está em outro? A felicidade está em si, o modo como você reage aos problemas q definirá isso.
Ñ projete suas fraquezas nos outros, ñ culpe ninguém.
Vc é dono da sua própria culpa. - Pupilla Daniela escrito em 9/12/12
Muito Orgulhosa de mim Mesma
Não tenho um físico perfeitinho ou sarado, este ai dentro dos padrões de beleza que as revistas e mídias nos esfregam todos os dias na cara, e pelos quais contorcem-se os pescoços masculino, gosto de come e não é a esta altura da minha existência que vou me privar do que dá prazer só pra encher os olhos dos outros. A pele já não tem mais o viso dos 30, nem mesmo a firmeza dos 40, nos cabelos os brancos tornam-se mais evidente e as curvas a cada dia mais redondas. Trango cicatrizes aparentes por fora e outras tantas por dentro que de tão feias não as mostro a ninguém, tenho um antes e um depois de marcas que modificaram meu eu e minha vida para sempre, mas foi isto que me deu história e mais sabedoria. Gosto de uma boa produção de vez em quando, mas no geral vou de cara limpa mesmo, aprendi a me gostar e aceitar que inevitavelmente os anos nos marcam e modificam. Há quem me olhe desconfiado por achar que sou meio cínica ou meio louca, não é nada disso, o tempo apenas me ensinou que por coisa pouca não vale apena perde-lo, ou bater de frente com coisinhas insignificantes e que sempre haverá gente importante a minha volta e é por eles que eu vivo e com eles tenho o prazer de mostrar-me por inteira, como e quem verdadeiramente sou. Não sou dada a mimimis, mas muito cedo aprendi que os outros não tem que ser igual a mim para que eu os ame ou respeite, cada um é o que é dentro do seu tempo e da sua maturidade. Cada pedrinha que tive de tirar do caminho me deram mais músculos ao levanta-las e agradeço a elas pela força que tenho hoje. Sou apaixonada por música, boas histórias, teatro, dançar... e crianças e bichos então... se bobear rolo no chã, brinco de correr na chuva, esqueço as dores e abstraio os problemas, minha mente se enche de espontaneidade quando estou com eles... perco a noção do meu tempo cronológico e idade é só um número abafando pelo som da alegria de viver plena e abundantemente. Nunca fui muito de me preocupar com olhares ou ideias alheias e cada vez menos o sou. Quando eu gosto fica evidente e nunca é pouco, o tempo me ensinou que querer bem e ser querido é o folego da nossa existência, amizade e amor são os ventos que sopram este barquinho chamado vida, mas caso eu não goste de você ou você de mim não se preocupe, eu costumo ignorar o que é ruim, e sendo assim, você não vai me ver por perto. Perdoo fácil, sim, afinal meu tempo se escasseia velozmente e eu detesto carregar pesos desnecessários, mas não se engane, não costumo esquecer o que de ruim me atingiu, assim, evito os mesmos erros. Assim vou levando a vida, nada de deixar que ela me leve, nada mais de cumprir regras impostas por outros, tomo a frente do meu destino sem medo de errar, afinal, se aprende mais com os erros do que com os acertos, e mesmo nesta montanha russa ou turbilhão de emoções que são os meus dias, faço questão eu mesma de estar no comando do meu barquinho, ainda que modesto, nele sou eu quem decide o que fazer e para onde ir. E se alguém quiser me acompanhar será bem vindo, mas precisa saber que neste barco o leme é exclusivamente meu.
Às mulheres com mais de 30. Desafio-as postarem este texto no seu mural junto com uma foto "espontânea" que demonstre um pouco da sua personalidade e o quanto sentem-se orgulhosas de si mesmas.
INSATISFEITO
Cerrado, vivo tão só, na solidão
Aflige o peito, o peito em pranto
Distante ide o tempo, o encanto
Preso na tristura e na desilusão
Tão longe ando de ti, ó emoção
De ter-te no fado meu, no canto
Da prosa, amando tanto e tanto
Multiplicando, assim, a sensação
Ando calado, e inquieta a poesia
Desses desejos de mim ausente
Pelejo com o silêncio de cor fria
E nada me diz, nem o sol poente
Tudo é cinza e apagada a fantasia
Se sente querer, a força não sente.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22/12/2020, 17’54” – Triângulo Mineiro
Esta é uma pergunta que não quer calar...
Por que estamos aqui? Será apenas para cumprir nosso Destino?
Ou podemos usar nosso livre arbítrio para gerir nosso Destino?
Osculos e amplexos,
Marcial
É O DESTINO QUE COMANDA A VIDA?
Marcial Salaverry
Essa é uma dúvida sobre a qual já se falou centenas de vezes, e eu mesmo procuro analisar o que pode ser esse tal de Destino , que parece comandar nossa vida, ou se com nosso livre arbítrio podemos modificar seus designios, definindo essa questão.
Acontecem tantas iniquidades que não conseguimos combater, tantas injustiças que não conseguimos reparar (algumas vezes praticadas por nós mesmos), tantos erros que acabam sendo irreparáveis, assim como certos acontecimentos que modificam completamente a vida de todo o mundo, que chegamos mesmo a questionar para que serve nossa presença, se nada podemos fazer para acertar essas coisas todas, e nos perguntamos se podemos algo fazer para modificar o que se chama de Destino, ou mesmo se algo podemos fazer para modificá-lo, se sequer temos o Manual de Instruções que indica quais instruções a serem seguidas...
Assim, é preciso considerar que temos enormes limitações que não nos permitem resolver certos problemas que fogem de nossa esfera. Então, temos que deixá-los de lado. Ocorre que essas irregularidades afetam nossa vida diretamente. Então, algo temos que fazer, mas não conseguimos. Então nos revoltamos contra esse estado de coisas, com essa nossa limitação, e mais ainda aumenta nossa revolta íntima, quando percebemos que as pessoas que poderiam resolver o problema, que dispõe de autoridade para tanto, se omitem, escondem-se em suas redomas e deixam que as coisas continuem erradas. E o que é mais lamentável, quando vemos o que comanda, é a ação nefasta da corrupção, de interesses espúrios que são coisas totalmente absurdas, mas acontecem, e mais do que se pensa, e é quando nos revoltamos, e por vezes tomamos certas atitudes violentas, que mais ainda irão deteriorar a situação, já que violência gera reações mais violentas ainda, e assim, nada se resolve...
Recebi uma mensagem, com autoria atribuída a Richard Bach, e creio que seja mesmo dele. Vejam:
"Para que acreditas que estás neste Planeta?... Estás aqui para aprender o que é o amor!"
Bem, isto em parte vem responder àquela pergunta crucial “Por que estamos aqui?” Assim, temos realmente que nos aplicar nessa descoberta, e tratar de aprender o que é o amor, procurando direcionar nosso livre arbítrio nesse sentido, e só precisamos entender que Bach quis se referir ao Amor pela humanidade, não ao amor carnal homem/mulher, pois esse é instintivo em nós. Essa atração, que forma os casais, as famílias, conhecemos desde que nascemos, por instinto natural.
O amor que precisamos aprender a sentir (pois ele existe dentro de todos nós, só é preciso extrai-lo) é aquele amor que nos faz, ao invés de nos revoltar contra as injustiças, procurar ver o que se pode fazer pelas vítimas dessas injustiças, e assim, antes de procurar punir as causas, devemos tentar minimizar os efeitos e depois sim, procurar uma maneira de ir ao cerne da questão, e tentar consertar a coisa toda.
Claro que os autores dos crimes, sejam eles quais forem, devem ser punidos, dentro da justiça e da ordem. Mas esquece-se muito das vítimas. O desejo de vingança, a sede de revanche, muitas vezes não permite que se dê uma devida atenção às sequelas desses atos violentos.
Certamente não vamos chegar a extremos como a bíblica lição de voltar a outra face, pois somos humanos e temos reações humanas, mas temos que aprender a usar o lado humanitário e pensar que ações e reações violentas apenas conseguem aumentar o caos.
O importante no caso, é tentar desenvolver nosso lado humanitário, procurando dentro de nossas possibilidades ajudar a quem estiver precisando. Seja essa ajuda qual for. Muitas vezes uma palavra bem colocada tem mais valor do que um polpudo cheque. Quantas vidas já foram assim salvas. Existem inúmeras maneiras de desenvolver esse amor que todos temos dentro de nossa alma. Basta que se descubra, basta que estudemos nossa alma e ver como podemos distribuir nosso amor, ao invés de guardá-lo egoisticamente apenas para nosso uso pessoal.
Claro que sempre vai representar algum sacrifício para nós. Mas... POR QUE ESTAMOS AQUI? Será apenas para cumprir nosso Destino, ou algo podemos fazer para mudá-lo, usando nosso livre arbítrio pensando apenas em fazer o bem...
Para melhor pensar sobre isso, desejo a todos UM LINDO DIA, e que seja lindamente vivido, apesar do que vem acontecendo, e que está perturbando o espírito de quase todos...
pequenas ilusões
estrelas,sonhos.
pensamentos ou até mesmo decisões.
grandes decisões.
de um rei ou até mesmo um bêbado em seus delírios.
arrependimento,
arrependidos buscam se redimir.
Cuidado com os arrependidos
solidão
até mesmo beijos e abraços de uma pessoa.
cuidado com as pessoas.
como uma noite fria,estrelado.
mas não consigo ver o brilho das estrelas.
eu sei que elas estão lá.
pena que estou muito cansado para observa-las.
cansaço.
Oque define cansaço.
até onde seus sonhos fazem você evita-lo.
você pode até beber um copo de uísque e ignora-lo
mas sempre estará lá.
sonhos brancos com cicuta.
emoções passam como o vento entre as folhas.
destino.
sorte.
eu não acredito em muitas dessas coisas.
você acredita.
IMORTAL
Olhar, envelhecendo, vendo a ruína perto
reconhecendo vãs as palavras passageiras
lacrimejou, enxugou as ilusões traiçoeiras
e me avançou na prosa com o feito liberto
Meu viver tendo sonhado e o afeto oferto
a uma ventura e mais gentis alvissareiras
emoções, onde grafei poéticas fagueiras
ao coração, foi mais romântico, por certo!
Então, se já velho e jovial o pensamento
permiti mais poesias floridas, o portento
romantismo, o que torna o amor eternal
Devaneei na literária, fiz um soneto alado
me dizendo que o momento era chegado
envelheci! Porém, sorri, o verso é imortal!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
Abril, 30/2021, 09’30” – Araguari, MG
Assim eu
Nada fui tão igual
Nada tive ovação
Nada foi excepcional
Nada encontrei em vão
Sempre fui usual
Sempre fui exceção
Sempre fui atual
Sempre fui exclusão
Um solitário nunca só
Um amante sem paixão
Um alegre de dar dó
Um genuíno de tradição
E neste novelo de nó
Aprendi a poetar grão a grão
Num poético efeito dominó
Assim eu, indizível emoção.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
14/05/2016, 03'35" - Cerrado goiano
Sinto em meu coração que Deus me fortalece para tudo isso. Ele alargou meus ombros, aumentou minha força, deu-me uma visão de amor que em nenhuma outra situação eu alcançaria. Ao me ver cuidando, amparando, dizendo palavras duras e ao mesmo tempo carinhosas a eles, vejo no que me tornei: a mãe dos meus próprios pais e irmãos.
08✓06✓21
Pois é ...
Quando do tempo cuidares
e dos detalhes recordares
atingirás a noção do eterno ...
Os passos dados a dois,
o trato com todo cuidado;
o tão particular do depois...
O destino ao vento lançado,
as lágrimas de um plural singular;
vida de um querer isolado
restos de um amor solitário !
Isso parece vago?
Acredito...
por um acaso, que digno de ter é saber,
e não sei o que vem depois ...
talvez , abister das necessidades para umacausa maior ?
Acredito também na necessidade de deslocar para ver um por do sol em um outro lugar.
Enfim , nem toda pergunta tem uma resposta...
não necessariamente no momento.
Decifrando...
o destino é consequente e acontece naturalmente?
Pelo menos você o reconhece por uma fração e é satisfatório, raramente.
Não totalmente justo, (não acontece).
é desigual o merecimento.
Mas eu sou um excelente ser.
