Textos de Declarações de Amor
Amo, odeio e me perco.
O amor é transitório e não tem força para mudar o destino.
Só é amor quando alguém decide permanecer; contudo, tal decisão é ilusão, pois o coração humano oscila como vento que não se captura.
O riso torna-se ódio, e a palavra doce converte-se em dor.
Amar é obra difícil. Aquele que hoje entrega tudo e é honrado poderá, ao menor erro, esquecer quem amou.
O homem é movido por impulso, escravo de suas emoções.
O prazer é senda mais fácil que o amor; mas quem muito bebe do vinho, cedo se enjoa, e quando o vinho finda, resta-lhe arrependimento e solidão.
Mentir a si próprio é acorrentar-se a uma realidade que não se merece.
Olhos belos podem amar-te, e tu a eles; mas recorda: nada te pertence, pois o outro sempre pode desistir.
Tua vontade não altera o destino; preocupar-te com o que foi ou desejar o que não tens é tentar segurar o vento.
Nada é sólido. Lágrimas desperdiçadas não foram feitas para cair, sofres porque idealizas demasiadamente.
Os fardos que carregas são teus, pois tu mesmo os criastes ao acreditar no que imaginaste.
Pais são teus porque assim creste; mas podes viver sem eles?
Talvez fora melhor viver como se nada existisse.
De que vale ao homem crer no inferno?
Nascer é condenar-se.
O mundo oferece apenas o que é aleatório e ainda assim exige de ti responsabilidade sobre aquilo que não escolheste.
Reagir às provocações é fortalecer o ego do outro.
Entrar em guerra é buscar a própria ruína, pois abandonar a paz para defendê-la com conflito é desatino.
Falar de tua vida não alivia o fardo; nunca estarás pleno, pois envelheces.
Alguns amam riquezas, outros desejam liberdade, mas nenhum é livre de si mesmo.
Vivem dentro de uma caixa escura — não há luz, nem sabem onde está a saída, pois quem nasce nas sombras não pode reconhecer o brilho.
Tua aparência é fruto de teu orgulho; quanto mais belo te adornas, maior o ego.
Experimenta ser o ponto neutro: onde o amor nada altera e a frustração é apenas fruto de tuas próprias ilusões.
Os erros que cometeste provêm da falta de entendimento.
Mentiste a ti mesmo, prometeste e não cumpriste; tais sombras caminarão contigo.
O que foi, foi. Não podes alterar quem te odiou — isso já te condena, mas não te aflijas.
A escuridão é sempre escuridão, e caminhas só, sem luz, por sendas incertas.
Sabes que morrerás, não desejas viver, mas tampouco anseias pela morte.
Se há algo antes ou depois, pouco importa — tua existência não foi escolhida.
És fruto de ato carnal desprovido de propósito.
E assim reclamas o direito de negar o que te condena, pois não escolheste nascer, nem habitar a oscilação eterna da incerteza.
Para todos os lados observo e vejo grandeza, vejo amor, vejo proveito...
Mas alguém há de ver isso em mim?
Vejo olhares arrogantes...
Observo comentários ruins, julgamentos...
Vejo as praças com seus bancos vazios, mas quem há de estar mais vazio? Os bancos ou as pessoas?
Sorrir para não incomodar o outro com a sinceridade é a mentira mais cega da realidade.
Você será odiado e taxado por demonstrar demais.
Será pisado por demonstrar compaixão.
Será condenado por oferecer perdão.
A realidade se dobra ao que parece sólido, mas não transcendente.
Com o tempo, observei algo nos ímpios...
Mesmo que ali pareça não haver mais nada de digno para um bom futuro, eu observei algo que poucos enxergariam: a reparação.
Não observei as falhas, mas compreendo que muitos são vítimas da realidade, já outros escolheram o caminho por se acharem inúteis para oferecer bondade.
O tolo fala, fala, fala... Mas, na sua tolice, ainda há sabedoria, ainda que poucas vezes... Talvez, se ele falasse para si mesmo, compreenderia.
Observo uma mulher que amo indo embora em mais um capítulo da minha vida...
Coisa que não compreendo; porém, digo ser castigo. Eu espero o melhor, mas vem o pior.
O conceito e a finalidade de uma relação começam na compreensão mútua.
A capacidade de se ver no outro e reparar suas dores...
Mesmo que alguém ame ao ponto de enxergar isso, seria tortura ver sua ternura ir embora depois de tudo.
Observei os pais educando seus filhos...
Vejo a criança cair, mas esperar pelo pai e pela mãe para que a levantem. Mas não a ensinam a usar a própria força dos braços para se reerguer e ficar de pé; é uma tolice mimar os filhos sem ensiná-los a resolver suas próprias questões e a ter um senso de justiça.
Observei a impureza...
Para todos os lados, roupas vulgares... Mulheres, em sua carência, mostram o corpo... Homens, em seu desespero, tentam humilhar os outros...
Mas, entre tudo isso, eu me pergunto:
"Onde estão vocês?"
Para onde foi a compreensão das pequenas coisas?
Para onde foi o valor da sensibilidade?
Para onde foi o senso de justiça?
Onde está o amor?
Como ousa me prender em memórias tão antigas?
Um amor não superado, um adeus que nunca foi dado
A sua ausência é uma dor que não consigo curar
O seu amor permanece para sempre
De certa forma, é um peso a carregar
Pois queria ter me livrado de tudo isso
de todas essas memórias que não posso superar
de uma história gravada no meu coração
Eu procurei encontrar você em outras pessoas
Mas só piorou a situação
porque você foi o único que marcou a minha vida
e mostrou que do passado sempre irei lembrar
"Eu nunca te dei flor, dei amor.
Será que aquela rosa, uma pétala, foi o que faltou?
Eu nunca te dei flor, mas dei amor.
Não lhe recitei, por não ser escritor.
Não lhe cantei, pois não sou cantor.
Fiz-lhe serenata em meus braços, o brilho em meus olhos ao lhe vislumbrar era o trovador.
Cada lágrima, que escorrera quando você se foi, caíram como as pétalas daquela rosa, que jamais lhe encontrou.
O beijo que lhe desnudou a tez foi uma arte abstrata que lhe pintou.
Todo aquele que lhe recita bodas e na noite lhe da flor.
Sinto em dizer-lhe, amor, mas é um enganador.
Sei que Deus me castiga por ser pecador.
Mas o castigo da sua ausência é demais pra alguém que demais amou.
Mas sei o que ao inferno da solidão me condenou.
Por ser extremamente apaixonado por ti, eu falhei, pois lhe dei amor.
Mas nunca te dei flor..."
Maldito o seu dom, de me fazer sonhar
Abrigar tudo o que você nunca quis realizar
O amor por sua pobre e ingênua poesia,
Soava falsa, todavia, eu já sentia...
Mais um ensaio, um cuidado, um abraço
Nada daquilo era raso, mas a profundidade também da casa ao estrago.
Por fim, o mais mentiroso foi eu
Me vesti de você e me fiz refém de suas dores
Essa dança começou e a rendição nos submeteu.
Estavamos perdido, afinal
isso nunca foi mentira, foi real.
Sonhos falidos não servem abrigo
Outrora era tudo, agora, um bom amigo.
Dia das MÃES
Mãe é o amor sem igual,
Sim amor verdadeiro,
Puro e incondicional
Que ama o tempo inteiro.
Mas por mais que eu tente
Nunca vou explicar
O amor que uma mãe sente
E tão pouco expressar.
Seja numa poesia,
Até mesmo num lindo gesto,
Homenageie todo dia,
É pouco para um amor tão complexo.
Por ser o dom mais bonito,
Não tenho dúvida alguma,
Repare que até Cristo
Veio precisar de uma.
Mãe que se retratam naquelas
Que sofre quando o filho cai,
Também em algumas delas
Que faz até papel de pai.
Naquela que dá lição
Sem nunca ter estudado
Muitas sem formação
Dá aula qualquer formado.
Daquela que tá sempre pronta
Pra ajudar e apoiar,
É aquela que dá bronca
Se acaso precisar.
A conselheira a amiga
Aquela que dá carinho
A que acalma,a que briga!
Não deixa você sozinho.
Aquela que não mede esforço
Pro filho crescer na vida
Passa por tanto sufoco
E as vezes despercebida.
Ser mãe não é fácil não
É uma tarefa bem comprida,
É ter uma preocupação
Pro resto da sua vida.
E pelo o que eu percebo
É a mais solicitada
Uma mãe não tem sossego
Em casa é a mais chamada.
Ela é aquela que liga ,
Em qualquer situação
É quem faz a melhor comida
É a que te dar mais atenção.
Quem tem sua mãe que dê valor
Dê carinho e dê afeto,
Pois quem perdeu é grande a dor
De nunca mais vê-la por perto.
O dia das mães sem ela;
É vago é muito triste
O carinho e o colo dela
É o melhor que existe.
Carregam um amor sem fim
Doces, dedicadas aos filhos seus,
Um amor tão grande assim
Quase igual o amor de Deus.
Nesses versos de carinho
Não falei tudo que queria,
E um dia só é tão pouquinho
Mas Dia das mães é todo dia.
Sérgio.
"Meu amor, eu não te quero de volta.
Roguei tanto para que não fosse; hoje, aos céus clamo para que nunca mais bata em minha porta.
Perdão, amor, mas eu não te quero de volta.
Meu peito, no seu aconchego, era um todo de alegria; hoje, ao pensar em ti, minh’alma chora.
Ouvi, entendi, mas, amor, por favor, eu não te quero de volta.
Lembra das juras, dos pedidos, a mudança que nunca veio, as brigas fora de hora?
Então, amor, sei que lembras, e é por isso que não te quero de volta.
A vida é sofrida, a solidão aguerrida; por um dia ter lhe amado, eu queria ter arrancado o meu coração fora.
Amor, por favor, sem beijos; o seu corpo me atiça, é tão difícil resistir. Nem mais um passo: eu não te quero de volta.
A pele arde, os olhares se cruzam, sou incapaz de resistir, mas hoje, sim, as recaídas se tornaram histórias.
Memórias, só memórias, amor, pois hoje não te quero de volta.
Por favor, amor, não chora.
Você sabia o que viria, sabia o que haveria quando decidiu sair por aquela porta.
Obrigado por vir, tentar um beijo, um ardir; obrigado pelo cheiro doce e o vislumbre ao se despir, mas agora vá embora.
Amor, eu não te esqueci, mas resolvi lembrar de mim e, com lágrimas nos olhos, te digo: — Eu não te quero de volta..."
"Eu não tenho talento, só amor.
Não sou poeta, escritor.
Nem músico, trovador.
Só tenho saudades e dor.
Tenho sonhos de contigo e, no pesadelo da sua ausência, horror.
Eu não tenho talento, amor.
Tenho só um coração que bate por ti e, se tivesse um outro e mais um, bateriam por você até quando o universo se for.
Eu não tenho talento, só amor.
Tento ser o que sou por ti, meu amor: a lágrima que lhe banha o rosto; sou de sua face, quando tímida, o rubor.
Sou marinheiro sem porto, sem mar, Arpoador.
Para cada noite fria, para cada tormenta em sua cercania, lhe serei abrigo, lhe serei calor.
Para a sua infelicidade, quando o âmago do seu ser for gris, eu serei cor.
De tudo o que há no mundo, só posso te oferecer amor.
Perdão, minha religião: hei de abster-me, cessarei meu clamor.
Tentando afastar minhas agruras, louca paixão, minha eterna labuta, percebi algo que me causara torpor.
Escrevendo e relendo, jogado ao relento, sofrendo com o vento, percebi que: eu não tenho sequer um único talento, só amor..."
"Se muito antes de Abraão Ele é, então, muito antes d’Ele eu te amo.
O amor d’Ele por ti é infinito, mas é gota onde o meu é oceano.
Se é pecado amá-la mais que Ele, então, morrerei pecando.
Sou eu, blasfemo, apaixonado e insano.
Se 70 vezes 7 eu devo perdoar o irmão que contra mim peca, então, por 70 vezes 7 e mais uma, seguirei te amando.
Não sei o que escrevo, tampouco o que ando falando.
Não sei o que penso, não sei os pecados que venho cometendo, o quanto ando blasfemando.
Eu me olho no espelho e não me reconheço, mas sei que Ele, o Deus, o criador de minh’alma mater, conhece o meu âmago.
Ao me criar, ele se enganou, achou que eu poderia existir sem minha metade, um meio homem, mas sou um todo de sofrimento; a quem estou enganando?
Ele sabe, sabe, sei que sabe: parei de sorrir, parei de chorar, é só indiferença, Ele sabe que nem mesmo por ela venho orando.
Punição, Pai, sem ser amado, seguir amando.
É como sem ar, continuar respirando.
É como se em meu corpo não houvesse sangue e, ainda assim, meu coração continuasse palpitando.
É como se em meus olhos não houvessem mais lágrimas e, ainda assim, eu continuasse chorando.
Que existência miserável, Pai! Por sobre os céus, eu lhe amaldiçoo, pois tens tudo o que queres e me fizeste um ser de paixão e servidão ao seu mais belo anjo.
Que existência pífia, o homem que olha no espelho e sabe que viver sem aquela mulher é somente existir, definhando.
Se és onipotente, me tire esse amor que, no deserto da solidão, por tanto tempo vem me tentando.
Caso não, tudo bem, continuarei olhando para o chão e o olhar dela imaginando.
Não olharei mais aos céus; de minh’alma não merece nem mais um lampejo, um vislumbre, a ti, Deus Pai, não abrirei meu flanco.
Digo e repito, seja blasfêmia ou não, venho falando.
Se muito antes de Abraão Ele é, então, muito antes d’Ele, meu amor, eu te amo..."
Avós e netos,
um amor que nunca passa
Afeto que ultrapassa
Supera qualquer barreira
Juntos formam um laço
Laços de amor
que não se desfaz
netos , um presente do céu
para a vida dos avós todo carinho
sol que ilumina o caminho
edite lima 60/2025
Tronco de Solidariedade
Da pedra bruta ao bloco bem talhado,
Erguemos templos de amor, de lei e de verdade.
Mas no mais puro rito, no ato alado,
Nasce a essência: o Tronco da Solidariedade.
Não é só o metal, o que se deposita,
É um gesto mudo, de alma rara
Na mão que acredita,
Uma estendida e a outra ampara.
O tronco que gira, na penumbra branda,
Não busca aplausos, nem vaidade vã,
Mas o sustento a quem mais demanda,
O alívio a quem geme, ao cair da manhã.
É a viúva em luto,
O órfão sem norte,
O irmão que tropeça,
O fardo que oprime
Neste ato que se espressa
É a chance de vida, de sorte, em sorte,
O preceito que a cada um exprime.
Que a mão que recebe, ao abrir o obstáculo,
Não veja só o ouro, a moeda que cai,
No ato que faz sem báculo,
Do amor que une, que nunca retrai.
A criança não é um papel em branco, pois vem dotada de emoções, estímulos, genialidades, amor, expertises, artimanhas, ações, energias etc...
Porém, na cultura e na educação, metaforicamente falando, ela vem como um "papel em branco", sendo necessário programar a consciência universal para poder viver e conviver, é sobre isso.
Se for criada com ou sem boa cultura, terá certeza que a vida é isso.
Como se a cultura diária escrevesse seu conhecimento e logo a educação na própria formação humana.
Mundo Da Hipocrisia
Hoje já não se trata de amor, hoje é sobre quem paga mais.
É galhofeiro como a sociedade metamorfoseou o amor verdadeiro à um negócio para contrair bens de valia.
Hoje, já não se trata mais de dignidade, hoje os corpos são vendidos publicamente e cada uma atribui um preço ao seu corpo como se fosse um simples produto de compra e venda.
CONTINUA…
Só Falta Você
A saudade de um amor que me deixou
O eco das risadas ainda pela minha casa
Seus presentes de crochê na minha gaveta
Então por que você não me diz como é que eu faço pra te esquecer,
Se tudo o que sobrou ainda me lembra você?
Mesmo com a casa estando vazia,
Todo o meu ser só consegue dizer o quanto sinto falta de você.
Há mais de um mês que eu não sei o que é dormir direito,
Deito do lado contrário da cama, tentando arrumar um jeito.
Já fiz de tudo pra mudar o meu pensamento,
Mas não se apaga um sentimento assim no vento.
Eu tentei te esquecer, fiz de tudo pra mudar,
Mas quanto mais eu tento, mais eu quero te buscar.
Você se foi, mas o meu peito não entendeu...
Que o amor que era nosso, agora é só meu.
Então por que você não me diz como é que eu faço pra te esquecer,
Se tudo o que sobrou ainda me lembra você?
Mesmo com a casa estando vazia,
Todo o meu ser só consegue dizer o quanto sinto falta de você...
Falta de você...
Só falta você.
Para o Ano que chega,
Escolha o que vale a pena
Da paisagem à retórica do amor.
O mundo tem boas surpresas
E o extraordinário ao redor
Dê chance à essa beleza,
E tudo fica ainda melhor.
E o ano será diferente
Cheio de encontros sinceros
e instantes singulares pela frente.
Não se deixe cegar pela antítese da alegria,
Pois antes de cada passo e em cada oração,
existe a semente de um querer bem
e a centelha da própria criação.
O sol foi descansar
Surgiu o anoitecer
A Lua saiu devagar
Para te envolver
O amor está no ar
Para nos enlouquecer.
Os bancos de areias
- a festejar -
A loucura boa de fazer
Nas águas de abençoar.
O céu de seda a se abrir
Receptivo aos versos
De natureza atentatória
Íntimos e completos.
Estrelinhas tilintando
- testemunhas -
Da nossa agarração
Repleta de paixão.
A gentileza no amor,
- faz do mundo um mundo novo,
Gentileza gera gentileza,
- o profeta já enxergava a Terra,
Como a grande escola do amor.
A gentileza de amor,
- é como a chuva gentil molhando a flor,
Gentileza gera gentileza,
- a gentileza faz crescer forte o amor.
A gentileza no amor,
- faz a gente crer que tudo pode,
Gentileza gera gentileza,
- quem não desiste da gentileza,
É um ser humano forte.
A gentileza de amor,
- é manifestação da pura sedução,
Gentileza gera gentileza,
Ela é uma reverência ao coração.
A gentileza no amor,
- tem a sua cara e o seu jeito,
Pode ser até que não saia perfeito,
Gentileza gera gentileza,
- a gentileza é como um beijo.
A gentileza de amor,
- é um bem que se vê à quem,
Gentileza gera gentileza,
- é a melhor forma de fazer o bem.
A gentileza no amor é a salsa,
- e também é o merengue,
Com morango e chantilly,
Gentileza gera gentileza,
Eu te quero bem aqui.
A tua força é magnetizadora
O teu amor me escolheu
Quero ser bem sedutora
Para fazer-te todo meu
Carrego o nosso
amor sacrossanto
Só para você escrevo
Só por você eu canto
No embalo da espera
Não tenho o quê reclamar
Os pés estão bem na terra
Sonho em te completar
Estou aqui a sonhar
Que o meu corpo seja teu
E o meu coração o teu altar
Quero ser um oásis a te saciar
Buscando pelo amor que virá
ao caminhar nesta travessia
como fogo, paixão e ventania,
abro caminhos e traço rotas,
porque não sei quem o amor
de fato primeiro encontrará.
Renascendo com as auroras,
meus discretos motins estão
se espalhando como sementes,
e como versos nômades não
descansaram com os poentes,
eles já estão por todo o lugar.
Aceitando os sinais do destino,
certa como a Lua romântica
em noite de céu estrelado,
me encontro como música
inabalável no coração do povo
que jamais hão de me apagar.
Devolvendo o amanhecer
no teu insigne e gentil peito
estão todos os meus sinais,
e todas as minhas estações
porque o amor sem nunca
ter te visto arou as emoções.
Você se comportou como Júpiter
pegando a Lua pela mão
trazendo-me de volta para o Divino,
O amor quando é verdadeiro
não é feio e nem bonito;
ele está acima do Bem e do Mal,
e se entrega sempre ao infinito.
Você acha que o amor se
preocupa com o quê é físico,
O amor luta é para estar perto
e se nutre de tudo o quê é eterno,...
Quem tem amor só se ocupa do que
engrandece o espírito,
e prevê simplesmente o infinito;
Quando nos conhecemos o amor
por nós foi adotado como idioma,
Dizer nenhuma palavra nunca é
preciso para o amor ser compreendido;
Disseste que não te entendo
em fuga do teu indomável sentimento,
Você sabe que te mantenho
abrigado em meu místico silêncio,
embora não reconheça que sei
de ti melhor do que você mesmo.
